Falso médico é preso após ‘achar’ vesícula em mulher que não tem o órgão

Um homem de 28 anos foi preso em Cananéia, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira, após exercer ilegalmente a medicina em uma Unidade Básica de Saúde na cidade.

Wellington Augusto Mazini Silva foi descoberto após dizer a uma paciente que havia visto a vesícula dela durante um ultrassom. A mulher, no entanto, não possui o órgão. As informações constam no boletim de ocorrência, obtido pelo UOL.

Após ser denunciado, PMs foram ao local e constataram que o homem utilizava o registro médico de um profissional legítimo. Questionado, ele insistiu que era médico, mas não apresentou nenhum documento oficial que comprovasse a alegação. O nome dele também não aparece na consulta do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

Na delegacia, Wellington apresentou outro número de registro no Cremesp. Numeração pertence a um segundo médico.

Policiais encontraram na mochila do homem um carimbo em nome de mais um médico legítimo. Ele disse que receberia R$ 2 mil pelos atendimentos feitos no dia da prisão, segundo o boletim de ocorrência.

Caso foi registrado na delegacia como: exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica, estelionato e perigo para a vida ou saúde de outrem.

Estudante de medicina

Nas redes sociais, ele se apresentava como estudante de medicina na Uninove (Universidade Nove de Julho), instituição privada. A reportagem também tenta contato com a universidade.

Falso médico atuou apenas por um dia, de acordo com a Prefeitura de Cananéia. Ele utilizou equipamentos próprios.

Pacientes que foram atendidos por ele tiveram exames remarcados. “Garantimos, assim, a fidedignidade diagnóstica e a continuidade do atendimento com qualidade e segurança”, disse o município, em comunicado.

Fonte: UOL

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