Acordo Mercosul-UE: exportações brasileiras podem crescer US$ 7 bilhões

Em um passo histórico que reforça a defesa do multilateralismo, a União Europeia e o Mercosul formalizam, no próximo dia 17, o maior acordo comercial entre blocos do mundo. Mesmo com a assinatura, ainda há um longo processo para que o pacto entre plenamente em vigor, o que pode levar anos. Isso ocorre porque, após ser assinado pelos dois blocos, tem de ser aprovado pelas casas legislativas de cada país-membro, embora não seja necessário que todos aprovem para que comece a valer nas nações que já aceitaram os termos.

Apesar da possibilidade de demora para a concretização, o governo federal espera que isso seja definido ainda este ano, de preferência no primeiro semestre, para que entre em vigor sem a necessidade de os outros três países do Mercosul — Argentina, Uruguai e Paraguai — também aprovarem internamente.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que espera uma votação pelo Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre.

“O acordo deve ser assinado nos próximos dias, e a nossa expectativa é de que a vigência ocorra este ano”, destacou o ministro. “Se o Congresso brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Já entra em vigência.”

Alckmin destacou, durante entrevista coletiva na sede da pasta, que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil — atrás somente da China — e que em 2025 movimentou US$ 100 bilhões na corrente de comércio — soma das exportações e importações.

Além disso, acrescentou que o acordo é um movimento que reforça o multilateralismo no mundo, após um ano marcado por guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com participação de outros países, como a China, que voltou a elevar as tarifas sobre a carne bovina importada.

“Num momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo. Mostra que é possível construir um comércio com regras, de abertura comercial, não do isolacionismo, mas do multilateralismo”, acrescentou o vice-presidente.

Apesar do otimismo com a aprovação ainda este ano, o gerente de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados, Josemar Franco, explicou que o histórico não é favorável no Congresso quando se trata de acordos internacionais no Congresso Nacional. “É um processo que pode levar de dois a três anos, em um cenário otimista”, avaliou. Além disso, mesmo que seja aprovado ainda em 2026, os efeitos sobre a balança comercial brasileira devem ser sentidos apenas daqui a quatro anos.

Por outro lado, o que pode jogar a favor do acordo é a força do setor produtivo dentro do Congresso, sobretudo do agronegócio, que pode se empenhar para acelerar as tratativas. “Então, nós não conseguimos observar uma força política significativa que seria contrário ao acordo. O agronegócio tem uma vontade muito grande de exportar mais para a Europa, assim como a indústria”, ressaltou Franco. Ele destacou que, mesmo com os efeitos sendo observados somente a longo prazo, a assinatura, por si só, já representa um passo histórico em um acordo que levou mais de duas décadas para se concretizar.

Maior receita

O acordo pode gerar um ganho significativo para as exportações de produtos fabricados no Brasil. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a parceria deve gerar um aumento de receita da ordem de US$ 7 bilhões para as empresas nacionais.

A Apex destacou que o acordo prevê uma redução imediata de tarifas para itens estratégicos da pauta exportadora brasileira, como máquinas e equipamentos de transporte, casos de motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Também pode haver ganhos com a venda de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.

Fonte: Correio Braziliense

Blogueiro de Serra de Talhada diz que município pode perder instalação do SESI/SENAI para Salgueiro

O blogueiro serra-talhadense Júnior Campos publicou um artigo neste fim de semana, afirmando que Serra Talhada pode perder a instalação do complexo SESI/SENAI para Salgueiro, caso não defina o terreno para a construção da obra.

De acordo com apuração feita pelo comunicador, a Prefeitura de Serra Talhada ainda não tomou uma decisão quanto à compra do terreno que seria destinado à instalação do equipamento do Sistema S, gerando insegurança no processo.

Campos diz que a prefeitura até encontrou um local com as condições ideias para a construção do complexo, mas apresentou uma proposta de compra considerada irrisória. Situado às margens da BR-232, nas proximidades da sede da PRF, o terreno possui 10 hectares e é totalmente plano, o que facilitaria a construção.

Júnior destaca que a indefinição tem chamado a atenção de municípios vizinhos, a exemplo de Salgueiro, que gostaria de receber o complexo. “O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, teria oferecido um terreno ao Sistema S, colocando o município como forte concorrente para receber o SESI/SENAI caso Serra Talhada não resolva o impasse”, informa o blogueiro.

A Prefeitura de Serra Talhada ainda não se manifestou a respeito do artigo publicado pelo blogueiro local e não divulgou informações sobre a conclusão da negociação para a compra do terreno. “O que se apura é que o tempo joga contra o município, e a falta de decisão pode custar caro”, alerta o comunicador.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária

As empresas brasileiras têm um desafio nesse começo de ano: as novas regras da reforma tributária. O primeiro vai ser com o modelo das notas fiscais.

A partir de agora, duas siglas – CBS e IBS – vão começar a aparecer no dia a dia dos consumidores na nota fiscal de produtos e serviços. São os dois novos impostos criados pela reforma tributária:

– Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal;

– Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios.

Em contrapartida, vão desaparecer cinco impostos que existem hoje: PIS, Cofins e IPI, além do ICMS e do ISS. Mas a substituição será gradativa. Por enquanto, é só um teste. Os novos impostos terão que ficar destacados na nota, mas durante 2026 só como demonstrativo, sem cobrança adicional. Segundo a Receita Federal, até o meio-dia de sexta-feira (2), 1,7 milhão de notas já foram emitidas da nova forma.

“Você vai ter que mudar seus sistemas, vai ter que estar acostumado agora com novo tributo, vai ter que fazer adaptação talvez em suas rotinas internas. Então, quanto mais tempo a gente puder disponibilizar para empresas se prepararem para emitir os documentos fiscais com destaque da CBS e IBS, melhor, para que essa transição seja suave”, afirma Juliano Neves, auditor fiscal e subsecretário de gestão corporativa da Receita Federal.

É o começo da reforma tributária na vida real. A inclusão da CBS e do IBS nas notas fiscais vai alimentar uma nova plataforma que vai gerenciar esses impostos. Essa ferramenta será lançada no dia 12 de janeiro. Ela é fundamental para superar uma das principais críticas ao modelo atual de cobrança: os tributos que se acumulam ao longo de uma cadeia de produção. A plataforma vai facilitar, por exemplo, recuperar o imposto pago em etapas anteriores.

Para as empresas do Simples Nacional, nada muda ainda. Elas só terão de destacar os dois novos impostos nas notas fiscais em 2027. Mas para as outras, o trabalho de adaptação já começou. Para cumprir as novas regras, as empresas têm que atualizar seus programas de emissão de notas e treinar as equipes de faturamento e contabilidade.

Mas a obrigação para emitir o novo documento fiscal desta forma ainda não começou. O governo precisa concluir a regulamentação da reforma. A partir daí, os empresários terão cerca de três meses para se adaptar ao sistema.
Segundo o tributarista Gabriel Quintanilha, 2026 será um ano de aprendizado, de testes e de ajustes nas medidas que vão colocar em prática a reforma tributária. Mas é o começo de uma grande mudança.

“Nós estamos diante da maior reforma tributária da história do Brasil desde a Constituição de 1988. Esse ano de testes é um ano que efetivamente deve ser utilizado como ensaio, como simulação, para que em 2027, quando a primeira fase da reforma de fato acontecer, as empresas possam efetivamente estar ajustadas e de acordo com essas novas regras”, afirma Gabriel Quintanilha, professor de Direito Tributário da FGV.

Fonte: Jornal Nacional

Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor

O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou a valer nesta quinta-feira (1º). O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518.

O novo valor foi informado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses.

Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos.

No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.

Fonte: Agência Brasil

Tesouro aprova empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios

O Tesouro Nacional aprovou nesta quinta-feira (18) uma operação de crédito de até R$ 12 bilhões para os Correios, com taxa de juros de 115% do custo de captação. Apesar do valor total autorizado, a estatal só poderá utilizar R$ 5,8 bilhões em 2025, limite equivalente ao déficit primário neste o ano.

Em nota, o Tesouro afirmou que a operação aprovada reduziu de forma relevante o custo financeiro inicialmente estimado pela estatal.

“Em relação à proposta de operação anteriormente cogitada pela Companhia, a agora aprovada, dentro dos limites de juros definidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, representa diferença substancial nos encargos, implicando redução do custo com juros para os Correios em quase R$ 5 bilhões”, diz o comunicado.

A operação foi estruturada com um conjunto de cinco instituições financeiras, sendo três privadas e duas públicas, e respeitou o teto de juros definido pelo Tesouro para financiamentos com garantia da União de 120% do CDI.

O crédito passou pela análise de capacidade de pagamento exigida para empresas estatais com plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado.

Segundo a pasta, a partir de agora, as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e do Tesouro Nacional.

Apesar de a operação poder chegar ao valor total de R$ 12 bilhões, os Correios só têm autorização para executar, em 2025, despesas que resultem no déficit primário revisado de R$ 5,8 bilhões, conforme indicado no RARDP (Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) do 5º bimestre.

Dessa forma, os recursos do financiamento serão direcionados exclusivamente para despesas já contempladas nesse resultado deficitário, em conformidade com os limites fiscais vigentes.

Para viabilizar o contrato, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou uma resolução que criou um sublimite específico de R$ 12 bilhões para operações de crédito com garantia da União destinadas aos Correios.

A medida tem o intuito de realizar o financiamento previsto no plano de reestruturação econômico-financeira da empresa, aprovado no último dia 10 pela CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União).

Com a decisão, o limite global anual para contratações de operações de crédito em 2025 foi ampliado de R$ 27,4 bilhões para R$ 39,4 bilhões.

Segundo o Ministério da Fazenda, a criação do sublimite não gera impacto sobre a meta de resultado primário do governo federal.

Fonte: CNN

Presidente da TLSA diz que Salgueiro será um entreposto importante da Ferrovia Transnordestina

Em entrevista ao portal Movimento Econômico, publicada nesta quarta-feira, 17, o presidente da Transnordestina Logística S.A. (TLSA), Tufi Daher Filho, afirmou que Salgueiro será um importante entreposto da Ferrovia Transnordestina, o que deve catapultar a economia do município.

“Salgueiro-PE, não tenho dúvida que será um entreposto importante, que pode se tornar um importante polo para combustíveis, materiais da construção civil, [e] talvez uma distribuidora de cimentos e contêineres”, disse, ao ser questionado sobre a previsão de novos terminais logísticos ao longo da ferrovia.

Testes operacionais

Na entrevista, Tufi também confirmou que o primeiro carregamento experimental de grãos deve ocorrer nesta quinta-feira, 18, marcando o início dos testes operacionais da estrada de ferro do Nordeste. “Vamos realizar testes completos: carga, descarga e operação em marcha, para que, quando a operação comercial for oficialmente autorizada, estejamos totalmente prontos”, explicou.

Polo Gesseiro

O presidente da TLSA ainda revelou que a ferrovia será usada para o transporte de gesso do Sertão do Araripe, tornando a exportação mais viável. “Hoje, o principal impeditivo para a exportação é o custo do frete. Com a ferrovia, esse custo pode ser pelo menos 30% menor que o rodoviário. Isso torna o polo extremamente competitivo, tanto no mercado interno quanto no externo. Nosso plano de negócios prevê, no futuro, o transporte de pelo menos 1 milhão de toneladas de gesso por ano”, destacou.

Clique aqui e leia a entrevista completa no portal Movimento Econômico

Da redação do Blog do Chico Gomes

Codefat aprova calendário do Abono Salarial 2026 com estimativa de R$ 33,5 bilhões

O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) aprovou, nesta terça-feira (16), o calendário de pagamento do Abono Salarial para o exercício de 2026, conforme proposta do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A estimativa é que 26,9 milhões de trabalhadores sejam beneficiados, totalizando R$ 33,5 bilhões em pagamentos, que terão início em 15 de fevereiro e se estenderão até 15 de agosto. O calendário será publicado no Diário Oficial da União (DOU) e servirá de referência para os anos seguintes.

As consultas sobre o direito ao Abono Salarial, incluindo data, valor e banco para saque, começarão no dia 5 de fevereiro e poderão ser realizadas pelo Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, pelo Portal Emprega Brasil (gov.br), ou pelo telefone 158 do MTE.

Em 2025, o benefício já liberou um total de R$ 30,7 bilhões para o pagamento de 26,3 milhões de trabalhadores, alcançando uma taxa de cobertura de 99,42%. No entanto, ainda restam 154.180 benefícios disponíveis para saque, totalizando R$ 161 milhões ainda não resgatados.

Os trabalhadores que ainda não efetuaram o saque têm até o dia 29 de dezembro para receber o benefício. Após essa data, o valor fica disponível por um período de 5 anos, inclusive para os dependentes do beneficiário.

Quem tem direito ao Abono Salarial 

O Abono Salarial é um benefício anual, previsto no art. 239 da Constituição Federal, com valor máximo de um salário mínimo. Ele é assegurado aos trabalhadores que preencham os seguintes requisitos no ano-base:

– Remuneração: Ter recebido, em média, até dois salários mínimos de remuneração mensal de empregadores que contribuem para o PIS ou PASEP.

– Atividade: Ter exercido atividade remunerada por, pelo menos, 30 dias.

– Cadastro: Estar cadastrado no PIS/PASEP há, no mínimo, cinco anos, contados a partir do primeiro emprego em empregador contribuinte.

Como Receber o Abono Salarial: PIS na CAIXA e PASEP no Banco do Brasil

Pagamento na CAIXA (PIS) – O pagamento do Abono Salarial é dividido entre a CAIXA e o Banco do Brasil. Os trabalhadores da iniciativa privada com direito ao PIS recebem na CAIXA, sendo o crédito realizado prioritariamente em conta (corrente, poupança ou Conta Digital), por crédito via aplicativo CAIXA Tem, ou em conta poupança social digital, aberta automaticamente pela instituição.

Para os trabalhadores não correntistas, o pagamento é disponibilizado em canais como agências, lotéricas, autoatendimento, CAIXA Aqui e demais pontos de pagamento oferecidos pela CAIXA.

Banco do Brasil (PASEP) – Já os funcionários públicos com direito ao PASEP recebem pelo Banco do Brasil, com o pagamento sendo feito prioritariamente por crédito em conta bancária, transferência via TED ou PIX. Aos não correntistas e que não possuam PIX, o saque deve ser realizado de forma presencial nas agências do BB.

Informações adicionais podem ser solicitadas nos canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, nas unidades das Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo telefone 158.

Fonte: Governo Federal

Brasil teve maior carga tributária em mais de 20 anos em 2024

O Brasil registrou, em 2024, a maior carga tributária bruta (CTB) dos últimos 22 anos. Os tributos atingiram 32,2% do PIB, com alta de 1,98 ponto porcentual em relação a 2023, quando o indicador marcava 30,22%, segundo dados da Receita Federal. Caso não tivessem sido feitas mudanças na metodologia do cálculo do indicador, o porcentual chegaria a 34,12%.

No levantamento de 2024 foram excluídas as contribuições das empresas ao Fundo de Garantia por tempo de Serviço (FGTS) e ao Sistema S, cujos recursos são usados para manter sistemas de aprendizado e cultura ligados a empresas, como Sesi, Senai e Sesc.

Segundo a Receita, a mudança foi adotada para alinhar o cálculo da carga tributária brasileira às diretrizes metodológicas internacionais, como as adotadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Apesar de terem recolhimento compulsório para as empresas, a justificativa para a exclusão é que o FGTS não pertence ao governo, mas aos trabalhadores. Já os recursos do Sistema S também não têm ingerência do poder público.

Para mitigar os impactos da mudança e permitir a manutenção da comparação dos dados ao longo do tempo, o estudo trouxe o recálculo dos valores dos anos anteriores com os novos critérios. A exclusão resulta em uma redução consistente nos níveis de carga tributária registrados em toda a série

Apesar da mudança impactar a repartição da carga tributária entre os entes federativos (com redução sobre dois tributos federais, já que tanto FGTS quanto as contribuição ao Sistema S entravam nessa rubrica), não há efeito na distribuição dos recursos, determinados por fundos de participação e transferências constitucionais..

Fonte: Infomoney

Setor de serviços cresce 2,2% em outubro e alcança novo recorde, diz IBGE

O setor de serviços prestados no Brasil avançou 2,2% em outubro, na comparação com o mesmo mês do ano passado, mostram dados divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta coloca o setor no maior patamar da série histórica da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), apurada desde 2012.

Volume de serviços cresce 2,2% na comparação anual. O resultado corresponde à 19ª alta consecutiva na comparação com o mesmo período do ano anterior. No acumulado deste ano, o setor responsável por cerca de 70% da economia nacional acumula alta de 2,8%.

Avanço foi acompanhado por quatro das cinco atividades. Entre os setores, o de informação e comunicação (5,7%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,3%) e de outros serviços (4%) exerceram os principais impactos para o crescimento que alcançou 50% dos 166 tipos de serviços investigados.

Setor renova recorde e amplia a distância para o nível pré-pandemia. A trajetória positiva coloca o segmento no mais alto nível da série história. Com isso, a atividade figura 20,1% acima do apurado em fevereiro de 2020, último mês sem os efeitos da Covid-19 sobre a economia nacional.

Serviços crescem 0,3% na comparação com setembro. Na análise mensal, o segmento registrou o nono resultado positivo seguido, com alta de 3,7% no período. A sequência supera o período de oito meses com resultados positivos compreendido entre fevereiro e setembro de 2022, quando houve crescimento acumulado de 5,6%.

Transporte aéreo e o rodoviário de cargas são protagonistas. Rodrigo Lobo, gerente da PMS, explica que o setor aéreo tem crescido por conta do maior número de passageiros transportados. “O aumento das receitas das empresas de transporte rodoviário de cargas cresce, em grande medida, por conta dos fretes realizados para o escoamento da produção agrícola, que terá safra recorde neste ano, e de entregas oriundas do comércio eletrônico”, explica ele.

Serviços ligados ao transporte de passageiros cresceram pelo terceiro mês seguido. A alta de 2,3% registrada na comparação com setembro mantém o desempenho positivo da atividade. Nos últimos três meses, o segmento acumula ganho de 3,2% e aparece 13,1% acima do nível pré-pandemia. Em relação ao ponto mais alto da série, observado em fevereiro de 2014, o patamar ainda é 13% inferior.

Fonte: UOL

Novo salário mínimo eleva contribuição mensal do MEI em 2026

O novo salário mínimo que passará a valer em 1 de janeiro de 2026, de R$ 1.621, divulgado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento nessa quarta-feira (10), vai refletir no valor da contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI), que sofrerá reajuste.

Isso ocorre porque o DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), contribuição mensal obrigatória de todo MEI, é calculada com partes no salário mínimo.

O cálculo se dá pela soma das tributações do INSS, que é 5% do salário-mínimo em vigor; mais R$ 5 de Imposto Sobre Serviços (ISS), caso preste serviços, e mais R$ 1 de Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS ), caso comercialize algum produto.

Dessa forma, com o salário mínimo subindo para R$ 1.621, o valor base da contribuição previdenciária passa a ser de R$ 81,05, que é  5% do novo salário;

Somando mais os impostos fixos, o DAS-MEI para setores do comércio e indústria passará a R$ 82,05; para prestador de serviços, a R$ 86,05, e para Comércio e Serviços, será R$ 87,05.

No caso do MEI Caminhoneiro, o valor vai variar entre 202,42 e R$ 207,42, a depender do tipo de produto transportado e local do destino. O cálculo considera 12% do salário-mínimo para o INSS e as mesmas quantias do microempreendedor individual tradicional para ICMS e ISS. Será a contribuição de maior valor em 2026.

Fonte: IG

Governo confirma salário mínimo de 2026 com reajuste de R$ 103

O valor do salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621. Neste ano, o salário mínimo pago a trabalhadores e aposentados é de R$ 1.518. O acréscimo no próximo ano, portanto, será de R$ 103.

O mínimo é corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado nesta quarta-feira (10/12), e também pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de toda a riqueza produzida no país, de dois anos anteriores, a partir de 1º de janeiro.

O valor de R$ 1.621 foi confirmado pelo Metrópoles por meio de contato com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO). Para que o reajuste seja oficializado, porém, ainda é necessária a aprovação, pelo Congresso Nacional, do Orçamento de 2026. Isso deve ocorrer até a próxima semana, quando começa o recesso legislativo.

A fórmula

O valor do reajuste do salário mínimo possui legislação específica. Para o cálculo é aplicado inicialmente o INPC dos últimos 12 meses fechados em novembro, que foi de 4,18%. Depois incide o crescimento do PIB de dois anos antes.

Em 2024, o PIB avançou 3,4%, no entanto, há uma trava na legislação para que o valor correspondente ao PIB fique dentro do intervalo de 0,6% a 2,5%.

O INPC foi divulgado nesta quarta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos 12 meses até novembro, o INPC acumula alta de 4,18%. No ano, o acumulado é de 3,68%.

Fonte: Metrópoles

Brasil registra recorde com 4,6 milhões de pequenos negócios em 2025

O Brasil abriu 4,6 milhões de novos pequenos negócios entre janeiro e novembro de 2025, número que já supera o resultado de 2024, quando foram criadas 4,1 milhões de empresas. Os dados mostram alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando o melhor desempenho da série histórica.

Os pequenos negócios representaram 97% das empresas abertas no país em 2025. Entre elas, 77% são microempreendedores individuais (MEI), 19% são microempresas e 4% são empresas de pequeno porte.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirma que o crescimento reflete a confiança dos empreendedores no cenário econômico. Segundo ele, o país vive “situação de pleno emprego e inflação sob controle”, fatores que estimulam a abertura de novos negócios.

“Sessenta por cento dos brasileiros sonham em empreender. O empreendedorismo é porta para inclusão, geração de empregos e renda”, disse.

Em novembro, o país registrou a abertura de 350 mil novos pequenos empreendimentos, 28 mil a mais do que no mesmo mês de 2024.

Serviços lideram novos registros

O setor de serviços respondeu por 64% das novas empresas abertas até novembro. Nesse segmento, a abertura de MEI cresceu 24,5% em relação ao mesmo período de 2024. Em seguida, aparecem o comércio, com 21% do total, e a indústria, com 7%.

São Paulo (29%), Minas Gerais (11%) e Rio de Janeiro (8%) foram os estados que mais registraram abertura de pequenos negócios em 2025.

Atividades com maior número de novos empreendimentos

Microempreendedores individuais (MEI):

Atividades de malote e entrega: 22.986 novos MEI (9%)
Transporte rodoviário de carga: 19.753 novos MEI (7%)
Atividades de publicidade: 16.091 novos MEI (6%)

Micro e pequenas empresas (MPE):

Atenção ambulatorial por médicos e odontólogos: 4.981 novas MPE (6%)
Serviços combinados de escritório e apoio administrativo: 3.949 novas MPE (5%)
Atividades de saúde, exceto médicos e odontólogos: 3.326 novas MPE (4%)

Fonte: Agência Brasil

Mercado financeiro eleva projeção do PIB para 2,25% em 2025

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 2,16% para 2,25%. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) passou de 1,78% para 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,84% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Inflação

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,43% para 4,4% este ano.

Para 2026, a projeção da inflação variou de 4,17% para 4,16%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela terceira vez seguida, na última reunião, no início do mês passado.

No entanto, o colegiado não descarta a possibilidade de voltar a elevar os juros “caso julgue apropriado”.

Em nota, o BC informou que o ambiente externo se mantém incerto por causa da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. No Brasil, a autarquia destacou que a inflação continua acima da meta, apesar da desaceleração da atividade econômica, o que indica que os juros continuarão altos por bastante tempo.

O Copom faz a última reunião do ano nesta terça (9) e quarta-feira (10), e a estimativa dos analistas de mercado é que a taxa básica encerre 2025 em 15% ao ano.

Fonte: Agência Brasil