Polícia mira grupo que tentou reativar banco extinto para desviar R$ 1 bilhão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou hoje uma operação contra um grupo suspeito de reativar de forma irregular um banco extinto há mais de 60 anos para tentar desviar mais de R$ 1 bilhão.

A Operação Lázaro cumpriu mandados de busca e apreensão em bairros nobres do Rio de Janeiro. Policiais civis da DDEF (Delegacia de Defraudações) fizeram buscas em condomínios e casas de alto padrão na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Gávea, Botafogo, Tijuca e Glória.

O grupo é suspeito de tentar se apropriar de um crédito superior a R$ 1 bilhão. O valor é relacionado à desapropriação de um terreno de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade.

Segundo a polícia, os suspeitos teriam reativado o registro de um banco liquidado em 1964. A investigação aponta que, em 2024, falsos acionistas conseguiram restabelecer o registro da instituição financeira, mesmo com decisões judiciais e pareceres técnicos contrários.

A polícia apreendeu documentos e aparelhos eletrônicos durante a ação. O material apreendido hoje será analisado para detalhar a participação de cada suspeito no esquema.

Como funcionava a suposta fraude, segundo a polícia

As ações do banco deixaram de existir oficialmente na década de 1960. Após o processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas em 1964, os ativos que restavam foram distribuídos e a empresa deixou de existir. O nome do banco não foi revelado.

A investigação aponta que pessoas se apresentaram falsamente como representantes da instituição. Décadas após o fim do banco, o grupo articulou a retomada do registro empresarial para tentar dar aparência de legalidade à cobrança do crédito bilionário.

A polícia apura a participação de agentes públicos e ex-servidores no esquema. A suspeita é de que funcionários de órgãos públicos tenham facilitado a reativação irregular do registro do banco.

Os integrantes do grupo também são investigados por fraudes imobiliárias na zona oeste do Rio. A Polícia Civil encontrou indícios de que os suspeitos atuavam em invasões de terrenos e na construção de empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca.

Fonte: UOL

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