Secretaria de Educação de Pernambuco abre seleção com 76 vagas para profissionais de apoio escolar

A Secretaria Estadual de Educação abriu um processo seletivo simplificado com 76 vagas para o cargo de profissional de apoio escolar. Os selecionados vão atuar em diversas unidades de ensino de Pernambuco, do litoral ao interior do estado.

As inscrições seguem até o dia 15 de maio pela internet. Para se inscrever, é necessário pagar uma taxa de R$ 70, mas os candidatos podem solicitar isenção até 14 de maio. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com salário de R$ 2.008,12.

O edital foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 30. Podem participar candidatos que tenham ensino médio completo. A seleção será feita em etapa única, com uma prova de títulos e experiência profissional.

Na prova de títulos, os candidatos podem demonstrar formação em de Libras, tiflologia (estudo dedicado à inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão), Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou guia de intérprete. Também serão avaliadas formações na área de primeiros socorros e em outras experiências relacionadas ao cargo.

O resultado da seleção será divulgado no Diário Oficial no dia 24 de junho de 2026. Os contratos terão duração de dois anos, podendo ser renovados pelo mesmo período.

Do total de vagas disponíveis, 5% serão reservadas para pessoas com deficiência e 30% para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas.

De acordo com o edital, os profissionais selecionados vão atuar exercendo “atividades com os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, de forma funcional, referentes à alimentação, higiene e locomoção”.

Também será função do profissional de apoio escolar “acompanhar o estudante em todos os espaços na unidade escolar, em atividades escolares, nas quais se fizerem necessárias”.

Fonte: G1

PL da Dosimetria: Congresso derruba veto de Lula e beneficia Bolsonaro

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal rejeitaram, nesta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que permite a redução de penas de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O projeto pode beneficiar ao menos 190 pessoas condenadas por atos antidemocráticos, segundo o último balanço feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Isso inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na Câmara, foram 318 votos favoráveis à derrubada e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra.

Para que o veto fosse derrubado, eram necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.

Situação de Bolsonaro

Bolsonaro está há pouco mais de um mês em prisão domiciliar por questões de saúde, mas, em tese, segue em regime fechado, após condenação a 27 anos e três meses por tentativa de golpe.

Segundo a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, ele só poderia passar ao regime semiaberto em 2033.

Especialistas estimam que, quando o projeto começar a valer, o ex-presidente pode migrar de regime em um prazo entre dois e quatro anos.

O texto impede a soma de dois crimes — abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado —, estabelecendo que deve ser aplicada apenas a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade.

A proposta também prevê redução de pena de um a dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha financiado os atos nem exercido papel de liderança.

Próximos passos

O texto será encaminhado para promulgação. O presidente Lula terá até 48 horas para promulgar a lei.

Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Após a promulgação e publicação oficial, a nova regra passa a valer.

Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser questionada no STF, que poderá decidir sobre a validade das mudanças.

A votação ocorreu em meio a uma crise entre o governo e o Congresso.

Na quarta-feira (29), o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para o STF — a primeira vez desde 1894 que um indicado ao Supremo foi barrado.

Fonte: G1

Lula defende fim da escala 6×1, Desenrola e controle de bets em fala de 1º de Maio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o fim da escala 6×1 e abordou ações do governo para reverter o endividamento dos trabalhadores durante o discurso de 1º de Maio na noite de ontem.

Lula falou por cerca de sete minutos. A redução da jornada de trabalho foi o principal tema do pronunciamento. “Eu sei o quanto o trabalhador brasileiro está cansado”, disse.

“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia.”

Presidente criticou setores econômicos contrários ao fim da 6×1. “A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte”, disse o petista.

Fim da 6×1 se tornou o projeto mais relevante do governo no Congresso neste ano. É uma aposta no ânimo do trabalhador, dizem governistas. Eles esperam conseguir associar o entusiasmo do trabalhador a quem encampou a pauta desde o início.

“Toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, disse o presidente.

Preocupação é especialmente eleitoral. Outros projetos, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 mensais, tiveram resultados aquém do esperado em termos de popularidade para o governo. O projeto tem sido visto como uma saída para a futura campanha de Lula.

Desenrola 2.0

Outro tema de destaque no pronunciamento foi o plano de combate ao endividamento da população. O Novo Desenrola Brasil, que deve ser lançado na próxima segunda-feira (4), focará na renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e Fies. Ainda segundo Lula, os juros ficarão limitados a 1,99% e os descontos podem chegar a 90% do valor devido.

Uso do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) também será contemplado pelo programa. “Cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço”, afirmou o presidente.

Endividamento tem sido visto como o ponto fraco do governo atualmente. Em ano eleitoral, pesquisas têm indicado que, embora haja aumento na renda e queda no desemprego, a população segue com a sensação de baixo poder de compra, algo já reconhecido pelo presidente.

Bets no alvo

Chefe do executivo aproveitou a fala sobre endividamento para criticar o espaço das apostas online na economia. Quem aderir ao novo programa de renegociação de dívidas ficará, segundo Lula, bloqueado em todas as plataformas em operação no Brasil pelo período de um ano. “O que não pode é renegociar a dívida e continuar perdendo dinheiro apostando em bet”, reforçou.

“Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando.”

Estudo recente corrobora a suspeita. Uma pesquisa do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da FIA Business School revelou que as apostas online se tornaram o principal fator de endividamento das famílias brasileiras, superando o impacto do crédito e dos juros no orçamento.

Lula abordou os impactos da guerra no Oriente Médio, incluindo o aumento do petróleo e a pressão sobre os preços de produtos e serviços. O petista citou ações do governo para segurar o preço dos combustíveis, incluindo a redução de impostos.

Sem citar Donald Trump ou os Estados Unidos, o político falou sobre a necessidade de defender “nossa soberania e nossas riquezas”. “O Brasil é grande demais para baixar a cabeça. O Brasil não aceita ser quintal de ninguém”, declarou.

Lula aproveitou o pronunciamento para elencar conquistas econômicas do governo. A lista citada pelo presidente incluiu a “menor taxa de desemprego e a menor inflação acumulada em quatro anos”, o “maior rendimento médio da história do país para os trabalhadores”, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e o programa Gás do Povo.

Fonte: UOL