Israel e Gaza celebram após anúncio de cessar-fogo

Israelenses e palestinos celebravam nesta quinta-feira (9) o anúncio de um cessar-fogo e de um acordo sobre reféns na primeira fase da iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com a guerra em Gaza.

Os dois inimigos endossaram publicamente o acordo. A expectativa era de que o documento fosse assinado no resort egípcio de Sharm el-Sheikh, onde ocorrem as negociações desde segunda-feira (6), embora não tenha havido confirmação oficial de que o acordo tenha sido assinado.

O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que o cessar-fogo entraria em vigor assim que fosse ratificado pelo governo israelense, que se reuniria após um encontro do gabinete de segurança.

O coordenador de reféns de Israel, Gal Hirsch, disse que a lista dos prisioneiros palestinos a serem libertados ainda estava sendo elaborada.

Moradores de Gaza relataram uma série de ataques aéreos na Cidade de Gaza no momento em que o acordo deveria ser assinado.

Cessar-fogo, retirada de tropas e libertação de reféns

Segundo o acordo, os bombardeios serão interrompidos; Israel vai se retirar parcialmente de Gaza; e o Hamas libertará os reféns que capturou no ataque que promoveu dois anos atrás, em troca de prisioneiros palestinos mantidos por Israel.

Segundo uma fonte que tem detalhes do acordo, as tropas israelenses começariam a se retirar dentro de 24 horas após a assinatura do documento.

A libertação de todos os 20 reféns israelenses que ainda se acredita estarem vivos em Gaza é esperada para domingo (12) ou segunda-feira (13), afirmou uma autoridade israelense.

Outros 26 reféns foram declarados mortos e o destino de dois deles é desconhecido. O Hamas indicou que pode levar algum tempo para recuperar os corpos espalhados por Gaza.

Os palestinos e as famílias dos reféns israelenses começaram a comemorar muito após a notícia do pacto.

Em Gaza, onde a maioria dos mais de 2 milhões de habitantes está deslocada em função dos bombardeios israelenses, jovens aplaudiram nas ruas devastadas, mesmo com a continuação de ataques israelenses.

Faixa de Gaza 

“Graças a Deus pelo cessar-fogo, o fim do derramamento de sangue e das mortes”, disse Abdul Majeed Abd Rabbo em Khan Younis, no Sul de Gaza.

“Não sou o único feliz, toda a Faixa de Gaza está feliz, todo o povo árabe, todo o mundo está feliz com o cessar-fogo e o fim do derramamento de sangue.”
Einav Zaugauker, cujo filho Matan é um dos últimos reféns, celebrava na chamada Praça dos Reféns, em Tel Aviv, onde as famílias dos que foram capturados no ataque do Hamas há dois anos se reuniam para exigir seu retorno.

“Não consigo respirar, não consigo respirar, não consigo explicar o que estou sentindo… é uma loucura”, disse ela, falando sob o brilho vermelho de fogos comemorativos.

Fonte: Reuters

Presidente do Equador sofre atentado, mas sobrevive, diz ministra

O presidente do Equador, Daniel Noboa, foi alvo de uma tentativa de assassinato mas sobreviveu nesta terça-feira, 7. Segundo a ministra da Energia, Inés María Manzano, o carro foi cercado por cerca dezenas de pessoas que dispararam tiros e pedradas contra o veículo.

A ministra contou que o carro de Noboa ia em direção a um evento na província de Cañar, na região central do país. O automóvel ficou com marcas de bala mas ninguém se feriu, segundo ela. Ao menos cinco pessoas foram presas no local e serão acusadas por terrorismo, segundo o governo.

“Às 14h41, registramos um boletim de ocorrência por tentativa de homicídio no cantão de Tambo, enquanto o presidente se preparava para participar do evento. Cerca de 500 pessoas apareceram atirando pedras, e também há marcas de bala no carro do presidente”, afirmou Manzano.

O Equador passa por uma onda de protestos de povos indígenas contra o aumento do preço do diesel, que passou de US$ 1,80 para US$ 2,80 por galão (de R$ 9,60 para R$ 15, na cotação atual) por causa do fim de um subsídio. Desde 22 de setembro, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), promove manifstações com bloqueio de vias em várias províncias devido ao aumento.

A repressão do governo aos protestos já matou um manifestante e feriu outras 150 pessoas entre civis, militares e policiais. Cerca de 100 pessoas foram presas.

No último sábado, 5, o presidente decretou estado de emergência por 60 dias em 10 das 24 províncias do Equador em razão de uma “grave comoção interna”. A medida faz menção à radicalização dos protestos e “paralisações e atos de violência que alteraram a ordem pública”.

Fonte: Terra

Lula fala com Trump e pede fim de tarifaço sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,  tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva”, do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs  também a viajar aos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

Esposa de ex-premiê do Nepal morre queimada em protestos, diz jornal

Rabi Laxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal Jhalanath Khanal, morreu hoje após ter a casa incendiada por manifestantes durante protestos no país.

A mulher estava em casa, no bairro de Dallu, na capital Katmandu, quando o local foi incendiado. A informação é do jornal Khabar Hub e foi atribuída a familiares do ex-premiê Jhalanath Khanal.

Chitrakar ficou cercada pelo fogo e chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram a mulher deitada no chão, com queimaduras no corpo, sendo ajudada por socorristas.

Não há informações sobre se algo aconteceu com Khalanath Khanal, marido dela, de 75 anos. Além da casa de Jhalanath, a casa do premiê mais recente do país, Sharma Oli, que renunciou hoje, também foi incendiada. O ministro das Finanças do país, Bishnu Prasad Paudel, 65, foi outro alvo dos manifestantes, sendo perseguido e espancado na rua.

Khanal foi premiê do país no ano de 2011 e desde 2021 servia como líder do Partido Comunista Unificado Socialista do Nepal. A legenda é uma dissidência do Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista e foi criada em 2021.

Protestos deixaram mais de 20 mortos

Ao menos 22 pessoas morreram até hoje após o início das manifestações, que começaram ontem após decisão do governo de bloquear as redes sociais. Manifestantes também afirmaram que foram às ruas para denunciar a corrupção no país.

O prédio principal do parlamento do país foi invadido e incendiado por manifestantes. Em alguns dos protestos, a polícia usou munição letal.

As manifestações geraram a renúncia do primeiro-ministro e a suspensão do bloqueio digital, que afetou 26 sites. Entre as plataformas suspensas estavam o Facebook, YouTube, X e LinkedIn, que não haviam se registrado dentro do prazo estipulado pelas autoridades.

KP Sharma Oli tinha iniciado o quarto mandato no país no ano passado. Ele seguiu no poder após o Partido Comunista, do qual é integrante, formar uma coalizão de governo com o Congresso Nepalês (centro-esquerda).

Fonte: UOL

Portugal declara luto após acidente com bondinho que deixou 17 mortos

Portugal decretou luto oficial no país após um acidente com o Elevador da Glória matar 17 pessoas e deixar outras 21 feridas.

Há suspeitas de que cabo de sustentação tenha rompido. A polícia investiga as causas do acidente, mas relatos preliminares indicam que um dos cabos tenha se rompido, levando o veículo a descarrilar, tombar e se chocar com um edifício. As autoridades suspenderam operação de outras linhas de bondinho.

Vítimas são de diferentes nacionalidades. Durante a madrugada de hoje, mais duas pessoas morreram. O total de mortos chega a 17 e o de feridos, a 21. Entre as vítimas havia dois espanhóis, dois alemães, uma francesa, um italiano, um suíço, um canadense, um coreano, um marroquino e um cabo-verdiano. O jornal português Publico afirma que um brasileiro se feriu de maneira leve, foi levado ao hospital Amadora Sintra e liberado.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil postou nas redes informações de uma linha direta, com um número e um email, para que familiares de feridos e mortos e autoridades possam obter mais informações.

A agência de notícias portuguesa Lusa disse que os órgãos que atuam na investigação concluíram as primeiras avaliações no local do acidente. “O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aeronáuticos e Ferroviários (GPIAAF), em conjunto com a Polícia Judiciária e a Autoridade para as Condições do Trabalho, concluiu a recolha de provas no local” e que vai publicar as descobertas iniciais e os próximos passos da investigação.

Atração turística

Bondinho é uma das principais atrações turísticas portuguesas. Lisboa tem diversos coletivos do tipo espalhados pela cidade. O da Glória, onde aconteceu o acidente, é um ponto histórico e foi inaugurado em 1885.

Fonte: UOL

Terremoto no Afeganistão deixa 800 mortos e 2.800 feridos

Um dos piores terremotos do Afeganistão matou mais de 800 pessoas e feriu pelo menos 2.800, informaram as autoridades nesta segunda-feira (1), enquanto helicópteros transportavam os feridos para o hospital depois que eles foram retirados dos escombros das casas que estavam sendo vasculhadas em busca de sobreviventes.

O desastre deve sobrecarregar ainda mais os recursos da administração Taliban no país, devastado pela guerra, que já está enfrentando crises humanitárias, desde uma queda acentuada na ajuda até a expulsão de centenas de milhares de afegãos pelos países vizinhos.

Sharafat Zaman, porta-voz do Ministério da Saúde em Cabul, pediu ajuda internacional para enfrentar a devastação causada pelo terremoto de magnitude 6, que ocorreu por volta da meia-noite, a uma profundidade de 10 km.

“Precisamos de ajuda porque aqui muitas pessoas perderam suas vidas e casas”, disse ele à agência de notícias Reuters.

Mortos

O terremoto matou 812 pessoas nas províncias orientais de Kunar e Nangarhar, afirmou o porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid.

As equipes de resgate estavam com dificuldades para chegar a áreas montanhosas remotas, sem acesso a redes de telefonia móvel ao longo da fronteira com o Paquistão, onde casas de tijolos de barro espalhadas pelas encostas desabaram durante o terremoto.

“Todas as nossas equipes foram mobilizadas para acelerar a assistência, de modo que um apoio abrangente e completo possa ser fornecido”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde, Abdul Maten Qanee, citando esforços em áreas que vão desde a segurança até a alimentação e a saúde.

Imagens da Reuters TV mostraram helicópteros transportando os afetados, enquanto moradores ajudavam as forças de segurança e os médicos a levar os feridos para as ambulâncias em uma área com um longo histórico de terremotos e inundações.

Fonte: Reuters

Ministro da Defesa de Israel acusa Lula de ser antissemita e o chama de ‘apoiador do Hamas’

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou, nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser antissemita e o chamou de “apoiador do Hamas”.

Em publicação, escrita em português, nas redes sociais, o titular afirma que o chefe de Estado brasileiro “revelou sua verdadeira face” como opositor ao povo judeu ao retirar o Brasil da Aliança Internacional para Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês).

“Vergonha para o maravilhoso povo brasileiro e para os muitos amigos de Israel no Brasil que este seja o seu presidente. Dias melhores ainda virão para a relação entre nossos países”, disse Katz, que compartilhou uma imagem feita com auxílio de IA em que Lula aparece como marionete do aiatolá Ali Khamenei, do Irã.

A saída da aliança aconteceu em julho deste ano e, na época, fora repudiada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib), sob o argumento de que o movimento seria um retrocesso moral e diplomático. “A decisão do governo brasileiro acontece em meio ao aumento vertiginoso dos casos de antissemitismo e ódio contra judeus no Brasil e no mundo”, declarou no período.

O País era membro observador desde 2021, quando o então governo de Jair Bolsonaro (PL) aderiu ao organismo internacional.

Dias após a sair da aliança, o Brasil entrou formalmente na ação movida pela África do Sul contra Israel, no Tribunal Internacional de Justiça, o acusando de cometer genocídio na Faixa de Gaza, conforme divulgou o Itamaraty em nota oficial.

Fonte: Diário do Nordeste

Casa Branca diz que vai usar “todo o poder americano” contra Maduro

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira (19) que os Estados Unidos estão preparados para “usar todo o poder americano” para levar à Justiça “os responsáveis” por levar drogas ao país, numa referência ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.

Leavitt fez a afirmação após ser questionada sobre o envio de três navios com 4 mil militares para as águas do Caribe perto da Venezuela.

“O presidente [Donald] Trump tem sido muito claro e coerente. Ele está preparado para usar todo o poder americano para impedir que as drogas inundem nosso país e levar os responsáveis à Justiça”, disse a porta-voz.

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela, é um cartel do narcoterrorismo. Maduro, na visão deste governo, não é um presidente legítimo. É um chefe fugitivo de um cartel que foi indiciado nos EUA por tráfico de drogas para o país”, acrescentou Leavitt.

No último dia 7, o governo dos Estados Unidos dobrou o valor que oferece por informações que levem à prisão e condenação de Maduro.

A procuradora-geral Pam Bondi disse que a recompensa agora é de US$ 50 milhões e que o ditador da Venezuela “usa organizações terroristas estrangeiras como Tren de Aragua, [Cartel de] Sinaloa e Cartel de Los Soles para trazer drogas letais e violência para o nosso país”.

Os Estados Unidos haviam oferecido em 2020, na primeira gestão Donald Trump, uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à prisão e/ou condenação de Maduro, e em 10 de janeiro deste ano, ainda no governo Joe Biden, aumentado a oferta para US$ 25 milhões.

A recompensa inicial foi oferecida quando Maduro foi indiciado por um tribunal federal de Nova York por acusações de narcoterrorismo, conspiração para levar cocaína para os Estados Unidos, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos.

Fonte: Gazeta do Povo

Trump promete “consequências severas” à Rússia se Putin não parar a guerra na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu “consequências muito severas” à Rússia caso Vladimir Putin não concorde em encerrar a guerra na Ucrânia durante a reunião que terão na sexta-feira (15).

“Haverá consequências”, disse Trump nesta quarta-feira (13), durante um evento no Kennedy Center, em Washington.

Questionado se isso significava novas sanções ou tarifas contra a Rússia, o líder americano alegou que não podia dizer, acrescentando apenas: “Haverá consequências muito severas”.

Trump já havia ameaçado novas sanções contra o governo russo como punição pela guerra na Ucrânia, estabelecendo a sexta-feira (8) passada como prazo para que Putin negociasse.

Porém, o prazo passou sem aplicação de novas sanções, que poderiam ter efeito limitado, dados os baixos níveis de comércio entre os EUA e a Rússia.

O presidente dos EUA também ameaçou impor sanções secundárias aos países que compram energia russa. Embora tenha imposto novas taxas à Índia, o segundo maior comprador de petróleo russo, ele não chegou a impor as novas tarifas do tipo.

Trump sugere encontro com Zelensky e Putin

Donald Trump também disse nesta quarta-feira que espera ter uma reunião com Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky se o encontro com o líder russo nesta sexta correr bem.

“Há uma grande chance de termos uma segunda reunião, que será mais produtiva do que a primeira. Porque a primeira é: vou descobrir onde estamos, o que estamos fazendo”, afirmou Trump a repórteres.

“Se a primeira reunião correr bem, teremos uma rápida segunda reunião. Gostaria de fazer isso quase imediatamente, e teremos uma rápida segunda reunião entre o presidente Putin, o presidente Zelensky e eu, se eles quiserem que eu esteja presente”, adicionou.

Entenda a guerra na Ucrânia

A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.

Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra. Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz.

Fonte: CNN

Morre Miguel Uribe, presidenciável baleado em comício na Colômbia

O pré-candidato à presidência da Colômbia Miguel Uribe Turbay, 39, morreu hoje, meses após um atentado a tiros. O senador estava em estado crítico.

Morte foi confirmada dois meses após ele ser baleado em um evento de campanha. O senador da oposição era um dos favoritos ao cargo de presidente do país.

Uribe, que foi atingido por dois tiros na cabeça e um no joelho, teve piora no estado de saúde na semana passada. Ele estava internado na Fundación Santa Fe, em Bogotá.

Seis pessoas foram presas por suspeita de envolvimento com o crime. Entre elas está um adolescente de 15 anos.

Suspeita é de que assassinato tenha sido encomendado por dissidência das Farc. Segundo a polícia local, Iván Márquez, o líder da segunda Marquetalia, organização criminosa criada após o acordo de paz de 2016, seria a liderança intelectual do crime.

Esposa lamentou a perda. ”Peço a Deus que me mostre o caminho para aprender a viver sem você. Nosso amor transcende este plano físico. Espere por mim, pois quando eu cumprir minha promessa aos nossos filhos, irei te encontrar e teremos nossa segunda chance”, escreveu Maria Claudia Tarazona nas redes sociais.

Quem era Miguel Uribe

Conservador, Miguel Uribe, 39, era candidato à presidência pelo partido de oposição Centro Democrático. O político nasceu em 28 de janeiro de 1986 em Bogotá e era casado com María Claudia Tarazona. Ele deixa um filho.

Uribe era neto do ex-presidente colombiano Julio Turbay. O avô esteve à frente do governo de 1978 a 1982 pelo Partido Liberal.

Mãe dele foi sequestrada e morta por grupo liderado por Pablo Escobar quando ele ainda era criança. Uribe também era filho da jornalista Diana Turbay. Ela foi sequestrada em 1990 por um grupo armado que era liderado por Pablo Escobar e foi morta durante uma operação de resgate em 1991.

Trajetória acadêmica dele teve passagens por universidade da Colômbia e dos Estados Unidos. Ele formou-se em direito pela Universidad de los Andes, em Bogotá, onde também fez um mestrado de políticas públicas. No exterior, um mestrado em administração pública por Havard.

Tragédia familiar fez com que ele fosse citado nominalmente no romance “Notícia de um Sequestro”, do Nobel de Literatura Gabriel García Márquez. A publicação inclui uma menção a Miguel durante a espera de cinco meses entre o sequestro e o assassinato.

“Eu poderia ter crescido à procura de vingança, mas decidi fazer a coisa certa: perdoar, mas nunca vou esquecer”, disse Miguel Uribe Turbay.

Fonte: UOL

EUA oferecem recompensa de US$ 50 milhões por pistas que levem à prisão de Nicolás Maduro

Os Estados Unidos dobraram a recompensa por informações que levem à prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), acusando-o de ser “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, é um crítico de longa data de Maduro — que retornou ao cargo em janeiro após uma eleição marcada por acusações de fraude eleitoral e perseguição à oposição.

Os resultados do pleito venezuelano foram amplamente rejeitados pela comunidade internacional.

Apesar das hostilidades e diferenças, há quem veja uma aproximação recente e pragmática entre EUA e Venezuela, por exemplo com uma troca de prisioneiros em julho.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que seu país dobraria recompensa já anunciada de US$ 25 milhões e que Maduro estaria diretamente ligado a operações de tráfico de drogas.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, disse que a nova oferta de US$ 50 milhões é “patética” e parte de uma “propaganda política”.

“Não estamos surpresos, vindo de quem vem”, disse Gil, acusando Bondi de buscar uma “distração desesperada” para encobrir críticas à sua atuação nas investigações sobre o agressor sexual Jeffrey Epstein.

No primeiro mandato de Trump, o governo americano acusou Maduro e outras autoridades venezuelanas de uma série de crimes, incluindo narcoterrorismo, corrupção e tráfico de drogas.

Na época, o Departamento de Justiça dos EUA alegou que Maduro havia trabalhado com o grupo rebelde colombiano Farc para “usar cocaína como arma para ‘inundar’ os Estados Unidos”.

Em um vídeo publicado na rede social X nesta quinta-feira (07/08), Bondi acusou Maduro de trabalhar com grupos como o Tren de Aragua, uma gangue venezuelana que o governo Trump declarou ser uma organização terrorista; e o Cartel de Sinaloa, uma poderosa rede criminosa do México.

Bondi afirmou que a Agência Antidrogas dos EUA (DEA) havia “apreendido 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados, com quase sete toneladas ligadas ao próprio Maduro”.

O presidente venezuelano, que sucedeu Hugo Chávez em 2013 e é líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), já havia refutado acusações dos EUA de que teria envolvimento direto com o narcotráfico.

Em junho, Hugo Carvajal, ex-chefe da inteligência militar da Venezuela, foi condenado por várias acusações relacionadas ao tráfico de drogas após ser preso em Madri e levado a julgamento nos EUA.

Carvajal era um temido espião que atendia pelo apelido El Pollo (“A Galinha”), mas fugiu da Venezuela após pedir ao exército que apoiasse Juan Guaidó, candidato da oposição, e derrubasse Maduro.

Inicialmente, Carvajal negou as acusações de tráfico de drogas, mas posteriormente mudou sua declaração de culpa, alimentando especulações de que teria fechado um acordo com as autoridades americanas para obter uma pena menor em troca de informações incriminatórias sobre Maduro.

Fonte: BBC

Israel anuncia retomada de envio aéreo de comida a Gaza e pausa humanitária para distribuição de ajuda por terra

Israel anunciou neste sábado (26) que retomou o envio de comida por meio de aviões a Gaza e que, hoje (27), fará uma pausa humanitária para permitir a distribuição de ajuda também por terra.

O anúncio foi feito em meio à pressão internacional em razão da crise humanitária vivida pelos moradores do enclave, controlado pelo grupo terrorista Hamas.

Em março, a entrada da ajuda humanitária em Gaza passou a ser totalmente bloqueada. E, desde maio, esse apoio está concentrado na Fundação Humanitária de Gaza, entidade controversa apoiada por Israel e criticada pela ONU.

Segundo as forças armadas israelenses, o envio de comida por lançamento aéreo incluiria sete paletes de ajuda contendo farinha, açúcar e alimentos enlatados fornecidos por organizações internacionais, acrescentaram os militares em um comunicado.

Os lançamentos aéreos não são o método mais indicado para a ajuda humanitária, porque eles têm um impacto limitado e não é garantido que realmente cheguem à população local, segundo especialistas. A ONU afirma que a melhor forma de acudir os palestinos é removendo todos os bloqueios terrestres à entrada de ajuda.

Já a pausa humanitária será implementada neste domingo (27) em centros de apoio e em corredores humanitários, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

ONU afirma que situação em Gaza é ‘show de horrores’

A volta da permissão da ajuda aérea ocorre em um momento de agravamento da crise humanitária em Gaza, com crescente desnutrição e alastramento da fome entre os dois milhões de palestinos.

A ONU descreve a atual situação como um “show de horrores”. Mais de 100 ONGs especializadas denunciam “fome em massa” no território.

Relatos de fome extrema e generalizada se tornaram mais frequentes, e pelo menos 45 pessoas morreram de fome em Gaza desde o início desta semana, segundo a Agência da ONU para Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês).

Fonte: G1

Moradores de Gaza parecem “cadáveres ambulantes”, diz agência da ONU

Enquanto os casos de desnutrição continuam aumentando da Faixa de Gaza, o chefe da UNRWA, a principal agência da ONU para refugiados palestinos, alertou que moradores famintos do território parecem ser “cadáveres ambulantes”.

“‘O povo de Gaza não está morto (nem vivo), são cadáveres ambulantes’, um colega em Gaza me disse esta manhã”, escreveu o comissário-geral Philippe Lazzarini na rede social X.

Equipes da UNRWA em Gaza estão atendendo crianças “fracas e em alto risco de morte se não receberem o tratamento de que necessitam urgentemente”, pontuou.

Mortes por desnutrição em Gaza

Duas pessoas morreram de desnutrição no Hospital Al-Shifa, no norte de Gaza, informou o diretor do hospital Mohammed Abu Salmiya, na quinta-feira (24).

Mohammed Abu Salmiya afirmou que as pessoas morreram “devido à fome deliberada” no território e alertou que a região enfrentará um número “sem precedentes” de mortes se alimentos e medicamentos não chegarem.

Em declarações à CNN, ele pontuou que das 113 pessoas que morreram de desnutrição em Gaza, 82 eram crianças. As duas pessoas que morreram na quinta-feira (24) eram adultas.

“Pais nos contam que os filhos choram de fome até dormir”, relatou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“Pontos de distribuição de alimentos se tornaram focos de violência”, adicionou.

Uma nova pesquisa da UNRWA constatou que uma em cada cinco crianças na Cidade de Gaza sofre de desnutrição, e os casos aumentam diariamente, destacou o comissário-geral Philippe Lazzarini.

Essa situação não afeta apenas os moradores, mas também os jornalistas que cobrem o território.

A BBC, a agência de notícias Reuters, a Agence France-Presse e a Associated Press alertaram em um comunicado conjunto esta semana que seus jornalistas correm o risco de morrer de fome em Gaza se Israel não permitir a entrada de alimentos suficientes.

Enquanto isso, o Ministério da Saúde Palestino alertou que Gaza está agora à beira da fase mais alta da escala de Classificação Integrada de Segurança Alimentar para insegurança alimentar aguda. Também pediu a Israel a “parar a guerra” e “levantar o cerco agora”.

Fonte: CNN