Homem natural de Salgueiro é encontrado ferido em quarto de hotel em Aracaju-SE, com companheira morta

O diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso-BA, o salgueirense Tiago Sóstenes Miranda de Matos, conhecido como Tiago Russo, foi encontrado ferido no quarto de um hotel de Aracaju-SE, com a companheira morta no mesmo local, na manhã deste domingo, 22.

Segundo a imprensa de Sergipe, a Polícia Militar foi acionada por volta das 5h20, após relatos de disparos de arma de fogo no local. Chegando ao hotel, os policiais encontraram a porta do quarto arrombada e o casal baleado. A mulher assassinada foi identificada como Flávia Barros, empresária do ramo financeiro em Paulo Afonso.

Tiago foi socorrido para o Hospital de Urgência de Sergipe, onde está internado na ala vermelha, em estado grave. Os PMs isolaram a cena do crime e aguardaram a retirada do corpo de Flávia pelo IML.

A Polícia Militar apreendeu uma pistola .40 no local e apura as circunstâncias do caso, com suspeita de feminicídio seguido de tentativa de suicídio.

Da redação do Blog do Chico Gomes 

Ronaldo avalia elenco da Seleção: “Talvez falte junção de talentos”

A Seleção Brasileira está na reta final de preparação para a Copa do Mundo e terá na Data Fifa de março dois grandes adversários para testar sua força a menos de três meses para a estreia no Mundial.

Depois de uma convocação com nomes surpreendentes, Carlo Ancelotti faz os últimos ajustes visando a Copa. Em entrevista à CNN, Ronaldo Fenômeno analisou a Seleção e disse que o falta para a equipe.

“Acho que a Seleção tem uma equipe bem competitiva, com grandes jogadores, grandes nomes na atualidade. Talvez falte esse junção de talentos. Espero que eles possam estar todos nadando na mesma direção para que a Seleção possa sair vencedora”, explicou.

Ancelotti trouxe tranquilidade

Ronaldo também avaliou o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Amarelinha. O pentacampeão destacou que o técnico italiano levou tranquilidade para os bastidores da Seleção.

“Talvez os resultados não tenham sido ainda todos os melhores, porque houve alguns tropeços. Mas eu encontrei com ele (Ancelotti) algumas vezes, bati muito papo com ele, mas acredito que ele está trazendo uma tranquilidade muito grande para o ambiente da Seleção Brasileira, já que a Seleção vinha com turbulências pesadas, severas, há algum tempo, e ele trouxe essa tranquilidade. Eu acho que agora, se aproximando da Copa do Mundo, é um ambiente mais tranquilo. Aí gente consegue avaliar melhor tecnicamente a Seleção Brasileira”, afirmou.

Fonte: CNN

Nova regra do frete evita greve de caminhoneiros, mas ameaça encarecer produtos

A nova medida provisória do governo que endurece a cobrança do piso mínimo do frete rodoviário e ajudou a coibir as ameaças de greve dos motoristas em meio ao aumento do preço do diesel nos postos pode encarecer o preço final dos produtos para os consumidores.

O aumento do frete será repassado ao longo da cadeia de distribuição e logística. “A imposição de um preço mínimo pode levar ao aumento dos custos, elevando os preços de produtos ao consumidor final”, avalia Adenauer Rockenmeyer, conselheiro do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo).

A manutenção do lucro do caminhoneiro onera diretamente o comprador. “Se o caminhoneiro não vai ter uma margem de lucro inferior, o consumidor vai ter o repasse com o valor adicionado dos custos”, afirma Hélder França, professor do NEPAT (Núcleo de Estudos e Pesquisas Avançados em Tributação) da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras).

A indústria critica a atuação do governo e aponta prejuízo à competitividade do país. Roberto Muniz, diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), diz que o combustível representa até 40% dos custos logísticos. “Aumentos abruptos encarecem o frete, elevam o custo dos insumos e os preços finais”, completa.

O governo federal estima um impacto baixo sobre a inflação geral. A projeção oficial aponta que, mesmo com o petróleo a US$ 100, a inflação acumulada do ano subiria apenas 0,58 ponto percentual, indo de 3,6% para 4,18%.

Entenda a medida

A MP (Medida Provisória) 1.343 prevê punição para quem não pagar o valor mínimo aos caminhoneiros. O texto aumenta a fiscalização sobre empresas contratantes de transporte rodoviário de cargas para garantir o cumprimento das regras.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) define os valores do frete. A agência ajusta a tabela sempre que o preço do diesel varia mais de 5%, para cima ou para baixo.

O descumprimento das regras gera multas de até R$ 10 milhões. A falta do código identificador da viagem gera multa inicial de R$ 10.500. Reincidentes podem perder o registro de atuação por até dois anos.

Iniciativas inibiram a ameaça de greve dos caminhoneiros. Diante das medidas, uma assembleia convocada para a noite de sexta-feira no Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista) definiu que a categoria vai aguardar uma semana para avaliar os efeitos das investidas e negociações com o governo.

Fonte: UOL

Contador é preso por ordem de Moraes por quebra de sigilo fiscal de parentes de autoridades

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão de um contador suspeito de ter participado de uma operação para conseguir dados fiscais sigilosos de parentes de ministros da Corte, além de deputados, senadores, empresários e outras autoridades.

A informação foi publicada primeiramente pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão. Segundo a assessoria do STF, a prisão foi decretada por Moraes no dia 13 de março, após pedido feito pela Polícia Federal. A Procuradoria Geral de República (PGR) também se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão.

De acordo com o ministro, o contador Washington Travassos de Azevedo foi apontado como “um dos mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos” de 1.819 contribuintes entre janeiro de 2024 e janeiro de 2026, incluindo parentes de diversas autoridades – como a esposa de Moraes.

“A prisão preventiva de Washington Travassos de Azevedo foi decretada em 13 de março de 2026, a pedido da Polícia Federal, uma vez que o investigado foi apontado, dentro da organização criminosa, como um dos mandantes na cadeia de obtenção de dados fiscais protegidos por sigilo funcional que, de 8.1.2024 a 27.1.2026, conforme apontou a Procuradoria Geral da República em manifestação pela decretação de prisão, teria acessado dados constantes das DIRPF de 1.819 contribuintes, entre os quais pessoas vinculadas a Ministros do STF, Ministros do TCU, deputados federais, ex-senadores da República, ex-governador, dirigentes de agências reguladoras, empresários e outras personalidades de notoriedade pública”, inclusive com a realização de download de declarações”.

Segundo o ministro, a prisão ocorreu no dia 14 de março. “Washington Travassos de Azevedo foi preso no dia 14 de março de 2026 e a audiência de custódia foi regularmente realizada no mesmo dia”, diz.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o contador teria admitido a obtenção de dados de forma irregular e seria intermediário entre uma pessoa com interesse nos dados de parentes do ministro e uma outra, que teria oferecido o serviço irregular para obtê-los.

Um dos papéis obtidos ilegalmente seriam dados fiscais da advogada Viviane de Moraes, mulher do ministro. Ela é um dos centros da crise no STF após a divulgação de informações sobre seu contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, de Daniel Vorcaro – atualmente preso por fraude financeira e negociando uma delação premiada.

O valor da contratação foi considerado incompatível com os valores de mercado por 13 especialistas consultados pelo Estadão, que atuam em alguns dos maiores escritórios do País.

Em fevereiro, por determinação do STF, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura vazamentos de dados de ministros da Corte e de seus familiares. A Receita já havia detectado a quebra de sigilo fiscal da esposa de Moraes.

Fonte: Estadão

Influenciadora que divulgava Tigrinho é condenada a pagar R$ 1 milhão

A influenciadora digital Dheovana França foi condenada pela Justiça do Tocantins pelos crimes de promoção de jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro, em Palmas.

A sentença foi proferida no dia 18 de março de 2026 pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Palmas, dentro de uma ação penal aberta a partir de inquérito policial.

De acordo com o processo, Dheovana França utilizou seus perfis nas redes sociais para divulgar plataformas de exploração de jogos de azar entre setembro de 2023 e março de 2024.

Adecisão judicial apontou que os sites promovidos não possuíam autorização legal para operar no Brasil na época dos fatos, o que caracteriza a atividade como ilegal. A sentença também destacou que a legislação exige autorização específica do Ministério da Fazenda para a exploração desse tipo de serviço, inexistente no caso.

Além da divulgação ilegal, a investigação comprovou a prática de lavagem de dinheiro. Foram identificadas 258 operações financeiras destinadas a ocultar a origem dos valores recebidos, totalizando movimentação de R$ 10.428.694,00 em cerca de seis meses. O valor foi considerado incompatível com a renda declarada pela influenciadora, que era de R$ 9.301 mensais na época.

Segundo a sentença, foram utilizados diversos mecanismos para ocultar os ganhos, como o fracionamento de valores, aquisição de bens de luxo, uso de empresas para ocultação patrimonial e compra de imóveis com valores declarados abaixo do realmente pago.

Multa milionária

A condenação fixou pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto, além do pagamento de multa e indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 1 milhão.

A Justiça também determinou o sequestro de bens, direitos e valores relacionados à prática criminosa, incluindo imóveis, veículos e ativos financeiros, até o limite do proveito obtido com o crime.

Na decisão, o magistrado destacou o impacto social negativo da divulgação de jogos de azar ilegais, especialmente nas redes sociais. Segundo a sentença, esse tipo de prática pode estimular o vício em apostas e provocar prejuízos financeiros a um número indeterminado de pessoas.

A influenciadora poderá recorrer em liberdade.

Quem é Dheovana

Dheovana França acumulava mais de 1,1 milhão de seguidores quando foi indiciada pela Polícia Civil do Tocantins, em setembro de 2024, pelas práticas ilegais realizadas por meio de seu perfil nas redes sociais.

Ela, que antes de se envolver com o esquema criminoso trabalhava como manicure e, segundo a polícia, declarava renda mensal de R$ 9.301, acumulou, em menos de um ano, uma fortuna avaliada em mais de R$ 7 milhões.

Nas redes sociais, a influenciadora costumava exibir uma rotina de luxo em vídeos. Em seu perfil, mostrava compras de produtos de beleza, passeios em motos aquáticas e procedimentos estéticos, como uma cirurgia bariátrica e a remoção de excesso de pele após emagrecimento.

À época em que foi presa, Dheovana França também ostentava carros, mansões e viagens, sempre com discursos para convencer seguidores a apostar nos jogos que divulgava.

A mulher foi indiciada por 258 crimes de lavagem de dinheiro e por participação em jogos de azar e, caso seja condenada em todos os pontos, pode pegar até 40 anos de prisão.

Fonte: Metrópoles

Quatro pessoas são presas com R$ 2,7 milhões em espécie em agência bancária no Recife

Quatro pessoas foram presas, no Recife, por suspeita de lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Federal (PF), responsável pelas investigações, R$ 2,73 milhões em espécie foram apreendidos com os presos, que foram capturados na sexta-feira (20).

O caso foi divulgado neste sábado (21) pela PF, que não informou os nomes dos presos, nem qual a relação entre eles.

Segundo a PF, o dinheiro foi apreendido com um homem numa agência bancária no Centro do Recife. O valor foi sacado por ele, mas seria entregue a outras três pessoas, que foram presas posteriormente pela corporação.

As outras três pessoas chegaram ao Recife num jatinho, pouco tempo antes de o homem sacar o dinheiro. A PF não informou de onde esses suspeitos vieram, nem se eles pretendiam sair da cidade novamente após receberem o dinheiro.

Os quatro presos foram levados à sede da Polícia Federal. Lá, foram autuados em flagrante por lavagem de capitais, crime que prevê penas de prisão de até 10 anos, além de multas.

Ainda segundo a PF, as investigações continuam para apurar a origem dos recursos, além de outros possíveis crimes cometidos pelo grupo.

Fonte: G1