Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis

Um homem de 37 anos foi morto durante abordagem de agentes federais enviados pelo governo de Donald Trump, em Minneapolis, nos Estados Unidos, neste sábado (24). O governador de Minnesota, o democrata Tim Walz, chamou a ação de “mais um ataque a tiros horrível” por agentes federais no estado.

De acordo com autoridades, a vítima é Alex Pretti, um enfermeiro, cidadão americano e morador da cidade. O incidente ocorre duas semanas após um agente do ICE ter matado a tiros Renée Good, cidadã americana também de 37 anos, na mesma cidade.

Em vídeo nas redes sociais, ao menos seis agentes tentam conter Pretti por 20 segundos antes de realizar uma série de disparos contra ele, que fica estendido, imóvel, no chão.

O local do vídeo coincide com o endereço providenciado por autoridades locais em entrevista coletiva, próximo à esquina da avenida Nicollet com a rua 26 Leste. A ação é filmada ainda pelo ângulo oposto, de frente para a ação dos agentes. As imagens, filmadas por diversos ângulos, não sugerem que Pretti tentava agredir os agentes, mas tentado resistir à abordagem dos funcionários federais, que também empurraram uma mulher próxima a Pretti.

“Acabei de falar com a Casa Branca após outro ataque a tiros horrível realizado por agentes federais nesta manhã. Minnesota não aguenta mais. Isso é repugnante”, escreveu Walz no X, logo após o incidente. “O presidente deve encerrar esta operação. Retire os milhares de oficiais violentos e não treinados de Minnesota. Agora.”

Mais tarde, Trump acusou Walz e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também democrata, de insurreição.

Em entrevista a jornalistas, Frey pediu que Trump colocasse “os EUA em primeiro lugar”. “Quantos moradores, residentes, americanos precisam morrer ou serem machucados para que essa operação acabe?”, questionou.

A população local reagiu à escalada da violência protestando na cidade, próximo ao local em que o homem foi morto, encarando temperaturas abaixo de zero em meio a forte nevasca que atinge diversos estados do centro e do leste do país. O local ficou restrito por autoridades federais, e autoridades locais afirmaram durante a tarde que não tiveram acesso ao local da abordagem para investigar o caso.

Em imagens nas redes e nas emissoras de TV locais, a polícia aparece usando gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral para conter os manifestantes. Durante a tarde, agentes federais já haviam deixado as imediações.

De acordo com o chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, a polícia conseguiu identificar que o único registro policial de Pretti foi em decorrência de multas de trânsito.

Na entrevista, O’Hara afirmou que uma equipe recebeu chamado às 9h03 (12h03 em Brasília) e, quando chegou ao local, encontrou o homem com “múltiplos ferimentos por tiros”. Ele foi transportado por ambulância ao hospital, onde a morte foi confirmada.

Nas redes sociais, o Departamento de Segurança Interna afirma que a ocorrência aconteceu em meio a uma operação contra um suposto imigrante em situação irregular no país. De acordo com a pasta, um homem se aproximou de agentes com uma pistola semiautomática de 9 mm —imagens disponíveis não parecem indicar essa alegação, e Pretti parece apenas filmar a ação e tentar impedir que os agentes atingissem uma mulher que havia sido empurrada.

Ainda segundo o departamento, houve uma tentativa de desarmar o homem, mas ele teria reagido de forma violenta —o homem resiste à abordagem, mas não há sinais, nas imagens, de que ele tentou agredir os seis agentes sobre ele.

Pretti possuía licença para portar arma de fogo, segundo O’Hara. De acordo com o Departamento de Segurança de Minnesota, é necessária uma licença para portar armas de fogo em público, mas a legislação não exige que se oculte a arma.

Fonte: Folha de S; Paulo

Dinamarqueses marcham contra anexação da Groenlândia pelos EUA

Milhares de pessoas saíram às ruas em Copenhague, capital da Dinamarca, neste sábado (17/1) para protestar contra os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a compra da Groenlândia. Sob um céu nublado, os manifestantes, com bandeiras da Groenlândia e da Dinamarca, formaram uma maré vermelha e branca na praça da Câmara Municipal da capital dinamarquesa.

Desde que voltou ao poder, há um ano, Trump reiterou em várias ocasiões a ambição de tomar o controle da Groenlândia, um território autônomo dinamarquês estratégico e pouco povoado. Segundo ele, conseguiria isto “de uma maneira ou de outra”, para travar o avanço da Rússia e da China no Ártico. Neste sábado (17), o norte-americano anunciou que taxará os países europeus que estiverem contra a compra da Groenlândia.

Os manifestantes exibiam cartazes com slogans como “Os Estados Unidos já têm gelo suficiente” ou “Make America Go Away” (“Faça os Estados Unidos irem embora”), parafraseando o slogan “Make America Great Again” de Trump.

“Para mim é importante estar aqui, porque isto trata do direito do povo groenlandês a decidir o seu próprio futuro. Não podemos nos deixar intimidar por um Estado, nem sequer por um aliado. É uma questão de direito internacional”, disse Kirsten Hjoernholm, 52 anos, funcionária da ONG Action Aid Dinamarca, que compareceu à manifestação em Copenhague.

Fonte: Correio Braziliense

Após fala de Trump, presidente da Colômbia diz que pegará em armas se necessário

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse nesta segunda-feira (5) que, se necessário, poderá voltar a pegar em armas para defender o país. O mandatário ressaltou ainda que deu ordem à força pública colombiana para atirar contra o “invasor”.

As declarações, escritas no X, foram dadas em resposta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, neste domingo (4), ameaçou armar uma operação militar contra a Colômbia.

“Embora eu não tenha sido militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não empunhar mais uma arma desde o Pacto de Paz de 1989, mas pela Pátria pegarei novamente em armas, ainda que não queira”, disse Petro, que participou do movimento de guerrilha M19 (Movimento 19 de Abril), nos anos 1980.

O presidente da Colômbia afirmou ainda que os comandantes da força pública que não defendam a soberania popular deverão deixar a corporação.

“Cada soldado da Colômbia tem agora uma ordem: todo comandante da força pública que preferir a bandeira dos Estados Unidos à bandeira da Colômbia deve se retirar imediatamente da instituição, por ordem das bases, da tropa e minha. A Constituição ordena à força pública que defenda a soberania popular”.

O presidente acrescentou que a ordem à força pública é não atirar contra o povo, mas sim contra o invasor.

Petro listou uma série de ações do seu governo contra a produção e o tráfico de drogas e destacou que foi eleito democraticamente e não tem envolvimento com o narcotráfico. “Não sou ilegítimo, nem sou narcotraficante. Só possuo minha casa de família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pôde dizer que gastei mais do que ganho. Não sou ambicioso”.

“Tenho enorme confiança no meu povo, e por isso pedi que o povo defenda o presidente de qualquer ato violento ilegítimo contra ele”, acrescentou.

Domingo, Trump ameaçou deflagrar uma ação militar contra a Colômbia, disse que o país está doente e é administrado por um homem doente. O presidente dos EUA acusou, sem provas, o presidente Petro de gostar de produzir cocaína e de vender a droga aos Estados Unidos.

As afirmações foram feitas após os Estados Unidos prenderem o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação no sábado (3), e o levarem para Nova York para ser julgado.

Fonte: Agência Brasil

Trump diz que EUA vão administrar Venezuela e controlar petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.

“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-americano.

De acordo com Trump, os Estados Unidos “estão lá agora”.

“O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Trump destacou o que classificou como uma das “demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da capacidade e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”, que teria neutralizado completamente as defesas venezuelanas. Disse também que nenhum equipamento militar estadunidense foi sequer atingido e nenhum homem morto ou ferido na operação.

“Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal”, afirmou.

“Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, afirmou.

Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

Petróleo

O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.

“Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país”, disse.

“E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será.”

Fonte: Agência Brasil

Brasil reconhece vice de Maduro como atual presidente da Venezuela

O Brasil reconhece Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, como a atual comandante do país, após os Estados Unidos capturarem o ditador venezuelano Nicolás Maduro.

A informação foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha.

“Na ausência do atual presidente Maduro, é a vice. Ela está como presidente interina”, disse a ministra em coletiva de imprensa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela após a captura do ditador Nicolás Maduro.

Os Estados Unidos atacaram a Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que estava no poder há décadas, em uma operação realizada na madrugada deste sábado (3), anunciou o presidente americano Donald Trump.

Ele informou que o país será governado pelos EUA por enquanto, inclusive com o envio de tropas, se necessário.

Não está claro como Trump pretende supervisionar a Venezuela. Apesar da operação noturna que deixou parte de Caracas sem energia elétrica e capturou Maduro em um de seus esconderijos, as forças americanas não têm controle sobre o país em si, e o governo de Maduro parece ainda estar no poder.

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do território venezuelano e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde o ex-presidente será processado pelo Distrito Sul.

As acusações contra ele incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas destrutivas.

Fonte: CNN

Venezuelanos vão às ruas em Santiago e comemoram a captura de Maduro

Centenas de venezuelanos tomaram as ruas de Santiago, no Chile, em manifestações de apoio a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro. Uma intervenção militar executada pelos Estados Unidos na Venezuela, neste sábado (3), culminou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Sob os gritos de “Obrigado, Chile”, uma multidão de venezuelanos fecharam as ruas da capital chilena. Com bandeiras e camisetas que remetem as cores da bandeira da Venezuela, opositores ao regime chavista comemoraram a captura do ditador Nicolás Maduro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu sinal verde “há alguns dias” para a captura de Nicolás Maduro. A missão foi executada pela Força Delta do Exército, segundo uma fonte familiarizada com o assunto.

A localização do presidente venezuelano foi rastreada pela CIA, à qual Trump havia autorizado atividades secretas dentro da Venezuela alguns meses antes. Maduro foi preso para ser julgado nos Estados Unidos, segundo um senador republicano que afirma ter conversado com o secretário de Estado, Marco Rubio.

O que se sabe sobre ataque

A operação, iniciada por volta das 3h (horário de Brasília), atingiu a capital Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo o governo americano, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram retirados do território venezuelano em uma ação conjunta envolvendo tropas de elite e a polícia dos EUA.

Fonte: CNN

Trump assume ataques na Venezuela e diz que Maduro foi capturado

Explosões e sobrevoos de aeronaves foram registrados em Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1). O presidente americano, Donald Trump, assumiu a autoria da operação ‘de larga escala’ e afirmou que Nicolás Maduro foi capturado.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, afirmou em uma publicação em rede social.

Até o momento, o paradeiro do presidente venezuelano continua desconhecido. Em entrevista, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez,  disse que as autoridades do desconhecem o paradeiro de Maduro e pedem uma prova de vida.

O governo venezuelano declarou estado de emergência e, em uma declaração oficial, disse que os ataques aconteceram em outros três estados do país: Miranda, La Guaira e Aragua. Os três concentram as principais bases militares do país.

“O objetivo dos ataques é tomar o controle dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular suas reserva de petróleo e minerais”, afirmou o governo de Maduro em uma declaração, na qual também convoca a comunidade internacional a denunciar o que chamou de uma violação flagrante da lei internacional que coloca milhões de vidas em risco.

As explosões começaram por volta das 2h do horário local (3h em Brasília). Após as explosões, parte de Caracas ficou sem energia elétrica.

Fonte: Correio Braziliense

EUA: Ataque a tiros deixa vários feridos em universidade

Diversas pessoas ficaram feridas neste sábado (13) por disparos de arma de fogo no campus da Brown University, no nordeste dos Estados Unidos, informou a polícia local.

“Busquem abrigo e evitem a área até segundo aviso”, advertiu na rede social X a polícia de Providence, capital do estado de Rhode Island, onde fica a universidade, uma das mais prestigiadas do país.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em sua plataforma Truth Social que foi informado sobre a situação e que o FBI se dirigiu ao local.

Após afirmar em um primeiro momento que o suspeito havia sido detido, Trump publicou uma segunda mensagem na qual declarou que a polícia local corrigiu essa informação. “O suspeito NÃO foi detido”, detalhou o presidente americano.

Fonte: AFP

Trump orienta que americanos deixem a Venezuela de forma “imediata”

O governo de Donald Trump orientou os cidadãos americanos, nesta quinta-feira (4/12), que estejam Venezuela a deixar o país latino “imediatamente” e retornarem aos EUA. Um alerta de “alto risco” foi emitido pelos Estados Unidos em meio à escalada de tensão entre os dois países.

O comunicado foi feito pela Casa Branca. Nele, os americanos são orientados a não ficar, caso já estejam por lá, ou não viajar para a Venezuela, caso pretendam. “Não viaje para a Venezuela nem permaneça no país devido ao alto risco de detenção indevida, tortura sob custódia, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade, agitação civil e infraestrutura precária de saúde. Todos os cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais nos Estados Unidos que estejam na Venezuela são fortemente aconselhados a sair imediatamente”, escreveu o governo.

As autoridades do país ainda ressaltam que não há qualquer consulado ou embaixada dos EUA no país sul-americano. Por isso, não seria possível fornecer serviços de emergência ou serviço consular. “Qualquer pessoa com cidadania ou qualquer outro status de residência nos EUA deve deixar o país imediatamente, incluindo aqueles que viajarem com passaportes venezuelanos ou de outros países. Não viaje à Venezuela por nenhum motivo”, completa o comunicado.

Fonte: Correio Braziliense

Trump alerta que espaço aéreo da Venezuela deve ser “completamente fechado”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou em uma mensagem neste sábado (29) que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “completamente fechado”, elevando o tom contra o regime de Nicolás Maduro.

“[Mensagem] para todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas: pedimos que considerem que o espaço aéreo sobre a Venezuela e seus arredores permanecerá completamente fechado. Obrigado pela atenção!”, escreveu na Truth Social, sem esclarecer as circunstâncias relacionadas ao anúncio, em um momento de alta tensão entre os dois países.

O anúncio do líder republicano surge um dia depois do jornal New York Times noticiar que os dois líderes tiveram uma conversa por telefone, ocasião na qual Trump advertiu o chavista de que os Estados Unidos aumentarão as atividades militares no Caribe “em breve”, caso ele não deixe o poder.

O contato contou com a participação do Secretário de Estado, Marco Rubio, um forte crítico de Maduro, o que sinaliza que o governo americano descartou qualquer alternativa diplomática, seja por meio de negociações comerciais com a concessão de petróleo, por exemplo, questão que estava sendo proposta em outros círculos de poder na Casa Branca como forma de negociar e iniciar a transição na Venezuela.

No telefonema, Trump enfatizou que Maduro e as principais figuras de seu regime que se beneficiaram de negócios ilegais, como tráfico de drogas, armas e petróleo, devem deixar a Venezuela imediatamente. Também enviou uma mensagem aos violadores de direitos humanos que aceitaram a fraude eleitoral das últimas eleições venezuelanas e que foram coniventes com as prisões arbitrárias de opositores políticos.

Nos últimos dias, o presidente americano também alertou que as Forças Armadas americanas agiriam “muito em breve” em terra contra traficantes de droga venezuelanos,

Nesta sexta-feira,  a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, confirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão instalando um novo radar no país, próximo à costa da Venezuela. Cerca de 350 membros da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais realizaram exercícios de treinamento conjuntos com as Forças de Defesa de Trinidad e Tobago entre 16 e 21 de novembro.

Ainda, na quinta-feira, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, visitou no Caribe o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, destacado para a região em meio ao aumento das tensões com o regime de Maduro.

Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na área.

O comunicado levou diversas companhias aéreas a cancelarem voos na região. Dados do setor privado compartilhados com a Agência EFE apontam que os voos semanais da Venezuela para destinos internacionais caíram 24,7% após o término das concessões de seis companhias aéreas, incluindo a brasileira Gol, por ordem de Maduro.

Uma fonte do setor privado disse à EFE que a Venezuela praticamente perdeu “toda a conectividade” com a Europa.

Fonte: Gazeta do Povo

Em tensão com a Venezuela, governo Trump divulga fotos de forças militares chegando à América Latina

A Marinha dos Estados Unidos divulgou, na noite de terça-feira, 14, imagens de um grupo de ataque após sua chegada à região da América Latina. Na foto, é possível identificar o USS Gerald Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, juntamente com outras forças do Departamento de Defesa.

A chegada do grupo bélico à América Latina ocorre em meio às tensões entre o governo de Donald Trump (Republicano) e o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Nas imagens divulgadas pelo governo norte-americano, é possível ver o USS Gerald Ford navegando em formação com as demais embarcações que compõem o grupo de ataque — os destróieres USS Winston Churchill, USS Mahan e USS Bainbridge. Acima da formação, aparecem jatos de ataque e um bombardeiro B-52 Stratofortress.

O que aconteceu

O grupo de ataque faz parte de uma campanha de pressão de Trump contra Maduro. Enquanto a Casa Branca afirma conduzir uma missão militar contra cartéis de drogas latino-americanos, o líder venezuelano a denuncia como uma tentativa de retirá-lo do poder. Vale lembrar que, no passado, Trump acusou Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles — informação que nunca foi confirmada.

Na quinta-feira, 13, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, anunciou a operação “Lança do Sul” contra o narcotráfico, o que intensificou ainda mais a tensão entre os dois países e levantou temores de possíveis ataques em razão da presença norte-americana próxima ao território venezuelano.

Em contrapartida, a divulgação das imagens da missão, mesmo com atraso, foge do padrão militar, que costuma evitar a publicação de registros durante ou logo após operações, a fim de não revelar estratégias e intenções — o que pode gerar interpretações equivocadas e outras consequências.

De acordo com a CBS News, que consultou especialistas em geopolítica sobre o momento atual, “um ataque direto dos EUA ao território venezuelano depende apenas de uma justificativa jurídica para tal”.

Fonte: Terra

Trump acusa JBS e outros frigoríficos de formação de cartel e pede investigação

O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos iniciou, nesta sexta-feira (7/11), investigação sobre a atuação das maiores empresas de processamento de carne que atuam no país. O frigorífico brasileiro JBS está entre as quatro multinacionais citadas no comunicado divulgado pela Casa Branca.

Além disso, o próprio presidente Donald Trump usou as redes sociais para se posicionar a respeito do caso. Segundo ele, os frigoríficos estariam elevando artificialmente os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”.

O comunicado oficial da Casa Branca cita que a ação é parte de um esforço para “reprimir cartéis estrangeiros” e “restaurar a concorrência justa” no setor.

O documento menciona a multinacional brasileira JBS, além de Cargill, Tyson Foods e National Beef, que, juntas, segundo o governo norte-americano, dominam cerca de 85% do mercado de processamento de carne bovina dos Estados Unidos, um salto em relação aos 36% de participação em 1980.

O comunicado destaca que a JBS é uma empresa de propriedade estrangeira e é a “maior processadora de carne do mundo”.

“Ao examinar se essas empresas violaram as leis antitruste por meio de preços coordenados ou restrições de capacidade, esta investigação irá erradicar qualquer conluio ilegal, restaurar a concorrência justa e proteger nossa segurança alimentar”, diz trecho da publicação do DOJ.

Trump disse ainda que, enquanto o preço do gado tem caído “substancialmente”, o da carne embalada continua a subir. “Sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto”, declarou.

Alta no preço da carne

A nova ofensiva de Trump ocorre em meio a uma relação tensa com os produtores de gado dos EUA. O presidente foi duramente criticado após sugerir que o país poderia importar mais carne da Argentina como forma de reduzir os preços ao consumidor, uma medida vista como ameaça pelos pecuaristas, que lucram com a escassez de oferta e a forte demanda interna.

Nos últimos meses, o preço da carne bovina atingiu níveis recordes nos EUA. A seca prolongada reduziu os rebanhos e aumentou os custos de alimentação, levando o estoque de gado ao nível mais baixo em quase 75 anos. A situação se agravou após o país suspender a maioria das importações de gado do México, por causa do risco de disseminação da praga conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo.

Fonte: Metrópoles

Em alerta, Argentina ordena envio de militares para fronteira com Brasil

O ministro da Defesa da Argentina, Luis Petri, ordenou nesta quarta-feira (30) o envio de entre 150 e 200 militares para a região de Bernardo de Irigoyen, município na divisa com as cidades de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e Barracão, no Paraná.

A informação foi confirmada à CNN por fontes do ministério da Defesa do governo de Javier Milei, que afirmam que militares de quartéis da região já fazem reconhecimento do local.

Os militares que serão posicionados em Bernardo de Irigoyen são de tropas especialistas em montanha que podem operar em fronteira seca.

A decisão do envio foi tomada após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos. A Argentina ativou alerta máximo na fronteira e afirmou que aumentará controles para evitar uma eventual “debandada” de criminosos para o país.

A CNN apurou que os militares que serão enviados para a fronteira contam com equipamentos novos de proteção, de comunicação, além de radares, drones e dois helicópteros de apoio.

Ainda segundo fontes do governo Milei, o planejamento e reconhecimento do território já começaram. Os militares atuarão em coordenação com as forças de segurança federais e da província de Misiones.

Os militares enviados a Bernardo de Irigoyen partirão de Salta, onde realizam operações na fronteira com a Bolívia. Esta região, no entanto, continuará com vigilância das Forças Armadas.

Fonte: CNN