
Um ataque cibernético levou ao desvio de R$ 43 milhões que estavam em uma conta do Banco de Brasília (BRB). Os recursos estavam na plataforma BRBJUS e eram provenientes de depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A Corte baiana foi obrigada a manter o montante no BRB por uma determinação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota, o BRB informou que o caso está sendo apurado, mas que nenhum tribunal ficará no prejuízo.
De acordo com fontes do BRB, ouvidas pela reportagem sob a condição de anonimato, equipes de tecnologia estão trabalhando 24 horas por dia para tentar localizar os autores da invasão. A suspeita é de ataque político, pois os desvios miraram justamente valores de um contrato que estava judicializado no Supremo. Existe ainda a avaliação de que a investida criminosa pode ter tido origem no exterior, o que torna mais difícil localizar os responsáveis pelo ataque.
O caso veio a público após comunicado do TJBA, informando sobre o incidente. “O Tribunal de Justiça da Bahia, reafirmando seu dever de transparência, informa que recebeu, pelos canais oficiais, relato de incidente de segurança envolvendo o BRBJUS, ferramenta tecnológica de propriedade do Banco Regional de Brasília (BRB) para a gestão de Depósitos Judiciais.”
“Notificado formalmente a prestar esclarecimentos, o BRB, em documento assinado por seu Presidente, Nelson Sousa, nesta data, reconheceu a existência de comportamento atípico do sistema. Na ocasião, o Banco informou que, ‘para a consolidação final do diagnóstico, faz-se necessária a conclusão das análises referentes à causa raiz definitiva, cronologia técnica detalhada, validação dos horários do evento, bem como aos mecanismos de acesso e correlação de evidências’”, informou o texto.
O TJ da Bahia também destacou que “os usuários envolvidos nos acessos não são administrados pelo TJBA, tratando-se de credenciais geridas pela própria instituição bancária”. Procurado para comentar o caso, em nota, o BRB informou que “identificou uma indisponibilidade nos serviços relacionados ao BRBJUS” e que “não haverá prejuízo financeiro aos Tribunais, às contas judiciais ou aos respectivos beneficiários em decorrência do ocorrido”.
Fonte: Correio Braziliense











