Augusto Cury celebra crescimento nas pesquisas e diz que vai ‘pacificar’ o País

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, fez neste sábado, 5, na cidade de Araçatuba, interior paulista, uma carreata denominada de ‘pacificação’. O escritor criticou a polarização que ainda existe na política brasileira, classificando-a de ‘insana’ e dizendo que o Brasil não pertence nem à família ‘Bolsonaro’ e nem à família ‘Lula da Silva’ e que é preciso focar em projetos e não em ataques pessoais.

Neste sábado, o candidato celebrou o seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. “Fiquei sabendo que no Ceará tive o maior crescimento da história do Brasil em uma semana”, destacou, citando que saiu de 0,2% em junho para 12,3%.

Os dados se referem à pesquisa Atlas/Focus, divulgada na sexta-feira, 4, realizada entre os dias 28 de agosto a 2 de setembro, e com registro BR-07411/2026. Ele agradeceu o eleitor nordestino e de todas as regiões do País.

“O Brasil tem cura e merece ser pacificado”, frisou Cury, na carreata feita em Araçatuba.

Em um post na sua conta oficial do Instagram, o candidato ainda disse: “Os brasileiros estão percebendo que existe, sim, um novo caminho para o País. O Ceará mandou um recado forte. E o Nordeste começa a mostrar que a esperança também cresce quando encontra coragem.”

Na carreata, Cury agradeceu pessoas de todas as vertentes religiosas, citando pastores evangélicos, padres e freiras, espíritas, budistas, islamitas e, depois, mencionou os ateus. “Já fui ateu, mas quando estudei a mente de Cristo, me curvei aos pés dele, que foi o maior pacificador da história”, disse, destacando que deseja governar para todo o Brasil.

Fonte: Estadão Conteúdo

Justiça manda PF investigar existência de cartazes que acusavam Raquel Lyra de matar marido para ganhar eleição

A Justiça Eleitoral proferiu duas decisões determinando a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar a existência de cartazes apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição (veja vídeo acima). No material, ela é acusada de, para ser eleita em 2022, ter matado o marido, o empresário Fernando Lucena. Ele sofreu um mal súbito no dia do 1º turno da última eleição estadual.

A investigação foi pedida inicialmente pela coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra. Posteriormente, a Frente Popular de Pernambuco, do também candidato ao governo João Campos (PSB), também acionou a Justiça e pediu a ampliação do inquérito, o que também foi deferido.

Fotos dos cartazes foram publicadas pelo blog e perfil no Instagram Bastidor.PE. Um deles traz a foto de Raquel Lyra e a frase “ela matou o marido para ganhar a eleição”.

Outro, conforme a postagem, traz a expressão “matadoras de maridos”, com uma montagem de Raquel Lyra ao lado de Elize Matsunaga, condenada por esquartejar o marido em 2012, e da ex-deputada federal Flordelis, sentenciada em 2022 por ser a mandante do assassinato do esposo.

Os cartazes teriam sido vistos no Bairro do Recife. O caso, que tramitava inicialmente na 8ª Zona Eleitoral do Recife, foi encaminhado para o Juízo das Garantias da Justiça Eleitoral de Pernambuco, devido à competência funcional sobre a fase pré-processual.

A primeira decisão foi na terça-feira (1º), pedindo a abertura do inquérito a pedido de Raquel Lyra e de sua coligação. Nela, a juíza eleitoral Anamaria de Farias Borba Lima Silva acolheu os pedidos de urgência pedindo a preservação de provas físicas e digitais cruciais para a investigação.

A magistrada também determinou que a Polícia Federal fizesse apreensão imediata de cartazes remanescentes e os submetesse a perícias gráficas e documentoscópicas para identificar o processo de impressão, tipo de papel, tinta, equipamentos empregados e impressões digitais.

Além disso, a Secretaria de Defesa Social (SDS), a CTTU e a prefeitura do Recife foram oficiadas para extrair e manter a integridade de gravações de câmeras de segurança no Bairro do Recife e imediações. Nessa decisão, também foi intimada a empresa LTX Segurança Privada Ltda, que opera câmeras numa das ruas, para conservar as gravações e os registros de leitura de placas de veículos.

A investigação tomou novos rumos na sexta-feira (4), após a Justiça acatar uma petição da Frente Popular de Pernambuco pondo em dúvida a existência do cartaz.

Sobre o pedido da Frente Popular de Pernambuco, a Coligação Pernambuco de Coração, de Raquel Lyra, afirmou que o processo foi aberto pelo grupo da governadora e que a nova decisão “trata de um pedido complementar feito por outras partes, dentro deste mesmo processo, que é de nossa autoria”.

“Seguimos confiando na atuação das instituições do judiciário e nas Polícias Civil e Federal para elucidar a situação, encontrar e punir os culpados. É do interesse de todos e fundamental para a manutenção do processo democrático que estas práticas não sejam toleradas sob nenhum aspecto”, informou a coligação.

Fonte: G1

Gilmar apresenta proposta para proibir servidores da PF em gabinetes do STFar-apresenta-proposta-para-proibir-servidores-da-pf-em-gabinetes-do-stf.ghtm?cmpid=copiaecola

O ministro Gilmar Mendes apresentou hoje uma proposta para proibir a nomeação de militares e policiais em gabinetes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro sugeriu a proibição da nomeação de policiais para cargo em comissão, ainda que estejam licenciados de suas funções ou cedidos. A exceção seria para o exercício de atividades de segurança, mas ficaria vedada a participação desses servidores na instrução de inquéritos, processos e em atividades de assessoramento jurídico.

Gilmar propôs alteração no regimento interno do STF. A próxima etapa é a manifestação dos membros da Comissão do Regimento. Depois, uma sessão administrativa deve ser realizada para debater a mudança.

Atualmente há quatro delegados da PF cedidos ao Supremo, segundo o Portal da Transparência. Dois trabalham no gabinete de André Mendonça, um no de Alexandre de Moraes, e outro na área de segurança.

Gilmar apresentou a proposta em meio a crise no STF. Nesta semana, o ministro Mendonça tornou público um relatório que expôs a relação de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Na quinta-feira, Moraes pediu a investigação do colega por crime de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.

Moraes acusa Mendonça de cometer irregularidades na relatoria do caso Master. Ele citou o vazamento de informações e documentos sigilosos com o intuito de atribuir prática de crimes contra ele e outros membros do STF, além de direcionar investigações para “favorecer determinados grupos políticos.”

Acusações são fundamentadas em relatório de inteligência da PF. Moraes afirma que pediu ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, todos os relatórios que tivessem citações a ele e outros membros do STF, produzidos “a partir da necessidade de documentar inúmeras irregularidades e ilegalidades praticadas na condução de investigações”.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou ao STF que vai investigar se houve interferência na elaboração do documento. Na terça-feira, Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório, argumentando que a ordem dada à PF para investigar pessoas específicas, sem pedido da PGR ou da própria polícia, excede os limites de competência de Mendonça na fase pré-processual. Gonet foi citado no relatório da PF.

Fonte: UOL

Jornais dos EUA processam OpenAI e Microsoft por direitos autorais

Os jornais norte-americanos Seattle Times e Newsday entraram com uma ação judicial contra a OpenAI e a Microsoft por violação de direitos autorais. A alegação é de que as empresas usaram reportagens dos veículos, sem autorização ou pagamento, para treinar e operar sistemas de inteligência artificial.

A ação foi apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York na 6ª feira (4.set.2026). Segundo os jornais, eles tiveram conteúdo extraído dos seus sites por meio de raspagem (scraping), incluindo material protegido por paywall, e incorporado a bases de dados usadas no desenvolvimento de produtos como o ChatGPT, da OpenAI, e o Copilot e os recursos de IA do Bing, da Microsoft.

Os veículos afirmam que os sistemas conseguem reproduzir ou parafrasear reportagens de sua autoria. Isso pode reduzir o número de leitores que acessam diretamente o site e afetar receitas de publicidade e assinaturas. Os jornais pedem a destruição das cópias não autorizadas de seus conteúdos e dos conjuntos de dados e modelos de inteligência artificial que tenham incorporado esse material.

NYT TEM AÇÃO SEMELHANTE

A OpenAI afirmou que recebeu a notícia do processo com surpresa e que está aberta ao diálogo com os veículos. A empresa disse que seus modelos são treinados com dados disponíveis publicamente e que o uso desse material pode estar protegido pelo princípio do fair use (uso justo), previsto na legislação norte-americana. A Microsoft também se declarou disposta a buscar uma solução.

Na quinta-feira (3.set.2026), o governo dos Estados Unidos apresentou manifestação favorável à posição da OpenAI em disputa semelhante envolvendo o jornal The New York Times. O Departamento de Justiça argumentou que o uso de conteúdo protegido para treinar modelos de IA pode estar amparado pelo fair use e que uma interpretação mais restritiva poderia prejudicar a inovação e a competitividade do país no setor.

O caso se soma a uma série de disputas entre empresas de tecnologia e produtores de conteúdo. Em 2023, o New York Times processou a OpenAI e a Microsoft sob acusação semelhante.

A disputa amplia o debate sobre os limites para o uso de conteúdo jornalístico por empresas de inteligência artificial e pode influenciar os próximos embates judiciais sobre direitos autorais nos Estados Unidos.

Fonte: Poder 360