Abandonada pela família, menina autista mora há 3 meses em hospital

Abandonada pela família, uma adolescente diagnosticada com grau alto de transtorno do espectro autista (TEA) está há três meses morando no Hospital Municipal do Jardim Ingá, em Luziânia, Entorno do Distrito Federal. A jovem, de 16 anos, vive na unidade de saúde após a avó morrer e a mãe rejeitar a guarda dela.

Com cabelos castanhos escuros e aproximadamente 1,70m, Isabela* é vista diariamente circulando pelos corredores do hospital. Sempre com o cabelo amarrado no estilo “maria-chiquinha”, a menina não usa vestes comuns a uma adolescente qualquer, como jeans e camiseta. A jovem sempre está trajando as roupas destinadas a pacientes do hospital.

A menina morava com a avó, em São Paulo. A idosa é quem cuidava da garota, mas uma fatalidade virou a vida da adolescente de cabeça para baixo. A familiar morreu e, desamparada, a menina foi levada para Luziânia, onde mora a mãe.

O acolhimento, porém, não durou. Isabela* foi rejeitada, abandonada e conduzida à unidade do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município, onde ficou por um mês. Sem estrutura ideal para manter pacientes, o Caps transferiu a menina para o Hospital Municipal do Jardim Ingá.

O Metrópoles esteve na unidade de saúde nesta semana. No local, uma fila de espera para o atendimento era controlada por três funcionários, além de um guarda municipal, que faz a segurança.

Entre crianças, adultos e idosos, que receberam alta médica naquele dia, nenhum apresentava queixa contra o atendimento.]

O hospital que virou o abrigo da jovem foi inaugurado em 2008 e carrega o nome de Antônio Joaquim de Melo, presidente da Câmara Municipal de Luziânia na década de 1950.

A unidade fica na Avenida Israel Pinheiro, possui estrutura simples, mas ainda conservada, apesar da fachada verde e branca com o nome do hospital já apresentar desgaste. O hospital é responsável por atender os mais de 88 mil habitantes do distrito do Jardim Ingá.

Secretaria e MPGO acompanham o caso

A Secretaria Municipal de Saúde de Luziânia informou que Isabela* está sendo devidamente acompanhada por equipe multidisciplinar da rede municipal de saúde e o Juizado da Infância e da Juventude também acompanha o caso.

“Em atendimento à solicitação do Juizado da Infância e da Juventude, está sendo elaborado relatório técnico detalhado sobre a evolução clínica da paciente, dentro dos prazos estabelecidos pela Justiça”, informou a pasta.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) em Luziânia relatou que o caso da jovem está sendo monitorado pela 2ª Promotoria de Justiça. “A adolescente em questão encontra-se em tratamento psiquiátrico na referida unidade de saúde, sob a tutela do município”, disse o MP.

Por se tratar de um caso que envolve direitos da criança e do adolescente, nem a secretaria nem o MP deram detalhes sobre o quadro clínico da jovem.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás também foi acionada pelo Metrópoles, mas emitiu nota dizendo que não se pronunciaria sobre o assunto, alegando que o caso é de responsabilidade da Secretaria Municipal.

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) também não se manifestou se há inquérito aberto para investigar o abandono da adolescente

O prefeito de Luziânia, Diego Sorgatto (União Brasil-GO), foi procurado pela reportagem, mas não retornou o contato até a atualização mais recente desta matéria.

Nenhum órgão estadual ou municipal soube detalhar qual será o destino de Isabela* quando ela receber alta médica.

A mãe da adolescente não foi encontrada pela reportagem para comentar o caso, bem como qualquer outro membro da família. A tutela da menina, atualmente, está com o município de Luziânia.

* Nome fictício para preservar a identidade da personagem, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Fonte: Metrópoles

Segurança alimentar melhora, mas 1 em cada 4 famílias não sabe se terá comida suficiente

Um em cada quatro domicílios apresentou algum grau de insegurança alimentar em 2024, ou seja, moradores não sabiam se teriam comida suficiente ou adequada na mesa. As regiões Norte (37%) e Nordeste (34%) apresentam os maiores porcentuais de lares com essa incerteza. Embora seja preocupante, o cenário melhorou em relação a 2023: o número de casas com insegurança alimentar recuou de 27,6% para 24,2%. É uma queda de 21,1 milhões para 18,9 milhões de moradias (diferença de 2,2 milhões).

Os números constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgado nesta sexta-feira, 10, pelo Instituto Nacional de Geografia Estatística (IBGE). Os dados ser referem ao último trimestre do ano passado. Fome e insegurança alimentar não são a mesma coisa. Fome é uma privação contínua que afeta fisicamente e mentalmente os indivíduos e pode levar à morte, de acordo com a ONU.

A insegurança alimentar, por sua vez, é a redução na quantidade e qualidade da comida que pode levar, por exemplo, à desnutrição, carência de nutrientes, e a outros problemas de saúde. A escala brasileira divide a insegurança alimentar em três categorias:

– insegurança alimentar leve: preocupação ou incerteza em relação ao acesso aos alimentos ou a troca de um alimento por outro mais barato;

– . moderada: redução na quantidade, qualidade ou variedade de alimentos entre os adultos ou piora nos padrões de alimentação;

– grave: até mesmo as crianças da moradia não são alimentadas corretamente.

Ao todo, 62,6 milhões de brasileiros apresentaram algum grau de insegurança alimentar em 2024. A situação mais grave afeta 6,4 milhões de pessoas, com predomínio na área rural do Brasil. “Houve ruptura nos padrões de alimentação nesses domicílios e a fome esteve presente entre eles, pelo menos, em alguns momentos do período de referência”, diz relatório do IBGE.

As regiões Norte (37,7%) e Nordeste (34,8%) permanecem com os índices mais preocupantes, apresentando as maiores proporções de insegurança alimentar nos três níveis. A região Norte teve uma taxa quase quatro vezes maior de domicílios com restrição severa de acesso aos alimentos quando comparada com à região Sul (6,3% contra 1,7%).

O IBGE ressalta, contudo, que na PNADC não é possível contabilizar o total de brasileiros passando fome. Conforme outro levantamento, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) apresentada em julho deste ano, o Brasil está fora do Mapa da Fome. Isso significa que o País está abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente.

Fonte: Estadão

Maioria da população brasileira vive com até 2 salários mínimos, diz IBGE

A maioria da população brasileira vive com até 2 salários mínimos mensais, segundo dados do Censo 2022: Trabalho e Rendimento, divulgado nesta quinta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto mais de dois terços (68,1%) dos trabalhadores do País recebiam até R$ 2,424, o equivalente a dois salários mínimos em 2022, apenas 7,6% deles recebiam mais de cinco salários mínimos.

Entre as pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas, verificou-se na distribuição pelos rendimentos de todos os trabalhos que a faixa com a maior concentração foi a de 1 a 2 salários mínimos (32,7%), seguida daquela que continha o salário mínimo (mais de ½ a 1 salário mínimo), com 24,2%, e de quem ganha mais de 2 a 3 salários mínimos, com 14,2%.

No recorte municipal, a pesquisa aponta que dentre os 5.571 municípios brasileiros, 520 apresentaram o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas com ganho abaixo de 1 salário mínimo (R$ 1.212) no período de referência da pesquisa.

De acordo com a pesquisa, os dez municípios com os menores rendimentos médios mensais de todos os trabalhos situavam-se na Região Nordeste, sendo que o menor valor foi encontrado em Cachoeira Grande/MA (R$ 759), seguido por Caraúbas do Piauí/PI (R$ 788) e Mulungu do Morro/BA (R$ 805).

Considerando o rendimento nominal médio mensal de todos os trabalhos, em 2022, as pessoas ocupadas nas Regiões Norte (R$ 2.238) e Nordeste (R$ 2.015) recebiam, respectivamente, 78,5% e 70,7% do correspondente à média nacional (R$ 2.851).

Por outro lado, a Região Centro-Oeste superou em 16,7% a média nacional e alcançou o maior rendimento nominal médio de todos os trabalhos, com R$ 3.292. Em seguida, as Regiões Sudeste (R$ 3.154) e Sul (R$ 3.190).

As três Unidades da Federação que tinham os menores rendimentos médios de trabalho estavam situadas na Região Nordeste: Maranhão (R$ 1.855), Piauí (R$ 1.905) e Bahia (R$ 1.944). Por outro lado, as Unidades da Federação que registraram os maiores rendimentos médios foram Distrito Federal (R$ 4.715), São Paulo (R$ 3.460) e Santa Catarina (R$ 3.391).

Fonte: Terra

Câmara derruba MP do IOF e impõe derrota a Lula e Haddad

A Câmara derrubou nesta quarta-feira (8.out.2025) a MP (Medida Provisória) do IOF (1.303 de 2025) e impôs importante derrota ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O governo deixará de arrecadar R$ 31,4 bilhões em 2025 e em 2026 com a derrubada da MP e terá de lidar com um rombo orçamentário até o fim do mandato, em 2026.

Foram 251 votos a favor e 193 votos contrários para retirar a MP da pauta do plenário. Dessa forma, o mérito da proposta não chegou a ser analisado. Como a medida perdeu a validade à meia-noite desta quinta-feira (9.out), não terá como ser analisada em outra sessão. Ainda precisaria passar pelo Senado.

A MP dava ao governo Lula R$ 10,55 bilhões em 2025 e R$ 20,89 bilhões em 2026, ano eleitoral. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) criticou o descumprimento de acordo firmado na terça-feira (7.out.2025) na Residência Oficial do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Os R$ 31,44 bilhões que reforçariam o caixa do governo Lula em 2025 e 2026 eram divididos em duas modalidades. Havia uma expectativa de coletar R$ 17 bilhões diretamente dos pagadores de impostos –ou seja taxas que teriam percentuais mais altos para elevar a arrecadação. E havia também outros R$ 14,44 bilhões em contenção ou redução de despesas. Eram mudanças em regras do seguro-defeso, a inclusão do programa Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, alterações no prazo de concessão de auxílio-doença pelo Atesmed, dentre outras.

A comissão especial havia aprovado a MP por placar apertado: de 13 votos a favor e 12 contra. Os deputados governistas tentaram salvar partes da MP e desidrataram as medidas de arrecadação.

A equipe econômica terá agora que recalcular as projeções de receitas no Orçamento para 2025, com possibilidade de aumentar o congelamento dos gastos para compensar a frustração de arrecadação.

Zarattini declarou que o governo Lula poderá publicar decretos ou portarias para aumentar outros tributos, como o próprio IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Fonte: Poder 360

AGU notifica Meta para excluir conteúdos sobre falsificação de bebidas

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou neste domingo (5/10) que notificou a empresa Meta para que a plataforma tome medidas imediatas de bloqueio e remoção de conteúdos e grupos que promovem a venda ilegal de lacres, tampas, rótulos e garrafas de bebidas alcoólicas.

A notificação foi feita por meio da Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia (PNDD).

A plataforma, responsável pelo Facebook e Instagram, tem 48 horas para responder. “O não atendimento ao pedido poderá resultar em medidas judiciais nas esferas civil, administrativa e criminal”, diz nota da AGU.

O órgão afirma que a iniciativa se deu após reportagem da BBC News Brasil, em 3 de outubro, onde foi revelada a existência de um comércio clandestino desses materiais nas plataformas, usado na falsificação de bebidas com substâncias tóxicas como o metanol.

Em todo o país já são 14 casos confirmados de intoxicação por metanol e 209 em investigação. O segundo óbito foi confirmado pela prefeitura de São Paulo e outras 12 mortes suspeitas são averiguadas.

Fonte: Metrópoles

MTE encerra lote extra do Abono Salarial e 1,6 milhão de trabalhadores recebem em outubro

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) concluiu nesta sexta-feira (3) o processamento do lote extra do Abono Salarial. O pagamento de R$ 1,5 bilhão beneficiará 1,6 milhão de trabalhadores no dia 15 de outubro. A partir de 5 de outubro, será possível consultar a Carteira de Trabalho Digital para verificar se estão incluídos neste lote. Neste ano, o programa recebeu um total de R$ 30 bilhões para o pagamento do benefício.

O lote extra foi criado para atender os trabalhadores que tiveram os dados enviados dentro do prazo excepcional estabelecido pela Resolução Codefat/MTE nº 1.013, de 2025. O pagamento beneficiará os trabalhadores do ano-base 2023 com direito ao Abono Salarial, cujos dados foram corretamente registrados pelos empregadores no eSocial até 20 de junho de 2025. Serão contemplados 1.640.201 trabalhadores, totalizando R$ 1.500.888.606,00.

Entre os beneficiários, 697.814 trabalhadores são de empresas privadas, vinculados ao PIS, e receberão o pagamento pela Caixa Econômica Federal. Já 942.387 são servidores públicos, vinculados ao PASEP, e receberão pelo Banco do Brasil. O valor do Abono Salarial varia de R$ 127,00 a R$ 1.518,00, de acordo com o número de meses trabalhados no ano-base 2023.

Em 2025, o pagamento do Abono Salarial referente ao ano-base 2023 teve início em 17 de fevereiro e seguirá disponível aos trabalhadores até o término do calendário, em 29 de dezembro.

Quem tem direito

Têm direito ao Abono Salarial os trabalhadores que atendem aos seguintes critérios:

– Estar cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, contados a partir da data do primeiro vínculo;

– Ter recebido, de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social (PIS) ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), até dois salários-mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado;

– Ter exercido atividade remunerada por, pelo menos, 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado;

– Ter seus dados do ano-base 2023 corretamente informados pelo empregador no eSocial.

Fonte: Governo Federal

Bahia investiga primeira morte suspeita de intoxicação por metanol

A Bahia confirmou hoje que investiga uma morte suspeita de intoxicação por metanol. Se confirmada, este seria o primeiro caso do tipo no estado.

Vítima que tem morte investigada é um homem de 56 anos que morreu em Feira de Santana na madrugada de hoje. Ele deu entrada na UPA de Queimadinha com sintomas compatíveis com intoxicação por metanol, segundo a Secretaria de Saúde. O dia em que ele deu entrada na UPA e a bebida que ele teria consumido não foram divulgados.

Amostras biológicas do homem serão analisadas e resultados devem ser divulgados em até sete dias. Até lá, o caso é tratado como sob investigação.

Governo da Bahia e Prefeitura de Feira de Santana afirmaram que estão em contato com o Ministério da Saúde. O boletim mais recente divulgado pelo órgão federal aponta 59 casos entre suspeitos e confirmados.

Até o momento, o único estado que confirmou uma morte e casos de contaminação por metanol em bebida foi São Paulo. Mais casos suspeitos são investigados no estado paulista e em Pernambuco, onde duas pessoas morreram.

Fonte: UOL

Brasil tem 59 notificações de intoxicação por metanol, e Ministério da Saúde amplia estoque de etanol farmacêutico

O Brasil registrou 59 notificações relacionadas à intoxicação por metanol até a tarde desta quinta-feira (2), segundo informou o ministro da Saúde Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa. Dessas 59, 11 já têm a detecção laboratorial da presença do metanol.

Em relação aos estados dos registros, o ministro informou que:

– 53 são de São Paulo;

– 5 são de Pernambuco;

– 1 é do Distrito Federal.

Padilha informou também que foi estabelecido um estoque de etanol farmacêutico nos hospitais universitários federais e a compra de 4.300 ampolas para que elas estejam disponíveis para qualquer centro de referência ou unidade de saúde que não tenha.

O metanol é um álcool usado industrialmente em solventes e outros produtos químicos, e altamente perigoso quando ingerido. Inicialmente, ataca o fígado, que o transforma em substâncias tóxicas que comprometem a medula, o cérebro e o nervo óptico, podendo causar cegueira, coma e até morte. Também pode provocar insuficiência pulmonar e renal.

O etanol farmacêutico age como antídoto, pois impede que o metanol seja convertido em ácido fórmico, uma substância ainda mais perigosa.

O ministro também afirmou que está sendo feita uma orientação para os gestores municipais e estaduais de como acessar o etanol farmacêutico. Além disso, disse que a Anvisa mapeou no Brasil 604 farmácias que já o produzem.

“Nós vamos passar esses dados também para os gestores estaduais e municipais para que eles possam adquirir caso seja necessário”, afirmou.

“Dessas 604 farmácias, a Anvisa vai estabelecer uma, duas ou três de grande referência em todas as capitais dos estados da federação. Estabelecer farmácias que tenham capacidade de uma resposta mais rápida ao pedido de gestores municipais e estaduais”.

Padilha ressaltou que, em casos suspeitos de intoxicação por metanol, o etanol farmacêutico deve ser utilizado rapidamente.

“Se for mais rápido, o efeito vai ser maior porque ele compete com o metanol no processo de metabolização. Com isso, ele reduziria os efeitos. A utilização dele pode não só evitar a morte, mas também evitar sequelas e agravos”, disse.

“O profissional de saúde é obrigado a perguntar para aquela pessoa o que ela acha que ingeriu. Se foi em uma festa a gente identifica e vai identificar quem forneceu a bebida para aquela festa, se alguém que comprou numa festa menor. Isso permite o rastreamento de onde vem aquela bebida”, afirmou Padilha.

Ele também falou sobre o fomepizol, que é um medicamento utilizado como antídoto nos casos de intoxicação por metanol, etilenoglicol e dietelinoglicol.

Contudo, ainda não está disponível no Brasil, e precisa ser importado, embora conste na lista de antídotos dos medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“O manejo de aplicação dele [fomepizol] é mais fácil. Por isso é uma alternativa que estamos buscando. Não tem grande circulação no mundo, mas fomos atrás dos produtores”.

Na coletiva, Padilha também enfatizou a instalação, em Brasília, de uma “sala de situação” para monitorar os casos crescentes de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica e coordenar as medidas a serem adotadas.

O Ministério da Saúde afirma que a equipe técnica da sala de situação será composta por representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Segurança Pública, Agricultura e Pecuária, pelos conselhos Nacional de Saúde (CNS), Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Anvisa e as secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

Fonte: G1

Câmara aprova projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1087/25, do Poder Executivo, que concede desconto para zerar o Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) de quem ganha até R$ 5 mil mensais e institui cobrança adicional para aqueles com rendimento tributável acima de R$ 600 mil ao ano. A proposta será enviada ao Senado.

A intenção do projeto é aumentar o escalonamento dos tributos cobrados com base na chamada alíquota efetiva (encontrada após deduções e isenções).

Para compensar a isenção de até R$ 5 mil, a proposta cria um patamar mínimo de 10% do IR que pode atingir cerca de 141,4 mil contribuintes pessoas físicas de alta renda que hoje recolhem, em média, com alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos.

Trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.

As reduções para a faixa até R$ 5 mil se repetem na Declaração de Ajuste Anual (DAA) do IRPF, quer o contribuinte opte por fazer a declaração completa (com deduções de gastos de saúde e educação, por exemplo) ou opte pelo desconto simplificado (cujo valor é ajustado de R$ 16.754,34 para R$ 17.640,00).

O desconto proposto será aplicado inclusive sobre o 13º salário, que tem tributação exclusiva na fonte (não entra na conta com os demais salários na declaração anual).

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Professor é preso na Paraíba suspeito de assediar alunas em troca de notas

Um professor da rede privada de ensino foi preso na última sexta-feira (26) em Guarabira, município do brejo paraibano, sob suspeita de praticar assédio sexual contra alunas menores de idade.

Ele é suspeito de se aproveitar da posição hierárquica em sala de aula para “oferecer benefícios acadêmicos em troca de vantagens amorosas”, segundo a Polícia Civil.

A identidade do docente não foi divulgada para evitar a exposição das vítimas e incentivar que possíveis novas testemunhas se apresentem. De acordo com a polícia, o investigado ficou em silêncio durante os depoimentos e não se manifestou sobre as acusações.

A investigação é conduzida pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) de Guarabira e começou a partir de uma denúncia anônima feita à Polícia Civil no fim de agosto. Segundo a delegada responsável pelo caso, Isabela Martins Leal, o alerta inicial tratava do compartilhamento de áudios atribuídos ao professor, enviados a uma das alunas.

“Ele se utilizava da posição de superioridade hierárquica em busca de vantagens amorosas. Oferecia vantagens acadêmicas, como pontuação ou benefícios escolares, o que caracteriza o delito de assédio sexual”, afirmou ela à Folha.

A partir da primeira denúncia, os investigadores conseguiram identificar a vítima e, em seguida, outras estudantes que relataram abordagens semelhantes.

Até o momento, três adolescentes já foram ouvidas e indicaram testemunhas. Todas são alunas de escolas de Guarabira.

A delegada disse que o caso é tratado como assédio sexual praticado em concurso, já que envolve mais de uma vítima.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil pediu ao Judiciário a prisão preventiva (sem prazo) do professor, além da busca e apreensão em sua residência e a extração de dados do telefone celular. Os pedidos foram deferidos pela 2ª Vara Mista de Guarabira.

Fonte: Folha de S. Paulo

Com 10 mil militares, mísseis e blindados, Brasil faz treinamento de guerra

Com cerca de 10 mil militares, sistemas de mísseis, caças, blindados e navios, as Forças Armadas do Brasil realizam, entre hoje e o dia 11 de outubro, um treinamento de guerra na região da Amazônia.

Trata-se do exercício de terreno da Operação Atlas, que será realizado nos estados do Amapá, Amazonas, Pará e Roraima. A ideia é simular um cenário de guerra – com planejamento, deslocamento de tropas e ação – da forma mais realista possível.

O objetivo principal é testar, na prática, o nível de preparo das Forças Armadas para a defesa da Amazônia e da soberania nacional. A região é considerada estratégica pelos militares.

A região, além de ser alvo de espionagem internacional e de atividades coordenadas pelo crime organizado, como o tráfico de drogas, é frequentemente marcada por tensões.

Entre o final de 2023 e começo de 2024, quando a Venezuela ameaçava a Guiana devido à disputa territorial por Essequibo, área rica em recursos naturais, as Forças Armadas brasileiras reforçaram a presença de tropas na região e enviaram 28 blindados para Roraima.

A operação também ocorre em um momento de tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela.

Com as simulações e cenários realistas, o Ministério da Defesa busca treinar a interoperabilidade das tropas, testando a sinergia entre Marinha, Exército e Aeronáutica.

O Brasil é referência internacional na técnica de combate conhecida como “guerra na selva”, que exige atuação em condições extremas de clima, terreno e isolamento.

Esse tipo de operação é considerada essencial para manter o diferencial das tropas brasileiras nesse ambiente.

Só pelo lado do Exército, serão utilizados mais de 40 blindados, 434 viaturas, nove helicópteros e 3.600 militares.

Alguns desses veículos foram transportados do Rio Grande do Sul até Roraima – uma distância equivalente à necessária para ir de Lisboa até Moscou. Ou seja, os militares brasileiros deslocaram viaturas em percurso suficiente para cruzar toda a Europa.

Esse transporte foi coordenado pelo Coter (Comando de Operações Terrestres) e pelo Colog (Comando Logístico).

Entre os equipamentos que serão utilizados na operação estão os blindados VTE Leopard e o sistema de foguetes Astros.

Fonte: CNN

Vigilância Sanitária interdita três bares em SP após caso de intoxicação por metanol

O bar Ministrão, localizado na alameda Lorena, nos Jardins, área rica de São Paulo, foi fechado nesta terça-feira (30) em uma operação conjunta da Polícia Civil com a Vigilância Sanitária municipal e estadual devido a indícios de venda de bebida alcoólica contaminada com metanol. Outros dois bares —localizados na Mooca (zona leste) e em São Bernardo do Campo (Grande SP)— também foram interditados nesta terça-feira, segundo nota divulgada pelo Governo de São Paulo.

O estabelecimento nos Jardins já havia sido alvo na segunda-feira (29) de operação que resultou na apreensão de cerca de 100 garrafas de destilados. Em São Bernardo do Campo, a interdição desta terça terminou na apreensão de garrafas de bebidas, que foram encaminhadas para perícia.

Questionado por jornalistas no local, o advogado dos proprietários do bar dos Jardins afirmou apenas que o estabelecimento estava sendo fechado “por causa de apenas uma pessoa”, sem dar detalhes.

Além dos bares interditados, um minimercado no Planalto Paulista, na zona sul de São Paulo, foi fiscalizado. Os agentes apreenderam cerca de 40 garrafas de uísque, gin e vodca. O representante do estabelecimento foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, segundo o governo paulista.

Na região do M’Boi Mirim, zona sul de São Paulo, uma distribuidora foi parcialmente interditada, vetando a comercialização de bebidas alcoólicas, segundo o governo paulista. Parte dos produtos destilados foi lacrada no local. Os proprietários foram orientados a apresentar as notas fiscais correspondentes para comercialização.

Altamente tóxico para o corpo humano, o metanol atinge principalmente o fígado, mas pode também provocar lesões no nervo ótico e causar cegueira. Foi o que aconteceu com a designer de interiores Rhadarani Domingos.

Em entrevista exibida no último domingo (28) pelo Fantástico, da TV Globo, ela contou ter perdido a visão após consumir três caipirinhas de vodca no Ministrão, no último dia 19. “Causou um estrago muito grande. Não estou enxergando nada”, disse.

De acordo com as autoridades, os bares que foram alvo da operação ficarão fechados por precaução até a conclusão da análise das amostras apreendidas, uma vez que não conseguiram comprovar a procedência das bebidas. A perícia será feita no IC (Instituto de Criminalística) da Polícia Técnico-Científica.

“Seguindo o princípio da precaução em saúde pública, diante dos riscos e dos casos que continuam ocorrendo e sendo notificados constantemente, não apenas aqui, mas também em outros locais fiscalizados, foram realizadas ações administrativas de interdição”, afirmou Manoel Lara, diretor do CVS (Centro de Vigilância Sanitária) do estado de São Paulo.

Moradores da região disseram que um parklet —tipo de extensão da calçada— foi instalado em frente ao bar Ministrão há duas semanas. Segundo eles, o local sempre foi muito movimentado.

O maestro João Carlos Martins, que mora próximo ao bar, passou pelo local na tarde desta terça e lamentou a interdição. “Para o consumidor é uma notícia triste. Você passa a pensar duas vezes [antes de consumir bebidas]. Eu gosto de notícias alegres, não de notícias infelizes”, disse.

O Governo de São Paulo anunciou nesta terça que o estado já registra cinco mortes por intoxicação com metanol.

De acordo com o secretário da Saúde, Eleuses Paiva, há no total 22 casos envolvendo intoxicação por metanol —7 confirmados e 15 em investigação. Desses, cinco pessoas morreram, sendo que até o momento em apenas um desses casos há confirmação de que a morte se deu após a ingestão de bebida adulterada.

Também participaram da operação a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), do município de São Paulo, e o Procon-SP.

Fonte: Folha de S. Paulo

Lula sanciona lei que amplia licença-maternidade em caso de internação

A licença maternidade de mães que forem internadas ou tiverem o bebê internado por mais de duas semanas pode ser ampliada. É o que prevê a lei que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e permite a contagem da licença maternidade somente a partir da alta hospitalar, devido a complicações no parto.

A norma, que agora é uma realidade, não existia quando a perfumista Saara Dias teve o pequeno Benício, hoje com dois anos e meio. Na época, ela teve que lidar com a preocupação de um filho recém-nascido internado por três meses, devido a complicações; e a burocracia para segurar o emprego, que ficou ameaçado.

“Passei praticamente todo o meu puerpério no hospital lutando pela vida do meu filho. Minha rotina era entre médicos, exames, diagnóstico e muito medo. Além de toda a dor e preocupação, ainda precisei lutar pelos meus direitos, porque a empresa queria me fazer voltar antes do tempo. Mesmo com meu filho internado, precisei buscar uma advogada para não perder o pouco do que eu tinha. Se naquela época já existisse a lei que realmente nos protegesse, as mães de UTI, teria sido diferente. Eu poderia ter cuidado mais do meu filho sem tanta pressão”.

Isso porque, em muitas situações, mães e bebês ficam muito tempo na maternidade, em caso de complicações sérias na gestação ou no parto. Depois da alta, foi levado em conta que a mãe precisa se recuperar físico e emocionalmente, além de oferecer cuidados especiais ao filho.

Para marcar o início da licença maternidade das mães trabalhadoras, que é de até 120 dias, a nova lei conta a partir de quem teve a alta por último, seja a mãe ou o filho. Além disso, o pagamento do salário-maternidade fica garantido durante o tempo no hospital e por mais 120 dias depois da alta.

O Conselho Federal de Enfermagem comemorou a novidade. Segundo a entidade, a lei “representa uma vitória concreta para as mulheres e para a saúde das famílias brasileiras”, porque “garante dignidade e justiça social”.

Fonte: Agência Brasil