Terremoto no Afeganistão deixa 800 mortos e 2.800 feridos

Um dos piores terremotos do Afeganistão matou mais de 800 pessoas e feriu pelo menos 2.800, informaram as autoridades nesta segunda-feira (1), enquanto helicópteros transportavam os feridos para o hospital depois que eles foram retirados dos escombros das casas que estavam sendo vasculhadas em busca de sobreviventes.

O desastre deve sobrecarregar ainda mais os recursos da administração Taliban no país, devastado pela guerra, que já está enfrentando crises humanitárias, desde uma queda acentuada na ajuda até a expulsão de centenas de milhares de afegãos pelos países vizinhos.

Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde em Cabul, pediu ajuda internacional para enfrentar a devastação causada pelo terremoto de magnitude 6, que ocorreu por volta da meia-noite, a uma profundidade de 10 km.

“Precisamos de ajuda porque aqui muitas pessoas perderam suas vidas e casas”, disse ele à agência de notícias Reuters.

Mortos

O terremoto matou 812 pessoas nas províncias orientais de Kunar e Nangarhar, afirmou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid.

As equipes de resgate estavam com dificuldades para chegar a áreas montanhosas remotas, sem acesso a redes de telefonia móvel ao longo da fronteira com o Paquistão, onde casas de tijolos de barro espalhadas pelas encostas desabaram durante o terremoto.

“Todas as nossas equipes foram mobilizadas para acelerar a assistência, de modo que um apoio abrangente e completo possa ser fornecido”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Abdul Maten Qanee, citando esforços em áreas que vão desde a segurança até a alimentação e a saúde.

Imagens da Reuters TV mostraram helicópteros transportando os afetados, enquanto moradores ajudavam as forças de segurança e os médicos a levar os feridos para as ambulâncias em uma área com um longo histórico de terremotos e inundações.

Fonte: Reuters

Ministro da Defesa de Israel acusa Lula de ser antissemita e o chama de ‘apoiador do Hamas’

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou, nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser antissemita e o chamou de “apoiador do Hamas”.

Em publicação, escrita em português, nas redes sociais, o titular afirma que o chefe de Estado brasileiro “revelou sua verdadeira face” como opositor ao povo judeu ao retirar o Brasil da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).

“Vergonha para o maravilhoso povo brasileiro e para os muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o seu presidente. Dias melhores ainda virão para a relação entre nossos países”, disse Katz, que compartilhou uma imagem feita com auxílio de IA em que Lula aparece como marionete do aiatolá Ali Khamenei, do Irã.

A saída da aliança aconteceu em julho deste ano e, na época, fora repudiada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), sob o argumento de que o movimento seria um retrocesso moral e diplomático. “A decisão do governo brasileiro acontece em meio ao aumento vertiginoso dos casos de antissemitismo e ódio contra judeus no Brasil e no mundo”, declarou no período.

O País era membro observador desde 2021, quando o então governo de Jair Bolsonaro (PL) aderiu ao organismo internacional.

Dias após a sair da aliança, o Brasil entrou formalmente na ação movida pela África do Sul contra Israel, no Tribunal Internacional de Justiça, o acusando de cometer genocídio na Faixa de Gaza, conforme divulgou o Itamaraty em nota oficial.

Fonte: Diário do Nordeste

Casa Branca diz que vai usar “todo o poder americano” contra Maduro

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que os Estados Unidos estão preparados para “usar todo o poder americano” para levar à Justiça “os responsáveis” por levar drogas ao país, numa referência ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Leavitt fez a afirmação após ser questionada sobre o envio de três navios com 4 mil militares para as águas do Caribe perto da Venezuela.

“O presidente [Donald] Trump tem sido muito claro e coerente. Ele está preparado para usar todo o poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à Justiça”, disse a porta-voz.

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela, é um cartel do narcoterrorismo. Maduro, na visão deste governo, não é um presidente legítimo. É um chefe fugitivo de um cartel que foi indiciado nos EUA por tráfico de drogas para o país”, acrescentou Leavitt.

No último dia 7, o governo dos Estados Unidos dobrou o valor que oferece por informações que levem à prisão e condenação de Maduro.

A procuradora-geral Pam Bondi disse que a recompensa agora é de US$ 50 milhões e que o ditador da Venezuela “usa organizações terroristas estrangeiras como Tren de Aragua, [Cartel de] Sinaloa e Cartel de Los Soles para trazer drogas letais e violência para o nosso país”.

Os Estados Unidos haviam oferecido em 2020, na primeira gestão Donald Trump, uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão e/ou condenação de Maduro, e em 10 de janeiro deste ano, ainda no governo Joe Biden, aumentado a oferta para US$ 25 milhões.

A recompensa inicial foi oferecida quando Maduro foi indiciado por um tribunal federal de Nova York por acusações de narcoterrorismo, conspiração para levar cocaína para os Estados Unidos, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

Fonte: Gazeta do Povo

Trump promete “consequências severas” à Rússia se Putin não parar a guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “consequências muito severas” à Rússia caso Vladimir Putin não concorde em encerrar a guerra na Ucrânia durante a reunião que terão na sexta-feira (15).

“Haverá consequências”, disse Trump nesta quarta-feira (13), durante um evento no Kennedy Center, em Washington.

Questionado se isso significava novas sanções ou tarifas contra a Rússia, o líder americano alegou que não podia dizer, acrescentando apenas: “Haverá consequências muito severas”.

Trump já havia ameaçado novas sanções contra o governo russo como punição pela guerra na Ucrânia, estabelecendo a sexta-feira (8) passada como prazo para que Putin negociasse.

Porém, o prazo passou sem aplicação de novas sanções, que poderiam ter efeito limitado, dados os baixos níveis de comércio entre os EUA e a Rússia.

O presidente dos EUA também ameaçou impor sanções secundárias aos países que compram energia russa. Embora tenha imposto novas taxas à Índia, o segundo maior comprador de petróleo russo, ele não chegou a impor as novas tarifas do tipo.

Trump sugere encontro com Zelensky e Putin

Donald Trump também disse nesta quarta-feira que espera ter uma reunião com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky se o encontro com o líder russo nesta sexta correr bem.

“Há uma grande chance de termos uma segunda reunião, que será mais produtiva do que a primeira. Porque a primeira é: vou descobrir onde estamos, o que estamos fazendo”, afirmou Trump a repórteres.

“Se a primeira reunião correr bem, teremos uma rápida segunda reunião. Gostaria de fazer isso quase imediatamente, e teremos uma rápida segunda reunião entre o presidente Putin, o presidente Zelensky e eu, se eles quiserem que eu esteja presente”, adicionou.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

Fonte: CNN

Morre Miguel Uribe, presidenciável baleado em comício na Colômbia

O pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe Turbay, 39, morreu hoje, meses após um atentado a tiros. O senador estava em estado crítico.

Morte foi confirmada dois meses após ele ser baleado em um evento de campanha. O senador da oposição era um dos favoritos ao cargo de presidente do país.

Uribe, que foi atingido por dois tiros na cabeça e um no joelho, teve piora no estado de saúde na semana passada. Ele estava internado na Fundación Santa Fe, em Bogotá.

Seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com o crime. Entre elas está um adolescente de 15 anos.

Suspeita é de que assassinato tenha sido encomendado por dissidência das Farc. Segundo a polícia local, Iván Márquez, o líder da segunda Marquetalia, organização criminosa criada após o acordo de paz de 2016, seria a liderança intelectual do crime.

Esposa lamentou a perda. ”Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Nosso amor transcende este plano físico. Espere por mim, pois quando eu cumprir minha promessa aos nossos filhos, irei te encontrar e teremos nossa segunda chance”, escreveu Maria Claudia Tarazona nas redes sociais.

Quem era Miguel Uribe

Conservador, Miguel Uribe, 39, era candidato à presidência pelo partido de oposição Centro Democrático. O político nasceu em 28 de janeiro de 1986 em Bogotá e era casado com María Claudia Tarazona. Ele deixa um filho.

Uribe era neto do ex-presidente colombiano Julio Turbay. O avô esteve à frente do governo de 1978 a 1982 pelo Partido Liberal.

Mãe dele foi sequestrada e morta por grupo liderado por Pablo Escobar quando ele ainda era criança. Uribe também era filho da jornalista Diana Turbay. Ela foi sequestrada em 1990 por um grupo armado que era liderado por Pablo Escobar e foi morta durante uma operação de resgate em 1991.

Trajetória acadêmica dele teve passagens por universidade da Colômbia e dos Estados Unidos. Ele formou-se em direito pela Universidad de los Andes, em Bogotá, onde também fez um mestrado de políticas públicas. No exterior, um mestrado em administração pública por Havard.

Tragédia familiar fez com que ele fosse citado nominalmente no romance “Notícia de um Sequestro”, do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez. A publicação inclui uma menção a Miguel durante a espera de cinco meses entre o sequestro e o assassinato.

“Eu poderia ter crescido à procura de vingança, mas decidi fazer a coisa certa: perdoar, mas nunca vou esquecer”, disse Miguel Uribe Turbay.

Fonte: UOL

EUA oferecem recompensa de US$ 50 milhões por pistas que levem à prisão de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos dobraram a recompensa por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), acusando-o de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, é um crítico de longa data de Maduro — que retornou ao cargo em janeiro após uma eleição marcada por acusações de fraude eleitoral e perseguição à oposição.

Os resultados do pleito venezuelano foram amplamente rejeitados pela comunidade internacional.

Apesar das hostilidades e diferenças, há quem veja uma aproximação recente e pragmática entre EUA e Venezuela, por exemplo com uma troca de prisioneiros em julho.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que seu país dobraria recompensa já anunciada de US$ 25 milhões e que Maduro estaria diretamente ligado a operações de tráfico de drogas.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, disse que a nova oferta de US$ 50 milhões é “patética” e parte de uma “propaganda política”.

“Não estamos surpresos, vindo de quem vem”, disse Gil, acusando Bondi de buscar uma “distração desesperada” para encobrir críticas à sua atuação nas investigações sobre o agressor sexual Jeffrey Epstein.

No primeiro mandato de Trump, o governo americano acusou Maduro e outras autoridades venezuelanas de uma série de crimes, incluindo narcoterrorismo, corrupção e tráfico de drogas.

Na época, o Departamento de Justiça dos EUA alegou que Maduro havia trabalhado com o grupo rebelde colombiano Farc para “usar cocaína como arma para ‘inundar’ os Estados Unidos”.

Em um vídeo publicado na rede social X nesta quinta-feira (07/08), Bondi acusou Maduro de trabalhar com grupos como o Tren de Aragua, uma gangue venezuelana que o governo Trump declarou ser uma organização terrorista; e o Cartel de Sinaloa, uma poderosa rede criminosa do México.

Bondi afirmou que a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) havia “apreendido 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados, com quase sete toneladas ligadas ao próprio Maduro”.

O presidente venezuelano, que sucedeu Hugo Chávez em 2013 e é líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), já havia refutado acusações dos EUA de que teria envolvimento direto com o narcotráfico.

Em junho, Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência militar da Venezuela, foi condenado por várias acusações relacionadas ao tráfico de drogas após ser preso em Madri e levado a julgamento nos EUA.

Carvajal era um temido espião que atendia pelo apelido El Pollo (“A Galinha”), mas fugiu da Venezuela após pedir ao exército que apoiasse Juan Guaidó, candidato da oposição, e derrubasse Maduro.

Inicialmente, Carvajal negou as acusações de tráfico de drogas, mas posteriormente mudou sua declaração de culpa, alimentando especulações de que teria fechado um acordo com as autoridades americanas para obter uma pena menor em troca de informações incriminatórias sobre Maduro.

Fonte: BBC

Israel anuncia retomada de envio aéreo de comida a Gaza e pausa humanitária para distribuição de ajuda por terra

Israel anunciou neste sábado (26) que retomou o envio de comida por meio de aviões a Gaza e que, hoje (27), fará uma pausa humanitária para permitir a distribuição de ajuda também por terra.

O anúncio foi feito em meio à pressão internacional em razão da crise humanitária vivida pelos moradores do enclave, controlado pelo grupo terrorista Hamas.

Em março, a entrada da ajuda humanitária em Gaza passou a ser totalmente bloqueada. E, desde maio, esse apoio está concentrado na Fundação Humanitária de Gaza, entidade controversa apoiada por Israel e criticada pela ONU.

Segundo as forças armadas israelenses, o envio de comida por lançamento aéreo incluiria sete paletes de ajuda contendo farinha, açúcar e alimentos enlatados fornecidos por organizações internacionais, acrescentaram os militares em um comunicado.

Os lançamentos aéreos não são o método mais indicado para a ajuda humanitária, porque eles têm um impacto limitado e não é garantido que realmente cheguem à população local, segundo especialistas. A ONU afirma que a melhor forma de acudir os palestinos é removendo todos os bloqueios terrestres à entrada de ajuda.

Já a pausa humanitária será implementada neste domingo (27) em centros de apoio e em corredores humanitários, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

ONU afirma que situação em Gaza é ‘show de horrores’

A volta da permissão da ajuda aérea ocorre em um momento de agravamento da crise humanitária em Gaza, com crescente desnutrição e alastramento da fome entre os dois milhões de palestinos.

A ONU descreve a atual situação como um “show de horrores”. Mais de 100 ONGs especializadas denunciam “fome em massa” no território.

Relatos de fome extrema e generalizada se tornaram mais frequentes, e pelo menos 45 pessoas morreram de fome em Gaza desde o início desta semana, segundo a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês).

Fonte: G1

Moradores de Gaza parecem “cadáveres ambulantes”, diz agência da ONU

Enquanto os casos de desnutrição continuam aumentando da Faixa de Gaza, o chefe da UNRWA, a principal agência da ONU para refugiados palestinos, alertou que moradores famintos do território parecem ser “cadáveres ambulantes”.

“‘O povo de Gaza não está morto (nem vivo), são cadáveres ambulantes’, um colega em Gaza me disse esta manhã”, escreveu o comissário-geral Philippe Lazzarini na rede social X.

Equipes da UNRWA em Gaza estão atendendo crianças “fracas e em alto risco de morte se não receberem o tratamento de que necessitam urgentemente”, pontuou.

Mortes por desnutrição em Gaza

Duas pessoas morreram de desnutrição no Hospital Al-Shifa, no norte de Gaza, informou o diretor do hospital Mohammed Abu Salmiya, na quinta-feira (24).

Mohammed Abu Salmiya afirmou que as pessoas morreram “devido à fome deliberada” no território e alertou que a região enfrentará um número “sem precedentes” de mortes se alimentos e medicamentos não chegarem.

Em declarações à CNN, ele pontuou que das 113 pessoas que morreram de desnutrição em Gaza, 82 eram crianças. As duas pessoas que morreram na quinta-feira (24) eram adultas.

“Pais nos contam que os filhos choram de fome até dormir”, relatou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Pontos de distribuição de alimentos se tornaram focos de violência”, adicionou.

Uma nova pesquisa da UNRWA constatou que uma em cada cinco crianças na Cidade de Gaza sofre de desnutrição, e os casos aumentam diariamente, destacou o comissário-geral Philippe Lazzarini.

Essa situação não afeta apenas os moradores, mas também os jornalistas que cobrem o território.

A BBC, a agência de notícias Reuters, a Agence France-Presse e a Associated Press alertaram em um comunicado conjunto esta semana que seus jornalistas correm o risco de morrer de fome em Gaza se Israel não permitir a entrada de alimentos suficientes.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde Palestino alertou que Gaza está agora à beira da fase mais alta da escala de Classificação Integrada de Segurança Alimentar para insegurança alimentar aguda. Também pediu a Israel a “parar a guerra” e “levantar o cerco agora”.

Fonte: CNN

EUA: Número de mortos em enchentes no Texas chega a 80, incluindo 28 crianças

O número de mortos em enchentes catastróficas no Texas, Estados Unidos, chegou a 80 neste domingo, 6, incluindo 28 crianças, informou a polícia, enquanto as buscas por meninas desaparecidas de um acampamento de verão entravam no terceiro dia.

Larry Leitha, xerife do Condado de Kerr, em Texas Hill Country, epicentro das enchentes, disse que 11 meninas e uma conselheira continuam desaparecidas de um acampamento perto do Rio Guadalupe, que transbordou após chuvas torrenciais que atingiram a região central do Texas na sexta-feira, feriado do Dia da Independência dos EUA.

Autoridades disseram no sábado que mais de 850 pessoas foram resgatadas, incluindo algumas agarradas a árvores, depois que uma tempestade repentina despejou até 38 cm de chuva na região, cerca de 140 km a noroeste de San Antonio. Não estava claro exatamente quantas pessoas na área ainda estavam desaparecidas.

“Todos na comunidade estão sofrendo”, disse Leitha aos repórteres.

A Agência federal de gestão de emergências (Fema, na sigla em inglês) foi acionada no domingo e está enviando recursos para socorristas no Texas após o presidente Donald Trump emitir uma declaração de desastre grave, informou o Departamento de Segurança Interna em um comunicado.

Helicópteros e aviões da Guarda Costeira dos Estados Unidos estão auxiliando nos esforços de busca e resgate.

Alguns especialistas questionaram se os cortes na força de trabalho federal pelo governo Trump, incluindo na agência que supervisiona o Serviço Nacional de Meteorologia, levaram as autoridades a não prever com precisão a gravidade das enchentes e emitir alertas apropriados antes da tempestade.

O presidente Donald Trump e seu governo realizaram milhares de cortes de empregos na agência controladora do Serviço Nacional de Meteorologia, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, deixando muitos escritórios de meteorologia com falta de pessoal, disse o ex-diretor da NOAA, Rick Spinrad.

Ele disse que não sabia se esses cortes de pessoal foram responsáveis pela falta de aviso prévio para as inundações extremas do Texas, mas disse que eles inevitavelmente degradariam a capacidade da agência de fornecer previsões precisas e oportunas.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que supervisiona a NOAA, disse que um alerta de inundação “moderado” emitido na quinta-feira pelo Serviço Nacional de Meteorologia não previu com precisão as chuvas extremas e disse que o governo Trump estava trabalhando para atualizar o sistema.

Fonte: Reuters

Há risco de guerra mundial, diz assessor internacional do governo Lula

O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse à CNN ver risco de ocorrer uma guerra mundial caso o conflito no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia se “comuniquem”.

“Estamos vivendo um momento perigoso pelas partes envolvidas e perigoso para o mundo, porque há duas guerras com potencial de se alastrarem. Se essas duas guerras se comunicarem, teremos praticamente uma guerra mundial. Não digo uma guerra total, mas uma guerra com grande irradiação negativa, com reflexos na economia, no preço do petróleo”, declarou.

De acordo com ele, há um problema a mais no contexto atual, relacionado ao fator religioso.

“Agora, em todo o Oriente Médio, vemos manifestações nos países islâmicos. E quando essa conotação religiosa desperta, é difícil conter”, disse.

Para Celso Amorim, o contexto atual é o mais perigoso que ele já viu na diplomacia.

“ Tenho 83 anos, 63 deles ligados à diplomacia, e nunca vivi um momento tão perigoso. Mesmo na crise dos mísseis de Cuba, havia duas pessoas podendo se comunicar. A URSS tentou um lance atrevido, mas voltou atrás. Agora são muitos atores e muito incontroláveis”, afirmou.

Ataque dos EUA ao Irã

Ele fez referência a nota do Itamaraty de domingo (22), que condenou o ataque dos Estados Unidos ao Irã, no sábado (21), que teve como alvo três instalações nucleares. Amorim avaliou que o ataque violou regras internacionais.

“A nota do Itamaraty já diz o que precisa. Só posso acrescentar: estamos à beira do alastramento de dois conflitos perigosos, sendo que um deles é o mais perigoso.”

“Houve violação do direito internacional. A Carta da ONU não contempla essa história que Israel invoca de autodefesa preventiva. Isso não existe. É uma quebra total das normas internacionais — e isso está ocorrendo com frequência”, acrescentou.

Na avaliação do assessor, há um problema estrutural na região do Irã.

“Ali há um problema estrutural. Você sabe que nós tentamos, há 15 anos, ajudar. O Brasil participou de um esforço lá atrás para gerar confiança. Conseguimos, junto com a Turquia, que o Irã aceitasse todas as condições. Essa ajuda foi, posteriormente, reconhecida por altos funcionários dos EUA. Mas o processo não evoluiu. Então, o Irã aproveitou esse vácuo nas negociações para fazer enriquecimento de urânio. Essa ideia de que ele pode ter a bomba em seis meses eu ouvi isso em 2010 e isso não ocorreu. Nada justifica esse bombardeio”, afirmou.

Ele disse também acreditar “que os EUA não queriam ir nessa direção [do bombardeio no Irã], mas foram induzidos pela situação”.

Celso Amorim disse considerar difícil que o Irã desista do seu programa nuclear.

“Não sei se pode haver um espaço para negociação. Não sei exatamente os efeitos reais dos bombardeios americanos, não sei se realmente destruíram a capacidade do Irã. Sei duas coisas: o Irã não vai desistir de ter um programa nuclear pacífico. E, por outro lado, a única maneira é o que o Egito propõe: que os países do Oriente Médio estejam livres de armas nucleares.”

Fonte: CNN

Após ataque israelense, Irã lança mísseis contra Jerusalém e Tel Aviv

Mísseis foram vistos no céu de Jerusalém ontem. O contra-ataque iraniano aconteceu após Israel atingir um campo de exploração de gás natural no Golfo da Pérsia, entre o Irã e a Península Arábica.

Israel e Irã começaram uma nova rodada de bombardeios. O novo ataque iraniano atingiu edifícios residenciais na planície costeira e no norte de Israel, conforme informações do serviço de resgate israelense, obtidas pela AFP. Um outro ataque atingiu estações de abastecimento para caças israelenses.

Mísseis furaram o domo de ferro, um dos principais sistemas de defesa de Israel. Segundo a professora de Relações Internacionais da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), Ana Carolina Marson, Netanyahu tenta contornar a situação e as pessoas já foram liberadas para voltar a circular em Jerusalém. “O ataque é um revide do Irã, outros devem ocorrer”, disse a especialista, ao UOL. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está se reunindo com seu gabinete de segurança após os ataques.

Bat Yam, no distrito de Tel Aviv, foi bombardeada. Mísseis iranianos atingiram a cidade, que pertence à região metropolitana de Gush Dan, a 15 km de Tel Aviv e um prédio com oito andares foi diretamente atingido.

No Irã, instalações de combustíveis foram atingidas. Segundo a CNN, o maior campo de gás natural do mundo, localizado em South Pars e o depósito de petróleo de Shahran, foram bombardeados por Israel após a troca de mísseis de sexta-feira, como havia prometido Netanyahu. “O Irã afirmou que a situação está sob controle”, explicou Marson ao UOL. “É interessante acompanhar isso, principalmente porque o Irã é um grande exportador de petróleo e membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).”

Israel está bombardeando a capital, Teerã. Ao mesmo tempo que tenta interceptar os mísseis lançados pelo Irã, o país liderado por Benjamin Netanyahu continua tentando bombardear alvos militares em Teerã. Um comunicado militar foi emitido informando que os lançamentos de mísseis continuarão.

Irã e Israel começaram uma “greve comercial” enquanto o conflito continua. Desde sexta-feira, a escalada dos ataques origina temores no mercado financeiro, e já se reflete no aumento de preço do petróleo. Segundo Marson, a previsão é de comprometimento do fornecimento de combustíveis globalmente.

Fonte: UOL

Avião que ia para a Inglaterra com 242 pessoas a bordo cai na Índia

Um avião com 242 pessoas caiu num alojamento de médicos perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia.

A aeronave seguia para o aeroporto de Gatwick em Londres, no Reino Unido.

Autoridades confirmaram que 230 passageiros e 12 membros da tripulação estavam a bordo.

O chefe de polícia de Ahmedabad confirmou à BBC que até o momento 204 corpos foram retirados do local do acidente.

Ainda não se sabe se todas essas vítimas estavam no avião, ou se algumas se encontravam no alojamento onde a aeronave caiu.

O representante da polícia local ainda confirmou que outras 41 pessoas estão feridas e foram encaminhadas para hospitais.

Entre os passageiros, havia 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.

O avião decolou do aeroporto às 13h38 no horário local, 5h08 de Brasília.

Foi emitido um pedido de socorro ao controle de tráfego aéreo, mas a aeronave não enviou novas comunicações na sequência, segundo as informações disponíveis até o momento.

Após a decolagem, o avião caiu fora do perímetro do aeroporto.

Um oficial sênior da polícia em Ahmedabad afirma que policiais, bombeiros e outros trabalhadores civis chegaram ao local do acidente em poucos minutos. As operações de resgate ainda estão em andamento.

Fonte: BBC

Restrição de Trump a vistos de estrangeiros é ‘aviso’ a Alexandre de Moraes, diz deputada dos EUA

A decisão do governo Donald Trump em restringir a emissão de vistos a estrangeiros que, na visão da Casa Branca, pratiquem censura a cidadãos dos Estados Unidos, é um aviso ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A afirmação foi feita pela deputada do Partido Republicano, María Elvira Salazar.

Em publicação no X, a parlamentar ressaltou o apoio à decisão do governo norte-americano ” de negar vistos dos EUA a autoridades estrangeiras que silenciam americanos no exterior”. A alteração na política foi confirmada nesta quarta-feira, pelo secretário de Estado de Trump, Marco Rúbio, em declaração compartilhada pela Embaixada dos EUA no Brasil.

“Que isso sirva de aviso aos tiranos do mundo todo e aos simpatizantes autoritários como o brasileiro Alexandre de Moraes: se você tentar censurar cidadãos americanos, mesmo além de nossas fronteiras, você não será bem-vindo nos Estados Unidos”, disse a deputada.

Salazar sinalizou ainda que a política pode garantir a manutenção da liberdade de expressão dos cidadãos norte-americanos. “Os dias em que os repressores aproveitavam nossas liberdades enquanto as negavam aos outros acabaram. A liberdade de expressão é sagrada e nós a defenderemos em todos os lugares”, finalizou.

Relembre

Recentemente, Elon Musk, dono do X, esteve no centro de uma polêmica com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro bloqueou o X no Brasil no dia 30 de agosto de 2024, após a empresa fechar o escritório no Brasil e deixar de ter um representante legal.

À época, o bilionário norte-americano, que deixou o governo de Trump nesta semana, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

O desbloqueio só foi efetuado em outubro, após Musk pagar R$ 28,6 milhões em multas.

Fonte: O Tempo