Caixa apresenta proposta de acordo e tenta reverter greve nacional

A Caixa Econômica Federal apresentou uma proposta de acordo para tentar colocar fim à greve nacional dos funcionários, deflagrada nesta quinta-feira 10. Os colaboradores decretaram paralisação por tempo indeterminado, após rejeitarem a  proposta de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Em nova proposta, válida até esta sexta-feira 11, a diretoria do banco público se comprometeu, entre outros pontos, a pagar, no dia 18 de setembro, o salário reajustado, PLR, Super Caixa e prêmio de 3 mil reais; e ampliar o teto da Caixa no custeio do Saúde Caixa, de 6,5% para 8%.

A proposta será avaliada pelos empregados da Caixa, da base do Sindicato dos Bancários em assembleia nesta sexta-feira.

A direção do banco público informou que, caso os termos não sejam aceitos pela categoria dentro do prazo, vai retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo e judicializar a renovação do acordo coletivo de trabalho.

Fonte: CartaCapital

Crise no STF: Fachin decide tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e ficam preservadas todas as decisões tomadas por Moraes no processo até a data de ontem.

O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator.

A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Vorcaro é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.

Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.

Fonte: Agência Brasil

Lula pede quebra total de sigilo em investigações do caso Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quarta-feira (9) a quebra completa do sigilo das investigações relacionadas ao chamado “caso Master”.

Na ocasião, Lula também cobrou mais transparência sobre as apurações diante de um possível impacto à disputa eleitoral, na qual ele concorre ao quarto mandato.

A mensagem foi publicada em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) em torno das investigações do caso Master.

O embate ganhou força após o ministro André Mendonça, relator de processos ligados ao caso, retirar o sigilo de relatórios da Polícia Federal que expuseram trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Em reação, Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de apuração sobre a atuação de Mendonça.
Os desdobramentos mais recentes da crise envolvem a decisão de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.

Nesta quarta-feira (9), o ministro Flávio Dino derrubou a medida e determinou a recondução dos dois delegados aos cargos.

Crise institucional

Na mensagem publicada na rede social X, o presidente afirmou que o Brasil precisa de explicações diante do que classificou como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.

Na publicação, Lula também disse haver uma “crise institucional” que atingiu o Poder Judiciário e criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” de informações.

Segundo ele, esses vazamentos têm impacto sobre a disputa eleitoral. O petista concorre ao quarto mandato.

“O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”, escreveu o presidente.

 O caso Master apura um suposto esquema que teria inflado artificialmente o valor do extinto Banco Master por meio de ativos e carteiras de crédito sem lastro real. Segundo a Polícia Federal, a estrutura permitia ao banco aparentar solidez financeira, captar bilhões de reais de investidores e realizar operações sem garantias compatíveis.

Nesse contexto, Lula afirmou ainda que é necessária “mais transparência e não vazamentos seletivos” e citou a divulgação de informações da Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Ricardo Lewandowski, como exemplo a ser seguido.

 A Operação Spoofing foi uma investigação da Polícia Federal sobre a invasão de celulares de autoridades públicas. O caso ganhou relevância política porque mensagens obtidas pelos invasores vieram a público e alimentaram questionamentos sobre a condução da Operação Lava Jato.

Ao final da mensagem, o presidente defendeu a abertura total das informações das investigações.

“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, afirmou.

Fonte: G1

Greve de bancários avança pelo país e deve afetar atendimento em bancos públicos

Bancários de diferentes regiões do país iniciam greves nesta semana após assembleias rejeitarem as propostas apresentadas pelos bancos durante as negociações da campanha salarial de 2026. A mobilização envolve principalmente funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, além de trabalhadores de outras instituições em algumas localidades.

As paralisações foram aprovadas pelas bases sindicais depois que os trabalhadores avaliaram as propostas para a renovação dos acordos coletivos. No caso da Caixa, os empregados rejeitaram a proposta e aprovaram a greve em diversas regiões. No Banco do Brasil, também houve rejeição em parte das bases, com sindicatos cobrando a retomada das negociações.

A mobilização ocorre no contexto da campanha nacional dos bancários, que reúne reivindicações relacionadas a reajustes salariais, manutenção de direitos e condições de trabalho. A categoria também discute cláusulas específicas dos acordos coletivos de cada banco.

A orientação dos sindicatos é que a paralisação tenha início a partir das datas aprovadas em cada assembleia e siga por tempo indeterminado enquanto não houver um novo acordo. A abrangência do movimento, no entanto, varia conforme as decisões das entidades sindicais locais.

Para os clientes, a greve pode reduzir o atendimento presencial nas agências atingidas. Os canais digitais e eletrônicos dos bancos, como aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e Pix, continuam sendo alternativas para operações que possam ser realizadas por esses meios.

Fonte: VEJA

Quaest: Lula lidera 1º turno com 36% a 29% e empata com Flávio Bolsonaro em 41% no 2º turno

A corrida pela Presidência da República segue tendo o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira posição, segundo nova rodada da pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (7). O levantamento foi feito entre 3 e 6 de setembro.

De acordo com o levantamento, Lula surge com 36% das intenções de voto no principal cenário. O petista é seguido pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL), que tem 29%, e Augusto Cury (Avante), com 8%. Esses são os números da pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem uma lista com os nomes dos candidatos.

Confira o resultado:

– Lula (PT): 36%

– Flávio Bolsonaro (PL): 29%

– Augusto Cury (Avante): 8%

– Renan Santos (Missão): 3%

– Ronaldo Caiado (PSD): 3%

– Romeu Zema (Novo): 2%

– Samara Martins (UP): 1%

– Edmilson Costa (PCB): 0%

– Rui Costa Pimenta (PCO): 0%

– Wilson Grassi (Democrata): 0%

– Clariana Barão (DC): 0%

– Hertz Dias (PSTU): 0%

– Branco, nulo ou nenhum: 8%

– Indecisos: 10%

No cenário, que não conta com o candidato Pablo Marçal (PRTB), Lula oscilou um ponto percentual para baixo na comparação com a pesquisa anterior, do último dia 2 de setembro. Cury, por sua vez, perdeu dois pontos percentuais, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve no mesmo patamar.

No cenário mais provável de segundo turno, envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro, o petista aparece na nova pesquisa Quaest com 41% das intenções de voto (eram 42%), enquanto o filho do ex-presidente surge com 41% (eram 40%). Votos brancos/nulos/não vão votar somam 13%, enquanto os indecisos são 5%.

A Quaest também mostrou que 71% dos eleitores consideram que sua escolha de voto é definitiva. Enquanto isso, 29% ainda podem mudar de candidato até o dia do pleito.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01720/2026.

Fonte: Brasil de Fato

Lula defende soberania do Brasil em pronunciamento pelo 7 de setembro

O Brasil é um país soberano e não aceitará interferências externas em suas decisões políticas, econômicas e comerciais. A afirmação foi feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão transmitido neste sábado (6), em alusão ao Dia da Independência do Brasil, celebrado em 7 de setembro.

Durante a fala, o chefe do Executivo enfatizou a soberania nacional e a autonomia do país em suas relações internacionais e na gestão de suas riquezas naturais.

“Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém”, declarou o presidente.

“Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém”.

Riquezas naturais

Durante o pronunciamento, Lula deu forte ênfase à gestão dos recursos estratégicos brasileiros. Ele lembrou que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo, a maior fonte de água doce e, recentemente, descobriu novas jazidas de petróleo. “Nossas riquezas devem servir ao futuro do povo brasileiro”, afirmou.

O presidente ressaltou a aprovação do marco legal de recursos estratégicos no Congresso Nacional, medida que, segundo ele, visa transformar as reservas de minerais críticos e terras raras em motor de desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil.

Soberania brasileira

Ao abordar a data histórica, o presidente defendeu que a independência do país, construída nas lutas populares contra a tirania, a escravidão e a injustiça social, deve se traduzir na garantia de direitos fundamentais para a população.

“Um país soberano é aquele capaz de criar as oportunidades que o seu povo precisa para conquistar a própria independência: a independência financeira; a independência de poder estudar e pensar livremente, escolher a melhor profissão e o melhor emprego; ter mais tempo para si mesmo e para a sua família; a independência de contar, como previsto na Constituição Federal, com saúde pública de qualidade e a melhor educação gratuita para seus filhos; e de viver em um país livre da fome, da pobreza e de todas as formas de desigualdade, com direitos para todos, em vez de privilégios para poucos”.

Protagonismo global 

O discurso também reafirmou o papel do Brasil no cenário internacional, citando a defesa do livre comércio, o empenho pela paz mundial e a liderança em pautas ambientais.

“Somos exemplo na defesa do meio ambiente. Nossa riqueza cultural encanta o mundo. Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade”, destacou Lula.

Fonte: Agência Brasil

Gilmar apresenta proposta para proibir servidores da PF em gabinetes do STF

O ministro Gilmar Mendes apresentou hoje uma proposta para proibir a nomeação de militares e policiais em gabinetes de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O ministro sugeriu a proibição da nomeação de policiais para cargo em comissão, ainda que estejam licenciados de suas funções ou cedidos. A exceção seria para o exercício de atividades de segurança, mas ficaria vedada a participação desses servidores na instrução de inquéritos, processos e em atividades de assessoramento jurídico.

Gilmar propôs alteração no regimento interno do STF. A próxima etapa é a manifestação dos membros da Comissão do Regimento. Depois, uma sessão administrativa deve ser realizada para debater a mudança.

Atualmente há quatro delegados da PF cedidos ao Supremo, segundo o Portal da Transparência. Dois trabalham no gabinete de André Mendonça, um no de Alexandre de Moraes, e outro na área de segurança.

Gilmar apresentou a proposta em meio a crise no STF. Nesta semana, o ministro Mendonça tornou público um relatório que expôs a relação de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Na quinta-feira, Moraes pediu a investigação do colega por crime de responsabilidade, abuso de autoridade e improbidade administrativa.

Moraes acusa Mendonça de cometer irregularidades na relatoria do caso Master. Ele citou o vazamento de informações e documentos sigilosos com o intuito de atribuir prática de crimes contra ele e outros membros do STF, além de direcionar investigações para “favorecer determinados grupos políticos.”

Acusações são fundamentadas em relatório de inteligência da PF. Moraes afirma que pediu ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, todos os relatórios que tivessem citações a ele e outros membros do STF, produzidos “a partir da necessidade de documentar inúmeras irregularidades e ilegalidades praticadas na condução de investigações”.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) informou ao STF que vai investigar se houve interferência na elaboração do documento. Na terça-feira, Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório, argumentando que a ordem dada à PF para investigar pessoas específicas, sem pedido da PGR ou da própria polícia, excede os limites de competência de Mendonça na fase pré-processual. Gonet foi citado no relatório da PF.

Fonte: UOL

Sindicatos prometem pressionar Senado para votar 6×1 antes da eleição

As principais centrais sindicais do Brasil articulam pressionar os senadores em cada unidade da federação (UF) para antecipar a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de seis dias de trabalho por um de descanso e reduz a jornada para 40 horas semanais.

Com início neste fim de semana, o movimento quer que a PEC 221 de 2019 seja votada antes do primeiro turno das eleições de 2026.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Nobre, avalia que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi pressionado por empresários e senadores da oposição a pautar a PEC para depois da eleição com o objetivo de possibilitar que os parlamentares “traiam o povo”.

“Os empresários falam que querem que vote depois da eleição porque sabem que o senador vai trair o povo. Fala que vota a favor do povo e, no dia seguinte, trai a população. É isso que nós vamos denunciar”, disse à Agência Brasil.

O presidente da CUT acredita que é possível antecipar a votação da PEC se houver forte pressão popular.

“Se os senadores forem cobrados nos estados, eles vão querer resolver essa situação. Eles vão ter que responder isso nas ruas. Vamos colocar o povo para cobrar. Vai pedir voto? Cadê a 6×1 primeiro?”, respondeu Sérgio Nobre.

Agenda contra a 6×1

A agenda de ações a favor da PEC 221 de 2019 foi definida, nesta sexta-feira (4), em reunião do Fórum das Centrais Sindicais, que reúne as seis principais entidades sindicais do país. A reunião foi convocada após Alcolumbre anunciar a votação da proposta para depois das eleições.

Os dirigentes sindicais decidiram ainda intensificar panfletagens em centros comerciais, onde a escala 6×1 é mais comum, reforçar a mobilização nas redes sociais e trabalhar para construir novos protestos de rua.

As centrais vão ainda solicitar uma audiência com o senador Alcolumbre para defender a votação da PEC antes do 1º turno e denunciar os parlamentares que estão contra a redução da jornada de trabalho.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse à Agência Brasil que Alcolumbre “virou as costas” para os trabalhadores.

“Para nós, o adiamento da votação foi uma surpresa negativa. Mais de 70% da população brasileira é a favor da PEC. Vejo esse adiamento com muita preocupação porque, se deixar para depois da eleição, podemos voltar para a estaca zero”, comentou.

Fonte: Agência Brasil

Em vitória de Lula, Congresso aprova fim da taxa das blusinhas

A Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram nesta quinta-feira (3.set.2026) a medida provisória 1.357 de 2026, que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. As votações foram simbólicas. O texto vai a sanção. A MP perderia a validade em 8 de setembro.

A proposta permite ao Executivo zerar o imposto de importação em compras de até US$ 50 e reduzi-lo a até 30% em compras de até US$ 3.000. Hoje, as alíquotas mínimas são 20% e 60%, respectivamente. O texto também estabelece mecanismos de combate a fraudes em plataformas e determina que a Fazenda faça avaliações periódicas dos efeitos econômicos da medida.

“Essa votação foi resultado do diálogo entre a Câmara, o Senado e o governo federal. E aqui cumprimento o presidente Lula e o presidente Davi Alcolumbre pelo espírito público e pela construção conjunta dos entendimentos que permitiram avançar nesta matéria”, disse o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em discurso no plenário.

A aprovação da proposta é uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que articulou pessoalmente a aprovação da medida. Na semana passada, o petista reuniu Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em um almoço no Alvorada para azeitar o andamento de pautas prioritárias para o governo.

Fonte: Poder 360

Decreto obriga água gratuita e libera garrafas em grandes eventos em todo o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que obriga organizadores de grandes eventos a oferecer água potável gratuitamente ao público e garante aos consumidores o direito de entrar nos locais com garrafas ou outros recipientes de uso pessoal contendo água.

O Decreto 13.109/2026, assinado nesta segunda-feira, 31, e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 1º, entrou em vigor imediatamente.

A norma abrange festivais, congressos, conferências, feiras, shows e eventos esportivos ou culturais, gratuitos ou pagos, realizados em ambientes abertos ou fechados.

Os organizadores poderão restringir o material das garrafas e dos recipientes por razões de segurança, mas as limitações deverão ser justificadas pela necessidade de proteger a integridade física dos participantes e informadas previamente.

Nos eventos com previsão de público superior a mil pessoas, será obrigatório:

– disponibilizar água potável gratuitamente, em bebedouros ou embalagens individuais;

– instalar os pontos de hidratação em locais de fácil acesso; e

– garantir estrutura adequada para atendimento e resgate rápidos em emergências.

A venda de água e outras bebidas dentro do evento não elimina a obrigação de fornecimento gratuito.

O decreto também determina que órgãos de defesa do consumidor acompanhem os preços cobrados pela água mineral para impedir aumentos sem justa causa ou outras práticas abusivas.

O descumprimento das regras poderá levar à aplicação das sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras punições civis, penais e administrativas.

A fiscalização ficará a cargo dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

Morte de Ana Benevides motivou mudança

A nova regra foi inspirada no caso da estudante Ana Clara Benevides Machado, que morreu aos 23 anos durante o primeiro show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, em 17 de novembro de 2023.

A apresentação da turnê The Eras Tour ocorreu no Estádio Nilton Santos durante uma forte onda de calor.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Ana morreu em decorrência de exaustão térmica provocada pela exposição ao calor extremo, que evoluiu para choque cardiovascular e comprometimento grave dos pulmões.

A Time For Fun (T4F), responsável pela organização dos shows da cantora no Brasil, foi alvo de críticas porque o público não podia entrar no estádio com garrafas de água.

Fãs também relataram dificuldades para conseguir a bebida durante a apresentação e reclamaram dos preços cobrados no local. Um copo de 200 ml de água era vendido por R$ 8, segundo relatos da época, em meio ao calor extremo registrado no Rio de Janeiro.

A T4F afirmou posteriormente que a comercialização de alimentos e bebidas era responsabilidade da administração do estádio.

Após a morte da estudante, a Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu inquérito para apurar uma eventual responsabilidade da empresa e a possível ocorrência de crime de perigo para a vida ou a saúde.

À época, a T4F afirmou que Ana havia sido prontamente atendida pela equipe de brigadistas e paramédicos e disse colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação.

Nos shows seguintes, a produtora passou a permitir a entrada de garrafas plásticas flexíveis e ampliou a distribuição de água.

Já no dia seguinte à morte de Ana, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou uma medida emergencial da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) que permitia a entrada de garrafas de água de uso pessoal em espetáculos e determinava a instalação de pontos gratuitos de hidratação em eventos sujeitos a altas temperaturas.

Fonte: Congresso em Foco

Senado: oposição obstrui e fim da escala 6×1 não vai a plenário

Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira, 2. Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.

“Hoje, houve um movimento bem sucedido da oposição”, afirmou o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e à consequente impossibilidade de votação.

Em entrevista à imprensa, Randolfe atribuiu a uma “ação coordenada” de oposicionistas – com participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério Marinho (PL-RN) – para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6×1. Ponto”, disse.

O líder do governo afirmou que a oposição já havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à proposta.

Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).

Apesar do registro dos votos, a aprovação da PEC no colegiado se deu de forma simbólica. A última etapa para a aprovação da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81 senadores.

A PEC 221/2019 prevê a obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

A CCJ chegou a aprovar um calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime de urgência. A inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).

Ao ser perguntado sobre isso, o líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.

Randolfe Rodrigues afirmou que o governo estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de outubro.

Fonte: Agência Brasil

Quaest: Lula tem 37%, Flávio, 29%, e Cury sobe para 10% no 1º turno

Pesquisa Quaest divulgada hoje pelo jornal O Globo mostra o presidente Lula (PT) com 37% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) confirma subida registrada em pesquisas anteriores e aparece em terceiro, com 10%.

O levantamento, contratado pelo jornal O Globo e pela TV Globo, ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-07065/2026.

Primeiro turno

Pesquisa estimulada: quando são apresentados os nomes dos candidatos. Veja os resultados:

– Lula (PT): 37% (eram 38% na pesquisa anterior, de 14 de agosto)

– Flávio Bolsonaro (PL): 29% (eram 31%)

– Augusto Cury (Avante): 10% (eram 2%)

– Renan Santos (Missão) 3% (eram 4%)

– Ronaldo Caiado (PSD): 1% (eram 4%)

– Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%)

– Samara Martins (UP): 1% (manteve)

– Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 8%)

– Indecisos: 11% (eram 10%)

Os candidatos Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilson Grassi (Democrata) não pontuaram.

Segundo turno

Petista marca 42%, contra 41% do senador. A diferença entre eles caiu de 3 para 1 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.

Veja os resultados em todos os cenários testados pela Quaest:

Lula X Flávio Bolsonaro

– Lula (PT): 42% (eram 43%)

– Flávio Bolsonaro (PL): 41% (eram 40%)

– Branco/nulo/não vai votar: 21%

– Indecisos: 5%

Lula x Augusto Cury

– Lula (PT): 40%

– Augusto Cury (Avante) 34%

Lula x Renan Santos

– Lula (PT): 43% (eram 44%)

– Renan Santos (Missão): 36% (manteve)

Lula x Ronaldo Caiado

– Lula (PT): 42% (eram 44%)

– Ronaldo Caiado (PSD): 37% (manteve)

Lula (PT) x Renan Santos (Missão)

– Lula (PT): 43% (eram 44%)

– Renan Santos (Missão): 36% (manteve)

Lula (PT) x Romeu Zema (Novo)

– Lula (PT): 44% (eram 45%)

– Romeu Zema (Novo): 33% (eram 34%)

Fonte: UOL

PGR pede anulação de investigação sobre conversas de Moraes e Vorcaro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu na noite desta terça-feira (1º) a nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Na manifestação enviada à Corte, Gonet disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte.

No entendimento do procurador, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada o presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria do caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.

“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet.

O parecer enviado após Mendonça pedir que a PGR se manifestasse sobre o relatório da PF que faz menções ao ministro Alexandre de Moraes e o próprio procurador-geral.

As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira (1°).

Fonte: Agência Brasil