PF e CGU combatem fraude em licitação em quatro estados e no DF

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira, (23/7), em Cuiabá/MT, Várzea Grande/MT, Rondonópolis/MT, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, Boa Vista/RR e Campo Grande/MS, a operação Portare, com o objetivo de combater a corrupção e a falta de lisura nos certames licitatórios em contratos firmados com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-Cuiabá).

Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foi deferida medida de sequestro de bens em face de 10 envolvidos, que somadas perfazem a quantia de cerca de R$ 20 milhões. Dois servidores públicos foram afastados dos seus cargos.

A investigação teve início a partir de denúncias anônimas que indicavam a inexecução contratual, com indícios de superfaturamento no contrato de fornecimento de veículos para o DSEI-Cuiabá. A contratação emergencial aconteceu nos anos de 2023 e 2024, inclusive com informações de favorecimento da contratada, fraudes e acertos prévios entre agentes públicos e particulares.

O prejuízo ao erário identificado atinge o valor de R$ 1,3 milhão, além do pagamento de vantagem indevida a servidores e outras irregularidades.

No decorrer da apuração, a Polícia Federal também identificou que alguns servidores do DSEI-Cuiabá recebiam vantagem indevida de particulares, para que favorecessem suas empresas nas contratações junto ao órgão.

Em licitação homologada em 2025 para a contratação de serviços de locação de veículos, cujo principal item foi vencido com proposta de R$ 25 milhões, apurou-se novos indícios de irregularidades.

Fonte: Polícia Federal

Governo avalia viabilidade de o Brasil criar seu próprio GPS

Um grupo de especialistas vai estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite, um empreendimento de altíssima complexidade e custo. Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.

O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Assinada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue ao ministro um relatório com suas conclusões e sugestões.

“O grupo ainda está se organizando”, explicou nesta segunda-feira (21), em entrevista à Agência Brasil, Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo, que poderá convidar representantes de outras instituições aptos a contribuir com os objetivos estratégicos do grupo.

“Vamos procurar entender os gargalos, as dificuldades, os prós e contras de desenvolvermos um sistema destes”, acrescentou Leonardi, destacando a importância dos atuais sistemas de navegação por satélite – dentre os quais, o mais conhecido é o estadunidense GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), operado pela Força Espacial dos Estados Unidos.

“No Brasil, historicamente, priorizamos o debate acerca de outros aspectos espaciais, como a necessidade de termos satélites para monitoramento territorial. Agora, vamos discutir se queremos ou não ter nosso próprio sistema de navegação; o investimento necessário para fazê-lo e, se for o caso, a necessidade nacional de ter um sistema global ou um sistema regional, capaz de cobrir todo nosso território. Qualquer que seja o caso, se o país concluir que deve fazer isso, o patamar de investimentos terá que ser muitas vezes maior que o atualmente investido no programa espacial brasileiro”, concluiu Leonardi, admitindo a complexidade da empreitada, que exige capacidade tecnológica para projetar, fabricar e lançar satélites capazes de transmitir, do espaço para a terra, sinais precisos.

Fonte: Agência Brasil

Nobel de Economia elogia Pix e sugere que Brasil criou o futuro do dinheiro

Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de Economia, sai em defesa do Pix e pergunta: “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”. Em sua coluna semanal, publicada nesta terça-feira no subtrack, o americano questiona a situação das criptomoeadas nos EUA e diz que o governo de Donald Trump deveria olhar o Brasil como referência no sistema de pagamento e de inovação financeira. Ele ainda aplaude a decisão do país de julgar seu ex-presidente, no caso Jair Bolsonaro.

Os comentários estão sendo feitos uma semana depois que o governo dos EUA decidiu abrir uma investigação contra o sistema de pagamentos no Brasil, o que poderia acarretar em novas sanções e tarifas contra o país.

O título deixa claro seu elogio: “O Brasil criou o futuro do dinheiro?”.

Seu gancho foi o anúncio, na semana passada, na Câmara dos Deputados dos EUA, da aprovação da Lei Genius, que, segundo ele “impulsionará o crescimento das stablecoins, abrindo caminho para futuros golpes e crises financeiras”. “Na quinta-feira, a Câmara também aprovou um projeto de lei que impediria o Federal Reserve de criar uma moeda digital do banco central (CBDC), ou mesmo estudar a ideia”, disse Krugman.

“Por que os republicanos estão tão aterrorizados com a ideia de um CBDC que estão literalmente ordenando que o Fed pare de pensar nisso?”, questionou.

Segundo ele, em 2022, o “Fed emitiu um relatório preliminar sobre a possibilidade de criar um CBDC, que descreveu como “análogo a uma forma digital de papel-moeda”. “Atualmente, os americanos podem manter e gastar uma forma de responsabilidade do Federal Reserve: pedaços de papel verde com fotos de presidentes mortos. Um CBDC expandiria esse direito, permitindo-nos manter e gastar depósitos no Fed, que, como todos os depósitos hoje em dia, seriam apenas registros digitais”, disse.

“Se isso soa estranho, você deve perceber que já temos o que equivale à moeda digital do banco central – mas apenas para instituições financeiras. Os bancos mantêm contas no Fed e podem transferir fundos entre si por meio de um sistema de pagamentos eletrônicos. Por que não deveriam ser disponibilizados recursos comparáveis para pessoas físicas e empresas não financeiras?”, questionou.

Segundo ele, os republicanos dizem que estão preocupados com a invasão de privacidade, que um CBDC abriria as portas para a vigilância generalizada do governo. “Mas lembre-se, essas são as pessoas que entregaram dados pessoais do Medicaid ao ICE para facilitar prisões e sequestros”, alertou.

“Se você acha que eles estão profundamente preocupados com a vigilância em potencial, tenho algumas memecoins da família Trump que você pode querer comprar”, ironizou.

Segundo ele, o que os republicanos realmente temem, “com razão, é a probabilidade de muitas pessoas preferirem um CBDC a contas bancárias privadas, especialmente, mas não apenas, stablecoins”. “E, em geral, qualquer tentativa de criar um CBDC completo enfrentaria forte oposição do setor financeiro”, constatou.

“Mas e a possibilidade de criar um CBDC parcial? Poderíamos manter contas bancárias privadas, mas fornecer um sistema eficiente e público para fazer pagamentos a partir dessas contas?”, ponderou.

E é neste aspecto que o Brasil é usado como modelo.

“Sim, nós poderíamos. Sabemos disso porque o Brasil já fez isso”, apontou.

“A maioria das pessoas provavelmente não pensa no Brasil como líder em inovação financeira. Mas a economia política do Brasil é claramente muito diferente da nossa – por exemplo, eles realmente colocam ex-presidentes que tentam anular as eleições em julgamento”, disse, numa referência a Jair Bolsonaro.

“E os grupos de interesse cujo poder, pelo menos por enquanto, torna impossível uma moeda digital dos EUA parecem ter muito menos influência lá. O Brasil está, de fato, planejando criar uma CBDC. Como primeiro passo, em 2020 introduziu o Pix, um sistema de pagamento digital administrado pelo banco central”, contou.

Ele compara o Pix a uma “versão pública do Zelle, o sistema de pagamento operado por um consórcio de bancos privados dos EUA”. “Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E enquanto o Zelle é grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, usado por 93 % dos adultos brasileiros. Parece estar substituindo rapidamente dinheiro e cartões”, disse.

Citando um relatório do FMI, Krugman destaca como as transações Pix ocorrem quase instantaneamente. “Um pagamento Pix é liquidado em 3 segundos em média contra 2 dias para cartões de débito e 28 dias para cartões de crédito”, disse.

Ele também aponta que os custos de transação são baixos. “As autoridades estabeleceram uma exigência de que o Pix seja gratuito para pessoas físicas, e o custo de uma transação de pagamento para empresas/comerciantes é de apenas 0,33% do valor da transação, contra 1,13% para cartões de débito e 2,34% para cartões de crédito”, disse.

“Não posso deixar de notar que o Pix está realmente alcançando o que os impulsionadores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de entregar por meio do blockchain – baixos custos de transação e inclusão financeira”, comparou. “Compare os 93% dos brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% dos americanos que usaram criptomoeda para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024”, escreveu.

Fonte: UOL

Fux vota contra tornozeleira eletrônica e cautelares impostas a Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do STF, divergiu da maioria da 1ª turma e se posicionou contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais. Para o ministro, as restrições violam, sem justificativa concreta, direitos fundamentais como a liberdade de locomoção e de expressão.

A 1ª turma analisou, em plenário virtual, o referendo da decisão do relator, ministro Alexandre de Moraes, que impôs as cautelares no contexto de investigação sobre suposto atentado à soberania nacional. Entre as medidas determinadas estão: tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, apreensão de celular, proibição de uso de redes sociais e vedação de contato com embaixadores.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o relator, formando maioria de 4 a 1 pela manutenção das cautelares.

O caso

As medidas cautelares contra o ex-presidente foram determinadas em 18 de julho, com base em indícios de que o ex-presidente teria atuado, em conjunto com o deputado Eduardo Bolsonaro, para obstruir a Justiça e constranger o STF por meio de pressões internacionais.

A decisão apontava tentativas de submeter o Supremo ao “crivo de outro Estado”, com o envolvimento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e articulações voltadas à aplicação da Lei Magnitsky – legislação norte-americana que autoriza sanções por violações de direitos humanos.

Desproporcional

Último a votar, o ministro Luiz Fux abriu divergência e se posicionou contra a manutenção das medidas. Para ele, as medidas “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

O ministro destacou que Bolsonaro tem domicílio certo e passaporte retido, e que nem a Polícia Federal nem a Procuradoria-Geral da República apresentaram provas novas de tentativa de fuga ou planejamento nesse sentido. “Carece a tutela cautelar do preenchimento dos requisitos do periculum in mora e do fumus comissi delicti”, afirmou.

Fux criticou especialmente a proibição genérica do uso de redes sociais. Citando precedentes do ministro Celso de Mello, pontuou que esse tipo de impedimento “confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão” e advertiu que “o exercício da jurisdição cautelar por magistrados e Tribunais não pode converter-se em prática judicial inibitória […] da liberdade constitucional de expressão e de comunicação, sob pena de o poder geral de cautela atribuído ao Judiciário transformar-se, inconstitucionalmente, em inadmissível censura estatal”.

Além disso, rebateu a ideia de que as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro poderiam influenciar o julgamento da Ação Penal contra o ex-presidente. “Juízes julgam conforme a sua livre convicção, em análise dos elementos fáticos e jurídicos constantes de cada caso.”

Fux também frisou que “as medidas de coerção e de restrição devem obedecer ao princípio da proporcionalidade”, e que a decisão cautelar, por sua natureza, “não pode se revestir de julgamento antecipado”.

Fonte: Migalhas

Moraes chama advogados de Bolsonaro para explicar descumprimento de medidas e alerta sobre prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (22) que os advogados de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem no prazo de 24 horas sobre descumprimento de medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, direta ou indiretamente.

Desde a sexta-feira, Moraes aplicou medidas cautelares contra Bolsonaro — como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de postar nas redes — em razão de indícios de que o ex-presidente tenta atrapalhar o processo em que é réu por tentativa de golpe de Estado.

Mais cedo nesta segunda, Moraes reforçou que a proibição vale também para contas de terceiros nas redes.

Mas, poucas horas depois, Bolsonaro fez um ato com aliados na Câmara, e registros do evento foram parar na internet.

O ministro alertou que, caso a defesa não justifique adequadamente a conduta, poderá decretar a prisão imediata do ex-presidente.

Na decisão, Moraes cita vídeos publicados nas redes sociais em que Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira eletrônica e fazendo discurso. Segundo o ministro, isso configura violação das medidas impostas por ele.

“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas, inclusive por terceiros”, escreveu Moraes.

Vídeos nas redes

No ato no Congresso, Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica, que chamou de “máxima humilhação”. Disse ainda que “não matou ninguém” para merecer a medida.

“Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Nós vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, disse o presidente.

Fonte: G1

Tarifaço de Trump coloca em risco 77 mil toneladas de frutas brasileiras que aguardam exportação para os EUA

Cerca de 77 mil toneladas de frutas brasileiras que aguardam exportação para os Estados Unidos correm risco de estragar ou de serem comercializadas abaixo do preço de mercado por causa da tarifa de 50% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Anunciada por Trump, a medida entra em vigor em 1º de agosto e já levou à suspensão de embarques de frutas, pescados, grãos e carnes.

No setor de frutas, o impacto é expressivo. Um levantamento da GloboNews aponta os volumes em risco:

– 36,8 mil toneladas de manga

–  18,8 mil toneladas de frutas processadas, principalmente açaí

– 13,8 mil toneladas de uva

– 7,6 mil toneladas de outras frutas

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cerca de 2,5 mil contêineres estão preparados para exportação, à espera de uma solução diplomática.

A quantidade é suficiente para abastecer, por um ano inteiro, a população de grandes capitais como Salvador (BA), Manaus (AM) e Recife (PE).

🍊Se convertida em suco, essa quantidade equivaleria a 38,5 milhões de litros, o bastante para servir um copo a mais de 192 milhões de pessoas.

O números dimensionam o impacto da disputa comercial, que atinge em cheio produtores e exportadores do país.

A crise impacta diretamente os produtores do Vale do São Francisco, que lidera o cultivo no Brasil. Caso o impasse persista, os efeitos negativos devem se alastrar pelas próximas safras, com potencial para reduzir investimentos, provocar demissões e afetar toda a cadeia logística da fruticultura nacional.

Entre os produtos mais afetados está a manga, principal fruta in natura exportada pelo Brasil para o mercado norte-americano. O cenário é o mais delicado porque a janela de embarques — que vai de agosto a outubro — coincide justamente com o início da aplicação da nova sobretaxa.

Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, afirma que as alternativas para o setor são limitadas.

“Não podemos colocar essa manga no Brasil, porque vai colapsar o mercado. Então, urge uma definição, urge o bom senso, urge a flexibilidade, urge um pensamento global, um pensamento geral, para que não tenhamos que deixar manga no pé, com desemprego em massa”, diz.

“Agora nós estamos bastante inseguros. Porque, infelizmente, a essa altura não podemos pegar essa manga e jogar na Europa. O preço vai desabar, não há logística para isso”, afirma o presidente.

A entidade afirma que o segundo semestre, tradicionalmente responsável pelo maior volume de receitas da fruticultura, pode se transformar em um período de colapso.

Dados da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) mostram que o suco de laranja também está em risco. Na safra 2024/2025, a exportação representou 305 mil toneladas de suco enviadas para os Estados Unidos e mais de US$ 1,3 bilhão em receita para o Brasil.

O aumento de 533% na taxação torna inviável a continuidade das vendas ao segundo principal destino do produto. O volume em risco ameaça toda a cadeia produtiva, especialmente agora, no início da nova safra.

O governo federal orientou empresas brasileiras a mobilizarem seus compradores nos EUA e tenta negociar com a administração americana o adiamento da tarifa por pelo menos 90 dias.

Fonte: G1

Ministério da Integração reconhece a situação de emergência em 29 cidades afetadas por desastres em Pernambuco e outros estados

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta segunda-feira, 21, a situação de emergência em 29 cidades afetadas por desastres nos estados do Amazonas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Foram castigados por fortes chuvas os municípios de Relvado, São Francisco de Assis, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, Toropi, Montenegro, Nova Esperança do Sul, Cacequi, Eldorado do Sul, Unistalda e Estrela, no Rio Grande Sul, e Vargem, em Santa Catarina.

Já as cidades de Barreirinha, no Amazonas, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de inundações, enquanto Sobradinho e São Nicolau, também no estado gaúcho, foram atingidas por enxurradas.

Por outro lado, os municípios de Tanhaçu, Piripá, Boquira e Anagé, na Bahia, Brejo dos Santos, Dona Inês, Quixabá e Mãe D’Água, na Paraíba; Caetés, em Pernambuco, e Morro Grande, em Santa Catarina, passam por estiagem. No Rio Grande do Norte, as cidades de São Fernando, Parelhas e Campo Grande enfrentam a seca, período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Morre Preta Gil, cantora e empresária, aos 50 anos, vítima de câncer

Cantora, empresária e apresentadora, Preta Gil morreu neste domingo aos 50 anos após complicações em decorrência de um câncer. A informação da morte foi confirmada pela equipe da artista.

Ela estava nos Estados Unidos, onde fazia um tratamento experimental contra a doença, diagnosticada em janeiro de 2023. A artista teve apenas um filho: Francisco Gil, também conhecido como Fran, músico que completa o trio do grupo Gilsons.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Dois anos após seu pai retornar do exílio em Londres durante a ditadura no Brasil.

Mulher preta, bissexual e fora dos padrões estéticos convencionais, Preta enfrentou preconceitos desde a infância e usava sua visibilidade para combater o racismo, a gordofobia e a homofobia. “Eu costumo dizer que eu era a Preta no mundinho da Tropicália, achava que as pessoas eram que nem a minha família. O mundo não era assim”, afirmou certa vez a cantora à revista Forbes.

Em entrevistas, Preta contou o momento controverso quando o pai foi registrá-la no cartório. O tabelião inicialmente se recusou a aceitar o nome “Preta”, o que levou Gilberto e a avó materna de Preta, Wangry, a argumentarem que nomes como “Branca” e “Clara” eram comuns. “Se fosse Branca, Rosa ou Clara, pode? Acho que a senhora já registrou muitas”, argumentou o músico. O tabelião disse que só faria o registro se fosse incluído um nome católico no registro oficial. A avó então sugeriu um nome composto: Preta Maria, e o tabelião concordou.

A infância de Preta foi dividida entre o Rio de Janeiro e Salvador, após a separação de seus pais. A cantora era a quarta filha de Gilberto Gil de um total de sete. Gil foi casado com Sandra Gadelha (a Drão), a cantora Nana Caymin e Belina de Aguiar. Com Nana, o cantor não teve nenhum filho durante a relação de um ano.

Fonte: UOL

Ele vendeu sua empresa para a Adobe por US$ 1 bilhão – mas começou com US$ 17 mil e cheio de dívidas

Emery Wells é um exemplo de como decisões financeiras arriscadas, mas calculadas, podem transformar uma carreira e criar oportunidades bilionárias. Com 42 anos, Wells é o CEO da Frame.io, uma plataforma de colaboração em vídeo vendida para a Adobe por US$ 1,2 bilhão em 2021.No entanto, o caminho até esse marco foi repleto de desafios financeiros e escolhas audaciosas. As informações foram retiradas de uma reportagem da CNBC.

Em 2006, aos 25 anos, Wells era um editor de vídeo freelancer em Nova York, recém-saído de um emprego de bartender para seguir o sonho de trabalhar no cinema. Durante uma feira da indústria, ele testemunhou o anúncio de uma câmera digital revolucionária.

Sem pensar duas vezes, seguiu o exemplo de um colega e colocou um depósito de US$ 1.000 para entrar na lista de espera do produto. Na época, esse valor quase estourou o limite de crédito de seu cartão, que era de US$ 1.200.

Wells lembra que estava endividado e tinha apenas algumas centenas de dólares no banco, mas estava determinado a adquirir o equipamento, que custava US$ 17.500.

Essa compra arriscada acabou se provando um divisor de águas. Pouco tempo depois de receber a câmera, ele se tornou um dos poucos profissionais em Nova York a possuir o equipamento, o que o colocou em alta demanda no mercado de produção e pós-produção.

Sua empresa, a Katabatic Digital, cresceu rapidamente e, em 2014, já faturava mais de US$ 1 milhão por ano com clientes como Coca-Cola e Pfizer.

Uma nova ideia de negócio surgiu

No entanto, Wells percebeu que o verdadeiro potencial estava em um software que ele desenvolveu junto com o engenheiro John Traver, também funcionário da Katabatic.

O software permitia que equipes colaborassem na edição de vídeos, tornando o processo de feedback mais eficiente. Essa ferramenta, que se tornaria a Frame.io, chamou a atenção de mais de 15 mil clientes logo após o lançamento.

Wells então enfrentou uma decisão crítica: continuar investindo na Katabatic, uma empresa já estável e lucrativa, ou apostar tudo na Frame.io, uma startup promissora, mas incerta.

Ele optou pela segunda alternativa, encerrando as operações da Katabatic e dedicando todos os seus recursos à nova empreitada.

Para garantir o sucesso, Wells chegou a investir boa parte de suas economias na Frame.io, enquanto buscava financiamento de investidores. A decisão de se comprometer 100% com o projeto foi fundamental. Como um investidor destacou, nenhum capital de risco seria levantado enquanto a Frame.io fosse tratada como um projeto paralelo.

A aposta valeu a pena

Nos primeiros 90 dias após o lançamento oficial, a Frame.io gerou US$ 30 mil em receita recorrente mensal, o que atraiu um aporte inicial de US$ 2 milhões da Accel. Nos anos seguintes, a startup levantou mais de US$ 80 milhões em rodadas de financiamento.

À medida que a empresa crescia, Wells e Traver começaram a considerar uma oferta pública inicial (IPO). Foi nesse momento que a Adobe apresentou uma proposta de aquisição bilionária que eles não puderam recusar.

A trajetória de Wells ilustra o impacto das decisões financeiras estratégicas no sucesso de um negócio. Para especialistas, seu exemplo reforça a importância de compreender riscos, identificar oportunidades e saber direcionar recursos de forma inteligente.

Ele mesmo admite que, no início, não imaginava que a Frame.io se tornaria uma empresa bilionária. O crescimento foi acontecendo de forma incremental, baseado em metas claras e no trabalho de convencimento de investidores a cada nova rodada de financiamento.

Fonte: EXAME

Adolescente é encontrada morta com iniciais do PCC no corpo

O corpo de uma adolescente, de 14 anos, identificada como Nicolly Fernanda Pogere, foi encontrado, na sexta-feira (18), nas imediações de uma lagoa em Hortolândia, cidade do interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a sigla da organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) estava escrita nas costas da garota.

Porém, o delegado responsável pelo caso, José Regino, acredita que as iniciais tenham sido usadas “para uma tentativa deliberada de disfarçar a motivação real do crime, simulando possível relação com organização criminosa”.

No momento da localização, foi constatado que o corpo de Nicolly estava com trauma cranioencefálico, múltiplas perfurações por arma branca e cortes profundos na região abdominal. Além disso, estava parcialmente esquartejado, sem os membros superiores e inferiores, o que foi definido pelos investigadores como “sinais evidentes de violência extrema”.

Nicolly foi encontrada envolta em lençóis e em uma lona. Segundo a polícia, foram encontradas pedras dentro dos lençóis, que teriam sido utilizadas para manter o corpo submerso na lagoa, o que mostra um esforço em ocultar o cadáver.

A adolescente estava desaparecida desde o início da semana e foi reconhecida por familiares no local.

De acordo com as investigações, os principais suspeitos são outros dois adolescentes. Um deles é um jovem, de 17 anos, que já teve um relacionamento com Nicolly e que agora se relaciona com uma outra menina, de 14. Para a corporação, a atual relação reforça a possibilidade de motivação passional no crime.

Em buscas na casa do ex-amorado de Nicolly, foram localizados vestígios de sangue humano, que passam por análise.

“A Polícia Civil de Hortolândia continua com diligências para encontrar os adolescentes suspeitos e apurar um possível envolvimento de terceiros, tanto na execução do feminicídio quanto na fuga dos envolvidos. O caso está sob responsabilidade do 2º Distrito Policial de Hortolândia e segue com prioridade máxima investigativa”, finalizou a corporação.

Fonte: CNN

Ceará registra foco de gripe aviária em criação doméstica

O Ceará registrou o primeiro caso de gripe aviária do tipo H5N1 em aves domésticas. O registro ocorreu numa criação de subsistência, em que as aves são produzidas para consumo próprio, em Quixeramobim, no sertão central do estado.

Por meio de nota, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que a propriedade foi isolada e que as aves foram mortas na manhã desta sexta-feira (18). A criação passará pelo protocolo de saneamento previsto pelo Plano Nacional de Contingência de Influenza Aviária, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Embora o caso só tenha sido divulgado neste sábado (19), o Laboratório Federal de Defesa Agropecuário (LFDA), em Campinas (SP), confirmou a ocorrência de H5N1 após analisar amostras encaminhadas no último dia 8. A Adagri também investiga as propriedades num raio de 10 quilômetros do foco para verificar o possível vínculo com outras criações.

A agência reforça que o consumo de carne de aves e ovos armazenados em casa ou em pontos de venda é seguro, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. O órgão reitera que há nenhuma restrição quanto ao consumo.

Estatísticas

Desde 2023, o Brasil registra focos de gripe aviária em criações domésticas. De lá para cá, foram detectados 181 casos de influenza aviária, sendo 172 casos em aves silvestres, oito em aves de subsistência e um em aves comerciais, todos controlados.

O único caso em granja comercial foi registrado em Montenegro (RS) em maio. Após a desinfecção do local e o cumprimento de 28 dias sem novos registros em criações comerciais, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou o Brasil livre da gripe aviária em 18 de junho, o que permitiu a retomada das exportações de frango.

No mês passado, o país registrou focos domésticos de H5N1 em Goiás e no Mato Grosso do Sul. Também houve um foco de gripe aviária silvestre no zoológico de Brasília.

Fonte: Agência Brasil

Inscrições para o CNU 2025 encerram neste domingo; veja regras e como fazer

Faltam menos de 24 horas para o encerramento das inscrições na segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU 2). O prazo segue até às 23h59 deste domingo, dia 20 de julho de 2025. Para se inscrever, acesse este link da Faculdade Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do processo seletivo.

Os candidatos irão disputar 3.652 vagas em 32 órgãos e entidades da administração pública federal, localizados em todas as regiões do país. A remuneração inicial das vagas ofertadas chega a R$ 16.413,35, segundo os dados disponíveis no edital. Já os menores salários serão de R$ 4.063,46. Veja o salário de cada cargo neste link.

A seleção ocorrerá em duas etapas, com uma primeira prova agendada para 5 de outubro e um segundo exame para os aprovados no primeiro em 7 de dezembro.

Como funcionam os blocos temáticos

O CNU 2 conta com 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário, organizadas em nove blocos temáticos.

Cada bloco possui provas de nível superior e de nível técnico padronizadas para testar habilidades relativas ao tema. Os inscritos selecionarão o bloco de seu interesse e poderão assim concorrer a todas as vagas dentro daquele bloco.

Como serão as provas do CNU 2

As provas serão aplicadas novamente em 228 cidades, como ocorreu com no CNPU em 2024.

A primeira fase, com questões objetivas, ocorrerá em 05 de outubro. A quantidade de perguntas varia de acordo com o nível de formação da vaga pleiteada, conforme listado a seguir:

– Nível superior: 90 questões (30 de conhecimentos gerais e 60 de conhecimentos específicos)

– Nível intermediário: 68 questões (20 de conhecimentos gerais e 48 específicos)

Para ambos os níveis, a prova terá início às 13h. O exame para nível superior terá duração de cinco horas (encerramento às 18h), já o nível intermediário durará 3 horas e 30 minutos (fim às 15h30).

Já a segunda fase, discursiva, para os aprovados na primeira, ocorrerá em 7 de dezembro às 13h, com duração de duas horas para o nível intermediário (fim às 15h) e de 3 horas para nível superior (fim às 16h). O conteúdo será:

– Nível superior: duas questões discursivas

– Nível intermediário: uma redação dissertativa argumentativa

Como se inscrever no CNU

As inscrições devem ser feitas pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso. Veja neste link o passo a passo de como fazer a inscrição.

Para fazer a inscrição, será necessário possuir uma conta gov.br. Caso ainda não possua uma, saiba como criar neste link.

A inscrição exige o pagamento de uma taxa de R$ 70. O período para solicitar isenção da tarifa já se encerrou.

Fonte: IstoÉ

Lula tem reunião com chanceler após EUA cancelarem vistos de ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma reunião neste sábado (19) no Palácio da Alvorada com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, diante da decisão do Governo dos Estados Unidos de revogar o visto de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além disso, o encontro de Lula com o chanceler ocorreu na véspera da viagem do presidente ao Chile. No domingo (20), Lula embarca para Santiago para participar de um evento em defesa da democracia e do multilateralismo. O encontro, organizado pelo presidente chileno, Gabriel Boric, estava previsto desde fevereiro.

Nessa sexta-feira (18), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que determinou a revogação do visto do ministro Alexandre de Moraes.

O norte-americano declarou, ainda, que o documento de familiares e “aliados” de Moraes no Supremo também estão suspensos — sem detalhar quais ministros foram afetados.

Na manhã deste sábado, Lula criticou a medida, que segundo ele é “arbitrária e completamente sem fundamento”.

“A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”, disse Lula.

“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito”, acrescentou o presidente.

Secretário citou Bolsonaro ao anunciar medida

A decisão dos EUA foi anunciada horas depois da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está de tornozeleira eletrônica, proibido de acessar redes sociais e com circulação restrita. O STF não vai se manifestar sobre o assunto.

Fonte: R7