
Nesta quinta-feira, 4, a Solenidade de Corpus Christi foi celebrada na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). O presidente eleito da comunidade, padre Roger Luís, presidiu a Missa no Santuário do Pai das Misericórdias.
Em sua homilia, o sacerdote destacou a importância desta solenidade e convidou os fiéis à reflexão, questionando se a dimensão eucarística da fé está sendo verdadeiramente vivida. “A Eucaristia, a presença real de Jesus no Santíssimo Sacramento do altar é a fonte e o ápice da vida cristã. É nela que está contido todo o bem espiritual da Igreja”, ressaltou.
“Quando nós nos afastamos da Eucaristia, nós nos afastamos da vida — e da vida eterna”, prosseguiu padre Roger Luís. “Afastar-se de Jesus na Eucaristia é se tornar fraco”, pontuou, sublinhando a importância de desejar constantemente a presença do Senhor.
O sacerdote indicou ainda que o homem não foi criado para “viver de migalhas”, mas é chamado a “sentar-se à mesa e experimentar o banquete” que o Senhor preparou. Muitos buscam saciar a fome de Deus com as migalhas do mundo — na carência, no pecado, nos vícios —, mas o que de fato é necessário é colocar em ordem a casa e a vida para receber a Eucaristia.
Enfrentar o deserto
Refletindo sobre a Primeira Leitura (Dt 8,2-3.14b-16a), padre Roger Luís pontuou que o mundo vive um momento de travessia, com muitas incertezas e inseguranças. Este cenário configura-se ao vivido pelo povo hebreu quando atravessava o deserto rumo à Terra Prometida.
“O deserto revela o coração”, sublinhou o sacerdote. Deus conduziu o povo ao deserto para que os hebreus pudessem conhecê-Lo e experimentá-Lo, libertando-se dos ídolos e descontaminando-se do Egito. “O deserto mostra se tem adoração ou idolatria, se tem gratidão ou esquecimento. É o lugar onde caem as máscaras, onde a falta de segurança, de conforto e de controle faz aparecer o verdadeiro estado da alma”, frisou.
Desta forma, quando o homem se aproxima da Eucaristia e senta-se à mesa, quando adora o Cordeiro de Deus e o ama nesse tempo difícil e exigente, a alma é educada e transformada pela comunhão que o faz crescer espiritualmente. Por meio da Eucaristia, o ser humano enfrenta com coragem, determinação e ousadia os tempos difíceis que surgem.
“Essa dimensão da nossa comunhão com o Senhor nos faz escolher o altar, viver no altar, viver no sacrário”, salientou padre Roger Luís. “Somos chamados a abandonar as seguranças do mundo e colocar a nossa total confiança no Senhor”, ressaltou.
Alimento da eternidade
O sacerdote indicou ainda que, ao passo que o maná experimentado pelo povo no deserto era provisório, a Eucaristia é definitiva, comunicando a vida eterna. “A Eucaristia alimenta a Igreja no caminho do Reino definitivo”, expressou.
Fonte: Canção Nova






