EUA: Número de mortos em enchentes no Texas chega a 80, incluindo 28 crianças

O número de mortos em enchentes catastróficas no Texas, Estados Unidos, chegou a 80 neste domingo, 6, incluindo 28 crianças, informou a polícia, enquanto as buscas por meninas desaparecidas de um acampamento de verão entravam no terceiro dia.

Larry Leitha, xerife do Condado de Kerr, em Texas Hill Country, epicentro das enchentes, disse que 11 meninas e uma conselheira continuam desaparecidas de um acampamento perto do Rio Guadalupe, que transbordou após chuvas torrenciais que atingiram a região central do Texas na sexta-feira, feriado do Dia da Independência dos EUA.

Autoridades disseram no sábado que mais de 850 pessoas foram resgatadas, incluindo algumas agarradas a árvores, depois que uma tempestade repentina despejou até 38 cm de chuva na região, cerca de 140 km a noroeste de San Antonio. Não estava claro exatamente quantas pessoas na área ainda estavam desaparecidas.

“Todos na comunidade estão sofrendo”, disse Leitha aos repórteres.

A Agência federal de gestão de emergências (Fema, na sigla em inglês) foi acionada no domingo e está enviando recursos para socorristas no Texas após o presidente Donald Trump emitir uma declaração de desastre grave, informou o Departamento de Segurança Interna em um comunicado.

Helicópteros e aviões da Guarda Costeira dos Estados Unidos estão auxiliando nos esforços de busca e resgate.

Alguns especialistas questionaram se os cortes na força de trabalho federal pelo governo Trump, incluindo na agência que supervisiona o Serviço Nacional de Meteorologia, levaram as autoridades a não prever com precisão a gravidade das enchentes e emitir alertas apropriados antes da tempestade.

O presidente Donald Trump e seu governo realizaram milhares de cortes de empregos na agência controladora do Serviço Nacional de Meteorologia, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, deixando muitos escritórios de meteorologia com falta de pessoal, disse o ex-diretor da NOAA, Rick Spinrad.

Ele disse que não sabia se esses cortes de pessoal foram responsáveis pela falta de aviso prévio para as inundações extremas do Texas, mas disse que eles inevitavelmente degradariam a capacidade da agência de fornecer previsões precisas e oportunas.

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que supervisiona a NOAA, disse que um alerta de inundação “moderado” emitido na quinta-feira pelo Serviço Nacional de Meteorologia não previu com precisão as chuvas extremas e disse que o governo Trump estava trabalhando para atualizar o sistema.

Fonte: Reuters

Há risco de guerra mundial, diz assessor internacional do governo Lula

O assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse à CNN ver risco de ocorrer uma guerra mundial caso o conflito no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia se “comuniquem”.

“Estamos vivendo um momento perigoso pelas partes envolvidas e perigoso para o mundo, porque há duas guerras com potencial de se alastrarem. Se essas duas guerras se comunicarem, teremos praticamente uma guerra mundial. Não digo uma guerra total, mas uma guerra com grande irradiação negativa, com reflexos na economia, no preço do petróleo”, declarou.

De acordo com ele, há um problema a mais no contexto atual, relacionado ao fator religioso.

“Agora, em todo o Oriente Médio, vemos manifestações nos países islâmicos. E quando essa conotação religiosa desperta, é difícil conter”, disse.

Para Celso Amorim, o contexto atual é o mais perigoso que ele já viu na diplomacia.

“ Tenho 83 anos, 63 deles ligados à diplomacia, e nunca vivi um momento tão perigoso. Mesmo na crise dos mísseis de Cuba, havia duas pessoas podendo se comunicar. A URSS tentou um lance atrevido, mas voltou atrás. Agora são muitos atores e muito incontroláveis”, afirmou.

Ataque dos EUA ao Irã

Ele fez referência a nota do Itamaraty de domingo (22), que condenou o ataque dos Estados Unidos ao Irã, no sábado (21), que teve como alvo três instalações nucleares. Amorim avaliou que o ataque violou regras internacionais.

“A nota do Itamaraty já diz o que precisa. Só posso acrescentar: estamos à beira do alastramento de dois conflitos perigosos, sendo que um deles é o mais perigoso.”

“Houve violação do direito internacional. A Carta da ONU não contempla essa história que Israel invoca de autodefesa preventiva. Isso não existe. É uma quebra total das normas internacionais — e isso está ocorrendo com frequência”, acrescentou.

Na avaliação do assessor, há um problema estrutural na região do Irã.

“Ali há um problema estrutural. Você sabe que nós tentamos, há 15 anos, ajudar. O Brasil participou de um esforço lá atrás para gerar confiança. Conseguimos, junto com a Turquia, que o Irã aceitasse todas as condições. Essa ajuda foi, posteriormente, reconhecida por altos funcionários dos EUA. Mas o processo não evoluiu. Então, o Irã aproveitou esse vácuo nas negociações para fazer enriquecimento de urânio. Essa ideia de que ele pode ter a bomba em seis meses eu ouvi isso em 2010 e isso não ocorreu. Nada justifica esse bombardeio”, afirmou.

Ele disse também acreditar “que os EUA não queriam ir nessa direção [do bombardeio no Irã], mas foram induzidos pela situação”.

Celso Amorim disse considerar difícil que o Irã desista do seu programa nuclear.

“Não sei se pode haver um espaço para negociação. Não sei exatamente os efeitos reais dos bombardeios americanos, não sei se realmente destruíram a capacidade do Irã. Sei duas coisas: o Irã não vai desistir de ter um programa nuclear pacífico. E, por outro lado, a única maneira é o que o Egito propõe: que os países do Oriente Médio estejam livres de armas nucleares.”

Fonte: CNN

Após ataque israelense, Irã lança mísseis contra Jerusalém e Tel Aviv

Mísseis foram vistos no céu de Jerusalém ontem. O contra-ataque iraniano aconteceu após Israel atingir um campo de exploração de gás natural no Golfo da Pérsia, entre o Irã e a Península Arábica.

Israel e Irã começaram uma nova rodada de bombardeios. O novo ataque iraniano atingiu edifícios residenciais na planície costeira e no norte de Israel, conforme informações do serviço de resgate israelense, obtidas pela AFP. Um outro ataque atingiu estações de abastecimento para caças israelenses.

Mísseis furaram o domo de ferro, um dos principais sistemas de defesa de Israel. Segundo a professora de Relações Internacionais da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo), Ana Carolina Marson, Netanyahu tenta contornar a situação e as pessoas já foram liberadas para voltar a circular em Jerusalém. “O ataque é um revide do Irã, outros devem ocorrer”, disse a especialista, ao UOL. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está se reunindo com seu gabinete de segurança após os ataques.

Bat Yam, no distrito de Tel Aviv, foi bombardeada. Mísseis iranianos atingiram a cidade, que pertence à região metropolitana de Gush Dan, a 15 km de Tel Aviv e um prédio com oito andares foi diretamente atingido.

No Irã, instalações de combustíveis foram atingidas. Segundo a CNN, o maior campo de gás natural do mundo, localizado em South Pars e o depósito de petróleo de Shahran, foram bombardeados por Israel após a troca de mísseis de sexta-feira, como havia prometido Netanyahu. “O Irã afirmou que a situação está sob controle”, explicou Marson ao UOL. “É interessante acompanhar isso, principalmente porque o Irã é um grande exportador de petróleo e membro da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).”

Israel está bombardeando a capital, Teerã. Ao mesmo tempo que tenta interceptar os mísseis lançados pelo Irã, o país liderado por Benjamin Netanyahu continua tentando bombardear alvos militares em Teerã. Um comunicado militar foi emitido informando que os lançamentos de mísseis continuarão.

Irã e Israel começaram uma “greve comercial” enquanto o conflito continua. Desde sexta-feira, a escalada dos ataques origina temores no mercado financeiro, e já se reflete no aumento de preço do petróleo. Segundo Marson, a previsão é de comprometimento do fornecimento de combustíveis globalmente.

Fonte: UOL

Avião que ia para a Inglaterra com 242 pessoas a bordo cai na Índia

Um avião com 242 pessoas caiu num alojamento de médicos perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia.

A aeronave seguia para o aeroporto de Gatwick em Londres, no Reino Unido.

Autoridades confirmaram que 230 passageiros e 12 membros da tripulação estavam a bordo.

O chefe de polícia de Ahmedabad confirmou à BBC que até o momento 204 corpos foram retirados do local do acidente.

Ainda não se sabe se todas essas vítimas estavam no avião, ou se algumas se encontravam no alojamento onde a aeronave caiu.

O representante da polícia local ainda confirmou que outras 41 pessoas estão feridas e foram encaminhadas para hospitais.

Entre os passageiros, havia 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.

O avião decolou do aeroporto às 13h38 no horário local, 5h08 de Brasília.

Foi emitido um pedido de socorro ao controle de tráfego aéreo, mas a aeronave não enviou novas comunicações na sequência, segundo as informações disponíveis até o momento.

Após a decolagem, o avião caiu fora do perímetro do aeroporto.

Um oficial sênior da polícia em Ahmedabad afirma que policiais, bombeiros e outros trabalhadores civis chegaram ao local do acidente em poucos minutos. As operações de resgate ainda estão em andamento.

Fonte: BBC

Restrição de Trump a vistos de estrangeiros é ‘aviso’ a Alexandre de Moraes, diz deputada dos EUA

A decisão do governo Donald Trump em restringir a emissão de vistos a estrangeiros que, na visão da Casa Branca, pratiquem censura a cidadãos dos Estados Unidos, é um aviso ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A afirmação foi feita pela deputada do Partido Republicano, María Elvira Salazar.

Em publicação no X, a parlamentar ressaltou o apoio à decisão do governo norte-americano ” de negar vistos dos EUA a autoridades estrangeiras que silenciam americanos no exterior”. A alteração na política foi confirmada nesta quarta-feira, pelo secretário de Estado de Trump, Marco Rúbio, em declaração compartilhada pela Embaixada dos EUA no Brasil.

“Que isso sirva de aviso aos tiranos do mundo todo e aos simpatizantes autoritários como o brasileiro Alexandre de Moraes: se você tentar censurar cidadãos americanos, mesmo além de nossas fronteiras, você não será bem-vindo nos Estados Unidos”, disse a deputada.

Salazar sinalizou ainda que a política pode garantir a manutenção da liberdade de expressão dos cidadãos norte-americanos. “Os dias em que os repressores aproveitavam nossas liberdades enquanto as negavam aos outros acabaram. A liberdade de expressão é sagrada e nós a defenderemos em todos os lugares”, finalizou.

Relembre

Recentemente, Elon Musk, dono do X, esteve no centro de uma polêmica com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ministro bloqueou o X no Brasil no dia 30 de agosto de 2024, após a empresa fechar o escritório no Brasil e deixar de ter um representante legal.

À época, o bilionário norte-americano, que deixou o governo de Trump nesta semana, anunciou o fechamento da sede da empresa no Brasil após a rede ser multada por se recusar a cumprir a determinação de retirar do ar perfis de investigados pela Corte pela publicação de mensagens consideradas antidemocráticas.

O desbloqueio só foi efetuado em outubro, após Musk pagar R$ 28,6 milhões em multas.

Fonte: O Tempo

Governo Trump confirma que Moraes pode sofrer sanções nos EUA: ‘Em análise’

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes pode sofrer sanções nos EUA.

É a primeira vez que o governo Trump cita uma possível punição contra Moraes. “Está em análise neste momento e há uma grande possibilidade de acontecer”, declarou Rubio ontem ao questionado sobre o tema durante uma audiência no Comissão de Relações Exteriores na Câmara dos Representantes dos EUA.

O descontentamento com decisões do ministro motivou apelos por sanções internacionais nos EUA, com base em uma lei americana. A Lei Magnitsky ganhou destaque no debate público após ser apontada por críticos de Alexandre de Moraes como possível base legal para sanções contra o ministro nos EUA.

Críticos do magistrado defendem sua inclusão na lista de sanções dos EUA por supostas violações de direitos humanos. Aprovada em 2012 e ampliada em 2016, a Lei Magnitsky permite que os EUA apliquem sanções unilaterais contra estrangeiros acusados de corrupção grave ou violações sistemáticas de direitos humanos.

O que diz a lei

As punições incluem o bloqueio de bens em solo americano, o congelamento de contas e a proibição de entrada no país. Não há necessidade de processo judicial — basta uma decisão do Executivo com base em relatórios ou documentos de organizações internacionais, imprensa e testemunhos.

As sanções podem ser impostas com base em provas não judiciais, mas precisam de fundamentação plausível. Elas se aplicam a responsáveis por execuções extrajudiciais, tortura, detenções arbitrárias, desaparecimentos forçados e outras violações flagrantes dos direitos à vida, à liberdade e à segurança, segundo o texto da própria legislação americana. A definição de “graves violações” está ancorada em tratados internacionais e exige conduta sistemática. Também podem ser punidos agentes que reprimem denúncias de corrupção ou impedem o trabalho de jornalistas e defensores de direitos.

Moraes tem sido alvo de pressões por parte do governo americano. Em fevereiro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou uma mensagem com referências explícitas à determinação feita por Moraes para que contas de bolsonaristas fossem excluídas de um serviço online americano. “O respeito pela soberania é uma via de mão dupla com todos os parceiros dos EUA, incluindo o Brasil”, afirmou o órgão.

“Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão”, dizia o texto.

Fonte: UOL

Ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica morre aos 89 anos

Morreu nesta terça-feira (13), no Uruguai, o ex-presidente, ex-guerrilheiro e ícone da esquerda latino-americana José Alberto “Pepe” Mujica Cordano, aos 89 anos. A notícia foi confirmada pelo atual presidente uruguaio e aliado de Pepe, Yamandú Orsi.

“Com profunda dor comunicamos que faleceu nosso companheiro Pepe Mujica. Presidente, militante, referência, liderança. Vamos sentir muito sua falta, velho querido! Obrigado por tudo que nos deste e por teu profundo amor pelo seu povo”, escreveu Orsi.

“Don” Pepe, que completaria 90 anos no próximo dia 20, havia anunciado, em abril do ano passado, ter recebido diagnóstico de câncer no esôfago. Desde então, passou a ter uma vida mais reclusa, com raras aparições. Ele vivia em uma chácara nos arredores de Montevidéu.

O tumor acabou se espalhando para outras partes do corpo, e Mujica vinha fazendo tratamento paliativo nos últimos tempos, segundo declarou sua esposa, Lucia Topolanksy, ao jornal uruguaio La Diaria. De acordo com ela, o ex-presidente estava em estágio terminal e recebendo conforto por parte da equipe médica. Por causa das condições de saúde, Pepe não chegou a ir votar nas eleições regionais do país, realizadas no último domingo (11).

Mujica presidiu o Uruguai de 2010 a 2015. Ele era conhecido como “presidente mais pobre do mundo”, por seu estilo de vida simples. Dirigia um fusca dos anos 1970 e doava parte do salário para projetos sociais. Também ficou marcado pelas reflexões políticas com forte teor filosófico.

Defensor da integração dos países latino-americanos e caribenhos, Mujica se tornou referência da esquerda do continente durante uma época em que representantes da esquerda e centro-esquerda assumiram diversos governos da região, como Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia e Brasil.

“Me dediquei a mudar o mundo e não mudei nada, mas me diverti. E gerei muitos amigos e muitos aliados nessa loucura de mudar o mundo para melhorá-lo. E dei sentido à minha vida”, revelou o político em entrevista ao jornal espanhol El País, em novembro de 2024.

Guerrilheiro

Nascido em 1935 em uma família de origem humilde, nos arredores de Montevidéu, Mujica entrou para política ao fundar o Movimento de Libertação Nacional Tupamaros, grupo guerrilheiro urbano que operou nos anos 1960 e 1970 e enfrentou a ditadura civil-militar no Uruguai (1973-1985).

Sua atividade no movimento Tupamaros lhe custou cerca de 14 anos de prisão, tendo sido preso quatro vezes, ferido por seis tiros e escapado da prisão em duas ocasiões. A história da prisão de Mujica, torturado e jogado na solitária por longos anos, foi contada pelo longa-metragem Uma Noite de 12 Anos, dirigido pelo uruguaio Álvaro Brechner.

Em entrevista ao jornalista brasileiro Emir Sader, Mujica revelou que, para suportar a solitária, teve que se relacionar com animais. “Se você pegar uma formiga e colocá-la perto do ouvido, vai ouvi-la gritar. Isso eu aprendi no calabouço. [Também] guardava umas migalhas de pão porque havia uma ratazana que aparecia sempre lá”, contou.

Presidente

Com o fim da ditadura, Mujica foi libertado e participou da criação do Movimento de Participação Popular, que compõe a chamada Frente Ampla, grupo de organizações de esquerda e centro-esquerda que levou Mujica à Presidência da República do pequeno país sul-americano. Antes, foi deputado federal, ministro da Agricultura e senador.

Fonte: Agência Brasil

Lula defende viagem à Rússia e diz que críticas são “exploração política”

O presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) defendeu a sua visita à Rússia e o encontro com o líder Vladimir Putin, afirmando que as críticas contra sua presença na parada militar que marcou os 80 anos da derrota dos nazistas são “exploração política”.

A viagem de Lula a Moscou e o encontro com Putin receberam críticas de alguns setores no Brasil e no exterior, com representantes do governo ucraniano afirmando, por exemplo, que o líder brasileiro não tem mais condições de tentar ajudar a mediar um acordo de paz entre os dois lados.

Além disso, parte da oposição no Brasil criticou o fato de o presidente ter participado da parada do dia da vitória ao lado de vários ditadores, como Nicolás Maduro, da Venezuela, e Aleksandr Lukashenko, de Belarus.

“Eu não vejo qual é a crítica que se possa fazer a um país que perdeu 26 milhões de jovens (durante a Segunda Guerra Mundial) fazer a comemoração que foi feita”, disse ele.

Lula diz que as críticas são fruto de exploração política e que era importante ter ido a Moscou. “Se tudo for exploração política, você não pode fazer nada”, disse ele, garantindo que a sua presença nas comemorações não o desabilita como potencial mediador da paz.

“A posição do Brasil é muito, mas muito, muito sólida. Ou seja, independente de eu ter vindo aqui, independente de eu ir à China, independente de eu ir à Argentina, independente de eu ir a qualquer país, a nossa posição continua a mesma com aquilo que a gente pensa sobre a guerra da Ucrânia: nós queremos paz”, afirmou.

As declarações foram dadas em entrevista coletiva antes de sua partida para a China, próxima etapa de sua agenda de viagens.

Ao ser questionado sobre o impacto de sua visita à Rússia em meio ao conflito, Lula disse que fez “questão de vir aqui pra dizer que o Brasil está defendendo o fortalecimento do multilateralismo”.

Ele também criticou o avanço do protecionismo: “Querer voltar à teoria do protecionismo não interessa a ninguém, a não ser a quem propôs a ideia.”

O presidente relatou que discutiu diretamente com Vladimir Putin, em encontro bilateral realizado na quinta-feira (9), o desejo do Brasil por uma resolução pacífica para o conflito.

Ele disse que vai continuar trabalhando e torcendo pela paz e pelo fim do conflito na Europa, colocando-se à disposição para ajudar a facilitar o diálogo “desde que os dois lados queiram a paz”.

Lula também destacou que toda a Europa deveria “estar festejando o dia de ontem”, quando questionado sobre as comemorações dos 80 da vitória da Segunda Guerra Mundial realizadas na Rússia.

Além disso, criticou os altos investimentos de países em armamentos, reiterando que os recursos poderiam ser direcionados a outras prioridades globais, como o combate à fome.

Fonte: CNN

Quem é o novo papa? Conheça Robert Francis Prevost, o Leão XIV, sucessor de Francisco

A tão esperada fumaça branca que anuncia a eleição do novo papa foi expelida nesta quinta-feira (8) da chaminé da capela Sistina, no segundo dia de conclave. O cardeal Robert Francis Prevost foi eleito pelos colegas e será conhecido a partir de agora como Leão XIV.

Ele foi escolhido por pelo menos 89 dos 133 cardeais – dois terços dos eleitores do conclave – e será o sucessor do papa Francisco na Cátedra de São Pedro.

Papa americano

Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos e se torna o primeiro papa norte-americano da história da Igreja. É também o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante.

Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru. Foi lá que se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana.

Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano: prefeito do Dicastério para os Bispos — órgão responsável pela nomeação de bispos — e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.

De perfil discreto e voz tranquila, Prevost costuma evitar os holofotes e entrevistas. No entanto, é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada por Francisco. Tem formação sólida em teologia e é considerado um profundo conhecedor da lei canônica, que rege a Igreja Católica.

Entrou para a vida religiosa aos 22 anos. Formou-se em teologia na União Teológica Católica de Chicago e, aos 27, foi enviado a Roma para estudar direito canônico na Universidade de São Tomás de Aquino.

Foi ordenado padre em 1982 e, dois anos depois, iniciou sua atuação missionária no Peru — primeiro em Piura, depois em Trujillo, onde permaneceu por dez anos, inclusive durante o governo autoritário de Alberto Fujimori. Prevost chegou a cobrar desculpas públicas pelas injustiças cometidas no período.

Em 2014, foi nomeado administrador da Diocese de Chiclayo, cargo em que foi ordenado bispo e permaneceu por nove anos. Nesse período, enfrentou a principal crise de sua trajetória: em 2023, três mulheres acusaram Prevost de acobertar casos de abuso sexual cometidos por dois padres no Peru, quando elas ainda eram crianças.

Segundo as denúncias, uma das vítimas telefonou para Prevost em 2020. Dois anos depois, ele recebeu formalmente os relatos e encaminhou o caso ao Vaticano. Um dos padres foi afastado preventivamente e o outro já não exercia mais funções por questões de saúde. A diocese peruana nega qualquer acobertamento e afirma que Prevost seguiu os trâmites exigidos pela legislação da Igreja. O Vaticano ainda não concluiu a investigação.

Durante sua passagem pelo Peru, Prevost também ocupou cargos de destaque na Conferência Episcopal local e foi nomeado para a Congregação do Clero e, depois, para a Congregação para os Bispos. Em 2023, recebeu o título de cardeal — função que ocupou por menos de dois anos antes de se tornar papa, algo raro na Igreja moderna.

Durante a internação de Francisco, Prevost foi o responsável por liderar uma oração pública no Vaticano pela saúde do então pontífice.

Como foi o conclave

O conclave para a eleição do novo papa começou na quarta-feira (7), com a presença de 133 cardeais – sete deles são brasileiros. Na primeira rodada da votação, na quarta à tarde, deu fumaça preta.

O mesmo ocorreu após a segunda e a terceira rodadas, na manhã desta quinta. Para a tarde, havia a previsão de uma quarta rodada de votação perto de 12h30 (no horário de Brasília) — a fumaça branca saiu por volta das 13h07 (de Brasília).

Fonte: G1

‘Habemus Papam’: fumaça branca anuncia que novo papa foi escolhido

Um novo papa foi escolhido no Vaticano hoje. Às 13h08 (em Brasília), uma fumaça branca subiu nas chaminés da capela Sistina, indicando ao mundo que a Igreja Católica Apostólica Romana já possui um novo líder, após quatro escrutínios.

Identidade e nacionalidade do 267º papa ainda não foram reveladas. Nas próximas horas, o cardeal protodiácono, Dominique Mamberti, aparecerá na sacada da Basílica de São Pedro e anunciará, com detalhes, o “Habemus Papam!” (‘temos um papa’, em latim).

Após o anúncio, o novo pontífice fará sua primeira aparição como líder da Igreja Católica. Na sequência, ele realizará a benção “urbi et orbi” (à cidade e ao mundo) aos fiéis.

Fonte: UOL

Fumaça preta sobe no Vaticano e cardeais não elegem novo papa

A tradicional fumaça preta surgiu da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7), por volta das 16h do horário de Brasília, indicando que os cardeais ainda não chegaram a um consenso sobre o novo papa. A cor escura da fumaça, gerada pela queima das cédulas de votação, sinaliza que nenhum dos 133 cardeais eleitores obteve os dois terços necessários para ser escolhido pontífice.

O resultado era esperado, segundo especialistas no Vaticano, já que a primeira votação costuma servir para testar nomes e medir forças entre os diferentes blocos ideológicos do colégio cardinalício.

O conclave será retomado nesta quinta-feira (8) com duas novas rodadas de votação: uma pela manhã e outra à tarde, caso o novo papa ainda não seja escolhido no primeiro escrutínio do dia. Todas as sessões são realizadas a portas fechadas, sob absoluto sigilo, na Capela Sistina — cenário clássico dos afrescos de Michelangelo.

A última vez em que a Igreja Católica vivenciou esse processo foi há 12 anos. Na ocasião, o então cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi eleito papa Francisco na tarde do segundo dia de conclave, em 2013, após cinco votações.

Enquanto a decisão não vem, fiéis e turistas seguem reunidos na Praça de São Pedro, atentos à pequena chaminé no alto da Capela Sistina, à espera da tão aguardada fumaça branca que anunciará ao mundo: Habemus Papam.

Fonte: Infomoney

Ninguém quer ser Papa e conclave é ‘caixa de surpresas’, diz cardeal brasileiro

Apesar do clima de campanha no Vaticano, nenhum cardeal quer ser Papa. Quem afirma é o decano dos cardeais brasileiros, Dom Raymundo Damasceno. Aos 88 anos, ele é o único representantes do país que não votará por causa da idade, embora tenha participado das reuniões preparatórias para o conclave.

— Ninguém quer ser Papa. Quem quer ser é porque não sabe o tamanho da missão — afirma o arcebispo emérito de Aparecida.

Damasceno diz que o resultado da eleição é imprevisível, embora os vaticanistas costumem fazer listas de favoritos.
— O conclave é uma caixa de surpresas — afirmou, pouco antes de os colegas seguirem para o isolamento. — Há sempre uma surpresa. Só em alguns conclaves você percebe alguma coisa antes. No caso do Papa Francisco, não se previa. Ele era desconhecido.

O cardeal disse se sentir confortável com o fato de não poder votar.

—Você dorme mais tranquilo. Não tem preocupação de escolher, deixa para os outros cardeais — brincou. —Também estou curioso para ver quem vai sair, né? Quero estar na praça, no meio do povo.

Embora não aponte favoritos, ele disse que três cardeais italianos “chamaram a atenção” ao falar nas reuniões pré-conclave: Pietro Parolin, Matteo Zuppi e Pierbattista Pizzaballa.

O decano dos cardeais brasileiros contou que espera uma eleição breve, apesar de muitos cardeais terem reclamado da falta de tempo para conhecer os colegas.

— Creio que o conclave poderá durar no máximo quatro dias. Não mais do que isso — sentenciou.

Damasceno participou das votações de 2013, que elegeram o Papa Francisco. Questionado, disse não poder revelar seu voto. Ele afirmou que o fato de a eleição ocorrer diante do afresco do “Juízo Final”, de Michelangelo, reforça o peso nas costas dos cardeais eleitores:

— Aquilo gera uma responsabilidade. Você vai ser julgado pelo seu voto também. O que está movendo seu voto? São interesses e simpatias ou é o bem da Igreja?

Fonte: O Globo

Warren Buffett vai doar 99% da fortuna para causas sociais

O empresário e investidor Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway, anunciou a aposentadoria, encerrando uma carreira como um dos maiores nomes do mercado financeiro. Aos 94 anos, o bilionário deixará o comando da empresa, com sucessão já definida. Porém, o que mais chama a atenção é que a fortuna acumulada nos últimos anos será doada. O valor doado pode chegar a US$ 159,39 bilhões (algo em torno de R$ 900 bilhões).

Buffett anunciou no sábado a aposentadoria. Ele lidera a holding Berkshire Hathaway há mais de 60 anos. Atual vice-presidente, Greg Abel, deve ocupar o lugar de CEO. Investidor disse que não tem qualquer intenção de vender ações da empresa, mas que pode, “eventualmente”, doá-las.

Ele já começou a doar. Ele iniciou em 2006 um processo de doação do dinheiro que acumulou, em que se comprometeu a doar 99,5% da riqueza, seja durante a vida ou no testamento.

Com uma fortuna estimada em US$ 168 bilhões (R$ 949 bilhões), o empresário já doou mais de US$ 46 bilhões até 2023. Doações vão principalmente para causas relacionadas à saúde, educação e combate à pobreza, como Oxfam (confederação internacional de ONGs que trabalham para combater a pobreza, as desigualdades e a injustiça em todo o mundo) e World Food Programme, da ONU (Organização das Nações Unidas).

Bilionário tem se alinhado com a Bill & Melinda Gates Foundation e outras organizações filantrópicas. Ainda com Bill Gates, fundou o The Giving Pledge em 2010, convidando outros bilionários a seguir o exemplo de doação. Mais de 200 bilionários, incluindo nomes como Elon Musk e Mark Zuckerberg, assinaram o compromisso.

Parte da fortuna também foi destinada a fundações vinculadas à própria família. A Warren Buffett Foundation, por exemplo, é uma das entidades que recebe uma porção do dinheiro —valores nunca foram relevados.

Buffett também fez doações substanciais a diversas universidades e instituições de ensino. Isso inclui a Universidade de Nebraska-Lincoln e a Universidade de Columbia, onde ele se formou. Além disso, algumas universidades receberam doações direcionadas ao financiamento de bolsas de estudo e à promoção de pesquisas.

Fonte: UOL