André Mendonça suspende norma que permitia a servidores de PE receber em dinheiro férias e licenças-prêmio vencidas

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a norma que permitia a servidores públicos de Pernambuco receber em dinheiro férias e licenças-prêmio vencidas. A liminar atende parcialmente a um pedido do governo do estado, que questionou a validade da norma, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alepe), sob a justificativa de que a medida poderia gerar um impacto de R$ 7,9 milhões por mês e R$ 105,2 milhões por ano aos cofres públicos.

O ministro também negou um pedido da Procuradoria-Geral do estado para suspender um dispositivo da lei que estabelecia o salário dos desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) como teto remuneratório para todo o funcionalismo público.

A decisão foi publicada na segunda-feira (5) e é resultado de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Emenda Constitucional Estadual 68/2025, promulgada em dezembro do ano passado. Como se trata de uma decisão liminar, o entendimento de Mendonça ainda será submetido ao Plenário do STF, que poderá manter ou derrubar a decisão.

Procurado, o governo de Pernambuco informou que a ADI teve como objetivo preservar prerrogativas do Poder Executivo e afirmou que a decisão não altera a situação dos servidores públicos. Já a Alepe informou que ainda não foi intimada e vai se manifestar nos autos do processo, quando for intimada.

Na ação de inconstitucionalidade, a gestão estadual argumentou, com base em levantamento feito pela Secretaria de Administração, que seria difícil repor os valores após o pagamento.

Ao conceder a liminar, Mendonça considerou que a Alepe não poderia ter criado a regra por iniciativa própria, porque mudanças no regime jurídico dos servidores estaduais estão sujeitas à iniciativa do Poder Executivo. Segundo o ministro, esse entendimento também se aplica quando a alteração é feita por meio de uma emenda à Constituição Estadual.

“Em julgados mais recentes, o Supremo Tribunal Federal reafirmou a tese de que são inconstitucionais normas cujo processo legislativo tenha sido iniciado diretamente pelo Poder Legislativo e que disponham sobre aspectos da estrutura e organização de órgãos do Poder Executivo e sobre o regime jurídico dos servidores públicos estaduais, ainda que se trate de emenda à Constituição estadual”, avaliou o ministro.

Fonte: G1

Bets: mais de R$ 1 bilhão foram devolvidos a apostadores

Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostadores de bets  foram devolvidos aos usuários dessas plataformas. Com isso, o saldo atual, que ainda precisa ser transferido após a proibição das apostas online, caiu de R$ 1,2 bilhão para R$ 159 milhões, segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Os recursos deverão ser devolvidos pelos bancos até 14 de outubro.

Os R$ 159 milhões restantes pertencem a apostadores que não retiraram os valores até o fim do prazo para saque voluntário, encerrado em 5 de outubro. Os dados abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas.

– Os bancos têm até 14 de outubro para devolver os recursos.

– O valor total ainda a ser restituído é de R$ 159 milhões.

– Oito empresas ainda não enviaram aos bancos as informações necessárias para a devolução dos valores.

– A Advocacia-Geral da União (AGU) vai à Justiça para obrigá-las a fornecer os dados.

– Se houver impedimento para a devolução pelos bancos, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pelo pagamento aos apostadores.

A maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber e 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

Bloqueios e remoções

Entre 25 de setembro e 9 de outubro, o governo encaminhou para bloqueio 16.627 sites ilegais de apostas.

Também foi solicitada a remoção de 3.691 páginas, perfis, canais, grupos e servidores em plataformas digitais. Só no Telegram foram identificados 1.027 grupos com cerca de 18,5 milhões de membros. No TikTok, 115 perfis somavam aproximadamente 459 mil seguidores.

No total, os conteúdos ligados a apostas ilegais alcançavam 18,9 milhões de usuários, membros e seguidores.

Fonte: Agência Brasil

TSE dá 48h para Meta provar que tratou Lula e Flávio de forma igual

A campanha de Lula entrou com uma representação na Justiça Eleitoral alegando que as postagens da coligação nas redes sociais sofrem de uma “seletividade algorítmica”, que leva a manipulação da entrega de conteúdos que sejam do interesse das empresas.

Foi alegado o silenciamento de “vozes relevantes do campo progressista” por parte das redes sociais administradas pela Meta, como Instagram e Facebook, e a omissão da empresa em remover 255 perfis inautênticos, geridos por inteligência artificial.

Antes de tomar qualquer decisão, a Justiça Eleitoral solicitou que a big tech:

– Preservasse os registros — chamados de logs de moderação –, dados de anúncio e métricas relacionados ao processo;

– Informar, de forma individual, todas as medidas aplicadas aos perfis oficiais de Lula e às contas de terceiros que foram indicadas na representação;

– Esclarecimento sobre “supostas anomalias” nas métricas dos vídeos publicados, com o intuito de informar o critério de contagem de visualização.

Além da big tech, a fim de ter melhor amparo técnico na análise, a Justiça Eleitoral solicitou a metodologia e a relação dos materiais analisados nos levantamentos da Agência Lupa e o Instituto Democracia em Xeque dentro de 48 horas.

Ainda neste sábado, a campanha do presidente Lula divulgou uma nota acusando a Meta de tentar interferir nas eleições brasileiras para favorecer Flávio Bolsonaro.

“O documento, produzido pela inteligência da Secretaria Nacional de Comunicação do PT, apontou que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos”, afirma a campanha em nota.

Fonte: CNN

INSS muda regras e passa a exigir biometria e nova identidade

Quem recebe aposentadoria, pensão ou algum benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa ficar atento às mudanças nas regras de identificação. O órgão estabeleceu um cronograma para ampliar a exigência de biometria e adotar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) como principal documento de validação dos dados dos beneficiários.

A transição será realizada em etapas, com prazos que se estendem até 2028. Isso significa que nem todos os segurados precisarão providenciar imediatamente uma nova identidade. Até 31 de dezembro de 2026, a comprovação biométrica poderá ser feita com informações já registradas em bases oficiais, como as do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte.

Para quem já recebe benefícios, o RG tradicional continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032. A validade do documento antigo, porém, não elimina a necessidade de cumprir eventuais exigências específicas de identificação biométrica do INSS.

A primeira mudança importante está prevista para janeiro de 2027. A partir dessa data, cidadãos que não possuírem biometria cadastrada nas bases oficiais aceitas deverão emitir a nova Carteira de Identidade Nacional para atender às exigências de identificação.

Em dezembro de 2027, termina o período de aceitação das biometrias antigas, coletadas até o fim de 2026 em outros sistemas. Já em janeiro de 2028, a previsão é de que a validação biométrica passe a utilizar exclusivamente a base da CIN.
A falta de comprovação biométrica poderá trazer consequências principalmente para quem estiver solicitando um benefício. Nos casos em que a identificação for obrigatória e o cidadão não cumprir a exigência dentro do prazo estabelecido, o processo administrativo poderá ser encerrado por desistência do requerente.

Isso não significa que aposentadorias e pensões já concedidas serão automaticamente canceladas pela ausência da nova carteira de identidade. As situações devem ser diferenciadas conforme o tipo de benefício e a etapa do cronograma.

A emissão da primeira via da CIN é gratuita. O novo documento utiliza o CPF como número único de identificação, substituindo a numeração estadual dos antigos registros gerais.

Para solicitar a carteira, o cidadão deve procurar o órgão de identificação de seu estado e verificar a necessidade de agendamento. No atendimento, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento, conforme o estado civil, além dos demais documentos exigidos pelo serviço local.

Durante a emissão, são coletadas as impressões digitais e a fotografia do solicitante. Depois que o documento físico estiver disponível, a versão digital também poderá ser acessada pelo aplicativo Gov.br.

Quem ainda utiliza o RG antigo pode continuar com o documento dentro de seu prazo de validade, mas deve observar as datas estabelecidas pelo INSS, especialmente se pretende solicitar um novo benefício nos próximos anos.

Fonte: Correio

Votos de Garotinho são anulados e Douglas Ruas é eleito no 1º turno no RJ

O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) realizou neste sábado (10.out.2026) a retotalização dos votos para governador do Estado. O procedimento confirmou a eleição de Douglas Ruas (PL) no 1º turno, depois que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e Eduardo Paes (PSD) desistiu de recorrer para tentar garantir uma 2ª votação.

A decisão do TSE, tomada na quinta-feira (8.out), retirou do cálculo dos votos válidos os 274.411 votos recebidos por Garotinho. Com a mudança, Ruas passa de 49,27% para 50,88% dos votos válidos –percentual suficiente para vencer no 1º turno.

A cerimônia foi realizada na sede do TRE-RJ, no Palácio da Democracia. A conclusão da retotalização não representa, necessariamente, a proclamação imediata do resultado, que ainda depende das etapas previstas pela Justiça Eleitoral.

Na quinta-feira (8.out), o ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou um pedido cautelar apresentado pela coligação de Paes para suspender os efeitos da decisão do TSE. Disse que ainda não havia recurso extraordinário apresentado nem análise de admissibilidade pela Corte eleitoral. Paes afirmou que respeitaria o resultado e desistiu de recorrer.

Depois da retotalização, o resultado ficará disponível por 3 dias. Partidos, federações e demais partes legitimadas têm 2 dias para apresentar eventuais impugnações, que serão analisadas pelo plenário do TRE-RJ.

RESULTADO DA ELEIÇÃO 

Na apuração inicial, Ruas recebeu 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Paes ficou em 2º lugar, com 3.706.984 votos (42,76%). Garotinho teve 274.411 votos (3,17%

Pela legislação eleitoral, a eleição para governador é definida no 1º turno quando um candidato recebe mais da metade dos votos válidos. Como nenhum dos concorrentes havia alcançado esse percentual na apuração inicial, a expectativa era de uma disputa entre Ruas e Paes em 25 de outubro.

Com a exclusão dos votos de Garotinho, o percentual de Ruas subiu para 50,88%. O candidato do PL ficou com 73.900 votos acima do necessário para alcançar a maioria absoluta. A diferença numérica entre Ruas e Paes permanece em 564.215 votos.

Garotinho teve a candidatura indeferida por causa de uma condenação por improbidade administrativa. A defesa alegava que o prazo de inelegibilidade já havia sido cumprido. Como recorreu ao TSE, seus votos foram inicialmente contabilizados como anulados sub judice.

QUEM É DOUGLAS RUAS

Douglas Ruas dos Santos, 37 anos, nasceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele recebeu o apoio de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição.

Formado em Direito e pós-graduado em Gestão Pública, Ruas é funcionário concursado da Polícia Civil fluminense e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).

Fonte: Poder 360