Bispo da Diocese de Salgueiro se mantém longe de discussões político-partidárias

Assim como agiu nas eleições para prefeito, o bispo da Diocese de Salgueiro, Dom José Vicente, tem evitado se manifestar sobre a eleições de 2026, fugindo da polarização política que domina o Brasil, causando muitos atritos. A dois dias do 2° turno do processo eleitoral, o líder religioso não deu nenhuma declaração que evidencie sua preferencia por qualquer um dos polos ideológicos na disputa pela presidência da República.

Dom José também não subscreveu uma carta de bispos católicos, que não cita diretamente apoio a Lula ou Flávio, mas diz que uma das candidaturas “ameaça frontalmente diversos pontos centrais da DSI [Doutrina Social da Igreja], a existência da democracia, a soberania nacional e a prática do bem comum”.

A carta, claramente favorável a Lula e contrária a Flávio, já foi subscrita por 64 bispos de 21 estados brasileiros, incluindo Dom Egídio Bisol, Bispo Emérito da Diocese de Afogados da Ingazeira, e Dom Nereudo Freire Henrique, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Ao não se subscrever a nota, o bispo da Diocese de Salgueiro mantém uma postura discreta, evitando contribuir para divergências políticas entre os católicos das paróquias abrangidas pela diocese. Nesse sentido, durante a campanha eleitoral do 1° turno, ele emitiu uma nota, determinando que os padres não assumissem bandeiras partidárias.

No texto, Dom José diz que a igreja não tem partido político. “Embora tenham, como cidadãos, o direito de fazer suas escolhas, os sacerdotes são chamados, pela graça da ordenação, a configurar sua vida e seu ministério a Cristo, sendo instrumentos de comunhão, unidade e fraternidade”, destaca.

A medida adotada pelo bispo foi muito elogiada pelos fiéis de Salgueiro e das outras cidades sob sua jurisdição. Neste blog, por exemplo, várias pessoas publicaram comentários aprovando a decisão de Dom José de não se envolver em discussões partidárias, prevenindo desentendimentos entre os fiéis em decorrência da polarização política.

Na orientação aos padres no 1° turno, o bispo salienta que “o sacerdote é chamado a acolher a todos, independentemente de suas opções políticas, e a ser ponte de unidade entre todos, tendo como principal missão anunciar o Evangelho e conduzir o povo de Deus ao encontro com Cristo”.

Da redação do Blog do Chico Gomes

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