Sumiço de soldado com fuzil: jovem é presa e confessa ter ajudado rapaz a fugir de quartel em Recife, diz Exército

Uma jovem foi presa pelo Exército após confessar ter ajudado o soldado Pedro Gabriel Bezerra, de 20 anos, a fugir do quartel de onde sumiu na madrugada do sábado (17). O rapaz, que trabalhava como sentinela, desapareceu levando consigo um fuzil e 20 munições. Ele atuava no 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, na Zona Sul do Recife.

Nesta terça-feira (20), o Comando Militar do Nordeste (CMNE) afirmou que a jovem foi alvo de um mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão na segunda-feira (19). Em depoimento, ela afirmou que esteve com o soldado após a fuga do quartel.

A jovem não é militar. O g1 e a TV Globo questionaram o CMNE sobre a relação dela com o soldado e o local onde foi cumprido o mandado, mas não obteve resposta.

O Comando Militar afirmou somente que “está empenhado na localização do militar e na recuperação do material, em conjunto com os Órgãos de Segurança Pública, sempre respeitando o princípio da legalidade”.

O órgão também afirmou que desde o domingo (18) é realizada uma ação integrada para localizar o rapaz, entre o Exército e a Secretaria de Defesa Social, e divulgou dois canais para receber denúncias sobre o paradeiro de Pedro Gabriel:

WhatsApp: (81) 99157.3839
Telefone: 0800.358.0008 (ligação gratuita)

Investigação

Pedro Gabriel Bezerra desapareceu após sair do 7º Depósito de Suprimento durante o serviço de sentinela do quartel. O sumiço do soldado foi percebido por volta das 2h do sábado (17).

Segundo o advogado Jario Santos, que defende a família do rapaz, não há imagens de câmeras de segurança que mostrem o rapaz saindo do quartel, nem sequer confirmação de que ele tenha deixado o local.

A mãe dele, Tamires Ferreira, contou que o jovem está há quase dois anos de serviço no quartel e voltou das férias na quarta-feira (14). Ainda de acordo com ela, o rapaz não demonstrou comportamento estranho.

Na sexta-feira (16), Tamires percebeu que o WhatsApp de Pedro Gabriel estava sem a foto do perfil. Ela também disse que o filho não respondeu mais à sua mensagem de “boa noite”, como costumava fazer. No dia seguinte, um sargento entrou em contato com ela falando do sumiço do soldado.

Em nota, a Polícia Militar (PM) afirmou que “está apoiando o Exército Brasileiro nas buscas”. A Polícia Civil informou que “registrou a ocorrência de desaparecimento”, que é investigada pela Delegacia de Pessoa Desaparecida do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste de Recife.

Fonte: G1

Real Time Big Data: Flávio tem 52% dos votos válidos; Lula, 48%

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentam um cenário de empate técnico dentro do limite da margem de erro na simulação de segundo turno em votos válidos. As informações são do levantamento do instituto Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (20).

Desconsiderando votos brancos e nulos neste recorte específico, Flávio Bolsonaro alcança 52% das intenções de voto. O atual presidente soma 48% da preferência do eleitorado, indicando que os dois candidatos podem se igualar na marca dos 50% devido à margem de erro de dois pontos percentuais.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 15 a 19 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02952/2026.

Fonte: CNN

TSE dá 24h para Meta provar igualdade entre campanhas de Lula e Flávio, sob pena de multa

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Bellizze deu um prazo de 24h para a Meta, big tech responsável por plataformas como Instagram e WhatsApp, provar que está cumprindo as decisões da Corte sobre neutralidade e transparência, sem favorecer as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), por meio de sua inteligência artificial.

O tratamento igualitário entre os candidatos já havia sido determinado pelo TSE na semana passada. Entretanto, ao responder ao tribunal, a Meta informou que precisaria ampliar o prazo para entregar os dados e fazer mudanças.

Caso a empresa descumpra a determinação, terá de pagar uma multa diária que pode chegar a R$ 1 milhão.

A medida atende a um pedido feito pelas coligações dos dois candidatos à Presidência, que alegam prejuízos nas redes sociais.

Durante esse prazo, a Meta terá de apresentar informações como a interrupção de restrições indevidas, comprovação documental de falhas técnicas e explicação em português sobre os dados exibidos.

Suposto favorecimento a Flávio

Na quinta-feira (15), a empresa de tecnologia já havia sido notificada a pagar multa de R$ 500 mil por dia caso não aplicasse os mesmos critérios às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro em suas plataformas.

A campanha do petista relatou que sua conta de anúncios foi desativada em setembro e que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, recusava pedidos de imagens de Lula, mas gerava peças favoráveis a Flávio.

Filtro para todos

Em nota divulgada no último sábado (17), a Meta classificou como falsas as acusações sobre restrição de alcance e afirmou cumprir as normas eleitorais.

Procurada pelo R7, a empresa disse, em nota, que aplicou filtros a todos os candidatos, programando o sistema para que não produza imagens de nenhum deles.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”, declarou a empresa.

Fonte: R7

Governo antecipa calendário do Bolsa Família com reajuste antes do segundo turno

O governo antecipou o calendário do Bolsa Família de outubro para todo o país, na reta final antes do segundo turno das eleições 2026. Nesta segunda-feira, 19, os benefícios também começam a ser pagos com o reajuste de 15,04% anunciado pelo governo Lula.

Com a alteração no calendário, todos os beneficiários do país receberão até esta quarta-feira, 21, quatro dias antes do segundo turno, marcado para este domingo, 25. A antecipação também está prevista para os pagamentos de novembro e dezembro.

A mudança no calendário foi justificada pelo governo como uma medida preventiva diante de riscos associados ao El Niño, fenômeno climático que pode provocar seca em algumas regiões e chuvas intensas em outras.

Os depósitos seguem de forma escalonada ao longo do mês, de acordo com o último dígito do NIS (Número de Identificação Social), e terminariam no próximo dia 30 se não houvesse antecipação.

Veja o novo calendário de pagamento do Bolsa Família em outubro

Final 1 – 19 de outubro (segunda-feira)

Final 2 – 20 de outubro (terça-feira)

Finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0 – 21 de outubro (quarta-feira)

A liberação dos pagamentos no primeiro dia do calendário já era adotada para famílias que vivem em municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou calamidade pública. A novidade é estender a concentração dos depósitos a todos os beneficiários.

O reajuste anunciado em setembro aumentou o repasse mínimo por família de R$ 600 para R$ 691. Também foram corrigidos os valores de parcelas adicionais do programa.

Fonte: Folha de S. Paulo

Primeiro debate entre Flávio e Lula é marcado por ataques e provocações

O primeiro debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, foi marcado por uma série de ataques, muitas provocações e poucas propostas.

Troca de acusações e corrupção

Logo no início do primeiro bloco, Flávio citou diversas vezes a lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A empresária atacou o presidente sábado, em entrevista à CNN Brasil, e alegou que o filho do presidente se reunia frequentemente com ministros do governo.

O presidente respondeu que Roberta “é um problema da Polícia Federal”, disse que seu filho vai prestar depoimento e “não vai se esconder”. Provocado sobre o filho, o presidente mencionou o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. “Seu irmão está foragido nos EUA tramando contra o Brasil”, disse ao adversário,

Lula questionou Flávio repetidas vezes por ter pedido R$ 134 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para supostamente bancar a produção de Dark Horse, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro. “O que você fez com esse dinheiro? É só explicar. Onde você colocou esse dinheiro?”, perguntou.

Lula também trouxe casos do passado de Flávio. Citou, por exemplo, que o filho do ex-presidente atuou como advogado do policial militar Bruno Delaroli, acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, de 5 anos, em 2021. Também mencionou a ocasião em que Flávio concedeu homenagem ao miliciano Adriano da Nóbrega e empregou familiares dele em seu gabinete na Alerj. Citou ainda o apoio do senador a um projeto de lei que eliminaria a exigência de marcação das munições, o que dificulta o rastreamento.

Flávio afirmou que Lula teve mais votos entre presidiários, e Lula ironizou: ‘Seu pai votou em mim’. Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado e não pode votar. No Brasil, apenas presos provisórios têm direito ao voto.

Em outro momento, Flávio pediu para Lula ficar do lado dele para “conversar junto”, mas Lula rejeitou. “Não quero ficar perto de você. Da família Bolsonaro eu quero distância. De miliciano eu quero distância.”

Segurança Pública

Flávio afirmou que, se eleito, vai “declarar guerra ao narcoterrorismo”, classificar facções como organizações terroristas e aumentar o tempo de prisão para os líderes de organizações criminosas. Ele prometeu recuperar “cada metro” dos territórios ocupados pelo crime organizado, mas não detalhou como. Também propôs criar o programa “Smart Brasil”, inspirado no Smart Sampa da Prefeitura de São Paulo, com instalação de câmeras nas ruas para identificar criminosos.

Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança no Congresso e a criação do Ministério da Segurança Pública para que a União possa coordenar ações com governos estaduais e prefeituras. Ele repetiu um bordão usado ao longo da campanha: “Para o trabalhador e para a comunidade de proteção, para o bandido prisão.”

Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança no Congresso e a criação do Ministério da Segurança Pública para que a União possa coordenar ações com governos estaduais e prefeituras. Ele repetiu um bordão usado ao longo da campanha: “Para o trabalhador e para a comunidade de proteção, para o bandido prisão.”

Saúde

Flávio propôs estabelecer o “Padrão Einstein” no SUS, hospital anteriormente presidido pelo médico Claudio Lottenberg, anunciado como ministro da Saúde em um eventual governo. Apresentou como principal medida a criação de um prontuário eletrônico unificado interligado pelo CPF para facilitar o direcionamento correto de pacientes e consultas via telemedicina.

Lula reagiu, lembrando das mais de 700 mil mortes na pandemia de covid-19, no governo Bolsonaro, e do atraso na entrega das vacinas contra a doença. O candidato do PL fez um mea-culpa sobre o governo do pai, disse que a saúde não foi a área técnica com melhor resultado, mas afirmou que Lula foi imunizado com as vacinas compradas durante a gestão Bolsonaro.

O presidente ainda questionou se o “padrão Einstein” seria um pretexto para privatizar o SUS. Defendeu a expansão do programa Mais Médicos, a reconstrução e parcerias nos hospitais federais do Rio de Janeiro e a garantia de medicamentos gratuitos de uso contínuo, além de metas para diagnósticos rápidos de câncer.

Relação com os EUA e política externa

Lula acusou Flávio e aliados de conspirarem contra as instituições brasileiras no exterior. “O seu irmão [Eduardo Bolsonaro] está foragido nos Estados Unidos tramando contra o Brasil, pedindo intervenção do Trump no Brasil.”

O presidente também mencionou um míssil inflável levado à manifestação bolsonarista ontem, na Avenida Paulista, com uma mensagem que pedia a Donald Trump um ataque nuclear contra o Brasil. “O que vocês estão fazendo é trair a pátria”, disse.

Lula acusou o adversário de ter pressionado para que os EUA taxassem o Brasil e de ter pretensão de entregar terras raras aos americanos, e perguntou sobre a relação com o presidente da Argentina, Javier Milei.

O candidato do PL citou laços do governo com regimes autoritários de esquerda. “E o seu amigo, que é o Ortega da Nicarágua, um ditador? E o seu amigo, que é o Maduro, que está preso? Esses são seus amigos? Você mandou o seu vice-presidente para visitar a posse do ditador do Irã?.”

O presidente também mencionou um míssil inflável levado à manifestação bolsonarista hoje, na Avenida Paulista, com uma mensagem que pedia a Donald Trump um ataque nuclear contra o Brasil. “O que vocês estão fazendo é trair a pátria”, disse.

Lula acusou o adversário de ter pressionado para que os EUA taxassem o Brasil e de ter pretensão de entregar terras raras aos americanos, e perguntou sobre a relação com o presidente da Argentina, Javier Milei.

O candidato do PL citou laços do governo com regimes autoritários de esquerda. “E o seu amigo, que é o Ortega da Nicarágua, um ditador? E o seu amigo, que é o Maduro, que está preso? Esses são seus amigos? Você mandou o seu vice-presidente para visitar a posse do ditador do Irã?.”

Fim da escala 6×1

O tema foi levantado inicialmente por Lula como uma contradição do adversário. Flávio vinha se posicionando contra o fim da escala 6×1, mas recuou e votou a favor no Senado. Ele afirmou que mudou de opinião após ouvir a população.

“Por que eu votei a favor pra acabar com a escala seis por um? Eu rodei esse Brasil inteiro, eu ouvi você, trabalhador […] Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que, se for convencida, posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros.”

O presidente ironizou a mudança de postura do adversário, apontando que Flávio sempre esteve distante das pautas trabalhistas. “O meu adversário, ele conhece ônibus por literatura, porque ele nunca entrou no ônibus. Ele conhece trabalhador por literatura, porque ele nunca conversou com o trabalhador. Aliás, ele nunca trabalhou. Nunca trabalhou.”

Fonte: UOL

Motociclista morre em colisão com carro na BR-116, em Salgueiro

Um motociclista morreu na noite deste sábado, 17, após ser atingido por um carro no km 19 da BR-116, em Salgueiro.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a suspeita é de que o carro invadiu a contramão e colidiu com a moto da vítima, um mecânico identificado apenas como ‘Cicinho’.

O motorista foi submetido a um teste do bafômetro, que acusou 0,43 mg/l de álcool no organismo, o que configura crime de trânsito. Ele não ficou ferido.

Com o resultado do teste, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Salgueiro, que abriu inquérito para investigar o acidente.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Delator diz que Vorcaro omitiu que dinheiro enviado aos EUA iria para filme sobre Bolsonaro

O empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, disse à Polícia Federal, em delação premiada, que não foi informado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, de que transferências a um fundo dos Estados Unidos seriam usadas para bancar o filme Dark Horse, sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Um dos responsáveis por fazer remessas financeiras e conseguir dinheiro vivo para o dono do Master, Mineiro afirmou que não teve contato com autoridades políticas na operação, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente. Disse ainda que tentou, sem sucesso, recuperar o investimento quando descobriu o destino.

A PF pondera que há aparentes contradições entre o que diz Mineiro e documentos obtidos na investigação. O órgão pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) mais 90 dias para aprofundar a análise.

Como mostrou o site The Intercept Brasil, Flávio negociou diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro o repasse.

Em depoimento à PF, Mineiro afirmou que a operação foi apresentada como oportunidade de investir em fundo voltado ao desenvolvimento de empreendimentos imobiliários nos Estados Unidos, especialmente nos estados do Texas e da Flórida, associado a empresa de Paulo Calixto, advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Ainda declarou que “em momento algum lhe foi informado que os recursos se destinavam ao financiamento de um filme ou cinebiografia”. Mineiro disse à PF que não aceitaria participar de uma operação “com esse viés em razão do elevado risco reputacional para seu portfólio de empresas”.

O depoimento foi dado em 1º de outubro. Ele disse que a demanda para transferir US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 62 milhões) ao exterior partiu de Fabiano Zettel e foi confirmada por Vorcaro. Segundo a PF, a previsão era de repassar ao filme, no total, US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões).

Mineiro fez os repasses por meio da Entre Investimentos para o fundo Havengate, que é administrado por Paulo Calixto. O delator disse que soube do “verdadeiro propósito do fundo e da destinação dos recursos” por informações divulgadas pela imprensa. Também declarou que pediu o “resgate integral dos valores” transferidos e a apresentação do balancete demonstrativo dos investimentos do fundo, mas não obteve resposta dos gestores.

O delator afirmou que os aportes foram custeados por saques da conta garantida no Banco Master, venda de ativos e caixa próprio.

A PF afirma que, em análise preliminar, os documentos confirmam os valores e instituições envolvidas, mas que existem “pontos que divergem do depoimento ou que merecem aprofundamento”. Os investigadores destacam, entre outras divergências, que há uma carta-acordo dirigida à Entre Investimentos que estabelece compromisso de aporte de US$ 24 milhões e menciona a produção de um filme.

A PF também afirma que, segundo planilha de controle dos repasses, o primeiro aporte não foi custeado por saque da conta garantida no Banco Master ou outras fontes declaradas por Mineiro. Na véspera da primeira remessa, a conta da Entre recebeu depósito de R$ 12 milhões da Super Empreendimentos, segundo a polícia.

Os investigadores também mencionam fragilidades em documentos de comprovação dos pagamentos. Citam a ausência de papéis de parte das remessas, entre outros pontos.

Procurados, a campanha de Flávio, a assessoria de Vorcaro e Calixto ainda não se manifestaram.

A PF também afirma que os documentos analisados “não permitem identificar as contas bancárias de origem dos recursos remetidos pela Go UP”, produtora do filme, “limitando-se à demonstração dos valores ingressados, das contas beneficiárias e das características das operações de câmbio realizadas”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Valores negociados por Metrópoles com Vorcaro somam R$ 51,9 milhões, diz jornal

O portal Metrópoles chegou a negociar ao menos R$ 51,9 milhões em pagamentos com Daniel Vorcaro, em 2024 e 2025, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a partir da análise de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-dono do Banco Master.

A partir dos diálogos citados, não é possível inferir quanto desse montante foi efetivamente pago ao portal pelas empresas do ex-banqueiro.

Procurado pela Folha, o Metrópoles confirmou os diferentes valores citados pelo jornal, que totalizam R$ 51,9 milhões, mas afirmou ter recebido apenas R$ 26,9 milhões, devido à liquidação do Master, ocorrida em 2025.

Para chegar a esse valor, a reportagem cita diferentes mensagens trocadas por Vorcaro com Ana Lúcia Matos, que ocupava o cargo de superintendente de comunicação e marketing do Master. Parte das quantias citadas pela reportagem já tinha vindo a público anteriormente.

Em julho de 2024, Ana menciona dois projetos de educação financeira que, juntos, teriam custado cerca de R$ 900 mil. Eles foram fechados com o portal por meio de Kovr e Will Bank, empresas do Grupo Master.

Na sequência, em dezembro de 2024, ela submete a Vorcaro um cronograma de pagamentos de R$ 20 milhões que seriam feitos em quatro parcelas, de janeiro a outubro de 2025.

Já em junho de 2025, foi enviada uma proposta a Vorcaro pela CEO do Metrópoles, Lilian Tahan, tratando do patrocínio da transmissão da Série D do Campeonato Brasileiro de futebol. Segundo as mensagens de Ana, o valor negociado foi de R$ 6 milhões.

“A Lilian me ligou junto com Luis Estevão para explicar sobre uma iniciativa de patrocínio série D futebol, 6 mi. Vamos fazer?”, perguntou Ana em outra mensagem.

Mais à frente, em agosto de 2025, outra conversa de Ana com Vorcaro faz referência a um projeto negociado com o Metrópoles, no total de R$ 25 milhões. Segundo uma das mensagens, ele foi parcelado em cinco vezes e há indicativo de que ele teria tido ao menos uma das parcelas pagas.

“Estamos pagando 6 milhões parcelados do projeto da série D + 25mm do último projeto. Esse em 5x. Desse último, vamos pagar essa semana a 2a parcela”, escreveu Ana a Vorcaro, ainda segundo o jornal.

“Ocorre que o Master foi liquidado e nenhum pagamento foi feito. Portanto, o Metrópoles recebeu [R$] 26,9 milhões do grupo Master/WillBank e não os alardeados [R$] 52 milhões”, diz a nota na sequência.

Quanto aos demais valores, o site afirma que os R$ 900 mil se referiam a projetos de educação financeira; o de R$ 20 milhões, a campanhas publicitárias; e o de R$ 6 milhões, a transmissões da Série D.

“Os [R$] 20 milhões consistiam em campanhas publicitárias, no momento em que o Master, em negociações com o BRB, buscava fortalecer a imagem e divulgar os serviços do Banco. Semelhantes iniciativas ocorreram em outros veículos de comunicação, a exemplo da TV Globo, Record, Band, Veja, SBT, Estadão e a própria Folha de S.Paulo.”

Em abril, o jornal O Estado de S. Paulo já tinha revelado que, segundo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), o Master tinha pago R$ 27,28 milhões ao Metrópoles, de 2024 a 2025.

Procurado à época pela reportagem, o ex-senador Luiz Estevão, dono do portal, afirmou na ocasião que esses valores diziam respeito a patrocínios de futebol e “divulgação de conteúdo publicitário e marketing das marcas” do Master e do Will Bank, instituição liquidada que pertencia ao mesmo conglomerado.

Reportagem do UOL, reproduzida pela Folha na última quinta-feira (15), mostrou que Vorcaro editava textos do site Metrópoles antes de irem ao ar —ao menos 14 textos foram enviados previamente ao ex-banqueiro, sendo 11 deles alterados.

Em uma das mensagens a Ana Matos, Vorcaro se referiu às negociações com o Metrópoles como a “coisa mais importante [da] nossa vida”.

A CEO do grupo, Lilian Tahan, negou que houvesse relação entre os contratos de publicidade e a cobertura de temas de interesse do banco.

Questionada sobre o envio de textos para Vorcaro ler, ela respondeu que “checar com a fonte se a matéria reflete o contexto passado para o veículo é uma prática que adoto com personalidades empresariais, da política e do Judiciário”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Criança de 6 anos é encontrada morta após incêndio atingir casa em João Alfredo-PE

Uma criança de 6 anos de idade foi encontrada morta após um incêndio atingir a casa onde ela morava, na madrugada deste sábado (17), no bairro de Raul Soares, em João Alfredo, no Agreste de Pernambuco.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Maria Liz Prazeres Santos já estava sem vida quando a equipe chegou ao local. As chamas haviam sido controladas por moradores.

A mãe da vítima e outras duas crianças foram socorridas antes da chegada da corporação. Não há informações sobre o estado de saúde delas.

Maria Liz era aluna da Escola Miguel Azevedo de Oliveira, no Sítio Melancia. Em nota, a Prefeitura de João Alfredo lamentou a morte da criança e se solidarizou com familiares, amigos e a comunidade escolar.

“A gestão municipal se solidariza com os familiares, amigos, professores, colegas e toda a comunidade escolar, compartilhando o sentimento de dor diante dessa perda irreparável”, declarou.

A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso, que está sob responsabilidade da Delegacia de Limoeiro. Em nota, a PCPE afirmou que o caso foi registrado como “ocorrência de outros crimes resultante em morte”, mas não esclareceu quais seriam os outros crimes.

Fonte: Folha de Pernambuco

Lobista amiga de Lulinha chama Lula de ‘canalha’ e diz que fará delação

Após ser chamada de “pilantra” por Lula (PT), a empresária Roberta Luchsinger, investigada por sua relação com Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e por suspeitas de irregularidades em negócios com órgãos federais, chamou o presidente de “canalha” e “mau-caráter” e disse que pretende fazer delação.

Luchsinger chamou Lula de “covarde” e “mau-caráter”. Ela disse que se sente injustiçada e acusou o presidente de usar a estrutura do governo para atacá-la antes da conclusão das investigações. Também afirmou que teve bens bloqueados e que sofre tentativas de silenciamento.

“Então, uma atitude canalha, uma atitude covarde, uma atitude de mau-caráter, que é o que ele [Lula] faz. Eu estou sofrendo o que ninguém imagina”, disse Roberta Luchsinger em entrevista à CNN Brasil.

Lobista afirmou que pretende fazer delação premiada. “Sabe por quê? Porque eu não tenho pai presidente. Eu não tenho mãe presidente, eu sou uma mulher com duas filhas e eu estou tendo uma máquina pública sendo movimentada em cima de mim, contra mim, contra duas filhas”, afirmou ela.

“Eu nunca me opus em falar nada. Inclusive, vou fazer uma delação premiada porque não serei eu o boi de piranha que tanto quer colocar tudo em cima de mim. Então, assim, o que eu fiz, se for crime, eu vou responder. Na minha cabeça não existe crime. Se por crime, eu vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal”, falou.

Luchsinger acusa Lula de mentir sobre encontros de Lulinha com ministros. Ela afirmou que Fabio Luis Lula da Silva esteve diversas vezes com integrantes do governo, entre eles Camilo Santana. Também disse que se reuniu com ministros para discutir políticas públicas e que os encontros estariam registrados em seu celular, cujos dados, segundo ela, são vazados com frequência.

Lobista disse que Lulinha se reunia com frequência com presidente de empreiteira. À CNN, ela contou que o filho do presidente teve reuniões com o presidente da empreiteira portuguesa Mota-Engil, Amauri Rodrigues Pinha. A empresa ganhou contrato bilionário para a construção do túnel submerso que ligará Santos ao Guarujá.

“Bom, o presidente, a todo momento, fala que o filho dele está à disposição da justiça para falar. Por que não questiona? Ele tem que questionar o filho. Ele tem que questionar outras amizades [do filho dele] também”, afirmou.

Lulinha é citado em três inquéritos no STF sobre suspeitas de tráfico de influência. Dois casos ficaram sob relatoria do ministro André Mendonça e um terceiro foi sorteado para Flávio Dino, com apuração paralela sobre vazamentos de informações. Todos investigam suspeitas de tráfico de influência dentro do governo.

Fonte: UOL

Ipespe/Abrapel: Flávio tem 51,2% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48,8%

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatam tecnicamente no segundo turno das Eleições 2026, de acordo com levantamento Ipespe/Abrapel divulgado neste sábado (17).

Apesar do empate técnico, o senador aparece numericamente à frente com 51,2% dos votos válidos. Ao mesmo tempo, o atual presidente alcança 48,8% da preferência do eleitorado. O cenário descarta possíveis votos em branco e nulos.

Metodologia

A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.

Fonte: CNN

Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya

Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta sexta-feira (16.out.2026), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados, com 50% dos votos válidos cada um.

A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto percentual. Parte das entrevistas já captou o impacto do fim da escala de trabalho 6 X 1, medida aprovada em definitivo pelo Congresso na quarta-feira (14.out.2026).

 levantamento mostra uma mudança no cenário desde o 1º turno. Em duas semanas, a taxa de intenções de voto em Lula avançou, enquanto a de Flávio recuou. A distância entre os 2 era de 6 pontos percentuais no estudo divulgado em 8 de outubro. Há 3 dias, caiu para 2 pontos percentuais. Agora, é zero.

No 1º turno das eleições, Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. A vantagem do senador sobre o petista havia sido de 1,87 ponto percentual nas urnas.

ANÁLISE

A operação de reanimação da campanha petista parece estar funcionando. Há menos de duas semanas, a campanha de Lula parecia estar na UTI eleitoral. Flávio Bolsonaro havia vencido o 1º turno, ampliando sua vantagem nas pesquisas e começado a negociar apoios para sua campanha e para o que poderia ser eventual governo a partir de 2027. Em Brasília, o 2º turno já era tratado por alguns como mera formalidade.

O cenário mudou. A nova pesquisa PoderData/Aya mostra os 2 candidatos empatados em 50% dos votos válidos. A diferença, que era de 6 pontos percentuais logo depois do 1º turno, caiu para zero.

Os atos da esquerda pelo Brasil e a nova mobilização digital, impulsionada por deputados jovens e artistas, coincidem com a recuperação de Lula. A estratégia, inicialmente criticada por petistas tradicionais, deu novo ritmo à campanha.

O presidente também passou a usar com mais intensidade as vantagens de ocupar o Planalto. Na quarta-feira (14.out), o Senado aprovou o fim da escala 6 X 1, uma bandeira incorporada à campanha petista. Foi uma armadilha política para a oposição: votar contra significaria enfrentar o desgaste de rejeitar uma medida popular. Até Flávio votou a favor. Na quinta-feira (15.out.2026), Lula ainda prometeu ônibus urbanos de graça no Brasil inteiro aos fins de semana caso seja eleito.

Tudo considerado, o petista está mobilizando os recursos políticos e institucionais à sua disposição para tentar vencer em 25 de outubro. Mas Flávio continua sendo apontado por 51% dos eleitores como o candidato com mais chance de vitória, contra 42% que apostam em Lula.

Fonte: Poder 360

Congresso promulga fim da escala 6×1 em primeira mudança da jornada de trabalho desde 1988

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1 e garante aos trabalhadores dois dias de repouso remunerado por semana, sem redução salarial. É a primeira mudança na jornada de trabalho em 38 anos, desde a Constituição de 1988.

Durante a Constituinte a redução de 48 horas semanais para 40 horas foi discutida. Mas sem apoio suficiente, a jornada ficou em 44 horas. Agora, a Constituição passa a prever o limite máximo de 40 horas, com duas folgas por semana em todo o país.

A mudança reduz gradualmente a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A sessão solene de promulgação ocorreu no plenário do Senado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), participaram da cerimônia.

As novas regras, no entanto, não têm efeito imediato. A emenda ainda precisa ser publicada no Diário Oficial, o que pode ocorrer ainda nesta sexta.

A partir da publicação, começa a contar o prazo de dois meses para a primeira etapa da transição, quando a jornada máxima passa de 44 para 42 horas semanais e os trabalhadores passam a ter direito aos dois dias de repouso remunerado.

A emenda altera o artigo 7º da Constituição, que trata dos direitos dos trabalhadores. Um dos dois dias de descanso deverá ser, preferencialmente, aos domingos.

Na prática, a garantia de dois dias de repouso impede a adoção regular da chamada escala 6×1, na qual o trabalhador atua seis dias e folga um.

Por se tratar de uma mudança na Constituição, o texto não depende de sanção presidencial. A promulgação é feita pelo Congresso.

Fonte: G1