Apoiadores de Lula celebram prisão de Bolsonaro com fogos de artifício, champanhe e trompetista

Apoiadores do presidente Lula (PT) se reuniram na manhã deste sábado (22) em frente à superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso.

O militante Fabiano Trompetista tocou em seu instrumento a marcha fúnebre e a música “Tá na hora do Jair”, e foi aplaudido. Três mulheres (uma com uma camiseta estampada a frase “lava tua alma Brasil”) estouraram uma champanhe em frente da entrada da superintendência, e gritavam palavras de ordem como “vai para Papuda”, “Bolsonaro na cadeia” e “grande dia”. Carros que passavam na rua em frente ao local também buzinavam e gritavam palavras de ordem.

Enquanto a deputada Bia Kicis (PL-DF), aliada próxima de Bolsonaro, falava à imprensa, foram soltados fogos de artifício. “Esse é o tipo da coisa, você vê pessoas comemorando tanta injustiça”, se queixou a parlamentar.

Também foi registrada a presença de apoiadores de Bolsonaro no local. Uma mulher usava a bandeira do Brasil amarrada nas costas, outra tinha adesivos na boca. Em um momento houve um princípio de bate-boca entre os dois grupos, mas logo dispersou.

Fonte: Folha de S. Paulo

Bolsonaro é preso pela Polícia Federal em Brasília

A PF (Polícia Federal) prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em sua casa, em Brasília, neste sábado, 22. A prisão foi solicitada pela própria PF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A prisão de hoje é uma medida preventiva. Ainda não houve execução da pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado contra o ex-chefe do Planalto.

Viaturas descaracterizadas chegaram à residência do ex-mandatário, localizada em um condomínio do Jardim Botânico. Em seguida, Bolsonaro foi levado à superintendência da PF, onde desembarcou por volta das 06h35.

De acordo com fontes da PF, uma vigília convocada pelo primogênito de Bolsonaro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio do ex-presidente teria levado ao pedido de prisão preventiva.

Bolsonaro foi submetido a exame de corpo de delito no INC (Instituto Nacional de Criminalística) da PF.

Fonte: CNN

Defesa de Bolsonaro pede prisão domiciliar humanitária ao STF

A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta sexta-feira (21) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar.

O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Na semana passada, a Primeira Turma da Corte rejeitou os chamados embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

No próximo domingo (23), termina o prazo para a apresentação dos últimos recursos pelas defesas. Se os recursos forem rejeitados, as prisões serão executadas.

Riscos

De acordo com a defesa, a ida de Bolsonaro para o presídio terá “graves consequências” e representa risco à vida do ex-presidente.

Os advogados apresentaram exames e disseram que Bolsonaro apresenta saúde debilitada e quadro diário de soluço gastroesofágico, falta de ar e faz uso de medicamentos com ação no sistema nervoso central.

Os problemas de saúde são decorrentes da facada desferida contra Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, segundo a defesa.

“São circunstâncias que, como se sabe, mostram-se absolutamente incompatíveis com o ambiente prisional comum”, completaram os advogados.

Não há prazo para Alexandre de Moraes decidir sobre o pedido de prisão domiciliar.

Fonte: Agência Brasil

Advogado morre após ser esfaqueado por cliente durante reunião em escritório

Na tarde da última sexta-feira, 14, o advogado Marcelo Andrade Mendonça foi morto a facadas dentro do próprio escritório. Conforme informou o G1, o suspeito do ataque, um cliente de 53 anos, foi preso em flagrante por militares que chegaram ao local após serem acionados para atender a ocorrência.

De acordo com a Polícia Militar, a porta do escritório estava quebrada e o homem apontado como autor do crime havia sido contido por testemunhas. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso

Segundo relatos registrados no boletim de ocorrência, Marcelo havia marcado uma reunião com o cliente para entregar um documento. O homem chegou acompanhado da esposa e, ainda durante a conversa, passou a se exaltar. Em seguida, todos se deslocaram até a recepção para que o advogado mostrasse um arquivo no computador de uma funcionária.

Ao visualizar o documento, o cliente teria acusado o advogado de “jogar para os dois lados”, conforme relatou uma testemunha à PM. A funcionária se afastou por alguns instantes e, ao retornar, encontrou o advogado ferido e sangrando. Um estagiário que estava em outra sala correu ao ouvir pedidos de socorro e conseguiu imobilizar o suspeito, que ainda segurava a faca usada no ataque.

A perícia foi acionada, e a Polícia Civil assumiu as investigações.

Nota OAB

Nas redes sociais, a OAB de Viçosa/MG publicou nota lamentando o crime e afirmando que acompanhará de perto o caso para garantir rigor na apuração. A entidade classificou o episódio como uma perda profunda para a advocacia local e reforçou seu compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais e da segurança dos advogados.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do advogado Marcelo Andrade Mendonça, brutalmente assassinado dentro de um escritório enquanto exercia sua função. Sua partida representa uma perda imensa para toda a advocacia, atingindo-nos de forma profunda e revoltante.

A OAB Viçosa informa que tomará todas as providências cabíveis e estará à frente de todos os esforços necessários para que este ato cruel seja rigorosamente investigado. Não mediremos esforços na defesa intransigente das prerrogativas profissionais e da segurança de todos os advogados e advogadas.

Diante dessa tragédia, reafirmamos nossa união. A advocacia não se intimidará. Não perderemos nossa coragem. Seguiremos firmes na defesa da justiça, honrando aqueles que, como Marcelo, dedicaram suas vidas ao exercício ético e destemido da profissão. Que Deus conforte a família, amigos e colegas neste momento de imensa dor.

Que a memória de Marcelo permaneça como símbolo de força, dignidade e compromisso com a justiça.”

Fonte: Migalhas

Aposta de Porto Alegre acerta Mega-Sena e leva prêmio de R$ 99 milhões

Uma aposta de Porto Alegre (RS) acertou as seis dezenas do concurso 2.940 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14). O vencedor irá receber prêmio de mais de R$ 99 milhões.

Os números sorteados foram: 07 – 08 – 09 – 13 – 22 – 53

– 170 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.007,64

– 13.794 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 568,96

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (18), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. O valor de uma aposta simples é R$ 6.

Fonte: Agência Brasil

Proclamação da República: um chamado permanente ao fortalecimento da cidadania e das instituições

Por Edilson Silva

Se voltarmos ao 15 de novembro de 1889, podemos imaginar o Brasil como uma nação em efervescência, cercada por esperanças e inquietações. A República era uma promessa. Um rompimento com o poder hereditário e a centralização política da monarquia. Contudo, também era uma escolha feita às pressas e, em muitos sentidos, ainda imatura. Como cidadãos do presente, com um olhar interligado ao passado, questiono: o quanto dessa proclamação, de fato, cumprimos?

Certa vez, ao refletir sobre momentos de transformação como esse, fui tocado pela frase atribuída a Joaquim Nabuco: “A abolição foi o primeiro passo; o próximo seria libertar o Brasil de todas as suas heranças escravagistas.” Essa ideia ressoou em mim como um chamado contínuo para que avancemos, dos alicerces históricos às bandeiras republicanas que ainda precisam ser fincadas de forma sólida — sob o solo das instituições democráticas e da cidadania ativa.

Quando o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou o início do regime republicano, o Brasil carregava nas costas o peso de séculos de exclusão social, concentração de poder e privilégios consolidados. Da monarquia, herdamos desigualdades que não se desfizeram com uma assinatura ou com palavras de ordem. As primeiras décadas republicanas, principalmente durante a chamada República Velha, não foram capazes de corresponder à promessa de inclusão.

A representação política, ainda restrita a uma elite, via a figura do cidadão como secundária. A voz popular, principal sustentáculo de qualquer República, esteve, por décadas, abafada pelo autoritarismo de coronéis e ciclos de instabilidade governamental. A pergunta que ecoa no presente surge quase inevitável: quantas dessas barreiras, de fato, conseguimos transpor?

Ainda assim, seria injusto não reconhecer os passos gigantes que demos em momentos críticos de nossa história. A Constituição de 1988, batizada como “Cidadã”, remodelou um Brasil recém-saído de um regime autoritário. Instituímos princípios tão caros à República, como a universalização de direitos, a ampliação da Justiça Eleitoral e o fortalecimento da transparência por meio do controle social.

Nesse esforço, os Tribunais de Contas emergem como guardiões dessa transformação. Longe de serem meros órgãos técnicos, tornaram-se a ponte entre o direito público e a responsabilização. Atuando como conselheiro nas contas dos gestores e defensor do patrimônio do povo, o controle externo tem hoje um papel que vai além dos números: é uma ferramenta de cidadania. Brasil afora, temos testemunhado como ações integradas entre os Tribunais de Contas e a população promovem mudanças concretas na qualidade da gestão pública, garantindo investimento responsável e retornos à sociedade.

A recente aprovação do Projeto de Emenda Constitucional n. 39/2022 – a PEC da Essencialidade – pelo constituinte derivado é uma vitória significativa para o amadurecimento da República. Ao estabelecer os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e indispensáveis, essa medida reforça os pilares republicanos de controle, transparência e responsabilidade na gestão pública e fortalece-se o sistema de freios e contrapesos, essencial para a democracia. Sua importância vai além de uma conquista institucional: ela simboliza o compromisso contínuo com os ideais de 1889, garantindo que o patrimônio do povo seja gerido com ética e eficiência.

Esse aprimoramento das instituições republicanas tem mostrado seu valor, especialmente em cenários de crise. Durante desafios recentes, como a pandemia de Covid-19, a atuação dos Tribunais de Contas provou que a capacidade de adaptação e vigilância é uma das maiores forças da República. Vimos a mobilização do setor público para salvar vidas, enquanto a transparência e o controle foram ferramentas cruciais para minimizar desvios e irregularidades. Cada passo foi uma reafirmação do chamado republicano à responsabilidade e ao bem coletivo.

Mas não nos enganemos: o Brasil de 1889 e o Brasil de 2025 ainda se comunicam em vários aspectos que nos desafiam. A desigualdade é uma ferida aberta, que só pode ser curada com reformas estruturais. Assistimos a retrocessos nas discussões sobre direitos fundamentais, e muitos brasileiros ainda se encontram à margem do debate político, sem voz ou acesso às decisões que mais impactam suas vidas.

Além disso, um problema central nos ronda: a confiança nas instituições. E aqui, faço uma provocação como presidente da Atricon e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia: só haverá uma República plenamente consolidada se o cidadão confiar naqueles que administram o presente e fiscalizam os rumos do futuro. Essa confiança não pode ser apenas declarada, mas precisa ser construída, diariamente, com ética, trabalho e resultados concretos.

Convido você a olhar para o 15 de novembro de outra maneira. Não como um dia congelado no calendário, mas como um chamado vivo, uma lembrança de que a República exige cuidado permanente. Exige líderes éticos, cidadãos vigilantes e instituições fortes. Exige reconciliação entre as desigualdades do passado e o progresso inclusivo do futuro.

A Proclamação da República não foi um fim, mas o início de um longo projeto nacional — um projeto que continua sendo escrito, no Parlamento, nos Tribunais, no campo, nas fábricas, no comércio, nas escolas, e em cada cidadão que ousa sonhar com um país mais justo.

Sigamos conscientes dessa tarefa, pois, ao construirmos esse futuro juntos, seremos também responsáveis por escrever capítulos mais dignos na história da nação brasileira. Para isso, o lema Ordem e Progresso precisa ser, mais do que uma frase na bandeira, um compromisso no coração de cada um de nós.

Que assim seja.

Edilson Silva é conselheiro do TCE-RO e presidente da Atricon

PF prende ex-presidente do INSS em nova fase da Operação Sem Desconto

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (13), o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em uma nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em conjunto com a Controladoria-Geral da União.

Essa operação é aquela que investiga um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.

Em nota, a defesa de Alessandro Stefanutto disse que não teve acesso à decisão e que se trata de uma prisão ilegal. A defesa sustenta que seu cliente “não tem causado nenhum tipo de embaraço à apuração”. E prometeu tomar providências necessárias e provar a inocência de Stefanutto.

 Então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto foi exonerado do cargo em abril, logo após a Operação Sem Desconto revelar as fraudes contra beneficiários do Instituto.

 Além do ex-presidente, a PF cumpre hoje outros nove mandados de prisão e 63 de busca e apreensão no Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal.

 A polícia investiga os crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial.

 Segundo cálculo da Controladoria Geral da União, as entidades investigadas descontaram de aposentados e pensionistas mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores técnicos do Seguro Social do INSS foram afastados de suas funções.

Fonte: Agência Brasil

Veja os novos valores dos imóveis que podem ser financiados no Minha Casa, Minha Vida

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou o reajuste dos valores máximos de imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida para as faixas 1 e 2, voltadas para famílias de menor renda. A medida não altera o subsídio direto às famílias (desconto dado no financiamento), mas vai permitir que mais imóveis possam ser financiados pelo programa de habitação.

O limite máximo de financiamento para famílias que se enquadram nas duas primeiras faixas subiu para até R$ 275 mil, variando o valor de acordo com o município.

Hoje, o teto de financiamento para famílias com renda familiar bruta de até R$ 4.700 por mês é de R$ 264 mil, também com variações municipais. Segundo técnicos do governo, 263 municípios serão beneficiados.

Número de habitantes Limite atual do valor do imóvel Novo teto
Acima de 750 mil R$ 264 mil R$ 275 mil
Entre 300 mil e 750 mil R$ 250 mil R$ 270 mil
Entre 100 mil e 300 mil R$ 230 mil R$ 245 mil

O Ministério das Cidades afirma que norteou o reajuste após avaliar que o número de contratações caiu na faixa 1 e na região Norte do país.

Composto por representantes do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, o Conselho Curador do FGTS é responsável por definir as diretrizes de uso dos recursos do Fundo de Garantia, que financia também o programa habitacional.

A mudança deve permitir ao governo Lula atingir 3 milhões de unidades contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida até o fim deste mandato, superando a meta inicial de 2 milhões no período de quatro anos.

O programa é uma das vitrines da gestão petista. O reajuste dos tetos se soma a um conjunto de ações do governo, que inclui o aumento no subsídio para o valor de entrada, a redução das taxas de juros e a criação de uma nova faixa, voltada à classe média.

Nesta terça, o Conselho Curador do FGTS aprovou ainda o orçamento de R$ 160,5 bilhões para empréstimo habitacional e projetos de saneamento em 2026. O valor é 5,4% maior do que os R$ 152,3 bilhões disponíveis para este ano Do total, R$ 144,6 bilhões serão destinados à habitação.

Fonte: Folha de S. Paulo

Homem é preso em BH ao fingir ser deputado e passar trotes para a PM

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante nessa segunda-feira (10/11) depois de se passar por um deputado estadual e realizar trotes para a Polícia Militar. o suspeito foi detido na residência dele no Bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte (MG).

De acordo com a PM, o homem fazia diversas ligações para o número 190, se identificando falsamente como parlamentar e solicitando o envio de viaturas para verificar denúncias que nunca existiram.

A farsa terminou quando os militares descobriram o golpe e deram voz de prisão ao homem, que foi enquadrado no artigo 340 do Código Penal, referente à comunicação falsa de crime ou contravenção.

Segundo a polícia, o suspeito tem uma extensa ficha criminal, incluindo outros registros pela mesma conduta, além de violência doméstica, ameaças, injúria, perseguição e dano.

Durante o flagrante, o homem apresentava sinais de transtorno mental, afirmando que pessoas estariam escondidas em locais inusitados dentro da casa dele, como dentro de um rolo de plástico e até em um fogão.

Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, mas, devido ao seu estado de confusão, não conseguiu assinar o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), que é aplicado em casos de infrações de menor potencial ofensivo.

Fonte: Estado de Minas

Governo avalia liberar FGTS para vítimas de tornado no Paraná, diz Gleisi

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que lidera a comitiva enviada pelo governo federal ao Paraná, afirmou neste sábado (8/11) que o governo trabalha para atender de forma imediata as vítimas do tornado que devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades da região. “Nossa prioridade é reconstruir o que foi destruído e garantir que ninguém fique desamparado”, declarou.

A comitiva inclui o ministro em exercício da Saúde, Juliano Massuda, representantes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), da Defesa Civil Nacional, do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). O grupo sobrevoou as áreas atingidas, avaliou os danos e iniciou o planejamento das ações emergenciais.

Segundo Gleisi, o governo federal já reconheceu o estado de calamidade e trabalha para agilizar a liberação de recursos emergenciais, inclusive com medidas que envolvem o saque do FGTS e benefícios do INSS para as famílias afetadas. “Estamos coordenando esforços com o governo do estado e as prefeituras para restabelecer o básico: alimentação, abrigo e reconstrução das casas”, afirmou.

A ministra também ressaltou que há equipes de saúde atuando na região, incluindo especialistas em saúde mental para atender vítimas e familiares. “Sabemos que, além das perdas materiais, há um impacto emocional profundo. Estamos aqui para oferecer suporte integral, tanto físico quanto psicológico”, destacou.

O governo pretende priorizar a reconstrução urbana e o fornecimento de materiais de construção, telhas, alimentos e itens de higiene. Gleisi enfatizou que a ação é conjunta e envolve diferentes esferas: “Este plano está sendo desenvolvido com a prefeitura e o governo do Estado. Reconhecemos a necessidade de um esforço coletivo e de superar desafios inéditos.”

O tornado, que atingiu o sudoeste do Paraná na sexta-feira (7/11), provocou destruição em larga escala, deixou ao menos seis mortos, dezenas de feridos e centenas de desabrigados. As equipes federais devem permanecer na região pelos próximos dias para acompanhar a liberação de recursos e monitorar as etapas de reconstrução.

Fonte: Correio Braziliense

Moraes vota para rejeitar recurso e manter condenação de Bolsonaro e outros seis réus

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes votou, nesta sexta-feira (7), para rejeitar o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na ação da trama golpista. Bolsonaro recebeu uma pena de mais de 27 anos de prisão por liderar uma organização criminosa.

Além do ex-presidente, Moraes também votou para negar o recurso apresentado pelas defesas do almirante Almir Garnier, do general Paulo Sérgio Nogueira, do deputado Alexandre Ramagem, do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e dos generais Braga Netto e Augusto Heleno.

Acompanhando o relator, o ministro Flávio Dino também votou pela rejeição do recurso de todos os réus do chamado “núcleo crucial”.

Os embargos declaratórios, recursos apresentados por sete condenados no núcleo 1 da trama golpista, são julgados pela Primeira Turma do STF. Além de Moraes e Dino, faltam votar os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O julgamento começou nesta sexta-feira (7), no plenário virtual, e vai até a próxima sexta-feira (14).

Caso os recursos sejam negados pela maioria, o relator, ministro Alexandre de Moraes, poderá determinar o início do cumprimento das penas.

No voto do ministro ao recurso de Bolsonaro, Moraes discordou da alegação de que a PGR (Procuradoria-Geral da República) teria tentado dificultar o trabalho das defesas ao apresentar grande volume de documentos no processo.

“Não se vislumbra, portanto, qualquer tática acusatória da Procuradoria-Geral da República para cercear o direito à ampla defesa. Ao contrário, na presente hipótese a acusação pediu a autorização das defesas para ter acesso a todos os elementos de prova que foram mencionados na denúncia”, disse Moraes, destacando que tais documentos foram disponibilizados de forma igual e transparente às defesas.

Fonte: R7

“Servidores passam necessidade”, diz juiz ao barrar show de R$ 654 mil no Maranhão

Ao suspender o show da dupla sertaneja Maiara e Maraisa no município de Governador Nunes Freire, no Maranhão, o juiz Bruno Chaves afirmou que os servidores públicos locais “passam necessidades por não receberem seus proventos”. O evento seria realizado em 8 de novembro, no aniversário da cidade, e custou R$ 654 mil aos cofres públicos.

Na decisão, assinada nessa quarta-feira (5/11), o juiz da Vara Única da Comarca de Governador Nunes Freire atendeu ao pedido Ministério Público do Maranhão (MPMA).

O órgão entrou com ação civíl pública contra o prefeito Luis Fernando de Castro Braga (PL) e argumentou que não seria moral realizar o show enquanto a prefeitura atrasa o pagamento de salários e outros benefícios a servidores públicos com frequência.

“Não é moral destinar mais de meio milhão de reais à festa enquanto servidores públicos passam necessidades por não receberem seus proventos”, escreveu o juiz.

O MPMA sustentou que o município de Governador Nunes Freire “atravessa notória dificuldade financeira, encontrando-se em débito com obrigações básicas”.

Entre as inadimplências citadas estão:

– atraso no pagamento de férias de agentes de saúde referentes aos anos de 2023 e 2024;

– inadimplemento do 13º salário de servidores referente a 2024; e

– atraso generalizado no pagamento de remunerações de outras categorias de servidores.

O juiz concedeu a tutela de urgência e mandou suspender o show. “É um contrassenso ético e jurídico que uma administração pública, declarando-se incapaz de honrar suas obrigações mais elementares – o pagamento de quem trabalha –, opte por despender a vultosa quantia de R$ 654 mil em um único evento festivo”, escreveu.

O magistrado ainda determinou que a prefeitura se abstenha de efetuar qualquer pagamento ou transferência financeira referente ao show e de contratar, em substituição, outra atração artística de porte e valor similar para o evento. Além disso, o cancelamento do show deveria ser anunciado no site e redes sociais da prefeitura.

“A despesa também se afigura irrazoável e desproporcional, violando o dever de eficiência na alocação de recursos. A eficiência impõe ao administrador o dever de otimizar a relação custo-benefício, e não há benefício social que justifique a realização de um show de R$ 654 mil quando o mesmo valor poderia ser utilizado para regularizar parte das folhas de pagamento em atraso”, disse.

Caso a prefeitura descumpra a decisão judicial, o juiz fixou uma multa diária de R$ 70 mil.

Fonte: Metrópoles

STF manda PF abrir inquérito para investigar crime organizado no Rio

O STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que a PF (Polícia Federal) abra um inquérito para investigar o crime organizado no Rio de Janeiro.

Durante audiência pública hoje, Alexandre de Moraes anunciou a abertura do inquérito. Segundo o ministro, a PF vai apurar dois aspectos relacionados ao combate ao crime organizado: “o funcionamento dos esquemas de lavagem de dinheiro” e a “infiltração de organizações criminosas” no Poder público.

Moraes se reuniu hoje com representantes de entidades ligadas aos direitos humanos. A reunião tratou sobre a operação mais letal do Brasil, que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha na semana passada e deixou mais de 100 mortos.

O ministro afirmou que pediu as imagens da operação policial para “verificar eventual uso excessivo da força”. Moraes assumiu temporariamente a relatoria da chamada ADPF das favelas. O então ministro Luís Roberto Barroso era responsável pela ação, mas, como se aposentou, o regimento interno aponta que Moraes é o próximo ministro imediato a assumir o caso.

Entre os problemas apontados por Moraes, está a falta de autonomia da Polícia Técnico-Científica do Rio. Para o ministro, a subordinação do grupo à Polícia Civil comprometeria a independência das investigações.

O STF determinou uma série de regras para reduzir a letalidade policial no RJ. Em abril deste ano, o Supremo decidiu que houvesse a observação do uso da forças nas ações, com o planejamento prévio das operações, transparência e monitoramento sobre letalidade policial, disponibilização de relatórios detalhados ao final de cada operação policial, uso de câmeras, preservação de vestígios de crimes, compartilhamento de dados e envio ao Ministério Público. As decisões foram feitas em meio ao julgamento da ADPF das Favelas.

Fonte: UOL