EUA pedem isolamento da Nicarágua após Ortega prometer cancelar eleições

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pediu nesta terça-feira que a comunidade internacional isole a Nicarágua, após o presidente Daniel Ortega prometer que seu governo deixará de realizar eleições.

Rubio afirmou que a declaração de Ortega “revela sua verdadeira natureza autoritária” e que a Nicarágua não pode esperar manter relações “como de costume” com outras nações enquanto rejeita o regime democrático.

Ortega e sua esposa, Rosário Murillo, “abandonaram até mesmo a aparência de consentimento popular”, acrescentou Rubio.

O Departamento de Assuntos do Hemisfério Ocidental, em uma declaração separada, pediu que os “parceiros hemisféricos” se unam aos EUA “no esforço para garantir que o povo nicaraguense possa finalmente escolher um futuro livre da tirania”.

Ortega assumiu o compromisso de acabar com as eleições em um discurso no domingo, enfatizando que isso impediria que quaisquer movimentos apoiados pelos EUA assumissem o poder.

“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e assumir o poder”, disse Ortega.

Aos 80 anos, Ortega está no poder de forma ininterrupta desde 2007. Sua esposa foi nomeada copresidente por meio de reformas constitucionais no ano passado, que também estenderam o mandato presidencial para seis anos.

Nos últimos anos, Ortega esmagou praticamente toda a oposição no país centro-americano, prendendo dissidentes e levando políticos ao exílio.

Fonte: Valor Econômico

Influenciadores misóginos Andrew e Tristian Tate são presos nos EUA

Os irmãos influenciadores Andrew e Tristan Tate foram presos por autoridades federais neste sábado em Miami, de acordo com o Serviço de Delegados dos EUA.

As acusações contra a dupla não foram imediatamente divulgadas. Brady McCarron, porta-voz do Serviço de Delegados, disse à Associated Press que o mandado estava sob sigilo.

Eles foram presos por um pedido de extradição do Reino Unido, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto, que falou sob condição de anonimato porque não estava autorizada a discutir o caso publicamente.

Os irmãos, defensores da hipermasculinidade que têm milhões de seguidores nas redes sociais, eram procurados no Reino Unido, onde enfrentam acusações de estupro e tráfico humano.

Andrew e Tristan Tate são cidadãos norte-americanos e britânicos que se mudaram para a Romênia em 2016. Eles foram presos lá em 2022, acusados de participar de esquemas para atrair mulheres para exploração sexual. Eles negaram essas acusações e o caso não prosseguiu devido a irregularidades legais e processuais.

Os ex-lutadores profissionais de kickboxing conquistaram fãs, especialmente homens e meninos jovens, ao professar um estilo de vida de luxo e misoginia sem remorso.

As acusações pendentes no Reino Unido acusam os irmãos de abusar de mulheres entre 2012 e 2015 em uma área ao norte de Londres, onde cresceram. Os advogados deles haviam dito que eles negavam as acusações.

Fonte: Estadão

Número de mortos em terremoto na Venezuela sobe para 1.430

O número de mortos por conta dos terremotos na Venezuela subiu neste sábado (27) para 1.430 pessoas, segundo um balanço atualizado do governo venezuelano às 14h20 de Brasília.

O balanço divulgado pelo governo também apontou mais de 3.000 feridos e 3.100 pessoas desabrigadas devido ao desastre.

Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

O novo balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em declaração à mídia estatal venezuelana.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) avaliam que o número de vítimas possa ser bem maior, levando em conta a força do terremoto, a falta de estrutura e as áreas densamente populosas que foram atingidas.

Mais cedo, uma projeção da Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU estimou que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores.

“Até 6,8 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos terremotos”, afirmou o órgão em nota. As projeções foram baseadas em análises populacionais e de danos ocorridos. Os números incluem até dois milhões de pessoas somente em Caracas.

O Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) calcula que o número de desaparecidos na tragédia seja de mais de 50 mil.

Rodríguez, que é irmão da presidente Delcy Rodríguez, disse na sexta-feira (26) que ainda havia mais de uma centena de pessoas presas nos escombros e que, até aquele momento, foram contabilizados pelo menos 383 edifícios que foram totalmente derrubados ou sofreram danos.

Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas dos escombros. Segundo informações do governo venezuelano, mais de 1.600 socorristas estrangeiros chegaram ao país para reforçar as operações de socorro.

Fonte: G1

Terremotos na Venezuela deixam ao menos 164 mortos

Os terremotos que atingiram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) causaram pelo menos 164 mortes até o momento, segundo afirmou a presidente Delcy Rodríguez na manhã desta quinta-feira, 25. Há mais de mil feridos e mais vítimas presas nos escombros das dezenas de prédios e casas que desabaram.

Segundo informações da agência Reuters, a presidente anunciou que será criado um fundo de US$ 200 milhões, com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reconstruir a infraestrutura do país.

Em fala à Nação, Delcy Rodríguez disse que todos os esforços atuais são para salvar vidas e resgatar sobreviventes. Segundo ela, o estado mais afetado do país foi La Guaira, com “dezenas de edifícios colapsados. “É uma verdadeira tragédia”, disse a presidente.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de mortes pode ultrapassar 10 mil pessoas e chegar a até 100 mil.

Um alerta de tsunami foi emitido também nesta quarta pelo U.S. Tsunami Warning Centers, mas a ameaça não se confirmou.

Segundo a Reuters, a missão de direitos humanos da ONU na Venezuela solicitou que o governo venezuelano suspenda emergencialmente as restrições às redes sociais.

Dezenas de países já se prontificaram a ajudar a Venezuela. Nações como México, Brasil, Catar, Estados Unidos, China e outras se dispuseram a enviar equipes de resgate e também material de primeiros socorros.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou ainda na noite de ontem em seu perfil na rede social X. Ele informou que instruiu o Ministério das Relações Exteriores a avaliar a situação venezuelana para adotar as medidas assistenciais necessárias.

Fonte: Agência Brasil

Homem leva esqueleto da irmã ao banco para resgatar dinheiro

Um homem desenterrou o esqueleto da própria irmã para provar a morte dela diante de funcionários de um banco rural no estado de Odisha, na Índia. O objetivo era conseguir sacar um valor depositado na conta da mulher morta.

O episódio ocorreu na vila de Mallipasi, na segunda-feira (27), quando Jitu Munda levou os restos mortais até a agência bancária como forma de evidência. Segundo informações da polícia, a irmã do homem havia morrido cerca de dois meses antes e possuía aproximadamente 19.300 rúpias (cerca de R$ 1.020) depositadas na instituição.

De acordo com o relato das autoridades, Munda procurou o banco inicialmente para retirar o dinheiro, mas teve o pedido negado. Funcionários informaram que, por estar em nome da irmã, o valor só poderia ser liberado mediante apresentação de documentos, incluindo certidão de óbito e outros comprovantes legais.

Sem compreender o procedimento, o homem, descrito como analfabeto, decidiu abrir o local onde a irmã havia sido enterrada, recolheu os ossos em um saco e os apresentou diretamente aos funcionários como prova de falecimento.

A reação dentro da agência foi de susto. Funcionários ficaram alarmados ao ver o esqueleto e acionaram a polícia, chegando a se trancar dentro do prédio por um período. O caso rapidamente atraiu a atenção de moradores da região, que se dirigiram ao local para acompanhar a situação.

Equipes policiais foram enviadas ao banco e, após conversa com o homem, conseguiram convencê-lo a retornar os restos mortais ao local de sepultamento adequado. O material foi então novamente enterrado.

Segundo Kiran Prasad Sahu, responsável pela delegacia da região, o episódio evidencia falta de entendimento sobre procedimentos burocráticos. Ele afirmou que o homem foi orientado a obter a certidão de óbito para poder acessar os valores depositados.

As autoridades destacaram que Munda não tinha intenção de causar tumulto, mas agiu por desconhecimento das exigências legais para movimentação de contas após a morte do titular.

Fonte: R7

Manifestações anti-Trump reúnem milhões em diversas cidades dos EUA

Milhares de pessoas protestaram, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na manifestação chamada de No Kings (Sem Reis). De acordo com o site de notícias Reuters, os organizadores tinham a expectativa de que se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados em todos os 50 estados e em diversas cidades fora do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas era esperada a participação de mais de 9 milhões de pessoas. O cantor Bruce Springsteen, que critica abertamente o presidente Trump, reuniu uma multidão num estádio de Minneapolis, onde cantou a música Streets of Minneapolis, que fez durante os protestos da população contra a atuação do ICE, polícia de imigração que matou dois cidadãos americanos.

Além de criticar a política migratória do mandatário norte-americano, os protestos também são feitos contra a participação dos EUA na guerra contra o Irã.

As manifestações se espalharam por Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver, São Francisco, entre outras.

No final deste ano, ocorrem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando todos os deputados e parte dos senadores são renovados. Os organizadores dos protestos dizem ter visto um aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados profundamente republicanos (partido de Trump) como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

De acordo com a Reuters, os protestos acontecem em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca.

Milhares de pessoas também se reuniram em Manhattan. Um dos organizadores, o ator Robert De Niro disse que “houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.

O porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse em comunicado.

Fonte: Agência Brasil

Embaixada dos EUA no Iraque é atingida por míssil

A Embaixada norte-americana em Bagdá, no Iraque, foi atacada neste sábado (14). As Forças Armadas do Irã já tinham ameaçado destruir a infraestrutura de petróleo e energia pertencente a empresas que cooperam com os EUA, caso as próprias instalações de energia sejam atacadas.

Avisos que surgem em resposta às declarações de Donald Trump sobre ter destruído infraestrutura petrolífera na Ilha Kharg, o principal terminal de exportação de carregamentos de petróleo iraniano.

Ilha Kharg

Os Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira (13) alvos militares no principal centro petrolífero do Irã, a Ilha Kharg, disse o presidente Donald Trump, ameaçando atingir a infraestrutura petrolífera na ilha se o Irã continuar a bloquear a navegação pelo Estreito de Ormuz.

Em uma publicação na mídia social, Trump disse que os militares dos EUA “obliteraram totalmente todos os alvos MILITARES” na ilha, mas ele decidiu deixar a infraestrutura de petróleo intacta.

A ilha serve como terminal de exportação para 90% das remessas de petróleo do Irã e fica a cerca de 483 km a noroeste do estreito.

Fonte: Agência Brasil

Manifestantes atacam escritório do Partido Comunista de Cuba, em rara revolta contra apagões

Manifestantes antigoverno atacaram um escritório do Partido Comunista na região central de Cuba na madrugada deste sábado (14), informou um jornal estatal, em uma rara explosão de dissidência pública desencadeada por apagões exacerbados por um bloqueio de petróleo dos EUA.

Uma manifestação contra os cortes de energia e a escassez de alimentos parecia ter começado pacificamente na cidade de Morón, na noite de sexta-feira (13), mas se tornou violenta nas primeiras horas da manhã de sábado, informou o jornal Invasor.

Vídeos nas mídias sociais mostraram um grande incêndio e pessoas jogando pedras nas janelas de um prédio enquanto manifestantes gritavam “liberdade” ao fundo.

A Reuters conseguiu verificar a localização de um vídeo em Morón, que fica na costa norte de Cuba, a cerca de 400 km a leste da capital Havana, perto do resort turístico de Cayo Coco. As verificações mostraram que o vídeo era recente, mas não foi possível identificar a data exata.

Bloqueio dos EUA

Os Estados Unidos apertaram o cerca contra Cuba desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro — o mais importante benfeitor estrangeiro de Cuba — em janeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba, aumentando a pressão sobre uma economia que já está lutando contra a escassez de alimentos, combustível, eletricidade e medicamentos.

Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações, dizendo que Cuba está à beira do colapso ou ansiosa para fazer um acordo com os EUA. O governo de Cuba disse na sexta-feira que havia iniciado conversações com Washington para tentar neutralizar a crise.

Os protestos públicos, especialmente os violentos, são extremamente raros em Cuba. Sua constituição de 2019 concede aos cidadãos o direito de se manifestar, mas uma lei que define mais especificamente esse direito está parada no Congresso, deixando aqueles que saem às ruas em um limbo legal.

“O que inicialmente começou de forma pacífica e, depois de uma troca com as autoridades locais, transformou-se em atos de vandalismo contra a sede do Comitê Municipal do Partido”, disse o jornal Invasor.

“Um grupo menor de pessoas apedrejou a entrada do prédio e ateou fogo na rua com móveis da área de recepção”, acrescentou.

Os vândalos atacaram vários outros estabelecimentos estatais na área, incluindo uma farmácia e um mercado do governo, segundo o jornal.

Fonte: G1

Irã ameaça atacar embaixadas de Israel em ‘todo o mundo’: ‘Alvos legítimos’

O porta-voz das Forças Armadas da República Islâmica do Irã, Abolfazl Shekarchi, ameaçou atacar “todas as embaixadas” de Israel ao redor do globo como forma de resposta a um eventual ataque israelense à embaixada iraniana no Líbano… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2026/03/04/ira-ameaca-atacar-embaixadas-de-israel-em-todo-o-mundo-alvos-legitimos.htm?cmpid=copiaecola

Shekarchi disse que, caso Israel ataque embaixada do Irã em Beirute, a resposta será imediata. “Israel ameaçou atingir a embaixada iraniana no Líbano. Se isso ocorrer, todas as embaixadas desse regime serão alvos legítimos” das forças iranianas, declarou o porta-voz em um canal de TV local, segundo a agência AFP.

Porta-voz também criticou Israel por “não impor limites às suas ações militares”. Shekarchi afirmou que, apesar de “sua capacidade bélica relevante”, a República Islâmica iraniana tem, até o momento, “respeitado” as regras do direito internacional em meio ao conflito contra Israel e os EUA.

Ameaças de ataques às embaixadas feita por Shekarchi é uma resposta direta ao porta-voz do exército israelense, Avichay Adraee. Ontem, Adraee deu um prazo de 24 horas para que os representes do Irã deixem o Líbano, “antes de serem atacados”.

Israel trava batalhas simultâneas contra o Irã e o Hezbollah, no Líbano. Desde o final de semana, Tel Aviv voltou a realizar bombardeios contra o território libanês, sob a justificativa de atingir membros do grupo pró-Irã.

Beirute, capital do Líbano, foi alvo de ataques israelenses na manhã de ontem. Um hotel atingido e ao menos 11 pessoas morreram em pontos diferentes da cidade, segundo o governo local.

Os ataques das tropas de Benjamin Netanyahu integram uma escalada acentuada dos combates ao longo da fronteira entre o Líbano e Israel. Israel alega que está revidando uma agressão do Hezbollah, que lançou drones e mísseis contra o seu território após ação dos EUA no Irã.

Fonte: UOL

Músico Roger Waters diz que já estamos na Terceira Guerra Mundial e declara apoio ao Irã

O músico britânico Roger Water afirmou neste 1º de março de 2026 que o mundo já estaria vivendo a Terceira Guerra Mundial e declarou apoio ao Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. A manifestação foi publicada em suas redes sociais, no contexto da ofensiva conjunta conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o território iraniano, que resultou na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei e desencadeou uma série de ataques retaliatórios na região.

Em sua mensagem, Water escreveu: “1º de março de 2026 é o segundo dia da Terceira Guerra Mundial.”

Na sequência, fez duras críticas às lideranças políticas ocidentais e a Israel: “Nós, o povo comum do mundo, somos muito mais numerosos do que a escória israelense e as elites dominantes no Ocidente.”

O artista também declarou solidariedade ao Irã e reiterou sua posição histórica em defesa da causa palestina: “Estamos ao lado de nossos irmãos e irmãs no Irã na luta para acabar com a ocupação, a opressão e o genocídio de nossos irmãos e irmãs na Palestina.”

Ao final da publicação, acrescentou: “Nós estamos certos, as elites estão erradas. Nós venceremos. Amor e paz, Roger Waters.”

A declaração repercute em um cenário de forte tensão internacional, após os ataques que atingiram a cúpula política e militar iraniana e provocaram retaliações com mísseis e drones contra Israel e bases dos Estados Unidos na região do Golfo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu publicamente a operação militar e conclamou iranianos a promoverem uma mudança de regime.

Roger Water tem histórico de posicionamentos contundentes contra a política externa dos Estados Unidos e contra o governo de Israel, especialmente em relação à situação na Palestina. Sua nova manifestação reforça essa linha de crítica, agora em meio a uma crise que amplia o risco de internacionalização do conflito no Oriente Médio.

Fonte: Brasil 247

Guerra entre Israel, EUA e Irã chega ao terceiro dia e se espalha pelo Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio chegou ao terceiro dia nesta segunda-feira, 2, com novos bombardeios trocados entre Israel e Irã e a expansão de novos focos de conflito na região.

Durante a madrugada, o Hezbollah, milícia xiita aliada ao Irã, lançou ataques contra o norte de Israel como retaliação à morte do aiatolá Ali Khamenei no sábado. O Exército israelense respondeu com bombardeios contra o grupo no sul do Líbano e nos arredores de Beirute. Ao menos 31 pessoas morreram e 149 ficaram feridas, segundo o governo libanês.

O Irã, então, respondeu com novos ataques contra cidades israelense. Segundo o governo iraniano, foram lançados mísseis contra Haifa e Tel-Aviv e Jerusalém, onde fica o gabinete do premiê Binyamin Netanyahu.

Em uma entrevista coletiva, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, afirmou que a operação contra o Irã está em seus estágios iniciais e que mais forças americanas continuam a chegar ao Oriente Médio, sugerindo uma campanha prolongada. “Este trabalho está apenas começando e continuará”, disse ele.

Drones atacam o Golfo

Drones iranianos também atacaram petroleiros no Golfo Pérsico, além de alvos nas águas territoriais de Omã. O Irã também lançou drones contra alvos industriais no Catar. Foram registrados ainda ataques na Arábia Saudita. Além disso, os Emirados Árabes disseram ter interceptado um ataque iraniano.

O governo britânico diz ter impedido um ataque com drones contra sua base aérea no Chipre, que tem auxiliado o esforço de defesa antiaérea israelense.

Em meio ao caos, os militares dos EUA afirmaram que o Kuwait “abateou por engano” três caças F-15E Strike Eagle americanos durante uma missão de combate.

Novos ataques ao Irã

Pela manhã, Israel lançou também novos ataques contra a capital iraniana, Teerã.

Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano, e mais de 130 cidades em todo o país foram atacadas. Em Israel, 11 pessoas foram mortas.

Fonte: Estadão

Guerra na Ucrânia completa 4 anos; é a mais longa na Europa desde 1945

A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou em seu 5º ano nesta terça-feira (24.fev.2026) com impactos sobre civis, militares e infraestrutura. O conflito se consolidou como a guerra ininterrupta entre Estados mais duradoura na Europa desde a 2ª Guerra Mundial (1939-1945), com impacto devastador sobre civis, militares e infraestrutura.

Desde 1945, a região já testemunhou outros confrontos, como o conflito entre Turquia e Grécia nas décadas de 1960 e 1970. Ainda, a guerra na Iugoslávia nos anos 1990. A disputa interna levou à criação de novos Estados independentes como Bósnia e Herzegovina, Croácia, Sérvia, Kosovo e Macedônia do Norte. Nenhum desses episódios, no entanto, alcançou a escala da guerra na Ucrânia. Dados levantados pelo Poder360 indicam que o custo humano acumulado — incluindo mortos, feridos, desaparecidos e deslocados— já chega a 10 milhões de pessoas. Os dados são da ONU e da ONG Human Rights Watch.

Além disso, a Rússia mantém o controle de aproximadamente 20% do território ucraniano, cerca de 120 mil km², enquanto a linha de frente se estabilizou em uma guerra de atrito, com avanços russos calculados entre 15 e 70 metros por dia em ofensivas recentes. Esses dados foram compilados pelo United24 Media, plataforma vinculada ao governo ucraniano que acompanha e divulga estatísticas sobre a guerra. O país também já teve 50% da sua geração de energia comprometida.

PERSPECTIVAS PARA A PAZ

As negociações ainda não conseguiram conciliar as exigências de ambos os países. Para a Ucrânia, a paz também é assegurar que o avanço russo não se repetirá. Kiev busca garantias de segurança rígidas, incluindo a manutenção de sua soberania e a possibilidade de contar com alianças internacionais para proteção, como a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) –aliança militar ocidental liderada pelos Estados Unidos.

O país insiste que qualquer cessar-fogo deve ser acompanhado de mecanismos que impeçam a violação de tratados. Oleg Vlasenko, ministro-conselheiro da Ucrânia no Brasil, destaca o ceticismo ucraniano em relação a compromissos históricos: “A Ucrânia entregou o 3º maior arsenal nuclear do mundo em troca de promessas. Não podemos repetir esses erros, e por isso as garantias devem ser muito sérias”.

Para Moscou, a “Operação Especial Militar” –termo preferido pelo Kremlin– só terminará quando as preocupações estratégicas forem atendidas. O embaixador Alexey Kazimirovitch Labetskiy condiciona o cessar-fogo à neutralidade ucraniana.

“O que nos interessa é estabelecer a paz e proteger os direitos do povo russo, de nosso país e da identidade russa. Não nos interessa o alargamento da Otan. […] O cessar-fogo que teria como único objetivo permitir o rearmamento do governo ucraniano não nos convém”, declara.

Outro ponto do Kremlin seria a realização de eleições na Ucrânia sob supervisão e alinhamento com a “nova ordem”, como mencionado por Labetskiy, uma medida criticada por Kiev como tentativa de ingerência.

Fonte: Poder 360

Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar

O narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, foi morto em uma operação militar neste domingo (22), informou o Ministério da Defesa do México.

Ex-policial, ele comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado.

Segundo o Ministério da Defesa mexicano, El Mencho morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país.

Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do CJNG morreram na ação.

O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México.

Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais.

O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país.

Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos.

Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho.

Fonte: G1