
Em dia de campanha em Santa Catarina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro, fizeram atos em cidades diferentes, com discursos em que Lula falou em manter Jair Bolsonaro preso e cobrou investigação ampla do caso Banco Master, enquanto o senador acusou o chefe do Executivo de tentar comprar votos dos mais pobres com o reajuste do Bolsa Família.
Lula esteve em Florianópolis e depois voltou a Brasília, de onde se prepara para viagem à Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Flávio cumpriu agenda em Joinville e Chapecó ao lado do irmão Carlos Bolsonaro e reforçou críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao procurador-geral da República Paulo Gonet.
Lula mira Banco Master, Bolsonaro e viagem à ONU
Em comício no centro de Florianópolis, o candidato à reeleição voltou a defender que o Supremo Tribunal Federal investigue todos os envolvidos no escândalo do Banco Master. Segundo Lula, a Corte deve apurar e investigar todos e deixar os responsáveis expostos diante da sociedade brasileira, porque, na visão dele, só assim o país poderá ser consertado.
No mesmo discurso, o presidente prometeu endurecer penas para crimes de violência contra a mulher e reiterou a intenção de proibir as casas de apostas esportivas. Ele também atacou diretamente Flávio Bolsonaro ao afirmar que o adversário quer vencer para tirar o pai da cadeia, enquanto disse buscar a vitória para manter Jair Bolsonaro na cadeia.
Flávio Bolsonaro critica PGR, STF e reajuste do Bolsa Família
Flávio Bolsonaro, por sua vez, participou de eventos de campanha em Joinville e Chapecó, acompanhado do irmão Carlos Bolsonaro, que deixou a Câmara Municipal do Rio para tentar uma vaga no Senado por Santa Catarina. Em entrevistas, o candidato do PL comentou a foto em que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, aparece ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro em um evento em Londres.
Para Flávio, a imagem simboliza um distanciamento da cúpula da República em relação à população. Ele afirmou que, enquanto brasileiros estão sem comida na mesa, integrantes da tropa de Lula estariam tomando uísque e fumando charuto caro no exterior, rindo da cara do povo.
Durante os discursos, o senador defendeu mudanças profundas na composição do Supremo Tribunal Federal e prometeu indicar, se eleito presidente, pelo menos cinco ministros para a Corte. Ele mencionou como possibilidades a nomeação para a 11ª vaga ainda aberta, as futuras aposentadorias de Cármen Lúcia, Luiz Fux e Gilmar Mendes e até um eventual impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Outros candidatos dividem agenda entre economia e segurança
Outros postulantes ao Palácio do Planalto também tiveram agenda ao longo do dia. Em São Paulo, Augusto Cury, candidato do Avante, visitou a Ceagesp, maior central de distribuição de alimentos do país, onde defendeu a ampliação do Bolsa Família, mas criticou o reajuste anunciado pelo governo justamente às vésperas da eleição.
Em Santa Catarina, Renan Santos, candidato do partido Missão, dedicou o dia à pauta de segurança pública e defendeu o endurecimento de penas para criminosos. Na visão dele, o Brasil se tornou a Disney, o Beto Carrero da violência no mundo, e seria necessário aumentar significativamente as penas, a letalidade policial e, quando julgado necessário, promover intervenção federal em estados que não adotem políticas mais rígidas.
Já em Barretos, no interior de São Paulo, Ronaldo Caiado, do PSD, participou de um evento promovido por voluntários do Hospital do Amor, referência em tratamento contra o câncer. Em suas falas, Caiado destacou a importância de ampliar investimentos em diagnósticos rápidos para a doença como forma de reduzir a mortalidade e melhorar a estrutura do Sistema Único de Saúde.
Fonte: Band