Com 10 mil soldados, Trump deixa América Latina em estado de alerta máximo

Com a maior mobilização de tropas na América Latina em 30 anos, o governo de Donald Trump gera um alerta regional, entre potências e na ONU, sobre uma eventual operação militar na Venezuela. Dados obtidos pelo UOL a partir de documentos que embasaram declarações das Nações Unidas nos últimos dias revelam a preocupação de que uma intervenção esteja prestes a ocorrer, e demonstram o risco de uma desestabilização regional. O cenário é descrito por embaixadores como o de um “estado de alerta máximo”.

A crise ainda chega em um momento de especial fragilidade política na América Latina e a constatação por parte de membros do governo Lula de um colapso dos projetos de integração regional que possam frear ofensivas estrangeiras.

Sob o pretexto de estar lutando contra organizações criminosas e o narcotráfico, o governo americano destacou para o Caribe pelo menos 10 mil soldados, muitos deles em Porto Rico e em Trinidad e Tobago. Ainda que o volume seja insuficiente para uma invasão por terra, ele poderia ser a base de ataques aéreos contra a Venezuela e já é a maior mobilização de tropas americanas na região desde a crise no Panamá.

O jornal The New York Times revelou ontem que o governo Trump autorizou que a CIA realize operações secretas contra Nicolás Maduro. No mesmo dia, o presidente norte-americano disse “considerar” ataques em terra contra cartéis venezuelanos. Na sequência, líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu respeito à soberania nacional, ao direito internacional, e fez um apelo por paz: “não queremos guerra no Caribe e América Latina.”.

Crise desembarca em uma América Latina rachada

O UOL apurou que o governo brasileiro vê a crise com “enorme preocupação” e que presidente Lula vem acompanhando de perto a questão. Mas outra preocupação se refere ao racha que existe hoje na América Latina em relação ao tema. Em setembro, o Itamaraty e outras chancelarias da região tentaram fechar uma declaração conjunta de repúdio à mobilização de tropas americanas. A ideia era de que a Comunidade de Estados Latino-Americanos emitisse uma posição conjunta. Mas apenas 21 deles aderiram.

Os governos da Argentina, Bahamas, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago se recusaram a assinar a declaração.

 Para fontes em Brasília, o racha da Celac mostrou que a operação americana também envolve uma ofensiva diplomática, com o apoio de governos aliados na região. Desde janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio tem ampliado suas viagens e de seus assistentes para a região, na esperança de selar compromissos, barganhar troca de favores e pressionar.

Ainda em setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, para fazer eco à narrativa de Donald Trump. “Infelizmente, a situação na Venezuela se tornou verdadeiramente alarmante”, disse Peña, um dos principais aliados hoje do governo norte-americano hoje na região.

Na semana passada, representantes de Javier Milei pediram a inclusão de um item na agenda da OEA (Organização dos Estados Americanos) para cobrar que a Venezuela autorize a entrada da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para investigar o país.

Enquanto isso, a líder da oposição, Maria Corina Machado, foi escolhida como prêmio Nobel da Paz. O gesto foi interpretado como uma espécie de chancela para que, no caso de uma queda de Maduro, ela surja como alternativa “natural” para ocupar a presidência. Em entrevista à rede CNN nesta quarta-feira, ela defendeu a postura dos EUA. “[Maduro] iniciou essa guerra e precisamos da ajuda do presidente dos Estados Unidos para parar essa guerra, porque isso envolve vidas humanas”, disse.

Fonte: UOL

Após dois anos de guerra, Hamas devolve a Israel 20 reféns vivos

Após dois anos de cativeiro, 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pela facção nesta segunda-feira (13). O grupo foi devolvido em dois lotes, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense.

Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país.

De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Tseuganker, Nimrod Cohen, Ariel e David Kuneo. Os três ainda não haviam sido devolvidos quando isso aconteceu.

Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel. O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.

Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.

Os últimos dias foram de celebração em Israel, após o anúncio do acordo. No sábado, dezenas de milhares de israelenses, muitos com camisetas com imagens dos reféns, se reuniram no local que ficou conhecido como Praça dos Reféns, em Tel Aviv, diante de um telão que marcou os 735 dias desde os atentados do Hamas.

Participaram do evento o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e a filha do presidente, Ivanka Trump. Eles foram aplaudidos ao falarem no palco, mas a menção ao nome do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, provocava vaias.

Fonte: Folha de S. Paulo

Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, é vencedora do Nobel da Paz

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, anunciou o Comitê do Nobel, sediado em Oslo, nesta sexta-feira (10).

Prêmio Nobel da Paz de 2025 é concedido a “uma defensora corajosa e comprometida com a paz, a uma mulher que mantém a chama da democracia viva em meio à crescente escuridão”, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês durante o discurso da premiação.

Machado demonstrou que as ferramentas da democracia também são as da paz, enfatizou o comitê, acrescentando que a laureada personifica a esperança por um futuro diferente, no qual os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes sejam ouvidas.

Como líder do movimento democrático na Venezuela, Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina nos últimos tempos, enfatizou a organização da renomada premiação.

A premiada tem sido uma figura-chave e unificadora em uma oposição política outrora profundamente dividida, uma oposição que encontrou um ponto em comum ao exigir eleições livres e um governo representativo, acrescentou.

O Comitê do Nobel espera que a líder da oposição venezuelana possa viajar a Oslo dentro de dois meses para receber o Prêmio da Paz, embora tenha enfatizado que é muito cedo para dizer e que uma questão “séria” de segurança precisa ser resolvida primeiro.

“É muito cedo para dizer. Sempre esperamos ter os convidados conosco em Oslo, mas há uma grave situação de segurança que precisa ser resolvida primeiro”, disse o chefe do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, na coletiva de imprensa após o anúncio do prêmio.

Questionado sobre o possível impacto do prêmio na situação de Machado, que mora na Venezuela, Frydnes expressou confiança de que ele servirá para promover sua causa.

“É um dos dilemas mais difíceis que o comitê discute anualmente com todos os candidatos, especialmente quando a pessoas agraciada vive escondida devido a sérias ameaças à sua vida. Ela é muito ativa na Venezuela, foi e continuará sendo. Acreditamos que este prêmio apoiará sua causa, não a limitará”, afirmou.

Fonte: Gazeta do Povo

Israel e Gaza celebram após anúncio de cessar-fogo

Israelenses e palestinos celebravam nesta quinta-feira (9) o anúncio de um cessar-fogo e de um acordo sobre reféns na primeira fase da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza.

Os dois inimigos endossaram publicamente o acordo. A expectativa era de que o documento fosse assinado no resort egípcio de Sharm el-Sheikh, onde ocorrem as negociações desde segunda-feira (6), embora não tenha havido confirmação oficial de que o acordo tenha sido assinado.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o cessar-fogo entraria em vigor assim que fosse ratificado pelo governo israelense, que se reuniria após um encontro do gabinete de segurança.

O coordenador de reféns de Israel, Gal Hirsch, disse que a lista dos prisioneiros palestinos a serem libertados ainda estava sendo elaborada.

Moradores de Gaza relataram uma série de ataques aéreos na Cidade de Gaza no momento em que o acordo deveria ser assinado.

Cessar-fogo, retirada de tropas e libertação de reféns

Segundo o acordo, os bombardeios serão interrompidos; Israel vai se retirar parcialmente de Gaza; e o Hamas libertará os reféns que capturou no ataque que promoveu dois anos atrás, em troca de prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

Segundo uma fonte que tem detalhes do acordo, as tropas israelenses começariam a se retirar dentro de 24 horas após a assinatura do documento.

A libertação de todos os 20 reféns israelenses que ainda se acredita estarem vivos em Gaza é esperada para domingo (12) ou segunda-feira (13), afirmou uma autoridade israelense.

Outros 26 reféns foram declarados mortos e o destino de dois deles é desconhecido. O Hamas indicou que pode levar algum tempo para recuperar os corpos espalhados por Gaza.

Os palestinos e as famílias dos reféns israelenses começaram a comemorar muito após a notícia do pacto.

Em Gaza, onde a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes está deslocada em função dos bombardeios israelenses, jovens aplaudiram nas ruas devastadas, mesmo com a continuação de ataques israelenses.

Faixa de Gaza 

“Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo em Khan Younis, no Sul de Gaza.

“Não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue.”
Einav Zaugauker, cujo filho Matan é um dos últimos reféns, celebrava na chamada Praça dos Reféns, em Tel Aviv, onde as famílias dos que foram capturados no ataque do Hamas há dois anos se reuniam para exigir seu retorno.

“Não consigo respirar, não consigo respirar, não consigo explicar o que estou sentindo… é uma loucura”, disse ela, falando sob o brilho vermelho de fogos comemorativos.

Fonte: Reuters

Presidente do Equador sofre atentado, mas sobrevive, diz ministra

O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de uma tentativa de assassinato mas sobreviveu nesta terça-feira, 7. Segundo a ministra da Energia, Inés María Manzano, o carro foi cercado por cerca dezenas de pessoas que dispararam tiros e pedradas contra o veículo.

A ministra contou que o carro de Noboa ia em direção a um evento na província de Cañar, na região central do país. O automóvel ficou com marcas de bala mas ninguém se feriu, segundo ela. Ao menos cinco pessoas foram presas no local e serão acusadas por terrorismo, segundo o governo.

“Às 14h41, registramos um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio no cantão de Tambo, enquanto o presidente se preparava para participar do evento. Cerca de 500 pessoas apareceram atirando pedras, e também há marcas de bala no carro do presidente”, afirmou Manzano.

O Equador passa por uma onda de protestos de povos indígenas contra o aumento do preço do diesel, que passou de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (de R$ 9,60 para R$ 15, na cotação atual) por causa do fim de um subsídio. Desde 22 de setembro, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), promove manifstações com bloqueio de vias em várias províncias devido ao aumento.

A repressão do governo aos protestos já matou um manifestante e feriu outras 150 pessoas entre civis, militares e policiais. Cerca de 100 pessoas foram presas.

No último sábado, 5, o presidente decretou estado de emergência por 60 dias em 10 das 24 províncias do Equador em razão de uma “grave comoção interna”. A medida faz menção à radicalização dos protestos e “paralisações e atos de violência que alteraram a ordem pública”.

Fonte: Terra

Lula fala com Trump e pede fim de tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Esposa de ex-premiê do Nepal morre queimada em protestos, diz jornal

Rabi Laxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal Jhalanath Khanal, morreu hoje após ter a casa incendiada por manifestantes durante protestos no país.

A mulher estava em casa, no bairro de Dallu, na capital Katmandu, quando o local foi incendiado. A informação é do jornal Khabar Hub e foi atribuída a familiares do ex-premiê Jhalanath Khanal.

Chitrakar ficou cercada pelo fogo e chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram a mulher deitada no chão, com queimaduras no corpo, sendo ajudada por socorristas.

Não há informações sobre se algo aconteceu com Khalanath Khanal, marido dela, de 75 anos. Além da casa de Jhalanath, a casa do premiê mais recente do país, Sharma Oli, que renunciou hoje, também foi incendiada. O ministro das Finanças do país, Bishnu Prasad Paudel, 65, foi outro alvo dos manifestantes, sendo perseguido e espancado na rua.

Khanal foi premiê do país no ano de 2011 e desde 2021 servia como líder do Partido Comunista Unificado Socialista do Nepal. A legenda é uma dissidência do Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista e foi criada em 2021.

Protestos deixaram mais de 20 mortos

Ao menos 22 pessoas morreram até hoje após o início das manifestações, que começaram ontem após decisão do governo de bloquear as redes sociais. Manifestantes também afirmaram que foram às ruas para denunciar a corrupção no país.

O prédio principal do parlamento do país foi invadido e incendiado por manifestantes. Em alguns dos protestos, a polícia usou munição letal.

As manifestações geraram a renúncia do primeiro-ministro e a suspensão do bloqueio digital, que afetou 26 sites. Entre as plataformas suspensas estavam o Facebook, YouTube, X e LinkedIn, que não haviam se registrado dentro do prazo estipulado pelas autoridades.

KP Sharma Oli tinha iniciado o quarto mandato no país no ano passado. Ele seguiu no poder após o Partido Comunista, do qual é integrante, formar uma coalizão de governo com o Congresso Nepalês (centro-esquerda).

Fonte: UOL

Portugal declara luto após acidente com bondinho que deixou 17 mortos

Portugal decretou luto oficial no país após um acidente com o Elevador da Glória matar 17 pessoas e deixar outras 21 feridas.

Há suspeitas de que cabo de sustentação tenha rompido. A polícia investiga as causas do acidente, mas relatos preliminares indicam que um dos cabos tenha se rompido, levando o veículo a descarrilar, tombar e se chocar com um edifício. As autoridades suspenderam operação de outras linhas de bondinho.

Vítimas são de diferentes nacionalidades. Durante a madrugada de hoje, mais duas pessoas morreram. O total de mortos chega a 17 e o de feridos, a 21. Entre as vítimas havia dois espanhóis, dois alemães, uma francesa, um italiano, um suíço, um canadense, um coreano, um marroquino e um cabo-verdiano. O jornal português Publico afirma que um brasileiro se feriu de maneira leve, foi levado ao hospital Amadora Sintra e liberado.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil postou nas redes informações de uma linha direta, com um número e um email, para que familiares de feridos e mortos e autoridades possam obter mais informações.

A agência de notícias portuguesa Lusa disse que os órgãos que atuam na investigação concluíram as primeiras avaliações no local do acidente. “O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Ferroviários (GPIAAF), em conjunto com a Polícia Judiciária e a Autoridade para as Condições do Trabalho, concluiu a recolha de provas no local” e que vai publicar as descobertas iniciais e os próximos passos da investigação.

Atração turística

Bondinho é uma das principais atrações turísticas portuguesas. Lisboa tem diversos coletivos do tipo espalhados pela cidade. O da Glória, onde aconteceu o acidente, é um ponto histórico e foi inaugurado em 1885.

Fonte: UOL

Terremoto no Afeganistão deixa 800 mortos e 2.800 feridos

Um dos piores terremotos do Afeganistão matou mais de 800 pessoas e feriu pelo menos 2.800, informaram as autoridades nesta segunda-feira (1), enquanto helicópteros transportavam os feridos para o hospital depois que eles foram retirados dos escombros das casas que estavam sendo vasculhadas em busca de sobreviventes.

O desastre deve sobrecarregar ainda mais os recursos da administração Taliban no país, devastado pela guerra, que já está enfrentando crises humanitárias, desde uma queda acentuada na ajuda até a expulsão de centenas de milhares de afegãos pelos países vizinhos.

Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde em Cabul, pediu ajuda internacional para enfrentar a devastação causada pelo terremoto de magnitude 6, que ocorreu por volta da meia-noite, a uma profundidade de 10 km.

“Precisamos de ajuda porque aqui muitas pessoas perderam suas vidas e casas”, disse ele à agência de notícias Reuters.

Mortos

O terremoto matou 812 pessoas nas províncias orientais de Kunar e Nangarhar, afirmou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid.

As equipes de resgate estavam com dificuldades para chegar a áreas montanhosas remotas, sem acesso a redes de telefonia móvel ao longo da fronteira com o Paquistão, onde casas de tijolos de barro espalhadas pelas encostas desabaram durante o terremoto.

“Todas as nossas equipes foram mobilizadas para acelerar a assistência, de modo que um apoio abrangente e completo possa ser fornecido”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Abdul Maten Qanee, citando esforços em áreas que vão desde a segurança até a alimentação e a saúde.

Imagens da Reuters TV mostraram helicópteros transportando os afetados, enquanto moradores ajudavam as forças de segurança e os médicos a levar os feridos para as ambulâncias em uma área com um longo histórico de terremotos e inundações.

Fonte: Reuters

Ministro da Defesa de Israel acusa Lula de ser antissemita e o chama de ‘apoiador do Hamas’

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou, nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser antissemita e o chamou de “apoiador do Hamas”.

Em publicação, escrita em português, nas redes sociais, o titular afirma que o chefe de Estado brasileiro “revelou sua verdadeira face” como opositor ao povo judeu ao retirar o Brasil da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).

“Vergonha para o maravilhoso povo brasileiro e para os muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o seu presidente. Dias melhores ainda virão para a relação entre nossos países”, disse Katz, que compartilhou uma imagem feita com auxílio de IA em que Lula aparece como marionete do aiatolá Ali Khamenei, do Irã.

A saída da aliança aconteceu em julho deste ano e, na época, fora repudiada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), sob o argumento de que o movimento seria um retrocesso moral e diplomático. “A decisão do governo brasileiro acontece em meio ao aumento vertiginoso dos casos de antissemitismo e ódio contra judeus no Brasil e no mundo”, declarou no período.

O País era membro observador desde 2021, quando o então governo de Jair Bolsonaro (PL) aderiu ao organismo internacional.

Dias após a sair da aliança, o Brasil entrou formalmente na ação movida pela África do Sul contra Israel, no Tribunal Internacional de Justiça, o acusando de cometer genocídio na Faixa de Gaza, conforme divulgou o Itamaraty em nota oficial.

Fonte: Diário do Nordeste

Casa Branca diz que vai usar “todo o poder americano” contra Maduro

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que os Estados Unidos estão preparados para “usar todo o poder americano” para levar à Justiça “os responsáveis” por levar drogas ao país, numa referência ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Leavitt fez a afirmação após ser questionada sobre o envio de três navios com 4 mil militares para as águas do Caribe perto da Venezuela.

“O presidente [Donald] Trump tem sido muito claro e coerente. Ele está preparado para usar todo o poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à Justiça”, disse a porta-voz.

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela, é um cartel do narcoterrorismo. Maduro, na visão deste governo, não é um presidente legítimo. É um chefe fugitivo de um cartel que foi indiciado nos EUA por tráfico de drogas para o país”, acrescentou Leavitt.

No último dia 7, o governo dos Estados Unidos dobrou o valor que oferece por informações que levem à prisão e condenação de Maduro.

A procuradora-geral Pam Bondi disse que a recompensa agora é de US$ 50 milhões e que o ditador da Venezuela “usa organizações terroristas estrangeiras como Tren de Aragua, [Cartel de] Sinaloa e Cartel de Los Soles para trazer drogas letais e violência para o nosso país”.

Os Estados Unidos haviam oferecido em 2020, na primeira gestão Donald Trump, uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão e/ou condenação de Maduro, e em 10 de janeiro deste ano, ainda no governo Joe Biden, aumentado a oferta para US$ 25 milhões.

A recompensa inicial foi oferecida quando Maduro foi indiciado por um tribunal federal de Nova York por acusações de narcoterrorismo, conspiração para levar cocaína para os Estados Unidos, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

Fonte: Gazeta do Povo

Trump promete “consequências severas” à Rússia se Putin não parar a guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “consequências muito severas” à Rússia caso Vladimir Putin não concorde em encerrar a guerra na Ucrânia durante a reunião que terão na sexta-feira (15).

“Haverá consequências”, disse Trump nesta quarta-feira (13), durante um evento no Kennedy Center, em Washington.

Questionado se isso significava novas sanções ou tarifas contra a Rússia, o líder americano alegou que não podia dizer, acrescentando apenas: “Haverá consequências muito severas”.

Trump já havia ameaçado novas sanções contra o governo russo como punição pela guerra na Ucrânia, estabelecendo a sexta-feira (8) passada como prazo para que Putin negociasse.

Porém, o prazo passou sem aplicação de novas sanções, que poderiam ter efeito limitado, dados os baixos níveis de comércio entre os EUA e a Rússia.

O presidente dos EUA também ameaçou impor sanções secundárias aos países que compram energia russa. Embora tenha imposto novas taxas à Índia, o segundo maior comprador de petróleo russo, ele não chegou a impor as novas tarifas do tipo.

Trump sugere encontro com Zelensky e Putin

Donald Trump também disse nesta quarta-feira que espera ter uma reunião com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky se o encontro com o líder russo nesta sexta correr bem.

“Há uma grande chance de termos uma segunda reunião, que será mais produtiva do que a primeira. Porque a primeira é: vou descobrir onde estamos, o que estamos fazendo”, afirmou Trump a repórteres.

“Se a primeira reunião correr bem, teremos uma rápida segunda reunião. Gostaria de fazer isso quase imediatamente, e teremos uma rápida segunda reunião entre o presidente Putin, o presidente Zelensky e eu, se eles quiserem que eu esteja presente”, adicionou.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

Fonte: CNN

Morre Miguel Uribe, presidenciável baleado em comício na Colômbia

O pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe Turbay, 39, morreu hoje, meses após um atentado a tiros. O senador estava em estado crítico.

Morte foi confirmada dois meses após ele ser baleado em um evento de campanha. O senador da oposição era um dos favoritos ao cargo de presidente do país.

Uribe, que foi atingido por dois tiros na cabeça e um no joelho, teve piora no estado de saúde na semana passada. Ele estava internado na Fundación Santa Fe, em Bogotá.

Seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com o crime. Entre elas está um adolescente de 15 anos.

Suspeita é de que assassinato tenha sido encomendado por dissidência das Farc. Segundo a polícia local, Iván Márquez, o líder da segunda Marquetalia, organização criminosa criada após o acordo de paz de 2016, seria a liderança intelectual do crime.

Esposa lamentou a perda. ”Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Nosso amor transcende este plano físico. Espere por mim, pois quando eu cumprir minha promessa aos nossos filhos, irei te encontrar e teremos nossa segunda chance”, escreveu Maria Claudia Tarazona nas redes sociais.

Quem era Miguel Uribe

Conservador, Miguel Uribe, 39, era candidato à presidência pelo partido de oposição Centro Democrático. O político nasceu em 28 de janeiro de 1986 em Bogotá e era casado com María Claudia Tarazona. Ele deixa um filho.

Uribe era neto do ex-presidente colombiano Julio Turbay. O avô esteve à frente do governo de 1978 a 1982 pelo Partido Liberal.

Mãe dele foi sequestrada e morta por grupo liderado por Pablo Escobar quando ele ainda era criança. Uribe também era filho da jornalista Diana Turbay. Ela foi sequestrada em 1990 por um grupo armado que era liderado por Pablo Escobar e foi morta durante uma operação de resgate em 1991.

Trajetória acadêmica dele teve passagens por universidade da Colômbia e dos Estados Unidos. Ele formou-se em direito pela Universidad de los Andes, em Bogotá, onde também fez um mestrado de políticas públicas. No exterior, um mestrado em administração pública por Havard.

Tragédia familiar fez com que ele fosse citado nominalmente no romance “Notícia de um Sequestro”, do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez. A publicação inclui uma menção a Miguel durante a espera de cinco meses entre o sequestro e o assassinato.

“Eu poderia ter crescido à procura de vingança, mas decidi fazer a coisa certa: perdoar, mas nunca vou esquecer”, disse Miguel Uribe Turbay.

Fonte: UOL