Novo portal permite consulta a decisões do INSS e facilita contestação

O Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) lançou o Portal Consulta Jurisprudência, nesta terça-feira (9), que disponibiliza publicamente as decisões finais (acórdãos) emitidas pelos órgãos julgadores do Conselho de Recursos da Previdência Social, como as juntas de recursos e as câmaras de julgamento.

O recurso administrativo é uma forma de contestar decisões do INSS e pedir análise de caso quando um pedido de benefício é negado, por exemplo.

A plataforma digital permite que servidores, segurados, estudiosos e demais interessados saibam como determinada unidade julgou um tema e quais critérios foram considerados para embasar aquela decisão.

A iniciativa de criação do portal deve agilizar a pesquisa jurisprudencial e tem o objetivo de promover uniformidade das decisões e maior segurança jurídica. As decisões disponíveis na pesquisa não conterão informações pessoais dos segurados do INSS.

O colegiado do Ministério da Previdência Social é responsável pelo julgamento de recursos administrativos de quem não concorda com as decisões administrativas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) relacionadas aos benefícios previdenciários e assistenciais.

Como consultar

Para acessar o Portal de Jurisprudência do CRPS, o interessado deve fazer o login com CPF e senha no portal Gov.br.

A ferramenta permite fazer consultas de diversas formas: por tipo de processo, período, unidade julgadora, objeto de recurso, tipo e espécie de benefício, e palavra-chave da ementa e voto do acórdão.

São exemplos de palavras-chave os seguintes benefícios do INSS: pensão por morte, aposentadoria, benefício por incapacidade temporária.

Depois, aparecem os resultados, ou seja, qual a jurisprudência estabelecida para o assunto pesquisado.

Fonte: Agência Brasil

Praia pernambucana é eleita a mais bonita do mundo quatro vezes

O Nordeste brasileiro, conhecido por suas paisagens paradisíacas, já levou o título de praia mais bonita do mundo quatro vezes. A consagrada vencedora é a Baía do Sancho, em Fernando de Noronha (PE), considerada não apenas a mais bela do Brasil, mas também uma das mais impressionantes do planeta.

Cercada por águas cristalinas, areia branca e falésias imponentes, a Baía do Sancho oferece um cenário único, capaz de conquistar turistas e especialistas em viagens. Além de sua beleza natural, o local é um verdadeiro santuário ecológico, repleto de experiências inesquecíveis para os visitantes.

Como chegar

Localizada no arquipélago de Fernando de Noronha, a Baía do Sancho é um destino de difícil acesso — e justamente esse detalhe contribui para sua preservação. Para chegar até lá, é preciso enfrentar um trajeto que inclui trilhas e escadas entalhadas nas rochas. O caminho exige certo condicionamento físico, mas garante um contato especial com a natureza e ajuda a limitar o fluxo de turistas, protegendo a fauna e a flora locais.

Por que é a praia mais bonita do mundo?

Mais do que belas paisagens, a Baía do Sancho é considerada um verdadeiro paraíso ecológico. Suas águas transparentes tornam-se palco para mergulhos e práticas de snorkel, revelando uma biodiversidade marinha impressionante, que inclui tartarugas, golfinhos e cardumes de peixes coloridos.

Além das atividades subaquáticas, os visitantes podem observar aves raras, assistir ao espetáculo dos golfinhos durante os meses de inverno ou simplesmente contemplar um pôr do sol inesquecível. Cada detalhe torna a experiência única, justificando os prêmios internacionais recebidos pela praia.

Quando visitar?

O período escolhido para a viagem pode mudar a experiência:

Abril a junho: meses mais chuvosos, quando as falésias ganham quedas d’água e formam piscinas naturais. É a época ideal para quem busca paisagens ainda mais exuberantes.

Agosto a dezembro: temporada mais seca, marcada por dias ensolarados e condições perfeitas para esportes aquáticos.

Fonte: A Tarde

Fux defende que processo contra Bolsonaro vá ao plenário ou à 1ª instância

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (10/9) que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser conduzido pelo Plenário do STF ou, alternativamente, pela primeira instância do Judiciário, caso se confirme a preliminar de incompetência absoluta.

Em seu voto, Fux destacou que a Constituição estabelece que crimes cometidos por ocupantes de cargos como presidente, vice-presidente, ministros e procurador-geral devem ser apreciados originariamente pelo Supremo, garantindo participação de todos os ministros.

“O Plenário do Supremo Federal julgou o primeiro caso de um cidadão sem prerrogativa de foro, e isso induz que todo o processo, em conexão com os mesmos fatos, deveria ser julgado pelo Plenário”, afirmou o ministro, enfatizando a importância de não reduzir a competência da Corte para apenas uma das turmas.

“Ao rebaixar a competência originária do plenário para uma das turmas estaríamos silenciando as vozes de ministros, que poderiam exteriorizar sua forma de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal […]. Seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo Plenário do Supremo Federal, com a racionalidade funcional que hoje nós temos, por força dos nossos instrumentos digitais, de tecnologia e de inteligência artificial”, completou.

Fux também indicou que, diante da incompetência absoluta, seria possível declarar a nulidade de todos os atos praticados até então, remetendo o processo para instâncias inferiores.

Entenda o julgamento contra o ex-presidente

Quem são os réus no julgamento?

– Jair Bolsonaro: Ex-presidente, apontado como líder de um esquema golpista.

– Generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira: Ex-ministros.

– Anderson Torres: Ex-ministro da Justiça.

– Almirante Almir Garnier: Ex-comandante da Marinha.

– Alexandre Ramagem: Deputado federal e ex-diretor da Abin.

– Tenente-Coronel Mauro Cid: Ex-ajudante de ordens e delator

Quais são as acusações?

– Organização criminosa (3 a 8 anos de prisão, podendo chegar a 17 anos se houver uso de arma de fogo ou participação de funcionário público);

– Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (4 a 8 anos de prisão);

– Golpe de Estado (4 a 12 anos de prisão);

– Dano qualificado (6 meses a 3 anos de prisão);

– Deterioração de patrimônio tombado (1 a 3 anos de prisão)..

Fonte: Estado de Minas

Brasil faz jogo melancólico, perde e vê a Bolívia comemorar ida à repescagem da Copa

A seleção brasileira foi derrotada nesta terça-feira por 1 a 0 pela Bolívia na 18ª e última rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026. Em El Alto, o Brasil fez um jogo apático e fez uma despedida melancólica da competição. Miguelito, jogador do Santos, emprestado ao América-MG, fez o único gol do duelo e classificou sua seleção para a repescagem intercontinental.

Um jogo em uma altitude de 4.070 metros impede que haja parâmetro claro de comparação entre a partida desta terça e exibições anteriores da seleção brasileira. Mas é fato que o Brasil teve uma atuação limitada e nada empolgante. A chegada de Ancelotti ainda não foi capaz de reverter o cenário dentro de campo. A equipe vai melhor na defesa do que no ataque. O que preocupa é o tempo escasso para alterações sensíveis até o Mundial.

A seleção teve seu pior desempenho desde que as Eliminatórias passaram para o atual formato de pontos corridos (adotado em 1998 e com participação brasileira a partir de 2002). O Brasil termina na modesta quinta colocação, que em outras edições, levaria o País para a repescagem. A equipe, que teve três treinadores na competição (Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti), somou apenas 28 pontos.

Encerradas as Eliminatórias, a seleção brasileira voltará a se reunir em outubro. No dia 10, às 8h (de Brasília), enfrenta a Coreia do Sul, em Seul. Quatro dias depois, visita o Japão, em Tóquio, às 7h30. O Brasil ainda deve fazer mais seis amistosos até a Copa (dois em novembro, dois em março de 2026 e outros dois em junho de 2026).

Fonte: Terra

Esposa de ex-premiê do Nepal morre queimada em protestos, diz jornal

Rabi Laxmi Chitrakar, esposa do ex-primeiro-ministro do Nepal Jhalanath Khanal, morreu hoje após ter a casa incendiada por manifestantes durante protestos no país.

A mulher estava em casa, no bairro de Dallu, na capital Katmandu, quando o local foi incendiado. A informação é do jornal Khabar Hub e foi atribuída a familiares do ex-premiê Jhalanath Khanal.

Chitrakar ficou cercada pelo fogo e chegou a ser socorrida, mas morreu no hospital. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram a mulher deitada no chão, com queimaduras no corpo, sendo ajudada por socorristas.

Não há informações sobre se algo aconteceu com Khalanath Khanal, marido dela, de 75 anos. Além da casa de Jhalanath, a casa do premiê mais recente do país, Sharma Oli, que renunciou hoje, também foi incendiada. O ministro das Finanças do país, Bishnu Prasad Paudel, 65, foi outro alvo dos manifestantes, sendo perseguido e espancado na rua.

Khanal foi premiê do país no ano de 2011 e desde 2021 servia como líder do Partido Comunista Unificado Socialista do Nepal. A legenda é uma dissidência do Partido Comunista Unificado Marxista-Leninista e foi criada em 2021.

Protestos deixaram mais de 20 mortos

Ao menos 22 pessoas morreram até hoje após o início das manifestações, que começaram ontem após decisão do governo de bloquear as redes sociais. Manifestantes também afirmaram que foram às ruas para denunciar a corrupção no país.

O prédio principal do parlamento do país foi invadido e incendiado por manifestantes. Em alguns dos protestos, a polícia usou munição letal.

As manifestações geraram a renúncia do primeiro-ministro e a suspensão do bloqueio digital, que afetou 26 sites. Entre as plataformas suspensas estavam o Facebook, YouTube, X e LinkedIn, que não haviam se registrado dentro do prazo estipulado pelas autoridades.

KP Sharma Oli tinha iniciado o quarto mandato no país no ano passado. Ele seguiu no poder após o Partido Comunista, do qual é integrante, formar uma coalizão de governo com o Congresso Nepalês (centro-esquerda).

Fonte: UOL

Vereadores aprovam moção que torna Moraes ‘persona non grata’ em Belo Horizonte

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou ontem uma proposta que torna o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes “persona non grata” na cidade.

Vereadores aprovaram moção de repúdio a Moraes em votação simbólica. O texto foi apresentado pelo bolsonarista Pablo Almeida (PL) como “protesto em relação às condutas” do ministro.

Vereador alega que o magistrado cometeu crime de responsabilidade. A moção aprovada cita o episódio em que Moraes fez um gesto obsceno durante um jogo de futebol na Neo Química Arena, em São Paulo, no dia em que foi sancionado pela Lei Magnitsky, dos Estados Unidos.

Segundo o texto, houve quebra de decoro. “O comportamento adotado pelo excelentíssimo sr. ministro revela-se absolutamente incompatível com os princípios constitucionais da impessoalidade, moralidade e decoro, que regem a administração pública (art. 37 da Constituição Federal), além de violentar o dever de urbanidade e respeito ao cidadão”, diz o texto.

A proposta também diz que as sanções dos EUA a Moraes foram aplicadas “com fundamento”. “A aplicação dessa legislação, por parte do governo dos Estados Unidos, a um magistrado brasileiro deve ser encarada com seriedade, prudência e responsabilidade institucional, jamais com escárnio ou desdém, como evidenciado no episódio em questão”, diz.

Fonte: UOL

Raquel Lyra anuncia mais de 20 mil novas vagas de estágio no Estado e reajuste de 40% nas bolsas

A governadora Raquel Lyra lançou, nesta segunda-feira, 8 de setembro, o programa Simbora Estagiar, que amplia de 2,3 mil para 26,5 mil o número de vagas de estágio na administração pública estadual.

A nova política, considerada a maior deste tipo já implementada em Pernambuco, também traz um reajuste significativo nas bolsas-estágio, que passam de R$ 606 para R$ 900 no nível superior, e de R$ 430 para R$ 600 nos níveis médio e técnico — um incremento de 48,51% e 39,53%, respectivamente.

A medida visa não apenas fortalecer a qualificação de estudantes do ensino médio, técnico e superior, mas também garantir maior eficiência na gestão pública e protagonismo juvenil nas políticas de Estado.

“Nós lançamos hoje o programa Bora Estagiar, uma política pública para a formação de jovens em Pernambuco. Por meio dessa iniciativa, chegaremos a mais de 26 mil estagiários, do ensino médio e superior, que vão trabalhar com a gente. Este é o maior programa de estágio da história do nosso Estado, e suponho que seja também o maior do Brasil. Isso foi pensado para que a gente possa melhorar o nosso trabalho, garantir mais eficiência e oxigenar o nosso time”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

A secretária estadual de Administração, Ana Maraíza, comentou sobre a importância do novo programa para o Estado.

“O Governo de Pernambuco está trazendo a importância do estagiário para a entrega de políticas públicas à população. Agora o estagiário deixa de ser um número orçamentário para ser protagonista nessas entregas. Com o lançamento do programa Simbora Estagiar, teremos um aumento no quantitativo de estagiários e também no valor das bolsas”, afirmou.

Carlos Alberto, estagiário da Gerência de Recursos Humanos da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), celebrou o momento.

“É uma grande satisfação e uma grande honra para toda a classe estagiária do Estado de Pernambuco testemunhar o nascimento desse programa. Agradecemos à nossa governadora, a excelentíssima Raquel Lyra, por esse reconhecimento à categoria. Vai ajudar bastante nas despesas do dia a dia”, comentou.

Fonte: Terra

Concurso público da Facape com salário de até R$ 16 mil encerra inscrições nesta segunda-feira

Os profissionais que sonham com estabilidade no serviço público e salários que podem chegar a R$ 16 mil, ainda têm tempo de garantir sua inscrição no concurso público da Faculdade de Petrolina (Facape).

A autarquia encerra nesta segunda-feira, 8 de setembro, o prazo de inscrições para o certame com vagas em diversas áreas.

A seleção tem atraído candidatos de diversas regiões do Estado interessados em estabilidade no serviço público e salários que podem chegar a R$ 16 mil, a depender da titulação e da participação em bolsas de pesquisa, extensão, tutoria e/ou preceptoria.

As vagas são destinadas a docentes que irão atuar nos cursos de Medicina, Ciência da Computação e Direito. Em Medicina, por exemplo, há oportunidades em áreas como Ciências Biológicas, Biomedicina, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem, além de diversas especialidades médicas.

Já em Direito, as vagas contemplam Direito Público, processo civil, administrativo e constitucional. No eixo de Computação, podem concorrer profissionais com formação em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Gestão em TI e Matemática.

O concurso será realizado em quatro etapas: prova escrita presencial; prova didática virtual; defesa de plano de trabalho; e avaliação de títulos. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site da organizadora, a Upenet (www.upenet.com.br), até as 23h59 desta segunda-feira (8).

A prova escrita presencial está marcada para o dia 5 de outubro. Essa etapa será determinante para a continuidade no processo, já que é eliminatória. Os candidatos aprovados seguirão para a fase de prova didática virtual, onde apresentarão uma aula sobre tema previamente sorteado.

Na defesa do plano de trabalho, também realizada virtualmente, será avaliado o projeto acadêmico do concorrente. A última fase será a análise de títulos, que valoriza a trajetória acadêmica e profissional.

Fonte: Portal de Prefeitura

Não há “ditadura da toga” no Brasil, afirma Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou suas redes sociais para rebater as recorrentes críticas ao Poder Judiciário brasileiro. Em uma postagem publicada no início da noite na rede X, Mendes defendeu a atuação da Corte, afirmando que o STF atua como guardião da Constituição e do Estado de Direito, impedindo retrocessos e preservando garantias fundamentais.

“No Dia da Independência, é oportuno reiterar que a verdadeira liberdade não nasce de ataques às instituições, mas do seu fortalecimento”, escreveu Mendes, poucas horas após atos organizados por políticos de direita e grupos religiosos terem reunido milhares de manifestantes a favor da anistia do ex-presidente da República Jair Bolsonaro e de réus condenados pelos atos do 8 de Janeiro e do impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

“Não há, no Brasil, ‘ditadura da toga’, tampouco ministros agindo como tiranos”, afirmou Mendes

Segundo ele, os ministros da Corte vêm atuando de forma a preservar as chamadas garantias fundamentais – ou seja, os direitos e proteções asseguradas na Constituição Federal a todos os cidadãos brasileiros.

Sem mencionar nomes, Mendes teceu críticas alusivas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lembrando das recorrentes críticas do ex-presidente e de seus apoiadores ao sistema eleitoral brasileiro e a gestão da pandemia da covid-19 pelo governo Bolsonaro, entre outros episódios.

“Se quisermos falar sobre os perigos do autoritarismo, basta recordar o passado recente de nosso país: milhares de mortos em uma pandemia; vacinas deliberadamente negligenciadas por autoridades; ameaças ao sistema eleitoral e à separação de Poderes; acampamentos diante de quartéis pedindo intervenção militar, tentativa de golpe de Estado com violência e destruição do patrimônio público, além de planos de assassinato contra autoridades da República”, comentou o ministro.

Mais cedo, em evento na Avenida Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, classificou a atuação do ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado, como “tirania”. “Ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que tá acontecendo nesse país”, disse.

“O que o Brasil realmente não aguenta mais são as sucessivas tentativas de golpe que, ao longo de sua história, ameaçaram a democracia e a liberdade do povo. É fundamental que se reafirme: crimes contra o Estado Democrático de Direito são insuscetíveis de perdão! Cabe às instituições puni-los com rigor e garantir que jamais se repitam”, concluiu o ministro Gilmar Mendes.

Fonte: Agência Brasil

Ministro da Defesa afirma que as Forças Armadas vão cumprir veredito do STF

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou, na última sexta-feira (5/9), que as Forças Armadas vão cumprir a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da tentativa de golpe de Estado. Para jornalistas, o ministro falou sobre o julgamento no STF em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e diversos militares de alta patente respondem por uma tentativa de golpe após as eleições de 2022.

“O lema das Forças Armadas é respeitar a decisão da Justiça. Esse assunto é um problema da Justiça e da política. As Forças Armadas são uma coisa diferente, servem ao país. Então, nós estamos conscientes de que tínhamos que passar por isso tudo, estamos serenos e aguardando o veredito da Justiça, que será cumprido”, afirmou Múcio.

A declaração foi dada após reunião entre os comandantes da Marinha, Aeronáutica e Exército com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os temas, esteve o desfile do 7 de Setembro, em Brasília. Segundo o ministro, o tema do julgamento no STF não foi abordado no encontro.

Anistia

Além disso, José Múcio também falou sobre o projeto de anistia que será apresentado no Congresso Nacional. O ministro disse que não conhece o texto em debate e que essa é uma questão do Congresso, mas ponderou que uma disputa entre poderes não é boa para o Brasil.

“Acho que, se for discutido de uma forma construtiva e não para poder concorrer com o [outro] Poder, para fazer avaliação de força de quem manda mais, eu acho que essa queda de braço não serve ao país. Nós estamos na hora que a gente tem que juntar todo mundo para construir esse país”, completou.

Fonte: Correio Braziliense

PF encontra foto de deputado deitado em cama com R$ 5 milhões em espécie

A Polícia Federal (PF) encontrou fotos do deputado estadual Tiego Raimundo Dos Santos Silva, o TH Joias, do MDB, com altos valores de dinheiro em espécie. Em uma delas, o parlamentar do Rio de Janeiro aparece deitado em uma cama com R$ 5 milhões em notas de R$ 50 e R$ 100. TH é suspeito de ser ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Conforme apuração da TV Globo, estima-se que o deputado tenha movimentado, em cinco anos, mais de R$ 140 milhões para financiar o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Ele está preso desde a última quarta-feira (3) após denúncia protocolada pelo Ministério Público do Estado.

Acusados mantinham vínculos estáveis com CV

A denúncia do MP desencadeou a “Operação Bandeirantes”, da PF. Conforme o texto, os acusados mantinham vínculos estáveis com a facção criminosa Comando Vermelho, o CV, atuando nos Complexos da Maré e do Alemão e na comunidade de Parada de Lucas.

O grupo é acusado de intermediar a compra e venda de drogas, armas e equipamentos antidrones usados para dificultar operações policiais nos territórios ocupados pela organização, além de movimentar grandes somas em espécie para financiar as atividades da facção.

TH Joias

Antes de entrar na política, o deputado TH Joias, do MDB, ficou famoso ao ter peças de ouro e diamantes — desenhadas pela empresa dele — usadas por jogadores como Neymar, Vini Jr. e Adriano Imperador ou pela cantora Ludmilla.

Segundo o g1, a história do joalheiro começou no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio, onde nasceu. Lá, TH herdou o ofício do pai.

Após as aulas, o menino ia para a loja da família em Madureira acompanhar o trabalho do pai como ourives e como administrador do local. Aos 19 anos, o caçula de cinco irmãos herdou o negócio e começou a vender joias.

Ao mesmo tempo, em que deslanchava nos negócios, TH apoiava projetos no interior das favelas e patrocinava festas como a do Dia das Crianças em Honório Gurgel. Além disso, usava recursos próprios para financiar atletas e músicos em favelas.

Na eleição de 2022, ele ganhou 15.105 votos. Ficou como suplente e conquistou a vaga na Alerj, em 2024 com o falecimento de Otoni de Paula pai.

Fonte: Diário do Nordeste

Com Bolsonaro preso, PL aposta em Michelle e Tarcísio como símbolos no 7 de Setembro na Paulista

O Partido Liberal (PL) quer transformar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em protagonistas da manifestação do 7 de Setembro, que ocorre na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo. A escolha ocorre em um momento em que Jair Bolsonaro está afastado dos atos públicos, uma vez que cumpre prisão domiciliar desde o início de agosto.

Neste contexto, Michelle tem assumido as rédeas dos compromissos políticos da família. Tarcísio, por sua vez, foi autorizado pelo ex-presidente a nacionalizar temas e tem tocado a articulação da anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro e em todas as manifestações que culminaram no episódio.

A presença da ex-primeira-dama, no entanto, ainda é incerta. Segundo sua assessoria, a ida depende do estado de saúde do ex-presidente, que enfrenta crises de soluço em decorrência da facada sofrida nas eleições de 2018. Em nota divulgada nesta sexta-feira, a equipe de Michelle informou que a confirmação só será feita no domingo. Se participar, será em São Paulo. Caso contrário, um áudio seu vai ser reproduzido simultaneamente em todos os estados onde houver atos organizados por aliados.

Apesar da cautela da ex-primeira-dama, o pastor Silas Malafaia, responsável pela organização do evento na Paulista, garante que tanto ela quanto Tarcísio estão escalados para discursar. O governador já confirmou presença e deve assumir o microfone.

A mobilização deste ano tem peso simbólico: é o primeiro 7 de Setembro sem Jair Bolsonaro em cima do trio elétrico. Para o PL, caberá a Michelle e Tarcísio ocupar esse espaço e dar fôlego à militância. Ambos surgem hoje como os principais nomes do campo bolsonarista para a eleição de 2026 e aparecem na última pesquisa Datafolha tecnicamente empatados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de o petista ter vantagem numérica.

A expectativa é que o ato gire em torno de duas bandeiras: a defesa da liberdade de Bolsonaro e a pressão pela aprovação de uma anistia no Congresso.

— A pauta será reaja Brasil, pela injustiça. Reaja Brasil, por anistia. Reaja Brasil pelo julgamento de Bolsonaro — disse Malafaia.

O ex-presidente, por orientação dos advogados, não deve ter qualquer imagem sua veiculada, após a última participação virtual ter resultado em sua prisão domiciliar.

Além de Michelle e Tarcísio, outros nomes já confirmados no ato na Paulista incluem o governador de Minas Gerais, Romeu Zema; o de Santa Catarina, Jorginho Mello; o senador Rogério Marinho; o líder do PL, Sóstenes Cavalcante; e os deputados Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer e Marcos Feliciano.

Com Bolsonaro fora do jogo, Tarcísio deve assumir a linha de frente no palanque. Aliados afirmam que ele fará um discurso enfático em favor da anistia. A pauta vem sendo tratada como um pedágio para sua candidatura presidencial, como herdeiro do espólio de Bolsonaro.

Fonte: O Globo

Influenciadores estão deixando as redes e voltando ao regime CLT

Sob o apelido de @alanitcha e uma brincadeira com uma emissora fictícia, a criadora de conteúdo Alana Azevedo, 33, conquistou o público da internet e o mercado publicitário. No auge, fez campanhas para marcas como Quinto Andar, Globoplay e Mercado Livre. Com o dinheiro da internet, conseguiu realizar o sonho de construir uma casa para a mãe.

No entanto, o sucesso nas redes não foi suficiente para ter a criação de conteúdo como trabalho exclusivo. Há dois anos, a influenciadora decidiu migrar para o regime CLT em busca de estabilidade financeira, saúde mental e perspectiva de carreira no longo prazo.

Ela não é a única a fazer o movimento contrário a onda de profissionais que estão desistindo do mercado formal. Segundo Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência, está mais difícil viver como influenciador. Isso acontece em razão ao aumento da concorrência, com mais criadores atuando em diferentes nichos, aos desafios de empreender no Brasil e à própria evolução do setor, que demanda diversificação das fontes de receita.

“As pessoas entenderam que ser influenciador exige mais do que ser só uma pessoa legal e ter meia dúzia de marcas parceiras porque até mesmo para manter os contratos é difícil”, afirma Rafaela Lotto, CEO da Youpix, consultoria de economia de influência.

Hoje, os influenciadores que alcançam estabilidade financeira não dependem de um único modelo, a exemplo de parcerias com marcas ou monetização das plataformas, explica Lotto. Aqueles que enxergam a atuação na internet como um negócio podem diversificar a receita com palestras, cursos, venda de produtos e outras frentes.

O desafio para equilibrar uma carreira economicamente favorável também inclui disputar a verba das marcas, uma vez que o mercado está mais concorrido, além de desenvolver modelos de negócio menos dependentes de uma única fonte de renda.

“Isso exige uma mentalidade empreendedora e pode ser um processo desgastante. Enquanto isso, a (pessoa no regime) CLT acena com plano de saúde e ainda tem a possibilidade de voltar com mais desenvoltura com um perfil mais útil para as empresas”, avalia Lotto.

A maioria dos influenciadores brasileiros recebe entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, aproximadamente 31%, de acordo com pesquisa mais recente da Youpix em parceria com a Brunch sobre o cenário de criação de conteúdo no País. Ainda conforme o levantamento, somente 14,36% recebem entre R$ 10 mil e R$ 20 mil. Acima de R$ 100 mil, apenas 0,54%.

Fundadora de emissora fictícia agora é CLT

Alana Azevedo, por exemplo, relembra que na época em que viveu exclusivamente da renda da internet, entre 2021 e 2023, não tinha plano de saúde. “Recebia como autônoma, mas não priorizava isso. Na CLT, a empresa fornece esses benefícios”, conta em entrevista ao Estadão.

A criadora de conteúdo teve ascensão nas redes sociais em plena pandemia após criar uma personagem fictícia. O meme viralizou durante uma entrevista com o apresentador Chico Barney em que Alana simulava ser ex-participante do BBB21 e fundadora de uma emissora rival da Globo, a ‘globe’, com os programas “Menos Você” e “Desencontro”.

Na época, a então influenciadora atuava no regime CLT e pediu demissão para se dedicar ao trabalho na internet. “Aproveitei o hype, mas não sabia como seria nos próximos meses. Tirei um tempo para entender onde aquilo ia me levar”, relembra.

Foi quando decidiu focar 100% nas redes sociais e realizar uma das metas pessoais com a renda: construir uma casa para a mãe.

Ao mesmo tempo em que fechava campanhas com grandes empresas, Alana começou a se perguntar se teria facilidade de retornar ao mercado formal após alguns anos atuando como criadora de conteúdo.

A resposta veio em 2023, quando recebeu uma proposta de uma agência de publicidade e trocou Volta Redonda (RJ) por São Paulo (SP) para assumir um cargo CLT, em regime híbrido, com expediente de segunda a sexta-feira.

Mesmo com um bom retorno financeiro a partir da carreira de influenciadora, Alana diz que a incerteza sobre a renda e o receio de perder espaço no mercado pesaram na decisão. “Não sou herdeira”, ressalta. Outro fator para a mudança foi o cansaço mental que sentia na hora de criar conteúdo.

“Sem a internet, não seria possível construir a casa. Se não fosse também por esse controle financeiro que tinha com o dinheiro que estava recebendo, também ia ficar muito difícil”, diz Alana.

“Quando peguei essa oportunidade, não foi porque as coisas estavam dando errado. Foi um pensamento no sentido ‘está dando certo, então vou aproveitar para retornar e deixar gradativamente a criação de conteúdo como renda principal”, afirma.

Rafaela Lotto, da Youpix, confirma que migrar da carreira de influenciador digital para o regime CLT ainda carrega um estigma. “Tem uma sensação de fracasso, como se não tivesse dado certo”, diz.

Hoje, a fundadora da ‘globe’ produz conteúdo para as redes e faz campanhas apenas como extra. Durante as férias do trabalho formal, por exemplo, chegou a recusar uma publicidade por estar priorizando o novo momento profissional.

Ela estima que nos primeiros anos como influenciadora chegou a ganhar mais do que recebe atualmente, mas justifica que a estabilidade do mercado formal compensa. “Todo mês tem dinheiro caindo na conta. Às vezes, como criadora, não é assim”, revela.

Baixa remuneração e falta de convívio com outras pessoas também motivam mudança

Durante um ano, período em que atuou exclusivamente como criadora de conteúdo, o teto de remuneração da produtora audiovisual Gabrielle Gimenes, 28, foi de R$ 5 mil. De monetização no TikTok, o maior valor que recebeu em um mês foi R$ 2,5 mil, em outros ganhou somente R$ 30.

Além da monetização das plataformas, a produtora também atuava no modelo UGC (User Generated Content), no qual cobrava entre R$ 300 e R$ 1 mil por vídeo para as marcas que a contratavam.

Mesmo com o vaivém de projetos ao longo dos meses, a instabilidade financeira a fez se movimentar para conseguir um emprego de carteira assinada. Como estratégia para não fechar portas no mercado formal, seguiu com o perfil no LinkedIn ativo e manteve contato com algumas empresas.

A partir da movimentação profissional, Gabrielle foi contratada para executar funções como criadora de conteúdo em uma empresa de educação. “Basicamente, sou uma TikToker CLT. Crio conteúdo para a marca, faço os roteiros e gravo vídeos”, descreve.

Presencialmente no escritório quatro dias por semana, a produtora diz que os benefícios oferecidos pela empresa (plano de saúde, VR e VA) compensam o modelo de trabalho.

“Nunca me fechei para o mercado de trabalho, mas comecei a pensar que estava mais perto dos 30 do que dos 18 anos. Quero estabilidade, viajar, fazer planos. A criação de conteúdo não me dava essa segurança”, afirma Gabrielle.

A criação de conteúdo ficou em segundo plano e funciona apenas como renda extra, em torno de R$ 1 mil a R$ 2 mil por mês, estima. “Sigo com minha MEI ativa. É cansativo conciliar, mas enquanto der, vou dosando”, diz.

Em algumas situações, a remuneração pode diminuir após a transição para o regime CLT. Foi o caso da coordenadora de conteúdo Caroline Dallepiane, de 33 anos, que teve a renda mensal reduzida pela metade com a mudança.

Apesar da queda de salário, a ex-influenciadora afirma não se arrepender de ter aceitado a proposta em uma empresa de dança em Joinville após atuar sete anos como criadora de conteúdo.

“Eu ganhava mais, porém não aprendia nada novo. Sentia falta de ter outras pessoas para conversar, uma comunidade mesmo”, conta, ao mencionar a solidão como um dos motivos que a fez migrar para o mercado formal.

Caroline também atribui a decisão aos episódios de ansiedade que desenvolveu como autônoma, provocados tanto pela insegurança financeira — ainda que ganhasse mais — quanto pela baixa autoestima profissional.

Ao contrário de Alana, que admite ter mais flexibilidade de horários na época em que era autônoma, para Caroline o dia não tinha hora para acabar. “É uma ilusão de fazer o próprio horário. Trabalhava de segunda a segunda, o tempo todo”, revela.

Ela começou a trabalhar com a atual empresa ainda como prestadora de serviços, até ser convidada para assumir uma vaga fixa. Agora, Caroline enxerga a produção de conteúdo como um hobby e não pretende voltar a viver exclusivamente disso. “Enquanto me quiserem no CLT, estarei por aqui”, diz.

Do outro lado da tela, quem decide continuar ou começar a vida como influenciador corre o risco de associar a criação de conteúdo ao imaginário de riqueza abundante, alerta Rafaela Lotto, CEO da Youpix.

“Existe uma falsa ideia de que ser influenciador é andar de jatinho. Talvez teremos uma classe média de criadores, que paga as contas, mas não é mais atraente do que ter um trabalho CLT que não paga milhões de reais, mas permite viver bem”, afirma.

Lotto pondera que há novas formas de trabalhar como creator economy. Essa mudança aparece não só pela necessidade de criar novas fontes de receita, como também das oportunidades que surgem no mercado por trás das câmeras.

Fonte: Estadão