Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

O grupo Gennius, controlador do Habib’s, entrou em recuperação judicial na segunda-feira (24). No pedido feito à Justiça de São Paulo, o grupo econômico declarou dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão favorável, proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, nomeou a consultora KPMG como administradora judicial.

Procurado pela reportagem, o dono do Habib’s afirmou, por meio da assessoria, que o objetivo da recuperação é preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo.

“As operações do grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades. Presente na vida dos brasileiros há quase 40 anos, a companhia segue comprometida com a força de suas marcas, a evolução de seu negócio e a continuidade de uma história construída ao lado de milhões de brasileiros”, diz a nota.

A KPMG informou que “por motivos de cláusulas de sigilo e regras da profissão, está impedida de se manifestar sobre casos envolvendo clientes ou ex-clientes da firma”.

O Grupo Gennius, comandado por Alberto e Belchior Saraiva, é dono de Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill.

Segundo os argumentos apresentados pelo conglomerado no processo, a crise se deve à pandemia de Covid-19, ao crescimento das plataformas de delivery, que atrapalhou os resultados das lojas físicas, e à alta da taxa de juros nos últimos anos.

O Gennius afirma que a elevação da Selic de 4% para cerca de 15% elevou o custo de captação e de rolagem das dívidas.

O juiz determinou a suspensão de todas as ações de execução de dívidas contra o grupo e ordenou que credores não suspendam ou interrompam contratos em razão do pedido de recuperação judicial.

No entanto, negou a liberação de recebíveis bancários cedidos em garantia fiduciária —aquela em que o devedor cede ao credor o direito temporário sobre algum crédito ou ativo financeiro. Agora, o Habib’s tem 60 dias para apresentar o plano de reestruturação, sob pena de entrar em processo de falência.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lula tem 46% contra 45% de Flávio no 2º turno, diz BTG/Nexus

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (24.ago.2026) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registra 45%.

1º TURNO

Em um 1º cenário de 1º turno, Lula pontua 41%, enquanto Flávio soma 37%.

Já em um 2º cenário de 1º turno, com a inclusão do candidato Pablo Marçal (PRTB), o petista tem 40% contra 34% de Flávio.

REJEIÇÃO

Lula é o mais rejeitado pelos eleitores brasileiros: 49% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Já 48% deram a mesma resposta em relação a Flávio.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO

Segundo a pesquisa, o governo Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 49%.

Em relação à avaliação do governo, 43% classificam a administração petista como “ruim/péssima”, enquanto 35% declararam ser “boa/ótima”.

A pesquisa entrevistou 2.006 eleitores brasileiros, com 16 anos ou mais, de 21 a 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O grau de confiança do levantamento é de 95%. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09028/2026. O estudo custou R$ 164.888,89 e foi pago pelo Banco BTG Pactual.

Fonte: Poder 360

Dino anula emendas indicadas por dirigentes partidários sem mandato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou neste domingo (23) a nulidade de emendas parlamentares indicadas por dirigentes partidários sem mandato no Congresso e por ex-parlamentares. A decisão estabelece que essas indicações não podem ser utilizadas como fundamento para a execução de despesas públicas.

Dino determinou que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, comuniquem imediatamente as áreas técnicas das duas Casas sobre a decisão.

A determinação alcança presidentes de partidos que não sejam deputados ou senadores e também pessoas que exerceram mandato parlamentar, mas não ocupam atualmente cargo eletivo.

Indicações sem validade

Segundo Dino, dirigentes partidários sem mandato não têm competência para indicar, distribuir ou alocar emendas parlamentares. O ministro também determinou que eventuais indicações feitas por essas pessoas não sejam consideradas nos procedimentos administrativos de execução do Orçamento.

A decisão estabelece ainda que documentos que atribuam a presidentes de partidos ou ex-parlamentares a autoria, titularidade ou poder de indicação sobre emendas sejam considerados juridicamente inválidos.

A determinação inclui documentos como ofícios, planilhas, tabelas, expedientes, comunicações e solicitações encaminhadas às áreas responsáveis pela execução das despesas.

O ministro afirmou que eventual descumprimento da ordem deverá resultar na apuração de responsabilidade disciplinar, sem prejuízo de possíveis consequências nas esferas civil e penal.

Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia R$ 58 milhões no concurso 3048 neste domingo

O concurso 3048 da Mega-Sena sorteia prêmio de R$58 milhões na noite deste domingo (23), no Espaço da Sorte, em São Paulo. As apostas normais podiam ser feitas até as 22h deste sábado (22), nas casas lotéricas ou pelos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal. Já os bolões virtuais podem ser adquiridos até as 10h de hoje (23). O jogo simples custa R$ 6.

Para quem aposta com o bilhete simples, a probabilidade de acertar as seis dezenas é de uma em mais de 50 milhões. Já para quem faz um jogo com 20 números, que custa R$ 232 mil, a chance aumenta consideravelmente: uma em 1.292.

Como jogar na Mega-Sena?

A aposta mínima da Mega-Sena custa R$6 e pode ser feita em lotéricas de todo o Brasil ou pela internet. Basta escolher seis números de 1 a 60. O prêmio principal vai para quem acertar os seis números sorteados. Também é possível ganhar prêmios acertando quatro ou cinco números.

Como jogar on-line?

Qualquer pessoa maior de 18 anos pode apostar pelos canais eletrônicos da Caixa Econômica Federal. O valor mínimo é de R$2,50. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, débito, Pix ou Mercado Pago.

O apostador pode escolher a quantidade de números ou deixar que o sistema os selecione aleatoriamente. Também é possível utilizar sites que geram números aleatórios para a aposta.

Fonte: Rádio Itatiaia

Empresário morre em acidente em duna 4 dias após anunciar gravidez da esposa

Um empresário de 34 anos morreu em acidente com um veículo off road quando escalava dunas, na sexta-feira (21/8), no balneário de Figueirinha, município de Jaguaruna, no sul de Santa Catarina. Filipe Fermo Bif era dono de uma empresa de distribuição de bananas conhecida no Estado. Quatro dias antes do acidente, o empresário tinha anunciado em redes sociais que sua esposa estava grávida de um menino. Eles estavam casados havia três anos.

De acordo com a Polícia Civil, Bif estava em um quadriciclo UTV e tentava escalar uma duna alta quando o veículo tombou e caiu sobre o corpo do empresário. Ele fazia uma trilha pelas dunas na companhia de amigos em motos, triciclos e quadriciclos.

Equipes do Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaguaruna foram acionadas para realizar o resgate. A área é isolada e de difícil acesso.

Quando os socorristas chegaram, Bif apresentava fratura exposta na perna e fortes dores na região torácica, mas estava consciente e conversava.

Ele recebeu os primeiros socorros no local e foi transportado para uma unidade hospitalar de Jaguaruna. Durante o percurso, ele teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. O óbito foi confirmado pela instituição de saúde.

Filipe Fermo Bif tinha acabado de anunciar que seria pai de um menino

A morte prematura ocorreu em um momento delicado para a família. No início desta semana, Filipe e a esposa tinham compartilhado imagens do chá revelação e anunciado que seriam pais de um menino. Eles já tinham escolhido o nome da criança: Bento.

O empresário era dono de uma empresa de produção e comercialização de bananas com atuação em todo o Estado. Ele deixou a esposa grávida, os pais e duas irmãs.

Fonte: Correio Braziliense

Lula e Flávio travam batalha de discurso contra o crime em atos no Rio

O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) fizeram neste sábado (22) o primeiro ato oficial de suas respectivas campanhas no Rio de Janeiro, com discursos focados em propostas para a Segurança Pública e combate ao crime organizado.

No Maracanãzinho, zona norte da capital fluminense, Flávio dividiu palanque com Douglas Ruas (PL) e Eduardo Pazuello (PL), candidatos a governador do Rio e a deputado federal. Em seu discurso, o senador defendeu medidas duras de combate à milícia e às facções criminosas, e reforçou suas propostas de redução da maioridade penal e castração química para abusadores.

“Com Bolsonaro e Ruas, a gente vai classificar PCC, Comando Vermelho e milícia como grupo terrorista. Esses caras vão mofar na cadeia, ou vão ser localizados pela nossa polícia”, disse. “O bandido vai ser tirado de circulação, em pé ou deitado, porque quem tem que andar sem medo na rua somos nós.”

Em ataque direto a Eduardo Paes (PSD), Ruas criticou mais uma vez a organização do Todo Mundo no Rio pela Prefeitura: “Eu quero show de segurança, quero show de saúde, eu quero show de proteção às mulheres. No nosso governo vai ter show, mas não é show da Madonna e nem do eduardo Paes. É você, cidadão do estado do Rio de Janeiro”.

À tarde, Lula reuniu no palanque em Bangu, zona oeste do Rio, Paes, Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT), que concorrem ao Palácio Guanabara e ao Senado. Em seu discurso, o presidente também criticou o avanço do crime organizado pelo território fluminense, voltou a prometer a criação de um Ministério da Segurança Pública e a aprovação da PEC da Segurança Pública.

“Vou preparar mais a Polícia Federal, mais uma força especial federal, mais a Polícia Rodoviária”, disse. “Nós vamos tirar o bandido do território de vocês, vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos matar 100 ou 200, vamos dizer que prendemos. E dizer ‘a rua é do povo, não dos bandidos’.”

Paes também ecoou as promessas e críticas de Lula, atacou ex-governadores do Rio e disse que o estado “chegou no fundo do poço”.

“O crime organizado sentou no Palácio Guanabara. (Cláudio) Castro teve quatro secretários presos por ligação com o crime organizado. Essa turma permitiu inclusive que o crime comandasse a economia”, disse. “Se não fosse a PF entrar na investigação, meu adversário seria Bacellar.”

Ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Rodrigo Bacellar (PL) foi preso pela Polícia Federal em setembro de 2025 por envolvimento com o Comando vermelho e vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais.

Fonte: CNN

Desigualdades marcam formalização do trabalho entre jovens brasileiros

A formalização no mercado de trabalho entre os jovens brasileiros de 16 a 29 anos é marcada por desigualdades, descreve a pesquisa Juventudes e o Mundo do Trabalho, realizada pela Fundação Itaú com apoio técnico do Datafolha e do Instituto Locomotiva.

Divulgada nesta sexta-feira (21) durante o evento Trampos do Futuro, realizado no Pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, a sondagem ouviu 1.816 jovens de todo o país, entre os dias 11 e 23 de maio deste ano.

A pesquisa detalha que, entre os 70% de jovens que declararam estar trabalhando, 44% têm carteira assinada. Há ainda 15% de assalariados sem registro formal, 13% de autônomos e freelancers, 10% em trabalhos informais e 8% como estagiários e aprendizes remunerados.

O levantamento mostra também que 20% dos jovens de 16 a 29 anos estão em busca de trabalho no Brasil atualmente. Outros 29% buscaram trabalho nos últimos seis meses e 61% tentaram uma nova colocação no último ano.

Desigualdades sociais, regionais e raciais

Os jovens das classes A/B correspondem a 43% dos que trabalham em empregos formais, enquanto os das classes D/E são 35%.

Por outro lado, 21% dos jovens das classes D/E trabalham sem registro, percentual que é de 13% nas classes A/B.

A formalização é mais frequente entre os jovens do Sul (58%) e do Sudeste (55%) do que no Norte (29%) e no Nordeste (20%).

Quando é observada a raça, há 49% de jovens brancos com emprego formal. Entre os negros, são 41%.

Já o percentual de jovens negros que dependem de bicos informais é de 12%, enquanto o de brancos é de 5%.

Trabalhar em bicos é a realidade de 34% dos jovens de 16 a 29 anos que estudaram até o ensino fundamental. Entre os que têm nível superior, só 3% têm esse tipo de ocupação.

Dificuldades para conseguir um emprego

Quase metade (49%) dos entrevistados disseram que a falta de experiência é a principal dificuldade para conseguir um emprego, seguida da quantidade de pessoas que disputam uma mesma vaga (39%).

Para 96% dos jovens, conhecer alguém em uma empresa ou ser indicado por familiares ou amigos ajuda a conseguir um emprego atualmente.

Essa percepção é confirmada pelo fato de que 77% afirmaram ter conseguido seu emprego atual por meio de uma indicação. Entre os mais velhos (25 a 29 anos), o índice sobe para 81%. Aqueles que nunca tiveram uma oportunidade por indicação totalizam 23%.

A indicação para o trabalho é considerada decisiva para 32% da classe A/B e para 16% para a D/E.

Fonte: Agência Brasil

Mulher que fingiu ser criança e enganou família é condenada em SC

O TJSC (Tribunal de Justiça de Santa Catarina) condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, por estelionato e falsa identidade. Ela foi presa em Joinville (SC) após fingir ter 12 anos e ser acusada de enganar uma família. Ao UOL, a defesa da mulher disse que recorrerá da sentença.

Amanda foi condenada a um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e mais quatro meses e 18 dias de detenção, em regime inicial semiaberto. Porém, a decisão manteve a prisão preventiva (por tempo indeterminado) da mulher e não permitiu que ela recorra da decisão em liberdade. O processo tramita em segredo de justiça.

Os autos apontaram que a mulher criou uma identidade fictícia e foi tratada como filha pela família durante 14 meses. Ela recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados.

Segundo o TJSC, a sentença apontou que Amanda, usando uma identidade falsa, se aproximou da família e contou ter vivido situações de vulnerabilidade, como abusos, problemas de saúde e abandono familiar. Para a Justiça, a materialidade e a autoria dos crimes foram comprovadas por documentos obtidos durante a investigação, pelo laudo pericial de um celular apreendido — o tribunal não informou quem era o proprietário do aparelho, além de depoimentos das vítimas e testemunhas. Também pesou o depoimento de Amanda, que confessou ter usado nome e idade falsos.

Na decisão, a Justiça destacou que a mulher criou e manteve uma identidade fictícia e adotou comportamento compatível com a condição de criança ou adolescente. Ela também apresentou explicações para afastar suspeitas sobre sua real condição, obtendo com a fraude vantagem patrimonial por meio do custeio integral de sua subsistência no período em que viveu com a família. Ainda foi considerada a repercussão social e os “impactos emocionais e familiares decorrentes da situação, especialmente em razão do vínculo construído entre a ré e as vítimas ao longo de mais de um ano”.

Para a Justiça, Amanda agiu de modo consciente para induzir e manter as vítimas em erro e obter benefícios materiais em razão de manter a identidade falsa e sustentá-la ao longo do tempo.

Defesa de Amanda disse ao UOL que discorda da decisão e irá recorrer visando provar a inocência da cliente. “A equipe jurídica coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos, reafirmando que continuará incansável na busca pela comprovação da inocência de Amanda”, concluíram Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Souza.

O caso ganhou repercussão nacional em junho. Na ocasião, Amanda foi presa em flagrante na casa da família que a acolheu em Joinville (SC).

Fonte: UOL

STF decide que aplicação da Lei Maria da Penha independe de vínculo familiar ou afetivo com agressor

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (19), por unanimidade, que a aplicação da Lei Maria da Penha independe de vínculo familiar, afetivo ou íntimo entre a mulher e seu agressor.

A partir do voto condutor do presidente do STF, Edson Fachin, ficou definido que medidas protetivas de urgência devem ser adotadas sempre que houver risco à integridade da mulher vítima de violência de gênero.

A discussão chegou ao Supremo por meio de um recurso do Ministério Público de Minas Gerais contra uma decisão judicial que negou a concessão de medida protetiva a uma mulher ameaçada por um vizinho.

O TJ (Tribunal de Justiça) de Minas entendeu que a Lei Maria da Penha deveria se restringir a situações de violência ocorridas no âmbito das relações familiares, domésticas ou de natureza afetiva, o que não se aplicaria a relações de vizinhança.

Os ministros do Supremo, no entanto, avaliaram que a interpretação restritiva da lei desconsidera o caráter estrutural da violência de gênero e viola direitos fundamentais previstos na Constituição Federal. Como há repercussão geral, a decisão deve ser seguida por todos os tribunais do Brasil.

De acordo com Fachin, relator do recurso, limitar a aplicação da Lei Maria da Penha a casos de violência registrados em ambiente familiar, doméstico ou afetivo acaba esvaziando os instrumentos de proteção de direitos.

“A violência contra a mulher deve ser compreendida como fenômeno enraizado em processo histórico de desigualdade que sustenta modelos relacionais assimétricos de poder e naturaliza a inferiorização e a objetificação da mulher”, disse o presidente do STF.

Segundo ele, a Lei Maria da Penha é um mecanismo de proteção jurídica contra a violência de gênero e um “verdadeiro microssistema normativo voltado à superação de uma cultura persistente de desprezo a mulher”.

Ao seguir o relator, o ministro Alexandre de Moraes destacou a necessidade de agilizar o acesso à medida protetiva. “O Supremo está universalizando a proteção da mulher”, disse ele. “Em casos de ‘stalking’ (perseguição), por exemplo, o vínculo existe na cabeça do agressor”, observou.

O ministro André Mendonça concordou e salientou que violências físicas ou psicológicas contra mulheres em razão do gênero podem ser perpetradas por pessoas alheias ao vínculo familiar. “Às vezes é uma relação de amizade, às vezes é uma pessoa conhecida do trabalho e às vezes até um desconhecido.”

Única mulher da corte, a ministra Cármen Lúcia disse que a sociedade é misógina e que os direitos da mulher vivem tempos de retrocesso. “Há um quadro de insuficiência não apenas das estruturas já criadas, e que poderiam ser mais eficientes, mas também na educação para a civilidade.”

Os ministros também definiram que qualquer juiz ou delegado de polícia pode conceder medida protetiva em caso de risco à integridade da mulher, com posterior encaminhamento às varas especializadas, onde houver, para confirmação ou revogação da decisão.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil tem luto oficial de três dias após morte de atrizes icônicas

O Brasil cumpre luto oficial de três dias pelas mortes das atrizes históricas e ícones da dramaturgia Laura Cardoso e Glória Menezes. Ambas morreram em intervalo de menos de 24 horas.

Os decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial da União na noite dessa terça-feira (18).

Laura Cardoso morreu aos 98 anos em São Paulo. A informação foi confirmada em seu perfil oficial na rede social Instagram. Com o nome de batismo Laurinda de Jesus Balleroni, a atriz faria 99 anos em setembro.

Glória Menezes morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 91 anos. A causa da morte não foi divulgada pela família. Nilcedes Soares de Magalhães, nome oficial da atriz, iniciou a carreira no teleteatro da TV Tupi.

Em nota de pesar, o Ministério da Cultura referiu-se a Laura Cardoso como um dos principais nomes da dramaturgia brasileira. “A artista construiu uma carreira de mais de oito décadas e fez parte da história do rádio, do teatro, do cinema e da televisão no país.”

Numa segunda nota, a pasta citou Glória Menezes como referência da teledramaturgia nacional. “Marcou diferentes gerações ao longo de mais de seis décadas de carreira, com personagens de destaque na televisão e trabalhos no teatro e no cinema.”

Fonte: Agência Brasil

 

Eleição: homem, branco e empresário é perfil majoritário de candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 20.530 pedidos de registro de candidatura para as eleições deste ano – 8.732 a menos do que no pleito de 2022. Os dados foram atualizados na manhã desta terça-feira (18).

Do total de pedidos de registro de candidatura, 13.374 ou 65% são de pessoas do sexo masculino e 7.156 ou 35% são de pessoas do sexo feminino. Além disso, mais de 10 mil informaram ter cor branca e 2.576, ser empresário.

As solicitações englobam os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

A maior parte dos pedidos é para o cargo de deputado estadual (11.103 registros). Em seguida, aparecem as solicitações para deputado federal (7.636); para deputado distrital (420); para governar estados e o Distrito Federal (196); para senador (315); e para a Presidência da República (13).

A relação entre candidatos e vagas mostra maior concorrência para o cargo de deputado distrital, com 17,5 candidatos por vaga; e para o cargo de deputado federal, com 14,88 candidatos por vaga.

Fonte: Agência Brasil

Pesquisa BTG/Nexus: Lula tem 41% e Flávio, 36% em 1º turno; cenário é de empate técnico no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula ‌da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seguem em empate técnico em um eventual segundo turno, embora o petista continue numericamente à frente do senador, mostrou pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira.

A pesquisa mostrou ⁠Lula com 41% das intenções de voto no ‌cenário estimulado de primeiro turno, ante 40% na pesquisa de 10 de agosto. Flávio, filho mais ‌velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ‌aparece com 36%, ante 35% na rodada ⁠anterior. Nenhum dos demais candidatos ultrapassa a marca de 5%.

Em um eventual segundo turno entre o presidente e o senador, Lula aparece com 47%, ao passo que Flávio soma 44%, mantendo o mesmo ‌patamar da pesquisa passada. Como a margem de erro ‌do levantamento é ⁠de 2 ⁠pontos percentuais para mais ou para menos, ambos seguem em ⁠empate técnico.

O levantamento ‌também indicou maior consolidação ‌das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que declararam voto em algum candidato, 78% disseram que sua decisão já está tomada e não vai ⁠mudar, ante 74% na pesquisa anterior.

A pesquisa do instituto Nexus, contratada pelo banco BTG Pactual, mostrou que a rejeição a Lula é de 49%, mesmo nível na ‌pesquisa anterior. O percentual dos que rejeitam Flávio recuou para 51%, ante 52% na pesquisa anterior.

O levantamento ⁠apontou que a avaliação negativa do governo Lula caiu para 42% ante 44%, ao passo que a avaliação positiva manteve-se em 34%, e a regular cresceu para 23%, ante 21%.

A desaprovação a Lula é de 48%, ante 49% na pesquisa anterior, enquanto a aprovação subiu para 47% ante 46%.

O Nexus ouviu 2.003 pessoas entre os dias 14 de agosto e 16 de agosto. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.

Fonte: Reuters

Mesmo inelegível até 2032, Pablo Marçal é lançado como candidato à Presidência pelo PRTB

O PRTB protocolou neste sábado (15) o pedido de registro da candidatura do empresário e influenciador Pablo Marçal à Presidência da República após uma decisão da Justiça Eleitoral autorizar sua filiação ao partido.

O presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, que havia sido escolhido para encabeçar a chapa, agora será candidato a vice. O registro, no entanto, ainda precisa ser analisado e aprovado pela Justiça Eleitoral.

Marçal, contudo, segue inelegível até 2032. No dia 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário e manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024.

Ao g1, o PRTB afirmou que Avalanche, escolhido em convenção nacional no fim de julho para encabeçar a chapa presidencial da legenda, “passou as semanas seguintes construindo, nos bastidores, a jogada que mudaria completamente o tabuleiro político do partido”.

“Recuperamos o partido quando tentaram tirá-lo de nós”, afirmou Avalanche, em nota.

A mudança na composição da chapa ocorreu após uma liminar autorizar Marçal a deixar o União Brasil e retornar ao PRTB, seu antigo partido, conforme informou a assessoria do empresário.

Segundo a decisão, Marçal preencheu e assinou a ficha de filiação ao PRTB em 4 de abril de 2026, com o “devido deferimento pela presidência nacional da agremiação”.

Com isso, a filiação de Marçal passou a atender, provisoriamente, às exigências da legislação eleitoral para o registro da candidatura. A medida, porém, pode ser revertida em instâncias superiores, e o pedido de registro ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

Em nota, o PRTB afirmou ainda que o país ganhou “uma via verdadeira”, com “um candidato cristão, que acredita no empreendedorismo, que cuida do povo e enxerga as pessoas que são ignoradas pelo governo atual”.

Fonte: G1