Israel diz que corpos entregues pelo Hamas não são de reféns e volta a atacar Faixa de Gaza

Israel afirmou que os três corpos recebidos do Hamas na sexta-feira (31), por meio da Cruz Vermelha, não pertencem a nenhum dos 11 reféns cujos restos mortais ainda não foram devolvidos pelo grupo terrorista. O anúncio foi feito neste sábado (1º), após a conclusão das análises feitas no instituto forense de Abu Kabir, em Tel Aviv.

Em comunicado, a facção afirmou que, diante da incerteza da identidade dos corpos, ofereceu às autoridades israelenses amostras dos três cadáveres para que exames fossem feitos antes da devolução, mas que Tel Aviv recusou e insistiu pela entrega dos restos mortais completos.

Também neste sábado, o Exército israelense atacou a Faixa de Gaza com disparos e ataques aéreos nos arredores de Khan Yunis, segundo autoridades locais ouvidas pela agência de notícias AFP. É o terceiro bombardeio desde o cessar-fogo firmado no dia 10 de outubro, em um acordo impulsionado pelos Estados Unidos, sob a acusação de que o Hamas viola a trégua por não entregar os corpos.

O cessar-fogo determina a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, a Israel em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos. O Hamas soltou 20 sobreviventes no dia 13 de outubro, mas atrasou a entrega de corpos e irritou Tel Aviv, pressionada também por familiares que exigem medidas mais enérgicas para forçar o grupo terrorista a cumprir o acordo.

Até agora, a facção devolveu os restos mortais de 17 dos 28 mortos sob a justificativa de que há dificuldade para localizar corpos entre os escombros de Gaza —de acordo com a Cruz Vermelha, há a possibilidade de alguns corpos nunca serem encontrados. Segundo a ONU, 78% de todas as estruturas no território foram destruídas ou danificadas por bombardeios.

Permanecem em Gaza os cadáveres de dez pessoas sequestradas em 7 de outubro de 2023, incluindo dois cidadãos estrangeiros, e o corpo de um soldado morto durante uma guerra em 2014.

Israel já acusou o grupo terrorista de forjar recuperações e conhecer a localização da grande maioria dos corpos restantes dos reféns e protelar propositalmente. Já o Hamas, em declaração deste sábado, disse que está pronto para continuar a trabalhar na “extração dos corpos dos inimigos dentro da linha amarela”, referindo-se às áreas de Gaza sob controle do Exército israelense.

“As Brigadas Al-Qassam exigem que os intermediários e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha forneçam e preparem equipamentos e equipes necessários para recuperar todos os corpos simultaneamente”, disse o grupo terrorista em referência ao seu braço armado.

Fonte: Folha de S. Paulo

Paraguai vai declarar PCC e CV como terroristas e ativa alerta na fronteira

O governo do Paraguai anunciou nesta quinta-feira (30) que vai declarar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas e que ativou alerta máximo na fronteira com o Brasil.

O anúncio acontece após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos.

“Vamos declarar como organizações terroristas o Comando Vermelho e o PCC. Isso acontecerá através de um decreto provavelmente nas próximas horas. Há razões de sobra para fazer essa declaração, que tem seu peso e contrapeso”, anunciou Cíbar Benítez, ministro do Comando de Defesa Nacional do Paraguai.

Quanto ao controle da fronteira, ele afirmou que o país vai “aumentar ao máximo o nível de alerta” em toda a faixa de fronteira com o Brasil, principalmente ao leste.

“Isso não somente [em relação à] inteligência, nem somente presença, haverá um aumento de números, um reforço de meios. Isso é pessoal e material, tudo o que tenha a ver com defesa e segurança”, afirmou.

De acordo com as autoridades paraguaias, haverá reforços em delegacias e em unidades das Forças Armadas da região da fronteira.

Medida se soma à declaração da Argentina

A medida anunciada pelo governo do Paraguai se soma à declaração da Argentina. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, afirmou na terça-feira (28) que o país incluiu o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital no Registro de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo (Repet).

Fonte: CNN

Governo Trump autoriza ações da CIA que podem derrubar Maduro, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu a CIA, agência de inteligência estrangeira do país, a tomar medidas na Venezuela que podem levar à destituição do ditador Nicolás Maduro, segundo reportagem do jornal The Washington Post publicada na quarta-feira 23.

A diretiva veio em meio a uma escalada de tensões na região do Caribe, para onde Washington despachou milhares de soldados, caças, helicópteros e navios de guerra há dois meses no intuito de, segundo a Casa Branca, conter o fluxo do narcotráfico na área. Caracas, por sua vez, acusa o governo Trump de usar a narrativa anti-drogas como cortina de fumaça e planejar uma intervenção para provocar uma mudança de regime no país.

De acordo com o Post, que falou com duas pessoas familiarizadas com um documento confidencial assinado pelo presidente dos Estados Unidos dando as instruções à CIA, o texto continha uma autorização “para ações agressivas contra o governo venezuelano e traficantes de drogas associados”.

A diretiva não ordena explicitamente que a CIA derrube Maduro. Mas, ainda segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, “autoriza medidas que podem levar a esse resultado”.

A agência de espionagem dos Estados Unidos tem se mobilizado para reforçar sua presença na região, enviando agentes para o Caribe e arredores para coletar inteligência, acrescentou o Post. O Pentágono também enviou unidades de elite e forças de operações especiais para a região.

Na semana passada, Trump confirmou que autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela e que seu governo estuda a possibilidade de realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas venezuelanos. Ao ser questionado se agentes teriam autoridade para matar Maduro, o presidente americano disse ser “uma pergunta ridícula”, mas afirmou que “a Venezuela está sentindo a pressão”.

A Casa Branca sustenta que ações no Caribe são necessárias para interromper o fluxo de drogas que sai da região em direção aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, porém, monta um cerco à Venezuela e ao ditador Nicolás Maduro. Indiciado por tráfico de drogas pela Justiça americana em 2020, o líder chavista foi apontado pelo governo Trump como líder do Cartel dos Sóis e teve a cabeça posta a prêmio (US$ 50 milhões).

Desde que tomou posse em janeiro, Trump tem intensificado a pressão sobre Caracas. Embarcações militares americanas foram enviadas para a costa venezuelana, que também registraram a presença de bombardeiros B-52 e caças F-35 nos céus da região. Pelo menos oito operações contra barcos que supostamente carregavam drogas foram promovidas por Washington. Ao menos 35 pessoas morreram nas ofensivas, segundo dados oficiais.

Fonte: VEJA

Protestos lotam as ruas dos EUA contra Donald Trump

Milhares de pessoas participaram de manifestações contra o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), por todas as regiões dos Estados Unidos neste sábado, 18.

Os protestos são motivados por preocupações com o acúmulo de poder político de Trump. Um dos  lemas das manifestações é “No Kings” (“Sem Reis” ou “Não Há Reis”, em português), em referência à percepção de que o republicano age como um líder com poderes quase monárquicos.

Os protestos são motivados por preocupações com o acúmulo de poder político de Trump. Um dos  lemas das manifestações é “No Kings” (“Sem Reis” ou “Não Há Reis”, em português), em referência à percepção de que o republicano age como um líder com poderes quase monárquicos.

A organização que lidera os protestos afirma que mais de 2.600 protestos foram planejados em todos os 50 e Estados do pais. Além dos EUA, também houve manifestações em Porto Rico, Havaí, Alasca, México e Londres.

Segundo o Departamento de Polícia de Nova York, mais de 100 mil pessoas participaram dos protestos nos cinco distritos da cidade, e não houve prisões

As cidades de Washington, São Francisco, San Diego, Atlanta, Nova York, Houston, Honolulu, Boston, Kansas City, Bozeman, Chicago e Nova Orleans foram os principais focos.

Líderes republicanos reagiram com críticas: o líder da Câmara, Mike Johnson, declarou que o movimento é uma manifestação de “ódio à América”, e o classificou como um “comício de extrema-esquerda”.

Fonte: Poder 36o

Trump ameaça ‘matar’ membros do Hamas se execuções em Gaza não pararem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta quinta-feira (16/10), “ir e matar” os membros do Hamas em Gaza se o movimento islamista palestino “continuar matando gente” naquele território palestino.

“Se o Hamas continuar matando gente em Gaza, o que não estava previsto no acordo [para um cessar-fogo com Israel], não teremos outra opção senão ir e matá-los”, escreveu o presidente americano em sua rede Truth Social.

O Hamas divulgou, na terça-feira, um vídeo que mostrava execuções sumárias de supostos “colaboradores” de Israel em plena rua na Cidade de Gaza.

Os comentários de Trump ocorrem dias depois de ele afirmar que as ações do Hamas, que incluem execuções públicas, “não o preocupavam muito” e descrevê-las como assassinatos de membros de gangues.

Na quarta-feira, ele afirmou que “não será necessário que o exército americano” intervenha em Gaza.

Desde a retirada parcial das forças israelenses de Gaza, em virtude do acordo de cessar-fogo de 20 pontos proposto pelos Estados Unidos, o Hamas reforçou seu controle sobre as cidades devastadas, lançando uma ofensiva e executando na rua supostos colaboradores de Israel.

O principal comandante dos Estados Unidos no Oriente Médio, o almirante Brad Cooper, exigiu, na quarta-feira, que o Hamas parasse de atirar em civis palestinos e aderisse ao plano de Trump.

Fonte: Estado de Minas

Com 10 mil soldados, Trump deixa América Latina em estado de alerta máximo

Com a maior mobilização de tropas na América Latina em 30 anos, o governo de Donald Trump gera um alerta regional, entre potências e na ONU, sobre uma eventual operação militar na Venezuela. Dados obtidos pelo UOL a partir de documentos que embasaram declarações das Nações Unidas nos últimos dias revelam a preocupação de que uma intervenção esteja prestes a ocorrer, e demonstram o risco de uma desestabilização regional. O cenário é descrito por embaixadores como o de um “estado de alerta máximo”.

A crise ainda chega em um momento de especial fragilidade política na América Latina e a constatação por parte de membros do governo Lula de um colapso dos projetos de integração regional que possam frear ofensivas estrangeiras.

Sob o pretexto de estar lutando contra organizações criminosas e o narcotráfico, o governo americano destacou para o Caribe pelo menos 10 mil soldados, muitos deles em Porto Rico e em Trinidad e Tobago. Ainda que o volume seja insuficiente para uma invasão por terra, ele poderia ser a base de ataques aéreos contra a Venezuela e já é a maior mobilização de tropas americanas na região desde a crise no Panamá.

O jornal The New York Times revelou ontem que o governo Trump autorizou que a CIA realize operações secretas contra Nicolás Maduro. No mesmo dia, o presidente norte-americano disse “considerar” ataques em terra contra cartéis venezuelanos. Na sequência, líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu respeito à soberania nacional, ao direito internacional, e fez um apelo por paz: “não queremos guerra no Caribe e América Latina.”.

Crise desembarca em uma América Latina rachada

O UOL apurou que o governo brasileiro vê a crise com “enorme preocupação” e que presidente Lula vem acompanhando de perto a questão. Mas outra preocupação se refere ao racha que existe hoje na América Latina em relação ao tema. Em setembro, o Itamaraty e outras chancelarias da região tentaram fechar uma declaração conjunta de repúdio à mobilização de tropas americanas. A ideia era de que a Comunidade de Estados Latino-Americanos emitisse uma posição conjunta. Mas apenas 21 deles aderiram.

Os governos da Argentina, Bahamas, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago se recusaram a assinar a declaração.

 Para fontes em Brasília, o racha da Celac mostrou que a operação americana também envolve uma ofensiva diplomática, com o apoio de governos aliados na região. Desde janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio tem ampliado suas viagens e de seus assistentes para a região, na esperança de selar compromissos, barganhar troca de favores e pressionar.

Ainda em setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, para fazer eco à narrativa de Donald Trump. “Infelizmente, a situação na Venezuela se tornou verdadeiramente alarmante”, disse Peña, um dos principais aliados hoje do governo norte-americano hoje na região.

Na semana passada, representantes de Javier Milei pediram a inclusão de um item na agenda da OEA (Organização dos Estados Americanos) para cobrar que a Venezuela autorize a entrada da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para investigar o país.

Enquanto isso, a líder da oposição, Maria Corina Machado, foi escolhida como prêmio Nobel da Paz. O gesto foi interpretado como uma espécie de chancela para que, no caso de uma queda de Maduro, ela surja como alternativa “natural” para ocupar a presidência. Em entrevista à rede CNN nesta quarta-feira, ela defendeu a postura dos EUA. “[Maduro] iniciou essa guerra e precisamos da ajuda do presidente dos Estados Unidos para parar essa guerra, porque isso envolve vidas humanas”, disse.

Fonte: UOL

Após dois anos de guerra, Hamas devolve a Israel 20 reféns vivos

Após dois anos de cativeiro, 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pela facção nesta segunda-feira (13). O grupo foi devolvido em dois lotes, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense.

Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país.

De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Tseuganker, Nimrod Cohen, Ariel e David Kuneo. Os três ainda não haviam sido devolvidos quando isso aconteceu.

Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel. O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.

Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.

Os últimos dias foram de celebração em Israel, após o anúncio do acordo. No sábado, dezenas de milhares de israelenses, muitos com camisetas com imagens dos reféns, se reuniram no local que ficou conhecido como Praça dos Reféns, em Tel Aviv, diante de um telão que marcou os 735 dias desde os atentados do Hamas.

Participaram do evento o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e a filha do presidente, Ivanka Trump. Eles foram aplaudidos ao falarem no palco, mas a menção ao nome do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, provocava vaias.

Fonte: Folha de S. Paulo

Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, é vencedora do Nobel da Paz

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, anunciou o Comitê do Nobel, sediado em Oslo, nesta sexta-feira (10).

Prêmio Nobel da Paz de 2025 é concedido a “uma defensora corajosa e comprometida com a paz, a uma mulher que mantém a chama da democracia viva em meio à crescente escuridão”, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês durante o discurso da premiação.

Machado demonstrou que as ferramentas da democracia também são as da paz, enfatizou o comitê, acrescentando que a laureada personifica a esperança por um futuro diferente, no qual os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes sejam ouvidas.

Como líder do movimento democrático na Venezuela, Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina nos últimos tempos, enfatizou a organização da renomada premiação.

A premiada tem sido uma figura-chave e unificadora em uma oposição política outrora profundamente dividida, uma oposição que encontrou um ponto em comum ao exigir eleições livres e um governo representativo, acrescentou.

O Comitê do Nobel espera que a líder da oposição venezuelana possa viajar a Oslo dentro de dois meses para receber o Prêmio da Paz, embora tenha enfatizado que é muito cedo para dizer e que uma questão “séria” de segurança precisa ser resolvida primeiro.

“É muito cedo para dizer. Sempre esperamos ter os convidados conosco em Oslo, mas há uma grave situação de segurança que precisa ser resolvida primeiro”, disse o chefe do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, na coletiva de imprensa após o anúncio do prêmio.

Questionado sobre o possível impacto do prêmio na situação de Machado, que mora na Venezuela, Frydnes expressou confiança de que ele servirá para promover sua causa.

“É um dos dilemas mais difíceis que o comitê discute anualmente com todos os candidatos, especialmente quando a pessoas agraciada vive escondida devido a sérias ameaças à sua vida. Ela é muito ativa na Venezuela, foi e continuará sendo. Acreditamos que este prêmio apoiará sua causa, não a limitará”, afirmou.

Fonte: Gazeta do Povo

Israel e Gaza celebram após anúncio de cessar-fogo

Israelenses e palestinos celebravam nesta quinta-feira (9) o anúncio de um cessar-fogo e de um acordo sobre reféns na primeira fase da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza.

Os dois inimigos endossaram publicamente o acordo. A expectativa era de que o documento fosse assinado no resort egípcio de Sharm el-Sheikh, onde ocorrem as negociações desde segunda-feira (6), embora não tenha havido confirmação oficial de que o acordo tenha sido assinado.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o cessar-fogo entraria em vigor assim que fosse ratificado pelo governo israelense, que se reuniria após um encontro do gabinete de segurança.

O coordenador de reféns de Israel, Gal Hirsch, disse que a lista dos prisioneiros palestinos a serem libertados ainda estava sendo elaborada.

Moradores de Gaza relataram uma série de ataques aéreos na Cidade de Gaza no momento em que o acordo deveria ser assinado.

Cessar-fogo, retirada de tropas e libertação de reféns

Segundo o acordo, os bombardeios serão interrompidos; Israel vai se retirar parcialmente de Gaza; e o Hamas libertará os reféns que capturou no ataque que promoveu dois anos atrás, em troca de prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

Segundo uma fonte que tem detalhes do acordo, as tropas israelenses começariam a se retirar dentro de 24 horas após a assinatura do documento.

A libertação de todos os 20 reféns israelenses que ainda se acredita estarem vivos em Gaza é esperada para domingo (12) ou segunda-feira (13), afirmou uma autoridade israelense.

Outros 26 reféns foram declarados mortos e o destino de dois deles é desconhecido. O Hamas indicou que pode levar algum tempo para recuperar os corpos espalhados por Gaza.

Os palestinos e as famílias dos reféns israelenses começaram a comemorar muito após a notícia do pacto.

Em Gaza, onde a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes está deslocada em função dos bombardeios israelenses, jovens aplaudiram nas ruas devastadas, mesmo com a continuação de ataques israelenses.

Faixa de Gaza 

“Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo em Khan Younis, no Sul de Gaza.

“Não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue.”
Einav Zaugauker, cujo filho Matan é um dos últimos reféns, celebrava na chamada Praça dos Reféns, em Tel Aviv, onde as famílias dos que foram capturados no ataque do Hamas há dois anos se reuniam para exigir seu retorno.

“Não consigo respirar, não consigo respirar, não consigo explicar o que estou sentindo… é uma loucura”, disse ela, falando sob o brilho vermelho de fogos comemorativos.

Fonte: Reuters

Presidente do Equador sofre atentado, mas sobrevive, diz ministra

O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de uma tentativa de assassinato mas sobreviveu nesta terça-feira, 7. Segundo a ministra da Energia, Inés María Manzano, o carro foi cercado por cerca dezenas de pessoas que dispararam tiros e pedradas contra o veículo.

A ministra contou que o carro de Noboa ia em direção a um evento na província de Cañar, na região central do país. O automóvel ficou com marcas de bala mas ninguém se feriu, segundo ela. Ao menos cinco pessoas foram presas no local e serão acusadas por terrorismo, segundo o governo.

“Às 14h41, registramos um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio no cantão de Tambo, enquanto o presidente se preparava para participar do evento. Cerca de 500 pessoas apareceram atirando pedras, e também há marcas de bala no carro do presidente”, afirmou Manzano.

O Equador passa por uma onda de protestos de povos indígenas contra o aumento do preço do diesel, que passou de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (de R$ 9,60 para R$ 15, na cotação atual) por causa do fim de um subsídio. Desde 22 de setembro, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), promove manifstações com bloqueio de vias em várias províncias devido ao aumento.

A repressão do governo aos protestos já matou um manifestante e feriu outras 150 pessoas entre civis, militares e policiais. Cerca de 100 pessoas foram presas.

No último sábado, 5, o presidente decretou estado de emergência por 60 dias em 10 das 24 províncias do Equador em razão de uma “grave comoção interna”. A medida faz menção à radicalização dos protestos e “paralisações e atos de violência que alteraram a ordem pública”.

Fonte: Terra

Lula fala com Trump e pede fim de tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Esposa de ex-premiê do Nepal morre queimada em protestos, diz jornal

Rabi Laxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal Jhalanath Khanal, morreu hoje após ter a casa incendiada por manifestantes durante protestos no país.

A mulher estava em casa, no bairro de Dallu, na capital Katmandu, quando o local foi incendiado. A informação é do jornal Khabar Hub e foi atribuída a familiares do ex-premiê Jhalanath Khanal.

Chitrakar ficou cercada pelo fogo e chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram a mulher deitada no chão, com queimaduras no corpo, sendo ajudada por socorristas.

Não há informações sobre se algo aconteceu com Khalanath Khanal, marido dela, de 75 anos. Além da casa de Jhalanath, a casa do premiê mais recente do país, Sharma Oli, que renunciou hoje, também foi incendiada. O ministro das Finanças do país, Bishnu Prasad Paudel, 65, foi outro alvo dos manifestantes, sendo perseguido e espancado na rua.

Khanal foi premiê do país no ano de 2011 e desde 2021 servia como líder do Partido Comunista Unificado Socialista do Nepal. A legenda é uma dissidência do Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista e foi criada em 2021.

Protestos deixaram mais de 20 mortos

Ao menos 22 pessoas morreram até hoje após o início das manifestações, que começaram ontem após decisão do governo de bloquear as redes sociais. Manifestantes também afirmaram que foram às ruas para denunciar a corrupção no país.

O prédio principal do parlamento do país foi invadido e incendiado por manifestantes. Em alguns dos protestos, a polícia usou munição letal.

As manifestações geraram a renúncia do primeiro-ministro e a suspensão do bloqueio digital, que afetou 26 sites. Entre as plataformas suspensas estavam o Facebook, YouTube, X e LinkedIn, que não haviam se registrado dentro do prazo estipulado pelas autoridades.

KP Sharma Oli tinha iniciado o quarto mandato no país no ano passado. Ele seguiu no poder após o Partido Comunista, do qual é integrante, formar uma coalizão de governo com o Congresso Nepalês (centro-esquerda).

Fonte: UOL

Portugal declara luto após acidente com bondinho que deixou 17 mortos

Portugal decretou luto oficial no país após um acidente com o Elevador da Glória matar 17 pessoas e deixar outras 21 feridas.

Há suspeitas de que cabo de sustentação tenha rompido. A polícia investiga as causas do acidente, mas relatos preliminares indicam que um dos cabos tenha se rompido, levando o veículo a descarrilar, tombar e se chocar com um edifício. As autoridades suspenderam operação de outras linhas de bondinho.

Vítimas são de diferentes nacionalidades. Durante a madrugada de hoje, mais duas pessoas morreram. O total de mortos chega a 17 e o de feridos, a 21. Entre as vítimas havia dois espanhóis, dois alemães, uma francesa, um italiano, um suíço, um canadense, um coreano, um marroquino e um cabo-verdiano. O jornal português Publico afirma que um brasileiro se feriu de maneira leve, foi levado ao hospital Amadora Sintra e liberado.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil postou nas redes informações de uma linha direta, com um número e um email, para que familiares de feridos e mortos e autoridades possam obter mais informações.

A agência de notícias portuguesa Lusa disse que os órgãos que atuam na investigação concluíram as primeiras avaliações no local do acidente. “O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Ferroviários (GPIAAF), em conjunto com a Polícia Judiciária e a Autoridade para as Condições do Trabalho, concluiu a recolha de provas no local” e que vai publicar as descobertas iniciais e os próximos passos da investigação.

Atração turística

Bondinho é uma das principais atrações turísticas portuguesas. Lisboa tem diversos coletivos do tipo espalhados pela cidade. O da Glória, onde aconteceu o acidente, é um ponto histórico e foi inaugurado em 1885.

Fonte: UOL