Após acordo, Senado aprova MP do frete sem o piso salarial de R$ 5 mil

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, mas sem o piso salarial de R$ 5 mil mensais para os caminhoneiros.

A medida provisória (MP 1.343/2026) passou por uma série de mudanças e, por isso, foi transformada em um projeto de lei de conversão: o PLV 6/2026. O texto segue para a sanção da Presidência da República.

O valor do piso não estava no texto enviado pelo governo. A previsão de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância foi incluída pela comissão mista (de senadores e deputados federais) que analisou a matéria — e foi mantida na votação na Câmara dos Deputados.

Mas, no Senado, o dispositivo foi retirado por ser considerado um tema estranho ao conteúdo original da medida provisória. O pedido de exclusão foi apresentado pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), e foi acatado pelo relator da MP, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

A exclusão foi tratada como supressão, e não como alteração do texto, para evitar o retorno da proposta à Câmara.

Ao anunciar o acordo para a votação da proposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que reuniu governo, parlamentares e representantes dos setores envolvidos para buscar um consenso. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara gerava divergências e precisava ser discutido antes de ir à votação no Plenário do Senado.

— O debate é a essência do Parlamento. Se havia divergências sobre o texto, era preciso ouvir todos os envolvidos. Demos uma contribuição para o Brasil, mas é rápido esquecer isso quando se quer arrumar um culpado. O difícil é sentar por dez horas, governo, oposição e relator, para construir um acordo. Era mais fácil dizer que não ia pautar. (…) Nós nos debruçamos sobre o processo, entramos para dentro do problema e demos a solução — afirmou Davi.

Tereza Cristina disse que o dispositivo precisava ser retirado por tratar de tema alheio à medida provisória e que, por isso, poderia ser considerado inconstitucional. Segundo ela, a questão havia sido discutida entre o governo e representantes dos caminhoneiros e transportadores.

Jaime Bagattoli afirmou que a manutenção do piso poderia prejudicar milhares de pequenos empresários do transporte rodoviário. Assim como Tereza Cristina, ele disse que a preocupação foi discutida com representantes dos caminhoneiros, que, segundo ele, concordaram com a retirada do dispositivo.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmaram que as negociações buscaram preservar os pontos considerados essenciais da proposta e evitar que a medida provisória perdesse a validade. A aprovação da matéria ocorreu dois dias antes do fim do prazo para a sua aprovação (embora esteja em vigor desde março, a MP dependia da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo).

— A negociação é um instrumento de conversa, de busca de alternativas. Pode não agradar a um aqui, a outro ali ou a outro acolá, mas temos de ter capacidade de escolher o que é essencial — disse Teresa Leitão ao destacar a construção de um acordo entre os senadores.

O parecer de Styvenson Valentim trouxe ainda ajustes de redação. Além disso, a redação final prevê que acordos e convenções coletivas de trabalho instituirão o piso salarial aplicável aos motoristas profissionais de longa distância.

Fonte: Agência Senado

Senado aprova aposentadoria especial para agentes de saúde

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) em dois turnos a PEC (proposta de emenda à Constituição) que garante a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde. O texto preocupa o governo por ser uma pauta que pode ter impacto de R$ 28 bilhões aos cofres públicos.

A proposta, que agora vai à promulgação do Congresso Nacional, determina regras de transição para a aposentadoria de duas categorias: agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. O texto também estabelece a forma de contratação desses agentes, financiamento pela União e amplia as regras aos agentes indígenas de saneamento e agentes indígenas de saúde.

Com essa nova regra, esses agentes terão direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício.

A proposta também garante que sejam contados para a aposentadoria os períodos de afastamento para ocupar cargos de representação sindical.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) já havia sinalizado o avanço da PEC, depois de resistir inicialmente a pautar a matéria. Em plenário, o senador declarou que não pode ser “o único vilão” do país por frear a tramitação de propostas que impactam os cofres públicos.

A proposta cria um benefício extraordinário que será pago pela União. O benefício tem como objetivo complementar os valores pagos pelo regime geral.

Um dos pontos importantes do texto é a paridade. A PEC determina que o aposentado receba os mesmos reajustes e aumentos salariais dos servidores que estão na ativa.

O governo vê com preocupação a votação do texto no atual contexto. O Palácio do Planalto entende que a aprovação da PEC nos moldes atuais pode comprometer o orçamento dos anos seguintes, o que teria um impacto nos programas sociais federais.

Nas discussões, o Planalto chamou a proposta de “pauta-bomba” por entender que a proposta prejudicava o orçamento da União em um momento em que a oposição cobra ajuste fiscal ao governo.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a proposta ao final dos debates no plenário e disse que o Planalto sempre pretende valorizar os trabalhadores. No entanto, deixou claro que é preciso ter responsabilidade fiscal e liberou o voto da bancada do governo.

“Temos que garantir que o que é aprovado em lei se tornará realidade. Todos sabem a pressão que o governo recebe dos estados e municípios. Isso não tira o mérito da proposta. O governo entende que a valorização dos profissionais deve caminhar junto com a preservação do equilíbrio das contas públicas e a prestação desses serviços”, disse.

Fonte: CNN

Dino manda Polícia Federal ampliar investigações sobre orçamento secreto

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) amplie as investigações sobre a execução de emendas parlamentares após o surgimento de novos indícios de irregularidades no repasse dos recursos.

A decisão foi tomada após a Corte receber relatórios de auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União) que apontam indícios de direcionamento de licitações, sobrepreço, superfaturamento e falhas de transparência na aplicação dos recursos públicos.

A pedido do STF, a CGU avaliou a execução das chamadas emendas Pix entre 2020 e 2024. A auditoria analisou uma amostra de 15 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país e concluiu que nove dos 14 entes que efetivamente executaram os recursos apresentaram algum tipo de irregularidade na contratação de bens e serviços.

Segundo a Controladoria, os casos mais graves envolvem “indícios de direcionamento da contratação, sobrepreço e superfaturamento”. O relatório também aponta que 12 dos 15 municípios auditados apresentaram nível inadequado de transparência ativa e rastreabilidade na aplicação das emendas, além de falhas no acompanhamento da execução dos recursos.

Outro relatório encaminhado ao STF trata da aplicação de emendas destinadas à saúde. Elaborado pelo Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS), o documento analisou R$ 53,3 milhões destinados a 48 municípios de 23 unidades da federação para custeio da atenção primária, média e alta complexidade, aquisição de equipamentos e reformas de unidades básicas de saúde.

A auditoria concluiu que, embora parte significativa dos recursos tenha sido executada, permanecem fragilidades nos mecanismos de planejamento, gestão, monitoramento e prestação de contas. Entre os principais problemas identificados estão deficiência na rastreabilidade da execução financeira, controles administrativos insuficientes, ausência de monitoramento sistemático e falhas na documentação das despesas.

O relatório também aponta situações que resultaram em propostas de devolução de recursos por dano ao erário ou aplicação em desacordo com a finalidade legal das transferências.

Na decisão, o ministro voltou a criticar práticas relacionadas à destinação das verbas parlamentares. Dino afirmou ser “totalmente anômalo que ex-parlamentares mantenham cotas orçamentárias informais e, diretamente, transmitam ordens para funcionários da Casa Parlamentar” e reiterou que as emendas parlamentares “não são parcelas do patrimônio privado de cada membro do Congresso”.

Na última semana, o ministro determinou o bloqueio de bens de investigados em um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares, contrariando parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). A medida atingiu, em especial, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e Eduardo Cunha (Republicanos-MG), cujos patrimônios foram parcialmente congelados.

A decisão ocorre no âmbito da Operação Transparência, que investiga o suposto desvio de emendas parlamentares conduzido por pessoas sem mandato, com o uso da estrutura administrativa da Câmara dos Deputados para realizar a destinação irregular de recursos em nome de deputados.

Segundo o ministro, o papel desempenhado pelo STF no processo não representa falhas sobre decisões políticas do Congresso ou do Executivo, mas se limita à fiscalização da constitucionalidade e da legalidade da execução das emendas.

A decisão integra o acompanhamento feito pelo Supremo do plano de trabalho firmado entre os Poderes para melhorar o controle sobre as emendas parlamentares após as mudanças determinadas pela Corte no modelo de execução desses recursos.

Fonte: CNN

Após ameaça de greve dos caminhoneiros, governo promete aprovar MP do Frete

O governo federal está prometendo a aprovação da MP (medida provisória) do Frete em meio a uma nova ameaça de paralisação dos caminhoneiros autônomos nesta semana.

A MP caduca na próxima quinta (16), o que motivou nova pressão por parte da classe na semana passada. A medida foi assinada pelo presidente Lula (PT) em março para tentar conter outra ameaça de greve por parte dos caminhoneiros independentes, insatisfeitos com a alta do diesel por causa da guerra no Oriente Médio.

Como barganha, o governo tem prometido a aprovação. A Secretaria-Geral da Presidência tem conversado com representantes da categoria desde então e diz ter passado a garantia de que a proposta passará no Senado, onde Lula tem enfrentado certa dificuldade.

As lideranças do governo e da oposição se reúnem nesta tarde. Os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS) tentarão achar uma espécie de esforço conjunto para tentar virar a MP, de interesse de ambos. Sem maioria no Legislativo, o governo precisa do apoio do centrão e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para aprovar medidas.

Entre Copa do Mundo e prévia de recesso, as coisas andam paradas no Congresso. Em falas públicas, Alcolumbre também não tem mostrado muita animação quanto a aprovar projetos do Executivo. Ele e Lula estão sem relações próximas desde a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Fonte: UOL

Pesquisa BTG/Nexus: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 34%, no 1º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança na corrida presidencial no primeiro turno da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 13.

No principal cenário estimulado, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 34% de Flávio Bolsonaro (PL), uma vantagem de seis pontos percentuais.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), também com 4%. Joaquim Barbosa e Augusto Cury registram 2% cada, Aécio Neves tem 1% e Cabo Daciolo não pontuou.

Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 6%, enquanto 3% disseram não saber ou preferiram não responder.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em 29 de junho, Lula oscilou de 42% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro permaneceu estável em 34%. Ronaldo Caiado manteve 5%, Renan Santos permaneceu com 4% e Romeu Zema avançou de 3% para 4%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

A estabilidade também aparece na série de pesquisas realizadas pelo instituto desde março. Lula segue numericamente à frente em todas as rodadas, enquanto Flávio Bolsonaro permanece como principal adversário.

Recortes demográficos mantêm polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Entre as mulheres, Lula lidera com 45% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o cenário se inverte: o senador do PL aparece com 38%, enquanto o presidente registra 34%.

Por faixa etária, Flávio Bolsonaro lidera entre os eleitores de 16 a 24 anos, com 36% contra 31% de Lula, e empata numericamente com o presidente entre aqueles de 25 a 40 anos, ambos com 36%. Lula abre vantagem entre os eleitores de 41 a 59 anos, por 42% a 34%, e entre os que têm 60 anos ou mais, por 47% a 28%.

No recorte por escolaridade, Lula registra seu melhor desempenho entre os entrevistados com ensino fundamental, com 47%, contra 30% de Flávio Bolsonaro. O senador lidera entre os eleitores com ensino médio, por 40% a 33%, enquanto Lula mantém vantagem entre aqueles com ensino superior, por 39% a 28%.

Entre os segmentos religiosos, Lula lidera entre os católicos, por 43% a 30%, e entre os entrevistados sem religião, por 49% a 23%. Flávio Bolsonaro tem vantagem entre os evangélicos, onde registra 45%, contra 29% do presidente.

Regionalmente, Lula mantém ampla liderança no Nordeste, com 54% das intenções de voto, contra 25% de Flávio Bolsonaro. O senador lidera no Sul, por 47% a 26%, e também no Norte/Centro-Oeste, por 37% a 32%. No Sudeste, Lula aparece com 38%, contra 33% do adversário.

Fonte: Exame

Novas regras proíbem publicidade de bets com promessa de ganho fácil

Foram publicadas nessa sexta-feira (10) as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de julho, tornam obrigatória a exibição de advertências do Ministério da Fazenda em todas as campanhas e ampliam as restrições ao conteúdo das propagandas, com proibição de anúncios que incentivem apostas como forma de ganhar dinheiro ou utilizem comentaristas para influenciar o público.

As normas foram publicadas em duas portarias: uma do Ministério da Fazenda e outra dos Ministérios da Fazenda; da Justiça e Segurança Pública; e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. As medidas fazem parte da estratégia do governo para reforçar a proteção dos consumidores e endurecer a fiscalização sobre o setor.

Alertas obrigatórios

Todas as propagandas de empresas autorizadas a operar no Brasil deverão exibir uma das seguintes mensagens:

 – “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”;

– “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”;

– “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.

Segundo a portaria, os avisos deverão aparecer na horizontal, de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do comprimento ou do tamanho do anúncio.

O modelo é semelhante ao utilizado em campanhas publicitárias de produtos como cigarros e bebidas alcoólicas.

Novas restrições

Além das advertências, as portarias estabelecem uma série de proibições para as campanhas publicitárias das bets.

Entre as principais vedações estão:

– apresentar apostas como investimento, fonte de renda ou solução financeira;

– sugerir ganho fácil ou enriquecimento rápido;

– criar senso de urgência para estimular apostas imediatas;

–  divulgar histórico de premiações ou ganhos para incentivar apostas;

– induzir consumidores ao erro com informações falsas ou enganosas;

– utilizar mensagens de cunho sexual, discriminatório ou ofensivo;

– direcionar publicidade a crianças e adolescentes.

Também ficam proibidas campanhas que associem apostas ao sucesso pessoal, social ou financeiro ou que apresentem o jogo como prioridade na vida.

Comentaristas proibidos

As novas regras também atingem transmissões esportivas e programas de análise.

A partir da entrada em vigor das portarias, comentaristas, especialistas e analistas não poderão utilizar sua autoridade técnica para sugerir ou recomendar apostas específicas durante eventos esportivos.

A norma proíbe a divulgação de estratégias, análises ou opiniões capazes de influenciar a realização de apostas em determinado jogo ou mercado.

Na quinta-feira (9), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia anunciado a edição das portarias. Segundo ele, a intenção é impedir que comentários técnicos sirvam como incentivo ao jogo.

Empresas ilegais

O governo também reforçou que veículos de comunicação, plataformas digitais, agências de publicidade e demais meios de divulgação não poderão veicular anúncios de empresas de apostas que não tenham autorização para operar no Brasil.

Conforme Durigan, a política do governo é “tolerância zero” com as bets ilegais.

A medida complementa outras ações adotadas nas últimas semanas, como a notificação de fintechs que movimentavam recursos de plataformas clandestinas e a derrubada de milhares de sites irregulares.

Penalidades

O descumprimento das novas regras poderá resultar em sanções administrativas às empresas autorizadas.

Fonte:  Agência Brasil

Vini Jr se pronuncia cinco dias após eliminação do Brasil na Copa

O atacante do Real Madrid e da Seleção Brasileira Vinicius Júnior fez um forte desabafo, nesta sexta-feira (10), sobre sua participação e da equipe do Brasil na Copa do Mundo de 2026, após a derrota para a Noruega, que levou à eliminação dos brasileiros do Mundial.

Em uma publicação em seu Instagram, Vini Jr pediu desculpas pela eliminação e disse que continuará lutando pelo sonho de “voltar ao topo do mundo”. O craque descreveu a dificuldade em encontrar palavras para expressar a frustração sentida pela derrota e destacou o seu preparo e força do grupo em busca do hexacampeonato.

“Sei o quanto me preparei, o quanto me concentrei, o quanto queria isso por vocês, pela minha família. A sensação de frustração é absurda. Tínhamos um grupo forte o suficiente para fazer mais e não conseguimos”, publicou.

No texto, o camisa 7 pontuou que o pronunciamento era voltado a todas as pessoas que o apoiaram durante a competição e que vestir a camisa da Seleção é o maior orgulho de sua vida, mas que a eliminação nas oitavas é “um sentimento difícil de explicar”.

Próxima Copa

Vini Jr tem 25 anos e, se mantiver o ritmo atual, tem grandes chances de estar entre os convocados na Copa de 2030, sediada por Espanha, Portugal e Marrocos, além de Argentina, Uruguai e Paraguai, que receberão os jogos de abertura em comemoração ao centenário do torneio.

Na próxima edição do torneio, que será a primeira com jogos em três continentes: América do Sul, Europa e África, o atacante do Real Madrid iniciará com 29 anos e fará seu aniversário de 30 durante o campeonato, que está planejado para ocorrer de 8 a 21 de julho. O craque nasceu no dia 12 de julho de 2000.

De acordo com o Transfermarkt, Vini tem valor de mercado cotado em 140 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 860 milhões.

Até o momento, seis seleções já têm vaga garantida na próxima edição do Mundial: Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai, que são os países que vão receber jogos do campeonato. O próximo classificado será conhecido no dia 19 de julho, que será o vencedor da grande final da Copa do Mundo.

Fonte: Jovem Pan

Correios suspendem parte de plano de reestruturação e adiam fechamento de agências

O plano de reestruturação em curso nos Correios foi parcialmente interrompido neste mês. A estatal suspendeu o fechamento de agências, a retirada de uma gratificação de R$ 500 para funcionários que exerçam atendimento ao público, além da adoção de um sistema para mapear os recursos necessários para realizar as entregas. A decisão foi tomada diante da ameaça de servidores de entrarem em greve.

A suspensão das medidas previstas no plano ocorre no momento em que a direção da empresa, comandada por Emanoel Rondon, busca um novo empréstimo, agora de R$ 7 bilhões, como parte da estratégia para reverter os resultados negativos dos últimos anos.

A estatal fechou 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e o rombo deve ser ainda maior neste ano. No primeiro trimestre de 2026, o déficit foi de R$ 3,1 bilhões.

O que diz a empresa

Em nota, os Correios afirmaram que a suspensão é temporária e servirá para que entidades representativas dos trabalhadores possam apontar possíveis distorções na aplicação das medidas. “A suspensão das medidas citadas é temporária e restrita aos temas em discussão, permitindo que as demais iniciativas previstas no Plano de Reestruturação tenham continuidade”, disse a empresa. Estão mantidas, por exemplo, as ações de venda de imóveis e outras medidas de contenção de despesas.

A suspensão temporária foi proposta em carta a sindicalistas, em resposta ao movimento grevista. Insatisfeitos com as medidas do plano de reestruturação, os representantes dos trabalhadores haviam indicado que começariam uma paralisação na terça-feira passada. Depois do aceno da direção dos Correios, recuaram e só mantiveram o estado de greve, que permite à categoria cruzar os braços a qualquer momento, caso haja descumprimento dos termos da negociação pela empresa.

“Como demonstração concreta do compromisso dos Correios com o diálogo e com a busca de soluções construídas de forma negociada, propõe-se a suspensão do fechamento de unidades previstas no Plano de Reestruturação dos Correios até 31 de julho de 2026, ressalvadas as unidades fechadas ou em processo avançado de fechamento”, diz a carta.

O documento é assinado pelo presidente da empresa e pelos diretores de Gestão de Pessoas e de Operações.

Medidas

No período da suspensão, segundo o documento, serão avaliados e debatidos novos fechamentos, com “análise técnica, institucional e social das situações apresentadas”. Da mesma forma, foi proposta a suspensão do sistema de dimensionamento de distribuição e a reavaliação de medidas já realizadas em junho. Por fim, a direção se comprometeu com a interrupção da retirada das remunerações relativas ao Adicional de Atendimento em Guichê – AAG e Quebra de Caixa, com a reavaliação dos benefícios que já foram encerrados.

Fonte: Agência O Globo

MP do DF propõe ação contra contra Virginia e site de apostas por publicidade enganosa e pede R$ 120 milhões de indenização

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública, nesta quarta-feira, 8, contra a influenciadora Virginia Fonseca e a plataforma de apostas Blaze por publicidade enganosa e abusiva, pedindo indenização de R$ 120 milhões por danos coletivos.

O órgão confirmou ao Terra que entrou com a ação, em caráter de urgência, mas como o pedido ainda não foi apreciado pela Justiça, não forneceu mais detalhes. No entanto, conforme o Estadão, a investigação inicial foi feita pela promotoria a partir de um relatório técnico que identificou mais de 42 mil reclamações contra a casa de apostas.

O promotor Paulo Roberto Binicheski apontou indícios de práticas abusivas, retenção sistemática de valores dos apostadores e imposição de metas de apostas aparentemente inatingíveis aos influenciadores parceiros.

A plataforma, segundo o MPDFT, teria praticado a estratégia chamada de “rollover”, que consiste na concessão de vantagens financeiras a promotores da marca mediante a captação de um número determinado de apostadores, o que é proibido por portaria do Ministério.

A influenciadora, ex do jogador Vini Jr., seria um dos pilares desse modelo, já que tem mais de 56 mil seguidores no Instagram, plataforma que ela usa para divulgar as apostas da Blaze.

Conforme o MP, o uso de influenciadores para divulgar a casa de apostas “potencializa exponencialmente o alcance da publicidade ostensiva, o que agrava o risco de “lesão patrimonial a um número incalculável de consumidores, especialmente aqueles em situação de hipervulnerabilidade econômica, atraídos pela ilusória promessa de ‘renda extra’”.

Ainda durante a fase de inquérito, o órgão cobrou da Blaze a cópia dos contratos firmados com Virginia, Neymar Jr e outros influenciadores.

Papel da influenciadora no caso

MPDFT aponta Virginia como suspeita de ter induzido seus seguidores a uma aposta com alto potencial de perdas financeiras, o que se enquadraria na prática de rollover. Em 3 de julho, por exemplo, a famosa divulgou uma aposta na vitória da seleção de Cabo Verde contra a Argentina sob o argumento de que estaria “confiante” no desempenho do goleiro Vozinha, e colocou o link da Blaze “para quem também quiser apostar”.

Como não informou ao público que tem contrato com a plataforma, o promotor da ação, entende que a conduta pode caracterizar publicidade oculta e dissimulada, em violação ao Código de Defesa do Consumidor.

“Sua audiência não a percebe como uma celebridade distante, mas como alguém próximo, autêntico, cuja vida cotidiana — casamento, filhos, viagens, hábitos de consumo — é acompanhada com regularidade e afeto. Quando essa figura pública exibe, em um story, a realização de sua própria aposta em Cabo Verde, o receptor não processa a mensagem como publicidade explícita; ele a internaliza como um gesto pessoal de alguém de confiança”, afirmou.

No pedido da ação, Binicheski  também relembrou que a CPI das Bets e outros inquéritos criminais aos quais Virginia respondeu pela publicidade. Além disso, ele responsabilizou a Blaze por adotar uma “estratégia coordenada de intensificação publicitária coincidente com as partidas, explorando a alta exposição emocional e o engajamento coletivo do torneio para induzir o consumo impulsivo”.

O órgão imputa à plataforma outras práticas abusivas, como reter valores depositados por apostadores e bloquear contas com base em “justificativas genéricas”.

Fonte: Terra

Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de Pantanal e O Rei do Gado, aos 95 anos

O dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal, Sinhá Moça e O Rei do Gado, morreu nessa terça-feira (7) em São Paulo devido a insuficiência renal crônica. Ele tinha 95 anos de idade.

Barbosa, que chegou a ficar internado 19 dias em janeiro desse ano, descrevia suas histórias como tramas protagonizadas por pessoas com “bom caráter, determinação para a luta e crença e valores positivos”. Nascido em 1931, ele cresceu em Gália, no interior de São Paulo, em meio a imigrantes japoneses e italianos, algo que foi tema de suas histórias, assim como as regiões rurais do Brasil.

Além de Pantanal e O Rei do Gado, ele também concebeu, entre outras obras Meu Pedacinho de Chão em 1971 (assim como sua refilmagem em 2014), Renascer em 1993, e Terra Nostra em 1999, história que puxou muito de seu conhecimento dos imigrantes italianos no Brasil.

Outra de suas obras mais marcantes é Sinhá Moça, da qual Ruy Barbosa foi autor tanto da versão original de 1986 quanto de um remake muito popular em 2006.

Mais velho de cinco irmãos, Benedito Ruy Barbosa deixa pra trás quatro filhos e a cônjuge Marilene Barbosa, com quem casou em 2014.

Fonte: Omelete

Escassez de mão de obra atinge 80% dos empregadores no Brasil, aponta pesquisa

Oito em cada dez empregadores brasileiros (80%) afirmam ter dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam, aponta a Pesquisa Global de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, que ouviu 39.063 empregadores em 41 países entre 1º e 31 de outubro de 2025.

O percentual representa leve recuo ante os 81% registrados em 2025, mas mantém o país em patamar elevado desde 2022, quando o indicador brasileiro saltou de 52% (2019) para 81%. A média global de empregadores insatisfeitos com a contratação é de 72%, também em leve queda ante 74% no ano anterior.

A escassez cresce conforme aumenta o tamanho da companhia. Entre empresas com menos de dez colaboradores, 72% relatam dificuldade; o índice sobe para 75% nas de 10 a 49 funcionários, 79% nas de 50 a 249, 81% nas de 250 a 999 e atinge o pico de 90% nas empresas com 1.000 a 4.999 colaboradores. Entre as companhias com mais de 5.000 funcionários, o índice é de 83%.

Entre as regiões mapeadas no Brasil, o Estado de São Paulo aparece com o maior índice de dificuldade (88%), seguido por Minas Gerais (85%), Rio de Janeiro (80%), cidade de São Paulo (79%), outras regiões do país agregadas (77%) e Paraná (74%).

Setores mais afetados

Seguindo a classificação estruturada pela Manpower Group no levantamento, 85% daqueles que empregam no segmento de serviços profissionais, científicos e técnicos enfrentam desafios de contratação —eles compõem o setor mais afetado, diz a pesquisa.

Em seguida, o segmento de informação (83% dos contratantes sente dificuldades em encontrar mão de obra adequada). Comércio e logística, hospitalidade, manufatura, serviços públicos e recursos naturais aparecem empatados em 79%.

Aparece na pesquisa o setor de construção e imobiliário, que registra queixas de 77% dos empregadores.

A construção civil é um dos setores que mais empregam no Brasil. Mesmo assim, lida com apagão de mão de obra, especialmente entre os jovens que antes preenchiam as vagas de entrada. Para especialistas do setor, o desinteresse pela construção civil passa por uma combinação de fatores: percepção negativa sobre o trabalho braçal, ausência de referências de ascensão na profissão e concorrência com setores mais visíveis, como tecnologia, varejo e aplicativos.

Fonte:  Folha de S. Paulo

Advogado que organizou o próprio ‘velório em vida’ após câncer terminal morre aos 49 anos

Tiago Martins Pitthan, advogado e turismólogo que ganhou projeção nas redes sociais ao organizar o próprio “velório em vida” durante o tratamento de um câncer, morreu na noite deste domingo, 5, aos 49 anos, em Campo Grande. Conhecido como “Bom Sujeito”, ele estava internado no Hospital Cassems.

A morte foi comunicada na manhã desta segunda-feira, 6, por meio de uma publicação nas redes sociais de Pitthan.

“Informamos o falecimento do Tiago Pitthan, o nosso Bom Sujeito, na noite de 5 de julho. Ele combateu o bom combate”, diz a nota. A publicação também informa que o velório ocorre nesta segunda-feira, no Memorial Park, em Campo Grande.

Poucas horas antes da confirmação da morte, Pitthan compartilhou uma foto no leito do hospital. Na mensagem, afirmou estar em paz e fez uma reflexão sobre a própria trajetória.

“Sem filtro. Sem produção. Pediram para chamar minha família. Mas a vida… A vida vale a pena! Estou bem, em paz, feliz”, escreveu.

Na sequência ele publicou um vídeo reafirmando a mensagem. “Valeu a pena. Tudo valeu a pena. Tive uma vida boa. Eu venci”, disse.

Despedida em vida

Diagnosticado com câncer de estômago com metástases no intestino, peritônio e comprometimento dos pulmões, Pitthan decidiu transformar o avanço da doença em uma celebração da vida. Em maio, após relatar que seu estado de saúde havia piorado e que enfrentava dias difíceis, organizou um evento que chamou de “velório em vida”.

A celebração foi realizada em 30 de maio, em Campo Grande, reunindo familiares, amigos e pessoas que acompanhavam sua história pelas redes sociais. A programação foi planejada pelo próprio advogado e incluiu apresentações de bossa nova, samba e rock, além de rodas de conversa e um flash mob.

A iniciativa repercutiu nacionalmente por transformar um momento associado ao luto em uma homenagem à vida, reunindo pessoas para celebrar a trajetória do advogado enquanto ele ainda podia compartilhar o encontro com elas.

A ideia de organizar o próprio velório em vida nasceu após a morte do pai. Durante a cerimônia de despedida, ele percebeu que as homenagens jamais puderam ser ouvidas pelo homenageado.

Mais tarde, Pitthan contou que saiu daquele velório com a sensação de que as demonstrações de afeto deveriam ser feitas enquanto as pessoas ainda estão vivas. Foi essa reflexão que o levou a decidir que gostaria de participar da própria despedida.

Fonte: Estadão

Após decisão, influencer volta a atacar nordestinos

Após a Justiça de Pernambuco determinar, na quarta-feira (2/7), a suspensão de seu perfil no Instagram, o influenciador Gabriel Silva reagiu com ataques ao juiz responsável pela decisão, voltou a ofender nordestinos e afirmou que seus vídeos são produzidos com o objetivo de viralizar.

“Geração de merda. Você não pode dar opinião, não pode falar nada, que tudo é preconceito. Tudo é crime. Liberdade de expressão no Brasil não existe”, disse.

Em dois vídeos publicados após a liminar, Gabriel ironizou a ordem judicial. “Vamos com calma, juizão. Todo respeito. Você determinou aí que eu tenho que pagar 900 mil de dano moral. Vou pagar essa porra não. Se eu pagar essa porra, como é que eu vou encher minha geladeira?”

O influenciador voltou a atacar moradores do Nordeste. “Vocês aí são seres humanos, assim como a gente. Eu gostaria muito que dividisse o Brasil, mas já que não tem como. Vocês são um pouquinho mais burrinho, vocês faz merda. Mas a gente gosta de vocês também. Só tem que parar com essa porra, porque se continuar votando na porra do Lula, vocês vão comer pombo.”

Gabriel ainda fez referência direta ao juiz responsável pela decisão, afirmando. “Juiz de Pernambuco… você deve fazer parte daquela galera que coloca os ratos aqui no ombro e fica dentro dos esgotos, né? Aí não pode criticar essa galera não. Aí não pode. É discurso de ódio. Ah, pelo amor de Deus.”

No segundo vídeo, o influenciador disse acreditar que a Meta cumprirá a determinação judicial e restringirá seu perfil no Brasil.

“Pelo que eu vi aí, meu perfil vai cair mesmo, vai ser restringido pro Brasil. Só falta a Meta clicar no botãozinho para desligar”, falou.

Em seguida, afirmou que os vídeos que publica em seu perfil são “meticulosamente” feitos para viralizar.

“Uns 70%, 60% é personagem. A maioria dos meus vídeos aqui, o intuito dele é humor. Também, obviamente, jogar ali uma opinião ácida para ver o circo pegar fogo, porque isso aqui é rede social.”

O influenciador completou afirmando que as redes sociais são “um grande teatro”.

Entenda

Na quarta-feira, a Justiça de Pernambuco determinou, em decisão liminar, que a Meta suspenda o perfil do influenciador no Instagram em até dois dias após ser intimada.

O juiz José Alberto de Barros Freitas Filho afirmou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como escudo para a disseminação de discursos de ódio.

O juiz destacou que Gabriel Silva, que reúne cerca de 976 mil seguidores na plataforma, teria transformado “o preconceito e a ridicularização de grupos vulneráveis em uma engrenagem de monetização e espetacularização”.

Além disso, aponta que as manifestações atribuídas ao influenciador extrapolam o campo da opinião ou da ironia e configuram uma “afronta sistemática à dignidade de milhões de brasileiros”.

A Defensoria Pública de Pernambuco também pede a condenação de Gabriel Silva ao pagamento de R$ 976 mil por danos morais coletivos — correspondente a R$ 1 por seguidor da conta. Além disso, solicita que a suspensão da página seja mantida de forma definitiva ao fim do processo e que o influenciador seja proibido de publicar novos conteúdos considerados xenofóbicos.

Fonte: Metrópoles