Mpox: Ministério da Saúde confirma 55 casos da doença no Brasil

O Brasil confirmou 55 casos de mpox em 2026, segundo dados divulgados pelo Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), órgão ligado ao Ministério da Saúde. Os números mostram que a doença continua sob monitoramento das autoridades sanitárias.

De acordo com a pasta, os casos registrados até agora apresentam, em sua maioria, quadros leves ou moderados, sem indicação de agravamento em larga escala. A vigilância epidemiológica segue acompanhando a situação para identificar rapidamente novos registros e evitar a transmissão.

Em 2025, o cenário foi mais expressivo: o país registrou 1.056 casos confirmados de mpox, com prevalência no sexo masculino, especialmente na faixa etária de 30 a 39 anos.

No mesmo período, foram confirmados dois óbitos relacionados à doença, segundo a pasta. A comparação mostra que, embora os números atuais sejam menores, o vírus continua circulando e exige acompanhamento contínuo.

O que é a mpox

A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus. A infecção pode ser transmitida por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada.

Embora seja conhecida há décadas, a doença ganhou maior atenção mundial a partir de 2022, quando houve aumento de casos em diversos países, incluindo o Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, a mpox costuma começar com sintomas gerais e, depois, surgem as lesões na pele. A evolução varia de pessoa para pessoa, mas a maioria se recupera em poucas semanas.

Fonte: Metrópoles

Estudo mostra impacto de vídeos curtos no desenvolvimento infantil

Duas pesquisadoras da Universidade de Macau concluíram que vídeos de formato curto usados nas redes sociais e vistos em “scrolling” (rolagem da tela) em aparelhos celulares impactam negativamente no desenvolvimento cognitivo das crianças, podendo causar ansiedade social e insegurança.

“O consumo compulsivo de vídeos curtos tem um impacto negativo no desenvolvimento cognitivo, podendo causar falta de concentração, ansiedade social e insegurança”, explicou em declarações à Lusa Wang Wei, acadêmica da área da Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), autora do estudo Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes rurais chineses.

“Esta concepção de vídeos curtos pode ser particularmente perigosa para as crianças”, alertou a investigadora.

“A nossa pesquisa indica uma correlação direta: quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola.”

Wang argumenta que, embora as necessidades psicológicas fundamentais das crianças devam ser satisfeitas offline – ou seja, fora das redes sociais –, as plataformas de vídeos curtos, com algoritmos personalizados e funcionalidades de interação social, satisfazem de forma direta e maneira sutil essas mesmas necessidades.

Esta satisfação paralela, sugere a investigação de Wang, “leva potencialmente a um uso excessivo e ao vício”.

“A natureza estimulante e de ritmo acelerado dos vídeos curtos torna-os altamente divertidos para os alunos”, acrescentou ainda a investigadora.

Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da UM e autora do estudo A relação das componentes afetivas e cognitivas no uso problemático de vídeos curtos, acrescenta às conclusões de Wang as questões relacionadas com a superestimulação das crianças, que prejudicam ainda mais o desenvolvimento cognitivo saudável.

Os vídeos curtos capturam a atenção de todos justamente porque “estão logo ali à mão e são gratuitos”, sublinha Wu, em declarações à Lusa.

As pessoas podem ter acesso a grandes quantidades de vídeos curtos “a qualquer hora, em qualquer lugar”.

Esses comportamentos de dependência têm frequentemente origem em um “propósito funcional”, explicou.

“Temos de aumentar a conscientização sobretudo se o uso começar a afetar a vida quotidiana, levando a sacrificar tempo em família, negligenciar o sono, ou navegar em momentos inadequados – como durante as aulas”, afirmou à Lusa.

Para além do design das plataformas, da utilização de algoritmos e da natureza dos vídeos rápidos, Wu identificou outros fatores que desencadeiam a relação de dependência.

Segundo a pesquisadora, o stress diário, o ambiente e mesmo predisposição genética contribuem para comportamentos de dependência, detalhou no estudo.

“Na verdade, uma das razões primárias para a dependência, que resulta nestes comportamentos compulsivos, é a fuga de realidades desagradáveis, pressões ou situações em que as pessoas desejam evitar confrontos”, explicou Anise Wu, apelando à conscientização dos efeitos da visualização de vídeos curtos.

Quanto a intervenções junto das crianças, segundo Wang Wei, “é muito importante” satisfazer suas necessidades emocionais, cultivando ao mesmo tempo o uso digital e competências de autorregulação, “em vez de nos limitarmos retirar o aparelho celular”.

Até dezembro de 2024, o número de pessoas com acesso a este tipo de vídeos na China atingiu perto de 1,1 bilhão de indivíduos, sendo que 98,4% eram utilizadores ativos deste formato, de acordo com o Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, publicado pelas autoridades chinesas.

Fonte: Agência LUSA

Carnaval: 7 dicas para usar o banheiro químico sem riscos à saúde

O carnaval está de volta às ruas. Com a chegada da folia, a necessidade de utilizar banheiros químicos que podem ser pouco higiênicos. Por isso, ter estratégias para diminuir os riscos à saúde envolvidos nos locais, como o de ser contaminado por algum agente infeccioso, é parte importante dos cuidados básicos.

As dicas são relevantes especialmente no contexto em que o consumo de álcool reduz a liberação do hormônio antidiurético (ADH), responsável pela reabsorção de água nos rins, o que aumenta a vontade de urinar e o uso dos banheiros químicos.

Abaixo, confira sete dicas da médica infectologista do Grupo Fleury Carolina Lázari para usar a cabine sem maiores riscos à saúde:

Não toque no celular

Deixe o celular guardado durante todo o uso do banheiro, pois ao ser tocado por mãos contaminadas, o aparelho pode se tornar uma fonte persistente de contaminação mesmo após a higienização das mãos.

Evite encostar no vaso sanitário

O vaso sanitário é o local com mais bactérias por milímetro quadrado do banheiro químico. É importante higienizar o assento do vaso sanitário com álcool em gel ou lenço desinfetante antes de usá-lo.

As mulheres têm maior risco de contaminação, pois precisam se sentar para urinar, enquanto os homens conseguem ficar de pé. Com isso, elas se tornam mais suscetíveis a infecções vaginais e de pele.

Carregue lenços na pochete

O papel higiênico também pode estar contaminado, já que não é um elemento esterilizado. O ideal é levar e usar seus lenços de papel ou lenços umedecidos.

Álcool em gel antes e depois

A higienização das mãos deve ser feita antes e depois de usar o banheiro, uma vez que vírus e bactérias podem ficar presos nas unhas e causar infecções de pele ou mesmo serem transmitidas aos alimentos, causando uma infecção intestinal.

Se possível, lave as mãos

Se o banheiro tiver pia com sabonete líquido, você pode lavar as mãos. Porém, se o sabonete for em barra, não use. Os sabonetes em barra permitem que resíduos fiquem em sua superfície e ainda podem se tornar verdadeiras colônias de bactérias por acumular água no recipiente em que são guardados.

Cuidado com onde você encosta

Evite encostar nas paredes não só com as mãos, como com o resto do corpo.

Quais doenças podem ser transmitidas?

Uma boa parte das infecções que podem ser contraídas envolve a transferência de vírus e bactérias por contaminação fecal das mãos. Dessa maneira, as doenças do trato gastrointestinal e a hepatite A são as mais frequentes.

Alguns dos sintomas após o uso de banheiros mal higienizados são: diarreia, náusea, vômito e dor abdominal. Mais raramente, infecções genitais ou perianais podem ser transmitidas pelo contato com superfícies contaminadas por urina, sêmen ou secreções.

Fonte: Agência O Globo

Secretaria de Saúde de Pernambuco distribui doses de nova vacina contra vírus que causa bronquiolite em crianças

A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE) iniciou nessa segunda-feira, 9, a distribuição de 4.976 doses do anticorpo monoclonal nirsevimabe para os municípios de todas as regiões do Estado. O imunizante combate o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em crianças.

Adquirida pelo Ministério da Saúde, a nova vacina deve ser aplicada via injeção, sendo destinada exclusivamente a bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e seis dias) e crianças abaixo de 2 anos, que tenham comorbidade elegível, como cardiopatia congênita.

A remessa enviada a Pernambuco integra um lote 300 mil doses distribuídas em todo o Brasil pelo Ministério da Saúde. Segundo o ministro Alexandre Padilha, na rede privada a vacina custa, em média, R$ 2.500.

Em Pernambuco o imunizante está sendo distribuído prioritariamente para maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, unidades de saúde do SUS e Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs).

Da redação do Blog do Chico Gomes

Terra Nova recebe Carreta da Mulher Pernambucana a partir de quinta-feira

A Carreta da Mulher Pernambucana estaciona em Terra Nova nessa quinta, 12, e sexta-feira, 13, para levar atendimentos de saúde gratuito às mulheres do município. Trata-se de uma ação do Governo de Pernambuco, através do Programa PE Cuida, em parceria com a prefeitura.

Na unidade móvel são oferecidos exames de mamografia, ultrassom de mama, colposcopia, biópsia de nódulo de mama guiada por ultrassom e biópsia de lesão de colo de útero. As terra-novenses ainda terão acesso a consultas com mastologista e ginecologista.

Mulheres a partir de 40 anos não precisam de requisição médica para fazer a mamografia. Para as demais, é preciso encaminhamento ou queixa da presença de algum caroço/nódulo nas mamas.

A colposcopia é realizada mediante requisição médica ou alguma alteração no Papanicolau e/ou teste de HPV, que justifique a avaliação do colo uterino. Já para ter acesso à ultrassom de mama, as pacientes devem ter encaminhamento médico.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Secretaria de Saúde de Petrolina começa a vacinar crianças e adolescentes contra a dengue

A Secretaria de Saúde de Petrolina inicia nesta quinta-feira, 5, a vacinação contra a dengue de crianças e adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos. O imunizante, incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2023, protege contra os quatro sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

No dia 26 de janeiro, todos os municípios pernambucanos começaram a receber as primeiras 30 mil doses enviadas ao Estado pelo Ministério da Saúde. O órgão direcionou a estratégia de vacinação contra a doença para todos os municípios do país.

Antes dessa ampliação, a imunização contra a dengue era realizada em apenas 48 municípios pernambucanos, englobados pelas Gerências Regionais de Saúde da 1ª, 5ª e 7ª regiões. A proteção completa acontece com a aplicação de duas doses, com um intervalo de três meses.

Da redação do Blog do Chico Gomes 

Léo Parente perde mais de 30 kg em seis meses e comemora melhorias na saúde

Em julho de 2025, o vereador Léo Parente, presidente da Câmara de Vereadores de Salgueiro, decidiu cuidar da saúde. Pesando 121,8 kg, pré-diabético e com a pressão arterial aumentando a cada dia, ele inciou uma jornada em busca de saúde e seis meses depois comemora resultados satisfatórios. Léo perdeu mais de 30 kg e ganhou qualidade de vida.

O jovem vereador, que recebe acompanhamento do nutrólogo Dr. Igor Ryan, atribui a perda de peso a muito treino, atividades físicas, boa alimentação e suplementação. “No começo foi muito sofrido, mas agora se tornou prazeroso”, afirma.

Léo tem obesidade e precisa manter um tratamento constante e foco para evitar o ‘efeito sanfona ‘. Antes ele se via apenas como uma pessoa com sobrepeso, mas ao tomar consciência da condição de obeso, comprometeu-se acombater a doença. Após alcançar resultados positivos, passou a estimular algumas pessoas de seu convívio a também se cuidarem, servindo de inspiração.

Dr. Ryan ressalta que o caso de Léo não é sobre fórmulas mágicas ou atalhos perigosos. “É sobre tratamento individualizado, decisões corretas e um plano baseado em ciência”, salienta.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Médico denuncia negligência de hospital de Recife após esposa ficar em estado vegetativo depois de cirurgia

O médico oftalmologista Paulo Menezes fez uma denúncia pública contra profissionais do Hospital Esperança, localizado no Recife (PE), após sua esposa entrar em estado vegetativo depois de ser submetida a uma cirurgia que deveria ser simples. O procedimento foi realizado no dia 27 de agosto, e, cinco meses depois, Camila Menezes, de 38 anos, continua internada em reabilitação.

Segundo Paulo, Camila deu entrada na unidade de saúde para corrigir uma hérnia inguinal e retirar uma pedra na vesícula. A hérnia havia sido adquirida na gravidez da segunda filha do casal. O médico cita uma série de acontecimentos que, para ele, demonstram negligência dos profissionais que atuaram na cirurgia da esposa.

A mulher teria tido uma parada cardiorrespiratória que durou cerca de 15 minutos. “Depois a gente foi investigar, a gente pegou os parâmetros do monitor multiparamétrico, é aquele que dá a frequência cardíaca, respiratória, a saturação de oxigênio, se o coração está batendo ou não e do jeito certo ou não. E, para nossa surpresa, já se notou que, a partir da indução anestésica, o pulmão não estava sendo ventilado”, afirmou.

Paulo diz que não sabe onde erraram. “Mas o fato é que o oxigênio não estava chegando ao pulmão”, disse.

Para ele, se a equipe médica tivesse notado rápido que Camila não estava recebendo oxigênio, era um problema fácil de ser resolvido. “Seria uma mera intercorrência, vamos dizer assim. Mas não foi o que aconteceu. A capnografia, que deveria ser de 35 a 40, permanecia em 1 ou 2 o tempo todo. E permaneceu assim entre cerca de 6 a 10 minutos até que a cirurgiã começou a fazer a cirurgia”, disse. A capnografia refere-se ao monitoramento da concentração ou pressão parcial de dióxido de carbono nos gases respiratórios.

Ainda de acordo com o relato, a mulher passou pelo procedimento cirúrgico todo em apneia. Pelas análises das máquinas de monitoramento da paciente durante a cirurgia, a falta de oxigênio fez com que o coração diminuísse a frequência dos batimentos. Ainda assim, a médica responsável pelo procedimento teria ignorado o alarme, chamado por Paulo de “bip”, dado pela máquina.

“E por dois minutos e meio a três, me baseando pelos dados do monitor, nada foi feito. A cirurgia terminou  com minha mulher em parada cardíaca. E aí ela coloca no prontuário que a cirurgia transcorreu sem intercorrência”, disse Paulo, acusando a médica de negligência.

Ele finalizou o relato dizendo que está se dividindo entre as funções de pai, marido e médico. A família mora em Arcoverde, a cerca de 1h20 do Recife de carro, e Paulo precisa ficar entre as duas cidades para visitar a esposa e cuidar dos filhos.

Fonte: Terra

Corrida alusiva à campanha ‘Janeiro Branco’ é realizada em Cabrobó

A Secretaria de Saúde de Cabrobó e o grupo Feras do Sertão realizaram na noite desta sexta-feira, 30, uma corrida alusiva à campanha “Janeiro Branco”, no intuito de conscientizar a população cabroboense sobre os cuidados com a saúde mental. A atividade esportiva teve concentração no Portal da Cidade, envolvendo centenas de pessoas, que participaram vestidas de branco.

Os organizadores da ‘1ª Corrida Janeiro Branco’ ressaltam com o esporte proporciona vários benefícios para a saúde mental, como a liberação de endorfina, redução do estresse, melhora do humor e o fortalecimento de vínculos.

A ação de saúde foi idealizada pela professora Eveline Azevedo, da equipe eMulti, contando com o apoio irrestrito da prefeitura e do grupo Feras do Sertão. “Foi uma ação da saúde pensada para inspirar hábitos mais saudáveis e conscientes”, destaca a organização da corrida.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Vírus Nipah: Ministério da Saúde diz que risco é baixo e doença não ameaça o Brasil

O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira, 30, nota informando que o risco relacionado ao vírus Nipah é baixo e que a doença não representa ameaça ao Brasil. A pasta afirma ainda que não há indícios de que o vírus possa provocar uma pandemia.

Segundo o ministério, não há evidências de disseminação internacional nem risco para a população brasileira. Além disso, autoridades nacionais estão monitorando o cenário em articulação com organismos internacionais.

“No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, informa a nota.

O posicionamento, segundo o ministério, estaria alinhado ao da Organização Mundial da Saúde (OMS), que também avalia como baixo o risco de uma pandemia associada à infecção por esse micro-organismo.

Até o momento, dois casos de infecção pelo vírus Nipah foram confirmados na Índia, ambos em mulheres que atuam como enfermeiras. Não há registro de circulação do vírus fora do sudeste asiático.

No início da semana, o governo indiano informou que a situação está sob controle e que 198 pessoas que tiveram contato com as pacientes infectadas foram testadas, todas com resultado negativo para a doença.

O que é o vírus Nipah?

O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1998, na Malásia, e, desde então, surtos foram registrados em diferentes países do continente asiático. Segundo a OMS, o surto anterior ao atual, na Índia, ocorreu nas Filipinas, em 2014.

A transmissão ocorre por meio do contato com animais infectados, do consumo de alimentos contaminados ou da transmissão direta entre pessoas, especialmente por fluidos corporais e gotículas respiratórias. Os morcegos são os hospedeiros naturais do vírus, mas outros animais, como porcos e cavalos, também podem ser infectados.

Em humanos, a infecção pode ser assintomática, mas também pode causar quadros respiratórios e evoluir para encefalite fatal. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar conforme o surto, a capacidade local de vigilância epidemiológica e o manejo clínico dos pacientes.

Os sintomas iniciais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. Com a progressão da doença, podem surgir tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos indicativos de encefalite aguda. Em casos mais graves, há registros de pneumonia atípica, convulsões, insuficiência respiratória e coma.

Fonte: Infomoney

Seis em cada dez adultos brasileiros estão acima do peso, aponta Ministério da Saúde

O índice de obesidade mais que dobrou entre 2006 e 2024 no Brasil. A taxa, que era de 11,8% em 2006 chegou a 24,3% em 2023, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 28. Ao longo de quase duas décadas, o levantamento mostra uma curva contínua de aumento da condição, sem períodos de estabilização ou queda.

Além da obesidade, o excesso de peso também avançou e já atinge mais de 60% da população adulta. Em 2006, esse percentual era de 42,6%. Em 2023, chegou a 61,4%. Ou seja, hoje, seis em cada dez adultos brasileiros vivem acima do peso considerado saudável.

No levantamento, excesso de peso é uma categoria mais ampla, que inclui tanto pessoas com sobrepeso quanto aquelas com obesidade. A obesidade representa a forma mais grave do quadro, associada a maior risco de doenças crônicas e complicações de saúde, como diabetes e hipertensão.

Perfil

O crescimento da obesidade ao longo da série histórica foi observado tanto entre homens quanto entre mulheres. Entre eles, a prevalência passou de 11,4%, em 2006, para 23,8% em 2023. Entre elas, o percentual saiu de 12,1% para 24,8% no mesmo período.

O excesso de peso seguiu trajetória semelhante nos dois grupos. Entre os homens, a prevalência subiu de 47,5% para 63,4% entre 2006 e 2023. Entre as mulheres, passou de 38,5% para 59,6% no mesmo intervalo.

A análise por faixa etária indica que o avanço da obesidade atinge todas as idades adultas, mas se concentra sobretudo na meia-idade. O maior crescimento foi observado entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que a prevalência mais que dobrou, passando de 12,8% em 2006 para 27,0% em 2023.

Entre adultos jovens, a obesidade aparece com menor frequência, embora em trajetória de alta. Em 2023, cerca de 9,6% das pessoas de 18 a 24 anos e 17,2% daquelas entre 25 e 34 anos viviam com obesidade. Já entre idosos, aproximadamente 22% das pessoas com 65 anos ou mais apresentavam a condição no último ano analisado.

Assim como ocorre com a obesidade, o excesso de peso também atinge seus maiores percentuais na meia-idade.

Falha no plano de enfrentamento

Os resultados contrastam com os objetivos definidos pelo próprio governo federal. O Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis estabelece como meta deter o crescimento da obesidade até 2030, mantendo a prevalência abaixo de 20%. Pelos dados mais recentes do Vigitel, a taxa já supera esse patamar, indicando que o país se encontra fora da trajetória projetada pelo plano.

Fonte: VEJA

Dengue: Pernambuco começa a vacinar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de todos os municípios

A partir desta segunda-feira (26), todos os municípios de Pernambuco começarão a receber as primeiras 30 mil doses do imunizante contra a dengue.

Assim que os postos estejam em posse das vacinas, crianças e adolescentes de 10 a 14 anos já poderão ser imunizadas contra a dengue, após recomendação do Ministério da Saúde (MS), que direcionou a ampliação da estratégia para todos os municípios do país.

O imunizante oferece a proteção contra os quatro sorotipos da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). As doses foram encaminhadas para as cidades pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE).

A estimativa populacional para esta faixa etária no estado é de 656.399 pessoas e a proteção completa acontece após a aplicação em duas doses (D1 e D2), com intervalo de três meses entre elas.

Antes da ampliação, apenas 48 cidades do estado (I, V e VII Geres) realizavam a vacinação dessas crianças e adolescentes. Desde o início da estratégia, em abril de 2024, foram aplicadas 173.544 doses da vacina (D1 e D2).

A definição dos territórios prioritários para a vacinação naquela época decorreu da produção limitada por parte do laboratório produtor, o que impactou no quantitativo de doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde.

“A ampliação da vacinação representa um avanço significativo nas ações de prevenção às arboviroses no estado. Essa medida amplia o acesso ao imunizante e fortalece a proteção da população contra os quatro sorotipos do vírus. O Programa Estadual de Imunizações está estruturado para dar suporte técnico aos municípios, assegurando a adequada execução da estratégia, desde a distribuição das doses até o acompanhamento e registro da vacinação”, destacou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

Fonte: Folha de Pernambuco

Carreta da Mulher Pernambucana realiza atendimentos em Bodocó a partir desta segunda-feira

Ação do Programa Cuida PE, a Carreta da Mulher Pernambucana realiza atendimentos gratuitos em Bodocó entre esta segunda, 26, e quarta-feira, 28. A iniciativa é do Governo de Pernambuco, em parceria com a prefeitura, visando reforçar o compromisso com o cuidado, a prevenção e a saúde das mulheres do município.

Na unidade móvel são oferecidos atendimentos de mamografia, ultrassom de mama, colposcopia, biópsia de nódulo de mama guiada por ultrassom, biópsia de lesão de colo de útero e consultas com mastologista e ginecologista.

Mulheres a partir de 40 anos podem fazer as mamografias sem necessidade de requisição médica. Aquelas que estão fora dessa faixa etária podem ser submetidas ao exame por encaminhamento médico ou se apresentarem queixa de presença de algum caroço/nódulo nas mamas.

A colposcopia é oferecida a mulheres com requisição médica ou que tenham o Papanicolau e/ou teste de HPV com alterações que justifiquem a avaliação do colo uterino. Já a ultrassom de mama é realizada apenas com solicitação médica.

Da redação do Blog do Chico Gomes