Seleção Brasileira: veja convocados para os últimos amistosos do ano

Carlo Ancelotti anunciou nesta quinta-feira (29) a última convocação da Seleção Brasileira em 2026. O técnico italiano divulgou os nomes dos jogadores que representarão o Brasil nos amistosos contra Japão e Singapura.

Além dos rostos conhecidos, cinco jogadores foram convocados pela primeira vez para a Seleção principal: Jonathan Jesus, do Cruzeiro; André, do Corinthians; Marlon Gomes e Alisson Santana, do Shakhtar Donetsk; e Allan, do Manchester City.

Seis clubes brasileiros tiveram jogadores convocados: Athletico-PR, Botafogo, Coritiba, Corinthians, Cruzeiro e Santos. Todos com apenas um representante.

Antes da convocação, os clubes foram consultados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Flamengo e Palmeiras, por exemplo, tiveram o pedido atendido e foram poupados da convocação.

Veja os convocados da Seleção Brasileira

Goleiros

– Bento – Al-Nassr

– Lucas Perri – Torino

– Pedro Morisco – Coritiba

Defensores

– Arthur Dias – Athletico-PR

– Carlos Augusto – Inter de Milão

– Douglas Santos – Zenit

– Gabriel Magalhães – Arsenal

– Jair Cunha – Nottingham Forest

– Jonathan Jesus – Cruzeiro

– Vanderson – Monaco

– Vitor Reis – Manchester City

– Wesley – Roma

Meio-campistas

– André – Corinthians

– Andrey Santos – Manchester United

– Bruno Guimarães – Arsenal

– Danilo Santos – Botafogo

 – Gabriel Bontempo – Santos

– João Gomes – Aston Villa

– Marlon Gomes – Shakhtar Donetsk

Atacantes

– Alisson Santana – Shakhtar Donetsk

– Allan – Manchester City

– Endrick – Real Madrid

– Estêvão – Chelsea

– Raphinha – Barcelona

– Rayan – Bournemouth

– Vini Jr. – Real Madrid

Veja a agenda da Seleção Brasileira

14 de novembro: Japão x Brasil, no Estádio Nacional de Singapura

17 de novembro: Singapura x Brasil, no Estádio Nacional de Singapura

Fonte: CNN

Tarcísio volta a cogitar Presidência após saída de Flávio do país

Em meio à saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua derrota nas eleições de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal Estado de São Paulo publicada nesta quinta-feira (29).

“A gente tem que ver qual é o cenário de momento. E claro, eu vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. E terminando o segundo mandato, terminando bem, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, você não avalia sozinho”, afirmou.

Tarcísio foi o primeiro nome a ser considerado para substituir Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, uma vez que o ex-presidente foi declarado inelegível e, depois, preso. O nome ganhou as graças de nomes do Centrão, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Bolsonaro, no entanto, encerrou a questão ao escolher o filho mais velho. Tarcísio aderiu e decidiu disputar um novo mandato ao Palácio dos Bandeirantes, vencendo logo no primeiro turno com 62,65% dos votos (14.491.874).

O feito ganha relevância no cenário nacional porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Uma comparação das votações mostra, porém, que Flávio não repetiu no segundo turno presidencial o total alcançado por Tarcísio na disputa estadual: recebeu 352.696 votos a menos. O republicano obteve 14.491.874 votos no primeiro turno, enquanto o candidato do PL recebeu 14.139.178 no segundo.

No campo adversário, ocorreu o movimento inverso nos números absolutos. Lula (PT) obteve 12.119.274 votos no segundo turno presidencial, 3.695.618 a mais do que Fernando Haddad (PT) havia recebido na disputa pelo governo paulista, quando terminou com 8.423.656 votos.

A comparação não permite identificar transferência individual de votos, já que envolve cargos e turnos diferentes, mas mostra que as votações obtidas pelos candidatos ao governo estadual não se reproduziram na mesma proporção na disputa presidencial. Também houve uma mudança no universo de votantes: o comparecimento aumentou em 970.133 eleitores entre o primeiro e o segundo turno. Ao mesmo tempo, a redução dos votos brancos e nulos fez o total de votos válidos crescer em 3.127.939.

Fonte: Gazeta do Povo

Nos EUA, Flávio Bolsonaro se declara líder do Brasil e da oposição

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, na tarde desta quarta-feira (28), que é o “líder do Brasil” e prometeu comandar a oposição ao governo Lula (PT). Inicialmente, ele havia se declarado o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” em uma nota divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro. Flávio publicou uma nova versão da carta nas redes sociais, em que se autodeclara “líder do Brasil”.

Além disso, a primeira versão da missiva trazia um brasão em que o nome do país era grafado como “Estados Unidos do Brazil”, usado até 1967. A nota atualizada apresenta o brasão com a inscrição “República Federativa do Brasil”. Foi a primeira manifestação pública do parlamentar após desembarcar nos Estados Unidos com a família.

“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, dizia o comunicado original.

Na nova versão, ele afirma: “Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o líder e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania. Vocês que almejavam a mudança, e eu não vou abandoná-los, eu serei a voz e a liderança livre da nossa nação”.

O senador abre a “carta à nação brasileira” agradecendo ao presidente da Argentina, Javier Milei, ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao governo americano por concederem abrigo e segurança jurídica à sua família.

“Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, disse.

Ele rebateu as acusações de que teria fugido do país e destacou que não há mandado de prisão expedido contra ele. De acordo com o senador, ele deixou “um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”.

“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime”, afirmou.

Para Flávio, sua permanência no Brasil resultaria em censura ou prisão, o que impediria sua atuação como liderança oposicionista, a exemplo do que ocorre com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para fundamentar a decisão de manter sua militância política fora do país, Flávio citou precedentes de personalidades históricas que atuaram no exílio, incluindo Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí, Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado.

“Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil”, declarou o senador.

Na carta divulgada na tarde de ontem, ele acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “fraude eleitoral”. Flávio perdeu as eleições presidenciais contra Lula por cerca de 4,4 milhões de votos no último domingo (25).

A eleição foi marcada por um impasse após relatos de que o transporte público teria sido reduzido em cidades como Salvador (BA) e São Paulo (SP). O ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a manutenção das seções eleitorais até as 19h em todo o país, duas horas a mais do que o previsto.

Zanin atendeu a um pedido da campanha petista sobre o transporte coletivo. No entanto, a equipe de Flávio solicitou a prorrogação da votação em locais afetados pelas fortes chuvas. O TSE informou que cerca de 34 mil votos foram registrados após as 17h no segundo turno.

“Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes. Até agora, o TSE se limitou a defender a prorrogação do horário e não há sequer uma única resposta crível. E as nulidades não são o único problema. Ao longo de toda a campanha, houve abuso de poder político, econômico e uso da máquina pública em favor da reeleição”, afirmou Flávio.

Após o TSE confirmar a vitória de Lula, o candidato do PL disse que não reconheceria o resultado e pediria a anulação da eleição. A proposta, contudo, não teria sido bem aceita por parte de seus aliados.

Na segunda-feira (26), Flávio foi intimado pela Polícia Federal logo após deixar a casa do pai por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do processo em que o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro.

O ministro determinou que ele entregasse os passaportes, o proibiu de deixar o país e de manter contato com Tomaz. Horas depois, Flávio divulgou um vídeo, recuou sobre a anulação da eleição e disse que pediria a cassação da chapa vencedora.

Além disso, ele garantiu aos seus apoiadores que não tinha intenção de deixar o Brasil. Na carta, o parlamentar acusa Moraes de colocar “em andamento a máquina de perseguição política do regime”.

Os rumores sobre a possível saída do país começaram na madrugada de terça-feira (27) a partir de publicações do site argentino Infobae. Os aliados do senador alegaram que sua decisão teria sido motivada para evitar perseguição política.

No final da noite de terça-feira (27), notícias davam conta de que Flávio e sua família já tinham desembarcado nos Estados Unidos. Porém, eles chegaram na manhã de quarta-feira (28) no aeroporto executivo de Opa-Locka, na região de Miami, Flórida. A viagem foi realizada em um jato executivo que partiu de Puerto Iguazu, na Argentina, com escala em Guayaquil, no Equador.

Fonte: Gazeta do Povo

Consumo de alimentos cresce após proibição das bets no país, diz Abras

O desempenho do varejo alimentar apresentou alta de 6,5% no Brasil na semana entre os dias 05 a 11 de outubro de 2026, em relação ao mesmo período no ano anterior.

As vendas de alimentos continuaram crescendo na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, com alta de 6,3% em relação ao mesmo período no ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Segundo estudo realizado pela entidade, as duas semanas analisadas são posteriores à proibição das bets no país, com a publicação da Medida Provisória 1394/2026, no dia 25 de setembro. A Abras acredita que a decisão vem contribuindo para o aumento do consumo nos lares brasileiros.

“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume no consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, diz a Associação.

Segundo os dados, na primeira semana analisada os índices de crescimento foram: 

Região Sul: 10,6%
Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 10,6%
Nordeste: 6,5%
Interior de São Paulo: 5,6%.
Grande Rio de Janeiro: 4%
Centro-Oeste 3,6%
Grande São Paulo (1,2%).

Na segunda semana, os índices de crescimento registrados foram: 

Região Sul: 9%,
Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 7,1%
Grande Rio de Janeiro: 6%
Interior de São Paulo: 5,6%
Grande SP: 5,5%,
Nordeste: 4,5%
Centro-Oeste: 3,5%.

“Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações em PIX no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%”, finaliza a Abras.

Fonte: Agência Brasil

PM expulsa policial acusado de matar personal trainer com sete tiros em Petrolina

A Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) considerou culpado o policial acusado de matar com sete tiros um personal trainer em outubro de 2024, em Petrolina. Murilo Ribeiro de Araújo também foi expulso da corporação. As informações foram publicadas no Diário Oficial do Estado, no sábado (24).

Murilo Ribeiro é acusado de assassinar por ciúmes o profissional Giovanny Diniz, na porta da casa da vítima, no bairro da Vila Mocó. O personal trainer era viúvo e deixou três filhos, de 1, 2 e 6 anos, na época.

No texto do Diário Oficial, a corporação afirma que ficou comprovado que a conduta de Murilo Ribeiro “violou os preceitos éticos e disciplinares militares, afetando gravemente a honra pessoal, o pundonor policial-militar e o decoro da classe”.

Por fim, a exclusão de Murilo Ribeiro da corporação foi justificada por “condutas incompatíveis”. O pundonor militar é o dever que o militar tem de pautar a sua conduta de forma íntegra, correta e exemplar, mantendo um alto padrão de comportamento ético em qualquer ocasião.

Murilo Ribeiro responde, ainda, a um processo criminal pelo caso. Ele já foi pronunciado pela Justiça de Pernambuco, mas ainda não teve o júri popular marcado.

Relembre

O personal trainer Giovanny Diniz Carvalho tinha 36 anos quando foi morto no dia 21 de outubro de 2024. Um homem encapuzado, mais tarde identificado como Murilo Ribeiro, surpreendeu a vítima na frente de casa e o alvejou sete vezes.

O crime aconteceu cerca de oito meses após o personal perder a esposa, a também personal Aila Pimenta. Ela morreu eletrocutada dentro da residência do casal.

Fonte: Diario de Pernambuco

Lula diz que viagem de Flávio para os EUA após derrota na eleição é “ato vergonhoso”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou nesta terça-feira (27) como um “ato vergonhoso” o fato de seu adversário no segundo turno da disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro, ter saído do país rumo aos Estados Unidos após ser derrotado na eleição de domingo.

Lula afirmou, em discurso a apoiadores por ocasião de seu aniversário de 81 anos nesta terça, que “quem não deve, não teme”, e argumentou que o senador deve ter culpa na consciência para ter decidido deixar o país após a derrota eleitoral.

Flávio deixou o país com destino aos Estados Unidos, disseram à Reuters uma fonte do governo dos EUA e um aliado próximo do parlamentar. Ele descumpriu prazo estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes à Polícia Federal na manhã desta terça-feira.

O senador é alvo de inquéritos no STF, incluindo um que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado e amigo do parlamentar Willer Tomaz. Ambos negam qualquer irregularidade.

Fonte: InfoMoney

Aliado de Trump diz que Flávio Bolsonaro chegou aos EUA e vai liderar oposição “livre e seguro”

O investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, publicou uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) relatando que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A possível fuga de Flávio, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, também foi confirmada pela agência de notícias Reuters.

 Nenhuma autoridade oficial do Brasil ou dos EUA, entretanto, confirma saída de Flávio do país.

“Como relatei há algumas horas, Flávio Bolsonaro chegou em segurança aos Estados Unidos. O cérebro por trás dessa operação é o Secretário de Estado dos EUA Marco Rubio. Dos Estados Unidos, livre e seguro, Flávio liderará a oposição contra Lula”, escreveu.

A postagem foi feita por volta das 15h30. Em outra publicação, menos de 30 minutos depois, Levy acrescentou que essa fuga recebeu o nome de Operação Alba.

Levy é empresário e advogado e se autodescreve publicamente como um aliado próximo e alguém que serve a Donald Trump e ao movimento MAGA [Make America Great Again, no inglês].

O senador não chegou a entregar seus passaportes à Polícia Federal (PF) após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão está em segredo de justiça e foi tornada pública pelo senador em suas redes sociais. A ordem judicial faz parte do processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados no STF por lavagem de dinheiro. Por causa do descumprimento, os passaportes do parlamentar foram cancelados diretamente pela PF.

Fonte: Agência Brasil

Flávio desiste de questionar vitória de Lula nas urnas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após anunciar que pediria a anulação das eleições, o candidato derrotado decidiu concentrar a ofensiva jurídica em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista.

À CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A estratégia será contestar supostos abusos da máquina pública durante a campanha, sem colocar em dúvida a validade dos votos.

Segundo interlocutores da equipe jurídica, já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula, e novas ações devem ser protocoladas nos próximos dias. Os casos estão sendo analisados com cautela antes de serem levados à Justiça Eleitoral.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio acusou a campanha petista de cometer abusos e anunciou que buscará a cassação da chapa de Lula.

“Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou.

A decisão representa um recuo em relação ao discurso feito por Flávio na noite de domingo (25), logo após a confirmação da derrota. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição, alegando interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na votação.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou.

Flávio criticou a decisão de Zanin que prorrogou até as 19h a votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura das urnas já fechadas.

Antes do pronunciamento, o senador havia sido informado pessoalmente da derrota por meio de uma ligação telefônica do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que também telefonou para Lula para comunicar sua reeleição.

Como mostrou a CNN Brasil, Flávio foi aconselhado por quatro aliados próximos a reconhecer o resultado e telefonar para Lula. A recomendação partiu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e de uma integrante da equipe jurídica do senador.

O grupo defendia que Flávio reconhecesse a derrota, mas ressalvasse os problemas ocorridos durante a votação e mantivesse a possibilidade de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar supostos abusos cometidos pela campanha petista.

A discussão ocorreu na casa do Lago Sul, em Brasília, onde Flávio acompanhou a apuração. No calor da derrota, porém, o senador deu preferência à orientação de uma ala mais radical, que defendia contestar imediatamente o resultado e colocar em dúvida a legitimidade da vitória de Lula.

A posição acabou perdendo sustentação política à medida que partidos que apoiaram Flávio no segundo turno passaram a reconhecer a reeleição do petista.

Fonte: CNN

Lula cita ‘intromissão’ de plataformas digitais e promete regulação

Em seu discurso de vitória, o presidente Lula (PT) afirmou ontem (25) que precisou vencer a “intromissão” das plataformas digitais e prometeu a regulação das big techs.

“Essa eleição foi uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais. Nós vamos ter que regulá-las”, disse Lula.

O petista criticou o poder de direcionamento eleitoral de grandes corporações de tecnologia e defendeu que “o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real”, sinalizando uma agenda firme de regulação tributária e de combate às fake news em sua futura gestão.

“Não é possível que a gente não tenha consciência de que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual o crime na vida real. Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande [porte], ganhando milhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para este país e tentando direcionar o resultado eleitoral”, disse Lula.

A Meta e as eleições

Em 16 de outubro, a Meta admitiu que sua ferramenta de inteligência artificial bloqueou a geração de material de campanha em favor de Lula (PT) e liberou a mesma tecnologia para Flávio Bolsonaro (PL), como revelado pelo UOL.

“O incidente envolvendo a Meta AI em 14 de outubro resultou de uma lacuna específica em nossas proteções, e não de viés político”, afirmou a empresa.

“Nossos sistemas bloqueavam prompts no Brasil que mencionavam claramente qualquer um dos candidatos —incluindo ‘Lula’, ‘Luiz Inácio Lula da Silva’, ‘Bolsonaro’ e ‘Flávio Bolsonaro’—, mas nem sempre reconheciam um candidato quando um primeiro nome comum era combinado com um número eleitoral”, prosseguiu.

“Como resultado, alguns prompts que usavam ‘Flávio’ com seu número podiam gerar imagens de cartazes. A mesma lacuna afetava o outro candidato: prompts que usavam ‘Luiz’ com o número de Lula também podiam gerar imagens de cartazes. Bloquear isoladamente nomes comuns como ‘Flávio’ ou ‘Luiz’ impediria muitas solicitações cotidianas de geração de imagens e não políticas. Corrigimos essa lacuna no mesmo dia”, informou a Meta.

Em nota, a Meta afirmou que “não toma partido nessa nem em nenhuma outra eleição, e são falsas e infundadas as alegações de que estamos favorecendo ou interferindo em nome de qualquer candidato ou grupo político”.

A empresa informou que a conta de anúncios da campanha de Lula “foi desativada por engano por pouco mais de 1 hora, e não por razões políticas”.

A situação aconteceu em 23 de setembro, segundo a Meta, “após um anúncio ter sido classificado como uma possível tentativa de se passar por um programa social do governo durante uma análise mais ampla de combate a fraudes”.

A empresa americana disse que “há muito tempo, alerta que as regras rígidas do Brasil para conteúdo digital aumentam o risco de aplicação excessiva e ameaçam a liberdade de expressão”.

“Desde 2025, essas regras ampliaram a possível responsabilidade das plataformas por conteúdo e anúncios gerados por terceiros”, completou.

Fonte: UOL

Flávio diz que vai pedir a anulação da eleição presidencial: ‘Sacanagem’

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à eleição presidencial derrotado, disse na noite de ontem que vai pedir a anulação do pleito após o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a prorrogação da votação em todo o país até as 19h. Flávio perdeu o pleito para Lula (PT) em uma virada histórica.

Flávio questiona resultado e acusa STF de mudar regras da eleição. O senador afirmou que não aceitará o resultado “da maneira como aconteceu” e alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre após uma decisão do STF.

“Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio, do próprio Zanin, e ele atende a um pedido ultrapassado, por cima da justiça eleitoral”, disse Flávio.

“E outra coisa, um detalhe que poucos sabem aqui. Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a seleção foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que tem me assistido também não desista”, completou.

Justiça estendeu prazo de votação

Zanin prorrogou votação até as 19h após problemas no transporte. O ministro do STF tomou a decisão após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.

Decisão valia apenas para urnas ainda abertas. Cerca de uma hora depois, Zanin esclareceu que a prorrogação se aplicava somente às seções em que a votação não havia sido encerrada.

Depois, Nunes Marques orientou TREs a manter votação em urnas abertas até as 19h. O presidente do TSE determinou que a prorrogação anunciada por Cristiano Zanin fosse aplicada apenas às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Justiça Eleitoral cobrou retomada de ônibus na Bahia e em Sergipe. Em Salvador, o presidente do TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento de decisão judicial.

Fonte: UOL

Lula vence Flávio Bolsonaro e conquista 4°mandato presidencial

Em disputa bastante acirrada contra Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou o 4° mandato de presidente da República do Brasil na noite deste domingo, 25.

Com 99,66% das urnas apuradas, o site de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a vitória de Lula com 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio.

Um pouco antes, o triunfo do líder petista já tinha sido projetado pelo Instituto Datafolha, com 79% das urnas apuradas.

A empresa de pesquisas afirmou que fez a projeção acompanhando os dados do TSE e por meio de um sistema próprio, “considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado”.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Fim da escala 6×1 é maior conquista trabalhista desde a Constituição de 1988

O fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 42 horas em dezembro e, para 40 horas, no final de 2027, representa a maior conquista trabalhista desde a Constituição de 1988, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

A emenda constitucional 141 alterou o artigo 7º da Constituição para instituir a escala 5×2, sem redução salarial. A última redução, de 48 para 44 horas semanais, foi em 1988, quando já se pedia jornada de 40 horas.

A emenda de 1988 foi redigida pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deputado constituinte favorável à redução e líder de greves por direitos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a Ditadura Militar, segundo os sociólogos Ricardo Antunes, do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciência Humanas) da Unicamp, e Ruy Braga, da USP.

Para os pesquisadores, a mudança retoma a ampliação de direitos interrompida pela reforma trabalhista de 2017 e pode melhorar emprego, produtividade e qualidade de vida em mercado pressionado por tecnologia, uberização e pejotização.

“Eu penso que desde a Constituição de 88 esta foi a principal vitória da classe trabalhadora no sentido de direito e condições de vida. Algo que não veio de dádiva de governos, mas, ao contrário, nasce de uma reivindicação muito localizada do jovem trabalhador do setor de serviços”, diz Antunes.

Para Braga, é a primeira lei a reduzir a jornada de todas as categorias formais, fixar escala na Constituição e recuperar a ampliação da proteção trabalhista sem corte salarial.

“A diminuição da jornada representa um marco histórico porque recupera a dinâmica de regulamentação que a gente tinha anteriormente. É uma recuperação de utopia da sociedade salarial. A gente sabe que esse tipo de conquista não é algo dado, é uma disputa e uma luta, e vai ser muito atacado”, afirma.

Segundo o professor, a desvalorização do trabalho remonta aos mais de três séculos de escravidão, quando ele não era remunerado e o trabalhador era tratado como propriedade. A transformação foi gradual e marcada por conflitos, como a greve de 1917, iniciada em São Paulo e estendida ao Rio de Janeiro.

A partir dos anos 1930, o país criou proteções como Ministério do Trabalho, regulamentação sindical, carteira profissional e salário mínimo; a Constituição de 1946 reconheceu a greve, e o descanso semanal remunerado foi instituído em 1949.

A jornada, fixada pela CLT em 48 horas semanais, só foi reduzida pela Constituição de 1988.

Para Ricardo Antunes, da Unicamp, a medida resulta de reivindicação fortalecida entre jovens trabalhadores. Ele cita o VAT (Vida Além do Trabalho), criado pelo então balconista Rick Azevedo, hoje deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, como movimento distinto das mobilizações sindicais anteriores.

Para os dois, mais tempo livre pode estimular o consumo em setores como bares, restaurantes e comércio. Braga afirma que ganhos de produtividade, distribuição de renda e saúde podem superar custos de adaptação das empresas.

No curto prazo, empresas terão de reorganizar horários e equipes; segundo o sociólogo, a adaptação dependerá da organização do trabalho e, às vezes, de tecnologia para automatizar atendimento e elevar produtividade.

O pesquisador prevê novos postos em dois ou três anos, mas não grande expansão, pois o desemprego está em mínimas históricas.

Apesar do significado histórico, a redução não encerra a disputa: Braga afirma que conquistas podem sofrer pressão por flexibilização, a depender das eleições deste domingo, 25 de outubro.

Antunes associa parte da resistência à tradição escravocrata, que, segundo ele, naturalizou o emprego como concessão do patrão, não relação de direitos.

“A escravidão do trabalho é uma chaga muito forte, que persiste, e uma parte da classe proprietária, dos grandes setores e das grandes corporações acredita que dar trabalho para a classe trabalhadora é um presente.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Petrolina vence Salgueiro fora de casa e mantém 100% no Pernambucano

O Petrolina manteve o excelente início de campanha no Campeonato Pernambucano 2027. Jogando fora de casa na noite deste sábado (24), a Fera Sertaneja derrotou o Salgueiro por 1 a 0, no Estádio Cornélio de Barros (Salgueirão), e chegou à segunda vitória consecutiva na competição.

O gol que garantiu os três pontos foi marcado por Yuri, aos 35 minutos do primeiro tempo. A equipe comandada pelo técnico Pedro Manta conseguiu sustentar a vantagem até o apito final e confirmou mais um importante resultado longe de seus domínios.

Com o triunfo, o Petrolina chega a seis pontos em dois jogos, mantém 100% de aproveitamento e segue na liderança do grupo nesta primeira fase do Estadual.

A campanha começou com a vitória por 1 a 0 sobre o Afogados, no Estádio Paulo Coelho, com gol de Geovani no final do primeiro tempo. Agora, diante do Salgueiro, a equipe sertaneja repetiu o placar e, além do aproveitamento perfeito, continua sem sofrer gols na competição.

Clássico pela frente

Depois de duas vitórias consecutivas, o Petrolina volta para casa e já concentra suas atenções em um confronto especial. Na quarta-feira (28), às 20h, a Fera Sertaneja recebe o 1º de Maio, no Estádio Paulo Coelho, no clássico de Petrolina.

Embalado pelo bom início de campanha, o time de Pedro Manta terá a oportunidade de atuar diante de sua torcida em busca da terceira vitória seguida e da manutenção da liderança do grupo.

Fonte: Agência CH