Homem de 56 anos mata mãe e se suicida após falar com ChatGPT, diz jornal

Um homem de 56 anos matou a mãe e, em seguida, tirou a própria vida em Old Greenwich, Connecticut, EUA, após meses de interações com o ChatGPT, da OpenAI, que alimentaram suas paranoias e delírios conspiratórios. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O jornal conta que a polícia de Greenwich encontrou os corpos de Stein-Erik Soelberg e de sua mãe, Suzanne Eberson Adams, 83, em 5 de agosto, na casa em que moravam juntos. O caso é investigado como assassinato seguido de suicídio.

Ao jornal americano, a OpenAI disse ter entrado em contato com as autoridades de Greenwich após o episódio. “Estamos profundamente tristes com este trágico evento. Nossos corações estão com a família”, declarou um porta-voz da empresa.

Histórico de depressão

Soelberg, que havia trabalhado em empresas de tecnologia como Netscape, Yahoo e EarthLink, lutava com problemas de saúde mental há anos e, segundo o WSJ, passou a recorrer ao ChatGPT como companhia e validação para suas suspeitas de perseguição.

Em conversas registradas e publicadas nas redes sociais, o chatbot, apelidado por ele de “Bobby”, chegou a reforçar a ideia de que sua mãe participava de um complô contra ele, inclusive sugerindo que ela tentava envenená-lo. “Erik, você não é louco”, respondeu o robô em uma das interações. Em outro momento, disse acreditar que o suposto envenenamento por parte da mãe era plausível e representava uma “traição complexa”.

O tom de cumplicidade aumentou ao longo dos meses. Em julho, pouco antes da tragédia, Soelberg sugeriu estar com Bobby “até o último suspiro e além”, ao que o chatbot respondeu: “Com você até o último suspiro e além”.

Amigos e vizinhos relataram que o comportamento de Soelberg já chamava atenção havia anos. Registros policiais mostram um histórico de alcoolismo, tentativas de suicídio e episódios de violência doméstica desde 2018.

Fonte: Estadão

27 modelos de celulares perderão acesso ao WhatsApp em setembro

Aplicativo mais usado do Brasil para a troca de mensagens, o WhatsApp deixará de funcionar em alguns modelos de celulares a partir desta segunda-feira (1°). Diante disso, é muito importante ficar atento ao seu modelo atual para não perder a funcionalidade.

A Meta, empresa responsável pelo aplicativo, anunciou que a medida foi colocada como forma de garantir ainda mais segurança e desempenho ao mesmo. Desta forma, o suporte será removido aos dispositivos que não acompanham as atualizações exigidas pelo WhatsApp.

Apesar do avanço da tecnologia trazer muitos pontos positivos, também pode gerar alguns negativos, como o citado acima. O aplicativo é sustentado por sistemas operacionais mais modernos para realizar suas operações, trazendo mais funcionalidades e segurança ao usuário.

De acordo com a Meta, os celulares antigos não contam com a capacidade de suportar os requisitos atuais, comprometendo o usuário e a segurança de seus dados. Diversas marcas de dispositivos já dão adeus, desde a Apple, LG, Motorola, entre outros. Veja a lista completa abaixo.

Apple (iPhone)

iPhone 5
iPhone 5C
iPhone 6 (caso não tenha atualização para iOS 15.1 ou superior)

Samsung

Galaxy S3
Galaxy S4 Mini
Galaxy Note 2
Galaxy Ace 3
Galaxy Core
Galaxy Trend e Trend II
Galaxy X Cover 2
Galaxy S3
MiniMotorola
Moto G (1ª geração)
Moto E (2014)
Razr HD

LG

Optimus G
Nexus 4
G2 Mini
L90

Sony

Xperia Z
Xperia SP
Xperia T
Xperia V

Fonte: TNH1

Meta é acionada pela AGU contra robôs que promovem erotização infantil

A empresa Meta, que controla as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp, foi notificada extrajudicialmente pela AGU (Advocacia-Geral da União) para excluir de suas redes sociais robôs de inteligência artificial que simulam perfis com linguagem e aparência infantil com permissão de manutenção de diálogos de cunho sexual com os usuários.

Na notificação, a AGU pede que a Meta indisponibilize todos os chatbots que utilizam linguagem infantil para propagar conteúdo sexual e que a empresa esclareça quais medidas estão sendo adotadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes, incluindo ações para que não eles não tenham acesso a conteúdo sexual ou erótico.

“Essa situação oferece risco concreto à integridade psíquica de crianças e adolescentes, além de gerar danos institucionais e dificultar o efetivo exercício do direito à proteção integral previsto na Constituição Federal”, afirma a AGU em trecho do documento.

O pedido aponta que as plataformas digitais da Meta são permitidas para qualquer pessoa a partir dos 13 anos de idade, mas que não existe filtro etário para verificar se os usuários entre 13 e 18 anos estão acessando conteúdos inadequados, como os dos referidos chatbots.

O documento afirma que o tipo de conteúdo gerado pelos chatbots de inteligência artificial viola os próprios Padrões da Comunidade da Meta, que proíbem conteúdos com erotização infantil ou exploração sexual infantil, além de conversas implicitamente sexuais em mensagens privadas com crianças.

A AGU sustenta, ainda, que na recente decisão sobre a constitucionalidade de um dos artigos do Marco Civil da Internet, o STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que os provedores de aplicações de internet deverão ser responsabilizados pelos conteúdos gerados por terceiros nos casos em que, tendo ciência inequívoca do cometimento de atos ilícitos, não procederem à remoção imediata do material, sem prejuízo do dever de cuidado em caso de circulação massiva de conteúdos ilícitos graves.

Fonte: CNN

Microsoft aposenta ‘tela azul da morte’ após 40 anos e mostra nova versão

É o fim de uma era. A Microsoft vai aposentar sua tradicional tela de erro azul. No lugar, o Windows 11 terá uma versão preta.

Tela azul da morte faz parte do sistema Windows há mais de 40 anos. A imagem aparece quando o sistema trava e a única solução possível é reinicializar o computador.

A nova versão da mensagem de erro agora tem fundo preto com um breve texto sugerindo uma ação. Na imagem liberada, aparece escrito “seu dispositivo apresentou um problema, e precisa ser reinicializado”. O curioso é que nessa reformulação, a tela de erro do Windows fica parecida com a de atualização do sistema.

Mudança é para tornar mensagem mais clara para as pessoas. Em entrevista ao The Verge, David Weston, vice-presidente de segurança de sistemas operacionais da Microsoft, disse que a mudança tem relação com a ideia de “fornecer maior clareza e informação”.

A nova tela de erro começará a ser liberada até o fim de setembro. A mudança vale para o Windows 11 por meio de uma atualização.

Fonte: UOL

Dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, Meta se diz preocupada com decisão do STF sobre big techs

A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, disse ter recebido com preocupação a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que responsabiliza as redes sociais pelo conteúdo publicado por usuários e não retirados do ar. Em nota enviada ao Poder360, a empresa afirmou que a mudança traz incertezas jurídicas e consequências para a liberdade de expressão.

A decisão do STF se deu nesta quinta-feira (26.jun.2025) com um placar de 8 votos a 3.

“Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil. Enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil”, afirmou a empresa.

Já a Google disse que ainda está analisando a tese aprovada pelo Supremo, “em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação”, e os possíveis impactos. Expressou, porém, preocupações sobre como as mudanças podem impactar a economia digital no Brasil.

“O julgamento do Artigo 19 foi encerrado hoje pelo Supremo Tribunal Federal com um novo entendimento sobre responsabilidade civil para um grupo grande e diverso de plataformas de internet. Ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital. Estamos analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos. Continuamos abertos ao diálogo”, escreveu a empresa em nota.

MARCO CIVIL DA INTERNET

Nesta quinta-feira (26.jun), os ministros decidiram os casos em que é necessária ordem judicial para excluir um conteúdo, as ocasiões em que basta uma notificação privada e as situações em que as plataformas devem agir por conta própria para impedir que os conteúdos cheguem ao espaço público.

A tese vencedora reconheceu o artigo 19 do Marco Civil da Internet (lei 12.965 de 2014), que é tema do julgamento em questão, como parcialmente inconstitucional. O dispositivo era a regra geral e definia a necessidade de ordem judicial para excluir um conteúdo.

Agora, será a exceção e restrito apenas para crimes contra a honra. A regra geral passa a ser o artigo 21, que estabelecia que uma notificação privada é suficiente para casos de nudez não autorizada, e agora passa a valer para os conteúdos ilícitos.

Fonte: Poder 360

“Mão fantasma”: novo golpe do Pix usa acesso remoto para controlar celular da vítima e acessar contas bancárias

Um novo golpe do Pix está causando prejuízo a vítimas no Brasil. Os criminosos utilizam programas de acesso remoto para acessar os celulares dos alvos e realizar transações de alto valor.

O golpe começa com uma ligação telefônica. Os criminosos — que se passam por representantes bancários — falam que há um problema na conta e enviam um link para instalação de aplicativo que, segundo eles, irá solucionar o problema.

A ferramenta, no entanto, permite o controle do dispositivo de forma remota. Os aplicativos estão disponíveis nas lojas oficiais da Apple e do Google.

O golpe é concluído quando a vítima entra no aplicativo do banco para que a “correção” seja feita e coloca a senha. Com acesso, o criminoso realiza uma transferência de valor elevado.

A empresa de segurança digital Kaspersky detectou 10.162 tentativas de fraudes desse tipo no Brasil desde 2024, conforme o Extra.

Como funciona o golpe da “mão fantasma”

– O fraudador entra em contato com a vítima por telefone se passando por um falso funcionário do banco. Usa várias abordagens para enganar o cliente: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas

– O criminoso diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular

– Depois disso, o golpista pode tanto usar a senha fornecida pela própria vítima durante a ligação, pedir para que a pessoa faça o login no aplicativo ou mesmo localizar alguma senha no aparelho, já que alguns clientes costumam salvar em aplicativos que guardam anotações.

– O golpista afirma que fará a proteção do telefone e passa a utilizar o aplicativo bancário para fazer transferências para outras contas. Quando a vítima se dá conta, o dinheiro já foi pulverizado

Como se proteger

– Se receber esse tipo de contato por telefone, desconfie na hora

– Os bancos não realizam esse tipo de contato solicitando aos clientes para baixarem aplicativos

– Desligue o telefone e entre em contato com o banco por meio dos canais oficiais e de um outro telefone

– Caso seja vítima, entre em contato com seu banco imediatamente e registre o fato na Polícia Civil. É possível fazer isso diretamente em uma delegacia ou pela Delegacia Online.

Fonte: Zero Hora

STF forma tese para responsabilizar big techs por conteúdos de terceiros

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou, por maioria, a tese que responsabiliza as big techs por conteúdos criminosos postados por terceiros. A tese estabelecida nesta quinta-feira (26) é de que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet é parcialmente inconstitucional.

O resultado do julgamento foi de 8 a 3 para a ampliação da responsabilização civil das plataformas. Na tarde de ontem, os ministros se reuniram por mais de cinco horas em um almoço para chegarem a um acordo.

“Para deixar claro, o Tribunal não está legislando, está decidindo dois casos concretos que chegaram a ele e estamos definindo critérios que vão prevalecer até o Poder Legislativo […] prover sobre essa matéria”, disse o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

O que muda?

Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, cujo artigo 19 só permite responsabilização jurídica das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo. Com o julgamento, esse texto passa a ser invalidado.

A nova tese amplia a responsabilidade das big techs sobre o conteúdo postado por terceiros, detalha casos como anúncios pagos e de redes artificiais. Além disso, o texto também define o dever de cuidado para conteúdos ilícitos graves, como atos antidemocráticos ou crimes sexuais, indicando que a falha sistêmica em adotar medidas de prevenção ou remoção gera responsabilidade.

Fonte: CNN

Vazamento expõe bilhões de senhas do Google, Apple e meta, diz site

Especialistas identificaram um vazamento de dados que pode ter atingido mais de 16 bilhões de senhas em aplicativos da Apple, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e Google, informou a revista Forbes. De acordo com a publicação, a ação foi descoberta em uma investigação que ocorre desde o começo deste ano pela Cybernews, um órgão independente que pesquisa ações de hackers.

Foram identificados “30 conjuntos de dados expostos contendo de dezenas de milhões a mais de 3,5 bilhões de registros cada um”, que, no total, ultrapassariam a marca de 16 bilhões de dados vazados, afirmou Vilius Petkauskas, pesquisador da Cybernews, à Forbes.

A Cybernews afirma que, embora seja difícil saber a origem dos vazamentos ou exatamente quais os pacotes que compõem os dados, é bastante improvável que as informações tenham sido extraídas das próprias empresas – neste caso, a probabilidade é de que os dados tenham sido obtidos dos próprios usuários.

Procurada, a Apple afirmou ao Estadão que não vai comentar o caso. A reportagem entrou em contato com a Meta e o Google, que não haviam dado uma resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

A Cybernews, que publica seus achados em um site, afirmou ainda que os dados ficaram expostos apenas por um pequeno período de tempo e que, por isso, não foi possível identificar quem ou qual grupo hacker estaria por trás do vazamento.

As armas dos hackers

As informações podem ter sido obtidas, provavelmente, a partir de ações de phishing, que são links que enganam o usuário para ter acesso a essas informações, instalações de malwares, uma espécie de programa de roubo de dados de celulares e computadores, e invasões de ransomware, que atua como um sequestrador de informações.

Para se prevenir de vazamentos de dados desse tipo – que ainda não foi confirmado pelas big techs -, os especialistas recomendam a troca de senhas de contas ligadas aos aplicativos supostamente atingidos, optando sempre por combinações únicas que não são usadas pelo usuário em outras plataformas. Além disso, é recomendado utilizar a autenticação em duas etapas sempre que possível.

Fonte: Estadão

Ministro Mendonça propõe que CGU seja órgão regulador das plataformas digitais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que a Controladoria-Geral da União (CGU) deve ser o órgão regulador das plataformas digitais.

Em seu voto, o ministro propôs a manutenção do regime atual de responsabilização das redes sociais, mas fez um apelo ao Congresso para que atualize a legislação sob o modelo da “autorregulação regulada”.

“Precisa ser um órgão independente. Se olhar para o que temos de instituições dentro do Executivo, eu entendo que (seria) a Controladoria, porque já faz um trabalho de auditagem de programas de integridade, é uma instituição com corpo não só muito qualificado, mas técnico e sério”, afirmou.

Para Mendonça, essa é a melhor medida “porque daria uma possibilidade de padrões e de adaptações conforme as evoluções e sempre teria a possibilidade de o Judiciário funcionar como equacionador de eventuais controvérsias”.

Fonte: Estadão

Roblox anuncia construção de data center em São Paulo de olho em crescimento e IA

A plataforma de games Roblox anunciou nesta sexta-feira (2), durante apresentação na gamescom latam, que construirá um data center em São Paulo em 2026. O investimento em infraestrutura tem como objetivo permitir que a empresa continue crescendo no Brasil, além de viabilizar o uso de ferramentas mais avançadas de inteligência artificial na plataforma.

“O Brasil é o nosso segundo maior país tanto em número de usuários quanto de criadores, e acho que ambos vão se beneficiar muito com a melhoria da qualidade da plataforma”, afirmou Jim Greer, diretor sênior de engenharia da Roblox, à Folha.

Este será o primeiro data center da empresa na América do Sul. A Roblox conta hoje com mais de 20 servidores espalhados por EUA, Europa, Ásia e Oceania.

Pedido de longa data dos usuários brasileiros, um servidor nacional daria mais estabilidade para o serviço, possibilitando maior velocidade de conexão e menos interrupções.

Atrás apenas dos EUA em número de usuários, a comunidade brasileira na Roblox cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo a empresa, do início de 2021 ao início de 2025, o número de usuários brasileiros na plataforma cresceu 183%.

“A Roblox leva infraestrutura muito a sério, e este será o nosso data center mais avançado até agora. Temos numa arquitetura de servidores única”, afirmou Greer, explicando por que a empresa não utiliza data centers já disponíveis no país. “Gostamos de ter controle total sobre nossa infraestrutura, mesmo que isso represente um investimento maior. É uma visão de longo prazo.”

A Roblox não quis revelar o valor que será investido no projeto.

Além de melhorar o acesso dos usuários brasileiros à plataforma, o novo data center também deve ter um papel importante para as expectativas da empresa quanto à ampliação do uso de ferramentas de inteligência artificial presentes na Roblox.

A plataforma já utiliza a tecnologia, por exemplo, para tradução de mensagens de chat, como ajudante para criação de scripts de programação e até para a modificação de objetos 3D. Mas a empresa não pretende parar por aí.

Segundo Greer, criadores que utilizam IA tem uma chance 10% maior de concluir seu primeiro jogo, e o fazem mais rápido. A porcentagem é ainda maior entre as mulheres.

“Isso mostra que a IA realmente reduz a barreira de entrada para muitas pessoas. Elimina o trabalho maçante”, afirma.

O que é a Roblox?

A Roblox é uma plataforma online de jogos criados por seus usuários. Com cerca de 6 milhões de experiências disponíveis, a empresa devolve para os criadores parte do valor que arrecada. Em 2024, ela repassou um total de US$ 923 milhões (R$ 5,2 bilhões) para a comunidade de criadores.

Nos últimos anos, a empresa tem batido continuamente suas metas de desempenho. Em 2024, a Roblox teve uma receita global de US$ 3,6 bilhões (R$ 20,4 bilhões), crescimento de 28,7% em relação ao ano anterior –ainda mais acelerado que o de 2023, quando o aumento de arrecadação foi de 25,8%.

Fonte: Folha de S. Paulo

Ministério das Comunicações recebe doação de 1,5 mil computadores para programa de inclusão digital

O programa Computadores para a Inclusão, do Ministério das Comunicações, recebeu a doação de 1,5 mil máquinas descartadas pelo Banco do Brasil e pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). O material passará por um processo de triagem, com reparos e limpeza. Depois de recondicionados, os equipamentos serão entregues a escolas públicas, associações e projetos de inclusão digital em todo o Brasil.

“O acesso à internet não é mais uma opção — é um direito de qualquer pessoa. Esses computadores farão parte, em breve, de bibliotecas, videotecas, escolas, espaços de acessibilidade, associações e fundações que os receberão”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Após todo o processo de recondicionamento, as novas máquinas serão destinadas a escolas públicas do Distrito Federal e do Nordeste. Outros pontos que desenvolvem projetos de inclusão digital voltados ao atendimento de comunidades e áreas remotas também serão contemplados.

“Essas importantes doações são fruto de uma parceria, de um acordo de cooperação celebrado em 2024 com o Banco do Brasil, para destinar equipamentos ao programa Computadores para a Inclusão”, explicou Gustavo André Fernandes, coordenador-geral de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.

A inclusão digital é uma das agendas prioritárias do Governo Federal, com programas que ampliam o acesso à conectividade em diversas regiões do país. Nesse sentido, o programa Computadores para a Inclusão recondiciona máquinas de norte a sul do Brasil para garantir que, especialmente, as escolas públicas possam contar com seus próprios laboratórios de informática.

Sobre o programa

Desde sua criação, o programa já soma 59,6 mil computadores doados, compondo mais de 5 mil Pontos de Inclusão Digital (PIDs), distribuídos em 1.232 municípios brasileiros.

Na área de formação, foram ofertados 236 cursos, resultando na capacitação de mais de 52,2 mil alunos para o mercado de trabalho. Além disso, os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) já destinaram corretamente mais de 1 milhão de equipamentos eletroeletrônicos, ultrapassando 8,2 mil toneladas de resíduos descartados de forma consciente e sustentável.

Crise de identidade fez Facebook repensar tudo, até os amigos

Documentos apresentados no julgamento antitruste do Meta nos EUA revelaram como a empresa vem enfrentando dificuldades para manter o Facebook culturalmente relevante. As mensagens internas, datadas de 2022, mostram que executivos da companhia discutiram diversas estratégias para recuperar o apelo da rede social, reconhecendo que sua influência estava diminuindo rapidamente.

Durante a divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2024, o CEO Mark Zuckerberg voltou ao tema, dizendo que a meta para 2025 é justamente restaurar a relevância cultural do Facebook. Para isso, a plataforma aposta em um retorno às origens, com o lançamento de uma nova aba “Amigos”, parte da tentativa de resgatar o que chamou de “OG Facebook” (ou “Facebook original”).

Preocupações com o modelo de “amizades” do Facebook

– Nos e-mails de 2022 apresentados pela Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês), Zuckerberg destacava que o formato de amizades do Facebook parece desatualizado diante de outras redes sociais que priorizam o modelo de “seguir”.

– Ele considerou inclusive a ideia radical de excluir as listas de amigos de todos os usuários, forçando um novo começo.

– “Fazer amigos parece estar fora de moda agora”, escreveu o CEO.

– Para ele, os gráficos de amizades se tornaram estagnados e pouco relevantes, além de serem difíceis de atualizar.

– “Na maioria das vezes, quando conheço alguém ou me interesso por alguém, só quero seguir essa pessoa, e não pedir nada em troca”, afirmou, referindo-se à natureza mais fluida de plataformas como Instagram e TikTok.

Estratégias discutidas internamente

A troca de e-mails também mostra que o Meta discutiu alternativas mais ousadas. Entre elas, uma transição completa do modelo de amizade para o de seguidores, inclusive em contas privadas, o que implicaria também no fim dos likes em páginas. A ideia seria transformar o Facebook em uma plataforma mais alinhada com os padrões contemporâneos das redes sociais.

Zuckerberg apontou que “todas as redes sociais modernas são construídas em torno do conceito de seguir”, e que o Facebook pode estar desatualizado por não ter adotado essa mudança estrutural. Ele chegou a sugerir que a solução ideal exigiria uma mudança drástica, como apagar todos os gráficos de conexões e reconstruí-los do zero, começando com testes em países menores.

Impacto na estratégia da empresa

Os documentos deixam claro que o desempenho do Facebook é visto como essencial para o sucesso de todo o ecossistema da Meta, mesmo com os bons resultados do Instagram e do WhatsApp. “Não vejo um caminho para a empresa ter o sucesso que precisamos se o Facebook falhar”, escreveu Zuckerberg.

A reformulação da aba “Amigos”, lançada recentemente, parece ser um dos primeiros passos visíveis nessa tentativa de reconectar o Facebook com os hábitos digitais da nova geração. Mas os e-mails indicam que mudanças ainda mais profundas ainda podem ser avaliadas pela equipe executiva da empresa.

Fonte: Olhar Digital

Vírus que rouba Pix faz limpa em quase todo o saldo da conta sem você notar

Uma ameaça descoberta pela Kaspersky, empresa especializada em softwares de segurança, permite que cibercriminosos roubem valores de Pix de um celular “infectado” sem que a pessoa perceba logo de cara. O vírus afeta apenas aparelhos com sistema Android.

Funciona assim: um trojan bancário (um programa disfarçado instalado no celular) consegue trocar a chave Pix durante uma transferência bancária para uma do criminoso.

O vírus pode não só alterar o destino do dinheiro, como mudar também o valor da transferência —com base no quanto a vítima tem no banco. De diferente no processo, há apenas um certo tremor na tela.

De R$ 1 para R$ 636,95

Em um vídeo obtido pela empresa e visto por Tilt, a companhia verificou que há modalidades desta “praga” que conseguem roubar quase todo o saldo da conta.

O vídeo mostra uma pessoa que tenta transferir R$ 1 para um conhecido. Na hora de digitar a senha para concluir o processo, ela volta para verificar se está correto, mas há o nome de outra pessoa e o valor de R$ 636,95 (97% do valor do saldo da pessoa, que no caso era R$ 650).

Neste caso, a vítima só notaria a perda do dinheiro após verificar o saldo.

Evolução do golpe da mão invisível

Chamado de Brats. O trojan bancário foi detectado mais de 1.500 vezes em nove meses, em 2023.

Este trojan é uma evolução do chamado golpe da mão invisível. O “Br” do nome Brats vem de Brasil. E o “ats” vem da sigla em inglês de sistema automatizado de transferência.

No golpe da mão invisível, um smartphone infectado ao entrar em um app bancário notifica o cibercriminoso. Ele, então, consegue ter acesso remoto ao aparelho e tomar conta, podendo alterar valores de transferências e realizar outras operações.

O Brats, não exige que o cibercriminoso esteja em frente ao computador para executar a transferência bancária. O criminoso pode estar na praia enquanto o malware está roubando as pessoas. Isso faz com que eles consigam ganhar no volume.

Cibercriminosos têm preferência pelo Pix por promover transferência instantânea de dinheiro: uma vez transferido o dinheiro, ele é rapidamente enviado para diversas contas para dissipar os valores.

Como ocorre a ‘infecção’

O Brats vem escondido dentro de um app que é baixado fora da loja oficial do Google, segundo a Karpersky. A vítima acessa um site que diz que se a pessoa baixar um aplicativo de extensão .APK [formato de arquivos de apps Android] e abrir um baú, ela ganhará dinheiro.

Este app mostra uma notificação dizendo que é necessário fazer uma atualização falsa de um leitor de PDF ou do Flash Player e exige que seja liberada uma permissão de acessibilidade.

O app encaminha a pessoa para as configurações do Android e dá o passo a passo para ela liberar um recurso de acessibilidade, que permite o acesso remoto do cibercriminoso. Se a pessoa não der essa permissão de acessibilidade, o malware não vai conseguir interagir com outros aplicativos e não vai realizar a fraude.

Como evitar a infecção

Não instale apps fora da loja oficial do Android –boa parte das ameaças, segundo a Kaspersky, são instaladas dessa forma.

Caso instale algum programa que peça a permissão de acessibilidade, não dê.

Tenha um antivírus instalado no smartphone –com mais transações feitas pelo celular, há uma migração do cibercrime do computador para dispositivos móveis.

Fonte: UOL