Japão empata com a Suécia e será o adversário do Brasil na segunda fase da Copa do Mundo

Será o Japão. Na segunda-feira (29), na úmida e quente Houston, o Brasil encontrará os japoneses para decidir a vaga nas oitavas. O 1 a 1 com a Suécia, nesta quinta-feira (25), combinado com o 3 a 1 da Holanda sobre a Tunísia, fez cruzar dois países de afinidade extrema quando se fala de futebol.

Foi pelos nossos pés, ou melhor, pelos pés de Zico que eles entraram no mundo da bola. Agora, a criatura encontra seu criador. O melhor seria a Suécia, de futebol pobre e de jogo direto para seus centroavantes. O Japão, embora ainda esteja abaixo da prateleira do Brasil, tem mais repertório e jogo para enfrentar. Não levem como jogo jogado, não.

O Japão aprendeu a jogar. A sua bola sai rente ao gramado, o passe é sempre correto. Há um peso no jogo, com ultrapassagens, dobra em cima do lateral adversário. Kamada, o camisa 15, circula pelo meio e organiza o jogo. Doan, o 10, de cabelo platinado, parte das pontas para o meio. Atrás deles Tanaka, o camisa 7, fica como um cão de guarda na frente da zaga. Quando o time é atacado, ele afunda e forma linha de cinco com zagueiros e laterais.

Aliás, o lateral-direito Sugawara é quem tenta bagunçar a marcação adversária. Ele é ponteiro na fase ofensiva, mas sai vai também pelo meio. Jogador do Werder Bremen, percebe-se boa técnica nele e entendimento do jogo. No lado esquerdo, o camisa 13 Nakamura, meia, é quem dá amplitude.

Já a Suécia joga um futebol mais simples. Defende-se com três zagueiros do tamanho de uma porta e baixa os laterais para formar a linha de cinco. Em alguns lances, o técnico Graham Potter teve de pedir para seus zagueiros avançarem.

A bola raramente passou no primeiro tempo pelo meio, onde estão Lindelof, capitão e jogador do Aston Villa, e Ayari, 22 anos e joia sueca – o Brighton lá o pegou antes de todos. Todo o jogo sueco é jogar a bola para a casquinha de Isak visando a passagem de Gyokeres. Ou vice-versa. Elanga, companheiro de Bruno Guimarães no Newcastle pouco participou.

Assim, o jogo ficou no Japão tentando concatenar alguma jogada, e a Suécia se defendendo e fazendo ligação direta. Não fosse a torcida organizada japonesa com seu tambor e o canto repetido de “ôôô-ô-ôôôô” daria até para tirar uma soneca, já que o ar condicionado do estádio deixa o ambiente bem agradável.

Fonte: Zero Hora

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