Tarcísio volta a cogitar Presidência após saída de Flávio do país

Em meio à saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua derrota nas eleições de 2026, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu a possibilidade de concorrer ao Planalto em 2030. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal Estado de São Paulo publicada nesta quinta-feira (29).

“A gente tem que ver qual é o cenário de momento. E claro, eu vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. E terminando o segundo mandato, terminando bem, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, você não avalia sozinho”, afirmou.

Tarcísio foi o primeiro nome a ser considerado para substituir Jair Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, uma vez que o ex-presidente foi declarado inelegível e, depois, preso. O nome ganhou as graças de nomes do Centrão, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Bolsonaro, no entanto, encerrou a questão ao escolher o filho mais velho. Tarcísio aderiu e decidiu disputar um novo mandato ao Palácio dos Bandeirantes, vencendo logo no primeiro turno com 62,65% dos votos (14.491.874).

O feito ganha relevância no cenário nacional porque São Paulo é o maior colégio eleitoral do país. Uma comparação das votações mostra, porém, que Flávio não repetiu no segundo turno presidencial o total alcançado por Tarcísio na disputa estadual: recebeu 352.696 votos a menos. O republicano obteve 14.491.874 votos no primeiro turno, enquanto o candidato do PL recebeu 14.139.178 no segundo.

No campo adversário, ocorreu o movimento inverso nos números absolutos. Lula (PT) obteve 12.119.274 votos no segundo turno presidencial, 3.695.618 a mais do que Fernando Haddad (PT) havia recebido na disputa pelo governo paulista, quando terminou com 8.423.656 votos.

A comparação não permite identificar transferência individual de votos, já que envolve cargos e turnos diferentes, mas mostra que as votações obtidas pelos candidatos ao governo estadual não se reproduziram na mesma proporção na disputa presidencial. Também houve uma mudança no universo de votantes: o comparecimento aumentou em 970.133 eleitores entre o primeiro e o segundo turno. Ao mesmo tempo, a redução dos votos brancos e nulos fez o total de votos válidos crescer em 3.127.939.

Fonte: Gazeta do Povo

Flávio desiste de questionar vitória de Lula nas urnas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após anunciar que pediria a anulação das eleições, o candidato derrotado decidiu concentrar a ofensiva jurídica em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista.

À CNN Brasil, integrantes da campanha de Flávio afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A estratégia será contestar supostos abusos da máquina pública durante a campanha, sem colocar em dúvida a validade dos votos.

Segundo interlocutores da equipe jurídica, já foram apresentados 20 pedidos de cassação de Lula, e novas ações devem ser protocoladas nos próximos dias. Os casos estão sendo analisados com cautela antes de serem levados à Justiça Eleitoral.

Em vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio acusou a campanha petista de cometer abusos e anunciou que buscará a cassação da chapa de Lula.

“Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram, com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu”, afirmou.

A decisão representa um recuo em relação ao discurso feito por Flávio na noite de domingo (25), logo após a confirmação da derrota. Na ocasião, o senador afirmou que não reconheceria o resultado e anunciou que pediria a anulação da eleição, alegando interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), na votação.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou.

Flávio criticou a decisão de Zanin que prorrogou até as 19h a votação em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida valeria apenas para seções que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabertura das urnas já fechadas.

Antes do pronunciamento, o senador havia sido informado pessoalmente da derrota por meio de uma ligação telefônica do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, que também telefonou para Lula para comunicar sua reeleição.

Como mostrou a CNN Brasil, Flávio foi aconselhado por quatro aliados próximos a reconhecer o resultado e telefonar para Lula. A recomendação partiu do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e de uma integrante da equipe jurídica do senador.

O grupo defendia que Flávio reconhecesse a derrota, mas ressalvasse os problemas ocorridos durante a votação e mantivesse a possibilidade de recorrer à Justiça Eleitoral para questionar supostos abusos cometidos pela campanha petista.

A discussão ocorreu na casa do Lago Sul, em Brasília, onde Flávio acompanhou a apuração. No calor da derrota, porém, o senador deu preferência à orientação de uma ala mais radical, que defendia contestar imediatamente o resultado e colocar em dúvida a legitimidade da vitória de Lula.

A posição acabou perdendo sustentação política à medida que partidos que apoiaram Flávio no segundo turno passaram a reconhecer a reeleição do petista.

Fonte: CNN

Flávio diz que vai pedir a anulação da eleição presidencial: ‘Sacanagem’

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à eleição presidencial derrotado, disse na noite de ontem que vai pedir a anulação do pleito após o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar a prorrogação da votação em todo o país até as 19h. Flávio perdeu o pleito para Lula (PT) em uma virada histórica.

Flávio questiona resultado e acusa STF de mudar regras da eleição. O senador afirmou que não aceitará o resultado “da maneira como aconteceu” e alegou que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre após uma decisão do STF.

“Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio, do próprio Zanin, e ele atende a um pedido ultrapassado, por cima da justiça eleitoral”, disse Flávio.

“E outra coisa, um detalhe que poucos sabem aqui. Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que a seleção foi tomada. Então tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil. Espero que você que tem me assistido também não desista”, completou.

Justiça estendeu prazo de votação

Zanin prorrogou votação até as 19h após problemas no transporte. O ministro do STF tomou a decisão após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.

Decisão valia apenas para urnas ainda abertas. Cerca de uma hora depois, Zanin esclareceu que a prorrogação se aplicava somente às seções em que a votação não havia sido encerrada.

Depois, Nunes Marques orientou TREs a manter votação em urnas abertas até as 19h. O presidente do TSE determinou que a prorrogação anunciada por Cristiano Zanin fosse aplicada apenas às seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Justiça Eleitoral cobrou retomada de ônibus na Bahia e em Sergipe. Em Salvador, o presidente do TRE-BA determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento de decisão judicial.

Fonte: UOL

Lula vence Flávio Bolsonaro e conquista 4°mandato presidencial

Em disputa bastante acirrada contra Flávio Bolsonaro (PL), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou o 4° mandato de presidente da República do Brasil na noite deste domingo, 25.

Com 99,66% das urnas apuradas, o site de apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) oficializou a vitória de Lula com 51,75% dos votos válidos, contra 48,25% de Flávio.

Um pouco antes, o triunfo do líder petista já tinha sido projetado pelo Instituto Datafolha, com 79% das urnas apuradas.

A empresa de pesquisas afirmou que fez a projeção acompanhando os dados do TSE e por meio de um sistema próprio, “considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado”.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Fim da escala 6×1 é maior conquista trabalhista desde a Constituição de 1988

O fim da escala 6×1, com redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 42 horas em dezembro e, para 40 horas, no final de 2027, representa a maior conquista trabalhista desde a Constituição de 1988, segundo especialistas ouvidos pela Folha.

A emenda constitucional 141 alterou o artigo 7º da Constituição para instituir a escala 5×2, sem redução salarial. A última redução, de 48 para 44 horas semanais, foi em 1988, quando já se pedia jornada de 40 horas.

A emenda de 1988 foi redigida pelo hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deputado constituinte favorável à redução e líder de greves por direitos no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC durante a Ditadura Militar, segundo os sociólogos Ricardo Antunes, do IFCH (Instituto de Filosofia e Ciência Humanas) da Unicamp, e Ruy Braga, da USP.

Para os pesquisadores, a mudança retoma a ampliação de direitos interrompida pela reforma trabalhista de 2017 e pode melhorar emprego, produtividade e qualidade de vida em mercado pressionado por tecnologia, uberização e pejotização.

“Eu penso que desde a Constituição de 88 esta foi a principal vitória da classe trabalhadora no sentido de direito e condições de vida. Algo que não veio de dádiva de governos, mas, ao contrário, nasce de uma reivindicação muito localizada do jovem trabalhador do setor de serviços”, diz Antunes.

Para Braga, é a primeira lei a reduzir a jornada de todas as categorias formais, fixar escala na Constituição e recuperar a ampliação da proteção trabalhista sem corte salarial.

“A diminuição da jornada representa um marco histórico porque recupera a dinâmica de regulamentação que a gente tinha anteriormente. É uma recuperação de utopia da sociedade salarial. A gente sabe que esse tipo de conquista não é algo dado, é uma disputa e uma luta, e vai ser muito atacado”, afirma.

Segundo o professor, a desvalorização do trabalho remonta aos mais de três séculos de escravidão, quando ele não era remunerado e o trabalhador era tratado como propriedade. A transformação foi gradual e marcada por conflitos, como a greve de 1917, iniciada em São Paulo e estendida ao Rio de Janeiro.

A partir dos anos 1930, o país criou proteções como Ministério do Trabalho, regulamentação sindical, carteira profissional e salário mínimo; a Constituição de 1946 reconheceu a greve, e o descanso semanal remunerado foi instituído em 1949.

A jornada, fixada pela CLT em 48 horas semanais, só foi reduzida pela Constituição de 1988.

Para Ricardo Antunes, da Unicamp, a medida resulta de reivindicação fortalecida entre jovens trabalhadores. Ele cita o VAT (Vida Além do Trabalho), criado pelo então balconista Rick Azevedo, hoje deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro, como movimento distinto das mobilizações sindicais anteriores.

Para os dois, mais tempo livre pode estimular o consumo em setores como bares, restaurantes e comércio. Braga afirma que ganhos de produtividade, distribuição de renda e saúde podem superar custos de adaptação das empresas.

No curto prazo, empresas terão de reorganizar horários e equipes; segundo o sociólogo, a adaptação dependerá da organização do trabalho e, às vezes, de tecnologia para automatizar atendimento e elevar produtividade.

O pesquisador prevê novos postos em dois ou três anos, mas não grande expansão, pois o desemprego está em mínimas históricas.

Apesar do significado histórico, a redução não encerra a disputa: Braga afirma que conquistas podem sofrer pressão por flexibilização, a depender das eleições deste domingo, 25 de outubro.

Antunes associa parte da resistência à tradição escravocrata, que, segundo ele, naturalizou o emprego como concessão do patrão, não relação de direitos.

“A escravidão do trabalho é uma chaga muito forte, que persiste, e uma parte da classe proprietária, dos grandes setores e das grandes corporações acredita que dar trabalho para a classe trabalhadora é um presente.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Homem é preso após atropelar crianças em manifestação política em Ilhabela-SP

Um homem foi preso após atropelar duas crianças, no fim da tarde deste sábado (24), em Ilhabela, no Litoral Norte. O atropelamento ocorreu durante uma manifestação política.

Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 16h, na rua Gerson Peres de Araújo, na região da Barra Velha. Testemunhas relataram aos agentes que o homem arrancou violentamente com o carro, invadiu a calçada e atropelou duas crianças.

De acordo com a Prefeitura, as duas vítimas foram encaminhadas pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) ao Hospital Municipal Governador Mário Covas Júnior para atendimento médico. Uma delas sofreu uma fratura exposta na região da perna.

O motorista do carro foi detido por populares até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso pelos policiais e encaminhado até a delegacia de cidade. O caso está sendo investigado.

Fonte: Band

Ministro do TSE impede Nunes Marques de suspender canal ‘Exército do Lula’ sem aval do plenário

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta sexta-feira que o presidente da Corte, Nunes Marques, se abstenha de ordenar administrativamente uma nova suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones.

A decisão foi tomada a dois dias do segundo turno das eleições, após uma série de decisões conflitantes entre integrantes do tribunal sobre o funcionamento da ferramenta, que reúne milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na decisão, Floriano afirmou que a Presidência do TSE não tem competência administrativa para determinar a suspensão de canais de comunicação de pessoas físicas e apontou risco de abuso de poder caso Nunes Marques volte a adotar medidas semelhantes. O ministro também determinou que a Meta, responsável pelo WhatsApp, cumpra sua decisão mesmo diante de eventuais ordens administrativas contrárias, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

A liminar atende parcialmente a um pedido apresentado pela coligação de Lula, que questionou as decisões tomadas por Nunes Marques nas últimas semanas. Floriano determinou a suspensão dos efeitos de atos administrativos que possam resultar na retirada do canal do ar, na restrição de seu alcance ou na limitação de suas funcionalidades.

A proibição permanece até o julgamento do mandado de segurança ou até eventual decisão em processo judicial eleitoral competente. O ministro também estabeleceu que Nunes Marques não poderá utilizar suas atribuições administrativas para restringir o canal enquanto não houver deliberação judicial do Plenário sobre o tema.
“Nenhum ministro da Corte, menos ainda no exercício de competência administrativa, pode se sobrepor à autoridade do Colegiado”, afirmou Floriano.

O magistrado destacou que a controvérsia sobre a possibilidade de suspensão do canal já está submetida ao Plenário do TSE, mas ainda não foi analisada pelos demais ministros.

“Desse modo, a partir do momento em que afetada a matéria ao Colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência”, escreveu.

Segundo Floriano, a edição de uma nova ordem de suspensão nessas condições poderia configurar abuso de poder pelo exercício de atribuições que não cabem à autoridade administrativa.

“A decisão restabelece uma premissa básica do Estado de Direito: restrições à manifestação política só podem vir de um juiz competente, em processo com contraditório. Seguimos confiando no Plenário do TSE”, afirma Angelo Ferraro, coordenador jurídico da campanha.

Fonte: O Globo

Datafolha: Flávio marca 47%, e Lula tem 46%; distância diminui a três dias da eleição

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, a três dias do segundo turno, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47% das intenções de voto, contra 46% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ambos têm 50%.

Na pesquisa Datafolha anterior, divulgada em 15 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 47% das intenções de voto, contra 45% de Lula.

Os dados da pesquisa espontânea — quando o nome dos candidatos não é apresentado ao entrevistado — mostram um cenário de estabilidade. Flávio manteve 46%, enquanto Lula marcou novamente 45%. Os indecisos, por sua vez, passaram de 3% para 4%.

O Datafolha aponta que, entre quem declara voto em Lula, 81% apontam que o petista é o melhor candidato e 13% votam para derrotar Flávio.

No grupo que opta pelo candidato do PL, 65% veem Flávio como melhor nome. Já 23% o escolhem para derrotar Lula.

Os dados mostram também que 53% dos eleitores consideram que Flávio tem mais chances de vencer, enquanto 39% entendem Lula como favorito.

Os pesquisadores foram às ruas entre terça e quinta-feira. Ocorreram 2.520 entrevistas feitas pessoalmente. O levantamento, contratado pela TV Globo e pela Folha de S. Paulo, tem nível de confiança de 95%. O registro junto à Justiça Eleitoral foi feito sob o código BR-09709/2026.

Fonte: O Globo

Diocese de Salgueiro compartilha posicionamento da CNBB em relação ao 2° turno das eleições de 2026

Nesta quinta-feira, 22, às vésperas da votação do 2° turno das eleições gerais de 2026, a Diocese de Salgueiro compartilhou nas redes sociais um posicionamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em relação ao pleito.

No texto compartilhado, a entidade católica destaca que o Brasil, como país soberano, precisa de trabalho digno, moradia, saúde, educação, segurança de qualidade, cuidados com o meio ambiente, garantia dos direitos humanos e promoção da paz. A instituição ressalta que o desenvolvimento deve assegurar vida digna e justa a todos, com oportunidades às novas geração. “Espera-se que todos(as) os(as) eleitos(as) assumam esses compromissos com determinação”, pontua.

A nota também reafirma o posicionamento da CNBB em defesa da Constituição Federal, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas.

Encorajando a participação de todos nesse 2° turno, a conferência ressalta que o voto é livre e secreto. “Ameaçar ou pressionar eleitores, bem como negociar votos, são práticas inadmissíveis”, salienta.

A instituição defende a participação dos cidadãos nos governos, através da fiscalização e reivindicação. “A crítica responsável e o diálogo franco fortalecem a democracia. Essa tarefa exige informação confiável, liberdade de expressão e proteção para quem denuncia injustiças.”

Por fim, orienta os eleitores a considerar a trajetória de cada candidato, avaliando suas práticas e seus compromissos com a democracia e com as condições de vida do povo. “Atentos aos pobres, aos ameaçados e aos que trabalham pela justiça, continuemos responsáveis uns pelos outros e pelo nosso país. Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por nós e ajude-nos a vencer a indiferença e a construir uma convivência fundada na verdade, na fraternidade e na paz”, conclui a nota.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Jornada de trabalho 5×2 deve entrar em vigor em 15 de dezembro

A Emenda que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso e prevê duas folgas semanais já foi incluída na Constituição. A nova jornada entra em vigor em 15 de dezembro, conforme o período de transição previsto na lei.

A redução das atuais 44 para 40 horas semanais será gradual, ao longo de 14 meses, sem corte salarial. Após 60 dias, a jornada já deverá diminuir duas horas por semana. Até o fim da transição, essas 42 horas serão distribuídas pelos cinco dias de trabalho, o que pode resultar em jornadas de oito horas e 24 minutos por dia. Concluída a transição, o limite será de oito horas diárias e 40 semanais, em cinco dias. Horas excedentes deverão ser pagas como extras. O senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, destacou que a medida vai além das relações de trabalho.

“Esse tema não é apenas uma discussão trabalhista, é uma discussão sobre desenvolvimento produtivo, políticas humanitárias; é uma discussão sobre qualidade de vida e saúde pública; é uma discussão sobre o futuro das relações de trabalho. O mundo está mudando, as novas tecnologias, a inteligência artificial, a automação robótica e cibernética já fazem parte da realidade”, disse.

Já o senador Vanderlan Cardoso, do PSD de Goiás, votou a favor do texto, mas afirmou que a questão foi tratada de forma eleitoreira.

“Quando um tema de interesse nacional vira disputa de palanque, o Brasil perde. Perde, porque o debate deixa de ser sobre o que é melhor para o país e passa a ser sobre o que rende mais votos. Perde, porque o eleitor é confundido, recebe meia verdade de um lado e meia verdade de outro.  O trabalhador brasileiro não é moeda eleitoral, ele não pode ser usado como bandeira em outubro e esquecido em novembro”, falou.

A regra de transição para os trabalhadores terceirizados do poder público é diferente, sob o argumento de “evitar riscos de descontinuidade na prestação de serviços públicos essenciais executados mediante terceirização”. As empresas que prestam serviços para o Estado terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda, e não 60 dias como as demais, para acabar com a escala 6×1 dos empregados.

A legislação ainda diz que a redução da jornada diária não se aplicará aos empregados com diploma de nível superior com remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do INSS. Atualmente, essa conta dá R$ 21.188,87.

Fonte: Rádio Senado

Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos; Lula, 48%

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam um cenário de empate técnico dentro do limite da margem de erro na simulação de segundo turno em votos válidos. As informações são do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (20).

Desconsiderando votos brancos e nulos neste recorte específico, Flávio Bolsonaro alcança 52% das intenções de voto. O atual presidente soma 48% da preferência do eleitorado, indicando que os dois candidatos podem se igualar na marca dos 50% devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02952/2026.

Fonte: CNN

TSE dá 24h para Meta provar igualdade entre campanhas de Lula e Flávio, sob pena de multa

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Bellizze deu um prazo de 24h para a Meta, big tech responsável por plataformas como Instagram e WhatsApp, provar que está cumprindo as decisões da Corte sobre neutralidade e transparência, sem favorecer as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), por meio de sua inteligência artificial.

O tratamento igualitário entre os candidatos já havia sido determinado pelo TSE na semana passada. Entretanto, ao responder ao tribunal, a Meta informou que precisaria ampliar o prazo para entregar os dados e fazer mudanças.

Caso a empresa descumpra a determinação, terá de pagar uma multa diária que pode chegar a R$ 1 milhão.

A medida atende a um pedido feito pelas coligações dos dois candidatos à Presidência, que alegam prejuízos nas redes sociais.

Durante esse prazo, a Meta terá de apresentar informações como a interrupção de restrições indevidas, comprovação documental de falhas técnicas e explicação em português sobre os dados exibidos.

Suposto favorecimento a Flávio

Na quinta-feira (15), a empresa de tecnologia já havia sido notificada a pagar multa de R$ 500 mil por dia caso não aplicasse os mesmos critérios às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro em suas plataformas.

A campanha do petista relatou que sua conta de anúncios foi desativada em setembro e que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, recusava pedidos de imagens de Lula, mas gerava peças favoráveis a Flávio.

Filtro para todos

Em nota divulgada no último sábado (17), a Meta classificou como falsas as acusações sobre restrição de alcance e afirmou cumprir as normas eleitorais.

Procurada pelo R7, a empresa disse, em nota, que aplicou filtros a todos os candidatos, programando o sistema para que não produza imagens de nenhum deles.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”, declarou a empresa.

Fonte: R7

Governo antecipa calendário do Bolsa Família com reajuste antes do segundo turno

O governo antecipou o calendário do Bolsa Família de outubro para todo o país, na reta final antes do segundo turno das eleições 2026. Nesta segunda-feira, 19, os benefícios também começam a ser pagos com o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Lula.

Com a alteração no calendário, todos os beneficiários do país receberão até esta quarta-feira, 21, quatro dias antes do segundo turno, marcado para este domingo, 25. A antecipação também está prevista para os pagamentos de novembro e dezembro.

A mudança no calendário foi justificada pelo governo como uma medida preventiva diante de riscos associados ao El Niño, fenômeno climático que pode provocar seca em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

Os depósitos seguem de forma escalonada ao longo do mês, de acordo com o último dígito do NIS (Número de Identificação Social), e terminariam no próximo dia 30 se não houvesse antecipação.

Veja o novo calendário de pagamento do Bolsa Família em outubro

Final 1 – 19 de outubro (segunda-feira)

Final 2 – 20 de outubro (terça-feira)

Finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0 – 21 de outubro (quarta-feira)

A liberação dos pagamentos no primeiro dia do calendário já era adotada para famílias que vivem em municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública. A novidade é estender a concentração dos depósitos a todos os beneficiários.

O reajuste anunciado em setembro aumentou o repasse mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. Também foram corrigidos os valores de parcelas adicionais do programa.

Fonte: Folha de S. Paulo