Homem é preso em BH ao fingir ser deputado e passar trotes para a PM

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante nessa segunda-feira (10/11) depois de se passar por um deputado estadual e realizar trotes para a Polícia Militar. o suspeito foi detido na residência dele no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte (MG).

De acordo com a PM, o homem fazia diversas ligações para o número 190, se identificando falsamente como parlamentar e solicitando o envio de viaturas para verificar denúncias que nunca existiram.

A farsa terminou quando os militares descobriram o golpe e deram voz de prisão ao homem, que foi enquadrado no artigo 340 do Código Penal, referente à comunicação falsa de crime ou contravenção.

Segundo a polícia, o suspeito tem uma extensa ficha criminal, incluindo outros registros pela mesma conduta, além de violência doméstica, ameaças, injúria, perseguição e dano.

Durante o flagrante, o homem apresentava sinais de transtorno mental, afirmando que pessoas estariam escondidas em locais inusitados dentro da casa dele, como dentro de um rolo de plástico e até em um fogão.

Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, mas, devido ao seu estado de confusão, não conseguiu assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que é aplicado em casos de infrações de menor potencial ofensivo.

Fonte: Estado de Minas

Governo avalia liberar FGTS para vítimas de tornado no Paraná, diz Gleisi

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que lidera a comitiva enviada pelo governo federal ao Paraná, afirmou neste sábado (8/11) que o governo trabalha para atender de forma imediata as vítimas do tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades da região. “Nossa prioridade é reconstruir o que foi destruído e garantir que ninguém fique desamparado”, declarou.

A comitiva inclui o ministro em exercício da Saúde, Juliano Massuda, representantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), da Defesa Civil Nacional, do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). O grupo sobrevoou as áreas atingidas, avaliou os danos e iniciou o planejamento das ações emergenciais.

Segundo Gleisi, o governo federal já reconheceu o estado de calamidade e trabalha para agilizar a liberação de recursos emergenciais, inclusive com medidas que envolvem o saque do FGTS e benefícios do INSS para as famílias afetadas. “Estamos coordenando esforços com o governo do estado e as prefeituras para restabelecer o básico: alimentação, abrigo e reconstrução das casas”, afirmou.

A ministra também ressaltou que há equipes de saúde atuando na região, incluindo especialistas em saúde mental para atender vítimas e familiares. “Sabemos que, além das perdas materiais, há um impacto emocional profundo. Estamos aqui para oferecer suporte integral, tanto físico quanto psicológico”, destacou.

O governo pretende priorizar a reconstrução urbana e o fornecimento de materiais de construção, telhas, alimentos e itens de higiene. Gleisi enfatizou que a ação é conjunta e envolve diferentes esferas: “Este plano está sendo desenvolvido com a prefeitura e o governo do Estado. Reconhecemos a necessidade de um esforço coletivo e de superar desafios inéditos.”

O tornado, que atingiu o sudoeste do Paraná na sexta-feira (7/11), provocou destruição em larga escala, deixou ao menos seis mortos, dezenas de feridos e centenas de desabrigados. As equipes federais devem permanecer na região pelos próximos dias para acompanhar a liberação de recursos e monitorar as etapas de reconstrução.

Fonte: Correio Braziliense

Moraes vota para rejeitar recurso e manter condenação de Bolsonaro e outros seis réus

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes votou, nesta sexta-feira (7), para rejeitar o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação da trama golpista. Bolsonaro recebeu uma pena de mais de 27 anos de prisão por liderar uma organização criminosa.

Além do ex-presidente, Moraes também votou para negar o recurso apresentado pelas defesas do almirante Almir Garnier, do general Paulo Sérgio Nogueira, do deputado Alexandre Ramagem, do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e dos generais Braga Netto e Augusto Heleno.

Acompanhando o relator, o ministro Flávio Dino também votou pela rejeição do recurso de todos os réus do chamado “núcleo crucial”.

Os embargos declaratórios, recursos apresentados por sete condenados no núcleo 1 da trama golpista, são julgados pela Primeira Turma do STF. Além de Moraes e Dino, faltam votar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento começou nesta sexta-feira (7), no plenário virtual, e vai até a próxima sexta-feira (14).

Caso os recursos sejam negados pela maioria, o relator, ministro Alexandre de Moraes, poderá determinar o início do cumprimento das penas.

No voto do ministro ao recurso de Bolsonaro, Moraes discordou da alegação de que a PGR (Procuradoria-Geral da República) teria tentado dificultar o trabalho das defesas ao apresentar grande volume de documentos no processo.

“Não se vislumbra, portanto, qualquer tática acusatória da Procuradoria-Geral da República para cercear o direito à ampla defesa. Ao contrário, na presente hipótese a acusação pediu a autorização das defesas para ter acesso a todos os elementos de prova que foram mencionados na denúncia”, disse Moraes, destacando que tais documentos foram disponibilizados de forma igual e transparente às defesas.

Fonte: R7

“Servidores passam necessidade”, diz juiz ao barrar show de R$ 654 mil no Maranhão

Ao suspender o show da dupla sertaneja Maiara e Maraisa no município de Governador Nunes Freire, no Maranhão, o juiz Bruno Chaves afirmou que os servidores públicos locais “passam necessidades por não receberem seus proventos”. O evento seria realizado em 8 de novembro, no aniversário da cidade, e custou R$ 654 mil aos cofres públicos.

Na decisão, assinada nessa quarta-feira (5/11), o juiz da Vara Única da Comarca de Governador Nunes Freire atendeu ao pedido Ministério Público do Maranhão (MPMA).

O órgão entrou com ação civíl pública contra o prefeito Luis Fernando de Castro Braga (PL) e argumentou que não seria moral realizar o show enquanto a prefeitura atrasa o pagamento de salários e outros benefícios a servidores públicos com frequência.

“Não é moral destinar mais de meio milhão de reais à festa enquanto servidores públicos passam necessidades por não receberem seus proventos”, escreveu o juiz.

O MPMA sustentou que o município de Governador Nunes Freire “atravessa notória dificuldade financeira, encontrando-se em débito com obrigações básicas”.

Entre as inadimplências citadas estão:

– atraso no pagamento de férias de agentes de saúde referentes aos anos de 2023 e 2024;

– inadimplemento do 13º salário de servidores referente a 2024; e

– atraso generalizado no pagamento de remunerações de outras categorias de servidores.

O juiz concedeu a tutela de urgência e mandou suspender o show. “É um contrassenso ético e jurídico que uma administração pública, declarando-se incapaz de honrar suas obrigações mais elementares – o pagamento de quem trabalha –, opte por despender a vultosa quantia de R$ 654 mil em um único evento festivo”, escreveu.

O magistrado ainda determinou que a prefeitura se abstenha de efetuar qualquer pagamento ou transferência financeira referente ao show e de contratar, em substituição, outra atração artística de porte e valor similar para o evento. Além disso, o cancelamento do show deveria ser anunciado no site e redes sociais da prefeitura.

“A despesa também se afigura irrazoável e desproporcional, violando o dever de eficiência na alocação de recursos. A eficiência impõe ao administrador o dever de otimizar a relação custo-benefício, e não há benefício social que justifique a realização de um show de R$ 654 mil quando o mesmo valor poderia ser utilizado para regularizar parte das folhas de pagamento em atraso”, disse.

Caso a prefeitura descumpra a decisão judicial, o juiz fixou uma multa diária de R$ 70 mil.

Fonte: Metrópoles

STF manda PF abrir inquérito para investigar crime organizado no Rio

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que a PF (Polícia Federal) abra um inquérito para investigar o crime organizado no Rio de Janeiro.

Durante audiência pública hoje, Alexandre de Moraes anunciou a abertura do inquérito. Segundo o ministro, a PF vai apurar dois aspectos relacionados ao combate ao crime organizado: “o funcionamento dos esquemas de lavagem de dinheiro” e a “infiltração de organizações criminosas” no Poder público.

Moraes se reuniu hoje com representantes de entidades ligadas aos direitos humanos. A reunião tratou sobre a operação mais letal do Brasil, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha na semana passada e deixou mais de 100 mortos.

O ministro afirmou que pediu as imagens da operação policial para “verificar eventual uso excessivo da força”. Moraes assumiu temporariamente a relatoria da chamada ADPF das favelas. O então ministro Luís Roberto Barroso era responsável pela ação, mas, como se aposentou, o regimento interno aponta que Moraes é o próximo ministro imediato a assumir o caso.

Entre os problemas apontados por Moraes, está a falta de autonomia da Polícia Técnico-Científica do Rio. Para o ministro, a subordinação do grupo à Polícia Civil comprometeria a independência das investigações.

O STF determinou uma série de regras para reduzir a letalidade policial no RJ. Em abril deste ano, o Supremo decidiu que houvesse a observação do uso da forças nas ações, com o planejamento prévio das operações, transparência e monitoramento sobre letalidade policial, disponibilização de relatórios detalhados ao final de cada operação policial, uso de câmeras, preservação de vestígios de crimes, compartilhamento de dados e envio ao Ministério Público. As decisões foram feitas em meio ao julgamento da ADPF das Favelas.

Fonte: UOL

Pela primeira vez, uniões consensuais superam casamento formal no país

Pela primeira vez, a parcela de brasileiros que vivem em união conjugal consensual supera a proporção de matrimônios religiosos e civis. Em 2022, 38,9% das uniões conjugais eram consensuais, ou seja, os cônjuges não contraíram o casamento. São 35,1 milhões de pessoas em situações como a de união estável, por exemplo.

Essa proporção era de 28,6% no ano 2000 e de 36,4% em 2010. A constatação está no suplemento Nupcialidade e Família do Censo 2022, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados comparativos são de anos em que houve recenseamento demográfico. No sentindo oposto ao das uniões consensuais, os casamentos civil e religioso passaram de 49,4% do total de uniões em 2000 para 37,9% em 2022. No Censo de 1970, eram 64,5%.

Os matrimônios apenas religiosos recuaram de 4,4% para 2,6% no mesmo período. Já o casamento apenas civil subiu de 17,5% para 20,5%.

Voltando mais no tempo, o Censo 1960 retratou que 60,5% das relações eram formalizadas com casamento civil e religioso, enquanto as consensuais eram apenas 6,4%.

Perfil das uniões consensuais

O levantamento mostra que as uniões consensuais superam o casamento civil e religioso em grupos de pessoas com até 39 anos.

No grupo de 20 a 29 anos, as uniões consensuais estão em 24,8% dos lares com cônjuges. Já os casamentos civis e religiosos são 5,8%.

No grupo de 30 a 39 anos, a proporção é 28,5% de uniões consensuais e 17,8% de casamentos civil e religiosos.

Já na faixa de 50 a 59 anos, 22,1% das uniões são casamentos civis e religiosos, e as consensuais somam 13%.

Quando se observa o rendimento per capita (por pessoa) dos cônjuges, os casos de união consensual superam todas as demais formas de casamentos entre os que recebiam até um salário mínimo.

Na classificação por religião, as uniões consensuais são mais da metade (62,5%) dos casais sem religião. Entre os católicos, são 40,9%; e entre os evangélicos, 28,7%.

Fonte: Agência Brasil

Câmara aprova ampliação gradual da licença-paternidade para 20 dias

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o projeto que aumenta gradualmente a licença-paternidade a partir de 2027, com gastos custeados pelo Tesouro Nacional, mas limitou o período a 20 dias. O texto segue para análise do Senado Federal.

A proposta previa até 30 dias, mas não houve acordo no plenário —apesar de o projeto ser defendido pela bancada feminina da esquerda à direita, houve resistência dos demais deputados. Em 2022, foram eleitas 91 mulheres deputadas e 422 homens deputados.

O texto, relatado pelo líder do PSB, deputado Pedro Campos (PE), estabelece que os pais terão 10 dias de licença a partir de 2027. A cada ano, serão acrescidos cinco dias de licença. Portanto, serão 15 dias em 2028 e 20 dias em 2029.

O projeto foi aprovado de forma simbólica, ou seja, sem que cada deputado precise registrar seu voto individualmente. Apenas o partido Novo e o deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) registraram voto contrário.

Atualmente, a legislação prevê que o pai tem direito a cinco dias corridos de licença remunerada do trabalho para cuidar do filho recém-nascido.

O programa Empresa Cidadã segue mantido e acrescenta 15 dias de folga remunerada para o pai em relação ao que está previsto no projeto.

A medida foi endossada pelo governo Lula (PT), que aposta na medida como vitrine eleitoral, e também teve apoio da bancada feminina e da frente parlamentar pela licença-paternidade, presidida pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP). Deputados de direita, como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Chris Tonietto (PL-RJ), também discursaram a favor.

Nesta segunda-feira (3), a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) se reuniu com Campos, Tabata e outros defensores da proposta.

O custo da licença-paternidade, que hoje é bancado pela empresa, passará a ser pago pela Previdência Social. A mudança visa evitar resistências por parte do setor privado e igualar esse direito às condições da licença-maternidade, que já é paga pelo governo federal.

Fonte: Folha de S. Paulo

IBGE revela nomes e sobrenomes mais populares do Brasil; veja ranking

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta terça-feira (4), a segunda edição do levantamento de nomes mais frequentes no Brasil, atualizado com dados do Censo Demográfico 2022.

A grande novidade do estudo é a inclusão dos sobrenomes, revelando que Silva lidera absolutamente os registros, estando presente na identificação de 16,76% da população.

Entre os nomes próprios, Maria e José mantiveram a hegemonia no topo do ranking, como já apontado pelo Censo Demográfico desde 2010.

Hegemonia de nomes

A tradicional dupla Maria e José segue firme como os nomes mais populares do Brasil. Maria aparece como o nome feminino mais comum, com um total de 12.224.470 pessoas registradas com este nome. Na sequência, Ana e Francisca consolidam suas posições entre os femininos mais utilizados.

Já entre os nomes masculinos, José lidera com 5.141.822 pessoas, seguido por João e Antônio. O levantamento contabilizou mais de 140 mil nomes próprios diferentes em todo o país.

Top 10 nomes femininos no Brasil:

1 – Maria (12.224.470 pessoas)
2 – Ana (3.929.951)
3 – Francisca (661.562)
4 – Julia (646.299)
5 – Antonia (552.951)
6 – Juliana (536.687)
7 – Adriana (533.801)
8 – Fernanda (520.705)
9 – Marcia (520.013)
10 – Patricia (499.140)

Top 10 nomes masculinos no Brasil:

1 – José (5.141.822 pessoas)
2 – João (3.410.873)
3 – Antônio (2.231.019)
4 – Francisco (1.659.196)
5 – Pedro (1.613.671)
6 – Carlos (1.468.116)
7 – Lucas (1.332.182)
8 – Luiz (1.328.252)
9 – Paulo (1.326.222)
10 – Gabriel (1.201.030)

Fonte: CNN

Com R$ 40 bilhões em recursos, Reforma Casa Brasil entra em operação nesta segunda-feira

Nesta segunda-feira, 3 de novembro, o Programa Reforma Casa Brasil, do Governo do Brasil, entra em operação. Com ele, aquela troca de piso, ajuste no telhado, ampliação da varanda, o quarto novo ou a cozinha tão aguardada podem sair do plano dos sonhos. A linha de financiamento habitacional proporciona juros baixos e prazos esticados de pagamento para pessoas físicas, com o objetivo de executar melhorias em áreas urbanas.

A linha de financiamento, promovida pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério das Cidades, em parceria com o Ministério da Fazenda, oferece R$ 40 bilhões em crédito com juros a partir de 1,17% ao mês e condições adaptadas às diferentes faixas de renda familiar. O procedimento pode ser feito pelo site da Caixa Econômica Federal.

FAIXAS DE RENDA – Assim como o Minha Casa, Minha Vida, o Reforma Casa Brasil será dividido por faixas de renda e oferece financiamentos a partir de R$ 5 mil, que podem chegar a até 50% do valor de avaliação do imóvel. Famílias de todo o país, com residências em áreas urbanas, podem participar da iniciativa.

MÚLTIPLAS FUNÇÕES – Os recursos devem ser usados na compra de materiais de construção, pagamento de mão de obra e contratação de serviços técnicos. Vale usar para pintar, trocar telhado, fazer um cômodo novo, colocar energia solar e muito mais. As duas primeiras faixas são financiadas com R$ 30 bilhões de recursos do Fundo Social. Já a terceira faixa contará com R$ 10 bilhões da Caixa Econômica, do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

Conheça as condições de financiamento para as diferentes faixas do programa:

Faixa Reforma 1 – famílias com renda até R$ 3.200,00 (juros a 1,17%).

Faixa Reforma 2 – famílias com renda de R$ 3.200,01 a R$ 9.600 (juros a 1,95%).

» Valor do financiamento para as duas faixas: de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

» Prazos para pagamento: de 24 a 60 meses.

» Prestação limitada a 25% da renda familiar.

Faixa Reforma 3 – famílias com renda acima de R$ 9.600,00.

» Valor do financiamento: até 50% do valor do imóvel, respeitando o limite máximo de R$ 1,125 milhão, que corresponde a metade do valor máximo permitido para imóveis no Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

» Juros: até 1,95% (a taxa pode ser menor dependendo da análise de crédito).

» Prazo para pagamento: até 180 meses.

COMO FUNCIONA – Os interessados podem selecionar o serviço que pretendem contratar e simular a operação de crédito no site da Caixa Econômica Federal. Para a liberação da primeira parcela, será necessário enviar fotos do local que será reformado. Após a compra do material e realização da obra, será preciso comprovar, com fotos, a conclusão dos serviços e receber a parcela final.

IMPULSO NA ECONOMIA – O ministro das Cidades, Jader Filho, destaca a importância do programa para a vida da população. “Muitas famílias sonham em construir um cômodo a mais ou melhorar o telhado. Com o programa, vamos movimentar a indústria, gerar renda e empregar arquitetos, engenheiros, pintores e outros profissionais. A reforma está chegando para que as famílias recebam seus entes queridos com a dignidade que merecem”.

Moraes conduz audiência com governador do Rio sobre megaoperação contra o tráfico

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), estará no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (3) para uma audiência com o governador Cláudio Castro. O encontro tem como objetivo ouvir esclarecimentos sobre a megaoperação policial que deixou ao menos 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão na última semana.

Também participarão da audiência o secretário de Segurança Pública do Estado, o comandante da Polícia Militar, o delegado-geral da Polícia Civil e o diretor da Superintendência-Geral de Polícia Técnico-Científica do Rio de Janeiro. A audiência está marcada para as 11h, no Centro Integrado de Comando e Controle. Às 18h o ministro se reúne com o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Moraes assumiu de forma temporária a chamada ADPF das Favelas, após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso. Ele determinou que o governador apresente explicações sobre o cumprimento das determinações judiciais impostas pelo STF nas ações policiais.

Entre as informações exigidas estão: um relatório detalhado da operação, com definição prévia do grau de força empregado e justificativa formal para sua realização; o número de agentes envolvidos e os armamentos utilizados; além do número oficial de mortos, feridos e pessoas detidas.

O governador também deverá informar se foram adotadas medidas para garantir a responsabilização em casos de eventuais abusos e violações de direitos, incluindo a atuação dos órgãos periciais, o uso de câmeras corporais e a assistência às vítimas e suas famílias, como o envio de ambulâncias.

Fonte: CNN

Prefeito invade casa de jovens no PI e alega ameaça de morte; defesa diz que ele os agrediu

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o prefeito de Alegrete do Piauí, Márcio Alencar (PT), invadindo a casa da família de um jovem de 19 anos e um adolescente de 17 anos na noite de sábado (1º). Ao g1, o prefeito afirmou que foi ao local para entender por que o rapaz mais velho o havia ameaçado de morte.

Na gravação, o portão é empurrado e, depois, aberto à força. O prefeito entra na residência acompanhado de outro homem. A mãe do jovem chora e grita, pedindo ajuda e que ele não faça nada contra os filhos.

Procurada, a defesa da família disse que o prefeito agrediu os jovens por pensar que eles tinham batido em um amigo deles. Ele teria os perseguido de carro e ido à casa da família duas vezes.

Segundo a defesa, a mãe dos rapazes também sofreu agressões físicas e verbais. A família denunciou o caso à Polícia Civil.

Prefeito alega ameaça

De acordo com Márcio Alencar, ele estava em uma festa privada quando o jovem de 19 anos se aproximou e falou que iria matá-lo. Depois que o prefeito respondeu, o rapaz teria saído do local.

“O rapaz me ameaçou de morte e eu fui saber o porquê. Ele olhou pra mim e disse: ‘eu deveria era lhe matar’. Aí eu disse: ‘peraí que tu vai me ameaçar já’. Quando eu falei assim, ele correu e foi embora”, contou.

O prefeito relatou que alguns jovens queriam brigar entre si e, ao pedir que evitassem confusão, sofreu a suposta ameaça do rapaz mais velho.

“Para ir para a minha casa, eu passo em frente à casa dele. Quando passei o portão estava entreaberto e, por isso, entrei”, acrescentou Márcio.

Márcio disse ainda que registrou um boletim de ocorrência por ameaça de forma virtual. Ele negou que tenha agredido alguém.

Defesa nega versão

A defesa dos jovens informou ao g1 que os irmãos estavam em um bar quando um amigo deles ficou bêbado e começou a querer “causar confusão”. Eles o levaram para fora do estabelecimento, onde encontraram o prefeito.

O advogado que os representa, que não quis se identificar, afirmou que o prefeito os confrontou e perguntou se estavam batendo no outro jovem. O mais novo, de 17 anos, respondeu que não e sofreu a primeira agressão do gestor.

“O mais velho viu e perguntou por que o prefeito tinha batido no irmão dele. No calor do momento, o prefeito partiu pra cima dos dois, foi apartado pelo pessoal do bar e correu para pegar uma arma no carro. O dono do bar mandou os meninos irem embora e eles foram de moto”, disse o advogado.

De acordo com a defesa, Márcio Alencar passou a persegui-los de carro. Ao chegar na chácara onde os pais dos jovens moram, entrou com uma pistola na mão, deu uma coronhada na cabeça e um tapa no rosto do caçula e engatilhou a arma para atirar.

Os pais entraram na frente e pediram aos filhos que fugissem. Os rapazes pularam uma cerca de arame farpado e se feriram. O advogado deles contou ainda que a mãe foi empurrada pelo prefeito e machucou o braço e a perna. Dez minutos depois, Márcio voltou e a mulher começou a gravá-lo.

“Nesse momento ele estava com a arma na cintura. Como não achou os meninos, xingou os pais ao lado do outro homem e só foi embora quando o irmão dele chegou e o levou”, completou o advogado.

Polícia investiga caso

A família denunciou o caso à Polícia Civil, que o registrou como possível ameaça e possível vias de fato — ou seja, quando há luta corporal.

O boletim de ocorrência foi registrado pela Delegacia de Fronteiras, que também vai investigar se houve invasão de domicílio, lesão corporal e tentativa de homicídio.

Fonte: G1

Datafolha: Operação foi sucesso para 57% dos moradores do Rio

A operação policial mais letal da história do Rio, que deixou ao menos 121 mortos na terça-feira passada (28), foi vista como um sucesso por 57% dos moradores da capital e da região metropolitana da cidade. Outros 39% pensam o contrário.

A avaliação havia sido feita pelo governador Cláudio Castro (PL), ao comentar a ação contra a facção criminosa Comando Vermelho, que desencadeou um forte embate político entre as forças políticas de direita e o governo Lula (PT) acerca do manejo da segurança pública na cidade e no país.

O dado foi aferido pelo Datafolha em uma pesquisa feita por telefone com 626 eleitores, ouvidos na quinta (30) e na sexta (31). A margem de erro para o total da amostra é de quatro pontos percentuais para mais ou menos, o que permite dizer que a maioria dos entrevistados aprovou a ação.

Consideraram a ação bem-sucedida de forma integral 38%, mais 18% que a aprovaram parcialmente —os 57% aferidos são arredondamento de casas decimais. Na mão inversa, 27% disseram discordar totalmente da assertiva, e 12% apenas em parte. Outros 3% não se posicionaram e 2% não souberam responder.

Há homogeneidade nas opiniões expressas em todos os principais estratos socioeconômicos do levantamento, com algumas exceções: homens aprovaram mais a ação, 68% ante 47% das mulheres, enquanto a classe média que ganha de 5 a 10 salários mínimos e jovens de 16 a 24 anos foram mais enfáticos em condená-la: acharam isso respectivamente 49% e 59% dos ouvidos.

É importante notar que nesses subgrupos a margem de erro é um pouco maior. São 6 pontos para homens e mulheres, 7 para a classe média e 11 para quem tem de 16 a 24 anos.

Moradores de favelas seguiram a média das avaliações da cidade, assim como não houve diferenças notáveis entre regiões mais ricas ou pobres. As comunidades do Alemão e da Penha concentraram o embate da terça.

Para 48% dos fluminenses ouvidos, a operação foi também bem executada. Já 21% viram uma ação com falhas e 24% a reprovaram. Outros 7% disseram não saber.

Fonte: Folhapress

Governadores de direita criam ‘Consórcio da Paz’ e atacam Lula após operação letal no RJ

Governadores de direita se reuniram no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro (PL), após a operação policial mais letal da história do Brasil, que deixou 121 mortos até o momento. Eles anunciaram a criação de um grupo que chamaram de “Consórcio da Paz” e vai reunir os chefes dos Executivos estaduais para articular ações de combate ao crime organizado.

O governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou da reunião por meio de videoconferência e disse que o Rio de Janeiro “deu uma grande demonstração”. “O estado do Rio de Janeiro agiu muito bem, fez a diferença”, afirmou.

Em tom de campanha eleitoral antecipada, os governadores fizeram ataques ao governo Lula (PT). Além de Tarcísio e do governador fluminense, participaram nomes cotados como presidenciáveis como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás.

Também participaram Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina; Eduardo Riedel (PP), governador de Mato Grosso do Sul, e Celina Leão (PP), vice-governadora de Brasília.

“Nós estamos aqui com uma resposta clara no âmbito dos estados, que será, segundo [batizou] o nosso marqueteiro Jorginho o ‘Consórcio da Paz’. Vai ser no modelos de consórcios que já existem para que possamos dividir experiências e ações de combate ao crime e conseguir a libertação do nosso povo”, anunciou Castro, em entrevista coletiva conjunta no Palácio Guanabara que durou cerca de uma hora.

Zema elogiou a operação policial que, em sua visão, foi “extremamente bem-sucedida” e enfatizou que ela foi feita sem o apoio do governo federal.

“Temos um presidente que vai lá fora organizar a paz na Ucrânia, mas deixa o povo morrendo aqui”, afirmou o governador mineiro.

Na mesma linha, Caiado destacou que a Bahia, estado governado há anos pelo PT, é atualmente o campeão de índices de violência policial. Ele associou governos de esquerda a posturas lenientes com o crime organizado.

“O divisor é moral. Quem quer, seriedade, cumprimento da lei e ordem está aqui, fique conosco. Se quer Lula, Maduro, fique com eles”.

O grupo fez críticas à tentativa do Palácio do Planalto de acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso. Caiado classificou a pauta como um assunto “fake”.

“Tudo aquilo que está na PEC já está em lei ordinária. O único objetivo do governo federal era tirar dos governadores as diretrizes gerais da segurança pública, que é uma determinação da Constituição de 1988”, declarou.

Castro voltou a defender a operação policial e afirmou esperar que o Rio seja um laboratório para a retomada de territórios ocupados pelo crime e para o controle da proliferação de armas de guerra.

“Sobretudo no combate dessas armas que não pode proliferar em nenhuma cidade do país. Eu desafio qualquer um a portar um fuzil numa cidade com Paris, Londres, Barcelona ou Frankfurt, e que fique com vida por mais de 20, 30 segundos”, disse o governador fluminense.

Articulador do encontro, Jorginho Mello fez elogios a Castro e classificou a operação policial como “histórica”. Segundo o governador de Santa Catarina, ela deve servir de modelo para outras no Brasil. Mello afirmou que espera que todas as 27 unidades da federação se unam ao Consórcio da Paz.

“Vamos trocar material humano, comprar equipamento de forma consorciada para jogar o preço para baixo, trocar informação e inteligência policial”.

O encontro reuniu governadores que vem se movimentando para herdar o espolio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível. Antecipando a disputa eleitoral de 2026, a pauta da segurança pública serviu para engajar os governadores num contraponto a governo Lula.

Fonte: Folha de S. Paulo