Governo do Estado privilegia Salgueiro com o Festival Pernambuco Meu País e isso não é algo negativo

Entre os 185 municípios pernambucanos, Salgueiro foi um dos 10 escolhidos para ter o privilégio de receber o Festival Pernambuco Meu País até agosto. O evento, no estilo de grandes festivais do Estado, como o famoso Festival de Inverno de Garanhuns, é um presente para quem aprecia a cultura em suas diversas linguagens e não um martírio.

Quando trouxe o evento para Sagueiro este ano, pela segunda vez consecutiva, o Governo de Pernambuco ofereceu uma ampla variedade de atrações culturais aos moradores locais e visitantes, alterando a rotina da cidade por cinco dias. Tudo gratuito, aberto à população em geral.

As atrações foram espalhadas por vários polos, na região central da cidade e no Parque de Exposições, que recebeu as principais atrações musicais de sexta-feira, 24, a domingo, 26. A prefeitura ofereceu transporte gratuito, mas as duas primeiras noites registraram baixo público, o que gerou algumas críticas para a organização.

Encerrada a programação nesse domingo, alguns perfis, sobretudo ligados à oposição, levantaram polêmica sobre a baixa presença de pessoas em algumas noites do evento, transformando o investimento em cultura em algo negativo. Isso não leva a nada, a não ser alimentar discussões políticas infundadas.

Se o governo ofereceu uma rica programação cultural, com atrações como Waldonys, Babado Novo e Cláudia Leitte nas duas primeiras noites, e o público não correspondeu, isso não está sobre controle dos organizadores da festa.

Atendendo sua proposta, o evento foi oferecido e quem sentiu vontade de sair de casa e se dirigir ao parque assistiu shows com muita entrega dos artistas. Quem não quis ir, não foi, porque ninguém é obrigado a nada.

Isso não fere a grandeza do festival, que contemplou Salgueiro mais uma vez com uma explosão de cultura. Se a cidade não quisesse o festival, pode ter certeza que muitas outras o receberiam de braços abertos – e alguns querem ter esse privilégio.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Novas pesquisas eleitorais e convenções colocam campanha em Pernambuco em semana decisiva

A corrida pelo Palácio do Campo das Princesas entra, nesta semana, em um dos momentos mais importantes da pré-campanha. Antes das convenções partidárias do próximo fim de semana, que vão oficializar as candidaturas, dois levantamentos de intenção de voto devem balizar a disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A primeira pesquisa será divulgada nesta terça-feira (28). Encomendada pelo banco Genial, a Quaest deve apresentar um novo retrato da disputa pelo Governo de Pernambuco. Na sexta-feira (31), será a vez do Datafolha divulgar outro levantamento, ampliando as expectativas do meio político sobre o cenário eleitoral às vésperas do início oficial da campanha.

Para o cientista político Hely Ferreira, as pesquisas indicam uma disputa mais equilibrada do que a observada meses atrás. Segundo ele, João Campos chegou a aparecer com vantagem mais confortável nas primeiras sondagens, mas levantamentos recentes passaram a mostrar Raquel Lyra à frente em alguns cenários, ainda que dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Conforme Hely Ferreira, Pernambuco possui candidatos de grande densidade eleitoral e está sendo encarado, na ótica da política nacional, como uma grande vitrine. “Muitos acreditam que nós estaremos diante de um cenário de muita disputa, até porque temos dois candidatos com grande densidade eleitoral e outro fato que precisa ser lembrado: é a disputa também da quebra de uma invencibilidade. Tanto o ex-prefeito da cidade do Recife como a atual governadora em todas as eleições que disputaram tiveram êxito. Desta vez, alguém vai perder a invencibilidade”.

Estratégias de interiorização

Nas últimas semanas, os principais pré-candidatos intensificaram agendas pelo interior do estado em busca de ampliar o alcance de suas campanhas. Na avaliação de Ferreira, Raquel Lyra tenta capitalizar a visibilidade proporcionada pelo exercício do governo e ampliar sua presença em diferentes regiões, enquanto João Campos aposta na expansão de seu capital político para além da Região Metropolitana, impulsionado pelo legado de Eduardo Campos e Miguel Arraes.

Metodologia

O Datafolha vai ouvir 1.022 eleitores, entre esta terça e quinta-feira (30), por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro máxima prevista é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Além da disputa pelo Governo do Estado, o instituto também medirá as intenções de voto para as duas vagas ao Senado e para a Presidência da República entre os eleitores pernambucanos. O levantamento ainda testará um eventual segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos e aferirá os índices de rejeição dos candidatos.

No cenário estimulado para o Governo do Estado, serão apresentados aos entrevistados os nomes de João Campos, Raquel Lyra, Ivan Moraes, Renan Hallais e Camila Falcão. Para a Presidência, haverá simulação de primeiro turno e de um eventual confronto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Fonte: Diario de Pernambuco