Governo destina R$ 205 milhões para alavancar startups de IA no Brasil

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriram edital para escolher o gestor de um novo fundo de investimento focado em startups de inteligência artificial.

Fundo vai focar em empresas onde a inteligência artificial é o centro do negócio. As startups não podem usar a tecnologia apenas como ferramenta complementar.

BNDES vai investir até R$ 125 milhões. Já a Finep pode colocar até R$ 80 milhões no projeto.

Parte dos recursos da Finep tem destino exclusivo. A entidade vai direcionar 30% do seu valor para empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Instituições vão avaliar propostas com base na equipe e nos custos. O prazo para os interessados enviarem os projetos pela internet termina no dia 28 de maio.

Plano nacional para o setor

Iniciativa atende às metas do PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial). O desafio central é aumentar o número, o faturamento e a presença global de empresas brasileiras da área.

Edital também segue diretrizes da NIB (Nova Indústria Brasil). As chamadas públicas buscam estimular o crescimento de negócios tecnológicos e inovadores.

Interesse por negócios do tipo cresceu no país no último ano. Em 2025, as empresas que aplicam inteligência artificial receberam 39% de todo o capital investido em startups no Brasil.

Presidente da Finep afirma que estratégia desenvolve soluções para a população. “É mais uma iniciativa para tornar o país referência mundial em inovação e uso de inteligência artificial”, diz Luiz Antonio Elias.

Presidente do BNDES avalia que fundo resolve dificuldade de captação das startups. “A inteligência artificial vem se consolidando como uma tecnologia com potencial de elevar a produtividade”, afirma Aloizio Mercadante.

Fonte: UOL

19 estratégias das redes sociais, streaming e games para te viciar

A condenação, em 25 de março último, da Meta (dona do Instagram e Facebook) e o Google (dono, também, do YouTube). Um tribunal em Los Angeles considerou as empresas culpadas da acusação de projetarem suas plataformas deliberadamente para viciar. A ação, movida por uma jovem de 20 anos que desenvolveu graves problemas de saúde mental devido ao uso compulsivo, resultou em indenização de 6 milhões de dólares. Cabe recurso.

O “pulo do gato” da ação contra as plataformas foi deixar de lado a discussão jurídica sobre o conteúdo das redes e focar na responsabilidade pelo produto. Por viciarem, as redes sociais seriam um produto defeituoso, como um eletrodoméstico que não funciona ou uma picanha vendida fora da validade.

É um marco. “Esse precedente pode gerar um efeito cascata. O ponto central é enterrar a ideia de imunidade das plataformas e reconhecer que, nessas relações de consumo, elas produzem dano por ações, omissões e negligências no desenho do produto”, afirma Rafael Zanatta, professor de direito e ativista dos direitos digitais, codiretor da Data Privacy Brasil.

Rolagem infinita, competição por likes, notificações incessantes: no cerne da discussão está o design das redes sociais, construído para nos manter online. Nem sempre foi assim. No auge do Orkut, nos anos 2000, a experiência era baseada em paginação: você clicava em números para ver a próxima página de recados. Não havia um algoritmo misturando tudo em um fluxo infinito e o usuário sentia que “chegava ao fim” da leitura. Era uma estrutura menos viciante.

As coisas mudaram por volta de 2010, quando as redes consolidaram um modelo de negócios focado em exibir anúncios, que exige segurar o usuário conectado pelo maior tempo possível. O engajamento tornou-se moeda. Em ensaio para a revista americana The Atlantic, Jonathan Haidt, psicólogo hoje célebre pelo livro A Geração Ansiosa, sinalizou que o grande símbolo dessa mudança foi a invenção do botão “curtir” do Facebook, em 2008. Era o emblema da passagem de uma era de redes baseadas na comunicação para um modelo destrutivo de comparação social e busca incessante por doses de dopamina.

Abaixo você confere estratégias das redes sociais para te viciar

Este inventário das táticas para sequestrar sua atenção foi montado com o apoio de nossos entrevistados, o inventário clássico de Harry Brignull e uma metanálise de pesquisadores do Politécnico de Turim (Itália) e da Universidade de Santa Clara (EUA). Eles mapearam 43 estudos para catalogar como o design moderno nos manipula.

1- Rolagem infinita

Definição: Design em que o conteúdo carrega de forma contínua e automática à medida que o usuário desliza para baixo. O Decreto 12.880 proíbe essa prática em sites acessados por crianças e adolescentes.

Exemplo: os feeds que nunca acabam no Facebook, Instagram e X.

2- Reprodução automática (autoplay)

Definição: Um novo vídeo começa a tocar imediatamente após o anterior sem interação do usuário, gerando um loop infinito sem momentos de reflexão ou pontos de saída.

Exemplo: O sistema de “próximo vídeo” do YouTube. Zanatta destaca que o design muitas vezes dificulta o acesso às configurações para desativar o recurso.

3- Deslizar para atualizar (pull-to-refresh):

Definição: Inspirada nas alavancas de caça-niqueis de cassino. O usuário desliza a tela para baixo para recarregar o conteúdo, à espera da recompensa – o novo conteúdo atualizado.

Exemplo: Aplicativos de redes sociais em smartphones, onde o usuário espera por novos posts ou mensagens.

4- Jogo com hora marcada

Definição: Mecanismo que força o usuário a retornar ao app em horários ou frequências específicas para não perder pontos, conquistas ou status.

Exemplo: O jogo FarmVille na versão clássica, em que colheitas estragam se não forem colhidas a tempo. Ou os live events do Roblox, como um chefe de fase que só aparece sábado, 15h.

5- Sequências (streaks)

Definição: retenção do usuário com gamificação por recorrência de uso.

Exemplo: A ofensiva do Duolingo (o contador volta a zero se você perder aula) e o “foguinho” do Tiktok e do Snapchat. Você e seu amigo precisam trocar mensagens diretas (DMs) por pelo menos três dias seguidos para o fogo aparecer. Se um dos dois não enviar uma mensagem em 24 horas, o fogo apaga.

6- Investimento social

Definição: Uso de métricas (seguidores, curtidas, visualizações) para criar dependência e validação social.

Exemplo: Notificações do Instagram celebrando que um vídeo atingiu um número X de visualizações.

7- Anúncios disfarçados

Definição: Publicidade ou sugestões de conteúdo projetadas para parecerem posts orgânicos de amigos ou navegação nativa.

Exemplo: Posts patrocinados inseridos entre os Stories do Instagram ou TikTok. George Valença, da UFRPE, menciona os vídeos de unboxing, em que marcas patrocinam crianças abrindo produtos sem indicação clara de anúncio.

8 – Chantagem emocional (confirmshaming)

Definição: Uso de linguagem emocionalmente manipuladora para fazer o usuário sentir culpa ou vergonha ao tentar recusar uma oferta.

Exemplo: O Duolingo, que utiliza uma “corujinha triste” para constranger o usuário a retornar à plataforma. Ou ofertas de produtos em que as opções são “sim, quero” e “não, prefiro pagar mais caro”.

9- Caixas de recompensa (loot boxes)

Definição: Itens virtuais comprados ou ganhos em jogos que contêm recompensas aleatórias, explorando a psicologia do jogo de azar (o item mais valioso aparece muito raramente).

Exemplo: Pacotes de cartas ou caixas de itens em games como Free Fire ou FIFA. O ECA Digital veta essa funcionalidade em jogos para menores de idade.

10- Névoa do tempo (time fog):

Definição: Ocultar monitoramento do tempo gasto, como o relógio do celular. Tática inspirada em cassinos, que não têm janelas para impedir a noção de passagem do tempo.

Exemplo: Games que rodam em tela cheia ou os streamings que não exibem o tempo decorrido do vídeo.

11- Dificuldade de saída

Definição: Torna o registro no serviço extremamente fácil, mas o cancelamento da conta ou o logout excessivamente complexos.

Exemplo: Você cria uma conta no Facebook ou Instagram em 2 ou 3 passos, dependendo do método. Mas não se pode apagar uma conta em menos de 7 passos – e isso depois de passear por um labirinto de nomes pouco intuitivos (“central de contas”, “gerenciamento da conta” etc.).

12- Notificações de recaptura

Definição: Notificações por si só induzem ao vício. As de recaptura são as enviadas deliberadamente para trazer de volta um usuário que saiu do app, geralmente com informações banais.

Exemplo: Avisos do Facebook sobre atividades de amigos após um período de inatividade do usuário: “Fulano postou depois de algum tempo sem postar”. Zanatta, da Data Privacy Brasil, menciona documentos da Meta mostrando que a empresa usava notificações noturnas e em horário escolar mesmo sabendo que prejudicavam adolescentes. Tudo para aumentar o engajamento diário em 1%.

13- Repetição “repetitiva” (grinding)

Definição: Exigência de repetição mecânica da mesma tarefa inúmeras vezes para desbloquear uma funcionalidade.

Exemplo: Matar monstros repetidamente no jogo World of Warcraft para passar de fase. Um jogador que precisa de 10 horas de repetição para subir de nível infla as métricas de tempo de uso e usuários ativos. No instagram ou no Tiktok, o exemplo é postagem diária de reels e stories para que o algoritmo “não esqueça” do produtor de conteúdo.

14- Silenciamento algoritmico (shadowbanning)

Definição: É o que supostamente acontece quando o usuário não posta com constância. A plataforma manipula a visibilidade do conteúdo criando uma sensação de “punição”.

Exemplo: Um youtuber que para de postar por dois dias e percebe que seu alcance despencou drasticamente quando volta. Isso o força a retornar ao regime de grinding.

15 – Isca e troca

Definição: Oferecer recompensas (iscas) com valores altos, mas inatingíveis, porque as verdadeiras condições para chegar lá (a troca) estão nas letrinhas miúdas.

Exemplo: Redes que prometem “até 3 mil reais” se você convidar amigos para entrar. Mas os termos e condições exigem que seja um usuário em um aparelho novo que deve assistir a 30 minutos de vídeo por 10 dias seguidos. Qualquer falha cancela o prêmio.

16 – Continuidade forçada

Definição: Quando o período de teste gratuito termina e a renovação ocorre sem aviso claro, ou quando o cancelamento da renovação é dificultado.

Exemplo: O YouTube Premium, que oferece testes gratuitos, mas tem renovação automática e torna o processo de cancelamento difícil – novamente, são necessários 7 passos.

17- Urgência fabricada

Definição: Uso de gatilhos temporais – que podem ser falsos – para forçar decisões rápidas e monitoramento constante. A prática é proibida para menores de idade pelo Decreto 12.880.

Exemplo: Sites de viagem que anunciam passagens com os dizeres: “Corra! resta 1 passagem por esse preço”.

18 – Prova social falsa

Definição: Variação da urgência fabricada. O usuário é levado a acreditar que um produto ou serviço é mais popular do que realmente é com a exibição de avaliações que podem ser falsas.

Exemplo: Site de reservas de hotéis que exibe mensagens como “20 pessoas estão vendo este quarto agora”.

19- Invasão de agenda

Definição: O aplicativo utiliza permissões de acesso aos contatos para monitorar e anunciar a presença de usuários sem o consentimento explícito de privacidade das duas partes, forçando engajamento social.

Exemplo: O Instagram notificando que “Usuário Beltrando está no Threads”, mesmo que você não fale com essa pessoa há anos. A função vem ativada por padrão.

Fonte: UOl

Esvaziar do lixeira do WhatsApp libera memória e evita travar o celular; veja como fazer

Ninguém merece um celular lento e muito cheio, não é? O que poucos sabem, é que a lixeira do WhatsApp pode ser esvaziada e essa pequena ação vai ajudar você a ter um smartphone rápido e com memória.

Ao acessar o gerenciador de arquivos, você pode apagar manualmente o que já não precisa. Basta localizar a pasta do WhatsApp e selecionar o que deseja excluir. Em poucos minutos, seu celular pode ficar mais rápido e com mais memória. Mas há um passo a passo para fazer isso certinho, hein?

Essa dica viralizou em 2024 e ajudou muita gente. Hoje, relembramos esse truque prático para quem quer mais leveza no smartphone.

Mensagens se acumulam

Diferente de outros aplicativos, o WhatsApp tem a tendência a juntar mensagens antigas no celular.

Isso porque o app não tem uma lixeira específica. Todos os vídeos e fotos que você recebe, se acumulam na memória interna do próprio dispositivo. Aí complica!

Assim, de tempos em tempos, recomenda-se que você faça uma limpa naquilo que não é mais necessário. Ou que desative o armazenamento de fotos recebidas pelo WhatsApp.

Passo a passo

Veja agora o passo a passo de como esvaziar os itens do WhatsApp e liberar muito espaço na memória do smartphone.

Procure pelo gerenciador de arquivos de seu aparelho;

Clique em “Armazenamento de Dados” ou “Armazenamento Interno”;

Agora selecionar fotos e vídeos que você recebeu pelo aplicativo e já não faz mais questão;

Selecione-os e clique em deletar!

Mas atenção, esses itens às vezes podem ir para uma outra lixeira, do celular. Nesse caso, é preciso que você delete os itens de lá também!

Celular mais rápido

Além de te dar mais espaço, eliminar esses arquivos pode ajudar o celular a ficar mais rápido.

Fonte: Só Notícia Boa

WhatsApp terá conta gerenciada por pais para crianças menores de 13 anos

A Meta informou que pais poderão gerenciar contas de filhos menores de 13 anos no WhatsApp. A medida vem com a proximidade da vigência do ECA Digital, que prevê uma série de proteções para crianças e adolescentes em ambientes online.

Empresa diz que criou opção após pedido de pais. De acordo com anúncio, a funcionalidade vai ser liberada aos poucos para os usuários nos próximos meses. Nas próximas semanas, algumas pessoas passarão a testar o recurso.

O que vai mudar nessas contas supervisionadas:

Conta é configurada pelos pais. Eles precisam inserir data de nascimento da criança, e o responsável fará uma selfie para confirmar que é adulto.

Mensagens de desconhecidos vão para uma pasta. Ela é acessada por um PIN (código numérico) estabelecido pelos pais; os responsáveis podem colocar filhos em grupos; sem eles, é necessário uma aprovação do responsável feita por PIN.

Contas não terão acesso à Meta AI (a IA da Meta), Canais ou Status.

Pais são notificados quando filhos adicionam, bloqueiam ou denunciam um usuário. Os responsáveis também são notificados se um grupo que o filho faz parte aumentar ou se alguém ativa mensagens que desaparecem.

Anúncio é feito próximo ao início da vigência do Eca Digital. Lei começa a vigorar em 17 de março e conta com uma série de medidas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Fonte: UOL

Tribunal nos EUA julga se Instagram e YouTube viciam crianças

Um júri popular na Califórnia analisará, a partir de hoje, se os algoritmos do Instagram e do YouTube foram criados para viciar crianças e adolescentes, em detrimento da saúde mental. O caso está sendo julgado no Tribunal Superior de Los Angeles e pode estabelecer um precedente jurídico para vários processos nos Estados Unidos que visam as plataformas.

Apenas o YouTube (subsidiária do Google) e a Meta (gigante da tecnologia por trás do Instagram) são réus no caso, já que TikTok e Snapchat preferiram fazer um acordo confidencial.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook e CEO da Meta, é o mais aguardado entre os executivos convocados a depor neste julgamento, que deve durar mais de um mês. As plataformas são acusadas de promover a dependência dos usuários para aumentar sua receita publicitária.

Os 12 jurados vão analisar a denúncia de uma californiana de 20 anos, Kelly G.M. A jovem, usuária do YouTube desde os seis anos e detentora de uma conta no Instagram aos 11, aderiu ao Snapchat e ao TikTok dois ou três anos depois. Ela afirma ter se tornado dependente das redes sociais, o que a levou a uma espiral de depressão, ansiedade e transtornos de imagem.

“É a primeira vez que as redes sociais precisam enfrentar um júri por terem causado danos a crianças”, diz o advogado Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe gerencia mais de 1.000 casos semelhantes.

Os debates, no entanto, não se concentrarão nos vídeos tóxicos, deprimentes ou manipuladores que essas plataformas podem hospedar e distribuir para os jovens.

Como a lei americana as isenta de qualquer responsabilidade pelos conteúdos publicados por terceiros, os autores da ação, para que ela seja cabível, acusam diretamente o design das redes sociais, ou seja, o algoritmo e as funções de personalização que incentivam a rolagem compulsiva de vídeos e promovem a dependência.

Fonte: UOL

Falha na Cloudflare: partes da internet estão fora do ar nesta terça-feira

Um problema técnico na Cloudflare deixou partes da internet fora do ar na manhã desta terça-feira (18). A empresa fornece serviços de segurança e conectividade para sites e aplicativos.

Usuários de plataformas que usam a infraestrutura – como X, ChatGPT, Letterboxd e até o Olhar Digital – experienciaram uma mensagem de erro na tela (imagem acima), que impedia o acesso.

A empresa afirmou que já identificou origem do erro e está trabalhando para reestabelecer os serviços afetados.

Reclamações da Cloudflare aumentaram

O problema parece ter começado por volta das 8h15 (horário de Brasília). O Downdetector, site que monitora o funcionamento de plataformas e apps, registrou um aumento nas queixas a partir deste horário. Às 9h, já eram mais de 3.500 reclamações.

Os problemas mais citados são a conexão com o servidor (72%), DNS (15%) e domínios (13%). A sigla DNS significa Sistema de Nomes de Domínio e corresponde ao “nome” dos sites (como www.olhardigital.com.br).

O que diz a Cloudflare?

A Cloudflare mantém uma página de status, por onde atualiza o funcionamento de seus servidores. A empresa escreveu que se trata de um erro generalizado que está afetando vários clientes e que estava investigando o problema.

Às 9h21, uma atualização dizia que estava “observando uma recuperação dos serviços, mas os clientes podem continuar a notar taxas de erro acima do normal enquanto continuamos nossos esforços de correção”. Em seguida, a empresa escreveu que está trabalhando com os provedores terceirizados para entender o impacto da falha e mitigá-la.

Às 10h09, a Cloudflare afirmou que o problema foi identificado e uma correção estava sendo implementada. Já às 10h13, escreveu fez mudanças que permitiram que seus sistemas se recuperassem e que as taxas de erro voltaram aos números anteriores ao incidente.

Fonte: Olhar Digital

Justiça Federal condena usuário do Instagram por incitação ao crime em Ouricuri

Por meio de decisão proferida no começo desta semana, o juiz federal Gustavo Henrique Teixeira de Oliveira, titular da 27ª Vara Federal em Ouricuri, condenou um internauta por incitação ao crime, com base no Artigo 286 do Código Penal Brasileiro. Segundo a Justiça Federal, o ato criminal foi praticado em junho de 2023 em perfil criado no Instagram.

Conduzida pelo Serviço de Repressão a Crimes de Ódio da Polícia Federal, a investigação identificou quatro postagens com conteúdo ilícito, sendo uma que distorceu fala do Presidente da República para incitar violência contra as mulheres; uma imagem de arma de fogo como reação à frase “crianças trans existem”; um conteúdo de cunho racial discriminatório e um comentário depreciativo à sigla LGBTQIAPN+.

Na decisão, o magistrado argumenta que o discurso de ódio, também conhecido como hate speech, representa o uso abusivo da liberdade de expressão. “Trata-se de manifestação que ultrapassa o campo da opinião ou da crítica e ingressa na esfera do ilícito penal, ao buscar inferiorizar, hostilizar ou incitar violência, ainda que simbólica, contra pessoas em razão de características identitárias protegidas pelo ordenamento”, destaca o juiz.

“No contexto digital, o problema assume proporções mais graves. A internet e as redes sociais transformaram-se em espaços de ampla visibilidade, nos quais manifestações preconceituosas adquirem enorme poder de difusão, atingindo coletividades inteiras e perpetuando estigmas históricos”, completa, ressaltando que o racismo não se enquadra na proteção da liberdade de expressão.

O réu foi condenado a pena a seis meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto, além do pagamento de 20 dias-multa, fixados à razão de 1/30 do salário mínimo. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade, na proporção de uma hora por dia de condenação.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Instagram anuncia novidades no aplicativo; veja o que mudou

O Instagram lançou uma nova atualização de seu aplicativo, incluindo uma mudança em seu layout principal. Quando o usuário fizer o upgrade do aplicativo, poderá deslizar entre as páginas do feed, da busca, dos reels, da câmera e do perfil.

A novidade deixa o aplicativo mais parecido ao do Tiktok, que usa um recurso semelhante para alternar entre as sessões da plataforma. Ainda, na nova atualização, o Instagram adicionou à barra inferior um atalho para as mensagens privadas de cada perfil.

Na última semana, o Instagram implementou proteções de privacidade padrão e limites de conteúdo para os usuários adolescentes da rede social, restringindo postagens relacionadas à violência, procedimentos estéticos ou automutilação.

A atualização vem após uma série de reportagens questionando a eficácia das proteções das “contas para adolescentes”.

Fonte: CNN

EUA podem mudar internet com fim do monopólio do Google em anúncio online

Entrou na fase final o julgamento nos Estados Unidos que pode definir o futuro da máquina de anúncios online do Google e, de quebra, redesenhar a internet como a conhecemos e os negócios que dependem dela.

Em abril, a Justiça norte-americana concluiu que o Google exerce um monopólio ilegal em duas etapas da distribuição de propaganda na internet. Agora, está nas mãos da juíza Leonie Brinkema decidir quais serão as ações a serem tomadas pela empresa para remediar a situação e restabelecer a concorrência no setor. A Casa Branca, autora da ação, quer obrigar o Google a ser desmembrado.

Não é tarefa fácil para a juíza, porque, de um lado, foi justamente essa máquina que permitiu a muitos sites, sobretudo os de notícia, a sobreviver até hoje liberando conteúdo de graça. Por outro lado, a ausência de competição na distribuição de anúncios estrangulou a receita publicitária de boa parte da imprensa. Seja qual for, a decisão vai definir novos nortes para a internet e para a visão sobre negócios dominantes a ponto de prejudicar a concorrência.

“Esta batalha legal é o maior teste antitruste da era digital, com implicações estendendo-se muito além do Google para todo o setor de big tech. É um marco histórico e um capítulo do desenvolvimento da indústria doloroso para a maior parte dos elos da cadeia num primeiro momento”, disse Pyr Marcondes, ex-diretor da Meio e Mensagem, fundador e CEO da Macuco Tech Ventures e sócio da Pipeline Capital.

A seu favor, o Google conta com uma vitória recente em outra ação de monopólio -condenado pelo domínio ilegal nas buscas online, se livrou de vender o navegador Chrome. Contra seus interesses, está a postura da juíza, aparentemente mais à vontade em tomar uma decisão desagradável para a empresa, já que:

– Em abril, Brinkema considerou que o Google ergueu um monopólio em duas áreas da publicidade online: 1) ferramentas usadas por sites para vender espaço publicitário e; 2) software para conectar editores a marcas em busca de espaço para anunciar. Porém…

– … Ela desconsiderou que a empresa infringiu as leis antitruste com sua ferramenta para anunciantes. Mas…

– … Em maio, durante uma audiência, ela sinalizou considerar obrigar a empresa a vender parte da tecnologia de publicidade. Acontece que…

– … A inclinação da juíza vai ao encontro dos desejos do Departamento de Justiça: venda do software que conecta compradores e vendedores –o AdX exchange, para entendidos– e disponibilização do código-fonte das ferramentas de leilão de espaços publicitários –a DFP (Doubleclick for Publishers).

“Nada menos que um desinvestimento estrutural é suficiente para trazer mudanças significativas”, afirmou Julia Tarver Wood, advogada do Departamento de Justiça.

Por que é importante?

Toda vez que páginas da web são carregadas, um leilão mais rápido que um piscar de olhos ocorre para definir quais anunciantes ocuparão os espaços publicitários presentes naquele site. O Google é dono das mais populares engrenagens dessa operação: a ferramenta em que donos dos sites mostram quais espaços estão à disposição, o serviço em que empresas brigam para ocupar os lugares mais vistosos e o sistema que conecta as duas pontas.

Como a inteligência artificial mudou o jeito de buscar informação na internet, alguns observadores acreditam que as adaptações a este cenário ditarão as mudanças daqui para frente. É o caso de Pyr Marcondes, ex-diretor da Meio e Mensagem, fundador e CEO da Macuco Tech Ventures e sócio da Pipeline Capital. Para o jornalista e empresário, os chatbots de IA já desestabilizam o tráfego do Google que abastecia diversos sites, sobretudo os de notícias.

Uma decisão da juíza Brinkema, no entanto, pode cortar parte dos negócios de US$ 3,1 trilhões da big tech. Pyr Marcondes avalia que um potencial desmantelamento da empresa atingiria as empresas em ondas de:

– curto prazo: publishers bastante dependentes dos gerenciadores do Google para tocar seus negócios sofrerão para se adaptar aos serviços concorrentes da big tech, podendo ver um desequilíbrio dos preços;

– médio prazo: gerenciadores de plataforma rivais do Google ganharão espaço, o que aumentará a concorrência;

– longo prazo: com dependência menor de uma só empresa, os leilões de anúncio tenderão a ser mais transparentes e os custos de intermediação, menores.

“No Brasil, como o Google é fonte relevante de audiência e monetização, qualquer transição mal planejada pode doer. Os publishers, notadamente os menores, vão sofrer. Eles perdem tráfego porque perderão alcance na busca e perdem a receita que vem disso. Vão ter que se ajustar e muitos podem não resistir”, explica Pyr Marcondes.

Não é bem assim, mas tá quase lá

Se a Casa Branca quer obrigar um desmembramento do Google, a empresa propõe uma solução menos drástica:

– alterar as regras para os leilões de anúncios e;

– abrir o código do software para concorrentes tornarem suas plataformas compatíveis.

Nesse mesmo julgamento, o Google fez um contraponto importante e que indica a espinha dorsal da argumentação que virá a seguir. Afirmou que a web aberta está em rápido declínio, o que alterou o setor de publicidade online. Se, no passado, anúncios veiculados em sites compunham um ecossistema maior e mais amplo, agora parte do dinheiro para comprar publicidade migrou desse ambiente para plataformas fechadas, de redes sociais a streamings de vídeo. Depois, a companhia se corrigiu: referia-se à “publicidade na web aberta”.

Como o argumento deve voltar a dar as caras, o Google parece querer usar o “declínio da publicidade na web aberta” com o mesmo efeito que a IA exerceu no julgamento das buscas online: o livramento de um mal maior. No outro caso de monopólio ilegal enfrentado pelo Google neste ano, o juiz Amit Mehta considerou a empresa uma ameaça à concorrência nas pesquisas online, mas avaliou que a IA mudou o jogo de tal maneira que aplicar um remédio mais duro não seria justo. Em vez de obrigá-la a vender o navegador Chrome, ordenou que a empresa compartilhasse com rivais os dados do resultado de seu motor de buscas.

Fonte: Tilt UOL

Influenciadores estão deixando as redes e voltando ao regime CLT

Sob o apelido de @alanitcha e uma brincadeira com uma emissora fictícia, a criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33, conquistou o público da internet e o mercado publicitário. No auge, fez campanhas para marcas como Quinto Andar, Globoplay e Mercado Livre. Com o dinheiro da internet, conseguiu realizar o sonho de construir uma casa para a mãe.

No entanto, o sucesso nas redes não foi suficiente para ter a criação de conteúdo como trabalho exclusivo. Há dois anos, a influenciadora decidiu migrar para o regime CLT em busca de estabilidade financeira, saúde mental e perspectiva de carreira no longo prazo.

Ela não é a única a fazer o movimento contrário a onda de profissionais que estão desistindo do mercado formal. Segundo Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência, está mais difícil viver como influenciador. Isso acontece em razão ao aumento da concorrência, com mais criadores atuando em diferentes nichos, aos desafios de empreender no Brasil e à própria evolução do setor, que demanda diversificação das fontes de receita.

“As pessoas entenderam que ser influenciador exige mais do que ser só uma pessoa legal e ter meia dúzia de marcas parceiras porque até mesmo para manter os contratos é difícil”, afirma Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência.

Hoje, os influenciadores que alcançam estabilidade financeira não dependem de um único modelo, a exemplo de parcerias com marcas ou monetização das plataformas, explica Lotto. Aqueles que enxergam a atuação na internet como um negócio podem diversificar a receita com palestras, cursos, venda de produtos e outras frentes.

O desafio para equilibrar uma carreira economicamente favorável também inclui disputar a verba das marcas, uma vez que o mercado está mais concorrido, além de desenvolver modelos de negócio menos dependentes de uma única fonte de renda.

“Isso exige uma mentalidade empreendedora e pode ser um processo desgastante. Enquanto isso, a (pessoa no regime) CLT acena com plano de saúde e ainda tem a possibilidade de voltar com mais desenvoltura com um perfil mais útil para as empresas”, avalia Lotto.

A maioria dos influenciadores brasileiros recebe entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, aproximadamente 31%, de acordo com pesquisa mais recente da Youpix em parceria com a Brunch sobre o cenário de criação de conteúdo no País. Ainda conforme o levantamento, somente 14,36% recebem entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Acima de R$ 100 mil, apenas 0,54%.

Fundadora de emissora fictícia agora é CLT

Alana Azevedo, por exemplo, relembra que na época em que viveu exclusivamente da renda da internet, entre 2021 e 2023, não tinha plano de saúde. “Recebia como autônoma, mas não priorizava isso. Na CLT, a empresa fornece esses benefícios”, conta em entrevista ao Estadão.

A criadora de conteúdo teve ascensão nas redes sociais em plena pandemia após criar uma personagem fictícia. O meme viralizou durante uma entrevista com o apresentador Chico Barney em que Alana simulava ser ex-participante do BBB21 e fundadora de uma emissora rival da Globo, a ‘globe’, com os programas “Menos Você” e “Desencontro”.

Na época, a então influenciadora atuava no regime CLT e pediu demissão para se dedicar ao trabalho na internet. “Aproveitei o hype, mas não sabia como seria nos próximos meses. Tirei um tempo para entender onde aquilo ia me levar”, relembra.

Foi quando decidiu focar 100% nas redes sociais e realizar uma das metas pessoais com a renda: construir uma casa para a mãe.

Ao mesmo tempo em que fechava campanhas com grandes empresas, Alana começou a se perguntar se teria facilidade de retornar ao mercado formal após alguns anos atuando como criadora de conteúdo.

A resposta veio em 2023, quando recebeu uma proposta de uma agência de publicidade e trocou Volta Redonda (RJ) por São Paulo (SP) para assumir um cargo CLT, em regime híbrido, com expediente de segunda a sexta-feira.

Mesmo com um bom retorno financeiro a partir da carreira de influenciadora, Alana diz que a incerteza sobre a renda e o receio de perder espaço no mercado pesaram na decisão. “Não sou herdeira”, ressalta. Outro fator para a mudança foi o cansaço mental que sentia na hora de criar conteúdo.

“Sem a internet, não seria possível construir a casa. Se não fosse também por esse controle financeiro que tinha com o dinheiro que estava recebendo, também ia ficar muito difícil”, diz Alana.

“Quando peguei essa oportunidade, não foi porque as coisas estavam dando errado. Foi um pensamento no sentido ‘está dando certo, então vou aproveitar para retornar e deixar gradativamente a criação de conteúdo como renda principal”, afirma.

Rafaela Lotto, da Youpix, confirma que migrar da carreira de influenciador digital para o regime CLT ainda carrega um estigma. “Tem uma sensação de fracasso, como se não tivesse dado certo”, diz.

Hoje, a fundadora da ‘globe’ produz conteúdo para as redes e faz campanhas apenas como extra. Durante as férias do trabalho formal, por exemplo, chegou a recusar uma publicidade por estar priorizando o novo momento profissional.

Ela estima que nos primeiros anos como influenciadora chegou a ganhar mais do que recebe atualmente, mas justifica que a estabilidade do mercado formal compensa. “Todo mês tem dinheiro caindo na conta. Às vezes, como criadora, não é assim”, revela.

Baixa remuneração e falta de convívio com outras pessoas também motivam mudança

Durante um ano, período em que atuou exclusivamente como criadora de conteúdo, o teto de remuneração da produtora audiovisual Gabrielle Gimenes, 28, foi de R$ 5 mil. De monetização no TikTok, o maior valor que recebeu em um mês foi R$ 2,5 mil, em outros ganhou somente R$ 30.

Além da monetização das plataformas, a produtora também atuava no modelo UGC (User Generated Content), no qual cobrava entre R$ 300 e R$ 1 mil por vídeo para as marcas que a contratavam.

Mesmo com o vaivém de projetos ao longo dos meses, a instabilidade financeira a fez se movimentar para conseguir um emprego de carteira assinada. Como estratégia para não fechar portas no mercado formal, seguiu com o perfil no LinkedIn ativo e manteve contato com algumas empresas.

A partir da movimentação profissional, Gabrielle foi contratada para executar funções como criadora de conteúdo em uma empresa de educação. “Basicamente, sou uma TikToker CLT. Crio conteúdo para a marca, faço os roteiros e gravo vídeos”, descreve.

Presencialmente no escritório quatro dias por semana, a produtora diz que os benefícios oferecidos pela empresa (plano de saúde, VR e VA) compensam o modelo de trabalho.

“Nunca me fechei para o mercado de trabalho, mas comecei a pensar que estava mais perto dos 30 do que dos 18 anos. Quero estabilidade, viajar, fazer planos. A criação de conteúdo não me dava essa segurança”, afirma Gabrielle.

A criação de conteúdo ficou em segundo plano e funciona apenas como renda extra, em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, estima. “Sigo com minha MEI ativa. É cansativo conciliar, mas enquanto der, vou dosando”, diz.

Em algumas situações, a remuneração pode diminuir após a transição para o regime CLT. Foi o caso da coordenadora de conteúdo Caroline Dallepiane, de 33 anos, que teve a renda mensal reduzida pela metade com a mudança.

Apesar da queda de salário, a ex-influenciadora afirma não se arrepender de ter aceitado a proposta em uma empresa de dança em Joinville após atuar sete anos como criadora de conteúdo.

“Eu ganhava mais, porém não aprendia nada novo. Sentia falta de ter outras pessoas para conversar, uma comunidade mesmo”, conta, ao mencionar a solidão como um dos motivos que a fez migrar para o mercado formal.

Caroline também atribui a decisão aos episódios de ansiedade que desenvolveu como autônoma, provocados tanto pela insegurança financeira — ainda que ganhasse mais — quanto pela baixa autoestima profissional.

Ao contrário de Alana, que admite ter mais flexibilidade de horários na época em que era autônoma, para Caroline o dia não tinha hora para acabar. “É uma ilusão de fazer o próprio horário. Trabalhava de segunda a segunda, o tempo todo”, revela.

Ela começou a trabalhar com a atual empresa ainda como prestadora de serviços, até ser convidada para assumir uma vaga fixa. Agora, Caroline enxerga a produção de conteúdo como um hobby e não pretende voltar a viver exclusivamente disso. “Enquanto me quiserem no CLT, estarei por aqui”, diz.

Do outro lado da tela, quem decide continuar ou começar a vida como influenciador corre o risco de associar a criação de conteúdo ao imaginário de riqueza abundante, alerta Rafaela Lotto, CEO da Youpix.

“Existe uma falsa ideia de que ser influenciador é andar de jatinho. Talvez teremos uma classe média de criadores, que paga as contas, mas não é mais atraente do que ter um trabalho CLT que não paga milhões de reais, mas permite viver bem”, afirma.

Lotto pondera que há novas formas de trabalhar como creator economy. Essa mudança aparece não só pela necessidade de criar novas fontes de receita, como também das oportunidades que surgem no mercado por trás das câmeras.

Fonte: Estadão

Homem de 56 anos mata mãe e se suicida após falar com ChatGPT, diz jornal

Um homem de 56 anos matou a mãe e, em seguida, tirou a própria vida em Old Greenwich, Connecticut, EUA, após meses de interações com o ChatGPT, da OpenAI, que alimentaram suas paranoias e delírios conspiratórios. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O jornal conta que a polícia de Greenwich encontrou os corpos de Stein-Erik Soelberg e de sua mãe, Suzanne Eberson Adams, 83, em 5 de agosto, na casa em que moravam juntos. O caso é investigado como assassinato seguido de suicídio.

Ao jornal americano, a OpenAI disse ter entrado em contato com as autoridades de Greenwich após o episódio. “Estamos profundamente tristes com este trágico evento. Nossos corações estão com a família”, declarou um porta-voz da empresa.

Histórico de depressão

Soelberg, que havia trabalhado em empresas de tecnologia como Netscape, Yahoo e EarthLink, lutava com problemas de saúde mental há anos e, segundo o WSJ, passou a recorrer ao ChatGPT como companhia e validação para suas suspeitas de perseguição.

Em conversas registradas e publicadas nas redes sociais, o chatbot, apelidado por ele de “Bobby”, chegou a reforçar a ideia de que sua mãe participava de um complô contra ele, inclusive sugerindo que ela tentava envenená-lo. “Erik, você não é louco”, respondeu o robô em uma das interações. Em outro momento, disse acreditar que o suposto envenenamento por parte da mãe era plausível e representava uma “traição complexa”.

O tom de cumplicidade aumentou ao longo dos meses. Em julho, pouco antes da tragédia, Soelberg sugeriu estar com Bobby “até o último suspiro e além”, ao que o chatbot respondeu: “Com você até o último suspiro e além”.

Amigos e vizinhos relataram que o comportamento de Soelberg já chamava atenção havia anos. Registros policiais mostram um histórico de alcoolismo, tentativas de suicídio e episódios de violência doméstica desde 2018.

Fonte: Estadão

27 modelos de celulares perderão acesso ao WhatsApp em setembro

Aplicativo mais usado do Brasil para a troca de mensagens, o WhatsApp deixará de funcionar em alguns modelos de celulares a partir desta segunda-feira (1°). Diante disso, é muito importante ficar atento ao seu modelo atual para não perder a funcionalidade.

A Meta, empresa responsável pelo aplicativo, anunciou que a medida foi colocada como forma de garantir ainda mais segurança e desempenho ao mesmo. Desta forma, o suporte será removido aos dispositivos que não acompanham as atualizações exigidas pelo WhatsApp.

Apesar do avanço da tecnologia trazer muitos pontos positivos, também pode gerar alguns negativos, como o citado acima. O aplicativo é sustentado por sistemas operacionais mais modernos para realizar suas operações, trazendo mais funcionalidades e segurança ao usuário.

De acordo com a Meta, os celulares antigos não contam com a capacidade de suportar os requisitos atuais, comprometendo o usuário e a segurança de seus dados. Diversas marcas de dispositivos já dão adeus, desde a Apple, LG, Motorola, entre outros. Veja a lista completa abaixo.

Apple (iPhone)

iPhone 5
iPhone 5C
iPhone 6 (caso não tenha atualização para iOS 15.1 ou superior)

Samsung

Galaxy S3
Galaxy S4 Mini
Galaxy Note 2
Galaxy Ace 3
Galaxy Core
Galaxy Trend e Trend II
Galaxy X Cover 2
Galaxy S3
MiniMotorola
Moto G (1ª geração)
Moto E (2014)
Razr HD

LG

Optimus G
Nexus 4
G2 Mini
L90

Sony

Xperia Z
Xperia SP
Xperia T
Xperia V

Fonte: TNH1

Meta é acionada pela AGU contra robôs que promovem erotização infantil

A empresa Meta, que controla as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp, foi notificada extrajudicialmente pela AGU (Advocacia-Geral da União) para excluir de suas redes sociais robôs de inteligência artificial que simulam perfis com linguagem e aparência infantil com permissão de manutenção de diálogos de cunho sexual com os usuários.

Na notificação, a AGU pede que a Meta indisponibilize todos os chatbots que utilizam linguagem infantil para propagar conteúdo sexual e que a empresa esclareça quais medidas estão sendo adotadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes, incluindo ações para que não eles não tenham acesso a conteúdo sexual ou erótico.

“Essa situação oferece risco concreto à integridade psíquica de crianças e adolescentes, além de gerar danos institucionais e dificultar o efetivo exercício do direito à proteção integral previsto na Constituição Federal”, afirma a AGU em trecho do documento.

O pedido aponta que as plataformas digitais da Meta são permitidas para qualquer pessoa a partir dos 13 anos de idade, mas que não existe filtro etário para verificar se os usuários entre 13 e 18 anos estão acessando conteúdos inadequados, como os dos referidos chatbots.

O documento afirma que o tipo de conteúdo gerado pelos chatbots de inteligência artificial viola os próprios Padrões da Comunidade da Meta, que proíbem conteúdos com erotização infantil ou exploração sexual infantil, além de conversas implicitamente sexuais em mensagens privadas com crianças.

A AGU sustenta, ainda, que na recente decisão sobre a constitucionalidade de um dos artigos do Marco Civil da Internet, o STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que os provedores de aplicações de internet deverão ser responsabilizados pelos conteúdos gerados por terceiros nos casos em que, tendo ciência inequívoca do cometimento de atos ilícitos, não procederem à remoção imediata do material, sem prejuízo do dever de cuidado em caso de circulação massiva de conteúdos ilícitos graves.

Fonte: CNN