Trump anuncia tarifa de 50% sobre Brasil; veja o que País mais exporta para Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira, 9, tarifas de 50% sobre produtos importados do Brasil. As tarifas passarão a valer a partir do dia 1º de agosto.

O presidente americano justificou o nível da taxa apontando que ordens judiciais “censuram” mídias sociais americanas e inibem a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA. Segundo Trump, esses ataques do Brasil partem do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação na rede social Truth Social, Trump ainda ameaçou elevar ainda mais as tarifas caso o País responda com medidas semelhantes.

As exportações do Brasil para os EUA somaram US$ 3,36 bilhões em junho deste ano, um crescimento de 2,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já no acumulado do primeiro semestre de 2025, a alta foi de 4,4%, com soma de US$ 20,02 bilhões.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Os EUA são o segundo parceiro comercial para o qual a economia brasileira mais exporta, atrás apenas da China. Entre os cinco produtos que o Brasil mais enviou para os norte-americanos em junho deste ano, três tiveram queda no número de exportações em comparação com o mesmo mês de 2024. Veja abaixo:

1 – Produtos semi-acabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço – US$ 423,93 milhões, com alta de 63,29%

2 – Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus – US$ 268,95 milhões, com queda de 47,87%

3 – Aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes – US$ 241,90 milhões, com queda de 19,24%

4 – Ferro-gusa, spiegel, ferro-esponja, grânulos e pó de ferro ou aço e ferro-ligas – US$ 174,39 milhões, com alta de 66,52%

5 – Celulose – US$ 158,07 milhões, com queda de 13,88%

Fonte: Terra

Salgueiro sedia primeiro seminário do projeto “Conexões Transnordestina” com participação da Sudene e especialistas

No dia 24 de julho, Salgueiro sedia o primeiro seminário do projeto “Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Move Pernambuco”, uma iniciativa conjunta da Sudene com o portal Movimento Econômico.

O evento ocorre no Spaço Fest, por trás do Salgueiro Shopping, e será aberto pelo superintendente da autarquia federal, o pernambucano Danilo Cabral. A ação tem como objetivo fomentar o debate sobre os impactos econômicos e logísticos do ramal Salgueiro – Suape da Transnordestina.

Durante o projeto “Conexões Transnordestina” serão realizados sete encontros em cidades-chave ao longo da ferrovia. Após Salgueiro, o seminário passa por Petrolina, Araripina, Belo Jardim, Caruaru, São Bento do Uma e Recife. Cada evento abordará oportunidades específicas para os arranjos produtivos locais. Serão colhidas sugestões e opiniões do setor produtivo para encaminhamentos aos governos Federal e de Pernambuco.

Em Salgueiro, cidade estratégica no traçado da ferrovia, o evento terá participação do economista, professor da Univasf e pesquisador da Embrapa Semiárido, Pedro Carlos Gama; e da presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Regilane Barros. Eles discutirão juntos o tema “Salgueiro como ponto logístico e estratégico da Trasnordestina”.

Ramal Salgueiro – Suape

O novo ramal da Ferrovia Transnordestina que corta Pernambuco, orçado em R$ 3,5 bilhões e com conclusão prevista para 2029, será executado pela Infra S.A. A ação de retomada das obras já registra avanços nos projetos básicos, licenciamentos e estudos técnicos. Com o empreendimento, Pernambuco se transformará em um importante eixo logístico de escoamento da produção agroindustrial, mineral e energética no Nordeste, com a linha férrea conectando o Sertão ao Porto de Suape.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Brasil e China firmam parceria que prevê ferrovia ligando Atlântico e Pacífico

Os governos do Brasil e da China assinaram nesta segunda-feira (7) uma parceria para permitir a ligação entre o território brasileiro e o porto de Chancay, no Peru, a fim de facilitar as exportações para a Ásia, especialmente para a China, reduzindo o tempo de transporte e os custos.

O projeto inicial prevê que a ferrovia vai sair da Bahia, passará pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, até chegar ao Peru. Ainda não há estimativas em relação ao custo da ferrovia, o que será orçado durante os estudos.

Do lado brasileiro, o chamado memorando de entendimento foi assinado pela Infra S.A – empresa, vinculada ao Ministério dos Transportes-, e, pelo lado chinês, foi assinado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico China Railway.

A cerimônia ocorreu de maneira virtual. Na sede do ministério, em Brasília, estavam integrantes do governo e da embaixada da China. Os representantes do instituto chinês participaram por videoconferência.

Redução de tempo

Projeções do governo do Peru dão conta de que é possível reduzir de 40 para 28 dias o tempo necessário de deslocamento da carga entre os dois continentes. O porto de Chancay foi financiado pelo governo chinês e inaugurado em 2024 pelo presidente Xi Jinping.

O porto integra a iniciativa “Cinturão e Rota”, conhecida como “Nova Rota da Seda”. O governo brasileiro não aderiu formalmente à iniciativa — que prevê investimentos chineses na área da infraestrutura em vários países do mundo.

Recentemente, líderes de países da América Latina se encontraram com Xi Jinping na China para tentar aproximar a região dos investimentos chineses.

O entendimento do governo Lula é que, como a China já é o principal parceiro comercial do Brasil e já faz volumosos investimentos no país, não há necessidade de adesão formal à Nova Rota da Seda.

Além disso, Brasil e China integram grupos multilaterais que permitem a discussão de parceria econômica, a exemplo do Brics.

Fonte: G1

Banco Central suspende três instituições do Pix após ataque hacker

O Banco Central (BC) suspendeu cautelarmente do Pix três instituições financeiras suspeitas de ter recebido recursos desviados no ataque cibernético contra a provedora de serviços tecnológicos C&M Software. Foram desconectadas do sistema a Transfeera, a Soffy e a Nuoro Pay.

O BC vai apurar se as três empresas têm relação com o ataque, que desviou recursos de contas que os bancos mantêm como reserva na autoridade monetária.

Com duração máxima de 60 dias, a suspensão é prevista pelo Artigo 95-A da Resolução 30 do Banco Central, de outubro de 2020, que regulamentou o Pix.

Pela resolução, o BC pode “suspender cautelarmente, a qualquer tempo, a participação no Pix do participante cuja conduta esteja colocando em risco o regular funcionamento do arranjo de pagamentos”.

Sociedade de capital fechado autorizada pelo Banco Central, a Transfeera confirmou que a funcionalidade do Pix foi suspensa. No entanto, a companhia, que atua na gestão financeira de empresas, ressaltou que os demais serviços oferecidos continuam a funcionar normalmente.

As outras duas instituições suspensas do Pix são as fintechs (empresas financeiras digitais) Soffy e Nuoro Pay. As companhias não são autorizadas pelo BC a fazer parte do Pix, mas participam do sistema instantâneo de transferências em parcerias com outras instituições financeiras. Nenhuma das duas empresas se manifestou até o fechamento da reportagem.

Justificativa

Segundo o Banco Central, a suspensão das instituições do Pix tem como objetivo proteger a integridade do sistema de pagamentos e garantir a segurança do arranjo, até que as investigações sobre o desvio de recursos do sistema financeiro sejam concluídas.

Entenda o ataque

Na noite de terça-feira (1º), um ataque cibernético nos sistemas da empresa C&M Software, que presta serviços tecnológicos a instituições financeiras, resultou no desvio de recursos de contas reservas que os bancos mantêm no BC para cumprirem exigências legais.

O dinheiro foi transferido por Pix e convertido em criptomoedas.

Embora não opere transações financeiras, a C&M conecta várias instituições financeiras ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), operado pelo Banco Central. Na quinta-feira (3), o BC autorizou a empresa alvo do ataque a retomar as operações Pix.

A Polícia Federal, a Polícia Civil de São Paulo e o Banco Central investigam o caso. Em comunicado na página da companhia na internet, a C&M informou que nenhum dado de cliente foi vazado.

Nesta sexta-feira (3), a Polícia Civil de São Paulo prendeu um funcionário da C&M que recebeu R$ 15 mil para dar aos criminosos acesso aos sistemas da empresa.

Fonte: CNN

Bandeira tarifária da conta de luz permanece vermelha patamar 1 em julho, anuncia Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira, 27, o acionamento da Bandeira Vermelha patamar 1 nas contas de luz para o mês de julho, mantendo a mesma condição vigente ao longo de junho. Isso significa uma cobrança adicional de R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

De acordo com a agência reguladora, a manutenção da bandeira vermelha reflete a continuidade do cenário hidrológico negativo no País, com volume de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas inferior à média histórica para o período, o que reduz a geração de energia por hidrelétricas.

“Esse quadro tende a elevar os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais onerosas para geração, como as usinas termelétricas”, diz a Aneel.

Conforme mostrou a Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), especialistas do setor elétrico se dividiam entre quem apostava em uma bandeira tarifária vermelha patamar 1, como foi estabelecido pela Aneel, e quem antevia a possibilidade de bandeira amarela. De qualquer forma, o cenário se mostrou mais favorável do que o previsto no início de junho, quando o mercado trabalhava com a perspectiva de uma cobrança ainda mais elevada a partir de julho, com acionamento da bandeira vermelha patamar 2.

A chuva ao longo de junho, especialmente na região Sul, melhorou a situação de armazenamento na região, propiciando a queda dos preços da energia no curtíssimo prazo (PLD), um dos gatilhos para o acionamento da bandeira tarifária.

No entanto, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que em julho as chuvas serão abaixo da média na maior parte do País. E mesmo no Sul, onde as precipitações seguem com maior intensidade, a previsão é de forte redução dos volumes a partir da segunda semana do próximo mês.

Fonte: Estadão

Haddad defende decreto do IOF para ‘corrigir injustiça’ enquanto Câmara age contra aumento

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, manifestou apoio ao decreto sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), afirmando que a medida do governo ‘corrige injustiça’ ao combater ‘a evasão de impostos dos mais ricos’.

A declaração de Haddad ocorre depois de o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu pautar o projeto que susta o aumento do IOF para votação nesta quarta-feira (25). A urgência da proposta havia sido aprovada na semana passada.

Alguns articuladores do governo federal receberam com surpresa o anúncio do presidente da Câmara. A expectativa era a de que o Planalto tivesse mais tempo para garantir um diálogo com os parlamentares e articular a manutenção do pacote proposto pelo governo em alternativa ao aumento do imposto.

O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), criticou a votação e declarou que a base governista e líderes partidários não foram informados da previsão. “Fomos pegos de surpresa pelo Twitter, às 23h35 da noite. É preciso ter previsibilidade. Ter sido chamada uma reunião no colégio de líderes”, afirmou o deputado.

A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da presidência da República, Gleisi Hoffmann repercutiu a declaração de Haddad. “A derrubada dessa medida exigiria novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento, prejudicando programas sociais e investimentos importantes para o país, afetando inclusive a execução das emendas parlamentares”, disse.

Nesta terça-feira (24), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou o impasse em entrevista à RECORD. “O objetivo do governo com todas as medidas que nós estamos tomando é um só. Nós temos que equilibrar as contas públicas, onerando quem não paga imposto e desonerando quem paga imposto”, disse.

“O IOF é um imposto que sempre existiu sobre operações de crédito. Várias instituições financeiras começaram a driblar o imposto sobre operações financeiras, IOF, com uma metodologia de dizer que uma coisa que é crédito não é crédito. O governo fechou a porta dessa transgressão, dizendo que tudo tem que estar regido pela mesma regra. Então não adianta você inventar um produto, dizer que é uma coisa e é outra, para burlar a legislação. Então, nós fechamos essa porta”, completou.

O novo decreto prevê a taxação de 5% sobre novas emissões de títulos antes isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivados. E uma alíquota única de 17,5% de Imposto de Renda para outros ativos. Apesar de mais branda, a proposta ainda desagradou à oposição.

Fonte: R7

Projeto ECOCATADORES fez a diferença para catadores de latinhas recicláveis durante o São João de Salgueiro

No decorrer do São João 2025, finalizado nessa segunda-feira, 23, a Prefeitura de Salgueiro beneficiou os catadores de latinhas recicláveis do município com o projeto ECOCATADORES.

A iniciativa inovadora, executada pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico e Tecnologia, de Planejamento e Meio Ambiente e de Desenvolvimento Social, ofereceu um ponto de apoio para os catadores, incluindo refeição e hidratação.

“No São João de Salgueiro, colocamos em prática o projeto ECOCATADORES, uma iniciativa que leva mais dignidade para quem precisa garantir sua renda e agora conta com um espaço adequado para trabalhar”, comentou o prefeito Fabinho Lisandro.

Agora, após o término dos festejos juninos, o projeto deve ter continuidade de uma forma mais abrangente, restabelecendo a cadeia produtiva da reciclagem no município, que transforma lixo em renda. “A gente fez esse trabalho, que é o início de um grande projeto que por aí vem”, anunciou o prefeito.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Formação contínua e domínio da IA serão decisivos para o emprego no futuro, mostra estudo internacional do Santander

A qualificação profissional deixou de ser uma escolha e se tornou uma necessidade urgente. É o que aponta o novo relatório Skills of the Future, apresentado pelo Santander e baseado em entrevistas com 15 mil pessoas de 15 países da Europa e das Américas. O estudo evidencia que, diante da rápida evolução do mercado de trabalho, a atualização contínua de competências já não é opcional — com destaque para o avanço da Inteligência Artificial e a crescente busca por aprendizado autônomo em mercados como América Latina e Brasil.

De modo geral, oito em cada dez pessoas entrevistadas reconhecem a necessidade de seguir ampliando seus conhecimentos, enquanto 38% afirmam que a formação recebida antes de ingressar no mercado de trabalho não os preparou adequadamente. Esse sentimento se intensifica em mercados emergentes, como o Brasil, onde 81% manifestam a necessidade de formação contínua — uma das taxas mais altas do levantamento.

A Inteligência Artificial surge como o maior fator de disrupção no futuro do trabalho. Globalmente, seis em cada dez participantes acreditam que o domínio da IA será essencial para manter a empregabilidade, especialmente em áreas como ciência de dados e tecnologia. No Brasil, esse índice alcança 70%. Apesar disso, o receio de perda de empregos para máquinas parece menor entre os brasileiros: apenas 30% demonstram esse temor, enquanto na média global um terço dos entrevistados compartilha dessa preocupação.

“A ascensão da Inteligência Artificial está transformando não apenas o trabalho, mas também a forma como vivemos e aprendemos. Com essas mudanças surgem grandes oportunidades de produtividade e criação de valor, mas também desafios de adaptação. No Santander, acreditamos que as empresas devem fazer parte da solução. Por isso, vamos investir 400 milhões de euros entre 2023 e 2026 em educação, empregabilidade e empreendedorismo. Iniciativas como o Santander Open Academy são parte fundamental desse compromisso, promovendo aprendizado contínuo e preparando as pessoas para os novos desafios”, afirma Ana Botín, Presidente Executiva do Banco Santander.

O relatório também indica que, se tivessem a oportunidade, 39% dos entrevistados escolheriam uma área de formação diferente da cursada inicialmente. Paralelamente, cresce o debate sobre quem deve ser o principal responsável por oferecer oportunidades de atualização: 39% consideram insuficiente a oferta pública de formação, 25% entendem que o setor público deveria ampliar essa oferta, enquanto 43% atribuem maior responsabilidade às empresas. No Brasil e América Latina, contudo, prevalece uma visão de protagonismo individual, com ampla parcela da população buscando sua própria qualificação.

Brasil lidera América Latina em milionários e é o país mais desigual do mundo

O Brasil é líder na América Latina em número de milionários, com 433 mil pessoas possuindo fortunas superiores a US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,5 milhões), mas segue como o país mais desigual do mundo. É o que mostra o relatório anual do banco UBS, especializado na gestão de patrimônio de alta renda, que analisa a dinâmica da riqueza em 56 países.

Globalmente, o país ocupa a 19ª posição no ranking de “milionários em dólares”, liderado pelos Estados Unidos, que contam com 23,8 milhões de milionários. A China vem em segundo lugar, com 6,3 milhões, seguida por França (2,8 milhões), Japão (2,7 milhões) e Alemanha (2,6 milhões).

De acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira (18), em 2024, os EUA registraram um crescimento de 379 mil novos milionários —o que representa mais de mil pessoas por dia com fortuna acima do US$ 1 milhão. Os analistas do banco analisam que a estabilidade do dólar americano e o dinamismo dos mercados financeiros foram os principais contribuintes para esse crescimento. O país representa quase 40% dos milionários globais no ano passado.

O estudo do UBS também expõe uma das maiores transferências de riqueza intergeracionais e horizontais da história. A estimativa é que, nos próximos 20 a 25 anos, mais de US$ 83 trilhões (R$ 456,50 trilhões) serão movimentados globalmente. Desse montante, US$ 74 trilhões (R$ 407 trilhões) corresponderão a transferências verticais, ou seja, entre diferentes gerações, enquanto US$ 9 trilhões (R$ 48,50 trilhões) serão transferências horizontais, entre membros da mesma geração.

Nesse cenário, o Brasil se destaca como o segundo país com maior volume de fortuna a ser herdada, projetando cerca de US$ 9 trilhões. Embora bem atrás dos Estados Unidos, que lideram com mais de US$ 29 trilhões (R$ 159,50 trilhões), o Brasil supera a China, que prevê transferências de mais de US$ 5,6 trilhões (R$ 30,80 trilhões). Um dos fatores que impulsionam essa projeção para o Brasil é sua considerável população com mais de 75 anos.

A Grande China —que o relatório definiu como a China continental, Hong Kong e Taiwan— liderou no ano passado em indivíduos com um patrimônio líquido de US$ 100 mil a US$ 1 milhão, representando 28,2%, seguida pela Europa Ocidental com 25,4% e América do Norte com 20,9%. No entanto, a maioria das pessoas em todo o mundo estava abaixo desse limite, com mais de 80% dos adultos da amostra do UBS tendo um patrimônio líquido inferior a US$ 100 mil.

No geral, cerca de 1,6% registraram patrimônio líquido de US$ 1 milhão ou mais, segundo o relatório. Nos próximos cinco anos, o banco suíço projeta que a riqueza média por adulto crescerá ainda mais, liderada pelos Estados Unidos e, em menor escala, pela Grande China.

BRASIL É O PAÍS MAIS DESIGUAL DO MUNDO

Apesar do crescimento no número de milionários e do volume de riqueza a ser transferida, no ranking da desigualdade, medido pelo Índice de Gini, o Brasil é apontado como o país mais desigual entre os 56 analisados. Ao lado da Rússia, com ambos registrando um índice de 0,82, o Brasil apresenta a maior concentração de renda no topo da pirâmide.

O Índice de Gini varia de 0 a 1, onde quanto mais próximo de 1, maior a concentração de renda em um pequeno grupo da população, indicando uma sociedade mais desigual. Para fins de comparação, economias como Alemanha (0,68), Suíça (0,67) e China (0,62) exibem menores níveis de desigualdade, enquanto nações como África do Sul (0,81) e Emirados Árabes Unidos (0,81) se aproximam do patamar brasileiro.

Fonte: Folha de S. Paulo

Projeto de Lei libera crédito adicional de R$ 816 milhões para a Ferrovia Transnordestina

O Governo Federal divulgou nesta terça-feira, 17, que o Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei n° 03/2025, liberando crédito adicional no valor de R$ 816.647.541 para investimentos na Ferrovia Transnordestina, através do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FNDE). Com o financiamento, o governo garante fluidez às obras, em conjunto com a concessionária Transnordestina Logística S/A (TLSA).

A verba foi arrecadada após o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional realizar leilão das cotas escriturais do Fundo de Investimento do Nordeste (Finor) na Bolsa de Valores do Brasil, em março. Os recursos adicionais serão usados pela Sudene, representando o FNDE, na aquisição de ações preferenciais da TLSA, assegurando “o cumprimento dos contratos e a efetivação dos investimentos já iniciados”.

“Essas ações podem ser colocadas à venda para capitalizar o fundo, porque o foco dos fundos regionais não é ser acionista de concessionários, é executar financiamentos estruturantes. Então, a ideia é que futuramente, quando essas ações estiverem valendo mais, o fundo poderá se recapitalizar”, explica o secretário Nacional de Fundos e Investimentos Financeiros, Eduardo Tavares.

Já com uma participação relevante na Transnordestina, através do termo aditivo de R$ 3,6 bilhões, o FNDE também passa a ser acionista da obra, que é uma das principais do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A ferrovia está orçada em R$ 15 bilhões, restando R$ 7 bilhões para a conclusão do projeto.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Preço do café dobra e perspectiva de queda fica apenas para 2026

De repente, um café expresso em qualquer padaria pode custar R$ 10 ou mais. Diante do que parece um despropósito, você começa a diminuir o número de xícaras por dia e surge a dúvida: quando o preço do café vai cair? Se voltar, será em 2026 e não deve ser no mesmo patamar de antes, dizem especialistas do setor.

Grão do café torrado e moído saltou 98,4% em um ano e meio. Os números do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) correspondem à variação acumulada desde janeiro do ano passado, período marcado por 17 altas consecutivas. Somente em maio, o aumento dos preços nas gôndolas foi de 4,6%.

Inflação refletiu na redução do consumo. Diante da alta dos preços, as compras de café caíram 16% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Nos primeiros quatro meses deste ano, a retração alcançou 5%.

Oferta menor do grão deu origem à alta dos preços. Segundo a diretora-executiva da OIC (Organização Internacional do Café), Vanusia Nogueira, o preço elevado do grão em 2025 é sustentado por uma “tempestade perfeita”. Entre os problemas citados aparecem as mudanças no clima das principais regiões produtoras e as incertezas no cenário geopolítico, que contribuem para a variação de preços em diversos países.

Soma-se a isso o avanço em mercados internacionais. Segundo a OIC, o consumo na China passou de 231 mil sacas de 60 kg em 2002 para 2,8 milhões em 2022. “Irregularidades climáticas em regiões produtoras-chave, como secas prolongadas ou chuvas intensas no período de florada, limitaram a oferta. Do lado logístico, apesar de algumas melhorias, ainda enfrentamos atrasos no transporte e custos elevados de frete”, afirma Nogueira.

“No aspecto de mercado, o aumento dos custos de produção e a incerteza econômica global também têm contribuído para manter os preços em alta”, afirma Vanusia Nogueira, diretora-executiva da OIC.

Fonte: UOL

MTE libera segunda parcela do saldo retido do FGTS para trabalhadores do saque-aniversário

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libera, neste mês de junho, a segunda e última parcela do saldo retido do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário, foram demitidos e tiveram o saldo bloqueado. Serão liberados R$ 6 bilhões para aproximadamente 774,7 mil trabalhadores, com saques previstos para os dias 17, 18 e 20 de junho. O valor médio por beneficiário será de R$ 7,7 mil.

O pagamento faz parte da Medida Provisória nº 1.290, que beneficia trabalhadores demitidos entre janeiro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025 e que tiveram o saldo do FGTS retido por terem aderido ao saque-aniversário. A MP autorizou a liberação de R$ 12,1 bilhões. Na primeira etapa, realizada em março, foram pagos R$ 6 bilhões a 12.195.326 trabalhadores, com limite de R$ 3 mil por cotista.

Os valores serão creditados automaticamente na conta bancária previamente cadastrada para o saque do FGTS. O trabalhador pode verificar qual conta está registrada e acompanhar a movimentação das contas vinculadas por meio do aplicativo FGTS.

Para o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, muitos trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário desconheciam que, em caso de demissão, teriam o saldo do FGTS retido, ficando com acesso apenas à multa rescisória de 40%. “A proteção social do trabalhador é enfraquecida. O FGTS é uma poupança individual criada para amparar o trabalhador no momento do desemprego, mas ele não pode utilizá-la justamente quando mais precisa”, alerta Luiz Marinho.

Desde 2020, a modalidade saque-aniversário já retirou mais de R$ 142 bilhões do FGTS. Desse total, cerca de 66% foram repassados aos bancos, em razão da cessão do saldo como garantia em operações de crédito, enquanto apenas 34% foram pagos diretamente aos trabalhadores. Atualmente, 37 milhões de trabalhadores com conta ativa no FGTS aderiram ao saque-aniversário, e, desse total, 25 milhões utilizaram o saldo como garantia em empréstimos vinculados à antecipação dessa modalidade.

Saque-aniversário — Instituído pelo governo anterior, o saque-aniversário é uma modalidade opcional que permite ao trabalhador retirar anualmente uma parte do saldo do FGTS no mês de seu aniversário. No entanto, ao aderir a essa modalidade, o trabalhador perde o direito de sacar o valor total do fundo em caso de demissão sem justa causa, tendo acesso apenas à multa rescisória de 40%. A parcela anual também pode ser utilizada como garantia em operações de crédito junto a instituições financeiras.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Consumidor prioriza luz e água, mas calote aumenta, aponta Serasa

Os consumidores têm priorizado o pagamento de contas básicas, como luz e água, enquanto deixam em segundo plano dívidas com bancos, financeiras e prestadores de serviços. Como resultado, a taxa de inadimplência em algumas dessas categorias atingiu níveis recordes.

Os dados mais recentes da Serasa Experian mostram que em abril havia 76,6 milhões de consumidores inadimplentes, alta de 4,35% ante o mesmo período de 2024 e o equivalente a 47,1% da população adulta brasileira – a taxa mais alta desde o início da série histórica, no fim de 2016.

A maior parte da inadimplência (52,5%) ainda está fora do setor financeiro, segundo a Serasa. No entanto, há sinais de que este cenário pode mudar. As contas de necessidade básica, como água e luz, por exemplo, chegaram a abril representando 20,1% da inadimplência geral – menos que em janeiro, quando o índice era de 21,0%. No varejo, também houve queda – de 9,9% para 9,6%.

Em paralelo, diz a Serasa, a inadimplência dos consumidores com instituições financeiras passou a representar uma parcela maior do total de contas atrasadas – aumentou de 18,1% para 19,3%. Serviços não essenciais aos consumidores, como transporte, limpeza, administração, entre outros, também registraram expansão, passando de 10,9% para 11,6% do total.

Um dos exemplos de aumento da inadimplência em serviços consta em levantamento da uCondo, antecipado ao Estadão/Broadcast. A inadimplência em condomínios residenciais alcançou 17% no primeiro trimestre de 2025, maior nível da série histórica iniciada em 2022, ante 12% no primeiro trimestre de 2024.

Segundo a uCondo, que atende 6 mil condomínios e 560 mil usuários, o aumento na taxa de inadimplência de condomínios residenciais coincide com o cenário de inflação persistente e reajustes nas taxas condominiais, que passaram de uma média de R$ 493,81 em 2024 para R$ 507,51 neste ano no Brasil.

A taxa de inadimplência em condomínios nos primeiros trimestres foi de 10% em 2022, 9% em 2023, 12% em 2024, e 17% em 2025, diz a empresa. “Pensando no cenário macroeconômico atual do Brasil, a tendência é que a inadimplência condominial continue aumentando, porque o endividamento das famílias está muito alto”, avalia o diretor de operações da Ucondo, Leo Mack.

“A inflação está impactando bastante o consumidor. O poder de compra diminui muito com a inflação no nível atual, e as pessoas estão tendo de escolher o que pagar e como pagar”, afirma a especialista em educação financeira da Serasa, Monica Seabra.

Fonte: Folha de Pernambuco