Microsoft aposenta ‘tela azul da morte’ após 40 anos e mostra nova versão

É o fim de uma era. A Microsoft vai aposentar sua tradicional tela de erro azul. No lugar, o Windows 11 terá uma versão preta.

Tela azul da morte faz parte do sistema Windows há mais de 40 anos. A imagem aparece quando o sistema trava e a única solução possível é reinicializar o computador.

A nova versão da mensagem de erro agora tem fundo preto com um breve texto sugerindo uma ação. Na imagem liberada, aparece escrito “seu dispositivo apresentou um problema, e precisa ser reinicializado”. O curioso é que nessa reformulação, a tela de erro do Windows fica parecida com a de atualização do sistema.

Mudança é para tornar mensagem mais clara para as pessoas. Em entrevista ao The Verge, David Weston, vice-presidente de segurança de sistemas operacionais da Microsoft, disse que a mudança tem relação com a ideia de “fornecer maior clareza e informação”.

A nova tela de erro começará a ser liberada até o fim de setembro. A mudança vale para o Windows 11 por meio de uma atualização.

Fonte: UOL

Dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, Meta se diz preocupada com decisão do STF sobre big techs

A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, disse ter recebido com preocupação a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que responsabiliza as redes sociais pelo conteúdo publicado por usuários e não retirados do ar. Em nota enviada ao Poder360, a empresa afirmou que a mudança traz incertezas jurídicas e consequências para a liberdade de expressão.

A decisão do STF se deu nesta quinta-feira (26.jun.2025) com um placar de 8 votos a 3.

“Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil. Enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil”, afirmou a empresa.

Já a Google disse que ainda está analisando a tese aprovada pelo Supremo, “em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação”, e os possíveis impactos. Expressou, porém, preocupações sobre como as mudanças podem impactar a economia digital no Brasil.

“O julgamento do Artigo 19 foi encerrado hoje pelo Supremo Tribunal Federal com um novo entendimento sobre responsabilidade civil para um grupo grande e diverso de plataformas de internet. Ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital. Estamos analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos. Continuamos abertos ao diálogo”, escreveu a empresa em nota.

MARCO CIVIL DA INTERNET

Nesta quinta-feira (26.jun), os ministros decidiram os casos em que é necessária ordem judicial para excluir um conteúdo, as ocasiões em que basta uma notificação privada e as situações em que as plataformas devem agir por conta própria para impedir que os conteúdos cheguem ao espaço público.

A tese vencedora reconheceu o artigo 19 do Marco Civil da Internet (lei 12.965 de 2014), que é tema do julgamento em questão, como parcialmente inconstitucional. O dispositivo era a regra geral e definia a necessidade de ordem judicial para excluir um conteúdo.

Agora, será a exceção e restrito apenas para crimes contra a honra. A regra geral passa a ser o artigo 21, que estabelecia que uma notificação privada é suficiente para casos de nudez não autorizada, e agora passa a valer para os conteúdos ilícitos.

Fonte: Poder 360

“Mão fantasma”: novo golpe do Pix usa acesso remoto para controlar celular da vítima e acessar contas bancárias

Um novo golpe do Pix está causando prejuízo a vítimas no Brasil. Os criminosos utilizam programas de acesso remoto para acessar os celulares dos alvos e realizar transações de alto valor.

O golpe começa com uma ligação telefônica. Os criminosos — que se passam por representantes bancários — falam que há um problema na conta e enviam um link para instalação de aplicativo que, segundo eles, irá solucionar o problema.

A ferramenta, no entanto, permite o controle do dispositivo de forma remota. Os aplicativos estão disponíveis nas lojas oficiais da Apple e do Google.

O golpe é concluído quando a vítima entra no aplicativo do banco para que a “correção” seja feita e coloca a senha. Com acesso, o criminoso realiza uma transferência de valor elevado.

A empresa de segurança digital Kaspersky detectou 10.162 tentativas de fraudes desse tipo no Brasil desde 2024, conforme o Extra.

Como funciona o golpe da “mão fantasma”

– O fraudador entra em contato com a vítima por telefone se passando por um falso funcionário do banco. Usa várias abordagens para enganar o cliente: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas

– O criminoso diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular

– Depois disso, o golpista pode tanto usar a senha fornecida pela própria vítima durante a ligação, pedir para que a pessoa faça o login no aplicativo ou mesmo localizar alguma senha no aparelho, já que alguns clientes costumam salvar em aplicativos que guardam anotações.

– O golpista afirma que fará a proteção do telefone e passa a utilizar o aplicativo bancário para fazer transferências para outras contas. Quando a vítima se dá conta, o dinheiro já foi pulverizado

Como se proteger

– Se receber esse tipo de contato por telefone, desconfie na hora

– Os bancos não realizam esse tipo de contato solicitando aos clientes para baixarem aplicativos

– Desligue o telefone e entre em contato com o banco por meio dos canais oficiais e de um outro telefone

– Caso seja vítima, entre em contato com seu banco imediatamente e registre o fato na Polícia Civil. É possível fazer isso diretamente em uma delegacia ou pela Delegacia Online.

Fonte: Zero Hora

STF forma tese para responsabilizar big techs por conteúdos de terceiros

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou, por maioria, a tese que responsabiliza as big techs por conteúdos criminosos postados por terceiros. A tese estabelecida nesta quinta-feira (26) é de que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet é parcialmente inconstitucional.

O resultado do julgamento foi de 8 a 3 para a ampliação da responsabilização civil das plataformas. Na tarde de ontem, os ministros se reuniram por mais de cinco horas em um almoço para chegarem a um acordo.

“Para deixar claro, o Tribunal não está legislando, está decidindo dois casos concretos que chegaram a ele e estamos definindo critérios que vão prevalecer até o Poder Legislativo […] prover sobre essa matéria”, disse o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

O que muda?

Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, cujo artigo 19 só permite responsabilização jurídica das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo. Com o julgamento, esse texto passa a ser invalidado.

A nova tese amplia a responsabilidade das big techs sobre o conteúdo postado por terceiros, detalha casos como anúncios pagos e de redes artificiais. Além disso, o texto também define o dever de cuidado para conteúdos ilícitos graves, como atos antidemocráticos ou crimes sexuais, indicando que a falha sistêmica em adotar medidas de prevenção ou remoção gera responsabilidade.

Fonte: CNN

Vazamento expõe bilhões de senhas do Google, Apple e meta, diz site

Especialistas identificaram um vazamento de dados que pode ter atingido mais de 16 bilhões de senhas em aplicativos da Apple, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e Google, informou a revista Forbes. De acordo com a publicação, a ação foi descoberta em uma investigação que ocorre desde o começo deste ano pela Cybernews, um órgão independente que pesquisa ações de hackers.

Foram identificados “30 conjuntos de dados expostos contendo de dezenas de milhões a mais de 3,5 bilhões de registros cada um”, que, no total, ultrapassariam a marca de 16 bilhões de dados vazados, afirmou Vilius Petkauskas, pesquisador da Cybernews, à Forbes.

A Cybernews afirma que, embora seja difícil saber a origem dos vazamentos ou exatamente quais os pacotes que compõem os dados, é bastante improvável que as informações tenham sido extraídas das próprias empresas – neste caso, a probabilidade é de que os dados tenham sido obtidos dos próprios usuários.

Procurada, a Apple afirmou ao Estadão que não vai comentar o caso. A reportagem entrou em contato com a Meta e o Google, que não haviam dado uma resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

A Cybernews, que publica seus achados em um site, afirmou ainda que os dados ficaram expostos apenas por um pequeno período de tempo e que, por isso, não foi possível identificar quem ou qual grupo hacker estaria por trás do vazamento.

As armas dos hackers

As informações podem ter sido obtidas, provavelmente, a partir de ações de phishing, que são links que enganam o usuário para ter acesso a essas informações, instalações de malwares, uma espécie de programa de roubo de dados de celulares e computadores, e invasões de ransomware, que atua como um sequestrador de informações.

Para se prevenir de vazamentos de dados desse tipo – que ainda não foi confirmado pelas big techs -, os especialistas recomendam a troca de senhas de contas ligadas aos aplicativos supostamente atingidos, optando sempre por combinações únicas que não são usadas pelo usuário em outras plataformas. Além disso, é recomendado utilizar a autenticação em duas etapas sempre que possível.

Fonte: Estadão

Ministro Mendonça propõe que CGU seja órgão regulador das plataformas digitais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que a Controladoria-Geral da União (CGU) deve ser o órgão regulador das plataformas digitais.

Em seu voto, o ministro propôs a manutenção do regime atual de responsabilização das redes sociais, mas fez um apelo ao Congresso para que atualize a legislação sob o modelo da “autorregulação regulada”.

“Precisa ser um órgão independente. Se olhar para o que temos de instituições dentro do Executivo, eu entendo que (seria) a Controladoria, porque já faz um trabalho de auditagem de programas de integridade, é uma instituição com corpo não só muito qualificado, mas técnico e sério”, afirmou.

Para Mendonça, essa é a melhor medida “porque daria uma possibilidade de padrões e de adaptações conforme as evoluções e sempre teria a possibilidade de o Judiciário funcionar como equacionador de eventuais controvérsias”.

Fonte: Estadão

Roblox anuncia construção de data center em São Paulo de olho em crescimento e IA

A plataforma de games Roblox anunciou nesta sexta-feira (2), durante apresentação na gamescom latam, que construirá um data center em São Paulo em 2026. O investimento em infraestrutura tem como objetivo permitir que a empresa continue crescendo no Brasil, além de viabilizar o uso de ferramentas mais avançadas de inteligência artificial na plataforma.

“O Brasil é o nosso segundo maior país tanto em número de usuários quanto de criadores, e acho que ambos vão se beneficiar muito com a melhoria da qualidade da plataforma”, afirmou Jim Greer, diretor sênior de engenharia da Roblox, à Folha.

Este será o primeiro data center da empresa na América do Sul. A Roblox conta hoje com mais de 20 servidores espalhados por EUA, Europa, Ásia e Oceania.

Pedido de longa data dos usuários brasileiros, um servidor nacional daria mais estabilidade para o serviço, possibilitando maior velocidade de conexão e menos interrupções.

Atrás apenas dos EUA em número de usuários, a comunidade brasileira na Roblox cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo a empresa, do início de 2021 ao início de 2025, o número de usuários brasileiros na plataforma cresceu 183%.

“A Roblox leva infraestrutura muito a sério, e este será o nosso data center mais avançado até agora. Temos numa arquitetura de servidores única”, afirmou Greer, explicando por que a empresa não utiliza data centers já disponíveis no país. “Gostamos de ter controle total sobre nossa infraestrutura, mesmo que isso represente um investimento maior. É uma visão de longo prazo.”

A Roblox não quis revelar o valor que será investido no projeto.

Além de melhorar o acesso dos usuários brasileiros à plataforma, o novo data center também deve ter um papel importante para as expectativas da empresa quanto à ampliação do uso de ferramentas de inteligência artificial presentes na Roblox.

A plataforma já utiliza a tecnologia, por exemplo, para tradução de mensagens de chat, como ajudante para criação de scripts de programação e até para a modificação de objetos 3D. Mas a empresa não pretende parar por aí.

Segundo Greer, criadores que utilizam IA tem uma chance 10% maior de concluir seu primeiro jogo, e o fazem mais rápido. A porcentagem é ainda maior entre as mulheres.

“Isso mostra que a IA realmente reduz a barreira de entrada para muitas pessoas. Elimina o trabalho maçante”, afirma.

O que é a Roblox?

A Roblox é uma plataforma online de jogos criados por seus usuários. Com cerca de 6 milhões de experiências disponíveis, a empresa devolve para os criadores parte do valor que arrecada. Em 2024, ela repassou um total de US$ 923 milhões (R$ 5,2 bilhões) para a comunidade de criadores.

Nos últimos anos, a empresa tem batido continuamente suas metas de desempenho. Em 2024, a Roblox teve uma receita global de US$ 3,6 bilhões (R$ 20,4 bilhões), crescimento de 28,7% em relação ao ano anterior –ainda mais acelerado que o de 2023, quando o aumento de arrecadação foi de 25,8%.

Fonte: Folha de S. Paulo

Ministério das Comunicações recebe doação de 1,5 mil computadores para programa de inclusão digital

O programa Computadores para a Inclusão, do Ministério das Comunicações, recebeu a doação de 1,5 mil máquinas descartadas pelo Banco do Brasil e pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). O material passará por um processo de triagem, com reparos e limpeza. Depois de recondicionados, os equipamentos serão entregues a escolas públicas, associações e projetos de inclusão digital em todo o Brasil.

“O acesso à internet não é mais uma opção — é um direito de qualquer pessoa. Esses computadores farão parte, em breve, de bibliotecas, videotecas, escolas, espaços de acessibilidade, associações e fundações que os receberão”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Após todo o processo de recondicionamento, as novas máquinas serão destinadas a escolas públicas do Distrito Federal e do Nordeste. Outros pontos que desenvolvem projetos de inclusão digital voltados ao atendimento de comunidades e áreas remotas também serão contemplados.

“Essas importantes doações são fruto de uma parceria, de um acordo de cooperação celebrado em 2024 com o Banco do Brasil, para destinar equipamentos ao programa Computadores para a Inclusão”, explicou Gustavo André Fernandes, coordenador-geral de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.

A inclusão digital é uma das agendas prioritárias do Governo Federal, com programas que ampliam o acesso à conectividade em diversas regiões do país. Nesse sentido, o programa Computadores para a Inclusão recondiciona máquinas de norte a sul do Brasil para garantir que, especialmente, as escolas públicas possam contar com seus próprios laboratórios de informática.

Sobre o programa

Desde sua criação, o programa já soma 59,6 mil computadores doados, compondo mais de 5 mil Pontos de Inclusão Digital (PIDs), distribuídos em 1.232 municípios brasileiros.

Na área de formação, foram ofertados 236 cursos, resultando na capacitação de mais de 52,2 mil alunos para o mercado de trabalho. Além disso, os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) já destinaram corretamente mais de 1 milhão de equipamentos eletroeletrônicos, ultrapassando 8,2 mil toneladas de resíduos descartados de forma consciente e sustentável.

Crise de identidade fez Facebook repensar tudo, até os amigos

Documentos apresentados no julgamento antitruste do Meta nos EUA revelaram como a empresa vem enfrentando dificuldades para manter o Facebook culturalmente relevante. As mensagens internas, datadas de 2022, mostram que executivos da companhia discutiram diversas estratégias para recuperar o apelo da rede social, reconhecendo que sua influência estava diminuindo rapidamente.

Durante a divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2024, o CEO Mark Zuckerberg voltou ao tema, dizendo que a meta para 2025 é justamente restaurar a relevância cultural do Facebook. Para isso, a plataforma aposta em um retorno às origens, com o lançamento de uma nova aba “Amigos”, parte da tentativa de resgatar o que chamou de “OG Facebook” (ou “Facebook original”).

Preocupações com o modelo de “amizades” do Facebook

– Nos e-mails de 2022 apresentados pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês), Zuckerberg destacava que o formato de amizades do Facebook parece desatualizado diante de outras redes sociais que priorizam o modelo de “seguir”.

– Ele considerou inclusive a ideia radical de excluir as listas de amigos de todos os usuários, forçando um novo começo.

– “Fazer amigos parece estar fora de moda agora”, escreveu o CEO.

– Para ele, os gráficos de amizades se tornaram estagnados e pouco relevantes, além de serem difíceis de atualizar.

– “Na maioria das vezes, quando conheço alguém ou me interesso por alguém, só quero seguir essa pessoa, e não pedir nada em troca”, afirmou, referindo-se à natureza mais fluida de plataformas como Instagram e TikTok.

Estratégias discutidas internamente

A troca de e-mails também mostra que o Meta discutiu alternativas mais ousadas. Entre elas, uma transição completa do modelo de amizade para o de seguidores, inclusive em contas privadas, o que implicaria também no fim dos likes em páginas. A ideia seria transformar o Facebook em uma plataforma mais alinhada com os padrões contemporâneos das redes sociais.

Zuckerberg apontou que “todas as redes sociais modernas são construídas em torno do conceito de seguir”, e que o Facebook pode estar desatualizado por não ter adotado essa mudança estrutural. Ele chegou a sugerir que a solução ideal exigiria uma mudança drástica, como apagar todos os gráficos de conexões e reconstruí-los do zero, começando com testes em países menores.

Impacto na estratégia da empresa

Os documentos deixam claro que o desempenho do Facebook é visto como essencial para o sucesso de todo o ecossistema da Meta, mesmo com os bons resultados do Instagram e do WhatsApp. “Não vejo um caminho para a empresa ter o sucesso que precisamos se o Facebook falhar”, escreveu Zuckerberg.

A reformulação da aba “Amigos”, lançada recentemente, parece ser um dos primeiros passos visíveis nessa tentativa de reconectar o Facebook com os hábitos digitais da nova geração. Mas os e-mails indicam que mudanças ainda mais profundas ainda podem ser avaliadas pela equipe executiva da empresa.

Fonte: Olhar Digital

Vírus que rouba Pix faz limpa em quase todo o saldo da conta sem você notar

Uma ameaça descoberta pela Kaspersky, empresa especializada em softwares de segurança, permite que cibercriminosos roubem valores de Pix de um celular “infectado” sem que a pessoa perceba logo de cara. O vírus afeta apenas aparelhos com sistema Android.

Funciona assim: um trojan bancário (um programa disfarçado instalado no celular) consegue trocar a chave Pix durante uma transferência bancária para uma do criminoso.

O vírus pode não só alterar o destino do dinheiro, como mudar também o valor da transferência —com base no quanto a vítima tem no banco. De diferente no processo, há apenas um certo tremor na tela.

De R$ 1 para R$ 636,95

Em um vídeo obtido pela empresa e visto por Tilt, a companhia verificou que há modalidades desta “praga” que conseguem roubar quase todo o saldo da conta.

O vídeo mostra uma pessoa que tenta transferir R$ 1 para um conhecido. Na hora de digitar a senha para concluir o processo, ela volta para verificar se está correto, mas há o nome de outra pessoa e o valor de R$ 636,95 (97% do valor do saldo da pessoa, que no caso era R$ 650).

Neste caso, a vítima só notaria a perda do dinheiro após verificar o saldo.

Evolução do golpe da mão invisível

Chamado de Brats. O trojan bancário foi detectado mais de 1.500 vezes em nove meses, em 2023.

Este trojan é uma evolução do chamado golpe da mão invisível. O “Br” do nome Brats vem de Brasil. E o “ats” vem da sigla em inglês de sistema automatizado de transferência.

No golpe da mão invisível, um smartphone infectado ao entrar em um app bancário notifica o cibercriminoso. Ele, então, consegue ter acesso remoto ao aparelho e tomar conta, podendo alterar valores de transferências e realizar outras operações.

O Brats, não exige que o cibercriminoso esteja em frente ao computador para executar a transferência bancária. O criminoso pode estar na praia enquanto o malware está roubando as pessoas. Isso faz com que eles consigam ganhar no volume.

Cibercriminosos têm preferência pelo Pix por promover transferência instantânea de dinheiro: uma vez transferido o dinheiro, ele é rapidamente enviado para diversas contas para dissipar os valores.

Como ocorre a ‘infecção’

O Brats vem escondido dentro de um app que é baixado fora da loja oficial do Google, segundo a Karpersky. A vítima acessa um site que diz que se a pessoa baixar um aplicativo de extensão .APK [formato de arquivos de apps Android] e abrir um baú, ela ganhará dinheiro.

Este app mostra uma notificação dizendo que é necessário fazer uma atualização falsa de um leitor de PDF ou do Flash Player e exige que seja liberada uma permissão de acessibilidade.

O app encaminha a pessoa para as configurações do Android e dá o passo a passo para ela liberar um recurso de acessibilidade, que permite o acesso remoto do cibercriminoso. Se a pessoa não der essa permissão de acessibilidade, o malware não vai conseguir interagir com outros aplicativos e não vai realizar a fraude.

Como evitar a infecção

Não instale apps fora da loja oficial do Android –boa parte das ameaças, segundo a Kaspersky, são instaladas dessa forma.

Caso instale algum programa que peça a permissão de acessibilidade, não dê.

Tenha um antivírus instalado no smartphone –com mais transações feitas pelo celular, há uma migração do cibercrime do computador para dispositivos móveis.

Fonte: UOL

Google lança inteligência artificial que cria vídeos realistas a partir de textos

O Google começou a liberar a Veo 2, nova versão de sua inteligência artificial desenvolvida para criação de vídeos a partir de descrições em texto. O recurso está disponível desde terça-feira (15) para usuários do plano Gemini Advanced e também no aplicativo experimental Whisk, para quem assina o plano IA Premium do Google One.

A tecnologia permite que os usuários gerem vídeos de até oito segundos com alta definição e riqueza de detalhes. Para isso, basta descrever a cena desejada, podendo incluir informações como o gênero do vídeo, tipo de lente de câmera e efeitos visuais.

O Veo 2 se posiciona como concorrente direto do Sora, modelo semelhante da OpenAI — empresa criadora do ChatGPT. Segundo o Google, a nova versão do modelo compreende com mais precisão a física do mundo real, o que permite entregar cenas mais realistas e refinadas.

Apesar do potencial criativo, a empresa afirma que há limites mensais de geração e que os resultados dependem diretamente da descrição feita pelo usuário. O Google também destaca que adota medidas de segurança para evitar o uso indevido da ferramenta, incluindo testes rigorosos e políticas contra conteúdos impróprios.

“Tomamos medidas importantes para tornar a geração de vídeos uma experiência segura. Isso inclui um amplo processo de red teaming [feito para identificar brechas em sistemas] e avaliações com o objetivo de impedir a geração de conteúdo que viole nossas políticas”, afirmou o Google.

Fonte: Rádio Itatiaia

Saiba como usar o WhatsApp Web em seu PC

O WhatsApp Web é uma versão do aplicativo de mensagens que permite entrar e usar a sua conta diretamente no navegador do seu dispositivo, seja ele um PC, um notebook ou um celular — Android ou iOS (iPhone). Para isso, basta abrir o browser que você utiliza (Google Chrome, Microsoft Edge, Mozilla Firefox, Safari ou outro), acessar a plataforma e fazer login — procedimento este que pode ser realizado de diferentes maneiras.

Vale ressaltar que essa versão do serviço, assim como o aplicativo, permite trocar mensagens de texto, enviar áudios, compartilhar mídias, visualizar status, criar grupos e mais. Além disso, é válido mencionar que a sincronização entre os dispositivos é instantânea, possibilitando o recebimento e o envio de mensagens em tempo real, mesmo se o seu smartphone estiver longe ou desligado. Na matéria a seguir, saiba mais sobre o WhatsApp Web, desde como entrar na plataforma pelo PC e até como se desconectar da plataforma corretamente.

Como entrar no WhatsApp Web: guia completo

O Blog do Chico Gomes reuniu em 9 tópicos os principais pontos que você deve saber sobre o WhatsApp Web, incluindo como entrar, usar e se desconectar da plataforma.

1. Como abrir o WhatsApp Web no PC pelo celular Android (via QR Code)

A seguir, confira o passo a passo de como conectar o WhatsApp Web no seu PC, usando um celular Android:

Passo 1. No seu PC ou notebook, abra o navegador que você costuma utilizar e acesse o site do WhatsApp Web (https://web.whatsapp.com/);

Passo 2. Agora, no celular Android, abra o aplicativo do WhatsApp e toque nos três pontinhos que ficam no canto superior direito da tela. No menu que abrir, selecione “Dispositivos conectados”;

Passo 3. Por último, toque no botão “Conectar dispositivo”. Ao fazer isso, a câmera do seu smartphone será aberta para você escanear o QR Code presente na página inicial do WhatsApp Web. Sendo assim, aponte a câmera do seu aparelho para ele e aguarde alguns segundos para realizar a conexão. Pronto. Com apenas esses três passos, você conseguirá abrir e conectar o WhatsApp Web no seu PC, usando um celular Android.

Como você viu, para entrar no WhatsApp Web é preciso fazer a leitura de um QR Code. Por esse motivo, o aplicativo de mensagens precisa ter a permissão para acessar a câmera do seu smartphone. Caso essa autorização não esteja ativa, é possível concedê-la de forma simples. Basta seguir esse passo a passo:

– acesse as configurações do seu celular (ícone de engrenagem) e entre em “Aplicativos” ou “Apps”;
– na sequência, selecione o WhatsApp na lista de apps;
– depois, toque em “Permissões” e selecione “Câmera”;
– por fim, toque em “Permitir” ou “Permitir durante o uso do app”, dependendo do modelo do seu aparelho.

2. Como abrir o WhatsApp Web no PC pelo iPhone (via QR Code)

Nas linhas abaixo, confira como conectar o WhatsApp Web no seu PC pelo iPhone:

Passo 1. No seu PC ou notebook, abra o navegador que você utiliza e acesse o site do WhatsApp Web (https://web.whatsapp.com);

Passo 2. No iPhone, abra o aplicativo do WhatsApp e toque em “Configurações”, no canto inferior direito. Em seguida, selecione “Dispositivos conectados”;

Passo 3. Agora, toque em “Conectar um aparelho”. Caso o seu smartphone seja protegido por senha ou biometria, será necessário inseri-la;

Passo 4. Por último, aponte a câmera do seu iPhone para o QR Code que aparece na tela do WhatsApp Web e aguarde a confirmação de conexão.

Como você acompanhou, é preciso permitir o acesso à câmera do celular para escanear o código QR do WhatsApp Web no iPhone. Sendo assim, caso essa opção não esteja ativada em seu dispositivo, vá em “Ajustes” (ícone de engrenagem) e depois em “WhatsApp”, no final da tela. Por fim, toque na chave ao lado de “Câmera” de modo a deixá-la verde.

Como desconectar a sua conta do WhatsApp Web no PC

Caso precise entrar no WhatsApp Web em um dispositivo público ou de terceiros, é importante sempre desconectar a sua conta após o uso. Afinal, uma vez conectada, é possível acessar todas as mensagens recebidas, além do histórico salvo, entre outras informações sigilosas. Sendo assim, veja a seguir como sair da sua conta no WhatsApp Web pelo PC.

Primeiramente, clique nos três pontinhos que ficam na parte esquerda da tela do WhatsApp Web. Em seguida, no menu que abrir, clique em “Desconectar”. Por último, confirme o procedimento clicando no botão “Desconectar”.

Fonte: TechTudo

O apocalipse pela IA está próximo – ao menos, segundo este relatório

O ano é 2027. Poderosos sistemas de inteligência artificial (IA) estão se tornando mais inteligentes que os humanos e estão causando estragos na ordem global. Espiões chineses roubaram os segredos de IA dos Estados Unidos, e a Casa Branca está correndo para retaliar. Em um dos principais laboratórios de IA, os engenheiros ficam assustados ao descobrir que seus modelos estão começando a enganá-los, o que aumenta a possibilidade de se tornarem desonestos.

Essas não são cenas de um roteiro de ficção científica. São cenários imaginados por uma organização sem fins lucrativos de Berkeley, Califórnia, chamada AI Futures Project, que passou o último ano tentando prever como será o mundo nos próximos anos, à medida que sistemas de IA cada vez mais poderosos forem desenvolvidos.

O projeto é liderado por Daniel Kokotajlo, um ex-pesquisador da OpenAI que deixou a empresa no ano passado por estar preocupado com o fato de ela estar agindo de forma imprudente.

Enquanto esteve na OpenAI, onde fazia parte da equipe de governança, Kokotajlo escreveu relatórios internos detalhados sobre como a corrida pela inteligência artificial geral, ou AGI – um termo difuso para inteligência de máquina de nível humano – poderia se desenvolver. Depois de sair, ele se juntou a Eli Lifland, um pesquisador de IA que tinha um histórico de previsão precisa de eventos mundiais. Eles começaram a trabalhar para tentar prever a próxima onda de IA.

O resultado é “AI 2027″, um relatório e um site lançados esta semana que descrevem, em um cenário fictício detalhado, o que poderia acontecer se os sistemas de IA ultrapassassem a inteligência humana – o que os autores esperam que aconteça nos próximos dois ou três anos.

“Prevemos que as IA continuarão a melhorar a ponto de se tornarem agentes totalmente autônomos e melhores que os humanos em tudo até o final de 2027″, disse Kokotajlo em uma entrevista recente.

Atualmente, não faltam especulações sobre IA. São Francisco foi tomada pelo fervor da IA, e o cenário tecnológico da Bay Area se tornou um conjunto de tribos em guerra e seitas dissidentes, cada uma delas convencida de que sabe como o futuro se desenrolará.

Algumas previsões de IA assumiram a forma de um manifesto, como “Machines of Loving Grace” (Máquinas de Graça Amorosa), um ensaio de 14 mil palavras escrito no ano passado por Dario Amodei, CEO da Anthropic, ou “Situational Awareness” (Consciência Situacional), um relatório do ex-pesquisador da OpenAI, Leopold Aschenbrenner, que foi amplamente lido nos círculos políticos.

O pessoal do AI Futures Project elaborou o seu como um cenário de previsão – essencialmente, uma peça de ficção científica rigorosamente pesquisada que usa seus melhores palpites sobre o futuro como pontos de enredo. O grupo passou quase um ano aprimorando centenas de previsões sobre a I.A. Em seguida, contrataram um escritor – Scott Alexander, que escreve o blog Astral Codex Ten – para ajudar a transformar a previsão em uma narrativa.

“Pegamos o que achávamos que aconteceria e tentamos torná-lo envolvente”, disse Lifland.

Os críticos dessa abordagem podem argumentar que as histórias fictícias de IA são melhores para assustar as pessoas do que para educá-las. E alguns especialistas em IA, sem dúvida, se oporão à afirmação central do grupo de que a inteligência artificial ultrapassará a inteligência humana.

Ali Farhadi, CEO do Allen Institute for Artificial Intelligence, um laboratório de IA, em Seattle, analisou o relatório “AI 2027″ e disse que não ficou impressionado.

“Sou totalmente a favor de projeções e previsões, mas essa previsão não parece estar fundamentada em evidências científicas ou na realidade de como as coisas estão evoluindo na IA”, disse ele.

Não há dúvida de que alguns dos pontos de vista do grupo são extremos. Kokotajlo, por exemplo, me disse no ano passado que acreditava que havia 70% de chance dA IA destruir ou prejudicar catastroficamente a humanidade. E tanto Kokotajlo quanto, Lifland têm vínculos com o Altruísmo Efetivo, outro movimento filosófico popular entre os trabalhadores da área de tecnologia que há anos vem fazendo alertas terríveis sobre a IA.

Mas também vale a pena observar que algumas das maiores empresas do Vale do Silício estão planejando um mundo além da AGI, e que muitas das previsões aparentemente malucas feitas sobre IA no passado – como a visão de que as máquinas passariam no Teste de Turing, um experimento mental que determina se uma máquina pode parecer se comunicar como um ser humano – se tornaram realidade.

Em 2021, um ano antes do lançamento do ChatGPT, Kokotajlo escreveu uma postagem no blog intitulada “What 2026 Looks Like” (Como será 2026), descrevendo sua visão sobre o progresso dos sistemas de IA. Várias de suas previsões se mostraram prescientes, e ele se convenceu de que esse tipo de previsão era valioso e que ele era bom nisso.

“É uma maneira elegante e conveniente de comunicar sua opinião a outras pessoas”, disse ele.

Embora eu concorde com os autores de “AI 2027″ que sistemas poderosos de IA estão por vir, não estou convencido de que os programadores de IA sobre-humanos adquirirão automaticamente as outras habilidades necessárias para abrir caminho para a inteligência geral. E desconfio de previsões que presumem que o progresso da IA será suave e exponencial, sem grandes gargalos ou bloqueios ao longo do caminho.

Mas acho que vale a pena fazer esse tipo de previsão, mesmo que eu discorde de algumas das previsões específicas. Se a poderosa IA estiver realmente próxima, todos nós precisaremos começar a imaginar alguns futuros muito estranhos.

Fonte: Estadão