Evangélicos crescem e representam mais de um quarto da população no Brasil

A proporção de evangélicos na população brasileira continua crescendo, segundo dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostra que 26,9% dos brasileiros, ou seja, mais de um quarto da população, se identificavam como seguidores dessa denominação religiosa.

O Censo incluiu no levantamento apenas pessoas com 10 anos ou mais de idade.

O grupo dos evangélicos foi o que mais cresceu entre 2010 e 2022 (5,3 pontos percentuais), segundo o IBGE, já que, segundo o Censo anterior, de 2010, eles representavam 21,6% dos brasileiros, um pouco mais de um quinto da população.

“Os evangélicos estão se impondo mais na sociedade, colocando mais seus valores, suas ideias, sua fé”, afirma a pesquisadora do IBGE Maria Goreth Santos.

Apesar disso, o instituto mostrou que o ritmo de crescimento dessa religião caiu. De 2000 para 2010, por exemplo, a alta havia sido de 6,5 pontos percentuais (de 15,1% para 21,6%). De 1991 para 2000, o avanço tinha sido de 6,1 pontos percentuais (de 9% para 15,1%).

Os sem religião, que incluem qualquer pessoa que não se identifica com nenhuma denominação e aquelas que não têm qualquer fé (ateus e agnósticos), também cresceram, de 7,9%, em 2010, para 9,3%, em 2022.

“Se a pessoa se declara sem religião, a gente registra que é sem religião, mas não tem uma pergunta que busque especificar por que motivo a pessoa se declarou sem religião”, afirma o também pesquisador do IBGE Bruno Perez.

Outro fenômeno percebido pela pesquisa foi o crescimento das religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé, que passaram de 0,3% em 2010 para 1% em 2022.

“Um movimento tem sido feito nos últimos contra a intolerância religiosa. E essas pessoas estão se colocando como umbandistas, candomblecistas, estão se voltando para essa religiosidade. A gente pode ter também uma migração das pessoas [que já seguiam essas religiões, mas] que se declaravam como espíritas ou como católicas, em função do medo ou da vergonha de se declararem como umbandistas ou candomblecistas”, destaca Maria Goreth.

Católicos

Por outro lado, os católicos apostólicos romanos recuaram no país, de 65%, em 2010, para 56,7%, em 2022. A queda da participação dos católicos no total da população do Brasil vem sendo registrada em toda a série histórica do levantamento, iniciada em 1872.

Fonte: Agência Brasil

STF descarta botar tornozeleira em Bolsonaro após Zambelli ir para EUA

O STF não cogita, ao menos por ora, determinar que o ex-presidente Jair Bolsonaro use tornozeleira eletrônica, mesmo após a deputada Carla Zambelli deixar o Brasil em meio ao julgamento que a condenou a 10 anos de prisão.

Na quarta-feira (3/6), o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, apresentou um pedido ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao ministro Alexandre de Moraes para o monitoramento eletrônico de Bolsonaro em tempo real.

O STF, contudo, trata o episódio envolvendo Zambelli como um caso individual. A conduta da parlamentar não servirá de parâmetro para providências contra o ex-presidente da República e outros réus.

“Cada caso deve ser analisado individualmente. Não há paralelo entre a situação do ex-presidente e a da deputada Carla Zambelli. Em último caso, há o mecanismo da prisão preventiva”, explicou um ministro do STF, em caráter reservado, à coluna.

Condenação no STF e viagem aos Estados Unidos

Carla Zambelli viajou para os Estados Unidos após o STF condená-la a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A defesa da parlamentar recorreu contra a decisão da Corte. A deputada respondia em liberdade até a conclusão do processo.

Fonte: Metrópoles

STF suspende sessão sobre responsabilização das redes sociais

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou nesta quarta-feira (4) a conclusão do julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários.

O julgamento foi retomado na sessão de ontem após ter sido suspenso em dezembro do ano passado por um pedido de vista feito pelo ministro André Mendonça.

No início da sessão, Mendonça adiantou que a leitura de seu voto será feita na íntegra e deve durar duas sessões. Após a leitura da primeira parte de sua manifestação, a sessão foi suspensa e será retomada hoje (5).

O ministro sinalizou que deve votar pela manutenção da validade do dispositivo do Marco Civil da Internet que prevê a responsabilização das plataformas somente em caso de descumprimento de decisões judiciais.

“É claro que quando um discurso tiver a manifesta potencialidade de causar perigo claro a terceiros, descortina-se a possibilidade de responsabilização do emissor”, disse.

O ministro também defendeu que a liberdade de expressão deve prevalecer na manifestação de ideias.

“O que não se pode perder de vista é que a liberdade de expressão vem em socorro do discurso contrário, da fala áspera, do comentário crítico, por vezes até antiético e imoral, quando não verdadeiro, comentou.

André Mendonça também criticou o que chamou de “protagonismo do Judiciário” para tratar de regras sobre a responsabilidade das redes sociais.

“Penso que ao assumir maior protagonismo de questões que deveriam ser objeto de deliberação por parte do Congresso Nacional, o Poder Judiciário acaba contribuindo, ainda que não intencionalmente, para a sensação de desconfiança hoje verificada em parcela significativa da nossa sociedade. É preciso quebrar esse ciclo vicioso”, completou.
A Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

De acordo com o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.

Votos

Até o momento, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, e os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux já proferiram votos sobre a questão.

Para Barroso, as redes devem retirar postagens com conteúdo envolvendo pornografia infantil, suicídio, tráfico de pessoas, terrorismo e ataques à democracia.  Pela proposta, a medida deve ser tomada após as empresas serem notificadas pelos envolvidos.

Contudo, no entendimento do ministro, a remoção de postagens com ofensas e crimes contra a honra dos cidadãos só pode ocorrer após decisão judicial, ou seja, como ocorre atualmente.

Toffoli e Fux também votaram a favor da responsabilização das plataformas, mas em maior extensão. De acordo com os ministros, as plataformas devem retirar, após notificação extrajudicial, conteúdos considerados ilegais, como mensagens com ataques à democracia, incitação à violência, racismo, entre outras.

Fonte: Agência Brasil

Lula sanciona lei que reajusta salários de servidores, com impacto fiscal de mais R$ 73 bilhões

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que reestrutura carreiras do funcionalismo público e promove reajuste de salário de servidores federais. A norma é resultado da aprovação de projeto de lei pelo Congresso Nacional na semana passada e está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 3.

Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, as estimativas de impacto orçamentário das mudanças, que foram propostas pelo Poder Executivo inicialmente por meio de medida provisória, são de R$ 17,99 bilhões para 2025, R$ 26,76 bilhões para 2026 e R$ 29,17 bilhões para 2027.

O texto aprovado pelos parlamentares e agora sancionado por Lula repete, basicamente, o conteúdo da medida provisória que foi editada pelo governo no fim do ano passado e perdeu validade no início de junho, sendo substituída por um projeto de lei.

A MP formalizou 38 acordos firmados com as carreiras civis do funcionalismo federal ao longo de 2024 e consolidou novos salários para 2025 e 2026, abrangendo 100% dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da União.

Antes de passar pelo Senado, o texto havia sido aprovado na semana anterior pela Câmara dos Deputados após ser fatiado. Na Casa, foram retirados do projeto trechos que tratavam de pontos relacionados a uma reforma administrativa na estrutura de cargos públicos.

As medidas excluídas previam, por exemplo, propostas sobre progressão de carreira e mecanismos de avaliação de desempenho. Agora, esses temas passarão a ser discutidos por um Grupo de Trabalho (GT) da reforma administrativa.

A lei sancionada cria a Carreira de Desenvolvimento Socioeconômico, a Carreira de Desenvolvimento das Políticas de Justiça e Defesa e a Carreira de Fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários; altera a remuneração de servidores e empregados públicos do Poder Executivo federal; altera a remuneração de cargos em comissão, de funções de confiança e de gratificações do Poder Executivo federal; reestrutura cargos efetivos, planos de cargos e carreiras; padroniza e unifica regras de incorporação de gratificações de desempenho; transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos, em cargos em comissão e em funções de confiança; e altera a regra de designação dos membros dos conselhos deliberativos e fiscais das entidades fechadas de previdência complementar.

Fonte: IstoÉ

Justiça bloqueia R$ 23,8 milhões de suspeitos de fraude contra INSS

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta segunda-feira (2) que a Justiça Federal em Brasília determinou o bloqueio de R$ 23,8 milhões em bens de investigados pela fraude em descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o órgão, os valores serão usados para o ressarcimento das vítimas.

A indisponibilidade de bens e ativos financeiros foi determinada pela juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, e envolve os bens e ativos financeiros de duas empresas e os respectivos sócios.

No mês passado, a AGU pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões de 12 entidades associativas e 60 dirigentes. Por determinação da juíza, o caso foi fatiado em 15 ações para facilitar a análise dos pedidos.

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

As ações judiciais fazem parte do trabalho do grupo especial montado pela AGU para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados

Fonte: Agência Brasil

Pastor de SC morre enquanto pregava em culto transmitido ao vivo na internet

Um pastor morreu enquanto pregava em uma igreja pentecostal na noite desse sábado, 31.

O culto estava sendo transmitido online quando Sérgio Carvinho, de 47 anos, passou mal e caiu de joelhos atrás do púlpito onde discursava. Fiéis tentaram socorrê-lo após a queda.

No trecho retirado de uma transmissão online, Sérgio aparece pregando em uma unidade da Igreja Pentecostal Deus é Amor.

Ele era de Turvo, em Santa Catarina, mas tinha sido convidado para discursar em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Após o ocorrido, a Igreja Deus É Amor publicou nota em que lembrou que o pastor era “um homem de Deus que combateu o bom combate até o fim”. Sua partida deixa um vazio, mas também uma inspiração de fé, esperança e dedicação ao Reino de Deus”.

Nas redes sociais, Carvinho publicava a rotina como pastor e cantor da dupla evangélica Rogério Marques & Sérgio. Sua última foto foi publicada por ele em 27 de abril. “Um dia de cada vez”, escreveu na legenda.

Nos comentários, amigos e fiéis lamentaram a perda. “Ainda em choque com a sua passagem. Que Deus conforte a família”, escreveu uma internauta. “Grande amigo. Deixou saudades e um lindo legado”, lamentou outra.

Fonte: Terra

Mulher aciona Justiça após virar alvo de chacota no trabalho por pedir licença-maternidade para cuidar de bebê reborn

Uma mulher pediu licença-maternidade para cuidar de um bebê reborn em Salvador, foi alvo de chacota dos colegas de trabalho e entrou na Justiça pedindo indenização, mas, com a repercussão negativa do caso, a ação judicial não prosseguiu.

Tudo aconteceu em dois dias. Na terça-feira (27), a ação foi protocolada no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-BA). Na quinta (29), após a notícia se espalhar nas redes sociais, os advogados desistiram da ação por conta das críticas recebidas.

A defesa da funcionária informou que o principal ponto da ação não era a concessão de licença-maternidade, mas sim os constrangimentos que a mulher teria sofrido no ambiente de trabalho.

Segundo o documento, a mulher trabalha desde 2020 como recepcionista de uma empresa localizada no centro de Salvador. Ela solicitou a licença-maternidade de 120 dias, além do recebimento do salário-família, para poder cuidar do boneco hiper-realista, que considera como filha.

A empresa negou o pedido sob os argumentos de que a funcionária não é “mãe de verdade”. A mulher também teria sido constrangida diante de colegas, pois um superior informou que ela “precisava de psiquiatra, não de benefício”.

Na ação, a defesa da funcionária argumentava sobre as ofensas que a mulher sofreu na empresa. Para os advogados, a maternidade vai além da biologia e os cuidados com a bebê reborn requerem o “mesmo investimento psíquico e [o] mesmo comprometimento afetivo que toda maternidade envolve”.

Mulher exige pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil

A funcionária exigia uma indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, afirmando ter sofrido um “abalo psíquico profundo” após ter a maternidade deslegitimada. Além disso, ela pedia indenização por considerar que foi exposta ao ridículo e privada de direitos. O argumento apresentado pela defesa da funcionária foi de que, ao submetê-la à exposição vexatória, a empresa rompeu a relação de boa-fé entre patrão e funcionário.

Ainda conforme a ação trabalhista, a mulher pedia também a rescisão indireta de seu contrato com a empresa. Com isso, ela teria acesso à liberação do FGTS, da multa de 40% e das guias para habilitação no seguro-desemprego.

Fonte: G1

Desaprovação a Lula volta a subir e atinge 53,7%, maior índice da série, diz pesquisa

A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir e atingiu a maior marca da série histórica, segundo a nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira, 30.

O índice de quem não aprova a gestão do petista chegou a 53,7%. No início da medição, em janeiro de 2024, quando o presidente estava há um ano no Palácio do Planalto, a porcentagem era de 45,4%. São, atualmente, 45,4% os que o aprovam, e 0,7% não souberam responder.

O levantamento é o primeiro do instituto após o escândalo das fraudes nas aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que abalou a imagem do governo. Entre março e abril, quando a pesquisa foi repetida, a desaprovação caiu 3,5 pontos porcentuais, chegando em 50,1%, primeiro período em que o índice, que estava em ascendência desde abril de 2024, recuou.

O escândalo motivou uma troca no comando do Ministério da Previdência Social, a saída do PDT da base do governo e vem sendo explorado amplamente pela oposição nas redes sociais. Uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso investigará os desvios, e deve ser composta por integrantes da “tropa de choque” do PL.

Um dos questionamentos feitos aos entrevistados foi a opinião deles sobre quais são os maiores problemas do Brasil atualmente. “Corrupção”, resposta de 47% dos entrevistados no mês passado, saltou para 60%, liderando a lista. Em segundo lugar, ficou “criminalidade e tráfico de drogas”, que era considerado o maior problema desde janeiro.

Os entrevistados também foram questionados qualitativamente sobre como avaliam a gestão de Lula. Os que consideram “ruim ou péssima” são 52,1%, enquanto 41,9% acham que o trabalho desempenhado pelo presidente é “ótimo ou bom” – 6% avaliaram como “regular”.

A pesquisa ouviu 4.399 brasileiros entre os dias 19 e 23 de maio. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro de 1 ponto porcentual.

Fonte: Estadão

Alckmin passa mal e é internado às pressas em Brasília

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi internado nesta quinta-feira, 29, às pressas no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, após sentir um mal estar.

Em nota, a assessoria do vice-presidente informou que ele passou por consulta médica nesta manhã depois de ter apresentado um quadro de enjoo e dores abdominais.

“O vice-presidente da República e ministro, Geraldo Alckmin, passou por consulta médica, na manhã de hoje, no hospital Sírio-Libanês, em Brasília, após ter apresentado um quadro de enjoo e de dores abdominais”, disse.

Alckmin segue internado no Sírio-Libanês, onde passará por uma série de exames. “O vice-presidente realizou exames preliminares que sugerem uma inflamação intestinal, os quais serão complementados à tarde, pela equipe médica que o está assistindo”, concluiu.

Fonte: Terra

MC Poze é preso por apologia ao crime e envolvimento com tráfico de drogas

O cantor MC Poze do Rodo foi preso por suspeita de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas na madrugada desta quinta-feira (29) dentro de casa, em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro. Ele foi levado por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Segundo a investigação, o funkeiro fazia shows exclusivamente em locais dominados pela facção Comando Vermelho (CV). Ainda neste mês, ele virou alvo da polícia após viralizar nas redes sociais vídeos de supostos traficantes ostentando armas durante seus shows na Cidade de Deus, na Zona Oeste da capital fluminense.

Nas gravações, feitas por supostos traficantes, é possível ver homens segurando armas de grande porte enquanto o artista se apresenta.

O repertório das músicas de Poze “faz clara apologia ao tráfico de drogas e ao uso ilegal de armas de fogo” e “incita confrontos armados entre facções rivais, o que frequentemente resulta em vítimas inocentes”, diz o relatório da DRE, segundo o g1 Rio.

A canção “Homenagem Pra Tropa do Rodo” cita, por exemplo, “os menor [que] quebrava tudo de AK e de Glock” e termina dizendo que os envolvidos “nunca vão ser esquecidos”, “Valeu, guerrilheiro. Que morreu metendo bala pelo Comando Vermelho”, finaliza.

Fonte: Correio

Polícia Federal prende grupo suspeito de espionagem e assassinatos por encomenda

A Polícia Federal prendeu um grupo suspeito de espionagem e assassinatos por encomenda.

Os agentes cumpriram cinco mandados de prisão. Em Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, onde os policiais encontraram armas.

A ação desta quarta-feira (28) é um desdobramento de outro caso que apura o assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá, em 2023.

Segundo a PF, a investigação apontou a existência de uma organização criminosa, formada por civis e militares. Os alvos são os mesmos que, de acordo com a polícia, participaram da execução do advogado.

– O produtor rural Aníbal Manoel Laurindo — apontado pela Polícia Civil de Mato Grosso como mandante do assassinato.

– Coronel Luiz Caçadini: suspeito de ser o financiador.

– Antônio Gomes da Silva: suspeito de ser o atirador.

– Hedilerson Barbosa: suspeito de ajudar no crime.

– E Gilberto Louzada da Silva, cuja participação não foi detalhada pela polícia.

Segundo os investigadores, o grupo se autointitulava “Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos”, como aparece na reprodução do emblema que eles usavam em coletes.

Um documento apreendido pela investigação descreve a estrutura de administração, pessoal, equipamentos, comunicações e custos para uma suposta ação criminosa.

O papel traz ainda uma espécie de tabela com a classificação de quanto o grupo supostamente cobraria para cometer assassinatos por encomenda. O assassinato de ministros do Judiciário, por exemplo, custaria R$ 250 mil.

Esta foi a sétima fase da Operação Sisamnes, que apura suspeitas de venda de sentenças no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça. A investigação teve início a partir do conteúdo do celular do advogado Zampieri, apreendido na cena do crime, há quase dois anos.

A defesa do coronel Luiz Caçadini afirmou que não foi encontrado qualquer elemento ilícito relacionado aos acusados nas buscas feitas em Minas Gerais.

As defesas de Aníbal Manoel Laurindo e Hedilerson Barbosa disseram que vão se manifestar depois de ter acesso ao conteúdo da operação da Polícia Federal.

O Jornal Nacional não conseguiu contato com as defesas de Antônio Gomes da Silva e Gilberto Louzada da Silva.

Fonte: Jornal Nacional

INSS: STF adia julgamento da revisão da vida toda para junho

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar, na segunda-feira (26/5), o julgamento da chamada “revisão da vida toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Além disso, ele não será mais realizado no plenário físico da corte, como estava previsto anteriormente.

A sessão para apreciar o caso estava marcada para esta quarta-feira (28/5). A Corte, no entanto, definiu que o julgamento ocorrerá no Plenário Virtual do STF, no período entre 6 e 13 de junho deste ano.

A revisão da vida toda é uma ação judicial por meio da qual os aposentados do INSS pedem para que sejam contabilizadas na conta que define o valor da aposentadoria todas as contribuições, inclusive as feitas em outras moedas, antes do Plano Real. No Plenário Virtual, os ministros do STF não verbalizam o voto, eles apenas apresentam a decisão por escrito.

Em fevereiro deste ano, o caso estava em julgamento no Plenário Virtual. No entanto, o ministro Dias Toffoli pediu destaque de recurso contra decisão que derrubou a chamada “revisão da vida toda”, o que levaria o caso para o plenário físico. Apesar disso, com a última decisão de Moraes, o caso retorna, portanto, ao Plenário Virtual.

O julgamento ocorre no âmbito do Recurso Extraordinário (RE) 1276977, com repercussão geral (Tema 1102). A ação do caso foi ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), que questionou alterações na Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.213/1991) inseridas pela Lei nº 9.876/1999.

Fonte: Metrópoles

Marina abandona sessão tensa após senador dizer que ela não merece respeito

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, abandonou hoje uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado após uma série de embates tensos, inclusive com senadores da base do governo Lula (PT), e de ofensas machistas.

Marina levantou e foi embora após senador ofendê-la. Plínio Valério (PSDB-AM), que já é alvo de representação no Conselho de Ética por dizer que gostaria de enforcar a ministra, disse que ela não merecia respeito. “Olhando para a senhora, estou falando com a ministra, e não com uma mulher”, começou. “Eu sou as duas coisas”, respondeu Marina. “A mulher merece respeito, a ministra, não”, rebateu ele.

“Ou ele me pede desculpa, ou eu vou me retirar”, condicionou Marina. Plínio Valério quis continuar a discussão, então ela recolheu seus papéis e foi embora. A sessão foi encerrada logo em seguida.

Marina foi chamada à comissão para discutir a criação de unidades de preservação marinha na costa de estados amazônicos, projeto que foi criticado por senadores do PSD, legenda da base do governo, Lucas Barreto (AP) e Omar Aziz (AM), que têm interesse na exploração da região.

Embate com Plínio Valério aconteceu logo após o presidente da comissão, o senador Marcos Rogério (PL-RO), falar para a ministra “se pôr no seu lugar”. Rogério silenciou o microfone de Marina várias vezes durante a sessão, mas ela continuou falando.

O senador apontou suposta falta de modos da ministra. “Essa é a educação da ministra Marina Silva, ela aponta o dedo e…”, ironizou. “Você gostaria que eu fosse uma mulher submissa, e eu não sou”, respondeu Marina.

Fala gerou confusão e gritaria. Marina chegou a pegar a mão do senador, que acenava fazendo sinal de “não”, e abaixá-la. Eliziane Gama (PSD-MA) uma das duas únicas senadoras mulheres presentes na sessão, disse que o presidente da comissão estava desrespeitando a ministra e que o comportamento dele era absurdo.

Outro embate foi com o senador Omar Aziz, que culpou a ministra pela aprovação do projeto que desmonta regras do licenciamento ambiental. “A culpa da lei aprovada é da senhora”, disse. “Cada um que votou aqui que assuma sua própria responsabilidade”, rebateu Marina. Os dois também trocaram acusações sobre o atraso da reconstrução da BR-319, que ligaria Manaus a Porto Velho. A estrada tem 918 km de extensão —desses, 885 km cortam a floresta amazônica. Pesquisadores temem que a pavimentação facilite o desmatamento ilegal da região.

Aziz atribuiu mortes por falta de oxigênio no Amazonas durante a pandemia de covid-19 à demora na pavimentação da estrada. Já Marina disse que é usada como “bode expiatório”, que deixou o governo em 2008 com esse debate encaminhado e que, nos 15 anos em que esteve longe do ministério, a questão não avançou. “Durante 15 anos, continuei sendo usada como bode expiatório para esconder a incompetência dos que fazem promessas e não cumprem”, disse. Aziz, então, questionou se a ministra estava dizendo que o presidente Lula é incompetente. Ela se enfureceu com a sugestão, pedindo que o ministro não colocasse palavras em sua boca.

Discussão ilustra divisão dentro do governo na questão ambiental. O presidente da comissão, Marcos Rogério, disse a Marina e Aziz que convocassem uma reunião da base do governo para se resolverem. “Acho que o governo Lula tem dois governos, ou três”, declarou Rogério.

Fonte: UOL