Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas

Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

O machismo estrutural faz com que esses casos se repitam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Rádio Nacional. Por isso, eles defendem que é urgente a inclusão dos homens na construção de soluções que aumentem o engajamento masculino na luta contra a violência e mudem essa realidade.

Levantamento feito pela ONU Mulheres e pelo Instituto Papo de Homem mostra que 81% dos homens e 95% das mulheres avaliam que o Brasil é um país machista.

O psicólogo Flávio Urra, que trabalha na reeducação com foco na ressocialização de autores de violência, considera que, diferentemente dos homens, as mulheres mudaram o mundo legitimando uma série de pautas. No entanto, diz ele, “os homens continuam com a mesma cabeça de 30 anos atrás, de 50 anos atrás, querendo aquele modelo de família, aquele modelo de mulher que não existe mais.”

Existem exceções, como o engenheiro Carlos Augusto Carvalho, de 55 anos. Em conversas com outros homens, ele aprendeu que combater o machismo é uma luta diária. “Eu acho que o machismo é essa coisa que está enraizada e que a gente tem que diariamente combater. Realmente levantar uma bandeira forte para eliminar isso do nosso caminho.”

Família e masculinidades

O psicólogo e terapeuta familiar Alexandre Coimbra Amaral avalia que as dinâmicas familiares influenciam a visão de mundo de crianças e adolescentes e têm um componente cultural. Ele compara a família a um país, com seus códigos. Quando o indivíduo nasce nesse país, aprende o certo, o errado, como se come e se veste, o que se pode ou não falar e como crianças e idosos devem ser tratados.

Amaral entende que existem várias formas de ser homem. No entanto, quando a cultura familiar assume que ser homem é seguir o padrão tradicional, sem outros modelos de masculinidade, entrega para a criança e para o adolescente uma maneira de pensar que pode favorecer a violência.

“Essa biografia mais enrijecida ensina que homens têm que deter o poder, precisam dominar, precisam submeter e, quando as pessoas não são regidas por esse binômio, dominação e obediência, a violência precisa aparecer como uma espécie de cala boca.”

Para o psicólogo, o diálogo na família deve ser aberto não com a justificativa do homem de que foi essa a maneira como ele foi criado, mas que ele saiba questionar a criação que teve.

”Que ele possa se perguntar quais foram os prejuízos que eu tive na condição de homem por eu ter aprendido a ser homem dessa forma, com meu pai, com meu avô, com meu tio, com meu bisavô, vendo todos esses homens. Quais foram as coisas que eles perderam na vida?”

Escola no letramento de gênero

Sete em cada dez professores já presenciaram situações indesejadas de sexualização e silenciamento contra meninas, segundo um estudo da organização não governamental (ONG) Serenas. A ONG trabalha na prevenção de violências contra meninas e mulheres.

A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, referência em gênero e saúde mental, avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero. Ela pontua que a tendência é reproduzir os valores aprendidos, como um ciclo de violência familiar. Por isso, vê na escola, na obrigatoriedade do ensino gratuito, público para todas as crianças e jovens, a chance de mudar essa realidade.

“Em muitas famílias a gente vai ter uma genealogia, uma repetição dessa violência por muitas gerações. Então, se minha bisavó apanhava, minha avó apanhava, minha mãe apanhava, o que eu como menina aprendo? É um direito desse homem quando se sente aborrecido, não obedecido, recorrer à violência. É importante então que isso seja problematizado.”

A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, concorda que a escola deve ser um espaço de enfrentamento e não de risco.

Ela ressalta que essa luta exige a articulação da escola com as famílias, a comunidade, a rede de proteção, de assistência social, de saúde e o sistema de Justiça. Thaís Luz afirma que a educação básica é importante para a transformação da sociedade e também para desconstrução de padrões culturais machistas.

“Quando nós trabalhamos intencionalmente temas como respeito, equidade, empatia, resolução pacífica de conflitos, nós estamos contribuindo diretamente para a prevenção da violência, incluindo a violência contra meninas e mulheres.”

Para a coordenadora-geral, historicamente, não é um desafio simples. Esses são temas ausentes da formação inicial dos professores, se tornando um desafio estrutural, mas que não deve ser visto como limitador. Para mudar essa realidade, o programa Escola que Protege, do MEC, se soma a outras ações de capacitação nas redes de ensino no enfrentamento à violência.

Ela destaca o curso Escolas ON Violências OFF, em parceria com a ONG Serenas, e também cursos sobre cidadania, democracia e direitos humanos desde a escola, com o Instituto Auschwitz.

“Tudo isso com o objetivo de garantir que os profissionais tenham o repertório necessário, se sintam seguros e sensíveis para lidar com essas situações do cotidiano da escola.”

Thaís Luz defende que, na implementação das mudanças, é fundamental que gestores e entes federativos estejam comprometidos. Para ela, a escola é a parte mais importante dessa transformação, e os profissionais de educação são os protagonistas desse processo, por isso precisam ter apoio institucional.

“Então, é muito importante também reconhecer a responsabilidade dos entes federativos em garantir as condições para que essa agenda se concretize, oferecendo suporte, formação e a estrutura adequada para suas redes, para suas escolas.”

Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Janaína Penalva também acredita que a transformação social começa pela escola, com a formação de professores e professoras capazes de identificar os estereótipos de gênero presentes na sociedade e nos próprios livros produzidos para a educação.

Para Janaína, um ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência, incluindo os casos de agressão a mulheres.

Recentemente, o governo lançou um pacote com ações que vão do ensino básico à educação superior e que inclui no currículo conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres.

O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral concorda que a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar. Ele critica a tentativa de movimentos conservadores de impedir esse avanço afirmando se tratar de ideologia de gênero.

“Essa expressão ideologia de gênero nem existe no campo científico. E, portanto, não existe uma construção de uma ideologia, o que existe é a possibilidade de se conversar abertamente. Toda a história da psicologia mostra o seguinte: onde a palavra não pode existir, há adoecimento psíquico.”

Para o psicólogo, não deve ser feita uma “patologização” do menino que comete uma ação inadequada, nem haver uma conduta punitivista como suspensão ou castigo, mas é necessário promover um diálogo que envolva também as meninas. “Aproveitar aquilo ali como ação educativa. Abrir uma roda de conversa e falar assim: ‘o que a gente pode aprender disso aqui? Quem já se sentiu no lugar dele e no lugar dela?’”

Amaral lembra que a própria criança que age de forma agressiva com outra pode ter sido a vítima em circunstâncias anteriores.

Fonte: Agência Brasil

“Andei todo o país”, disse professor encontrado após 5 anos desaparecido

Felipe Morina Ribeiro — professor universitário encontrado na terça-feira (21), após ficar cinco anos desaparecido — disse à mãe, no momento do reencontro, que “andou por todo o país”.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, o professor não desejava reencontrar a família.

Nas imagens, é possível ver o momento em que ele diz como passou os últimos anos, em que não teve contato com familiares. “Bem forte, nutrido, andei todo o país ali, forte, barriga treinada. Graças a Deus”, diz Felipe.

Ao ser encontrado por policiais em Taquaritinga, no interior de São Paulo, os agentes constataram que o educador havia tido diversos problemas pessoais e, por isso, cortou contato com os familiares.

Após o longo período sem notícias, a mãe do homem disse até que já acreditava que ele não estava mais vivo.

A Polícia Militar Rodoviária realizava um patrulhamento na Rodovia Washington Luís (SP-310), na altura de Taquaritinga, interior de São Paulo, quando avistou um homem caminhando às margens da via, em situação de risco.

Diante da situação, os policiais realizaram a abordagem preventiva, conforme o programa “Amigos do Trecho”, da Polícia Militar, que orienta preventivamente transeuntes nas rodovias para prevenir atropelamentos.

Felipe Morina Ribeiro é formado em Design Digital pelo Centro Universitário FIEO (2005) e cursou uma especialização em Mídias Interativas no Centro Universitário Senac.

Ele atuou como professor universitário no Centro Universitário FIEO e na Academia Brasileira de Arte, com disciplinas ligadas a design, comunicação visual e multimídia.

Sua atuação acadêmica inclui participação em bancas de trabalhos de conclusão de curso em áreas relacionadas à comunicação e, profissionalmente, também teve experiências como estagiário em empresas de tecnologia, atuando na criação de materiais digitais, animações e conteúdos para web.

Fonte: CNN

Câmara dos Deputados aprova multa para quem descartar lixo em vias públicas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 23, o Projeto de Lei (PL) 580 de 2022, que prevê multa para quem descartar lixo em vias públicas ou outros locais. O texto segue para análise do Senado.

Segundo a proposta, a punição será proporcional à quantidade de lixo descartada e também ao porte econômico do infrator.

O texto estabelece que a multa para pessoa física será de um a dez salários mínimos. Já para pessoa jurídica, seja no âmbito de atividade empresarial ou por funcionários, a multa prevista varia de cinco a 100 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621.

O projeto aponta algumas exceções, deixando isentos de sanções aqueles locais destinados à gestão e ao manejo de resíduos sólidos.

Além disso, a penalidade não será aplicada nos casos de manutenção ou armazenamento de resíduos em condições adequadas e sem risco à população.

A matéria altera a Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Lei dos Crimes Ambientais.

Fonte: Agência Brasil

Justiça decreta prisão preventiva de MC Ryan SP, Poze e outros investigados

Após um novo pedido da Polícia Federal, a Justiça Federal decretou a prisão preventiva (por tempo indeterminado) dos investigados na operação Narcofluxo, entre eles o MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa de Oliveira (dono da Choquei) e outros influenciadores.

Com a decisão, investigados vão permanecer presos. O pedido de conversão das prisões temporárias dos investigados em preventiva foi solicitado pela Polícia Federal e contou com o acolhimento do MPF (Ministério Público Federal). A decisão desta tarde é do juiz federal Roberto Lemos dos Santos e foi obtida pelo UOL. A investigação do caso tramita sob sigilo.

Decisão aponta que investigações da PF revelam sinais de participação dos investigados em ações voltadas à “movimentação de expressivos valores ilícitos”. O dinheiro, conforme o documento, seria fruto do tráfico internacional de drogas e outros crimes, inclusive por meio de operações financeiras complexas e utilização de criptoativos, com indícios de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial em larga escala. Os montantes ultrapassam R$ 1,61 bilhão.

Juiz federal escreveu que nos autos há provas concretas da ocorrência dos crimes tipificados nas leis de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. Também indicou a existência de “indícios mínimos de autoria e participação dos representados nos fatos apurados”.

Prisão dos investigados é “medida indispensável para resguardar a ordem pública e econômica e para estancar a continuidade desse mecanismo financeiro paralelo”. Segundo Dos Santos, ao que tudo indica, esse mecanismo segue em funcionamento. Ele ainda ressaltou que o modus operandi empregado pelo grupo para promover a lavagem de capitais e evasão de divisas revela a “gravidade concreta das condutas”.

“Com efeito, a necessidade de interrupção do ciclo delitivo de organizações criminosas, tal como verificado na espécie, é fundamento idôneo para justificar a custódia cautelar com fulcro na garantia da ordem pública. Vale consignar, revela-se como medida necessária e apta, posta no sistema legal vigente, para estancar práticas delitivas, sobretudo porque o grupo investigado dispõe de capacidade organizacional apta a sua rápida recomposição e à reativação imediata das atividades”, escreveu o juiz.

Advogados dos investigados tinham expectativa de que eles fossem soltos na tarde de hoje. “Veio a informação da liberdade de manhã, que a liberdade foi concedida na madrugada, então, eles estavam, óbvio, muito esperançosos de sair. Eu tive uma conversa com eles agora para explicar que houve um pedido de prisão e, então, o juiz pode acolher e ninguém vai sair hoje. Então, claro, foi um choque muito forte”, afirmou o advogado Aury Lopes Junior, defensor de Henrique Viana, o “Rato”, dono da Love Funk.

Pedido da PF ocorreu logo após a Justiça Federal conceder alvarás de soltura aos 33 alvos da operação, que estavam presos desde em 15 de abril. A decisão foi tomada com base em um pedido de habeas corpus aceito pelo Superior Tribunal de Justiça nesta manhã.

Novo pedido da PF requer que as prisões preventivas durem 30 dias. Um problema com o prazo inicial das prisões foi o que motivou defesa a pedir habeas corpus ao STJ.

Fonte: UOL

CCJ da Câmara retoma análise do fim da escala 6×1 nesta quarta

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019 que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) será analisada, nesta quarta-feira (22), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Além do fim da escala 6×1, a proposta prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em um prazo de dez anos. A sessão está marcada para começar às 14h30.

A PEC volta à pauta da CCJ depois que a oposição pediu vista da matéria na semana passada. O relator da CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade da PEC, ou seja, defendeu que a redução da jornada é constitucional.

Se aprovada na CCJ, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), promete criar comissão especial para analisar o texto. A comissão tem entre 10 e 40 sessões do plenário da Câmara para aprovar ou rejeitar um parecer sobre a PEC. Em seguida, o texto pode ir para apreciação do plenário.

Como essa tramitação pode se estender por meses, e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

Motta comentou que é prerrogativa do governo federal enviar um PL com urgência constitucional, mas a Câmara vai seguir com a tramitação da PEC. A Proposta de Emenda à Constituição unificou as propostas do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e da deputada Erika Hilton (PSOL-RJ).

O governo tem defendido que a proposta do Executivo não compete com a PEC em tramitação na Câmara, segundo explicou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“Se a PEC for aprovada nesse prazo, evidentemente que o PL está prejudicado, não há mais necessidade. Mas o rito da PEC é mais demorado do que o PL. O PL vai avançar e pode ser que entre em vigor a redução de jornada de trabalho e depois se consolide por PEC para impedir eventuais aventureiros do futuro quererem aumentar a jornada como aconteceu na Argentina”, explicou Marinho.

Fonte: Agência Brasil

Família inteira morre em acidente entre carro e carreta em Minas Gerais

Uma família morreu em um acidente entre um carro e uma carreta na BR-251, em Salinas, Minas Gerais, na madrugada desta terça-feira (21). A carreta saiu de Lauro Freitas, na Bahia, e seguia para Imbituba, no Sul de Santa Catarina.

Já o carro, que tinha placas de São Paulo, seguia sentido à Bahia. Os dois veículos colidiram na altura do Km 263 da rodovia, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O condutor da carreta relatou aos policiais que o carro invadiu a contramão, o que teria provocado a colisão frontal.

Quem são as vítimas

Segundo informações da PRF, morreram no acidente:

– o motorista, de 49 anos;

– a esposa, de 39 anos;

– três filhos do casal, de 3, 10 e 15 anos;

– a avó materna das crianças, de 59 anos;

– o cachorro de estimação da família.

Os nomes das vítimas não foram divulgados. A criança de 3 anos viajava no colo da irmã, de 15 anos, no banco de trás do carro, de acordo com a PRF. O condutor da carreta não teve ferimentos.

Acidente será investigado

Equipes do Samu prestaram apoio na ocorrência junto aos bombeiros de Salinas. As vítimas ficaram presas às ferragens e os corpos foram retirados pelas equipes. A Polícia Civil foi acionada e irá investigar a causa do acidente.

O trânsito no local ficou parcialmente interditado, mas já foi liberado.

Fonte: NSC Total

Em áudio, MC Ryan pede R$ 400 mil para divulgar casa de aposta

Em conversa com o contador Rodrigo Morgado, MC Ryan disse que cobraria R$ 400 mil para divulgar uma casa de aposta, segundo áudios divulgados ontem pelo Fantástico.

Investigação da Polícia Federal aponta MC Ryan como líder e beneficiário econômico de uma engrenagem criminosa. Em áudio revelado pelo programa, Morgado diz a Ryan que tem um cliente com uma casa de aposta interessado em saber quando o MC cobra para divulgá-la em suas redes sociais. “Já que é seu amigo, eu cobro R$ 300 [mil]. Mas se não for muito seu amigo, pode falar que é R$ 400 [mil]”, disse o cantor.

Ryan também diz que teve sucesso anunciando o Jogo do Tigrinho. “Nunca é bom falar dos resultados das plataformas, tá ligado? Na época do Tigrinho estava bom mesmo, eu estava arregaçando.”

Investigação da PF aponta que a quantia obtida de forma ilegal era misturada com ganhos legais. O dinheiro vindo de rifas clandestinas e jogos ilegais era inserido no sistema financeiro junto com as receitas declaradas de shows e contratos.

Esquema pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão com lavagem de dinheiro, segundo a PF. A investigação indica que, para camuflar os valores, o dinheiro ilegal passava por empresas intermediárias, em transações menores.

Entenda o caso

MC Ryan foi preso na quarta-feira, assim como MC Poze do Rodo e o dono da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira. Segundo a investigação, Ryan se valia de empresas de produção musical e entretenimento para misturar receitas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.

Para blindar seu patrimônio, ele transferiu a participação em empresas para familiares e operadores financeiros. Além disso, diz a PF, como forma de lavar o dinheiro obtido de forma ilegal, ele comprava imóveis, veículos de luxo, joias e outros ativos de alto valor.

O influenciador Raphael Sousa Oliveira teria recebido “altos valores diretamente” de MC Ryan e de outros suspeitos. A função do dono da página Choquei seria a de divulgar conteúdos favoráveis ao artista e promover plataformas de apostas e rifas, além de atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas à investigação, conforme a PF. Já Poze do Rodo, ainda segundo os investigadores, aparece vinculado a empresas e estruturas financeiras relacionadas à circulação de recursos oriundos das rifas digitais e apostas.

Fonte: UOL

Sete pessoas morrem após dois carros baterem em rodovia da Bahia

Sete pessoas morreram após um acidente entre dois carros na noite de ontem na rodovia BA-148, na Chapada Diamantina, na Bahia.

Os dois veículos sofreram uma batida no km 18. Segundo informações da Polícia Militar, eles passavam pelo trecho entre as cidade de Boninal e Seabra quando a colisão ocorreu.

Sete vítimas morreram no local. Além delas, três pessoas, sendo duas crianças e uma mulher, foram socorridas para atendimento hospitalar em Seabra. As identidades das vítimas não foram divulgadas até o momento.

A causa do acidente ainda não foi esclarecida.

A Prefeitura de Seabra lamentou o ocorrido. “Na oportunidade, a Prefeitura se coloca à disposição das famílias, para quaisquer necessidades”, escreveu em nota nas redes sociais.

Fonte: UOL

Lula diz que defesa da democracia e da liberdade o faz ‘imune’ à velhice

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considerou, neste sábado (18/4), que a defesa de causas como a democracia, a liberdade e a igualdade evita que ele se sinta velho. Segundo ele, que respondeu a rumores de que estaria velho para concorrer a mais um mandato nas eleições deste ano, o fato de abraçar uma causa o deixa imune à velhice.

“Tenho 80 anos. Tenho conversado muito com Deus e dito que quero viver 120 anos, porque é preciso provar uma coisa: a gente não fica velho. A gente não fica velho porque os anos passam, vão passar, mas o que envelhece as pessoas é perder a motivação, perder uma causa. (…) A minha causa é a democracia, a liberdade, a igualdade. Minha causa é garantir que todas as pessoas sejam respeitadas”, discursou Lula, durante a 1ª Reunião da Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.

Mais cedo, Lula participou da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona. Na ocasião, ele criticou guerras e o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU). “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. E os cinco membros do Conselho de Segurança da ONU devem se reunir para mudar o seu comportamento”, afirmou.

Ele também destacou que a ONU não pode ficar “silenciosa” ao ver o que está acontecendo no mundo. “O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, o milho no México, a gasolina em outro país. É o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

Fonte: Correio Braziliense

Mega-Sena acumula, e prêmio vai a R$ 70 milhões; veja os números deste sábado

Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas neste sábado (18), em São Paulo. O concurso 2.998 teve os seguintes números sorteados: 15 – 18 – 28 – 31 – 52 – 58.

Com isso, o prêmio ficou acumulado e poderá pagar R$ 70 milhões no próximo sorteio, na quinta-feira (23).

Os 5 acertos tiveram 48 apostas ganhadoras, com prêmio de R$ 55.256,40 para cada. Já os 4 acertos registraram 3.695 apostas ganhadoras, que receberão cada R$ 1.183,20.

Como jogar na Mega-Sena

Para concorrer à chance de se tornar milionário, basta ir a uma casa lotérica até as 20h do dia do sorteio e marcar de seis a 15 números no volante. Ou fazer a aposta pelo site ou aplicativo da Caixa. O resultado é anunciado às 21h.

Há ainda a opção de deixar que o sistema escolha os números para você (Surpresinha) e/ou concorrer com a mesma aposta por dois, quatro ou oito concursos consecutivos (Teimosinha).

Cada jogo de seis números custa R$ 6. Quanto mais dezenas o apostador marcar, maior o preço da aposta e maiores são as chances de faturar o prêmio mais cobiçado do país.

Outra opção é o Bolão Caixa, que permite fazer apostas em grupo.

Fonte: R7

Cresce número de brasileiros que vivem sozinhos, revela IBGE

Cada vez mais pessoas vivem sozinhas no Brasil, mostra a nova edição da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira, 17.

De acordo com os novos dados, em 2025, 19,7% das unidades domésticas do País eram unipessoais, ou seja, compostas por apenas um morador. Isso representa um aumento de 7,5 pontos porcentuais (8,2 milhões a mais) em relação a 2012, quando representavam 12,2% do total de domicílios. A maioria da população (80,9%) vive com pelo menos um cônjuge ou um parente.

Segundo os analistas do IBGE, o movimento está relacionado em grande parte ao envelhecimento da população, mas também a mudanças comportamentais, que levam cada vez mais mulheres a optarem por viver sós.

Na análise por sexo, os números revelam que, em 2025 as mulheres eram 45,1% das pessoas que moravam sozinhas, enquanto os homens correspondiam a 54,9%. O trabalho mostrou que a maior parcela da população que mora sozinha se situa na faixa etária dos 30 aos 59 anos, seguida dos idosos, com 60 anos ou mais, que representam 40%.

“Em boa parte dos domicílios unipessoais vivem pessoas com mais de 60 anos. Nesta fase, os filhos já saíram de casa e muitos ficaram viúvos”, analisa o pesquisador do IBGE William Kratochwill, que apresentou a pesquisa. “Não por acaso, nos Estados onde vivem mais idosos, como Rio de Janeiro, essa porcentagem é maior.”

No entanto, há variações importantes entre homens e mulheres: 56,4% dos homens em domicílios unipessoais tinham de 30 a 59 anos; entre as mulheres, a maioria se situava na faixa dos 60 anos ou mais de idade (55%).

“Isso acontece porque até os 59 anos tem muito mais homem morando sozinho: eles viajam, mudam de emprego, se separam e vão morar sozinhos”, explica o demógrafo e economista José Eustáquio Alves Diniz. “Porém, entre a população com mais de 60 anos, a maioria é de mulher vivendo sozinha. As mulheres costumam se casar mais cedo que os homens e vivem em média sete anos a mais do que eles.”

Fonte: UOL

Em ação defendida por advogados salgueirenses, STF decide que piso do magistério deve ser pago a professor temporário

Durante julgamento realizado nesta quinta-feira, 16, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o piso nacional dos professores também deve ser pago aos profissionais contratados temporariamente. A corte julgou o Recurso Extraordinário com Agravo (ARE) n° 1487739, que teve origem em uma ação movida em Pernambuco por uma professora contratada do Governo do Estado, na gestão Paulo Câmara, que recebeu abaixo do piso salarial e requereu o pagamento dos valores complementares.

Os argumentos em prol dos professores contratados foram apresentados pelos advogados salgueirenses João Luiz Monteiro, representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe); Rafael Ramos, representando o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Maranhão e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Salgueiro (Sisemsal); e Mailton Carvalho, defensor da professora que ingressou com a ação. Os três participaram do julgamento em Brasília.

A professora teve o pedido negado em 1ª instância, mas recorreu ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que reconheceu o direito ao piso. Para o órgão de 2ª instância, o fato de a professora ter sido admitida por tempo determinado não afasta o direito aos vencimentos de acordo com a Lei Federal n° 11.738/2008, que instituiu o piso do magistério, considerando que ela realizava o mesmo trabalho dos professores efetivos. O Governo do Estado recorreu ao STF, que ratificou a decisão do TJPE.

O STF fixou a tese de que o valor do piso nacional aplica-se a todos os profissionais do magistério público da educação básica, independentemente da natureza do vínculo com a administração pública, observando-se o decidido no tema 551 de repercussão geral e da ADI 6196. A corte também estabeleceu que o número de professores efetivos cedidos para outros órgãos dos três poderes não pode ultrapassar 5% do quadro efetivo de cada  unidade federada. Professores contratados de todo o país serão beneficiados.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Virginia é condenada a indenizar cliente que não gostou de perfume da Wepink

O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) condenou a empresa Wepink, da influencer Virginia Fonseca, a indenizar em R$ 2 mil uma consumidora que não recebeu o reembolso devido após comprar dois perfumes no site da empresária.

A informação consta em decisão da última terça-feira (14/4) em que o Metrópoles teve acesso. Em agosto de 2024, uma consumidora de Vila Velha (ES) comprou dois perfumes no site de Virginia, no qual gastou R$ 208,04 na aquisição dos produtos.

Os perfumes chegaram um mês depois. No entanto, a consumidora não gostou dos produtos e resolveu exercer o direito de arrependimento. À Justiça, a consumidora informou que fez a devolução dos dois perfumes via Correios, mas que a Wepink não efetuou o depósito do reembolso.

Tendo isso em vista, a consumidora entrou na Justiça contra a Wepink, pedindo a devolução integral do valor do pedido e uma indenização de R$ 10 mil.

Nos autos do processo, a empresa Wepink detalhou que a cliente de Virginia não enviou os dados bancários no tempo estipulado para o reembolso. Porém, segundo a Justiça, a consumidora enviou documentos que comprovam que foi enviado sim todo o material necessário para a realização da devolução do dinheiro.

“A justificativa apresentada pela ré em sede de contestação não se sustenta, uma vez que a demora excessiva em providenciar o reembolso, ultrapassando a marca de um ano, evidencia manifesta falha na prestação do serviço e ineficiência do seu sistema de atendimento ao cliente”, diz a decisão.

Por fim, a Justiça definiu que a Wepink terá que devolver o valor pago pela consumidora e ainda pagar uma indenização de R$ 2 mil.

Outro caso

Há menos de um mês, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) condenou a Wepink a indenizar uma cliente lesada durante um ano em R$ 2 mil.

Em setembro de 2024, a consumidora comprou diversos produtos no site na Wepink e não recebeu os itens na data prevista. Tendo em vista o não recebimento, a mulher entrou em contato com a empresa para buscar o reembolso.

No entanto, o reembolso só aconteceu em setembro de 2025. Quando recebeu o estorno, a consumidora de Poço Redondo (SE) já havia entrado na Justiça contra a empresa de Virginia. O juiz Altamiro Pacheco da Silva Junior entendeu que a empresa deve indenizar a consumidora pelos danos morais sofridos.

Fonte: Metrópoles