EUA podem mudar internet com fim do monopólio do Google em anúncio online

Entrou na fase final o julgamento nos Estados Unidos que pode definir o futuro da máquina de anúncios online do Google e, de quebra, redesenhar a internet como a conhecemos e os negócios que dependem dela.

Em abril, a Justiça norte-americana concluiu que o Google exerce um monopólio ilegal em duas etapas da distribuição de propaganda na internet. Agora, está nas mãos da juíza Leonie Brinkema decidir quais serão as ações a serem tomadas pela empresa para remediar a situação e restabelecer a concorrência no setor. A Casa Branca, autora da ação, quer obrigar o Google a ser desmembrado.

Não é tarefa fácil para a juíza, porque, de um lado, foi justamente essa máquina que permitiu a muitos sites, sobretudo os de notícia, a sobreviver até hoje liberando conteúdo de graça. Por outro lado, a ausência de competição na distribuição de anúncios estrangulou a receita publicitária de boa parte da imprensa. Seja qual for, a decisão vai definir novos nortes para a internet e para a visão sobre negócios dominantes a ponto de prejudicar a concorrência.

“Esta batalha legal é o maior teste antitruste da era digital, com implicações estendendo-se muito além do Google para todo o setor de big tech. É um marco histórico e um capítulo do desenvolvimento da indústria doloroso para a maior parte dos elos da cadeia num primeiro momento”, disse Pyr Marcondes, ex-diretor da Meio e Mensagem, fundador e CEO da Macuco Tech Ventures e sócio da Pipeline Capital.

A seu favor, o Google conta com uma vitória recente em outra ação de monopólio -condenado pelo domínio ilegal nas buscas online, se livrou de vender o navegador Chrome. Contra seus interesses, está a postura da juíza, aparentemente mais à vontade em tomar uma decisão desagradável para a empresa, já que:

– Em abril, Brinkema considerou que o Google ergueu um monopólio em duas áreas da publicidade online: 1) ferramentas usadas por sites para vender espaço publicitário e; 2) software para conectar editores a marcas em busca de espaço para anunciar. Porém…

– … Ela desconsiderou que a empresa infringiu as leis antitruste com sua ferramenta para anunciantes. Mas…

– … Em maio, durante uma audiência, ela sinalizou considerar obrigar a empresa a vender parte da tecnologia de publicidade. Acontece que…

– … A inclinação da juíza vai ao encontro dos desejos do Departamento de Justiça: venda do software que conecta compradores e vendedores –o AdX exchange, para entendidos– e disponibilização do código-fonte das ferramentas de leilão de espaços publicitários –a DFP (Doubleclick for Publishers).

“Nada menos que um desinvestimento estrutural é suficiente para trazer mudanças significativas”, afirmou Julia Tarver Wood, advogada do Departamento de Justiça.

Por que é importante?

Toda vez que páginas da web são carregadas, um leilão mais rápido que um piscar de olhos ocorre para definir quais anunciantes ocuparão os espaços publicitários presentes naquele site. O Google é dono das mais populares engrenagens dessa operação: a ferramenta em que donos dos sites mostram quais espaços estão à disposição, o serviço em que empresas brigam para ocupar os lugares mais vistosos e o sistema que conecta as duas pontas.

Como a inteligência artificial mudou o jeito de buscar informação na internet, alguns observadores acreditam que as adaptações a este cenário ditarão as mudanças daqui para frente. É o caso de Pyr Marcondes, ex-diretor da Meio e Mensagem, fundador e CEO da Macuco Tech Ventures e sócio da Pipeline Capital. Para o jornalista e empresário, os chatbots de IA já desestabilizam o tráfego do Google que abastecia diversos sites, sobretudo os de notícias.

Uma decisão da juíza Brinkema, no entanto, pode cortar parte dos negócios de US$ 3,1 trilhões da big tech. Pyr Marcondes avalia que um potencial desmantelamento da empresa atingiria as empresas em ondas de:

– curto prazo: publishers bastante dependentes dos gerenciadores do Google para tocar seus negócios sofrerão para se adaptar aos serviços concorrentes da big tech, podendo ver um desequilíbrio dos preços;

– médio prazo: gerenciadores de plataforma rivais do Google ganharão espaço, o que aumentará a concorrência;

– longo prazo: com dependência menor de uma só empresa, os leilões de anúncio tenderão a ser mais transparentes e os custos de intermediação, menores.

“No Brasil, como o Google é fonte relevante de audiência e monetização, qualquer transição mal planejada pode doer. Os publishers, notadamente os menores, vão sofrer. Eles perdem tráfego porque perderão alcance na busca e perdem a receita que vem disso. Vão ter que se ajustar e muitos podem não resistir”, explica Pyr Marcondes.

Não é bem assim, mas tá quase lá

Se a Casa Branca quer obrigar um desmembramento do Google, a empresa propõe uma solução menos drástica:

– alterar as regras para os leilões de anúncios e;

– abrir o código do software para concorrentes tornarem suas plataformas compatíveis.

Nesse mesmo julgamento, o Google fez um contraponto importante e que indica a espinha dorsal da argumentação que virá a seguir. Afirmou que a web aberta está em rápido declínio, o que alterou o setor de publicidade online. Se, no passado, anúncios veiculados em sites compunham um ecossistema maior e mais amplo, agora parte do dinheiro para comprar publicidade migrou desse ambiente para plataformas fechadas, de redes sociais a streamings de vídeo. Depois, a companhia se corrigiu: referia-se à “publicidade na web aberta”.

Como o argumento deve voltar a dar as caras, o Google parece querer usar o “declínio da publicidade na web aberta” com o mesmo efeito que a IA exerceu no julgamento das buscas online: o livramento de um mal maior. No outro caso de monopólio ilegal enfrentado pelo Google neste ano, o juiz Amit Mehta considerou a empresa uma ameaça à concorrência nas pesquisas online, mas avaliou que a IA mudou o jogo de tal maneira que aplicar um remédio mais duro não seria justo. Em vez de obrigá-la a vender o navegador Chrome, ordenou que a empresa compartilhasse com rivais os dados do resultado de seu motor de buscas.

Fonte: Tilt UOL

Influenciadores estão deixando as redes e voltando ao regime CLT

Sob o apelido de @alanitcha e uma brincadeira com uma emissora fictícia, a criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33, conquistou o público da internet e o mercado publicitário. No auge, fez campanhas para marcas como Quinto Andar, Globoplay e Mercado Livre. Com o dinheiro da internet, conseguiu realizar o sonho de construir uma casa para a mãe.

No entanto, o sucesso nas redes não foi suficiente para ter a criação de conteúdo como trabalho exclusivo. Há dois anos, a influenciadora decidiu migrar para o regime CLT em busca de estabilidade financeira, saúde mental e perspectiva de carreira no longo prazo.

Ela não é a única a fazer o movimento contrário a onda de profissionais que estão desistindo do mercado formal. Segundo Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência, está mais difícil viver como influenciador. Isso acontece em razão ao aumento da concorrência, com mais criadores atuando em diferentes nichos, aos desafios de empreender no Brasil e à própria evolução do setor, que demanda diversificação das fontes de receita.

“As pessoas entenderam que ser influenciador exige mais do que ser só uma pessoa legal e ter meia dúzia de marcas parceiras porque até mesmo para manter os contratos é difícil”, afirma Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência.

Hoje, os influenciadores que alcançam estabilidade financeira não dependem de um único modelo, a exemplo de parcerias com marcas ou monetização das plataformas, explica Lotto. Aqueles que enxergam a atuação na internet como um negócio podem diversificar a receita com palestras, cursos, venda de produtos e outras frentes.

O desafio para equilibrar uma carreira economicamente favorável também inclui disputar a verba das marcas, uma vez que o mercado está mais concorrido, além de desenvolver modelos de negócio menos dependentes de uma única fonte de renda.

“Isso exige uma mentalidade empreendedora e pode ser um processo desgastante. Enquanto isso, a (pessoa no regime) CLT acena com plano de saúde e ainda tem a possibilidade de voltar com mais desenvoltura com um perfil mais útil para as empresas”, avalia Lotto.

A maioria dos influenciadores brasileiros recebe entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, aproximadamente 31%, de acordo com pesquisa mais recente da Youpix em parceria com a Brunch sobre o cenário de criação de conteúdo no País. Ainda conforme o levantamento, somente 14,36% recebem entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Acima de R$ 100 mil, apenas 0,54%.

Fundadora de emissora fictícia agora é CLT

Alana Azevedo, por exemplo, relembra que na época em que viveu exclusivamente da renda da internet, entre 2021 e 2023, não tinha plano de saúde. “Recebia como autônoma, mas não priorizava isso. Na CLT, a empresa fornece esses benefícios”, conta em entrevista ao Estadão.

A criadora de conteúdo teve ascensão nas redes sociais em plena pandemia após criar uma personagem fictícia. O meme viralizou durante uma entrevista com o apresentador Chico Barney em que Alana simulava ser ex-participante do BBB21 e fundadora de uma emissora rival da Globo, a ‘globe’, com os programas “Menos Você” e “Desencontro”.

Na época, a então influenciadora atuava no regime CLT e pediu demissão para se dedicar ao trabalho na internet. “Aproveitei o hype, mas não sabia como seria nos próximos meses. Tirei um tempo para entender onde aquilo ia me levar”, relembra.

Foi quando decidiu focar 100% nas redes sociais e realizar uma das metas pessoais com a renda: construir uma casa para a mãe.

Ao mesmo tempo em que fechava campanhas com grandes empresas, Alana começou a se perguntar se teria facilidade de retornar ao mercado formal após alguns anos atuando como criadora de conteúdo.

A resposta veio em 2023, quando recebeu uma proposta de uma agência de publicidade e trocou Volta Redonda (RJ) por São Paulo (SP) para assumir um cargo CLT, em regime híbrido, com expediente de segunda a sexta-feira.

Mesmo com um bom retorno financeiro a partir da carreira de influenciadora, Alana diz que a incerteza sobre a renda e o receio de perder espaço no mercado pesaram na decisão. “Não sou herdeira”, ressalta. Outro fator para a mudança foi o cansaço mental que sentia na hora de criar conteúdo.

“Sem a internet, não seria possível construir a casa. Se não fosse também por esse controle financeiro que tinha com o dinheiro que estava recebendo, também ia ficar muito difícil”, diz Alana.

“Quando peguei essa oportunidade, não foi porque as coisas estavam dando errado. Foi um pensamento no sentido ‘está dando certo, então vou aproveitar para retornar e deixar gradativamente a criação de conteúdo como renda principal”, afirma.

Rafaela Lotto, da Youpix, confirma que migrar da carreira de influenciador digital para o regime CLT ainda carrega um estigma. “Tem uma sensação de fracasso, como se não tivesse dado certo”, diz.

Hoje, a fundadora da ‘globe’ produz conteúdo para as redes e faz campanhas apenas como extra. Durante as férias do trabalho formal, por exemplo, chegou a recusar uma publicidade por estar priorizando o novo momento profissional.

Ela estima que nos primeiros anos como influenciadora chegou a ganhar mais do que recebe atualmente, mas justifica que a estabilidade do mercado formal compensa. “Todo mês tem dinheiro caindo na conta. Às vezes, como criadora, não é assim”, revela.

Baixa remuneração e falta de convívio com outras pessoas também motivam mudança

Durante um ano, período em que atuou exclusivamente como criadora de conteúdo, o teto de remuneração da produtora audiovisual Gabrielle Gimenes, 28, foi de R$ 5 mil. De monetização no TikTok, o maior valor que recebeu em um mês foi R$ 2,5 mil, em outros ganhou somente R$ 30.

Além da monetização das plataformas, a produtora também atuava no modelo UGC (User Generated Content), no qual cobrava entre R$ 300 e R$ 1 mil por vídeo para as marcas que a contratavam.

Mesmo com o vaivém de projetos ao longo dos meses, a instabilidade financeira a fez se movimentar para conseguir um emprego de carteira assinada. Como estratégia para não fechar portas no mercado formal, seguiu com o perfil no LinkedIn ativo e manteve contato com algumas empresas.

A partir da movimentação profissional, Gabrielle foi contratada para executar funções como criadora de conteúdo em uma empresa de educação. “Basicamente, sou uma TikToker CLT. Crio conteúdo para a marca, faço os roteiros e gravo vídeos”, descreve.

Presencialmente no escritório quatro dias por semana, a produtora diz que os benefícios oferecidos pela empresa (plano de saúde, VR e VA) compensam o modelo de trabalho.

“Nunca me fechei para o mercado de trabalho, mas comecei a pensar que estava mais perto dos 30 do que dos 18 anos. Quero estabilidade, viajar, fazer planos. A criação de conteúdo não me dava essa segurança”, afirma Gabrielle.

A criação de conteúdo ficou em segundo plano e funciona apenas como renda extra, em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, estima. “Sigo com minha MEI ativa. É cansativo conciliar, mas enquanto der, vou dosando”, diz.

Em algumas situações, a remuneração pode diminuir após a transição para o regime CLT. Foi o caso da coordenadora de conteúdo Caroline Dallepiane, de 33 anos, que teve a renda mensal reduzida pela metade com a mudança.

Apesar da queda de salário, a ex-influenciadora afirma não se arrepender de ter aceitado a proposta em uma empresa de dança em Joinville após atuar sete anos como criadora de conteúdo.

“Eu ganhava mais, porém não aprendia nada novo. Sentia falta de ter outras pessoas para conversar, uma comunidade mesmo”, conta, ao mencionar a solidão como um dos motivos que a fez migrar para o mercado formal.

Caroline também atribui a decisão aos episódios de ansiedade que desenvolveu como autônoma, provocados tanto pela insegurança financeira — ainda que ganhasse mais — quanto pela baixa autoestima profissional.

Ao contrário de Alana, que admite ter mais flexibilidade de horários na época em que era autônoma, para Caroline o dia não tinha hora para acabar. “É uma ilusão de fazer o próprio horário. Trabalhava de segunda a segunda, o tempo todo”, revela.

Ela começou a trabalhar com a atual empresa ainda como prestadora de serviços, até ser convidada para assumir uma vaga fixa. Agora, Caroline enxerga a produção de conteúdo como um hobby e não pretende voltar a viver exclusivamente disso. “Enquanto me quiserem no CLT, estarei por aqui”, diz.

Do outro lado da tela, quem decide continuar ou começar a vida como influenciador corre o risco de associar a criação de conteúdo ao imaginário de riqueza abundante, alerta Rafaela Lotto, CEO da Youpix.

“Existe uma falsa ideia de que ser influenciador é andar de jatinho. Talvez teremos uma classe média de criadores, que paga as contas, mas não é mais atraente do que ter um trabalho CLT que não paga milhões de reais, mas permite viver bem”, afirma.

Lotto pondera que há novas formas de trabalhar como creator economy. Essa mudança aparece não só pela necessidade de criar novas fontes de receita, como também das oportunidades que surgem no mercado por trás das câmeras.

Fonte: Estadão

Homem de 56 anos mata mãe e se suicida após falar com ChatGPT, diz jornal

Um homem de 56 anos matou a mãe e, em seguida, tirou a própria vida em Old Greenwich, Connecticut, EUA, após meses de interações com o ChatGPT, da OpenAI, que alimentaram suas paranoias e delírios conspiratórios. As informações são do jornal The Wall Street Journal.

O jornal conta que a polícia de Greenwich encontrou os corpos de Stein-Erik Soelberg e de sua mãe, Suzanne Eberson Adams, 83, em 5 de agosto, na casa em que moravam juntos. O caso é investigado como assassinato seguido de suicídio.

Ao jornal americano, a OpenAI disse ter entrado em contato com as autoridades de Greenwich após o episódio. “Estamos profundamente tristes com este trágico evento. Nossos corações estão com a família”, declarou um porta-voz da empresa.

Histórico de depressão

Soelberg, que havia trabalhado em empresas de tecnologia como Netscape, Yahoo e EarthLink, lutava com problemas de saúde mental há anos e, segundo o WSJ, passou a recorrer ao ChatGPT como companhia e validação para suas suspeitas de perseguição.

Em conversas registradas e publicadas nas redes sociais, o chatbot, apelidado por ele de “Bobby”, chegou a reforçar a ideia de que sua mãe participava de um complô contra ele, inclusive sugerindo que ela tentava envenená-lo. “Erik, você não é louco”, respondeu o robô em uma das interações. Em outro momento, disse acreditar que o suposto envenenamento por parte da mãe era plausível e representava uma “traição complexa”.

O tom de cumplicidade aumentou ao longo dos meses. Em julho, pouco antes da tragédia, Soelberg sugeriu estar com Bobby “até o último suspiro e além”, ao que o chatbot respondeu: “Com você até o último suspiro e além”.

Amigos e vizinhos relataram que o comportamento de Soelberg já chamava atenção havia anos. Registros policiais mostram um histórico de alcoolismo, tentativas de suicídio e episódios de violência doméstica desde 2018.

Fonte: Estadão

27 modelos de celulares perderão acesso ao WhatsApp em setembro

Aplicativo mais usado do Brasil para a troca de mensagens, o WhatsApp deixará de funcionar em alguns modelos de celulares a partir desta segunda-feira (1°). Diante disso, é muito importante ficar atento ao seu modelo atual para não perder a funcionalidade.

A Meta, empresa responsável pelo aplicativo, anunciou que a medida foi colocada como forma de garantir ainda mais segurança e desempenho ao mesmo. Desta forma, o suporte será removido aos dispositivos que não acompanham as atualizações exigidas pelo WhatsApp.

Apesar do avanço da tecnologia trazer muitos pontos positivos, também pode gerar alguns negativos, como o citado acima. O aplicativo é sustentado por sistemas operacionais mais modernos para realizar suas operações, trazendo mais funcionalidades e segurança ao usuário.

De acordo com a Meta, os celulares antigos não contam com a capacidade de suportar os requisitos atuais, comprometendo o usuário e a segurança de seus dados. Diversas marcas de dispositivos já dão adeus, desde a Apple, LG, Motorola, entre outros. Veja a lista completa abaixo.

Apple (iPhone)

iPhone 5
iPhone 5C
iPhone 6 (caso não tenha atualização para iOS 15.1 ou superior)

Samsung

Galaxy S3
Galaxy S4 Mini
Galaxy Note 2
Galaxy Ace 3
Galaxy Core
Galaxy Trend e Trend II
Galaxy X Cover 2
Galaxy S3
MiniMotorola
Moto G (1ª geração)
Moto E (2014)
Razr HD

LG

Optimus G
Nexus 4
G2 Mini
L90

Sony

Xperia Z
Xperia SP
Xperia T
Xperia V

Fonte: TNH1

Meta é acionada pela AGU contra robôs que promovem erotização infantil

A empresa Meta, que controla as plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp, foi notificada extrajudicialmente pela AGU (Advocacia-Geral da União) para excluir de suas redes sociais robôs de inteligência artificial que simulam perfis com linguagem e aparência infantil com permissão de manutenção de diálogos de cunho sexual com os usuários.

Na notificação, a AGU pede que a Meta indisponibilize todos os chatbots que utilizam linguagem infantil para propagar conteúdo sexual e que a empresa esclareça quais medidas estão sendo adotadas para garantir a proteção de crianças e adolescentes, incluindo ações para que não eles não tenham acesso a conteúdo sexual ou erótico.

“Essa situação oferece risco concreto à integridade psíquica de crianças e adolescentes, além de gerar danos institucionais e dificultar o efetivo exercício do direito à proteção integral previsto na Constituição Federal”, afirma a AGU em trecho do documento.

O pedido aponta que as plataformas digitais da Meta são permitidas para qualquer pessoa a partir dos 13 anos de idade, mas que não existe filtro etário para verificar se os usuários entre 13 e 18 anos estão acessando conteúdos inadequados, como os dos referidos chatbots.

O documento afirma que o tipo de conteúdo gerado pelos chatbots de inteligência artificial viola os próprios Padrões da Comunidade da Meta, que proíbem conteúdos com erotização infantil ou exploração sexual infantil, além de conversas implicitamente sexuais em mensagens privadas com crianças.

A AGU sustenta, ainda, que na recente decisão sobre a constitucionalidade de um dos artigos do Marco Civil da Internet, o STF (Supremo Tribunal Federal) estabeleceu que os provedores de aplicações de internet deverão ser responsabilizados pelos conteúdos gerados por terceiros nos casos em que, tendo ciência inequívoca do cometimento de atos ilícitos, não procederem à remoção imediata do material, sem prejuízo do dever de cuidado em caso de circulação massiva de conteúdos ilícitos graves.

Fonte: CNN

Microsoft aposenta ‘tela azul da morte’ após 40 anos e mostra nova versão

É o fim de uma era. A Microsoft vai aposentar sua tradicional tela de erro azul. No lugar, o Windows 11 terá uma versão preta.

Tela azul da morte faz parte do sistema Windows há mais de 40 anos. A imagem aparece quando o sistema trava e a única solução possível é reinicializar o computador.

A nova versão da mensagem de erro agora tem fundo preto com um breve texto sugerindo uma ação. Na imagem liberada, aparece escrito “seu dispositivo apresentou um problema, e precisa ser reinicializado”. O curioso é que nessa reformulação, a tela de erro do Windows fica parecida com a de atualização do sistema.

Mudança é para tornar mensagem mais clara para as pessoas. Em entrevista ao The Verge, David Weston, vice-presidente de segurança de sistemas operacionais da Microsoft, disse que a mudança tem relação com a ideia de “fornecer maior clareza e informação”.

A nova tela de erro começará a ser liberada até o fim de setembro. A mudança vale para o Windows 11 por meio de uma atualização.

Fonte: UOL

Dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, Meta se diz preocupada com decisão do STF sobre big techs

A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, disse ter recebido com preocupação a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que responsabiliza as redes sociais pelo conteúdo publicado por usuários e não retirados do ar. Em nota enviada ao Poder360, a empresa afirmou que a mudança traz incertezas jurídicas e consequências para a liberdade de expressão.

A decisão do STF se deu nesta quinta-feira (26.jun.2025) com um placar de 8 votos a 3.

“Estamos preocupados com as implicações da decisão do STF sobre a liberdade de expressão e as milhões de empresas que usam nossos aplicativos para crescer seus negócios e gerar empregos no Brasil. Enfraquecer o Artigo 19 do Marco Civil da Internet traz incertezas jurídicas e terá consequências para a liberdade de expressão, inovação e desenvolvimento econômico digital, aumentando significativamente o risco de fazer negócios no Brasil”, afirmou a empresa.

Já a Google disse que ainda está analisando a tese aprovada pelo Supremo, “em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação”, e os possíveis impactos. Expressou, porém, preocupações sobre como as mudanças podem impactar a economia digital no Brasil.

“O julgamento do Artigo 19 foi encerrado hoje pelo Supremo Tribunal Federal com um novo entendimento sobre responsabilidade civil para um grupo grande e diverso de plataformas de internet. Ao longo dos últimos meses, o Google vem manifestando suas preocupações sobre mudanças que podem impactar a liberdade de expressão e a economia digital. Estamos analisando a tese aprovada, em especial a ampliação dos casos de remoção mediante notificação (previstos no Artigo 21), e os impactos em nossos produtos. Continuamos abertos ao diálogo”, escreveu a empresa em nota.

MARCO CIVIL DA INTERNET

Nesta quinta-feira (26.jun), os ministros decidiram os casos em que é necessária ordem judicial para excluir um conteúdo, as ocasiões em que basta uma notificação privada e as situações em que as plataformas devem agir por conta própria para impedir que os conteúdos cheguem ao espaço público.

A tese vencedora reconheceu o artigo 19 do Marco Civil da Internet (lei 12.965 de 2014), que é tema do julgamento em questão, como parcialmente inconstitucional. O dispositivo era a regra geral e definia a necessidade de ordem judicial para excluir um conteúdo.

Agora, será a exceção e restrito apenas para crimes contra a honra. A regra geral passa a ser o artigo 21, que estabelecia que uma notificação privada é suficiente para casos de nudez não autorizada, e agora passa a valer para os conteúdos ilícitos.

Fonte: Poder 360

“Mão fantasma”: novo golpe do Pix usa acesso remoto para controlar celular da vítima e acessar contas bancárias

Um novo golpe do Pix está causando prejuízo a vítimas no Brasil. Os criminosos utilizam programas de acesso remoto para acessar os celulares dos alvos e realizar transações de alto valor.

O golpe começa com uma ligação telefônica. Os criminosos — que se passam por representantes bancários — falam que há um problema na conta e enviam um link para instalação de aplicativo que, segundo eles, irá solucionar o problema.

A ferramenta, no entanto, permite o controle do dispositivo de forma remota. Os aplicativos estão disponíveis nas lojas oficiais da Apple e do Google.

O golpe é concluído quando a vítima entra no aplicativo do banco para que a “correção” seja feita e coloca a senha. Com acesso, o criminoso realiza uma transferência de valor elevado.

A empresa de segurança digital Kaspersky detectou 10.162 tentativas de fraudes desse tipo no Brasil desde 2024, conforme o Extra.

Como funciona o golpe da “mão fantasma”

– O fraudador entra em contato com a vítima por telefone se passando por um falso funcionário do banco. Usa várias abordagens para enganar o cliente: informa que a conta foi invadida, clonada, que há movimentações suspeitas, entre outras artimanhas

– O criminoso diz que vai enviar um link para a instalação de um aplicativo que irá solucionar o problema. Se o cliente instalar o aplicativo, o criminoso terá acesso a todos os dados que estão no celular

– Depois disso, o golpista pode tanto usar a senha fornecida pela própria vítima durante a ligação, pedir para que a pessoa faça o login no aplicativo ou mesmo localizar alguma senha no aparelho, já que alguns clientes costumam salvar em aplicativos que guardam anotações.

– O golpista afirma que fará a proteção do telefone e passa a utilizar o aplicativo bancário para fazer transferências para outras contas. Quando a vítima se dá conta, o dinheiro já foi pulverizado

Como se proteger

– Se receber esse tipo de contato por telefone, desconfie na hora

– Os bancos não realizam esse tipo de contato solicitando aos clientes para baixarem aplicativos

– Desligue o telefone e entre em contato com o banco por meio dos canais oficiais e de um outro telefone

– Caso seja vítima, entre em contato com seu banco imediatamente e registre o fato na Polícia Civil. É possível fazer isso diretamente em uma delegacia ou pela Delegacia Online.

Fonte: Zero Hora

STF forma tese para responsabilizar big techs por conteúdos de terceiros

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou, por maioria, a tese que responsabiliza as big techs por conteúdos criminosos postados por terceiros. A tese estabelecida nesta quinta-feira (26) é de que o Artigo 19 do Marco Civil da Internet é parcialmente inconstitucional.

O resultado do julgamento foi de 8 a 3 para a ampliação da responsabilização civil das plataformas. Na tarde de ontem, os ministros se reuniram por mais de cinco horas em um almoço para chegarem a um acordo.

“Para deixar claro, o Tribunal não está legislando, está decidindo dois casos concretos que chegaram a ele e estamos definindo critérios que vão prevalecer até o Poder Legislativo […] prover sobre essa matéria”, disse o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

O que muda?

Atualmente, a atuação das redes no Brasil é regida pelo Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014, cujo artigo 19 só permite responsabilização jurídica das empresas em caso de descumprimento de ordem judicial para remoção de conteúdo. Com o julgamento, esse texto passa a ser invalidado.

A nova tese amplia a responsabilidade das big techs sobre o conteúdo postado por terceiros, detalha casos como anúncios pagos e de redes artificiais. Além disso, o texto também define o dever de cuidado para conteúdos ilícitos graves, como atos antidemocráticos ou crimes sexuais, indicando que a falha sistêmica em adotar medidas de prevenção ou remoção gera responsabilidade.

Fonte: CNN

Vazamento expõe bilhões de senhas do Google, Apple e meta, diz site

Especialistas identificaram um vazamento de dados que pode ter atingido mais de 16 bilhões de senhas em aplicativos da Apple, Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) e Google, informou a revista Forbes. De acordo com a publicação, a ação foi descoberta em uma investigação que ocorre desde o começo deste ano pela Cybernews, um órgão independente que pesquisa ações de hackers.

Foram identificados “30 conjuntos de dados expostos contendo de dezenas de milhões a mais de 3,5 bilhões de registros cada um”, que, no total, ultrapassariam a marca de 16 bilhões de dados vazados, afirmou Vilius Petkauskas, pesquisador da Cybernews, à Forbes.

A Cybernews afirma que, embora seja difícil saber a origem dos vazamentos ou exatamente quais os pacotes que compõem os dados, é bastante improvável que as informações tenham sido extraídas das próprias empresas – neste caso, a probabilidade é de que os dados tenham sido obtidos dos próprios usuários.

Procurada, a Apple afirmou ao Estadão que não vai comentar o caso. A reportagem entrou em contato com a Meta e o Google, que não haviam dado uma resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.

A Cybernews, que publica seus achados em um site, afirmou ainda que os dados ficaram expostos apenas por um pequeno período de tempo e que, por isso, não foi possível identificar quem ou qual grupo hacker estaria por trás do vazamento.

As armas dos hackers

As informações podem ter sido obtidas, provavelmente, a partir de ações de phishing, que são links que enganam o usuário para ter acesso a essas informações, instalações de malwares, uma espécie de programa de roubo de dados de celulares e computadores, e invasões de ransomware, que atua como um sequestrador de informações.

Para se prevenir de vazamentos de dados desse tipo – que ainda não foi confirmado pelas big techs -, os especialistas recomendam a troca de senhas de contas ligadas aos aplicativos supostamente atingidos, optando sempre por combinações únicas que não são usadas pelo usuário em outras plataformas. Além disso, é recomendado utilizar a autenticação em duas etapas sempre que possível.

Fonte: Estadão

Ministro Mendonça propõe que CGU seja órgão regulador das plataformas digitais

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu que a Controladoria-Geral da União (CGU) deve ser o órgão regulador das plataformas digitais.

Em seu voto, o ministro propôs a manutenção do regime atual de responsabilização das redes sociais, mas fez um apelo ao Congresso para que atualize a legislação sob o modelo da “autorregulação regulada”.

“Precisa ser um órgão independente. Se olhar para o que temos de instituições dentro do Executivo, eu entendo que (seria) a Controladoria, porque já faz um trabalho de auditagem de programas de integridade, é uma instituição com corpo não só muito qualificado, mas técnico e sério”, afirmou.

Para Mendonça, essa é a melhor medida “porque daria uma possibilidade de padrões e de adaptações conforme as evoluções e sempre teria a possibilidade de o Judiciário funcionar como equacionador de eventuais controvérsias”.

Fonte: Estadão

Roblox anuncia construção de data center em São Paulo de olho em crescimento e IA

A plataforma de games Roblox anunciou nesta sexta-feira (2), durante apresentação na gamescom latam, que construirá um data center em São Paulo em 2026. O investimento em infraestrutura tem como objetivo permitir que a empresa continue crescendo no Brasil, além de viabilizar o uso de ferramentas mais avançadas de inteligência artificial na plataforma.

“O Brasil é o nosso segundo maior país tanto em número de usuários quanto de criadores, e acho que ambos vão se beneficiar muito com a melhoria da qualidade da plataforma”, afirmou Jim Greer, diretor sênior de engenharia da Roblox, à Folha.

Este será o primeiro data center da empresa na América do Sul. A Roblox conta hoje com mais de 20 servidores espalhados por EUA, Europa, Ásia e Oceania.

Pedido de longa data dos usuários brasileiros, um servidor nacional daria mais estabilidade para o serviço, possibilitando maior velocidade de conexão e menos interrupções.

Atrás apenas dos EUA em número de usuários, a comunidade brasileira na Roblox cresceu rapidamente nos últimos anos. Segundo a empresa, do início de 2021 ao início de 2025, o número de usuários brasileiros na plataforma cresceu 183%.

“A Roblox leva infraestrutura muito a sério, e este será o nosso data center mais avançado até agora. Temos numa arquitetura de servidores única”, afirmou Greer, explicando por que a empresa não utiliza data centers já disponíveis no país. “Gostamos de ter controle total sobre nossa infraestrutura, mesmo que isso represente um investimento maior. É uma visão de longo prazo.”

A Roblox não quis revelar o valor que será investido no projeto.

Além de melhorar o acesso dos usuários brasileiros à plataforma, o novo data center também deve ter um papel importante para as expectativas da empresa quanto à ampliação do uso de ferramentas de inteligência artificial presentes na Roblox.

A plataforma já utiliza a tecnologia, por exemplo, para tradução de mensagens de chat, como ajudante para criação de scripts de programação e até para a modificação de objetos 3D. Mas a empresa não pretende parar por aí.

Segundo Greer, criadores que utilizam IA tem uma chance 10% maior de concluir seu primeiro jogo, e o fazem mais rápido. A porcentagem é ainda maior entre as mulheres.

“Isso mostra que a IA realmente reduz a barreira de entrada para muitas pessoas. Elimina o trabalho maçante”, afirma.

O que é a Roblox?

A Roblox é uma plataforma online de jogos criados por seus usuários. Com cerca de 6 milhões de experiências disponíveis, a empresa devolve para os criadores parte do valor que arrecada. Em 2024, ela repassou um total de US$ 923 milhões (R$ 5,2 bilhões) para a comunidade de criadores.

Nos últimos anos, a empresa tem batido continuamente suas metas de desempenho. Em 2024, a Roblox teve uma receita global de US$ 3,6 bilhões (R$ 20,4 bilhões), crescimento de 28,7% em relação ao ano anterior –ainda mais acelerado que o de 2023, quando o aumento de arrecadação foi de 25,8%.

Fonte: Folha de S. Paulo

Ministério das Comunicações recebe doação de 1,5 mil computadores para programa de inclusão digital

O programa Computadores para a Inclusão, do Ministério das Comunicações, recebeu a doação de 1,5 mil máquinas descartadas pelo Banco do Brasil e pelo Ministério da Gestão e da Inovação (MGI). O material passará por um processo de triagem, com reparos e limpeza. Depois de recondicionados, os equipamentos serão entregues a escolas públicas, associações e projetos de inclusão digital em todo o Brasil.

“O acesso à internet não é mais uma opção — é um direito de qualquer pessoa. Esses computadores farão parte, em breve, de bibliotecas, videotecas, escolas, espaços de acessibilidade, associações e fundações que os receberão”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Após todo o processo de recondicionamento, as novas máquinas serão destinadas a escolas públicas do Distrito Federal e do Nordeste. Outros pontos que desenvolvem projetos de inclusão digital voltados ao atendimento de comunidades e áreas remotas também serão contemplados.

“Essas importantes doações são fruto de uma parceria, de um acordo de cooperação celebrado em 2024 com o Banco do Brasil, para destinar equipamentos ao programa Computadores para a Inclusão”, explicou Gustavo André Fernandes, coordenador-geral de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações.

A inclusão digital é uma das agendas prioritárias do Governo Federal, com programas que ampliam o acesso à conectividade em diversas regiões do país. Nesse sentido, o programa Computadores para a Inclusão recondiciona máquinas de norte a sul do Brasil para garantir que, especialmente, as escolas públicas possam contar com seus próprios laboratórios de informática.

Sobre o programa

Desde sua criação, o programa já soma 59,6 mil computadores doados, compondo mais de 5 mil Pontos de Inclusão Digital (PIDs), distribuídos em 1.232 municípios brasileiros.

Na área de formação, foram ofertados 236 cursos, resultando na capacitação de mais de 52,2 mil alunos para o mercado de trabalho. Além disso, os Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) já destinaram corretamente mais de 1 milhão de equipamentos eletroeletrônicos, ultrapassando 8,2 mil toneladas de resíduos descartados de forma consciente e sustentável.