IBGE revela nomes e sobrenomes mais populares do Brasil; veja ranking

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta terça-feira (4), a segunda edição do levantamento de nomes mais frequentes no Brasil, atualizado com dados do Censo Demográfico 2022.

A grande novidade do estudo é a inclusão dos sobrenomes, revelando que Silva lidera absolutamente os registros, estando presente na identificação de 16,76% da população.

Entre os nomes próprios, Maria e José mantiveram a hegemonia no topo do ranking, como já apontado pelo Censo Demográfico desde 2010.

Hegemonia de nomes

A tradicional dupla Maria e José segue firme como os nomes mais populares do Brasil. Maria aparece como o nome feminino mais comum, com um total de 12.224.470 pessoas registradas com este nome. Na sequência, Ana e Francisca consolidam suas posições entre os femininos mais utilizados.

Já entre os nomes masculinos, José lidera com 5.141.822 pessoas, seguido por João e Antônio. O levantamento contabilizou mais de 140 mil nomes próprios diferentes em todo o país.

Top 10 nomes femininos no Brasil:

1 – Maria (12.224.470 pessoas)
2 – Ana (3.929.951)
3 – Francisca (661.562)
4 – Julia (646.299)
5 – Antonia (552.951)
6 – Juliana (536.687)
7 – Adriana (533.801)
8 – Fernanda (520.705)
9 – Marcia (520.013)
10 – Patricia (499.140)

Top 10 nomes masculinos no Brasil:

1 – José (5.141.822 pessoas)
2 – João (3.410.873)
3 – Antônio (2.231.019)
4 – Francisco (1.659.196)
5 – Pedro (1.613.671)
6 – Carlos (1.468.116)
7 – Lucas (1.332.182)
8 – Luiz (1.328.252)
9 – Paulo (1.326.222)
10 – Gabriel (1.201.030)

Fonte: CNN

Com R$ 40 bilhões em recursos, Reforma Casa Brasil entra em operação nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira, 3 de novembro, o Programa Reforma Casa Brasil, do Governo do Brasil, entra em operação. Com ele, aquela troca de piso, ajuste no telhado, ampliação da varanda, o quarto novo ou a cozinha tão aguardada podem sair do plano dos sonhos. A linha de financiamento habitacional proporciona juros baixos e prazos esticados de pagamento para pessoas físicas, com o objetivo de executar melhorias em áreas urbanas.

A linha de financiamento, promovida pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério das Cidades, em parceria com o Ministério da Fazenda, oferece R$ 40 bilhões em crédito com juros a partir de 1,17% ao mês e condições adaptadas às diferentes faixas de renda familiar. O procedimento pode ser feito pelo site da Caixa Econômica Federal.

FAIXAS DE RENDA – Assim como o Minha Casa, Minha Vida, o Reforma Casa Brasil será dividido por faixas de renda e oferece financiamentos a partir de R$ 5 mil, que podem chegar a até 50% do valor de avaliação do imóvel. Famílias de todo o país, com residências em áreas urbanas, podem participar da iniciativa.

MÚLTIPLAS FUNÇÕES – Os recursos devem ser usados na compra de materiais de construção, pagamento de mão de obra e contratação de serviços técnicos. Vale usar para pintar, trocar telhado, fazer um cômodo novo, colocar energia solar e muito mais. As duas primeiras faixas são financiadas com R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social. Já a terceira faixa contará com R$ 10 bilhões da Caixa Econômica, do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

Conheça as condições de financiamento para as diferentes faixas do programa:

Faixa Reforma 1 – famílias com renda até R$ 3.200,00 (juros a 1,17%).

Faixa Reforma 2 – famílias com renda de R$ 3.200,01 a R$ 9.600 (juros a 1,95%).

» Valor do financiamento para as duas faixas: de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

» Prazos para pagamento: de 24 a 60 meses.

» Prestação limitada a 25% da renda familiar.

Faixa Reforma 3 – famílias com renda acima de R$ 9.600,00.

» Valor do financiamento: até 50% do valor do imóvel, respeitando o limite máximo de R$ 1,125 milhão, que corresponde a metade do valor máximo permitido para imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

» Juros: até 1,95% (a taxa pode ser menor dependendo da análise de crédito).

» Prazo para pagamento: até 180 meses.

COMO FUNCIONA – Os interessados podem selecionar o serviço que pretendem contratar e simular a operação de crédito no site da Caixa Econômica Federal. Para a liberação da primeira parcela, será necessário enviar fotos do local que será reformado. Após a compra do material e realização da obra, será preciso comprovar, com fotos, a conclusão dos serviços e receber a parcela final.

IMPULSO NA ECONOMIA – O ministro das Cidades, Jader Filho, destaca a importância do programa para a vida da população. “Muitas famílias sonham em construir um cômodo a mais ou melhorar o telhado. Com o programa, vamos movimentar a indústria, gerar renda e empregar arquitetos, engenheiros, pintores e outros profissionais. A reforma está chegando para que as famílias recebam seus entes queridos com a dignidade que merecem”.

Moraes conduz audiência com governador do Rio sobre megaoperação contra o tráfico

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), estará no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3) para uma audiência com o governador Cláudio Castro. O encontro tem como objetivo ouvir esclarecimentos sobre a megaoperação policial que deixou ao menos 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão na última semana.

Também participarão da audiência o secretário de Segurança Pública do Estado, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica do Rio de Janeiro. A audiência está marcada para as 11h, no Centro Integrado de Comando e Controle. Às 18h o ministro se reúne com o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Moraes assumiu de forma temporária a chamada ADPF das Favelas, após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Ele determinou que o governador apresente explicações sobre o cumprimento das determinações judiciais impostas pelo STF nas ações policiais.

Entre as informações exigidas estão: um relatório detalhado da operação, com definição prévia do grau de força empregado e justificativa formal para sua realização; o número de agentes envolvidos e os armamentos utilizados; além do número oficial de mortos, feridos e pessoas detidas.

O governador também deverá informar se foram adotadas medidas para garantir a responsabilização em casos de eventuais abusos e violações de direitos, incluindo a atuação dos órgãos periciais, o uso de câmeras corporais e a assistência às vítimas e suas famílias, como o envio de ambulâncias.

Fonte: CNN

Prefeito invade casa de jovens no PI e alega ameaça de morte; defesa diz que ele os agrediu

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o prefeito de Alegrete do Piauí, Márcio Alencar (PT), invadindo a casa da família de um jovem de 19 anos e um adolescente de 17 anos na noite de sábado (1º). Ao g1, o prefeito afirmou que foi ao local para entender por que o rapaz mais velho o havia ameaçado de morte.

Na gravação, o portão é empurrado e, depois, aberto à força. O prefeito entra na residência acompanhado de outro homem. A mãe do jovem chora e grita, pedindo ajuda e que ele não faça nada contra os filhos.

Procurada, a defesa da família disse que o prefeito agrediu os jovens por pensar que eles tinham batido em um amigo deles. Ele teria os perseguido de carro e ido à casa da família duas vezes.

Segundo a defesa, a mãe dos rapazes também sofreu agressões físicas e verbais. A família denunciou o caso à Polícia Civil.

Prefeito alega ameaça

De acordo com Márcio Alencar, ele estava em uma festa privada quando o jovem de 19 anos se aproximou e falou que iria matá-lo. Depois que o prefeito respondeu, o rapaz teria saído do local.

“O rapaz me ameaçou de morte e eu fui saber o porquê. Ele olhou pra mim e disse: ‘eu deveria era lhe matar’. Aí eu disse: ‘peraí que tu vai me ameaçar já’. Quando eu falei assim, ele correu e foi embora”, contou.

O prefeito relatou que alguns jovens queriam brigar entre si e, ao pedir que evitassem confusão, sofreu a suposta ameaça do rapaz mais velho.

“Para ir para a minha casa, eu passo em frente à casa dele. Quando passei o portão estava entreaberto e, por isso, entrei”, acrescentou Márcio.

Márcio disse ainda que registrou um boletim de ocorrência por ameaça de forma virtual. Ele negou que tenha agredido alguém.

Defesa nega versão

A defesa dos jovens informou ao g1 que os irmãos estavam em um bar quando um amigo deles ficou bêbado e começou a querer “causar confusão”. Eles o levaram para fora do estabelecimento, onde encontraram o prefeito.

O advogado que os representa, que não quis se identificar, afirmou que o prefeito os confrontou e perguntou se estavam batendo no outro jovem. O mais novo, de 17 anos, respondeu que não e sofreu a primeira agressão do gestor.

“O mais velho viu e perguntou por que o prefeito tinha batido no irmão dele. No calor do momento, o prefeito partiu pra cima dos dois, foi apartado pelo pessoal do bar e correu para pegar uma arma no carro. O dono do bar mandou os meninos irem embora e eles foram de moto”, disse o advogado.

De acordo com a defesa, Márcio Alencar passou a persegui-los de carro. Ao chegar na chácara onde os pais dos jovens moram, entrou com uma pistola na mão, deu uma coronhada na cabeça e um tapa no rosto do caçula e engatilhou a arma para atirar.

Os pais entraram na frente e pediram aos filhos que fugissem. Os rapazes pularam uma cerca de arame farpado e se feriram. O advogado deles contou ainda que a mãe foi empurrada pelo prefeito e machucou o braço e a perna. Dez minutos depois, Márcio voltou e a mulher começou a gravá-lo.

“Nesse momento ele estava com a arma na cintura. Como não achou os meninos, xingou os pais ao lado do outro homem e só foi embora quando o irmão dele chegou e o levou”, completou o advogado.

Polícia investiga caso

A família denunciou o caso à Polícia Civil, que o registrou como possível ameaça e possível vias de fato — ou seja, quando há luta corporal.

O boletim de ocorrência foi registrado pela Delegacia de Fronteiras, que também vai investigar se houve invasão de domicílio, lesão corporal e tentativa de homicídio.

Fonte: G1

Datafolha: Operação foi sucesso para 57% dos moradores do Rio

A operação policial mais letal da história do Rio, que deixou ao menos 121 mortos na terça-feira passada (28), foi vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital e da região metropolitana da cidade. Outros 39% pensam o contrário.

A avaliação havia sido feita pelo governador Cláudio Castro (PL), ao comentar a ação contra a facção criminosa Comando Vermelho, que desencadeou um forte embate político entre as forças políticas de direita e o governo Lula (PT) acerca do manejo da segurança pública na cidade e no país.

O dado foi aferido pelo Datafolha em uma pesquisa feita por telefone com 626 eleitores, ouvidos na quinta (30) e na sexta (31). A margem de erro para o total da amostra é de quatro pontos percentuais para mais ou menos, o que permite dizer que a maioria dos entrevistados aprovou a ação.

Consideraram a ação bem-sucedida de forma integral 38%, mais 18% que a aprovaram parcialmente —os 57% aferidos são arredondamento de casas decimais. Na mão inversa, 27% disseram discordar totalmente da assertiva, e 12% apenas em parte. Outros 3% não se posicionaram e 2% não souberam responder.

Há homogeneidade nas opiniões expressas em todos os principais estratos socioeconômicos do levantamento, com algumas exceções: homens aprovaram mais a ação, 68% ante 47% das mulheres, enquanto a classe média que ganha de 5 a 10 salários mínimos e jovens de 16 a 24 anos foram mais enfáticos em condená-la: acharam isso respectivamente 49% e 59% dos ouvidos.

É importante notar que nesses subgrupos a margem de erro é um pouco maior. São 6 pontos para homens e mulheres, 7 para a classe média e 11 para quem tem de 16 a 24 anos.

Moradores de favelas seguiram a média das avaliações da cidade, assim como não houve diferenças notáveis entre regiões mais ricas ou pobres. As comunidades do Alemão e da Penha concentraram o embate da terça.

Para 48% dos fluminenses ouvidos, a operação foi também bem executada. Já 21% viram uma ação com falhas e 24% a reprovaram. Outros 7% disseram não saber.

Fonte: Folhapress

Governadores de direita criam ‘Consórcio da Paz’ e atacam Lula após operação letal no RJ

Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a criação de um grupo que chamaram de “Consórcio da Paz” e vai reunir os chefes dos Executivos estaduais para articular ações de combate ao crime organizado.

O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por meio de videoconferência e disse que o Rio de Janeiro “deu uma grande demonstração”. “O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença”, afirmou.

Em tom de campanha eleitoral antecipada, os governadores fizeram ataques ao governo Lula (PT). Além de Tarcísio e do governador fluminense, participaram nomes cotados como presidenciáveis como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

Também participaram Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora de Brasília.

“Nós estamos aqui com uma resposta clara no âmbito dos estados, que será, segundo [batizou] o nosso marqueteiro Jorginho o ‘Consórcio da Paz’. Vai ser no modelos de consórcios que já existem para que possamos dividir experiências e ações de combate ao crime e conseguir a libertação do nosso povo”, anunciou Castro, em entrevista coletiva conjunta no Palácio Guanabara que durou cerca de uma hora.

Zema elogiou a operação policial que, em sua visão, foi “extremamente bem-sucedida” e enfatizou que ela foi feita sem o apoio do governo federal.

“Temos um presidente que vai lá fora organizar a paz na Ucrânia, mas deixa o povo morrendo aqui”, afirmou o governador mineiro.

Na mesma linha, Caiado destacou que a Bahia, estado governado há anos pelo PT, é atualmente o campeão de índices de violência policial. Ele associou governos de esquerda a posturas lenientes com o crime organizado.

“O divisor é moral. Quem quer, seriedade, cumprimento da lei e ordem está aqui, fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles”.

O grupo fez críticas à tentativa do Palácio do Planalto de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso. Caiado classificou a pauta como um assunto “fake”.

“Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária. O único objetivo do governo federal era tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é uma determinação da Constituição de 1988”, declarou.

Castro voltou a defender a operação policial e afirmou esperar que o Rio seja um laboratório para a retomada de territórios ocupados pelo crime e para o controle da proliferação de armas de guerra.

“Sobretudo no combate dessas armas que não pode proliferar em nenhuma cidade do país. Eu desafio qualquer um a portar um fuzil numa cidade com Paris, Londres, Barcelona ou Frankfurt, e que fique com vida por mais de 20, 30 segundos”, disse o governador fluminense.

Articulador do encontro, Jorginho Mello fez elogios a Castro e classificou a operação policial como “histórica”. Segundo o governador de Santa Catarina, ela deve servir de modelo para outras no Brasil. Mello afirmou que espera que todas as 27 unidades da federação se unam ao Consórcio da Paz.

“Vamos trocar material humano, comprar equipamento de forma consorciada para jogar o preço para baixo, trocar informação e inteligência policial”.

O encontro reuniu governadores que vem se movimentando para herdar o espolio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lula sanciona lei que mira o coração do crime organizado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que endurece o combate ao crime organizado e amplia a proteção pessoal dos agentes públicos ou processuais envolvidos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (30/10).

A lei tipifica o crime de obstrução de ações contra o crime organizado, com pena de prisão de 4 a 12 anos de prisão, além de multa. Essa conduta consiste em “solicitar, mediante promessa ou concessão de vantagem de qualquer natureza, ou ordenar a alguém a prática de violência ou de grave ameaça contra agente público, advogado, defensor dativo, jurado, testemunha, colaborador ou perito, com o fim de impedir, embaraçar ou retaliar o regular andamento de processo ou investigação de crimes praticados por organização criminosa ou a aprovação de qualquer medida contra o crime organizado”.

A mesma pena também é prevista para a conduta de conspiração para obstrução de ações contra o crime organizado. Além disso, a lei também estabelece que, diante de situação de risco, decorrente do exercício da função das autoridades judiciais ou membros do Ministério Público, em atividade ou não, inclusive aposentados, e dos familiares, o fato será comunicado à polícia judiciária, que avaliará a necessidade, as condições institucionais perante outros órgãos policiais, o alcance e os parâmetros da proteção pessoal.

A lei foi sancionada dois dias depois da megaoperação deflagrada pelo governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho. A ação policial prendeu 113 pessoas e deixou ao menos 119 mortos — sendo cosnsiderada a operação mais letal da história.

Na quarta-feira (29/10), Lula se pronunciou sobre a operação por meio das redes sociais. “Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, disse o presidente.

Fonte: Correio Braziliense

Megaoperação deixou 119 mortos, diz governo do RJ

A megaoperação contra o Comando Vermelho deixou 119 mortos, segundo o governo do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelas forças de segurança do estado em uma coletiva no início da tarde desta quarta-feira (29).

Os números finais, apresentados na coletiva, são os seguintes:

– 119 mortos – 58 no dia da operação e outros 61 corpos encontrados na mata

– 113 presos, sendo 33 de outros estados

– 10 menores apreendidos

– 118 armas apreendidas, sendo 91 fuzis, 26 pistolas e 1 revólver

– 14 artefatos explosivos

– Toneladas de drogas ainda sendo contabilizadas

“Ação legítima”

Segundo Felipe Curi, secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a megaoperação foi uma “ação legítima” das forças de segurança.

“Foi o maior baque que o Comando Vermelho já tomou, desde a sua fundação. Nunca houve perda tão grande de drogas, armas e lideranças. Hoje em dia todo mundo é vítima, tudo é vítima. O ladrão é vítima da sociedade, o traficante passou a ser filho do usuário”, disse o secretário.

Fonte: CNN

Caiado coloca tropas de Goiás à disposição do RJ e diz que governadores de direita farão reunião sobre segurança pública

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou ao blog do Gerson Camarotti que colocou as tropas do estado de Goiás à disposição do governo do Rio de Janeiro, e que governadores da direita vão se reunir nesta quarta-feira (29), por videoconferência, para discutir questões de segurança pública.

“O presidente Lula simplesmente disse que não vai autorizar tropa para fazer esse combate no Rio de Janeiro. Então, qual é a alternativa do governador Cláudio Castro? É entregar o comando do estado para as facções”, questiona Caiado.

A megaoperação policial no Rio de Janeiro realizada nesta terça-feira (28) motivou uma disputa de narrativas entre o governo federal e o governo do Rio, chefiado por Cláudio Castro.

O blog apurou que, ainda na terça, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), afirmou que tem conversado com o governador Cláudio Castro e que o secretário de segurança paranaense conversou com o secretário do Rio, questionando se eles estavam precisando de reforços. A resposta foi que não era necessário.

“Vamos ser realistas. 60% da população está preocupada com a violência”, prosseguiu o governador de Goiás. “Nós vivemos em um estado de guerra, a dominação do narcotráfico em grande parte do território”.

Caiado afirmou ainda que não se pode acreditar que você deve “chegar com flores no Complexo do Alemão e isso vai resolver o problema”.

Fonte: Blog do Gerson Camarotti

Rio de Janeiro reforça combate ao narcoterrorismo: 81 presos, 64 mortos e 72 fuzis apreendidos

O Governo do Estado do Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira (28/10) a Operação Contenção, apontada como a maior ação integrada de segurança em 15 anos. O foco são os complexos do Alemão e da Penha, com o objetivo de capturar lideranças e conter a expansão territorial do Comando Vermelho. Até agora, o balanço parcial registra 64 mortos (sendo 4 policiais), 81 presos, 72 fuzis apreendidos e drogas em contabilização.

A ofensiva reúne mais de 2,5 mil policiais das polícias Civil e Militar, após um ano de investigação e 60 dias de planejamento. As equipes cumprem centenas de mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos a partir de inquéritos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O governo afirma que a operação atende às medidas fixadas pelo STF na ADPF 635, incluindo uso de câmeras corporais e ambulâncias de prontidão.

“Estamos atuando com força máxima e de forma integrada para deixar claro que quem exerce o poder é o Estado. Os verdadeiros donos desses territórios são os cidadãos de bem, trabalhadores. Seguiremos firmes na luta contra o crime organizado. O que estamos enfrentando não é mais crime comum, é narcoterrorismo. Os criminosos estão usando tecnologia de guerra: drones, bombas e armamentos pesados. Mas o Estado está preparado”, afirmou Cláudio Castro, governador, em coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Participam efetivos do Comando de Operações Especiais (COE) e batalhões da capital e da Região Metropolitana, além de equipes da CORE e das delegacias especializadas da Polícia Civil. O aparato inclui 2 helicópteros, 32 blindados terrestres, drones, 12 veículos de demolição do Núcleo de Apoio às Operações Especiais da PM e ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate.

Segundo o governo, a política de segurança combina investigação, integração e investimento. Pelo terceiro ano seguido, os aportes superam R$ 16 bilhões na área, o maior volume em mais de uma década. “Os confrontos acontecem majoritariamente em áreas de mata. Todo o planejamento foi feito para proteger vidas, atuando fora das regiões urbanas e reduzindo o risco para a população”, disse Cláudio Castro.

O governador também defendeu articulação entre esferas de governo. “Essa guerra não é só do Rio, é do Brasil. Nenhum Estado consegue vencer sozinho. […] Precisamos de um pacto nacional pela segurança pública, com apoio de todas as instituições, inclusive das Forças Armadas”, completou Cláudio Castro.

A Operação Contenção segue em andamento. O balanço final de presos, apreensões e materiais recolhidos será divulgado ao término das ações.

Fonte: Diário do Rio

Lula completa 80 anos como presidente eleito mais longevo do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) completa 80 anos nesta segunda-feira (27.out.2025). É o chefe do Executivo mais velho na história do Brasil. Nascido em 1945 em Caetés, à época distrito de Garanhuns (PE), o petista acumula quase meio século de vida política. Da liderança sindical no ABC paulista à vitória do Planalto após a prisão na Lava Jato, sua trajetória também perpassa por transformações do país. É o único presidente eleito 3 vezes pelo voto direto.

O petista ombreia com Getúlio Vargas (1882-1954) em tempo no poder. Diferentemente do gaúcho, que governou por 18 anos, mas venceu só uma eleição direta (1950), Lula construiu sua carreira política dentro das regras democráticas, mesmo após os reveses judiciais que o levaram à prisão em 2018.

Lula está no seu melhor momento político do 3º mandato. De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto, o petista seria reeleito em 1º turno se as eleições fossem hoje. Embora já desse sinais claros de que pretende tentar a reeleição em 2026, Lula anunciou em 23 de outubro que será candidato.

Lula já venceu 3 de 6 eleições à Presidência que disputou –sem considerar o pleito de 2018, no qual foi inscrito e depois barrado pelo TSE. Também ajudou a eleger Dilma Rousseff (PT) como presidente em 2010 e a reelegê-la em 2014. É o político com maior experiência em eleições presidenciais no Brasil.

Durante sua viagem pela Indonésia, Lula ganhou uma festa de aniversário antecipada do presidente indonésio, Prabowo Subianto. A comemoração foi realizada no Palácio Presidencial Merdeka, em Jacarta, durante um banquete de Estado oferecido chefe de Estado. Subianto também comemorou o seu aniversário na ocasião. Ele completou 74 anos em 17 de outubro.

Na ocasião, Lula deu ao presidente da Indonésia o 1º pedaço do bolo. O 2º foi para a primeira-dama Janja Lula da Silva. O petista usou o batik, um tipo de camisa estampada com cores fortes, traje típico da Indonésia para ocasiões especiais.

Fonte: Poder 360

Lula aguarda reunião com Trump e aposta em solução a tarifaço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada deste sábado (25), que espera se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os dois mandatários estão no país asiático para participar da 47ª cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). “Espero que ‘role’. Eu vim aqui e estou à disposição para que a gente possa encontrar uma solução.”

A declaração foi dada em entrevista coletiva aos jornalistas em frente ao hotel que hospeda a comitiva brasileira na Malásia.

“Vamos colocar na mesa os problemas e tentar encontrar uma solução. Então, pode ficar certo que vai ter uma solução.”

Aos jornalistas, Lula negou que tenham sido colocadas condições para negociação bilateral em torno do impasse gerado pelo aumento de 50% das tarifas de importação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do início de agosto.

“Eu trabalho com otimismo para que a gente possa encontrar uma solução. Não tem exigência dele e não tem exigência minha ainda.”

Fonte: Agência Brasil

Governo “não abre mão” de aumentar taxação das bets para compensar IOF

Depois da Câmara deixar a Medida Provisória do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, perder a validade, o governo estuda formas de encaminhar medidas para reequilibrar as contas públicas. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que já está praticamente decidido: serão dois projetos de lei com alternativas ao impasse do IOF.

E o governo não abre mão de aumentar a taxação das fintechs e das bets, as apostas online. No caso das bets, o projeto que aumenta de 12% para 24% essa taxação, teve a urgência aprovada nesta quarta-feira (22) na Comissão de Finanças e Tributação, o que quer dizer que vai direto para plenário, com tramitação acelerada.

A proposta altera a distribuição dos recursos. 76% ficam com o operador das apostas para custos e manutenção. 12% vão para seguridade social, para ações, prioritariamente, na área de saúde e 12% continuam com a divisão como é hoje, para segurança pública, assistência social, esporte e cultura.

O líder do PT, deputado Lindbergh Farias, lembra que a tributação das bets aqui no Brasil é uma das menores. Enquanto que na França é de 33%, por exemplo, aqui no Brasil é 12%.

“A tributação aqui no Brasil é muito baixa, de fato. E a gente sabe que o impacto disso hoje é gigantesco. Todo mundo aqui tem na família um caso de pessoa viciada”.

O regime de urgência aprovado por comissões não é algo comum na Câmara. É preciso assinatura de dois terços dos integrantes do colegiado para isso. No caso das bets, foram 34 apoiadores de todos os partidos. O presidente da Comissão, deputado Rogério Correa, do PT de Minas Gerais, disse que a ideia agora é sensibilizar o presidente da Casa, Hugo Motta.

“O tema também é tão importante que nós conseguimos a assinatura de 34 deputados, de todos os partidos. Isso mostra a força desse debate que tá sendo travado aqui. Então, a gente espera, com isso, sensibilizar o presidente para que ele possa levar, rapidamente, o tema em plenário”.

Depois de aprovado na Câmara, no Senado e, sancionado, as regras entram em vigor em quatro meses. Prazo, segundo a proposta, suficiente para as empresas se adaptarem.

Fonte: Agência Brasil