Após morte na Paraíba, laudo aponta contaminação por bactérias em pizzaria

A confirmação de contaminação bacteriana em alimentos servidos por uma pizzaria no município de Pombal, no Sertão da Paraíba, passou a orientar as investigações sobre o surto de infecção alimentar que deixou mais de 100 pessoas doentes e terminou com a morte de uma mulher. Os resultados foram divulgados neste sábado (28/3) pelo secretário de Saúde do estado, Ari Reis, com base em análises conduzidas pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Paraíba (Lacen-PB).

Foram examinadas sete amostras, incluindo tanto materiais biológicos de pacientes quanto alimentos recolhidos no estabelecimento, como pizzas, carnes e molhos. Os exames clínicos não apontaram a presença de bactérias patogênicas nos pacientes. Já nos alimentos, foi identificada uma elevada concentração de Staphylococcus aureus e Escherichia coli, segundo informações da TV Cabo Branco. Não houve registro de Salmonella em nenhuma das análises.

A linha de investigação mais consistente indica problemas no manuseio dos alimentos como possível origem da contaminação. Ainda assim, a Secretaria de Saúde afirma que não há elementos suficientes até agora para estabelecer uma relação direta entre a presença das bactérias e a morte registrada. O secretário também ressaltou que “as bactérias identificadas em alta concentração têm o potencial de causar sintomas agudos, conforme os pacientes apresentaram”.

Reis explicou que a conclusão depende de exames mais específicos, voltados à identificação de toxinas no organismo da vítima. “A única afirmação que podemos fazer nesse momento é que há evidências científicas de que há uma má manipulação dos alimentos na pizzaria. Não podemos atribuir a essa concentração elevada de bactérias como causa do óbito, porque precisamos que as amostras biológicas sejam analisadas para verificar toxinas dessas bactérias no sangue, principalmente na amostra desse óbito”, afirmou.

Como esse tipo de análise não é realizado pelo Lacen-PB, o material será enviado para um laboratório fora da Paraíba. A expectativa é de que o resultado seja divulgado em até 15 dias úteis. O conteúdo do laudo foi inicialmente obtido pela Rádio CBN e detalhado neste sábado (28/3) pelo secretário em entrevista à TV Cabo Branco.

O surto ocorreu entre a noite do domingo (15/3) e a segunda-feira (16/3), quando clientes que haviam consumido alimentos no local começaram a apresentar sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais. Ao todo, 117 pessoas procuraram atendimento médico. Entre elas, estava a servidora municipal Rayssa Maritein Bezerra e Silva, que não resistiu.

Fonte: Correio Braziliense

Moraes nega livre acesso de filhos a Bolsonaro em prisão domiciliar

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou hoje um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que os filhos tivessem livre acesso a ele,

Moraes autorizou uma “prisão domiciliar humanitária” a Bolsonaro por 90 dias. O prazo começou a contar a partir de ontem, data da alta médica, “para fins de integral recuperação da broncopneumonia”.

Advogados afirmaram que o regime de visitas familiares estabelecia um tratamento diferenciado entre os filhos. Aqueles que moram na casa do ex-presidente teriam livre acesso e os outros, não.

Defesa pediu uma reavaliação da decisão de Moraes. Os advogados queriam que os filhos não residentes pudessem ir, sem restrições, à residência, “sem prejuízo, evidentemente, das medidas de controle e segurança já impostas”.

Ministro afirmou que o pedido “carece de qualquer viabilidade jurídica”. Moraes declarou que a prisão domiciliar concedida a Bolsonaro é “uma medida excepcionalíssima, fundamentada exclusivamente em razões de saúde, para substituir o recolhimento em estabelecimento prisional”.

Segundo o ministro, Bolsonaro “continua sujeito às regras e restrições inerentes ao regime fechado, ainda que esteja em seu domicílio”. “O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”, afirmou.

Fonte: UOL

Criminosos tomam carro de assalto na zona rural de Salgueiro

Dois criminosos armados tomaram um carro de assalto na noite desta sexta-feira, 27, entre a vila de Umãs e o Sítios Novos, na zona rural de Salgueiro.

A vítima foi abordada no trevo que dá acesso à Vila Junco e ao Sítios Novos, onde os assaltantes já estavam à espreita, em um veículo com as luzes apagadas.

Quando a vítima se aproximou, os bandidos acenderam as luzes de repente e anunciaram o assalto. Eles amarraram as mãos do motorista e ordenaram que ele corresse na direção da caatinga sem olhar para trás.

O homem buscou ajuda e registrou o assalto em boletim de ocorrência. Ele pede auxílio da população para localizar o carro roubado, de placa KIY-1633. Quem souber de algo pode entrar em contato pelo número (87) 9 9140-8020.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Governo de Pernambuco lança Programa Colo de Mãe e destina ambulância para gestantes de Salgueiro

O Governo de Pernambuco lançou nesta quinta-feira, 26, o Programa Colo de Mãe, uma política estruturante que para o cuidado da saúde materno-infantil no Estado. A iniciativa garante assistência contínua, humanizada e integrada desde a gestação até os dois primeiros anos de vida da criança, um período decisivo para o desenvolvimento saudável.

Segundo o governo estadual, o Colo de Mãe é um compromisso firme da gestão com a redução da mortalidade materna e infantil, acompanhando cada gestante, puérpera e criança de forma próxima, acolhedora e resolutiva. Dentro do programa, Salgueiro e os outros municípios do Estado foram contemplados com ambulância para gestantes.

Como participar do programa

O acesso ao programa é simples: as futuras mães podem se cadastrar pelo aplicativo PE-GOV ou pelo telefone 155, garantindo acompanhamento permanente, orientações e um plano de autocuidado durante toda a jornada.

Com a presença das “Madrinhas”, o programa fortalece o vínculo com as famílias, oferecendo suporte direto, escuta qualificada e acompanhamento contínuo em todas as etapas –  do pré-natal ao pós-parto.

Carro com secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho é alvejado na rodovia PE-28

A secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, município do Grande Recife, teve o carro alvejado na noite da quinta-feira (27), na rodovia PE-28, por um motociclista que fugiu após atirar. Aline Melo e o motorista não ficaram feridos. “Não é um mero caso qualquer, foi um caso ligado à violência de gênero”, denunciou em postagem no Instagram.

Os tiros foram disparados quando Aline e o motorista Ewerton Eduardo estavam trafegando no sentido do litoral do município, na região de Matinha. Em entrevista à imprensa na frente da delegacia, a secretária contou que o criminoso na moto tentou ultrapassar o carro pelo lado direito, desligou o farol e efetuou o primeiro disparo de arma de fogo.

A perícia investiga a quantidade de tiros que atingiram o carro da secretária. Ainda de acordo com Aline Melo, um dos disparos foi na janela de trás do carro, do lado onde ela estava e na altura da cabeça dela.

“Cobrar que a justiça seja feita e que a gente consiga encontrar resposta para o que aconteceu […] Apesar de, obviamente, estar muito assustada com tudo isso, eu não vou parar”, disse a secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho em pronunciamento nas redes sociais.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), se pronunciou sobre o caso e afirmou que está “acompanhando pessoalmente o caso”. Em nota, ela também declarou que:

– “Pernambuco não aceita essa violência”;

– o estado vai “apurar com rigor e garantir que os envolvidos sejam responsabilizados”;

– “as forças de segurança já estão atuando para responder de forma exemplar a esse episódio”;

–  “mulheres que ocupam espaços de poder e atuam em defesa de outras mulheres devem ser respeitadas”.

Fonte: G1

Ao som de paredões, Salgueiro terá arrastão dos principais grupos de caretas da cidade nesse domingo

Abrindo a programação cultural da Semana Santa em Salgueiro, os grupos de caretas do Alto do Curtume, Divino Espírito Santo, Cohab e Barriguda farão um arrastão nesse domingo, 29, mantendo viva uma tradição de décadas no município.

Os Caretas do Curtume vão se concentrar na Praça Benjamin Soares, a partir das 17h, de onde sairão com destino ao Polo Bomba, percorrendo as principais ruas e avenidas do Centro da cidade ao som de um paredão.

Um pouco antes, às 16h, os Caretas do Divino se concentrarão na associação dos moradores do bairro e seguem em direção à Praça Benjamin Soares. No local, devem se encontrar com os outros grupos culturais da Semana Santa, em um grande arrastão conjunto pela cidade. Eles percorrerão algumas ruas do Divino Espírito Santo, com também com um sistema sonoro, até o destino.

Os grupos da Cohab e Barriguda ainda não divulgaram seus locais de concentração, mas estão confirmados na ação, que tem apoio da prefeitura, através da Secretaria de Cultura e Esportes.

Além de seu caráter cultural, o evento também demonstra uma amistosidade entre os maiores grupos de caretas de Salgueiro, desmistificando o pensamento de muita gente que acha que existe uma rivalidade e até hostilidade entre os caretas dos grandes bairros da cidade.

Da redação do Blog do Chico Gomes

COI bane atletas trans de jogos femininos das Olimpíadas com nova política

Atletas transgênero agora estão excluídas das Olimpíadas depois que o COI concordou, na quinta-feira, com uma nova política de elegibilidade que se alinha com a ordem executiva do presidente dos EUA, Donald Trump , sobre esportes femininos, visando os Jogos de Los Angeles de 2028.

“A elegibilidade para qualquer evento da categoria feminina nos Jogos Olímpicos ou em qualquer outro evento do COI, incluindo esportes individuais e coletivos, agora está limitada a mulheres biológicas”, afirmou o Comitê Olímpico Internacional, “determinada com base em um exame genético único do gene SRY”.

Não está claro quantas mulheres transgênero, se é que alguma, estão competindo em nível olímpico. Nenhuma mulher que fez a transição de gênero competiu nos Jogos Olímpicos de Verão de Paris de 2024.

A política de elegibilidade que entrará em vigor a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em julho de 2028, “protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”, afirmou o COI.

“Não é retroativo e não se aplica a programas esportivos de base ou recreativos”, afirmou o COI, cuja Carta Olímpica declara que o acesso à prática esportiva é um direito humano.

Após uma reunião do conselho executivo, o Comitê Olímpico Internacional publicou um documento de política de 10 páginas que também restringe a participação de atletas femininas, como a bicampeã olímpica de corrida Caster Semenya, que possui condições médicas conhecidas como diferenças no desenvolvimento sexual, ou DSD.

O COI e sua presidente, Kirsty Coventry, desejavam uma política clara em vez de continuar a aconselhar os órgãos dirigentes do esporte, que anteriormente elaboravam suas próprias regras.

Coventry estabeleceu uma revisão para “proteger a categoria feminina” como uma de suas primeiras grandes decisões em junho passado, ao se tornar a primeira mulher a liderar o órgão olímpico em seus 132 anos de história.

A elegibilidade feminina foi um tema forte na eleição do COI do ano passado, que contou com sete candidatos, quando os principais rivais de Coventry prometeram uma política mais rigorosa para liderar a questão.

Antes dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, três modalidades esportivas de alto nível — atletismo, natação e ciclismo — já haviam aprovado regras que excluíam mulheres transgênero que já haviam passado pela puberdade masculina.

Fonte: Associated Press

Regulação de apps de entrega deve elevar custos em até 25%, dizem economistas

As propostas de regulamentação dos aplicativos de entrega devem elevar os custos para o consumidor em até 25%, segundo economistas consultados por VEJA nesta quarta-feira, 25. O aumento viria do repasse dos custos relacionados ao valor mínimo que o entregador deverá receber por entrega, fixado em 10 reais.

Na terça-feira, 24, o governo anunciou uma série de medidas voltadas à categoria, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos entregadores. De acordo com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, uma das iniciativas exigirá que as notas fiscais emitidas pelas empresas informem de forma explícita os valores pagos aos trabalhadores por cada serviço prestado, bem como a parcela retida pela plataforma.

A exigência foi justificada por Boulos como uma forma de “desmistificar” a narrativa das plataformas de que qualquer regulação elevaria necessariamente os preços ao consumidor final. “Todos os clientes vão poder saber onde é que fica o dinheiro, que hoje não é no bolso do entregador, é na grande plataforma”, afirmou o ministro.

O anúncio ocorre em um momento em que o governo federal negocia no Congresso uma regulamentação mais ampla do trabalho por meio de aplicativos. A proposta inclui um piso mínimo por corrida ou entrega, estimado em cerca de 10 reais por serviço, além de adicionais por distância percorrida e outras garantias básicas.

Na avaliação de Humberto Aillon, professor do núcleo de tributação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), as medidas são negativas para a sociedade como um todo, com exceção dos entregadores, que seriam beneficiados pela remuneração mínima.

Sobre a exigência de a nota fiscal detalhar quanto cada parte recebe em uma entrega, ele afirma que a proposta cria custos de conformidade para restaurantes e plataformas, já que os sistemas de emissão fiscal terão de ser reprogramados — algo especialmente oneroso para pequenos estabelecimentos.

Aillon também ressalta o risco de uma simplificação enganosa: a nota fiscal mostrará valores brutos, mas não refletirá os custos arcados pelo entregador, como combustível, manutenção, depreciação do veículo e seguro, o que pode distorcer a percepção pública sobre quem efetivamente “ganha mais”.

“A transparência pode gerar pressão política para regulação de margens das plataformas, o que pode afastar investimentos em tecnologia e inovação no setor”, diz o professor da Fipecafi.

Já Tiago Velloso, economista formado pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), afirma que a medida também pode gerar uma percepção equivocada sobre a rentabilidade das plataformas, ao sugerir que a parcela retida por elas representa lucro.

Segundo ele, as empresas têm despesas relevantes com tecnologia, infraestrutura digital, marketing, promoções, logística, sistemas antifraude, atendimento ao cliente e toda a estrutura que sustenta o funcionamento do marketplace.

“Existe o risco de se criar a narrativa de que a plataforma fica com a maior parte, quando, na verdade, boa parte desse valor é usada para financiar toda a operação que permite que o ecossistema funcione”, afirma Velloso.

Fonte: VEJA

Governo de Pernambuco decreta ponto facultativo na véspera do feriado da Sexta-feira Santa

O governo de Pernambuco decretou ponto facultativo no dia 2 de abril, a primeira quinta-feira do mês e véspera do feriado da Sexta-feira Santa. A decisão foi publicada na edição da quarta-feira (14) do Diário Oficial do Estado.

“A determinação vale para as repartições públicas e entidades da administração direta e indireta do Estado. As exceções são para os serviços cujo funcionamento seja indispensável, de acordo com a decisão do chefe do órgão”, afirmou o governo do estado, em nota.

A decisão do governo estadual foi assinada na terça-feira (24) pela secretária de Administração de Pernambuco, Ana Maraíza de Souza Silva.

Fonte: G1

ONU declara escravidão maior crime contra a humanidade da história

Em votação simbólica, a Assembleia-Geral da ONU reconheceu nesta quarta-feira (25) a escravidão e o tráfico transatlântico como os crimes contra a humanidade mais graves da história.

Reunidos na sede da organização, em Nova York, países-membros analisaram a resolução proposta por Gana que recomenda que os Estados se desculpem formalmente pelo tráfico de escravizados e contribuam para um fundo de reparações. Na votação, 123 dos países representados aprovaram a declaração, incluindo o Brasil, enquanto 52 se abstiveram e 3 rejeitaram o texto: Estados Unidos, Israel e Argentina.

Ao ser apresentada no último dia 17, a resolução estava subscrita por 57 países africanos e caribenhos. Nos bastidores, países da América do Sul, Central e Caribe disseram que não tiveram tempo suficiente para subscrever à proposição, considerada como um passo importante no reconhecimento, justiça e reparação histórica desta atrocidade.

O Brasil, que pretendia colaborar previamente à votação para o aprimoramento do texto, ficou fora do grupo de países que patrocinaram a resolução, mas ingressou como copatrocinador durante a sessão que aprovou a medida.

Estima-se que a escravidão pelo tráfico transatlântico tenha impactado cerca de 15 milhões de pessoas sequestradas de suas terras na África ao longo de 400 anos, racializadas e levadas principalmente para as Américas numa diáspora forçada que sustentou o bem-estar e financiou o progresso dos países colonizadores escravocratas.

O Brasil, principal destino do tráfico transatlântico, recebeu de 4 a 5 milhões de pessoas escravizadas entre os séculos 16 e 19 —em comparação, estima-se que toda a região caribenha tenha sido o destino de 4 a 4,7 milhões de escravizados.

“A declaração tem uma importância particular para o Brasil porque destaca a população afrodescendente, que é reconhecida como sendo, junto com africanos e África, aquela que sofreu as centenárias mazelas deste crime”, avalia Iradj Eghrari, coordenador internacional do Geledés – Instituto da Mulher Negra, que esteve presente na votação.

“O fato de o texto ter sido aprovado por uma massa de países da ONU faz com que a declaração saia do campo do simbolismo e vá para o do reconhecimento de que houve um crime de lesa humanidade.”

Com as discussões sobre reparações —a chamada “justiça reparatória”— ganhando força nos últimos anos, a declaração encontrou resistência de países que rejeitam a ideia de pagamentos financeiros relacionados à escravidão sob o argumento de que as instituições de hoje não podem ser responsabilizadas por crimes cometidos num passado distante.

“O que está por trás do reconhecimento de que houve um crime de lesa humanidade é a questão da reparação, que se torna um capítulo problemático para os países que se beneficiaram da escravização de pessoas”, diz Eghrari. “A declaração abre caminho para uma futura convenção de crimes de lesa humanidade que está sendo gestada nas Nações Unidas, e na qual o Brasil tem sido muito vocal.”

Outro argumento usado pelos países contrários à medida foi de que criar um ranking de gravidade dos crimes contra a humanidade diminuía a importância das vítimas de outras atrocidades, como o holocausto, o apartheid e genocídios.

Fonte: Folha de S. Paulo

Famílias comprometem 29% da renda com dívidas, maior patamar em 20 anos

Com o desemprego no menor nível da série histórica e a inflação sob controle até agora, é o endividamento das famílias brasileiras que acende o sinal de alerta nas instituições financeiras e varejistas –e até na disputa eleitoral.

As famílias brasileiras direcionam 29% dos seus ganhos para quitar compromissos financeiros desde outubro do ano passado, o maior percentual em pelo menos 20 anos, segundo dados do Banco Central. Desse total, 10,38% é referente apenas ao pagamento de juros, e 18,81% para honrar o principal.

Atoladas em boletos a pagar, mais pessoas estão deixando de quitar suas contas. A inadimplência dos consumidores atingiu 6,9% entre o final do ano passado e janeiro deste ano, bem acima dos 5,6% registrados há um ano.

Modalidades mais arriscadas de crédito vêm endividando em especial a baixa renda, segundo especialistas. São empréstimos com juros mais elevados e que vêm apresentando uma expansão acelerada a despeito da alta taxa Selic, em 14,75% ao ano.

O calote das pessoas físicas no total de empréstimos que exclui crédito rural e imobiliário é liderado principalmente pelo rotativo do cartão (com inadimplência de 63,5% em janeiro), cheque especial (16,5%) e cartão parcelado (13%).

O total emprestado no rotativo, que tem taxa de 14,81% ao mês, saltou 31,2% entre janeiro de 2025 e o mesmo período deste ano. O do parcelado (taxa de 9,43% ao mês) teve alta de 18,3%, enquanto o cheque especial (juros mensais de 7,52%) avançou 13,8% na mesma comparação. Na média, o crédito com recursos livres subiu 12,4% no período.

O valor total cobrado de juros e encargos financeiros no rotativo e no parcelamento da fatura do cartão não pode ultrapassar 100% do valor da dívida principal, segundo regra do Banco Central. Assim, uma dívida de R$ 100 que não é quitada, por exemplo, está limitada a R$ 200 após incidência dos juros e dos encargos por atraso.

“Há um crescimento maior do que a média nas operações de crédito de maior risco. Com isso, se nota uma mudança na composição da carteira de crédito total, o que pesa na inadimplência”, explica Everton Gonçalves, diretor de economia, regulação e produtos da ABBC (Associação Brasileira de Bancos).

Os mais pobres, que são os que mais acessam essas linhas emergenciais e mais caras de crédito, são os que mais sofrem com as altas taxas.

Fonte: Folha de S. Paulo

Um quarto das estudantes adolescentes já foi alvo de violência sexual

Um quarto das estudantes adolescentes do Brasil já sofreu alguma situação de violência sexual, incluindo toques, beijos ou exposição de partes íntimas sem consentimento.

O alerta faz parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foram entrevistados 118.099 adolescentes de 13 a 17 anos, que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024.

Em relação a 2019, último ano em que a pesquisa foi feita, o percentual de meninas que relataram essas violências nas respostas aumentou 5,9 pontos percentuais.

O IBGE destaca ainda que 11,7% das estudantes entrevistadas contaram que foram forçadas ou intimidadas para se submeterem a relações sexuais. Nesse caso, o aumento em relação a 2019 foi de 2,9 pontos percentuais.

Apesar da proporção de meninas violentadas ser, em média, o dobro da de meninos, estudantes de ambos os gêneros relataram situações de abuso, somando mais de 2,2 milhões de vítimas de assédio e 1,1 milhão de relações forçadas.

Apesar de ações enquadradas nas duas categorias serem tipificadas como estupro pela lei brasileira, o IBGE optou por dividi-las em duas perguntas para facilitar a compreensão dos adolescentes durante as entrevistas.

“Esse tipo de violência nem sempre é identificado pela vítima, seja por falta de conhecimento em razão da idade, no caso de menores, seja por aspectos sociais e culturais. Nesse sentido, a identificação dos diversos atos que caracterizam a violência sexual, por um lado, consiste numa estratégia metodológica que facilita a identificação da violência; por outro, possibilita a caracterização da violência em escalas de gravidade”

Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal faz operação contra fraude de R$ 500 milhões na Caixa

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 25, uma operação para investigar um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica Federal, com prejuízos estimados em mais de R$ 500 milhões.

Entre os alvos de busca e apreensão estão o empresário Rafael Góis e o ex-sócio Luiz Phillippe Gomes Rubini, ambos ligados ao Grupo Fictor.

A investigação apura crimes como estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a PF, o grupo teria atuado por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e do uso de empresas para movimentar e ocultar recursos ilícitos.

Foram autorizadas quebras de sigilo bancário e fiscal, além do bloqueio de cerca de R$ 47 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros. Até o momento, 13 suspeitos foram presos entre os 21 mandados de prisão preventiva.

Suspeita de ligação com crime organizado

De acordo com a apuração, o esquema pode ir além de fraudes bancárias e envolver estruturas de lavagem de dinheiro associadas ao crime organizado. Há indícios de conexão com o Comando Vermelho, que estaria ampliando sua atuação no interior de São Paulo.

Rafael Góis é fundador do Grupo Fictor, holding criada em 2007 com atuação em setores como alimentos, mercado financeiro, infraestrutura, energia, agronegócio e imobiliário.

Com formação em Administração pela Universidade Candido Mendes, iniciou a carreira no mercado financeiro ainda jovem e liderou a expansão do grupo, que passou a investir em private equity a partir de 2013.

O conglomerado chegou a reunir cerca de dez empresas, com presença internacional e escritórios em Miami e Lisboa, além da sede em São Paulo.

Já Luiz Phillippe Gomes Rubini deixou a sociedade no fim de 2024. Ele teve papel relevante na expansão da empresa, com atuação na prospecção de negócios e articulação institucional, especialmente durante o período de crescimento acelerado do grupo.

Fonte: EXAME