Programa de renegociação de dívidas é prorrogado até 31 de agosto

A prorrogação do programa de renegociação de dívidas bancárias, o Desenrola Brasil 2.0, foi oficializada neste sábado (1º), em portaria do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial da União. A medida já havia sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Os consumidores terão até 31 de agosto para renegociar os débitos com os bancos e regularizar a situação de acesso ao crédito.

As regras do Desenrola permanecem inalteradas e, de acordo com a portaria, a prorrogação aplica-se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho de, no mínimo 1 mil operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Na ocasião do anúncio, Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao FGO, uma vez que os recursos destinados ao programa já são suficientes para atender à demanda prevista. O objetivo do prazo adicional é permitir que pessoas que ainda estão em negociação com instituições financeiras consigam concluir o processo de regularização.

O ministro destacou que a prorrogação também beneficia quem pretende contratar financiamentos. De acordo com ele, entre os beneficiados estão os motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que pretendem trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Pix passa a valer em 8 países e vira alternativa mais barata que cartão para turistas

Turistas brasileiros já conseguem pagar com Pix diretamente no comércio de oito países, na América do Sul, América do Norte e Europa. A funcionalidade opera dentro dos próprios aplicativos dos bancos brasileiros, viabilizada por parcerias entre fintechs nacionais, instituições financeiras e credenciadoras internacionais de maquininhas.

Hoje, o recurso está disponível em estabelecimentos do Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai, Estados Unidos, Portugal, Espanha e França. O Banco Central faz uma ressalva importante: não existe um “Pix internacional” oficial mantido pelo governo brasileiro fora do país. As transações acontecem por meio de empresas de câmbio credenciadas, chamadas de eFX, responsáveis por converter os valores em tempo real.

O processo nos pontos de venda no exterior segue uma lógica parecida com a usada no Brasil. A maquininha do estabelecimento gera um QR Code na tela, que o turista escaneia pelo aplicativo do próprio banco. Em seguida, o app mostra o valor final já convertido em reais, com as taxas incluídas. A confirmação é feita por senha ou biometria, e a empresa intermediária cuida da conversão da moeda, repassando o pagamento ao comerciante na moeda local, seja em pesos, dólares ou euros.

or que vale a pena: a economia no imposto

O principal atrativo do Pix internacional está no custo mais baixo em comparação ao cartão de crédito. Compras internacionais no cartão são taxadas com 5,38% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), além da cotação do chamado dólar turismo. Já os pagamentos feitos pelo aplicativo usam taxas de câmbio comercial, mais vantajosas, com impostos reduzidos. A modalidade ainda evita a necessidade de carregar dinheiro em espécie ou recorrer a casas de câmbio no destino.

O uso se concentra em destinos turísticos e redes populares entre brasileiros. Na América do Sul, cobre hotéis, restaurantes, centros de esqui e lojas de fronteira no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai. Nos Estados Unidos e na Europa, funciona em estabelecimentos de cidades como Miami, Orlando, Lisboa, Madri e Paris.

Quem viabiliza o serviço

A expansão do Pix fora do Brasil depende de acordos entre diferentes empresas do setor financeiro. No Chile, a fintech PagBrasil trabalha junto com a credenciadora local VirtualPOS para viabilizar o pagamento por QR Code em milhares de terminais. Na Argentina, o Banco do Brasil fechou parceria com o Banco Patagonia, garantindo a leitura direta em mais de 6 mil estabelecimentos.

No Uruguai, quem oferece o serviço é a Getnet, enquanto nos Estados Unidos a integração ficou a cargo da Verifone, em terminais de cidades norte-americanas. Já a estrutura de liquidação entre fronteiras conta com o apoio de bancos como o BS2 e plataformas de câmbio como a Remessa Online.

Fonte: ICL Notícias

Brasil passa a ser o maior comprador de carros elétricos chineses no mundo

O Brasil nunca importou tantos carros da China. Somente entre janeiro e maio de 2026, o País trouxe US$ 5,2 bilhões em veículos de todas as motorizações, ultrapassando a Rússia como maior comprador desses produtos, de acordo com dados da Alfândega Chinesa.

O crescimento de mais de 146% em relação ao mesmo período de 2025 foi impulsionado principalmente pelos veículos eletrificados, que incluem modelos elétricos a bateria e híbridos de todos os tipos.

O CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China) informa que, no primeiro semestre, os veículos eletrificados representaram 15% de tudo o que o Brasil importou da China.

US$ 2 bilhões em importações de veículos elétricos

Entre os eletrificados, os híbridos ganharam destaque. Eles ocupavam a 25ª posição na pauta de importações no mesmo período de 2025 e subiram para a sexta posição neste ano, com aumento de 239% no valor importado.

No caso dos elétricos, o valor das importações chegou a US$ 2 bilhões, quatro vezes mais do que em 2025. Já o grande destaque ficou com os híbridos plug-in, que alcançaram US$ 2,79 bilhões em importações, dobrando o valor registrado no primeiro semestre do ano passado.

Ao todo, os três segmentos de veículos eletrificados — elétricos, híbridos convencionais e híbridos plug-in — somaram US$ 5,35 bilhões, valor superior ao dobro das importações gerais vindas da França, que totalizaram US$ 2,6 bilhões.

Nesse cenário, a China se consolidou como a principal origem dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, com 88% de participação, segundo o CEBC. A Alemanha aparece em segundo lugar, com 3,1%, seguida por Japão (1,6%) e Estados Unidos (1,4%).

Importações aceleraram antes do aumento do imposto

Os dados do CEBC mostram que as importações de veículos eletrificados vêm aumentando de forma contínua desde março, quando o Brasil registrou US$ 719,2 milhões em compras externas desses modelos.

Em abril, o valor chegou a US$ 764,4 milhões, subindo novamente para US$ 1,36 bilhão em maio. Junho foi o mês de maior destaque, com US$ 1,86 bilhão em importações de carros eletrificados.

Segundo o CEBC, um dos fatores que impulsionaram esse avanço foi o aumento nas tarifas de importação. Junho foi o último mês com os incentivos governamentais, e, a partir de julho, as alíquotas para veículos eletrificados passaram a ser fixadas em 35% para todos os tipos de motorização.

A expectativa é que parte das empresas tenha antecipado importações antes da entrada da nova alíquota, aproveitando o período com tarifas menores.

Apesar disso, o aumento do imposto de importação não deve provocar uma queda significativa nas compras externas. Segundo o último estudo do CEBC, a entrada de veículos chineses deverá se acomodar no segundo semestre.

Para amenizar o impacto das novas tarifas, o governo também atualizou a cota de importação com imposto zero para veículos semimontados (SKD) e desmontados (CKD).

O novo limite é de US$ 463 milhões, dividido entre US$ 84,5 milhões para híbridos, US$ 281 milhões para híbridos plug-in e US$ 97,5 milhões para elétricos, com uso até o fim de dezembro de 2026.

Enquanto isso, o interesse dos brasileiros por veículos eletrificados continua crescendo. No primeiro semestre de 2026, foram emplacados 244.942 automóveis e comerciais leves eletrificados no país, de acordo com a Fenabrave.

O número já está próximo das 285.097 unidades vendidas em todo o ano de 2025, mostrando que a demanda por esse tipo de veículo continua em expansão mesmo diante do aumento dos impostos.

Fonte: Jornal do Carro

Governo destina R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do INSS vítimas de descontos indevidos

O governo federal autorizou repasse de R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de descontos indevidos. A medida está publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, o crédito extraordinário será destinado ao programa Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania e será executado pelo INSS.

O objetivo é garantir o reembolso de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos integram o orçamento da própria seguridade social.

Crédito extraordinário

O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constituição Federal para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser liberados por medida provisória, com efeito imediato, antes da análise pelo Congresso Nacional.

A Medida Provisória nº 1.378 será encaminhada ao Congresso, que deverá apreciar o texto para conversão em lei.

Fonte: Agência Brasil

Escassez de mão de obra atinge 80% dos empregadores no Brasil, aponta pesquisa

Oito em cada dez empregadores brasileiros (80%) afirmam ter dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam, aponta a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, que ouviu 39.063 empregadores em 41 países entre 1º e 31 de outubro de 2025.

O percentual representa leve recuo ante os 81% registrados em 2025, mas mantém o país em patamar elevado desde 2022, quando o indicador brasileiro saltou de 52% (2019) para 81%. A média global de empregadores insatisfeitos com a contratação é de 72%, também em leve queda ante 74% no ano anterior.

A escassez cresce conforme aumenta o tamanho da companhia. Entre empresas com menos de dez colaboradores, 72% relatam dificuldade; o índice sobe para 75% nas de 10 a 49 funcionários, 79% nas de 50 a 249, 81% nas de 250 a 999 e atinge o pico de 90% nas empresas com 1.000 a 4.999 colaboradores. Entre as companhias com mais de 5.000 funcionários, o índice é de 83%.

Entre as regiões mapeadas no Brasil, o Estado de São Paulo aparece com o maior índice de dificuldade (88%), seguido por Minas Gerais (85%), Rio de Janeiro (80%), cidade de São Paulo (79%), outras regiões do país agregadas (77%) e Paraná (74%).

Setores mais afetados

Seguindo a classificação estruturada pela Manpower Group no levantamento, 85% daqueles que empregam no segmento de serviços profissionais, científicos e técnicos enfrentam desafios de contratação —eles compõem o setor mais afetado, diz a pesquisa.

Em seguida, o segmento de informação (83% dos contratantes sente dificuldades em encontrar mão de obra adequada). Comércio e logística, hospitalidade, manufatura, serviços públicos e recursos naturais aparecem empatados em 79%.

Aparece na pesquisa o setor de construção e imobiliário, que registra queixas de 77% dos empregadores.

A construção civil é um dos setores que mais empregam no Brasil. Mesmo assim, lida com apagão de mão de obra, especialmente entre os jovens que antes preenchiam as vagas de entrada. Para especialistas do setor, o desinteresse pela construção civil passa por uma combinação de fatores: percepção negativa sobre o trabalho braçal, ausência de referências de ascensão na profissão e concorrência com setores mais visíveis, como tecnologia, varejo e aplicativos.

Fonte:  Folha de S. Paulo

Governo lança Desenrola MEI para regularizar dívidas dos MEIs

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (3.jul.2026) o Desenrola MEI, programa voltado à renegociação de dívidas dos MEIs (Microempreendedores Individuais). O programa autoriza o parcelamento de débitos em até 145 meses, com descontos de até 70% sobre juros e multas.

O lançamento do Desenrola MEI faz parte de uma série de medidas anunciadas pelo Executivo para os microempreendedores.

“O presidente Lula é o presidente dos empreendedores”, disse o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, ao anunciar as medidas. A iniciativa é uma parceria do Ministério do Empreendedorismo, do Ministério da Gestão e da Inovação e da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).

“Todo esse arranjo legal discutido aqui hoje foi criado pelo presidente Lula. Ele tem profunda sensibilidade pelos pleitos que envolvem as melhorias das micro e pequenas empresas. O compromisso dele é total com esse tema”, declarou Paulo Pereira.

As medidas anunciadas foram:

– Desenrola MEI, voltado à renegociação de dívidas dos MEIs;

– reajuste do teto de faturamento do MEI;

– expansão da plataforma Contrata+Brasil.

Desenrola MEI 

O governo lançou condições exclusivas de renegociação de dívidas de pequenos empreendedores. O objetivo é evitar o cancelamento desses CNPJs e manter os profissionais na formalidade.

A iniciativa atende empreendedores com débitos de até R$ 20.000 e oferece facilidades para limpar o nome da empresa.

O programa autoriza o parcelamento do débito em até 145 meses e assegura descontos de até 70% sobre juros e multas, com a preservação do valor principal da dívida.

Além disso, o MEI com débitos inscritos há mais de 1 ano terá 50% de desconto linear e prazo de até 60 meses para pagar. O formato do acordo foi desenhado para caber no orçamento do empreendedor, com a fixação de uma prestação mínima de R$ 25 em todas as modalidades.

Teto de faturamento do MEI

O ministro Paulo Pereira voltou a falar da proposta de atualização do limite anual de faturamento do MEI, que foi entregue em 29 de junho pelo governo federal à Câmara dos Deputados.

A ideia do Executivo é de uma atualização gradual do teto anual de faturamento para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Atualmente, o limite é de R$ 81.000.

A proposta também amplia o limite de contratação de empregados, passando de 1 para 2 trabalhadores. A ideia do governo é incentivar a geração de empregos.

Fonte: Poder 360

Governo avalia aumentar teto do MEI para R$ 140 mil, diz ministro

O governo federal estuda elevar o limite de faturamento do microempreendedor individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para a faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil por ano, informou nesta sexta-feira (26) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Segundo ele, a proposta deve ser enviada ao Congresso nos próximos dias pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de recompor a inflação acumulada ao longo de quase uma década sem reajustes.

A mudança no valor deverá ser implementada de forma escalonada entre 2027 e 2028, de forma a evitar comprometer o equilíbrio das contas públicas.

“Esta é uma pauta legítima, porque o teto [do MEI] está estagnado desde 2018. Estamos trabalhando com a perspectiva de atualizar esse teto para um patamar entre R$ 130 e 140 mil, que é mais ou menos a reposição da inflação”, disse Moretti ao garantir que tudo será feito levando em conta a questão da responsabilidade fiscal.

“Fazendo de forma escalonada, a gente consegue absorver isso nas contas públicas”, complementou.

Fonte: Agência Brasil

Polícia mira grupo que tentou reativar banco extinto para desviar R$ 1 bilhão

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou hoje uma operação contra um grupo suspeito de reativar de forma irregular um banco extinto há mais de 60 anos para tentar desviar mais de R$ 1 bilhão.

A Operação Lázaro cumpriu mandados de busca e apreensão em bairros nobres do Rio de Janeiro. Policiais civis da DDEF (Delegacia de Defraudações) fizeram buscas em condomínios e casas de alto padrão na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Gávea, Botafogo, Tijuca e Glória.

O grupo é suspeito de tentar se apropriar de um crédito superior a R$ 1 bilhão. O valor é relacionado à desapropriação de um terreno de 153 mil metros quadrados no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da cidade.

Segundo a polícia, os suspeitos teriam reativado o registro de um banco liquidado em 1964. A investigação aponta que, em 2024, falsos acionistas conseguiram restabelecer o registro da instituição financeira, mesmo com decisões judiciais e pareceres técnicos contrários.

A polícia apreendeu documentos e aparelhos eletrônicos durante a ação. O material apreendido hoje será analisado para detalhar a participação de cada suspeito no esquema.

Como funcionava a suposta fraude, segundo a polícia

As ações do banco deixaram de existir oficialmente na década de 1960. Após o processo de liquidação aprovado pelos próprios acionistas em 1964, os ativos que restavam foram distribuídos e a empresa deixou de existir. O nome do banco não foi revelado.

A investigação aponta que pessoas se apresentaram falsamente como representantes da instituição. Décadas após o fim do banco, o grupo articulou a retomada do registro empresarial para tentar dar aparência de legalidade à cobrança do crédito bilionário.

A polícia apura a participação de agentes públicos e ex-servidores no esquema. A suspeita é de que funcionários de órgãos públicos tenham facilitado a reativação irregular do registro do banco.

Os integrantes do grupo também são investigados por fraudes imobiliárias na zona oeste do Rio. A Polícia Civil encontrou indícios de que os suspeitos atuavam em invasões de terrenos e na construção de empreendimentos irregulares na Barra da Tijuca.

Fonte: UOL

Pix por aproximação passa a permitir consulta de saldo e limite

Usuários do Pix por aproximação passam a poder autorizar o compartilhamento de saldo e limite da conta via Open Finance para ver essas informações no momento do pagamento.

Nova opção entrou em vigor ontem e aparece quando o cliente conecta a conta em uma carteira digital ou autoriza movimentações automáticas via Open Finance. Com a autorização, a pessoa consegue visualizar, por exemplo, quanto ainda tem de saldo e qual é o limite disponível antes de concluir a transação.

Banco Central chama a novidade de “jornada otimizada” porque junta etapas que antes eram separadas. A ideia é evitar que o cliente faça um processo de autorização para compartilhar dados e depois repita passos parecidos para vincular a conta e habilitar pagamentos.

Expectativa do BC é reduzir falhas por falta de dinheiro na conta e aumentar a efetividade dos pagamentos. Matheus Rauber, chefe de subunidade no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro (Denor) do BC, disse que a mudança abre espaço para soluções de checkout (finalização de compra) mais fluido e com menor abandono.

Rauber afirmou que o uso das informações precisa ser transparente para o cliente. “Qualquer que seja a solução ofertada, deve estar claro para o cliente a finalidade de uso dessas informações. Como em qualquer compartilhamento de dados, é importante que o cliente sempre verifique de que forma essa informação será utilizada”, disse.

O que muda para o usuário do Pix

Compartilhar saldo e limite é opcional e não pode vir marcado automaticamente. “O Banco Central estabeleceu que o cliente precisa ativamente selecionar a opção. Ela não pode vir pré-preenchida”, afirmou Rauber.

Pagamento e transferência precisam continuar funcionando mesmo se o cliente não autorizar a visualização de saldo e limite. Segundo o BC, as instituições devem permitir que a vinculação da conta ou a autorização de movimentação automática prossiga normalmente sem essa etapa adicional.

Fonte: UOL

CNI vai propor a pré-candidatos fim de ganho real para aposentadorias e outras medidas na área fiscal

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) defende que o governo eleito reajuste aposentadorias apenas pela inflação ou altere a regra de ganho real do salário mínimo, para que seja corrigido somente pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

O mínimo é reajustado por uma fórmula que considera a inflação mais o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). O ganho real é limitado ao arcabouço fiscal, que prevê aumento acima da inflação dentro de um intervalo entre 0,6% e 2,5%.

Quando o salário mínimo é reajustado acima da inflação, benefícios do INSS equivalentes ao piso, como aposentadorias, pensões e o BPC (Benefício de Prestação Continuada), também têm o ganho real, o que pressiona as contas públicas. Já as aposentadorias acima do piso são reajustadas pela inflação.

O documento, a ser entregue aos pré-candidatos à Presidência nesta segunda-feira (22), sugere ainda a desvinculação dos pisos constitucionais de saúde e educação. Com isso, os investimentos nessas áreas deixariam de ter um percentual mínimo incidente sobre a RCL (Receita Corrente Líquida).

“O contexto macroeconômico reforça essa urgência. A dívida pública aumentou de forma relevante nos últimos anos e segue em trajetória ascendente, em um ambiente de déficits persistentes e juros reais elevados. O orçamento público torna-se cada vez mais rígido, pressionado pelo crescimento de despesas
obrigatórias, o que reduz o espaço para investimento e ação discricionária do Estado”, diz a proposta.

A dívida pública do Brasil fechou 2025 em 78,7% do PIB (Produto Interno Bruto). A cifra representa uma alta de 2,4 pontos percentuais no ano. O saldo ficou em R$ 10 trilhões, segundo dados do Banco Central. O senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) estarão entre os presentes que vão receber a proposta.

Fonte: Folha de S. Paulo

Governo de Pernambuco antecipa folha de pagamento e injeta R$ 1,3 bilhão na economia do Estado

O Governo de Pernambuco antecipou para essa segunda-feira, 22, o pagamento da folha de junho dos servidores efetivos, comissionados, aposentados e pensionistas.

Segundo a gestão estadual, a medida injeta R$ 1,3 bilhão na economia, beneficiando “mais de 242 mil pessoas e fortalecendo o comércio e os serviços em todo o estado neste período junino”.

A governadora Raquel Lyra afirmou que a antecipação é uma forma de reconhecer quem trabalha todos os dias para fazer Pernambuco acontecer e também movimentar a economia em todos os municípios. “Agora é aproveitar o forró, a família, os amigos e tudo de bom que o São João tem”, publicou nas redes sociai.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Economia aquecida: Câmara de Vereadores de Salgueiro paga primeira parcela do 13° e o salário de junho aos servidores

A Câmara de Vereadores de Salgueiro anunciou nesta sexta-feira, 19, o pagamento da primeira parcela do 13° e do salário de junho aos servidores do Poder Legislativo.

Fruto de planejamento e responsabilidade do presidente Léo Parente, a medida possibilita que os funcionários públicos da Casa Epitácio Alencar comemorem o São João com dinheiro no bolso, movimentado a economia local.

Por meio de post nas redes sociais, a Câmara de Vereadores afirma que a ação é um “compromisso com quem faz o Legislativo acontecer, valorizando os servidores e mantendo os pagamentos em dia”.

Da redação do Blog do Chico Gomes

MTE inicia pagamento do Abono Salarial para 4,4 milhões de trabalhadores

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) começou a pagar, nesta segunda-feira (15), o quinto grupo de trabalhadores com direito ao Abono Salarial. Serão pagos abonos a 4.449.043 trabalhadores nascidos em julho e agosto, com um dispêndio de R$ 5,5 bilhões.

O Abono Salarial beneficiará 3.941.508 trabalhadores de empresas privadas (PIS), com pagamentos realizados pela Caixa Econômica Federal, e 507.535 servidores públicos (PASEP), cujos valores serão pagos pelo Banco do Brasil. Para o atual calendário, o benefício varia de R$ 136,00 a R$ 1.621,00, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024.

Em 2026, o calendário de pagamento do Abono Salarial referente ao ano-base 2024 teve início em 16 de fevereiro, e os valores ficarão disponíveis aos trabalhadores até o fim do calendário, em 30 de dezembro de 2026.

Quem tem direito – Têm direito ao Abono Salarial os trabalhadores que atendem aos critérios de habilitação, como estar cadastrados no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), remuneração mensal média de até R$ 2.766,00 no ano-base 2024; ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração; e ter seus dados referentes ao ano-base 2024 informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Pagamento pela CAIXA – O pagamento do Abono Salarial pela Caixa será realizado prioritariamente por crédito em conta CAIXA, quando o trabalhador possuir conta corrente, conta poupança ou Conta Digital; ou por crédito pelo aplicativo CAIXA Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente pela CAIXA.

Para o trabalhador não correntista, o pagamento será realizado em canais como agências, lotéricas, terminais de autoatendimento, CAIXA Aqui e demais canais de pagamentos oferecidos pela Caixa.

Pagamento pelo Banco do Brasil – Pelo Banco do Brasil, o pagamento do Abono Salarial será realizado prioritariamente por crédito em conta bancária; transferência via TED, via PIX ou presencialmente nas agências de atendimento para trabalhadores não correntistas e que não possuam PIX.

Informações adicionais poderão ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego e nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho, pelo telefone 158.

Fonte: MTE