Demitidos da Casas Bahia dizem não ter recebido rescisão, segundo sindicato

Funcionários demitidos da Casas Bahia em agosto, próximo ao pedido de recuperação judicial da empresa, relatam falta de pagamento de verbas rescisórias, bloqueio de benefícios e dificuldades financeiras, segundo levantamento divulgado pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio).

CNTC reuniu relatos de 38 trabalhadores de oito estados que enfrentam pendências após as demissões. Até hoje, os atrasos e a ausência de assistência relatados permanecem sem solução, segundo relatos de trabalhadores à confederação.

Principais reclamações envolvem verbas rescisórias não pagas, problemas com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e atrasos no seguro-desemprego. O levantamento da CNTC aponta que, do total de entrevistados, 26 afirmam ter pendências nas rescisões, 12 passam por dificuldades financeiras, 12 têm problemas com o FGTS ou a multa de 40%, e 10 não conseguem acessar o seguro-desemprego.

Levantamento da entidade sindical traz relatos de trabalhadores que apontam dificuldades financeiras para garantir necessidades básicas. “Estamos com dívidas atrasadas e até sem comer” e “Tenho casa para pagar, contas (…) Estou desesperado” são alguns dos relatos divulgados pela entidade.

Procurada pelo UOL, a Casas Bahia disse que as rescisões seguem as regras da recuperação judicial, que prioriza créditos trabalhistas, e que os direitos dos trabalhadores continuam assegurados. Em nota, a empresa afirmou que os prazos de pagamento serão definidos pela Justiça, e que as informações para saque do FGTS e acesso ao seguro-desemprego já foram disponibilizadas conforme a lei.

Demissões em massa

Justiça revogou demissões coletivas feitas pela empresa. No dia 2 de setembro, a Justiça do Trabalho negou o recurso do grupo para suspender uma liminar obtida pela CNTC, que suspendeu o desligamento de 1.900 trabalhadores. Com isso, os vínculos de trabalho e benefícios assistenciais devem ser restabelecidos provisoriamente, enquanto o Grupo Casas Bahia aguarda o julgamento de outro recurso.

Fonte: UOL

Volkswagen vai cortar 50 mil empregos e pode acabar com marca tradicional

A Volkswagen aprovou um dos maiores planos de reestruturação de sua história. O chamado Plano Futuro 2030 prevê o corte de aproximadamente 50 mil empregos em todo o mundo até o final da década, além de uma profunda revisão das operações do grupo. A medida foi aprovada pelo conselho de supervisão da companhia e representa a maior transformação da empresa em seus 89 anos de existência.

A redução de pessoal será adicional a outro programa de enxugamento já em andamento. Desde 2024, a Volkswagen trabalha na eliminação de aproximadamente 50 mil postos, principalmente na Alemanha. Com as duas etapas, o grupo poderá reduzir sua força de trabalho em cerca de 100 mil funcionários.

A decisão ocorre em um momento de forte pressão sobre a indústria automotiva europeia. A Volkswagen enfrenta queda de competitividade na China, aumento da concorrência de fabricantes chineses, tarifas de importação nos Estados Unidos e excesso de capacidade produtiva na Europa. Segundo a empresa, é necessário adequar a estrutura global à nova realidade do mercado.

Quatro fábricas alemãs estão em xeque

Um dos pontos mais delicados do plano envolve quatro fábricas na Alemanha: Emden, Zwickau, Neckarsulm e Hannover. Todas deverão passar por uma avaliação de seus futuros, já que perderão modelos atualmente produzidos nelas ao longo da próxima década.

A Volkswagen trabalha com a possibilidade de encontrar novas funções para as unidades, mas o futuro da produção de veículos nesses locais ainda não está definido. A companhia pretende apresentar planos mais concretos para as fábricas europeias nos próximos anos.

A situação é reflexo de um problema maior. A Volkswagen estima que exista uma capacidade produtiva excedente de aproximadamente 500 mil veículos por ano na Europa, tornando necessária uma redução da estrutura industrial.

Linha de modelos será reduzida

Além dos cortes de funcionários e da revisão das fábricas, a Volkswagen também pretende diminuir significativamente a quantidade de modelos oferecidos pelo grupo.

A estratégia prevê uma redução de cerca de 50% na linha de produtos até 2035, além de uma simplificação de aproximadamente 75% na complexidade das configurações. A ideia é concentrar recursos em modelos de maior volume e rentabilidade, reduzindo custos de desenvolvimento, produção e logística.

A companhia também pretende elevar a sua margem operacional para 9% até 2030, contra 3,8% registrados atualmente, em uma tentativa de recuperar a rentabilidade e aumentar a competitividade global.

Seat entra no radar

Entre as marcas que despertam dúvidas está a Seat, tradicional fabricante espanhola pertencente ao Grupo Volkswagen há 40 anos. A marca enfrenta um futuro incerto dentro da nova estratégia, especialmente diante da preferência do grupo por concentrar investimentos na Cupra, que vem apresentando maior potencial de crescimento e posicionamento mais lucrativo.

Fonte: Exame

Brasil tem 2 milhões de pessoas que trabalham por meio de aplicativos

Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos (apps) no país em 2025. A imensa maioria deles por conta própria, com jornadas semanais mais longas que os demais ocupados no setor privado e ganhando menos por hora trabalhada.

A constatação faz parte de uma edição sobre trabalho por meio de plataformas digitais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE buscou informações de pessoas com 14 anos ou mais que utilizam os aplicativos para realizar serviços de transporte e entregas. O instituto classifica esses trabalhadores como “plataformizados”.

A pesquisa revela que o contingente de 1,959 milhão de trabalhadores por apps representavam 1,9% do total de ocupados no país.

Cerca de 1,2 milhão de trabalhadores plataformizados utilizam apps de transporte de passageiros. Isso representa praticamente seis em cada dez plataformizados (58,9%).

Desses, 1,1 milhão utilizam as plataformas como Uber e 99, enquanto 232 mil utilizam apps de táxi exclusivamente.

Um em cada cinco (19,2%) dos plataformizados tinha ocupação como entregadores de apps de comida, produtos, etc. Eram 376 mil pessoas que faziam entregas para plataformas como Rappi, iFood, Zé Delivery, entre outros.

O IBGE mapeou ainda a categoria apps de prestação de serviços gerais ou profissionais, que inclui profissões como designers, tradutores e até telemedicina, quando o médico usa a plataforma digital para captar pacientes e realizar consultas, por exemplo. Em 2025 eram 313 mil pessoas nessa categoria (16% dos plataformizados).

A Pnad revela que a atividade econômica classificada como transporte, armazenagem e correios é a que tem maior participação de plataformizados, 75%. Ou seja, de cada quatro trabalhadores desse setor, três utilizam os apps.

Motivação
Em 2025, de cada 100 pessoas que tinham nos apps a ocupação principal, 84,4 eram do sexo masculino. Em relação à idade, 47% tinham de 25 a 39 anos.

Ao realizar as entrevistas, o IBGE procurou saber o motivo principal que levou as pessoas a trabalharem por meio das plataformas.

Especificamente entre os que atuam com apps de transporte (exceto táxi) e entregadores, o motivo principal foi não conseguir encontrar outro trabalho. As outras motivações apontadas foram flexibilidade e rendimento maior do que em outros trabalhos disponíveis.

Fonte: Agência Brasil

Governo sanciona lei que permite reduzir tributos sobre combustíveis

A presidência da República sancionou a Lei Complementar nº 235, de 27 de agosto de 2026, que estabelece regras para a redução de alíquotas de tributos federais sobre a importação, a produção e a  comercialização dos principais combustíveis. O texto foi aprovado no início do mês pelo Senado, após ter passado pela Câmara dos Deputados.

A concessão de renúncias de receita visa diminuir os impactos econômicos no mercado internacional de energia decorrentes do conflito no Oriente Médio. A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União dessa sexta-feira (28).

O texto permite que eventual redução de tributos incidentes sobre combustíveis seja compensada por receitas extraordinárias obtidas pela União em razão da valorização do petróleo no mercado internacional.

Além da questão dos combustíveis, a lei cria condições para benefícios tributários destinados à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e ao Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, estimulando setores considerados estratégicos para o país.

Há também a previsão de um tratamento tributário específico para iniciativas ligadas à realização da Copa do Mundo Feminina de 2027.

Fonte: Agência Brasil

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.741 em 2027

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta segunda-feira (24) que o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 será enviado ao Congresso Nacional com o salário mínimo de R$ 1.741. Será um reajuste de R$ 120 em comparação ao mínimo de 2026, que está em R$ 1.621.

É um reajuste nominal de 7,4% e ganho real — acima da inflação — de 2,4%.

“O reajuste está dentro do nosso espírito de privilegiar a população mais carente, vai também para a previdência e benefícios sociais com anexação ao salário mínimo”, disse o ministro.

O governo federal tem até 31 de agosto para enviar a peça orçamentária ao Congresso Nacional. O texto deverá ser analisado pela Comissão Mista do Orçamento.

O cálculo do salário mínimo considera dois indicadores: INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de 2 anos anteriores.

Caso o reajuste do salário mínimo para R$ 1.741 seja aprovado pelo Congresso Nacional, o valor será aplicado a partir de janeiro de 2027, com efeito no salário que o trabalhador recebe em fevereiro.

O ajuste no salário mínimo impacta os pagamentos previdenciários do INSS, seguro-desemprego e abono salarial, uma vez que o valor dos benefícios não pode ser inferior ao salário mínimo.

“Para o ano que vem, a gente projeta o aumento das obrigatórias um pouco inferior ao aumento geral do orçamento. As medidas têm o condão de dar racionalidade, de que modo que a regra com ganho real do arcabouço fiscal vai ter um ganho real maior do que as obrigatórias amplamente consideradas”, declarou o ministro.

Fonte: CNN

Mais de 3 milhões com benefícios federais são bloqueados em bets

Mais de 3 milhões de beneficiários de programas sociais federais, como o Bolsa Família, já foram impedidos de abrir ou manter contas em sites autorizados a explorar, no Brasil, as apostas de quota fixa, as chamadas bets.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República, o bloqueio se tornou possível graças a uma funcionalidade do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), implementada em outubro de 2025.

Entre os impedidos, estão beneficiários dos seguintes programas:

– Bolsa Família;

–  Benefício de Prestação Continuada (BPC);

– Fundo de Financiamento Infantil (Fies);

– programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil.

O Módulo Impedidos foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), atendendo a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em novembro de 2024, o STF determinou que o governo federal adotasse medidas para impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas on-line, para evitar “impactos negativos sobre o orçamento das famílias e a saúde mental, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O Sigap é uma plataforma tecnológica que permite a regulação, o monitoramento e a fiscalização do mercado de apostas no país. Capaz de processar cerca de 500 milhões de registros diários, o sistema já acumula mais de 5 milhões de arquivos operacionais em sua base de dados.

Segundo a Secom, é a partir das informações reunidas pelo Sigap que as empresas licenciadas identificam os usuários impedidos de se cadastrar ou de manter uma conta já cadastrada nas plataformas de apostas. A verificação automática é feita em tempo real, no âmbito do Módulo Impedidos, por cruzamento entre o CPF e outras informações fornecidas pelo usuário.

Quando o impedimento é identificado em conta já existente, a plataforma tem até três dias para encerrá-la e devolver ao usuário todo o saldo disponível. A decisão de negar cadastro ou encerrar conta é da própria operadora.

Não há intervenção manual nesse processo e o bloqueio não gera nenhuma outra penalidade ao usuário ou às empresas.

Fonte: Agência Brasil

Justiça suspende demissões coletivas do Grupo Casas Bahia e proíbe novos cortes

O TRT-10 (Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região) suspendeu, na tarde dessa terça-feira (18), os efeitos provisórios das demissões coletivas promovidas pelo Grupo Casas Bahia —que reúne as marcas Casas Bahia e Ponto Frio— realizadas entre os dias 13 e 17 de agosto de 2026.

Na semana passada, a empresa anunciou o fechamento de 298 lojas e a demissão de cerca de 3.000 trabalhadores. No domingo (16), foi protocolado o pedido de recuperação judicial para reorganizar uma dívida de cerca de R$ 17,3 bilhões.

A liminar foi concedida pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos em resposta a uma ação movida pela CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio), que questionava as demissões e buscava assegurar a participação sindical no processo de reestruturação da companhia. Cabe recurso à decisão.

Segundo pedido da CNTC à Justiça, o desligamento dos milhares de trabalhadores não teve intervenção sindical prévia.

A decisão também proíbe novos cortes coletivos até que sejam cumpridos os requisitos do Tema 638 do STF (Supremo Tribunal Federal), que exige negociação coletiva prévia com o sindicato antes de dispensas em massa.

Segundo a decisão, a empresa terá cinco dias, após ser intimada, para restabelecer os “vínculos jurídicos e econômicos” dos trabalhadores atingidos, com reinclusão em folha de pagamento e retomada dos benefícios contratuais.

Em prazo de 48 horas, também deverão ser restaurados os planos de saúde e demais benefícios assistenciais cancelados em decorrência das dispensas.

A decisão não determina, no entanto, a reabertura das 298 unidades fechadas neste mês nem garante a permanência definitiva dos funcionários. A empresa poderá realocar os trabalhadores para atividades compatíveis em estruturas remanescentes ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto a liminar estiver em vigor.

Os valores já pagos em verbas rescisórias não precisarão ser devolvidos neste momento e a eventual compensação ficará para decisão posterior.

Caso não cumpra a determinação, a empresa poderá ser multada em R$ 500 por dia por trabalhador atingido, limitado a dez remunerações mensais de cada empregado. Para novas dispensas realizadas sem a participação sindical, a multa prevista é de R$ 10 mil por trabalhador.

A Justiça não proibiu o grupo de reduzir seu quadro, fechar unidades ou alterar sua estrutura, mas estabeleceu que futuras dispensas coletivas ou em massa deverão ser precedidas de intervenção efetiva dos sindicatos.

Fonte: Folha de S. Paulo

Casas Bahia é só a ponta do iceberg: 986 varejistas estão em recuperação judicial

Nesta segunda-feira (17) a notícia sobre a recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) agitou o mercado e chamou atenção para o avanço das recuperações judiciais no varejo brasileiro, que até o fim do primeiro semestre de 2026 já contabilizava 986 empresas em recuperação judicial no país. Isso representa um aumento de 20,4% em relação a junho do ano passado e totaliza um crescimento de 6,6% nos primeiros seis meses deste ano, segundo levantamento do Monitor RGF-BIZDOC, elaborado a partir de dados da Receita Federal.

À primeira vista, os números poderiam sugerir uma deterioração acelerada da saúde financeira do comércio, mas o estudo da RGF mostra que a fotografia é mais complexa. O varejo possui a menor densidade de recuperações judiciais entre os grandes setores da economia, com 0,16 caso por mil empresas ativas, metade da média nacional, de 0,30 por mil. Além disso, seu crescimento em 12 meses, de 20,4%, ficou praticamente em linha com os 21,2% registrados no conjunto do país.

Há ainda um sinal de desaceleração. As entradas líquidas em recuperação judicial, que haviam chegado a 57 empresas no quarto trimestre de 2025, recuaram para 44 no primeiro trimestre deste ano e para apenas 17 entre abril e junho. Para os responsáveis pelo levantamento, o movimento indica que o varejo acompanha o ciclo de insolvência da economia, mas não é seu principal motor.

O problema mais agudo aparece quando se olha não para as recuperações, mas para as empresas que efetivamente quebraram. O levantamento contabiliza 686 empresas falidas para 986 em recuperação judicial, o equivalente a 0,7 falência para cada empresa em RJ. É a maior relação entre os grandes setores analisados pelo Monitor.

A comparação com o agronegócio é especialmente significativa, porque enquanto no varejo existem sete falências para cada dez empresas em recuperação, no agro a proporção indicada pelo estudo é de aproximadamente uma falência para cada cem recuperações.

Essa diferença ajuda a explicar uma característica particular da crise do comércio. A recuperação judicial custa dinheiro, exige estrutura jurídica, capacidade de negociação com credores e, principalmente, um negócio que ainda tenha valor econômico suficiente para justificar sua preservação. Ou seja, enquanto empresas com algum porte conseguem recorrer à Justiça para renegociar dívidas e tentar manter a operação, negócios menores muitas vezes não chegam nem a essa etapa e fecham as portas ou acabam em falência.

De acordo com a pesquisa, para empresas menores, de capital de giro curto e poucos ativos específicos, reorganizar as dívidas pode simplesmente não compensar. Isso aparece com clareza em alguns segmentos. No comércio de material de construção, há 70 empresas em recuperação judicial e 100 falidas. Em óptica, são apenas dez recuperações diante de 42 falências. No segmento de móveis e iluminação, a relação é de 23 para 38; em calçados, de 11 para 25.

Na prática, portanto, o número relativamente baixo de recuperações judiciais não significa necessariamente ausência de dificuldades. Parte do estresse financeiro pode estar aparecendo diretamente na mortalidade das empresas.

Fonte: Infomoney

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para renegociar dívida de R$ 17,3 bilhões

O Grupo Casas Bahia anunciou na noite deste domingo, 16, que entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo. No último fim de semana, a empresa fechou 298 lojas em todo o Brasil, incluindo a unidade de Salgueiro.

A medida inclui a própria companhia e outras nove empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças, renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade das operações.

A recuperação judicial é um mecanismo previsto na legislação brasileira que permite que empresas com dificuldades financeiras renegociem suas dívidas sob supervisão da Justiça. O objetivo é evitar a falência, preservar empregos e permitir que a empresa continue funcionando enquanto busca reequilibrar suas contas.

Segundo a companhia, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e pelo acionista controlador. O pedido foi protocolado no Foro Central Cível de São Paulo, especializado em falências e recuperações judiciais.

A empresa informou que pretende manter o funcionamento das lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, sem interrupções relevantes para os consumidores.

Como o pedido foi apresentado em caráter de urgência, ele ainda precisará ser ratificado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária.

O que levou ao pedido

Em comunicado ao mercado, a Casas Bahia afirmou que o pedido foi motivado pelo agravamento do cenário econômico, marcado por juros elevados, restrição ao crédito, aumento do custo financeiro e enfraquecimento do consumo, fatores que reduziram sua capacidade de gerar caixa.

Fonte: G1

Casas Bahia tem prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2° trimestre

A Casas Bahia teve prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano. O montante é 18 vezes maior que o resultado negativo de R$ 555 milhões apontado no mesmo período de 2025.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes como baixa de ativos, gastos com reestruturação, contratos não performados e IR diferido.

Em termos ajustados, o prejuízo da varejista foi de R$ 978 milhões, 76% maior que o apontado um ano antes.

A receita líquida da Casas Bahia cresceu 1,6%, para R$ 6,97 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado recuou 9,4%, para R$ 518 milhões.

No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, divulgadas na madrugada deste domingo (16), a administração da Casas Bahia diz que “diante de um ambiente de crédito mais restritivo e de um cenário macroeconômico mais adverso do que o previsto” intensificou o redimensionamento da companhia na segunda fase do seu plano de transformação “priorizando caixa e rentabilidade sobre o volume”.

Essa fase da reestruturação inclui o redimensionamento das lojas físicas, com o fechamento de 298 unidades; a revisão dos níveis e composição dos estoques, sortimento e volumes de compras; a adequação da estrutura organizacional e quadro de colaboradores e a redução do custo de capital e liquidez, através da amortização e redução gradativa da exposição ao fornecedor convênio – risco sacado.

A varejista deveria ter publicado o balanço financeiro até a sexta-feira (14) na página da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas registrou o relatório às 02:24 deste domingo. O atraso na prestação de informação prevê pagamento de multa ordinária.

Vendas

As vendas brutas de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) da Casas Bahia cresceram 0,5% no segundo trimestre, na comparação anual, para R$ 10,51 bilhões.

As vendas on-line de produtos do estoque da companhia (1P) cresceram 15,3% no período, para R$ 2,82 bilhões, mas o avanço foi parcialmente compensado pelo recuo de 3,2% nas vendas das lojas físicas, para R$ 6,28 bilhões, e de 6,7% nas vendas de produtos de parceiros (3P), para R$ 1,6 bilhão.

A receita bruta da companhia cresceu 1,6%, com recuo de 3,5% nas lojas físicas e aumento de 13,3% no on-line.

Segundo a varejista, tanto o GMV quanto a receita bruta das lojas físicas foram afetados pelo fechamento líquido de nove lojas nos últimos 12 meses e pelo cenário de maior conservadorismo na concessão de crédito.

Nas vendas próprias na plataformas online, houve ganho de mercado de categorias estratégicas como telas, linha branca e sazonais e abertura de novos canais de vendas através de parcerias estratégicas, segundo a administração da varejista.

Fonte: Valor Econômico

Casas Bahia: Sindicato prepara ação coletiva contra demissões, diz jornal

O Sindicato dos Empregados do Comércio de Osasco e região estaria preparando ação coletiva contra demissões feitas pelas Casas Bahia entre quinta (13) e sexta (14) desta semana. A entidade pedirá reintegração dos funcionários e indenização por danos morais, pela maneira que as demissões foram conduzidas e a ausência de diálogo. As informações são da Folha de S. Paulo.

O sindicato divulgou nota nesta sexta (14) onde afirma que “o fechamento repentino de unidades da rede Casas Bahia e região surpreendeu trabalhadores e clientes nesta semana, gerando insegurança entre os comerciários afetados e suas famílias”.

A entidade já afirmou a adoção de medidas para garantir o respeito aos direitos trabalhistas e orientou os sindicalizados não realizar a assinatura de qualquer documento sem acompanhamento jurídico.

“O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência”, disse presidente do SECOR, Luciano Pereira Leite.

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo também se disse, em nota, “surpreendido” pelo anúncio de fechamento de 298 lojas e demissão de cerca de 1,9 mil trabalhadores. A entidade afirmou ter convocado representantes da empresa para uma reunião para exigir esclarecimentos sobre critérios do fechamento das lojas, da quantidade de trabalhadores afetados e sobre medidas para garantia de direitos trabalhistas.

“O Sindicato também reforça que todos os trabalhadores e trabalhadoras da Grande São Paulo que tenham sido demitidos ou tenham dúvidas sobre seus direitos devem procurar imediatamente a entidade. Além de oferecer assistência jurídica e sindical, o Sindicato acompanhará cada caso para assegurar o cumprimento integral das verbas rescisórias e demais garantias previstas na Convenção Coletiva e na legislação trabalhista”, afirma, na nota.

Fonte: Infomoney

Casas Bahia fecha loja de Salgueiro e outras 297 unidades em todo o Brasil

Com um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão só no primeiro trimestre deste ano, a Casas Bahia fez um grande corte em sua rede, encerrando as atividades de 298 lojas em todo o Brasil, incluindo a de Salgueiro. A unidade do polo Sertão Central amanheceu de portas fechadas hoje.

A rede varejista concluiu 2025 com um prejuízo de R$ 3 bilhões, o triplo das perdas registradas no ano anterior. Analistas atribuem esse resultado ao endividamento das famílias, com as despesas infladas pelos altos juros no país, que afetam o poder de compra.

Antes de fechar quase 300 lojas de uma só vez, a Casas Bahia vinha encerrando as atividades das unidades de forma moderada, de 20 a 30 por ano. A empresa busca uma reestruturação financeira com a medida drástica.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Novo plano do governo prevê ferrovia ligando seis capitais do Nordeste

O novo PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, lançado nesta quarta-feira (12), prevê uma remodelação da malha ferroviária da Transnordestina, com a criação de um eixo de ligação pelo litoral da região Nordeste.

Batizado de ligação ferroviária no litoral do Nordeste, o eixo terá dois trechos. O primeiro, de bitola larga, irá ligar seis capitais nordestinas, de Salvador (BA) a Natal (RN). O segundo trecho será de Natal a Macau (RN).

A proposta representa uma mudança em relação à configuração tradicional da Transnordestina, que concentra a conexão ferroviária no interior do Nordeste. O PNL 2050 também mantém entre as prioridades a implantação outros trechos já existentes da Transnordestina.

Além disso, apesar do plano representar as prioridades para 2050, não há previsão de quanto tempo levará para construir a ferrovia e nem o valor de investimento necessário para isso.

O documento tem caráter estratégico e não representa, por si só, a definição de obras, contratos ou cronogramas de execução.

Fonte: CNN