Brasil multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas em dados de adolescentes

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou multas que somam R$ 153,7 milhões à ByteDance Brasil Tecnologia, responsável pela plataforma TikTok no país, por infrações ligadas a perfis de crianças e adolescentes. A sanção está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25).

Além da multa, a autoridade determinou a eliminação dos dados pessoais de adolescentes entre 13 e 18 anos cadastrados na plataforma cuja indicação de representante legal não ocorra em até 60 dias úteis.

A empresa foi penalizada por irregularidades relacionadas ao tratamento de dados pessoais de adolescentes e por descumprimento de princípios previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As multas foram aplicadas por infrações ao Artigo 7º da lei, que trata das hipóteses legais para o tratamento de dados pessoais, e aos princípios da segurança e da responsabilização e prestação de contas, previstos no Artigo 6º da norma.

A maior parte da penalidade corresponde a duas multas de R$ 63,1 milhões cada. Uma terceira multa, de R$ 27,4 milhões, completa o valor total de R$ 153,8 milhões.

De acordo com a ANPD, a empresa poderá obter redução de 25% no valor da multa caso renuncie ao direito de recorrer da decisão em primeira instância e pague o valor dentro do prazo previsto. Nessa hipótese, o montante a ser recolhido cairia para R$ 115,3 milhões.

Fonte: Agência Brasil

Agência Nacional de Proteção de Dados investiga plataforma Discord

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

Fonte: Agência Brasil

Google libera troca de endereço do Gmail no Brasil; saiba como fazer

O Gmail passou a permitir na última terça-feira (26.jun.2026) que usuários no Brasil troquem o endereço de e-mail da conta. A mudança chega mais de 20 anos depois da criação do serviço de e-mail do Google.

Nos Estados Unidos, a mudança já está liberada desde 31 de março deste ano.

Quem optar pelo novo endereço não perde o acesso ao antigo. O e-mail original passa a funcionar como endereço alternativo e continua válido para acessar a conta. O usuário também segue recebendo mensagens enviadas para os 2 endereços.

Há, no entanto, uma restrição. Depois da troca, o Google bloqueia a criação de um novo endereço terminado em “@gmail.com” para a mesma conta durante 12 meses.

A alteração do endereço também tem impacto em outros serviços vinculados à conta. O novo e-mail passa a ser utilizado para fazer login em ferramentas como Google Fotos e Google Drive.

Como trocar o endereço

Para verificar se o recurso já está disponível, o usuário deve acessar myaccount.google.com/google-account-email pelo computador e fazer login.

Depois, a página apresenta o botão “Alterar e-mail da Conta do Google”. Basta clicar nele, digitar o novo endereço no campo “Nome de usuário” e selecionar “Mudar o e-mail”.

O endereço escolhido precisa estar disponível, ou seja, não pode estar em uso por nenhuma outra conta. Se a opção ainda não estiver liberada para determinado usuário, o Google exibirá a mensagem de que não é possível alterar essa configuração no momento.

Como mudar o nome exibido

Quem quiser manter o endereço atual, mas alterar como o nome aparece para outros usuários, pode fazer isso pelo menu de configurações do Gmail. O recurso está disponível há mais tempo do que a troca de endereço. Os passos são:

– acesse o Gmail pelo computador;

– clique em “Configurações” (símbolo de engrenagem no canto superior direito);

– clique em “Ver todas as configurações”;

– selecione “Contas e importação” ou “Contas”;

– em “Enviar e-mail como”, selecione “Editar informações”;

– em “Nome”, escreva como deseja se apresentar no Gmail;

– clique em “Salvar alterações”.

Fonte: Poder 360

Apple diz que vai aumentar o preço do iPhone por crise global de memória

A Apple prepara aumentos de preços em seus produtos, incluindo o iPhone, por causa da alta global no custo de memória e armazenamento.

Tim Cook, CEO da Apple, disse que a empresa não consegue mais absorver a disparada de custos de memória e armazenamento. Em entrevista ao jornal americano Wall Street Journal, ele afirmou: “Infelizmente, o aumento de preços é inevitável. Estamos fazendo o possível para mitigar os altos preços que foram passados para nós”.

Cook não detalhou quais aparelhos vão ficar mais caros nem o tamanho do reajuste. Ainda assim, a expectativa é de que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max, previstos para setembro, cheguem com preços acima dos modelos iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max.

iPads e Macs também podem entrar na lista de aumentos no curto prazo. A Apple já elevou o preço do Mac mini ao retirar do catálogo o modelo de entrada e, com isso, o valor inicial passou de US$ 599 (cerca de R$ 3.059) para US$ 799 (cerca de R$ 4.080) nos EUA, além de enxugar opções mais avançadas do Mac mini e do Mac Studio.

A pressão vem de uma escassez de chips de memória e de armazenamento, puxada por empresas de inteligência artificial. “Há menos oferta em um momento em que os consumidores querem aparelhos, e as fabricantes de memória estão repassando grandes aumentos de preços”, disse Cook ao Wall Street Journal.

A Apple diz que vai usar seu caixa para tentar ampliar a oferta de memória, mas sem fabricar os próprios componentes. “Não conseguimos produzir tudo. Sabemos no que somos bons”, afirmou Cook.

Fonte: UOL

STF forma maioria e big techs têm 60 dias para se adequarem a novas regras

As empresas gigantes da tecnologia, também conhecidas como “big techs”, terão o prazo de 60 dias para se adequarem às novas regras previstas no Marco Civil da Internet, de responsabilização por conteúdos publicados por usuários. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11/6) para acompanhar o relator, ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro a votar durante a sessão.

A mesma Corte aprovou em junho de 2025 as novas regras e obrigações previstas na legislação sobre o controle de conteúdos publicados nas redes. Na ocasião, o plenário declarou, por 8 votos a 3, a inconstitucionalidade parcial do Artigo 19 do marco civil.

O julgamento manteve a responsabilidade das plataformas pelas postagens de conteúdos por terceiros. Em voto no julgamento desta quinta, o relator propôs estabelecer a “presunção relativa de culpa” em substituição ao termo “presunção de responsabilidade” ao tratar sobre os conteúdos ilícitos em anúncios e impulsionamentos pagos.

Para o ministro, a plataforma pode ser responsabilizada independentemente de notificação judicial, a menos que prove ter agido com diligência em tempo razoável. Acompanharam Dias Toffoli, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Alexandre de Moraes.

A sessão foi encerrada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e o julgamento do processo deve ser prosseguido na próxima quarta-feira (17/6).

Fonte: Correio Braziliense

Governo destina R$ 205 milhões para alavancar startups de IA no Brasil

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriram edital para escolher o gestor de um novo fundo de investimento focado em startups de inteligência artificial.

Fundo vai focar em empresas onde a inteligência artificial é o centro do negócio. As startups não podem usar a tecnologia apenas como ferramenta complementar.

BNDES vai investir até R$ 125 milhões. Já a Finep pode colocar até R$ 80 milhões no projeto.

Parte dos recursos da Finep tem destino exclusivo. A entidade vai direcionar 30% do seu valor para empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país.

Instituições vão avaliar propostas com base na equipe e nos custos. O prazo para os interessados enviarem os projetos pela internet termina no dia 28 de maio.

Plano nacional para o setor

Iniciativa atende às metas do PBIA (Plano Brasileiro de Inteligência Artificial). O desafio central é aumentar o número, o faturamento e a presença global de empresas brasileiras da área.

Edital também segue diretrizes da NIB (Nova Indústria Brasil). As chamadas públicas buscam estimular o crescimento de negócios tecnológicos e inovadores.

Interesse por negócios do tipo cresceu no país no último ano. Em 2025, as empresas que aplicam inteligência artificial receberam 39% de todo o capital investido em startups no Brasil.

Presidente da Finep afirma que estratégia desenvolve soluções para a população. “É mais uma iniciativa para tornar o país referência mundial em inovação e uso de inteligência artificial”, diz Luiz Antonio Elias.

Presidente do BNDES avalia que fundo resolve dificuldade de captação das startups. “A inteligência artificial vem se consolidando como uma tecnologia com potencial de elevar a produtividade”, afirma Aloizio Mercadante.

Fonte: UOL

19 estratégias das redes sociais, streaming e games para te viciar

A condenação, em 25 de março último, da Meta (dona do Instagram e Facebook) e o Google (dono, também, do YouTube). Um tribunal em Los Angeles considerou as empresas culpadas da acusação de projetarem suas plataformas deliberadamente para viciar. A ação, movida por uma jovem de 20 anos que desenvolveu graves problemas de saúde mental devido ao uso compulsivo, resultou em indenização de 6 milhões de dólares. Cabe recurso.

O “pulo do gato” da ação contra as plataformas foi deixar de lado a discussão jurídica sobre o conteúdo das redes e focar na responsabilidade pelo produto. Por viciarem, as redes sociais seriam um produto defeituoso, como um eletrodoméstico que não funciona ou uma picanha vendida fora da validade.

É um marco. “Esse precedente pode gerar um efeito cascata. O ponto central é enterrar a ideia de imunidade das plataformas e reconhecer que, nessas relações de consumo, elas produzem dano por ações, omissões e negligências no desenho do produto”, afirma Rafael Zanatta, professor de direito e ativista dos direitos digitais, codiretor da Data Privacy Brasil.

Rolagem infinita, competição por likes, notificações incessantes: no cerne da discussão está o design das redes sociais, construído para nos manter online. Nem sempre foi assim. No auge do Orkut, nos anos 2000, a experiência era baseada em paginação: você clicava em números para ver a próxima página de recados. Não havia um algoritmo misturando tudo em um fluxo infinito e o usuário sentia que “chegava ao fim” da leitura. Era uma estrutura menos viciante.

As coisas mudaram por volta de 2010, quando as redes consolidaram um modelo de negócios focado em exibir anúncios, que exige segurar o usuário conectado pelo maior tempo possível. O engajamento tornou-se moeda. Em ensaio para a revista americana The Atlantic, Jonathan Haidt, psicólogo hoje célebre pelo livro A Geração Ansiosa, sinalizou que o grande símbolo dessa mudança foi a invenção do botão “curtir” do Facebook, em 2008. Era o emblema da passagem de uma era de redes baseadas na comunicação para um modelo destrutivo de comparação social e busca incessante por doses de dopamina.

Abaixo você confere estratégias das redes sociais para te viciar

Este inventário das táticas para sequestrar sua atenção foi montado com o apoio de nossos entrevistados, o inventário clássico de Harry Brignull e uma metanálise de pesquisadores do Politécnico de Turim (Itália) e da Universidade de Santa Clara (EUA). Eles mapearam 43 estudos para catalogar como o design moderno nos manipula.

1- Rolagem infinita

Definição: Design em que o conteúdo carrega de forma contínua e automática à medida que o usuário desliza para baixo. O Decreto 12.880 proíbe essa prática em sites acessados por crianças e adolescentes.

Exemplo: os feeds que nunca acabam no Facebook, Instagram e X.

2- Reprodução automática (autoplay)

Definição: Um novo vídeo começa a tocar imediatamente após o anterior sem interação do usuário, gerando um loop infinito sem momentos de reflexão ou pontos de saída.

Exemplo: O sistema de “próximo vídeo” do YouTube. Zanatta destaca que o design muitas vezes dificulta o acesso às configurações para desativar o recurso.

3- Deslizar para atualizar (pull-to-refresh):

Definição: Inspirada nas alavancas de caça-niqueis de cassino. O usuário desliza a tela para baixo para recarregar o conteúdo, à espera da recompensa – o novo conteúdo atualizado.

Exemplo: Aplicativos de redes sociais em smartphones, onde o usuário espera por novos posts ou mensagens.

4- Jogo com hora marcada

Definição: Mecanismo que força o usuário a retornar ao app em horários ou frequências específicas para não perder pontos, conquistas ou status.

Exemplo: O jogo FarmVille na versão clássica, em que colheitas estragam se não forem colhidas a tempo. Ou os live events do Roblox, como um chefe de fase que só aparece sábado, 15h.

5- Sequências (streaks)

Definição: retenção do usuário com gamificação por recorrência de uso.

Exemplo: A ofensiva do Duolingo (o contador volta a zero se você perder aula) e o “foguinho” do Tiktok e do Snapchat. Você e seu amigo precisam trocar mensagens diretas (DMs) por pelo menos três dias seguidos para o fogo aparecer. Se um dos dois não enviar uma mensagem em 24 horas, o fogo apaga.

6- Investimento social

Definição: Uso de métricas (seguidores, curtidas, visualizações) para criar dependência e validação social.

Exemplo: Notificações do Instagram celebrando que um vídeo atingiu um número X de visualizações.

7- Anúncios disfarçados

Definição: Publicidade ou sugestões de conteúdo projetadas para parecerem posts orgânicos de amigos ou navegação nativa.

Exemplo: Posts patrocinados inseridos entre os Stories do Instagram ou TikTok. George Valença, da UFRPE, menciona os vídeos de unboxing, em que marcas patrocinam crianças abrindo produtos sem indicação clara de anúncio.

8 – Chantagem emocional (confirmshaming)

Definição: Uso de linguagem emocionalmente manipuladora para fazer o usuário sentir culpa ou vergonha ao tentar recusar uma oferta.

Exemplo: O Duolingo, que utiliza uma “corujinha triste” para constranger o usuário a retornar à plataforma. Ou ofertas de produtos em que as opções são “sim, quero” e “não, prefiro pagar mais caro”.

9- Caixas de recompensa (loot boxes)

Definição: Itens virtuais comprados ou ganhos em jogos que contêm recompensas aleatórias, explorando a psicologia do jogo de azar (o item mais valioso aparece muito raramente).

Exemplo: Pacotes de cartas ou caixas de itens em games como Free Fire ou FIFA. O ECA Digital veta essa funcionalidade em jogos para menores de idade.

10- Névoa do tempo (time fog):

Definição: Ocultar monitoramento do tempo gasto, como o relógio do celular. Tática inspirada em cassinos, que não têm janelas para impedir a noção de passagem do tempo.

Exemplo: Games que rodam em tela cheia ou os streamings que não exibem o tempo decorrido do vídeo.

11- Dificuldade de saída

Definição: Torna o registro no serviço extremamente fácil, mas o cancelamento da conta ou o logout excessivamente complexos.

Exemplo: Você cria uma conta no Facebook ou Instagram em 2 ou 3 passos, dependendo do método. Mas não se pode apagar uma conta em menos de 7 passos – e isso depois de passear por um labirinto de nomes pouco intuitivos (“central de contas”, “gerenciamento da conta” etc.).

12- Notificações de recaptura

Definição: Notificações por si só induzem ao vício. As de recaptura são as enviadas deliberadamente para trazer de volta um usuário que saiu do app, geralmente com informações banais.

Exemplo: Avisos do Facebook sobre atividades de amigos após um período de inatividade do usuário: “Fulano postou depois de algum tempo sem postar”. Zanatta, da Data Privacy Brasil, menciona documentos da Meta mostrando que a empresa usava notificações noturnas e em horário escolar mesmo sabendo que prejudicavam adolescentes. Tudo para aumentar o engajamento diário em 1%.

13- Repetição “repetitiva” (grinding)

Definição: Exigência de repetição mecânica da mesma tarefa inúmeras vezes para desbloquear uma funcionalidade.

Exemplo: Matar monstros repetidamente no jogo World of Warcraft para passar de fase. Um jogador que precisa de 10 horas de repetição para subir de nível infla as métricas de tempo de uso e usuários ativos. No instagram ou no Tiktok, o exemplo é postagem diária de reels e stories para que o algoritmo “não esqueça” do produtor de conteúdo.

14- Silenciamento algoritmico (shadowbanning)

Definição: É o que supostamente acontece quando o usuário não posta com constância. A plataforma manipula a visibilidade do conteúdo criando uma sensação de “punição”.

Exemplo: Um youtuber que para de postar por dois dias e percebe que seu alcance despencou drasticamente quando volta. Isso o força a retornar ao regime de grinding.

15 – Isca e troca

Definição: Oferecer recompensas (iscas) com valores altos, mas inatingíveis, porque as verdadeiras condições para chegar lá (a troca) estão nas letrinhas miúdas.

Exemplo: Redes que prometem “até 3 mil reais” se você convidar amigos para entrar. Mas os termos e condições exigem que seja um usuário em um aparelho novo que deve assistir a 30 minutos de vídeo por 10 dias seguidos. Qualquer falha cancela o prêmio.

16 – Continuidade forçada

Definição: Quando o período de teste gratuito termina e a renovação ocorre sem aviso claro, ou quando o cancelamento da renovação é dificultado.

Exemplo: O YouTube Premium, que oferece testes gratuitos, mas tem renovação automática e torna o processo de cancelamento difícil – novamente, são necessários 7 passos.

17- Urgência fabricada

Definição: Uso de gatilhos temporais – que podem ser falsos – para forçar decisões rápidas e monitoramento constante. A prática é proibida para menores de idade pelo Decreto 12.880.

Exemplo: Sites de viagem que anunciam passagens com os dizeres: “Corra! resta 1 passagem por esse preço”.

18 – Prova social falsa

Definição: Variação da urgência fabricada. O usuário é levado a acreditar que um produto ou serviço é mais popular do que realmente é com a exibição de avaliações que podem ser falsas.

Exemplo: Site de reservas de hotéis que exibe mensagens como “20 pessoas estão vendo este quarto agora”.

19- Invasão de agenda

Definição: O aplicativo utiliza permissões de acesso aos contatos para monitorar e anunciar a presença de usuários sem o consentimento explícito de privacidade das duas partes, forçando engajamento social.

Exemplo: O Instagram notificando que “Usuário Beltrando está no Threads”, mesmo que você não fale com essa pessoa há anos. A função vem ativada por padrão.

Fonte: UOl

Esvaziar do lixeira do WhatsApp libera memória e evita travar o celular; veja como fazer

Ninguém merece um celular lento e muito cheio, não é? O que poucos sabem, é que a lixeira do WhatsApp pode ser esvaziada e essa pequena ação vai ajudar você a ter um smartphone rápido e com memória.

Ao acessar o gerenciador de arquivos, você pode apagar manualmente o que já não precisa. Basta localizar a pasta do WhatsApp e selecionar o que deseja excluir. Em poucos minutos, seu celular pode ficar mais rápido e com mais memória. Mas há um passo a passo para fazer isso certinho, hein?

Essa dica viralizou em 2024 e ajudou muita gente. Hoje, relembramos esse truque prático para quem quer mais leveza no smartphone.

Mensagens se acumulam

Diferente de outros aplicativos, o WhatsApp tem a tendência a juntar mensagens antigas no celular.

Isso porque o app não tem uma lixeira específica. Todos os vídeos e fotos que você recebe, se acumulam na memória interna do próprio dispositivo. Aí complica!

Assim, de tempos em tempos, recomenda-se que você faça uma limpa naquilo que não é mais necessário. Ou que desative o armazenamento de fotos recebidas pelo WhatsApp.

Passo a passo

Veja agora o passo a passo de como esvaziar os itens do WhatsApp e liberar muito espaço na memória do smartphone.

Procure pelo gerenciador de arquivos de seu aparelho;

Clique em “Armazenamento de Dados” ou “Armazenamento Interno”;

Agora selecionar fotos e vídeos que você recebeu pelo aplicativo e já não faz mais questão;

Selecione-os e clique em deletar!

Mas atenção, esses itens às vezes podem ir para uma outra lixeira, do celular. Nesse caso, é preciso que você delete os itens de lá também!

Celular mais rápido

Além de te dar mais espaço, eliminar esses arquivos pode ajudar o celular a ficar mais rápido.

Fonte: Só Notícia Boa

WhatsApp terá conta gerenciada por pais para crianças menores de 13 anos

A Meta informou que pais poderão gerenciar contas de filhos menores de 13 anos no WhatsApp. A medida vem com a proximidade da vigência do ECA Digital, que prevê uma série de proteções para crianças e adolescentes em ambientes online.

Empresa diz que criou opção após pedido de pais. De acordo com anúncio, a funcionalidade vai ser liberada aos poucos para os usuários nos próximos meses. Nas próximas semanas, algumas pessoas passarão a testar o recurso.

O que vai mudar nessas contas supervisionadas:

Conta é configurada pelos pais. Eles precisam inserir data de nascimento da criança, e o responsável fará uma selfie para confirmar que é adulto.

Mensagens de desconhecidos vão para uma pasta. Ela é acessada por um PIN (código numérico) estabelecido pelos pais; os responsáveis podem colocar filhos em grupos; sem eles, é necessário uma aprovação do responsável feita por PIN.

Contas não terão acesso à Meta AI (a IA da Meta), Canais ou Status.

Pais são notificados quando filhos adicionam, bloqueiam ou denunciam um usuário. Os responsáveis também são notificados se um grupo que o filho faz parte aumentar ou se alguém ativa mensagens que desaparecem.

Anúncio é feito próximo ao início da vigência do Eca Digital. Lei começa a vigorar em 17 de março e conta com uma série de medidas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital.

Fonte: UOL

Tribunal nos EUA julga se Instagram e YouTube viciam crianças

Um júri popular na Califórnia analisará, a partir de hoje, se os algoritmos do Instagram e do YouTube foram criados para viciar crianças e adolescentes, em detrimento da saúde mental. O caso está sendo julgado no Tribunal Superior de Los Angeles e pode estabelecer um precedente jurídico para vários processos nos Estados Unidos que visam as plataformas.

Apenas o YouTube (subsidiária do Google) e a Meta (gigante da tecnologia por trás do Instagram) são réus no caso, já que TikTok e Snapchat preferiram fazer um acordo confidencial.

Mark Zuckerberg, criador do Facebook e CEO da Meta, é o mais aguardado entre os executivos convocados a depor neste julgamento, que deve durar mais de um mês. As plataformas são acusadas de promover a dependência dos usuários para aumentar sua receita publicitária.

Os 12 jurados vão analisar a denúncia de uma californiana de 20 anos, Kelly G.M. A jovem, usuária do YouTube desde os seis anos e detentora de uma conta no Instagram aos 11, aderiu ao Snapchat e ao TikTok dois ou três anos depois. Ela afirma ter se tornado dependente das redes sociais, o que a levou a uma espiral de depressão, ansiedade e transtornos de imagem.

“É a primeira vez que as redes sociais precisam enfrentar um júri por terem causado danos a crianças”, diz o advogado Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe gerencia mais de 1.000 casos semelhantes.

Os debates, no entanto, não se concentrarão nos vídeos tóxicos, deprimentes ou manipuladores que essas plataformas podem hospedar e distribuir para os jovens.

Como a lei americana as isenta de qualquer responsabilidade pelos conteúdos publicados por terceiros, os autores da ação, para que ela seja cabível, acusam diretamente o design das redes sociais, ou seja, o algoritmo e as funções de personalização que incentivam a rolagem compulsiva de vídeos e promovem a dependência.

Fonte: UOL

Falha na Cloudflare: partes da internet estão fora do ar nesta terça-feira

Um problema técnico na Cloudflare deixou partes da internet fora do ar na manhã desta terça-feira (18). A empresa fornece serviços de segurança e conectividade para sites e aplicativos.

Usuários de plataformas que usam a infraestrutura – como X, ChatGPT, Letterboxd e até o Olhar Digital – experienciaram uma mensagem de erro na tela (imagem acima), que impedia o acesso.

A empresa afirmou que já identificou origem do erro e está trabalhando para reestabelecer os serviços afetados.

Reclamações da Cloudflare aumentaram

O problema parece ter começado por volta das 8h15 (horário de Brasília). O Downdetector, site que monitora o funcionamento de plataformas e apps, registrou um aumento nas queixas a partir deste horário. Às 9h, já eram mais de 3.500 reclamações.

Os problemas mais citados são a conexão com o servidor (72%), DNS (15%) e domínios (13%). A sigla DNS significa Sistema de Nomes de Domínio e corresponde ao “nome” dos sites (como www.olhardigital.com.br).

O que diz a Cloudflare?

A Cloudflare mantém uma página de status, por onde atualiza o funcionamento de seus servidores. A empresa escreveu que se trata de um erro generalizado que está afetando vários clientes e que estava investigando o problema.

Às 9h21, uma atualização dizia que estava “observando uma recuperação dos serviços, mas os clientes podem continuar a notar taxas de erro acima do normal enquanto continuamos nossos esforços de correção”. Em seguida, a empresa escreveu que está trabalhando com os provedores terceirizados para entender o impacto da falha e mitigá-la.

Às 10h09, a Cloudflare afirmou que o problema foi identificado e uma correção estava sendo implementada. Já às 10h13, escreveu fez mudanças que permitiram que seus sistemas se recuperassem e que as taxas de erro voltaram aos números anteriores ao incidente.

Fonte: Olhar Digital

Justiça Federal condena usuário do Instagram por incitação ao crime em Ouricuri

Por meio de decisão proferida no começo desta semana, o juiz federal Gustavo Henrique Teixeira de Oliveira, titular da 27ª Vara Federal em Ouricuri, condenou um internauta por incitação ao crime, com base no Artigo 286 do Código Penal Brasileiro. Segundo a Justiça Federal, o ato criminal foi praticado em junho de 2023 em perfil criado no Instagram.

Conduzida pelo Serviço de Repressão a Crimes de Ódio da Polícia Federal, a investigação identificou quatro postagens com conteúdo ilícito, sendo uma que distorceu fala do Presidente da República para incitar violência contra as mulheres; uma imagem de arma de fogo como reação à frase “crianças trans existem”; um conteúdo de cunho racial discriminatório e um comentário depreciativo à sigla LGBTQIAPN+.

Na decisão, o magistrado argumenta que o discurso de ódio, também conhecido como hate speech, representa o uso abusivo da liberdade de expressão. “Trata-se de manifestação que ultrapassa o campo da opinião ou da crítica e ingressa na esfera do ilícito penal, ao buscar inferiorizar, hostilizar ou incitar violência, ainda que simbólica, contra pessoas em razão de características identitárias protegidas pelo ordenamento”, destaca o juiz.

“No contexto digital, o problema assume proporções mais graves. A internet e as redes sociais transformaram-se em espaços de ampla visibilidade, nos quais manifestações preconceituosas adquirem enorme poder de difusão, atingindo coletividades inteiras e perpetuando estigmas históricos”, completa, ressaltando que o racismo não se enquadra na proteção da liberdade de expressão.

O réu foi condenado a pena a seis meses de detenção, a ser cumprida em regime aberto, além do pagamento de 20 dias-multa, fixados à razão de 1/30 do salário mínimo. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação de serviços à comunidade, na proporção de uma hora por dia de condenação.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Instagram anuncia novidades no aplicativo; veja o que mudou

O Instagram lançou uma nova atualização de seu aplicativo, incluindo uma mudança em seu layout principal. Quando o usuário fizer o upgrade do aplicativo, poderá deslizar entre as páginas do feed, da busca, dos reels, da câmera e do perfil.

A novidade deixa o aplicativo mais parecido ao do Tiktok, que usa um recurso semelhante para alternar entre as sessões da plataforma. Ainda, na nova atualização, o Instagram adicionou à barra inferior um atalho para as mensagens privadas de cada perfil.

Na última semana, o Instagram implementou proteções de privacidade padrão e limites de conteúdo para os usuários adolescentes da rede social, restringindo postagens relacionadas à violência, procedimentos estéticos ou automutilação.

A atualização vem após uma série de reportagens questionando a eficácia das proteções das “contas para adolescentes”.

Fonte: CNN