Internet grátis pode derrubar rede móvel na eleição, diz Anatel ao STF

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a liberação irrestrita do acesso à internet móvel durante as eleições pode provocar picos de tráfego capazes de interromper a conectividade em aparelhos celulares, em especial na proximidade de zonas eleitorais.

Na quinta-feira (24), Zanin havia dado 48 horas para a Anatel apresentar um parecer sobre um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e do Partido Verde (PV) para que a internet móvel seja liberada em todo o país nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores a cada turno de votação.

Entre os principais argumentos do pedido está o de que a limitação provocada por franquias pré-pagas gera uma desigualdade no acesso à informação por parte das camadas mais pobres da população.

Isso porque quando acaba o crédito, a velocidade da internet é drasticamente reduzida, ficando liberado apenas o tráfego em aplicativos patrocinados por empresas, como serviços de mensageria, por exemplo.

Para os autores da ação, isso favorece a desinformação nos dias que antecedem o pleito, uma vez que os eleitores não conseguem checar eventuais notícias falsas em fontes idôneas na internet.

Colapso

Para a Anatel, o argumento não condiz com a realidade. A agência frisou que o combate às chamadas fake news envolve desafios sociais e regulatórios que não passam pela questão da conectividade móvel.

A agência reforça que uma pesquisa feita pelo próprio órgão em 2025 constatou que 70% dos usuários de franquias móveis pré-pagas utilizam a internet por meio de conexões wi-fi fixas, seja em casa ou na rua, de modo a não gastar a franquia pré-paga.

A Anatel apontou que, diferentemente das conexões fixas, que são em geral via cabos e podem ter a capacidade ampliada sem limite, as conexões móveis dependem de um espectro limitado de transmissão eletromagnética pelo ar.

Por outro lado, liberar o tráfego em datas específicas pode levar os consumidores a intensificar exponencialmente o consumo naqueles dias, antecipando downloads e streamings, por exemplo. A agência alerta ser provável que isso leve a um congestionamento e à queda de sinal.

Esse cenário pode “levar a um colapso das redes de telecomunicações, dificultando ou impedindo que grande parte da população possa se comunicar adequadamente em período tão relevante para a democracia do país”, diagnosticou a Anatel.

O órgão também levantou uma série de outras questões técnicas e regulatórias que seriam obstáculos para a liberação da internet nos celulares, incluindo o argumento de que isso seria uma invasão da competência exclusiva da Anatel de reger as regras relativas às telecomunicações.

Antes de decidir sobre o pedido de liminar (decisão urgente e provisória), o ministro Cristiano Zanin deve receber o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o tema.

O Brasil possui hoje mais de 270 milhões de pontos de telefonia móvel ativos. A modalidade pré-paga representa cerca de 35% da totalidade de acessos móveis em operação no território nacional, informou a Anatel. Uma boa parte dos pós-pagos são do tipo “controle”, que também possui pacotes de dados limitados.

Fonte: Agência Brasil

Com impulsionamento recorde, candidatos já pagaram R$ 167 milhões à Meta

A dez dias do primeiro turno, os gastos dos candidatos com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais já superaram o que foi investido na eleição de 2022 inteira.

Dados informados até ontem pelas campanhas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que foram destinados R$ 167,3 milhões à Meta, dona de redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp, para turbinar postagens.

Em 2022, a empresa de Mark Zuckerberg recebeu R$ 155,4 milhões dos candidatos, segundo números corrigidos pela inflação dos últimos quatro anos.

A disputa municipal de 2024 foi a que teve o maior gasto com impulsionamento até o momento: foram R$ 207,6 milhões pagos em valores atualizados.

O valor investido neste ano ainda pode superar esse montante, considerando os dias restantes até o primeiro e o segundo turnos e o aumento dos gastos na reta final das campanhas. Os candidatos também podem declarar despesas após as eleições.

O impulsionamento de posts foi a maior despesa das campanhas neste ano, assim como em 2022.

Esse tipo de gasto explodiu nos últimos anos. Entre a eleição presidencial de 2018 e a deste ano, as despesas com o recurso subiram 316%.

Lula lidera gastos com impulsionamento

O presidente Lula (PT) foi quem mais gastou para impulsionar posts. O petista investiu R$ 4,7 milhões para aumentar o alcance de publicações na campanha. Flávio Bolsonaro (PL), segundo candidato à Presidência que mais gastou, investiu R$ 702 mil.

Lula não teve gastos com impulsionamento no Facebook em 2022, concentrando apenas no Google, onde só não investiu mais do que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2026, passou a ser o que mais gastou com a empresa até o momento —desde 2024, o Google não faz anúncios eleitorais.

No ranking geral das campanhas que mais injetaram dinheiro em impulsionamentos, Lula é seguido por Elmano de Freitas (PT), candidato à reeleição ao governo do Ceará, com R$ 3,47 milhões. Em terceiro lugar, está Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição ao Governo de São Paulo, que gastou R$ 1,9 milhão.

Os números foram levantados pela reportagem na Biblioteca de Anúncios da Meta e se referem ao período de 22 de agosto a 20 de setembro, intervalo com os dados mais atualizados sobre impulsionamentos durante a campanha disponibilizados pela empresa.

Para Vanessa Marques, a dinâmica de impulsionamentos pode desequilibrar o pleito. A consultora em marketing político diz que se estabelece uma lógica de “leilão”: quem paga mais, aparece mais para os eleitores.

“Candidatos mais novos ou menos conhecidos, como Caiado e Zema, ou com menos recursos acabam tendo mais dificuldade de levar suas propostas”, explica.

Atrás nas pesquisas, Ronaldo Caiado (PSD) gastou R$ 192,6 mil em impulsionamento, contra R$ 132,3 mil de Augusto Cury (Avante), R$ 95,2 mil de Romeu Zema (Novo) e R$ 85,6 mil de Renan Santos (Missão).

Fonte: UOL

Prefeitura de Salgueiro lança inteligência artificial para atender à população via WhatsApp, com integração à Central de Atendimento 1Doc

Com objetivo de modernizar e tornar os seus serviços mais rápidos e eficientes, a Prefeitura de Salgueiro lançou a SIA, a inteligência artificial do município, criada para automatizar os atendimentos através do WhatsApp, com integração à Central de Atendimento 1Doc.

A tecnologia oferece aos cidadãos uma nova forma de acessar informações e serviços públicos de maneira rápida, simples e acessível. Os atendimentos são feitos 24 horas por dia, sete dias por semana.

Na SIA estão disponíveis serviços públicos, tributários, de licenciamento urbano e da Ouvidoria Municipal, além de informações sobre órgãos e demais serviços do município.

Pelo WhatsApp, através do número (87) 98172-1930, a inteligência artificial compreende as solicitações dos cidadãos e fornece respostas com base nas informações da prefeitura. As demandas podem ser enviadas em texto e áudio, tornando o serviço mais acessível para todos.

Por meio do vínculo à Central de Atendimento 1Doc, solicitações que precisam de atendimento especializado são direcionadas ao setor responsável, o que garante a continuidade da assistência com maior eficácia e precisão.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Jornais dos EUA processam OpenAI e Microsoft por direitos autorais

Os jornais norte-americanos Seattle Times e Newsday entraram com uma ação judicial contra a OpenAI e a Microsoft por violação de direitos autorais. A alegação é de que as empresas usaram reportagens dos veículos, sem autorização ou pagamento, para treinar e operar sistemas de inteligência artificial.

A ação foi apresentada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York na 6ª feira (4.set.2026). Segundo os jornais, eles tiveram conteúdo extraído dos seus sites por meio de raspagem (scraping), incluindo material protegido por paywall, e incorporado a bases de dados usadas no desenvolvimento de produtos como o ChatGPT, da OpenAI, e o Copilot e os recursos de IA do Bing, da Microsoft.

Os veículos afirmam que os sistemas conseguem reproduzir ou parafrasear reportagens de sua autoria. Isso pode reduzir o número de leitores que acessam diretamente o site e afetar receitas de publicidade e assinaturas. Os jornais pedem a destruição das cópias não autorizadas de seus conteúdos e dos conjuntos de dados e modelos de inteligência artificial que tenham incorporado esse material.

NYT TEM AÇÃO SEMELHANTE

A OpenAI afirmou que recebeu a notícia do processo com surpresa e que está aberta ao diálogo com os veículos. A empresa disse que seus modelos são treinados com dados disponíveis publicamente e que o uso desse material pode estar protegido pelo princípio do fair use (uso justo), previsto na legislação norte-americana. A Microsoft também se declarou disposta a buscar uma solução.

Na quinta-feira (3.set.2026), o governo dos Estados Unidos apresentou manifestação favorável à posição da OpenAI em disputa semelhante envolvendo o jornal The New York Times. O Departamento de Justiça argumentou que o uso de conteúdo protegido para treinar modelos de IA pode estar amparado pelo fair use e que uma interpretação mais restritiva poderia prejudicar a inovação e a competitividade do país no setor.

O caso se soma a uma série de disputas entre empresas de tecnologia e produtores de conteúdo. Em 2023, o New York Times processou a OpenAI e a Microsoft sob acusação semelhante.

A disputa amplia o debate sobre os limites para o uso de conteúdo jornalístico por empresas de inteligência artificial e pode influenciar os próximos embates judiciais sobre direitos autorais nos Estados Unidos.

Fonte: Poder 360

Brasil multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas em dados de adolescentes

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou multas que somam R$ 153,7 milhões à ByteDance Brasil Tecnologia, responsável pela plataforma TikTok no país, por infrações ligadas a perfis de crianças e adolescentes. A sanção está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25).

Além da multa, a autoridade determinou a eliminação dos dados pessoais de adolescentes entre 13 e 18 anos cadastrados na plataforma cuja indicação de representante legal não ocorra em até 60 dias úteis.

A empresa foi penalizada por irregularidades relacionadas ao tratamento de dados pessoais de adolescentes e por descumprimento de princípios previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As multas foram aplicadas por infrações ao Artigo 7º da lei, que trata das hipóteses legais para o tratamento de dados pessoais, e aos princípios da segurança e da responsabilização e prestação de contas, previstos no Artigo 6º da norma.

A maior parte da penalidade corresponde a duas multas de R$ 63,1 milhões cada. Uma terceira multa, de R$ 27,4 milhões, completa o valor total de R$ 153,8 milhões.

De acordo com a ANPD, a empresa poderá obter redução de 25% no valor da multa caso renuncie ao direito de recorrer da decisão em primeira instância e pague o valor dentro do prazo previsto. Nessa hipótese, o montante a ser recolhido cairia para R$ 115,3 milhões.

Fonte: Agência Brasil

Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

Fonte: Agência Brasil

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil; saiba como fazer

O Gmail passou a permitir na última terça-feira (26.jun.2026) que usuários no Brasil troquem o endereço de e-mail da conta. A mudança chega mais de 20 anos depois da criação do serviço de e-mail do Google.

Nos Estados Unidos, a mudança já está liberada desde 31 de março deste ano.

Quem optar pelo novo endereço não perde o acesso ao antigo. O e-mail original passa a funcionar como endereço alternativo e continua válido para acessar a conta. O usuário também segue recebendo mensagens enviadas para os 2 endereços.

Há, no entanto, uma restrição. Depois da troca, o Google bloqueia a criação de um novo endereço terminado em “@gmail.com” para a mesma conta durante 12 meses.

A alteração do endereço também tem impacto em outros serviços vinculados à conta. O novo e-mail passa a ser utilizado para fazer login em ferramentas como Google Fotos e Google Drive.

Como trocar o endereço

Para verificar se o recurso já está disponível, o usuário deve acessar myaccount.google.com/google-account-email pelo computador e fazer login.

Depois, a página apresenta o botão “Alterar e-mail da Conta do Google”. Basta clicar nele, digitar o novo endereço no campo “Nome de usuário” e selecionar “Mudar o e-mail”.

O endereço escolhido precisa estar disponível, ou seja, não pode estar em uso por nenhuma outra conta. Se a opção ainda não estiver liberada para determinado usuário, o Google exibirá a mensagem de que não é possível alterar essa configuração no momento.

Como mudar o nome exibido

Quem quiser manter o endereço atual, mas alterar como o nome aparece para outros usuários, pode fazer isso pelo menu de configurações do Gmail. O recurso está disponível há mais tempo do que a troca de endereço. Os passos são:

– acesse o Gmail pelo computador;

– clique em “Configurações” (símbolo de engrenagem no canto superior direito);

– clique em “Ver todas as configurações”;

– selecione “Contas e importação” ou “Contas”;

– em “Enviar e-mail como”, selecione “Editar informações”;

– em “Nome”, escreva como deseja se apresentar no Gmail;

– clique em “Salvar alterações”.

Fonte: Poder 360

Apple diz que vai aumentar o preço do iPhone por crise global de memória

A Apple prepara aumentos de preços em seus produtos, incluindo o iPhone, por causa da alta global no custo de memória e armazenamento.

Tim Cook, CEO da Apple, disse que a empresa não consegue mais absorver a disparada de custos de memória e armazenamento. Em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal, ele afirmou: “Infelizmente, o aumento de preços é inevitável. Estamos fazendo o possível para mitigar os altos preços que foram passados para nós”.

Cook não detalhou quais aparelhos vão ficar mais caros nem o tamanho do reajuste. Ainda assim, a expectativa é de que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, previstos para setembro, cheguem com preços acima dos modelos iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max.

iPads e Macs também podem entrar na lista de aumentos no curto prazo. A Apple já elevou o preço do Mac mini ao retirar do catálogo o modelo de entrada e, com isso, o valor inicial passou de US$ 599 (cerca de R$ 3.059) para US$ 799 (cerca de R$ 4.080) nos EUA, além de enxugar opções mais avançadas do Mac mini e do Mac Studio.

A pressão vem de uma escassez de chips de memória e de armazenamento, puxada por empresas de inteligência artificial. “Há menos oferta em um momento em que os consumidores querem aparelhos, e as fabricantes de memória estão repassando grandes aumentos de preços”, disse Cook ao Wall Street Journal.

A Apple diz que vai usar seu caixa para tentar ampliar a oferta de memória, mas sem fabricar os próprios componentes. “Não conseguimos produzir tudo. Sabemos no que somos bons”, afirmou Cook.

Fonte: UOL

STF forma maioria e big techs têm 60 dias para se adequarem a novas regras

As empresas gigantes da tecnologia, também conhecidas como “big techs”, terão o prazo de 60 dias para se adequarem às novas regras previstas no Marco Civil da Internet, de responsabilização por conteúdos publicados por usuários. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11/6) para acompanhar o relator, ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro a votar durante a sessão.

A mesma Corte aprovou em junho de 2025 as novas regras e obrigações previstas na legislação sobre o controle de conteúdos publicados nas redes. Na ocasião, o plenário declarou, por 8 votos a 3, a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do marco civil.

O julgamento manteve a responsabilidade das plataformas pelas postagens de conteúdos por terceiros. Em voto no julgamento desta quinta, o relator propôs estabelecer a “presunção relativa de culpa” em substituição ao termo “presunção de responsabilidade” ao tratar sobre os conteúdos ilícitos em anúncios e impulsionamentos pagos.

Para o ministro, a plataforma pode ser responsabilizada independentemente de notificação judicial, a menos que prove ter agido com diligência em tempo razoável. Acompanharam Dias Toffoli, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

A sessão foi encerrada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e o julgamento do processo deve ser prosseguido na próxima quarta-feira (17/6).

Fonte: Correio Braziliense

Governo destina R$ 205 milhões para alavancar startups de IA no Brasil

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriram edital para escolher o gestor de um novo fundo de investimento focado em startups de inteligência artificial.

Fundo vai focar em empresas onde a inteligência artificial é o centro do negócio. As startups não podem usar a tecnologia apenas como ferramenta complementar.

BNDES vai investir até R$ 125 milhões. Já a Finep pode colocar até R$ 80 milhões no projeto.

Parte dos recursos da Finep tem destino exclusivo. A entidade vai direcionar 30% do seu valor para empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Instituições vão avaliar propostas com base na equipe e nos custos. O prazo para os interessados enviarem os projetos pela internet termina no dia 28 de maio.

Plano nacional para o setor

Iniciativa atende às metas do PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial). O desafio central é aumentar o número, o faturamento e a presença global de empresas brasileiras da área.

Edital também segue diretrizes da NIB (Nova Indústria Brasil). As chamadas públicas buscam estimular o crescimento de negócios tecnológicos e inovadores.

Interesse por negócios do tipo cresceu no país no último ano. Em 2025, as empresas que aplicam inteligência artificial receberam 39% de todo o capital investido em startups no Brasil.

Presidente da Finep afirma que estratégia desenvolve soluções para a população. “É mais uma iniciativa para tornar o país referência mundial em inovação e uso de inteligência artificial”, diz Luiz Antonio Elias.

Presidente do BNDES avalia que fundo resolve dificuldade de captação das startups. “A inteligência artificial vem se consolidando como uma tecnologia com potencial de elevar a produtividade”, afirma Aloizio Mercadante.

Fonte: UOL

19 estratégias das redes sociais, streaming e games para te viciar

A condenação, em 25 de março último, da Meta (dona do Instagram e Facebook) e o Google (dono, também, do YouTube). Um tribunal em Los Angeles considerou as empresas culpadas da acusação de projetarem suas plataformas deliberadamente para viciar. A ação, movida por uma jovem de 20 anos que desenvolveu graves problemas de saúde mental devido ao uso compulsivo, resultou em indenização de 6 milhões de dólares. Cabe recurso.

O “pulo do gato” da ação contra as plataformas foi deixar de lado a discussão jurídica sobre o conteúdo das redes e focar na responsabilidade pelo produto. Por viciarem, as redes sociais seriam um produto defeituoso, como um eletrodoméstico que não funciona ou uma picanha vendida fora da validade.

É um marco. “Esse precedente pode gerar um efeito cascata. O ponto central é enterrar a ideia de imunidade das plataformas e reconhecer que, nessas relações de consumo, elas produzem dano por ações, omissões e negligências no desenho do produto”, afirma Rafael Zanatta, professor de direito e ativista dos direitos digitais, codiretor da Data Privacy Brasil.

Rolagem infinita, competição por likes, notificações incessantes: no cerne da discussão está o design das redes sociais, construído para nos manter online. Nem sempre foi assim. No auge do Orkut, nos anos 2000, a experiência era baseada em paginação: você clicava em números para ver a próxima página de recados. Não havia um algoritmo misturando tudo em um fluxo infinito e o usuário sentia que “chegava ao fim” da leitura. Era uma estrutura menos viciante.

As coisas mudaram por volta de 2010, quando as redes consolidaram um modelo de negócios focado em exibir anúncios, que exige segurar o usuário conectado pelo maior tempo possível. O engajamento tornou-se moeda. Em ensaio para a revista americana The Atlantic, Jonathan Haidt, psicólogo hoje célebre pelo livro A Geração Ansiosa, sinalizou que o grande símbolo dessa mudança foi a invenção do botão “curtir” do Facebook, em 2008. Era o emblema da passagem de uma era de redes baseadas na comunicação para um modelo destrutivo de comparação social e busca incessante por doses de dopamina.

Abaixo você confere estratégias das redes sociais para te viciar

Este inventário das táticas para sequestrar sua atenção foi montado com o apoio de nossos entrevistados, o inventário clássico de Harry Brignull e uma metanálise de pesquisadores do Politécnico de Turim (Itália) e da Universidade de Santa Clara (EUA). Eles mapearam 43 estudos para catalogar como o design moderno nos manipula.

1- Rolagem infinita

Definição: Design em que o conteúdo carrega de forma contínua e automática à medida que o usuário desliza para baixo. O Decreto 12.880 proíbe essa prática em sites acessados por crianças e adolescentes.

Exemplo: os feeds que nunca acabam no Facebook, Instagram e X.

2- Reprodução automática (autoplay)

Definição: Um novo vídeo começa a tocar imediatamente após o anterior sem interação do usuário, gerando um loop infinito sem momentos de reflexão ou pontos de saída.

Exemplo: O sistema de “próximo vídeo” do YouTube. Zanatta destaca que o design muitas vezes dificulta o acesso às configurações para desativar o recurso.

3- Deslizar para atualizar (pull-to-refresh):

Definição: Inspirada nas alavancas de caça-niqueis de cassino. O usuário desliza a tela para baixo para recarregar o conteúdo, à espera da recompensa – o novo conteúdo atualizado.

Exemplo: Aplicativos de redes sociais em smartphones, onde o usuário espera por novos posts ou mensagens.

4- Jogo com hora marcada

Definição: Mecanismo que força o usuário a retornar ao app em horários ou frequências específicas para não perder pontos, conquistas ou status.

Exemplo: O jogo FarmVille na versão clássica, em que colheitas estragam se não forem colhidas a tempo. Ou os live events do Roblox, como um chefe de fase que só aparece sábado, 15h.

5- Sequências (streaks)

Definição: retenção do usuário com gamificação por recorrência de uso.

Exemplo: A ofensiva do Duolingo (o contador volta a zero se você perder aula) e o “foguinho” do Tiktok e do Snapchat. Você e seu amigo precisam trocar mensagens diretas (DMs) por pelo menos três dias seguidos para o fogo aparecer. Se um dos dois não enviar uma mensagem em 24 horas, o fogo apaga.

6- Investimento social

Definição: Uso de métricas (seguidores, curtidas, visualizações) para criar dependência e validação social.

Exemplo: Notificações do Instagram celebrando que um vídeo atingiu um número X de visualizações.

7- Anúncios disfarçados

Definição: Publicidade ou sugestões de conteúdo projetadas para parecerem posts orgânicos de amigos ou navegação nativa.

Exemplo: Posts patrocinados inseridos entre os Stories do Instagram ou TikTok. George Valença, da UFRPE, menciona os vídeos de unboxing, em que marcas patrocinam crianças abrindo produtos sem indicação clara de anúncio.

8 – Chantagem emocional (confirmshaming)

Definição: Uso de linguagem emocionalmente manipuladora para fazer o usuário sentir culpa ou vergonha ao tentar recusar uma oferta.

Exemplo: O Duolingo, que utiliza uma “corujinha triste” para constranger o usuário a retornar à plataforma. Ou ofertas de produtos em que as opções são “sim, quero” e “não, prefiro pagar mais caro”.

9- Caixas de recompensa (loot boxes)

Definição: Itens virtuais comprados ou ganhos em jogos que contêm recompensas aleatórias, explorando a psicologia do jogo de azar (o item mais valioso aparece muito raramente).

Exemplo: Pacotes de cartas ou caixas de itens em games como Free Fire ou FIFA. O ECA Digital veta essa funcionalidade em jogos para menores de idade.

10- Névoa do tempo (time fog):

Definição: Ocultar monitoramento do tempo gasto, como o relógio do celular. Tática inspirada em cassinos, que não têm janelas para impedir a noção de passagem do tempo.

Exemplo: Games que rodam em tela cheia ou os streamings que não exibem o tempo decorrido do vídeo.

11- Dificuldade de saída

Definição: Torna o registro no serviço extremamente fácil, mas o cancelamento da conta ou o logout excessivamente complexos.

Exemplo: Você cria uma conta no Facebook ou Instagram em 2 ou 3 passos, dependendo do método. Mas não se pode apagar uma conta em menos de 7 passos – e isso depois de passear por um labirinto de nomes pouco intuitivos (“central de contas”, “gerenciamento da conta” etc.).

12- Notificações de recaptura

Definição: Notificações por si só induzem ao vício. As de recaptura são as enviadas deliberadamente para trazer de volta um usuário que saiu do app, geralmente com informações banais.

Exemplo: Avisos do Facebook sobre atividades de amigos após um período de inatividade do usuário: “Fulano postou depois de algum tempo sem postar”. Zanatta, da Data Privacy Brasil, menciona documentos da Meta mostrando que a empresa usava notificações noturnas e em horário escolar mesmo sabendo que prejudicavam adolescentes. Tudo para aumentar o engajamento diário em 1%.

13- Repetição “repetitiva” (grinding)

Definição: Exigência de repetição mecânica da mesma tarefa inúmeras vezes para desbloquear uma funcionalidade.

Exemplo: Matar monstros repetidamente no jogo World of Warcraft para passar de fase. Um jogador que precisa de 10 horas de repetição para subir de nível infla as métricas de tempo de uso e usuários ativos. No instagram ou no Tiktok, o exemplo é postagem diária de reels e stories para que o algoritmo “não esqueça” do produtor de conteúdo.

14- Silenciamento algoritmico (shadowbanning)

Definição: É o que supostamente acontece quando o usuário não posta com constância. A plataforma manipula a visibilidade do conteúdo criando uma sensação de “punição”.

Exemplo: Um youtuber que para de postar por dois dias e percebe que seu alcance despencou drasticamente quando volta. Isso o força a retornar ao regime de grinding.

15 – Isca e troca

Definição: Oferecer recompensas (iscas) com valores altos, mas inatingíveis, porque as verdadeiras condições para chegar lá (a troca) estão nas letrinhas miúdas.

Exemplo: Redes que prometem “até 3 mil reais” se você convidar amigos para entrar. Mas os termos e condições exigem que seja um usuário em um aparelho novo que deve assistir a 30 minutos de vídeo por 10 dias seguidos. Qualquer falha cancela o prêmio.

16 – Continuidade forçada

Definição: Quando o período de teste gratuito termina e a renovação ocorre sem aviso claro, ou quando o cancelamento da renovação é dificultado.

Exemplo: O YouTube Premium, que oferece testes gratuitos, mas tem renovação automática e torna o processo de cancelamento difícil – novamente, são necessários 7 passos.

17- Urgência fabricada

Definição: Uso de gatilhos temporais – que podem ser falsos – para forçar decisões rápidas e monitoramento constante. A prática é proibida para menores de idade pelo Decreto 12.880.

Exemplo: Sites de viagem que anunciam passagens com os dizeres: “Corra! resta 1 passagem por esse preço”.

18 – Prova social falsa

Definição: Variação da urgência fabricada. O usuário é levado a acreditar que um produto ou serviço é mais popular do que realmente é com a exibição de avaliações que podem ser falsas.

Exemplo: Site de reservas de hotéis que exibe mensagens como “20 pessoas estão vendo este quarto agora”.

19- Invasão de agenda

Definição: O aplicativo utiliza permissões de acesso aos contatos para monitorar e anunciar a presença de usuários sem o consentimento explícito de privacidade das duas partes, forçando engajamento social.

Exemplo: O Instagram notificando que “Usuário Beltrando está no Threads”, mesmo que você não fale com essa pessoa há anos. A função vem ativada por padrão.

Fonte: UOl

Esvaziar do lixeira do WhatsApp libera memória e evita travar o celular; veja como fazer

Ninguém merece um celular lento e muito cheio, não é? O que poucos sabem, é que a lixeira do WhatsApp pode ser esvaziada e essa pequena ação vai ajudar você a ter um smartphone rápido e com memória.

Ao acessar o gerenciador de arquivos, você pode apagar manualmente o que já não precisa. Basta localizar a pasta do WhatsApp e selecionar o que deseja excluir. Em poucos minutos, seu celular pode ficar mais rápido e com mais memória. Mas há um passo a passo para fazer isso certinho, hein?

Essa dica viralizou em 2024 e ajudou muita gente. Hoje, relembramos esse truque prático para quem quer mais leveza no smartphone.

Mensagens se acumulam

Diferente de outros aplicativos, o WhatsApp tem a tendência a juntar mensagens antigas no celular.

Isso porque o app não tem uma lixeira específica. Todos os vídeos e fotos que você recebe, se acumulam na memória interna do próprio dispositivo. Aí complica!

Assim, de tempos em tempos, recomenda-se que você faça uma limpa naquilo que não é mais necessário. Ou que desative o armazenamento de fotos recebidas pelo WhatsApp.

Passo a passo

Veja agora o passo a passo de como esvaziar os itens do WhatsApp e liberar muito espaço na memória do smartphone.

Procure pelo gerenciador de arquivos de seu aparelho;

Clique em “Armazenamento de Dados” ou “Armazenamento Interno”;

Agora selecionar fotos e vídeos que você recebeu pelo aplicativo e já não faz mais questão;

Selecione-os e clique em deletar!

Mas atenção, esses itens às vezes podem ir para uma outra lixeira, do celular. Nesse caso, é preciso que você delete os itens de lá também!

Celular mais rápido

Além de te dar mais espaço, eliminar esses arquivos pode ajudar o celular a ficar mais rápido.

Fonte: Só Notícia Boa

WhatsApp terá conta gerenciada por pais para crianças menores de 13 anos

A Meta informou que pais poderão gerenciar contas de filhos menores de 13 anos no WhatsApp. A medida vem com a proximidade da vigência do ECA Digital, que prevê uma série de proteções para crianças e adolescentes em ambientes online.

Empresa diz que criou opção após pedido de pais. De acordo com anúncio, a funcionalidade vai ser liberada aos poucos para os usuários nos próximos meses. Nas próximas semanas, algumas pessoas passarão a testar o recurso.

O que vai mudar nessas contas supervisionadas:

Conta é configurada pelos pais. Eles precisam inserir data de nascimento da criança, e o responsável fará uma selfie para confirmar que é adulto.

Mensagens de desconhecidos vão para uma pasta. Ela é acessada por um PIN (código numérico) estabelecido pelos pais; os responsáveis podem colocar filhos em grupos; sem eles, é necessário uma aprovação do responsável feita por PIN.

Contas não terão acesso à Meta AI (a IA da Meta), Canais ou Status.

Pais são notificados quando filhos adicionam, bloqueiam ou denunciam um usuário. Os responsáveis também são notificados se um grupo que o filho faz parte aumentar ou se alguém ativa mensagens que desaparecem.

Anúncio é feito próximo ao início da vigência do Eca Digital. Lei começa a vigorar em 17 de março e conta com uma série de medidas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Fonte: UOL