Falta de reconhecimento nas empresas aumenta burnout e favorece pedidos de demissão, aponta pesquisa

Enquanto boa parte dos profissionais afirma estar sobrecarregada, mal remunerada e esgotada, muitos líderes acreditam que estão fazendo um bom trabalho ao reconhecer o esforço de suas equipes. Segundo o New York Post, essa diferença de percepção tem ganhado um nome no ambiente corporativo: “lacuna da gratidão”.

De acordo com uma pesquisa recente da Gallup, empresa multinacional de análise, pesquisa e consultoria de gestão, 60% dos gestores dizem reconhecer as contribuições de seus funcionários. Na prática, porém, apenas 35% dos colaboradores afirmam se sentir realmente valorizados.

Para Linda Fisk, presidente da consultoria LeadHERship Global e autora de livros sobre liderança, um dos erros mais comuns dos gestores é acreditar que o reconhecimento é algo implícito.

“A gratidão precisa ser expressada, não presumida. Se um líder valoriza a contribuição de alguém, mas nunca comunica isso de forma clara, o funcionário pode nunca se sentir verdadeiramente visto”, afirma.

Os impactos dessa diferença vão além do ambiente corporativo. Um estudo realizado pela Gallup em parceria com a Workhuman mostrou que funcionários que se sentem reconhecidos têm 45% menos probabilidade de deixar a empresa em até dois anos. Já aqueles que recebem feedbacks relevantes sobre seu desempenho têm cinco vezes mais chances de permanecer engajados.

Segundo Fisk, o reconhecimento deve fazer parte da rotina das empresas, e não ficar restrito a premiações ou ocasiões especiais. “As pessoas raramente pedem demissão por causa de um único ‘obrigado’ que deixou de ser dito. Elas saem pela soma de várias situações em que se sentiram invisíveis”, explica.

Reconhecimento também ajuda a combater o burnout

O reconhecimento aparece como um fator importante para reduzir o esgotamento profissional. Um estudo divulgado neste ano apontou que 80% dos trabalhadores acreditam que o emprego prejudica sua saúde mental, enquanto quase 40% afirmam já ter deixado um trabalho por esse motivo.

Pesquisas sobre o tema mostram que o burnout reduz a produtividade, aumenta o absenteísmo e eleva os índices de rotatividade nas empresas.

Para Jeff Civillico, especialista em ambiente de trabalho, demonstrar gratidão não exige investimentos financeiros.

“A gratidão não precisa de orçamento nem de programas sofisticados. Ela exige proximidade, consistência e presença. Diga pessoalmente e repita esse reconhecimento com frequência”, recomenda.

Apesar disso, apenas 12% dos funcionários afirmam já ter sido perguntados sobre como preferem ser reconhecidos, indicando que muitas empresas ainda adotam um modelo padronizado de valorização.

Não existe um único jeito de reconhecer pessoas

Especialistas afirmam que cada profissional responde de maneira diferente aos elogios. Enquanto alguns gostam de reconhecimento público, outros preferem demonstrações mais discretas.

Para Thalia Maria Tourikis, especialista em prevenção e recuperação do burnout, alguns colaboradores se sentem desconfortáveis ao serem elogiados diante de todos. Nesses casos, um gesto como aliviar a carga de trabalho na semana seguinte pode representar uma forma de agradecimento muito mais significativa.

Independentemente do formato, há um ponto considerado essencial: a especificidade.

Segundo Civillico, elogios genéricos, como um simples “bom trabalho, equipe” em um canal interno da empresa, tendem a ter pouco efeito. Estudos sobre reconhecimento mostram que mensagens personalizadas são percebidas como muito mais valiosas pelos funcionários.

Linda Fisk concorda e afirma que o impacto está justamente em explicar por que aquela contribuição fez diferença.

Em vez de dizer apenas “ótimo trabalho”, ela recomenda destacar o resultado alcançado. Um exemplo seria: “A forma como você resolveu o problema daquele cliente preservou o relacionamento e refletiu os valores da empresa”. Para a especialista, esse tipo de feedback conecta o esforço do profissional ao impacto gerado, tornando o reconhecimento muito mais significativo.

Fonte: Revista PEGN

Prefeito diz que facções e Suape levaram Cabo de Santo Agostinho a ser uma das cidades mais violentas do Brasil

O crescimento das facções criminosas e o Complexo Industrial de Suape são apontados como alguns dos motivos para a cidade do Cabo de Santo Agostinho se tornar uma das cidades mais violentas do país, de acordo com o prefeito do município. Em entrevista ao g1, Lula Cabral (PDT) comentou os resultados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados na quinta-feira (23).

O documento aponta a cidade da Região Metropolitana do Recife em 8ª lugar no ranking das mais violentas do país, com uma taxa de 65,1 homicídios por 100 mil habitantes. Conforme o levantamento, o estado apresentou queda de 9,3% na taxa de homicídios nos últimos dois anos, mas continua entre os mais violentos do Brasil.

Quinta maior cidade do Grande Recife, com mais de 203 mil habitantes, o Cabo de Santo Agostinho também esteve entre as 20 mais violentas do país no levantamento feito em 2025. Ficou em 5º lugar no ranking, com uma taxa de 73,3 homicídios por 100 mil habitantes, e, com isso, caiu quatro posições de um ano para outro.

Lula Cabral está no quarto mandato como prefeito do Cabo de Santo Agostinho, todos exercidos nos últimos 21 anos. Ele já foi eleito em 2004, 2008 e 2016, além da última eleição, em 2024. Segundo ele, há muitas facções criminosas na cidade.

“Quando entrei agora no último mandato aqui, as escolas estavam todas pichadas com CV [sigla da organização criminosa Comando Vermelho], com comandos que outrora a gente só via no Rio de Janeiro. Hoje, estão operando aqui em Pernambuco, e a cidade do Cabo não é uma ilha”, afirmou o gestor.

O anuário indica como um dos fatores para a alta taxa de homicídios no Cabo de Santo Agostinho a proximidade do Complexo Portuário de Suape, descrito como um “ponto importante de rota para tráfico internacional de drogas”. A hipótese é compartilhada pelo prefeito.

“Com o desenvolvimento que veio para cá, a questão social ficou no Cabo de Santo Agostinho.(…) A chegada do desenvolvimento a gente agradece Suape, mas também ficaram aqui os problemas sociais. Chegou muita gente na nossa cidade, veio muita gente trabalhar e aqui ficaram os ‘filhos de Suape’. Aqui ficaram os problemas sociais. É preciso que o governo do estado e o governo federal nos ajudem a combater”, afirmou.

O gestor garantiu que a cidade tem tomado medidas para tentar frear a violência, como capacitação e armamento da Guarda Municipal e compra de viaturas. Ele também prometeu construir três unidades de Centros Comunitários da Paz (Compaz) na cidade até o fim de sua gestão, em 2029.

Além disso, Cabral celebrou a melhora de três posições do Cabo no ranking das cidades mais violentas. O município saiu da 5ª para a 8ª posição. Ele chamou o movimento de “uma trajetória consistente de queda da violência”.

Fonte: G1

Datafolha 2º turno: Lula tem 48%, e Flávio Bolsonaro, 43%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (24) pelo site do jornal “Folha de S.Paulo” mostra que o presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de voto no 2º turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os números mostram um cenário de estabilidade na disputa.

Na pesquisa anterior, divulgada em 20 de junho, Lula tinha 47%, e Flávio, 43%. No cenário de 1º turno, Lula lidera com 40%, e Flávio tem 32%.

Lula x Flávio Bolsonaro

Lula: 48% (eram 47% em junho)
Flávio Bolsonaro: 43% (eram 43%)
Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 8%)
Não sabem: 1% (era 1%)

Lula x Ronaldo Caiado (PSD) 

Lula: 47% (eram 47% em junho)
Ronaldo Caiado: 40% (eram 41%)
Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 10%)
Não sabem: 2% (eram 2%)

Lula x Romeu Zema (Novo)

Lula: 48% (eram 48% em junho)
Romeu Zema: 40% (eram 39%)
Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 11%)
Não sabem: 2% (eram 2%)

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho, segundo dados informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob o número BR-01166/2026.

Fonte: G1

Com “frio na barriga” e pregando união por Pernambuco, Raquel se prepara para convenção do PSD

Mesmo acumulando 17 anos de vida pública com mandatos, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), admite que o coração ainda bate mais forte ao se aproximar de um marco importante.

No próximo domingo (2), a partir das 9h, no Parador, no Bairro do Recife, próximo ao Marco Zero, será o palco da convenção partidária do grupo governista.

Com uma trajetória política marcada por eleições vitoriosas para deputada estadual e prefeita de Caruaru por duas vezes, a primeira mulher eleita para comandar o Palácio do Campo das Princesas em 2022 encara o novo momento político com a mesma expectativa do início da carreira.

“Tenho 47 anos e, desde os 30, estou em mandatos eletivos. Nesse momento, dá um frio na barriga danado. É meio como se fosse um momento de Ano Novo, onde a gente para para refletir sobre tudo o que fez, o que nos trouxe até aqui e o que nos move daqui em diante”, revelou a governadora, em entrevista ao Blog Cenário e à Folha de Pernambuco, no hotel onde ficou hospedada em Salgueiro, no Sertão Central, e após café da manhã com líderes políticos.

A convenção do PSD pernambucano deve reunir caravanas, militantes, prefeitos e líderes políticos de todas as regiões do estado.

Mais do que um rito partidário, a proposta  é projetar o simbolismo de convergência regional.

Como mensagem central do ato, a governadora aposta na superação das rivalidades partidárias para focar no desenvolvimento do Estado.

O discurso vai enfatizar que a gestão estadual prioriza os interesses de Pernambuco acima de siglas e palanques.

O evento pretende apresentar um retrato de forças políticas alinhadas com o trabalho executado ao longo da gestão; reafirmar os compromissos assumidos e lançar a visão de desenvolvimento para os próximos anos.

A governadora convocou a população para o ato e ressaltou que o momento é de celebrar o trabalho prestado até aqui e programar avanços para a população.

“No próximo dia 2, vamos fazer uma linda festa no coração do Recife. Queremos Pernambuco todinho lá para passar uma mensagem, mais do que por palavras, pelo retrato de união pelo nosso Estado”, relatou, ao lado do prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro (PSD).

A governadora enfatizou a ideia de derrubar divergências. “Cores de bandeira partidária não nos dividem; estamos aqui para somar e cuidar de Pernambuco como um todo”, complementou Raquel Lyra, pouco antes de sair para vistoriar obras de creche, habitacional, complexo de polícia científica e pavimentação de ruas.

Fonte: Blog da Folha

Flávio critica Lula e STF em convenção com IA do pai e vídeo de Michelle

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse neste sábado (25.jul.2026) que “quem teve 3 mandatos para fazer e não fez, não merece o 4º”. A menção indireta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi feita na convenção que oficializou sua candidatura à Presidência da República, realizada no Mercado Pago Hall, na Arena Pacaembu, em São Paulo.

O evento contou com vídeo feito com IA simulando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mensagem de Michelle Bolsonaro (PL), choro e críticas ao governo e ao Judiciário.

Em seu 1º discurso como candidato, Flávio criticou a gestão do Executivo federal e a situação da economia. Afirmou que o governo Lula reduziu o poder de compra dos brasileiros com a alta da inflação e declarou que a gestão é incompetente e corrupta.

“Essa turma que a cada mandato promete sempre uma vida melhor e nunca entrega o que prometeu. Quem teve 3 mandatos não merece uma 4ª oportunidade. Não vai fazer de novo”, declarou o candidato.

Flávio adotou um tom mais “sóbrio” em comparação a eventos de pré-campanha –vestiu terno, fez menos dancinhas e dedicou a parte inicial do discurso às mulheres. Agradeceu à mulher, Fernanda Bolsonaro, à mãe, Rogéria Bolsonaro, e à madrasta, Michelle. O eleitorado feminino é um dos focos da pré-campanha. O aceno a Michelle vem depois de divergências públicas entre ambos.

Em um discurso que durou cerca de 15 minutos, o senador afirmou que dará continuidade ao projeto político de Jair Bolsonaro. Flávio chorou ao mencionar o pai. “Deus queira que vocês não tenham um pai perseguido e preso. Pai, eu vou te honrar. E você vai colocar essa faixa de presidente em mim em janeiro do ano que vem”, disse.

BOLSONARO DE IA

Durante o evento, foi exibido um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro produzido por inteligência artificial. Na gravação, a representação digital de Bolsonaro afirma estar “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária baseada em algo que nunca fez”.

“Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam no nosso país. Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir. Sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé. O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro, presidente”, diz o vídeo.

Também foram exibidos vídeos do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita).

“Flávio, meu amigo, quero te parabenizar pelo lançamento oficial da sua campanha. Você é um grande campeão do Brasil. Você é um grande campeão da amizade entre nossos povos. E eu sei que você vai levar o Brasil a voos cada vez mais altos. Parabéns”, declarou Netanyahu no vídeo exibido aos militantes.

Fonte: Poder 360