
Após o Tribunal de Contas da União (TCU) determinar que o Governo Federal e a Infra S.A. se abstenham de fazer novos investimentos no ramal Salgueiro-Suape da Ferrovia Transnordestina, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) está se mobilizando para reverter essa decisão.
De acordo com a Rádio Jornal, a autarquia vai apresentar um novo relatório técnico ao TCU comprovando a viabilidade econômica e social do traçado pernambucano da ferrovia. O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, que é de Pernambuco, destaca que o estudo usado para embasar a deliberação do Tribunal foi realizado pela consultoria McKinsey em 2021 e está defasado.
Alexandre salienta que o estudo atendia a uma “outra visão de estado”, sob a ótica do Governo Federal anterior, que priorizava apenas a conclusão do ramal cearense da ferrovia. Ele ressalta que a atual gestão do país prioriza os dois trechos da estrada de ferro e Salgueiro está no centro do trajeto.
Sudene rebate argumentos de inviabilidade econômica
A Sudene refuta o argumento de que o trecho da Transnordestina em Pernambuco não teria Retorno do Capital Investido (Valor Presidente Líquido – VPL). Com base em estudos recentes, a autarquia afirma que a expectativa de movimentação total do ramal ultrapassa 25 milhões de toneladas até 2050 e destaca que atualmente os cálculos de valor presente já garantem 16 milhões de carga transportada.
Impactos social e ambiental
Sobre o impacto social, o superintendente da Sudene reforça que a obra tem potencial de gerar um aumente de até 10% da taxa de emprego em Pernambuco. Fora isso, pode melhorar o fluxo do trânsito da BR-232, retirando mais de 1.000 caminhões por dia da rodovia. Consequentemente haverá redução da emissão de carbono, beneficiando o meio ambiente.
Da redação do Blog do Chico Gomes