CBF define data e local da convocação da Seleção para a Copa do Mundo de 2026

A CBF confirmou nessa sexta-feira (24/04) os detalhes da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. O anúncio dos 26 jogadores será no dia 18 de maio, às 17h, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

O técnico Carlo Ancelotti será o responsável por divulgar a lista dos convocados em evento oficial. A escolha do local marca uma mudança no formato tradicional e reforça o caráter simbólico da convocação.

Após a divulgação, a Seleção inicia sua preparação no dia 27 de maio, com a apresentação dos jogadores na Granja Comary, em Teresópolis. O primeiro compromisso será o amistoso contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã.

A delegação embarca para os Estados Unidos no dia 1º de junho. Antes da estreia, o Brasil encara o Egito em amistoso no dia 6, em Cleveland.

A estreia na Copa do Mundo está marcada para o dia 13 de junho, contra o Marrocos, pela fase de grupos. A convocação será o primeiro passo oficial da equipe rumo ao Mundial.

Fonte: Terra

Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas

Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

O machismo estrutural faz com que esses casos se repitam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Rádio Nacional. Por isso, eles defendem que é urgente a inclusão dos homens na construção de soluções que aumentem o engajamento masculino na luta contra a violência e mudem essa realidade.

Levantamento feito pela ONU Mulheres e pelo Instituto Papo de Homem mostra que 81% dos homens e 95% das mulheres avaliam que o Brasil é um país machista.

O psicólogo Flávio Urra, que trabalha na reeducação com foco na ressocialização de autores de violência, considera que, diferentemente dos homens, as mulheres mudaram o mundo legitimando uma série de pautas. No entanto, diz ele, “os homens continuam com a mesma cabeça de 30 anos atrás, de 50 anos atrás, querendo aquele modelo de família, aquele modelo de mulher que não existe mais.”

Existem exceções, como o engenheiro Carlos Augusto Carvalho, de 55 anos. Em conversas com outros homens, ele aprendeu que combater o machismo é uma luta diária. “Eu acho que o machismo é essa coisa que está enraizada e que a gente tem que diariamente combater. Realmente levantar uma bandeira forte para eliminar isso do nosso caminho.”

Família e masculinidades

O psicólogo e terapeuta familiar Alexandre Coimbra Amaral avalia que as dinâmicas familiares influenciam a visão de mundo de crianças e adolescentes e têm um componente cultural. Ele compara a família a um país, com seus códigos. Quando o indivíduo nasce nesse país, aprende o certo, o errado, como se come e se veste, o que se pode ou não falar e como crianças e idosos devem ser tratados.

Amaral entende que existem várias formas de ser homem. No entanto, quando a cultura familiar assume que ser homem é seguir o padrão tradicional, sem outros modelos de masculinidade, entrega para a criança e para o adolescente uma maneira de pensar que pode favorecer a violência.

“Essa biografia mais enrijecida ensina que homens têm que deter o poder, precisam dominar, precisam submeter e, quando as pessoas não são regidas por esse binômio, dominação e obediência, a violência precisa aparecer como uma espécie de cala boca.”

Para o psicólogo, o diálogo na família deve ser aberto não com a justificativa do homem de que foi essa a maneira como ele foi criado, mas que ele saiba questionar a criação que teve.

”Que ele possa se perguntar quais foram os prejuízos que eu tive na condição de homem por eu ter aprendido a ser homem dessa forma, com meu pai, com meu avô, com meu tio, com meu bisavô, vendo todos esses homens. Quais foram as coisas que eles perderam na vida?”

Escola no letramento de gênero

Sete em cada dez professores já presenciaram situações indesejadas de sexualização e silenciamento contra meninas, segundo um estudo da organização não governamental (ONG) Serenas. A ONG trabalha na prevenção de violências contra meninas e mulheres.

A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, referência em gênero e saúde mental, avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero. Ela pontua que a tendência é reproduzir os valores aprendidos, como um ciclo de violência familiar. Por isso, vê na escola, na obrigatoriedade do ensino gratuito, público para todas as crianças e jovens, a chance de mudar essa realidade.

“Em muitas famílias a gente vai ter uma genealogia, uma repetição dessa violência por muitas gerações. Então, se minha bisavó apanhava, minha avó apanhava, minha mãe apanhava, o que eu como menina aprendo? É um direito desse homem quando se sente aborrecido, não obedecido, recorrer à violência. É importante então que isso seja problematizado.”

A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, concorda que a escola deve ser um espaço de enfrentamento e não de risco.

Ela ressalta que essa luta exige a articulação da escola com as famílias, a comunidade, a rede de proteção, de assistência social, de saúde e o sistema de Justiça. Thaís Luz afirma que a educação básica é importante para a transformação da sociedade e também para desconstrução de padrões culturais machistas.

“Quando nós trabalhamos intencionalmente temas como respeito, equidade, empatia, resolução pacífica de conflitos, nós estamos contribuindo diretamente para a prevenção da violência, incluindo a violência contra meninas e mulheres.”

Para a coordenadora-geral, historicamente, não é um desafio simples. Esses são temas ausentes da formação inicial dos professores, se tornando um desafio estrutural, mas que não deve ser visto como limitador. Para mudar essa realidade, o programa Escola que Protege, do MEC, se soma a outras ações de capacitação nas redes de ensino no enfrentamento à violência.

Ela destaca o curso Escolas ON Violências OFF, em parceria com a ONG Serenas, e também cursos sobre cidadania, democracia e direitos humanos desde a escola, com o Instituto Auschwitz.

“Tudo isso com o objetivo de garantir que os profissionais tenham o repertório necessário, se sintam seguros e sensíveis para lidar com essas situações do cotidiano da escola.”

Thaís Luz defende que, na implementação das mudanças, é fundamental que gestores e entes federativos estejam comprometidos. Para ela, a escola é a parte mais importante dessa transformação, e os profissionais de educação são os protagonistas desse processo, por isso precisam ter apoio institucional.

“Então, é muito importante também reconhecer a responsabilidade dos entes federativos em garantir as condições para que essa agenda se concretize, oferecendo suporte, formação e a estrutura adequada para suas redes, para suas escolas.”

Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Janaína Penalva também acredita que a transformação social começa pela escola, com a formação de professores e professoras capazes de identificar os estereótipos de gênero presentes na sociedade e nos próprios livros produzidos para a educação.

Para Janaína, um ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência, incluindo os casos de agressão a mulheres.

Recentemente, o governo lançou um pacote com ações que vão do ensino básico à educação superior e que inclui no currículo conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres.

O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral concorda que a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar. Ele critica a tentativa de movimentos conservadores de impedir esse avanço afirmando se tratar de ideologia de gênero.

“Essa expressão ideologia de gênero nem existe no campo científico. E, portanto, não existe uma construção de uma ideologia, o que existe é a possibilidade de se conversar abertamente. Toda a história da psicologia mostra o seguinte: onde a palavra não pode existir, há adoecimento psíquico.”

Para o psicólogo, não deve ser feita uma “patologização” do menino que comete uma ação inadequada, nem haver uma conduta punitivista como suspensão ou castigo, mas é necessário promover um diálogo que envolva também as meninas. “Aproveitar aquilo ali como ação educativa. Abrir uma roda de conversa e falar assim: ‘o que a gente pode aprender disso aqui? Quem já se sentiu no lugar dele e no lugar dela?’”

Amaral lembra que a própria criança que age de forma agressiva com outra pode ter sido a vítima em circunstâncias anteriores.

Fonte: Agência Brasil

Ciro Gomes diz que decidirá sobre candidatura à Presidência até maio

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), afirmou neste sábado (25/4) que decidirá se vai se candidatar à Presidência da República ou ao governo cearense até a primeira quinzena de maio. O ex-ministro participou de um encontro com pré-candidatos a deputado estadual e federal do PSDB em São Paulo.

“Na última eleição eu me senti profundamente humilhado por uma campanha fascista que negou a mim o próprio direito de participar. É uma coisa constrangedora e eu, se tivesse juízo mesmo, não chegaria mais perto dessa quadra política fascista, de lado a lado, nem para dar os parabéns, nem os pêsames. Porém, voltando para casa, eu encontro o estado do Ceará em situação de entrega absoluta às facções criminosas, com o crime organizado irradiando-se para a própria estrutura política”, disse Ciro.

O evento, realizado no Clube Juventus, na zona leste da capital paulista, foi a primeira agenda pública de Ciro Gomes após o convite que recebeu do presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves, para se candidatar ao Palácio do Planalto pela legenda.

Além de Ciro Gomes, estavam presentes lideranças tucanas no estado, como o presidente estadual do PSDB paulista Paulo Serra, pré-candidato ao Governo de São Paulo; a deputada estadual Ana Carolina Serra e o ex-senador José Aníbal.

Eleição de 2022 foi “humilhação profunda”

Em seu discurso, Ciro afirmou que a eleição de 2022 foi um “humilhação profunda”, por ter perdido até mesmo no Ceará.

“Todas as outras eleições de presidente eu perdi no Brasil e voltava para casa. Quem me conhece, votou (em mim). Se você não me conhece, leva aí um mau presidente. Pelo menos intimamente eu dizia. Desta vez, eu não só perdi no Ceará, mas tive um terceiro vexaminoso lugar na minha cidade”, disse.

O ex-governador disse, ainda, que o Brasil está vivendo o “pior momento histórico, sob o ponto de vista estrutural, da nossa vida republicana”.

“Obrigação”

Em entrevista à coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves afirmou que o convite que fez para o ex-ministro Ciro Gomes ser candidato ao Palácio do Planalto pelo partido é para valer e que o PSDB “tem obrigação” de apresentar uma alternativa ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nesse cenário, Ciro seria “a melhor alternativa” que a sigla tem hoje.

“Acho que o PSDB tem uma obrigação para com o país de colocar uma alternativa nesse quadro tão pobre que está aí. E a pergunta que eu faço todos os dias: será que você se sente representado pelo que representa o lulopetismo ou o bolsonarismo? Acho que o Brasil é muito maior do que isso. E o Ciro, pela experiência que tem, pela qualidade intelectual, pela coragem de defender aquilo que acredita ser o melhor para o país, a meu ver, é a melhor alternativa que nós temos hoje”, disse.

Aécio lembrou que Ciro tem um projeto para concorrer ao governo do Ceará, mas ponderou que, na política, em determinados momentos, “não somos mais donos do nosso destino e talvez até tampouco das nossas decisões”.

O presidente do PSDB contou que, antes de fazer o convite a Ciro, conversou com o ex-ministro nos bastidores. Na conversa, segundo Aécio, os dois se animaram. “Nos animanos, nos contagiamos“, relatou o dirigente.

Aécio disse que não deu um prazo para Ciro responder, mas se mostrou otimista de que ele aceitará o convite. Segundo o tucano, os olhos do ex-ministro “brilham” quando ambos conversam sobre um projeto para o país.

Fonte: Metrópoles

UPE lança concurso com 19 vagas para níveis médio e superior com salários de até R$ 3,8 mil

A Universidade de Pernambuco (UPE) abriu um concurso para contratar novos bibliotecários, técnicos em informática, técnicos em laboratórios de análises clínicas e assistentes administrativos. Ao todo, são oferecidas 19 vagas para cargos de nível médio e superior.

A remuneração é de R$ 3.868,48 para o nível superior e de R$ 1.986,78 para os cargos de nível médio. As vagas são para diferentes unidades da UPE no estado.

As inscrições abrem na segunda-feira (27), e seguem até o dia 27 de maio, e devem ser feitas pela internet. A taxa de inscrição é de R$ 120 para as vagas de nível médio e de R$ 160 para as de nível superior.

O concurso oferece:

– 8 vagas para assistente administrativo;

– 5 vagas para técnico em laboratório;

– 4 vagas para técnico em informática;

– e 2 vagas para bibliotecário.

Todos os candidatos passarão por uma prova objetiva no dia 7 de junho. Quem tentar as vagas de nível superior enfrentarão ainda uma segunda etapa de análise de títulos.

Alguns cargos têm reserva de vagas para pessoas com deficiência e pessoas que se declaram pretas ou pardas.

A seleção terá validade de dois anos, após a homologação. O edital completo está disponível no Diário Oficial do Estado deste sábado, dia 25 de abril.

Fonte: G1

“Andei todo o país”, disse professor encontrado após 5 anos desaparecido

Felipe Morina Ribeiro — professor universitário encontrado na terça-feira (21), após ficar cinco anos desaparecido — disse à mãe, no momento do reencontro, que “andou por todo o país”.

Segundo informações apuradas pela CNN Brasil, o professor não desejava reencontrar a família.

Nas imagens, é possível ver o momento em que ele diz como passou os últimos anos, em que não teve contato com familiares. “Bem forte, nutrido, andei todo o país ali, forte, barriga treinada. Graças a Deus”, diz Felipe.

Ao ser encontrado por policiais em Taquaritinga, no interior de São Paulo, os agentes constataram que o educador havia tido diversos problemas pessoais e, por isso, cortou contato com os familiares.

Após o longo período sem notícias, a mãe do homem disse até que já acreditava que ele não estava mais vivo.

A Polícia Militar Rodoviária realizava um patrulhamento na Rodovia Washington Luís (SP-310), na altura de Taquaritinga, interior de São Paulo, quando avistou um homem caminhando às margens da via, em situação de risco.

Diante da situação, os policiais realizaram a abordagem preventiva, conforme o programa “Amigos do Trecho”, da Polícia Militar, que orienta preventivamente transeuntes nas rodovias para prevenir atropelamentos.

Felipe Morina Ribeiro é formado em Design Digital pelo Centro Universitário FIEO (2005) e cursou uma especialização em Mídias Interativas no Centro Universitário Senac.

Ele atuou como professor universitário no Centro Universitário FIEO e na Academia Brasileira de Arte, com disciplinas ligadas a design, comunicação visual e multimídia.

Sua atuação acadêmica inclui participação em bancas de trabalhos de conclusão de curso em áreas relacionadas à comunicação e, profissionalmente, também teve experiências como estagiário em empresas de tecnologia, atuando na criação de materiais digitais, animações e conteúdos para web.

Fonte: CNN