Trump orienta que americanos deixem a Venezuela de forma “imediata”

O governo de Donald Trump orientou os cidadãos americanos, nesta quinta-feira (4/12), que estejam Venezuela a deixar o país latino “imediatamente” e retornarem aos EUA. Um alerta de “alto risco” foi emitido pelos Estados Unidos em meio à escalada de tensão entre os dois países.

O comunicado foi feito pela Casa Branca. Nele, os americanos são orientados a não ficar, caso já estejam por lá, ou não viajar para a Venezuela, caso pretendam. “Não viaje para a Venezuela nem permaneça no país devido ao alto risco de detenção indevida, tortura sob custódia, terrorismo, sequestro, aplicação arbitrária das leis locais, criminalidade, agitação civil e infraestrutura precária de saúde. Todos os cidadãos norte-americanos e residentes permanentes legais nos Estados Unidos que estejam na Venezuela são fortemente aconselhados a sair imediatamente”, escreveu o governo.

As autoridades do país ainda ressaltam que não há qualquer consulado ou embaixada dos EUA no país sul-americano. Por isso, não seria possível fornecer serviços de emergência ou serviço consular. “Qualquer pessoa com cidadania ou qualquer outro status de residência nos EUA deve deixar o país imediatamente, incluindo aqueles que viajarem com passaportes venezuelanos ou de outros países. Não viaje à Venezuela por nenhum motivo”, completa o comunicado.

Fonte: Correio Braziliense

Trump alerta que espaço aéreo da Venezuela deve ser “completamente fechado”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou em uma mensagem neste sábado (29) que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “completamente fechado”, elevando o tom contra o regime de Nicolás Maduro.

“[Mensagem] para todas as companhias aéreas, pilotos, narcotraficantes e traficantes de pessoas: pedimos que considerem que o espaço aéreo sobre a Venezuela e seus arredores permanecerá completamente fechado. Obrigado pela atenção!”, escreveu na Truth Social, sem esclarecer as circunstâncias relacionadas ao anúncio, em um momento de alta tensão entre os dois países.

O anúncio do líder republicano surge um dia depois do jornal New York Times noticiar que os dois líderes tiveram uma conversa por telefone, ocasião na qual Trump advertiu o chavista de que os Estados Unidos aumentarão as atividades militares no Caribe “em breve”, caso ele não deixe o poder.

O contato contou com a participação do Secretário de Estado, Marco Rubio, um forte crítico de Maduro, o que sinaliza que o governo americano descartou qualquer alternativa diplomática, seja por meio de negociações comerciais com a concessão de petróleo, por exemplo, questão que estava sendo proposta em outros círculos de poder na Casa Branca como forma de negociar e iniciar a transição na Venezuela.

No telefonema, Trump enfatizou que Maduro e as principais figuras de seu regime que se beneficiaram de negócios ilegais, como tráfico de drogas, armas e petróleo, devem deixar a Venezuela imediatamente. Também enviou uma mensagem aos violadores de direitos humanos que aceitaram a fraude eleitoral das últimas eleições venezuelanas e que foram coniventes com as prisões arbitrárias de opositores políticos.

Nos últimos dias, o presidente americano também alertou que as Forças Armadas americanas agiriam “muito em breve” em terra contra traficantes de droga venezuelanos,

Nesta sexta-feira,  a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar, confirmou que as Forças Armadas dos Estados Unidos estão instalando um novo radar no país, próximo à costa da Venezuela. Cerca de 350 membros da 22ª Unidade Expedicionária de Fuzileiros Navais realizaram exercícios de treinamento conjuntos com as Forças de Defesa de Trinidad e Tobago entre 16 e 21 de novembro.

Ainda, na quinta-feira, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, visitou no Caribe o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, destacado para a região em meio ao aumento das tensões com o regime de Maduro.

Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA, na sigla em inglês) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na área.

O comunicado levou diversas companhias aéreas a cancelarem voos na região. Dados do setor privado compartilhados com a Agência EFE apontam que os voos semanais da Venezuela para destinos internacionais caíram 24,7% após o término das concessões de seis companhias aéreas, incluindo a brasileira Gol, por ordem de Maduro.

Uma fonte do setor privado disse à EFE que a Venezuela praticamente perdeu “toda a conectividade” com a Europa.

Fonte: Gazeta do Povo

Em tensão com a Venezuela, governo Trump divulga fotos de forças militares chegando à América Latina

A Marinha dos Estados Unidos divulgou, na noite de terça-feira, 14, imagens de um grupo de ataque após sua chegada à região da América Latina. Na foto, é possível identificar o USS Gerald Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo, juntamente com outras forças do Departamento de Defesa.

A chegada do grupo bélico à América Latina ocorre em meio às tensões entre o governo de Donald Trump (Republicano) e o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela.

Nas imagens divulgadas pelo governo norte-americano, é possível ver o USS Gerald Ford navegando em formação com as demais embarcações que compõem o grupo de ataque — os destróieres USS Winston Churchill, USS Mahan e USS Bainbridge. Acima da formação, aparecem jatos de ataque e um bombardeiro B-52 Stratofortress.

O que aconteceu

O grupo de ataque faz parte de uma campanha de pressão de Trump contra Maduro. Enquanto a Casa Branca afirma conduzir uma missão militar contra cartéis de drogas latino-americanos, o líder venezuelano a denuncia como uma tentativa de retirá-lo do poder. Vale lembrar que, no passado, Trump acusou Nicolás Maduro de liderar o Cartel de Los Soles — informação que nunca foi confirmada.

Na quinta-feira, 13, o secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, anunciou a operação “Lança do Sul” contra o narcotráfico, o que intensificou ainda mais a tensão entre os dois países e levantou temores de possíveis ataques em razão da presença norte-americana próxima ao território venezuelano.

Em contrapartida, a divulgação das imagens da missão, mesmo com atraso, foge do padrão militar, que costuma evitar a publicação de registros durante ou logo após operações, a fim de não revelar estratégias e intenções — o que pode gerar interpretações equivocadas e outras consequências.

De acordo com a CBS News, que consultou especialistas em geopolítica sobre o momento atual, “um ataque direto dos EUA ao território venezuelano depende apenas de uma justificativa jurídica para tal”.

Fonte: Terra

Trump acusa JBS e outros frigoríficos de formação de cartel e pede investigação

O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos iniciou, nesta sexta-feira (7/11), investigação sobre a atuação das maiores empresas de processamento de carne que atuam no país. O frigorífico brasileiro JBS está entre as quatro multinacionais citadas no comunicado divulgado pela Casa Branca.

Além disso, o próprio presidente Donald Trump usou as redes sociais para se posicionar a respeito do caso. Segundo ele, os frigoríficos estariam elevando artificialmente os preços da carne bovina “por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”.

O comunicado oficial da Casa Branca cita que a ação é parte de um esforço para “reprimir cartéis estrangeiros” e “restaurar a concorrência justa” no setor.

O documento menciona a multinacional brasileira JBS, além de Cargill, Tyson Foods e National Beef, que, juntas, segundo o governo norte-americano, dominam cerca de 85% do mercado de processamento de carne bovina dos Estados Unidos, um salto em relação aos 36% de participação em 1980.

O comunicado destaca que a JBS é uma empresa de propriedade estrangeira e é a “maior processadora de carne do mundo”.

“Ao examinar se essas empresas violaram as leis antitruste por meio de preços coordenados ou restrições de capacidade, esta investigação irá erradicar qualquer conluio ilegal, restaurar a concorrência justa e proteger nossa segurança alimentar”, diz trecho da publicação do DOJ.

Trump disse ainda que, enquanto o preço do gado tem caído “substancialmente”, o da carne embalada continua a subir. “Sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houver crime, os responsáveis pagarão um preço alto”, declarou.

Alta no preço da carne

A nova ofensiva de Trump ocorre em meio a uma relação tensa com os produtores de gado dos EUA. O presidente foi duramente criticado após sugerir que o país poderia importar mais carne da Argentina como forma de reduzir os preços ao consumidor, uma medida vista como ameaça pelos pecuaristas, que lucram com a escassez de oferta e a forte demanda interna.

Nos últimos meses, o preço da carne bovina atingiu níveis recordes nos EUA. A seca prolongada reduziu os rebanhos e aumentou os custos de alimentação, levando o estoque de gado ao nível mais baixo em quase 75 anos. A situação se agravou após o país suspender a maioria das importações de gado do México, por causa do risco de disseminação da praga conhecida como bicheira-do-Novo-Mundo.

Fonte: Metrópoles

Em alerta, Argentina ordena envio de militares para fronteira com Brasil

O ministro da Defesa da Argentina, Luis Petri, ordenou nesta quarta-feira (30) o envio de entre 150 e 200 militares para a região de Bernardo de Irigoyen, município na divisa com as cidades de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e Barracão, no Paraná.

A informação foi confirmada à CNN por fontes do ministério da Defesa do governo de Javier Milei, que afirmam que militares de quartéis da região já fazem reconhecimento do local.

Os militares que serão posicionados em Bernardo de Irigoyen são de tropas especialistas em montanha que podem operar em fronteira seca.

A decisão do envio foi tomada após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos. A Argentina ativou alerta máximo na fronteira e afirmou que aumentará controles para evitar uma eventual “debandada” de criminosos para o país.

A CNN apurou que os militares que serão enviados para a fronteira contam com equipamentos novos de proteção, de comunicação, além de radares, drones e dois helicópteros de apoio.

Ainda segundo fontes do governo Milei, o planejamento e reconhecimento do território já começaram. Os militares atuarão em coordenação com as forças de segurança federais e da província de Misiones.

Os militares enviados a Bernardo de Irigoyen partirão de Salta, onde realizam operações na fronteira com a Bolívia. Esta região, no entanto, continuará com vigilância das Forças Armadas.

Fonte: CNN

Israel diz que corpos entregues pelo Hamas não são de reféns e volta a atacar Faixa de Gaza

Israel afirmou que os três corpos recebidos do Hamas na sexta-feira (31), por meio da Cruz Vermelha, não pertencem a nenhum dos 11 reféns cujos restos mortais ainda não foram devolvidos pelo grupo terrorista. O anúncio foi feito neste sábado (1º), após a conclusão das análises feitas no instituto forense de Abu Kabir, em Tel Aviv.

Em comunicado, a facção afirmou que, diante da incerteza da identidade dos corpos, ofereceu às autoridades israelenses amostras dos três cadáveres para que exames fossem feitos antes da devolução, mas que Tel Aviv recusou e insistiu pela entrega dos restos mortais completos.

Também neste sábado, o Exército israelense atacou a Faixa de Gaza com disparos e ataques aéreos nos arredores de Khan Yunis, segundo autoridades locais ouvidas pela agência de notícias AFP. É o terceiro bombardeio desde o cessar-fogo firmado no dia 10 de outubro, em um acordo impulsionado pelos Estados Unidos, sob a acusação de que o Hamas viola a trégua por não entregar os corpos.

O cessar-fogo determina a devolução de todos os reféns, vivos e mortos, a Israel em troca da libertação de centenas de prisioneiros palestinos. O Hamas soltou 20 sobreviventes no dia 13 de outubro, mas atrasou a entrega de corpos e irritou Tel Aviv, pressionada também por familiares que exigem medidas mais enérgicas para forçar o grupo terrorista a cumprir o acordo.

Até agora, a facção devolveu os restos mortais de 17 dos 28 mortos sob a justificativa de que há dificuldade para localizar corpos entre os escombros de Gaza —de acordo com a Cruz Vermelha, há a possibilidade de alguns corpos nunca serem encontrados. Segundo a ONU, 78% de todas as estruturas no território foram destruídas ou danificadas por bombardeios.

Permanecem em Gaza os cadáveres de dez pessoas sequestradas em 7 de outubro de 2023, incluindo dois cidadãos estrangeiros, e o corpo de um soldado morto durante uma guerra em 2014.

Israel já acusou o grupo terrorista de forjar recuperações e conhecer a localização da grande maioria dos corpos restantes dos reféns e protelar propositalmente. Já o Hamas, em declaração deste sábado, disse que está pronto para continuar a trabalhar na “extração dos corpos dos inimigos dentro da linha amarela”, referindo-se às áreas de Gaza sob controle do Exército israelense.

“As Brigadas Al-Qassam exigem que os intermediários e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha forneçam e preparem equipamentos e equipes necessários para recuperar todos os corpos simultaneamente”, disse o grupo terrorista em referência ao seu braço armado.

Fonte: Folha de S. Paulo

Paraguai vai declarar PCC e CV como terroristas e ativa alerta na fronteira

O governo do Paraguai anunciou nesta quinta-feira (30) que vai declarar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas e que ativou alerta máximo na fronteira com o Brasil.

O anúncio acontece após a megaoperação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, que deixou mais de 120 mortos.

“Vamos declarar como organizações terroristas o Comando Vermelho e o PCC. Isso acontecerá através de um decreto provavelmente nas próximas horas. Há razões de sobra para fazer essa declaração, que tem seu peso e contrapeso”, anunciou Cíbar Benítez, ministro do Comando de Defesa Nacional do Paraguai.

Quanto ao controle da fronteira, ele afirmou que o país vai “aumentar ao máximo o nível de alerta” em toda a faixa de fronteira com o Brasil, principalmente ao leste.

“Isso não somente [em relação à] inteligência, nem somente presença, haverá um aumento de números, um reforço de meios. Isso é pessoal e material, tudo o que tenha a ver com defesa e segurança”, afirmou.

De acordo com as autoridades paraguaias, haverá reforços em delegacias e em unidades das Forças Armadas da região da fronteira.

Medida se soma à declaração da Argentina

A medida anunciada pelo governo do Paraguai se soma à declaração da Argentina. A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, afirmou na terça-feira (28) que o país incluiu o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital no Registro de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo (Repet).

Fonte: CNN

Governo Trump autoriza ações da CIA que podem derrubar Maduro, diz jornal

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instruiu a CIA, agência de inteligência estrangeira do país, a tomar medidas na Venezuela que podem levar à destituição do ditador Nicolás Maduro, segundo reportagem do jornal The Washington Post publicada na quarta-feira 23.

A diretiva veio em meio a uma escalada de tensões na região do Caribe, para onde Washington despachou milhares de soldados, caças, helicópteros e navios de guerra há dois meses no intuito de, segundo a Casa Branca, conter o fluxo do narcotráfico na área. Caracas, por sua vez, acusa o governo Trump de usar a narrativa anti-drogas como cortina de fumaça e planejar uma intervenção para provocar uma mudança de regime no país.

De acordo com o Post, que falou com duas pessoas familiarizadas com um documento confidencial assinado pelo presidente dos Estados Unidos dando as instruções à CIA, o texto continha uma autorização “para ações agressivas contra o governo venezuelano e traficantes de drogas associados”.

A diretiva não ordena explicitamente que a CIA derrube Maduro. Mas, ainda segundo as fontes ouvidas pelo jornal americano, “autoriza medidas que podem levar a esse resultado”.

A agência de espionagem dos Estados Unidos tem se mobilizado para reforçar sua presença na região, enviando agentes para o Caribe e arredores para coletar inteligência, acrescentou o Post. O Pentágono também enviou unidades de elite e forças de operações especiais para a região.

Na semana passada, Trump confirmou que autorizou a CIA a conduzir operações secretas na Venezuela e que seu governo estuda a possibilidade de realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas venezuelanos. Ao ser questionado se agentes teriam autoridade para matar Maduro, o presidente americano disse ser “uma pergunta ridícula”, mas afirmou que “a Venezuela está sentindo a pressão”.

A Casa Branca sustenta que ações no Caribe são necessárias para interromper o fluxo de drogas que sai da região em direção aos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, porém, monta um cerco à Venezuela e ao ditador Nicolás Maduro. Indiciado por tráfico de drogas pela Justiça americana em 2020, o líder chavista foi apontado pelo governo Trump como líder do Cartel dos Sóis e teve a cabeça posta a prêmio (US$ 50 milhões).

Desde que tomou posse em janeiro, Trump tem intensificado a pressão sobre Caracas. Embarcações militares americanas foram enviadas para a costa venezuelana, que também registraram a presença de bombardeiros B-52 e caças F-35 nos céus da região. Pelo menos oito operações contra barcos que supostamente carregavam drogas foram promovidas por Washington. Ao menos 35 pessoas morreram nas ofensivas, segundo dados oficiais.

Fonte: VEJA

Protestos lotam as ruas dos EUA contra Donald Trump

Milhares de pessoas participaram de manifestações contra o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), por todas as regiões dos Estados Unidos neste sábado, 18.

Os protestos são motivados por preocupações com o acúmulo de poder político de Trump. Um dos  lemas das manifestações é “No Kings” (“Sem Reis” ou “Não Há Reis”, em português), em referência à percepção de que o republicano age como um líder com poderes quase monárquicos.

Os protestos são motivados por preocupações com o acúmulo de poder político de Trump. Um dos  lemas das manifestações é “No Kings” (“Sem Reis” ou “Não Há Reis”, em português), em referência à percepção de que o republicano age como um líder com poderes quase monárquicos.

A organização que lidera os protestos afirma que mais de 2.600 protestos foram planejados em todos os 50 e Estados do pais. Além dos EUA, também houve manifestações em Porto Rico, Havaí, Alasca, México e Londres.

Segundo o Departamento de Polícia de Nova York, mais de 100 mil pessoas participaram dos protestos nos cinco distritos da cidade, e não houve prisões

As cidades de Washington, São Francisco, San Diego, Atlanta, Nova York, Houston, Honolulu, Boston, Kansas City, Bozeman, Chicago e Nova Orleans foram os principais focos.

Líderes republicanos reagiram com críticas: o líder da Câmara, Mike Johnson, declarou que o movimento é uma manifestação de “ódio à América”, e o classificou como um “comício de extrema-esquerda”.

Fonte: Poder 36o

Trump ameaça ‘matar’ membros do Hamas se execuções em Gaza não pararem

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta quinta-feira (16/10), “ir e matar” os membros do Hamas em Gaza se o movimento islamista palestino “continuar matando gente” naquele território palestino.

“Se o Hamas continuar matando gente em Gaza, o que não estava previsto no acordo [para um cessar-fogo com Israel], não teremos outra opção senão ir e matá-los”, escreveu o presidente americano em sua rede Truth Social.

O Hamas divulgou, na terça-feira, um vídeo que mostrava execuções sumárias de supostos “colaboradores” de Israel em plena rua na Cidade de Gaza.

Os comentários de Trump ocorrem dias depois de ele afirmar que as ações do Hamas, que incluem execuções públicas, “não o preocupavam muito” e descrevê-las como assassinatos de membros de gangues.

Na quarta-feira, ele afirmou que “não será necessário que o exército americano” intervenha em Gaza.

Desde a retirada parcial das forças israelenses de Gaza, em virtude do acordo de cessar-fogo de 20 pontos proposto pelos Estados Unidos, o Hamas reforçou seu controle sobre as cidades devastadas, lançando uma ofensiva e executando na rua supostos colaboradores de Israel.

O principal comandante dos Estados Unidos no Oriente Médio, o almirante Brad Cooper, exigiu, na quarta-feira, que o Hamas parasse de atirar em civis palestinos e aderisse ao plano de Trump.

Fonte: Estado de Minas

Com 10 mil soldados, Trump deixa América Latina em estado de alerta máximo

Com a maior mobilização de tropas na América Latina em 30 anos, o governo de Donald Trump gera um alerta regional, entre potências e na ONU, sobre uma eventual operação militar na Venezuela. Dados obtidos pelo UOL a partir de documentos que embasaram declarações das Nações Unidas nos últimos dias revelam a preocupação de que uma intervenção esteja prestes a ocorrer, e demonstram o risco de uma desestabilização regional. O cenário é descrito por embaixadores como o de um “estado de alerta máximo”.

A crise ainda chega em um momento de especial fragilidade política na América Latina e a constatação por parte de membros do governo Lula de um colapso dos projetos de integração regional que possam frear ofensivas estrangeiras.

Sob o pretexto de estar lutando contra organizações criminosas e o narcotráfico, o governo americano destacou para o Caribe pelo menos 10 mil soldados, muitos deles em Porto Rico e em Trinidad e Tobago. Ainda que o volume seja insuficiente para uma invasão por terra, ele poderia ser a base de ataques aéreos contra a Venezuela e já é a maior mobilização de tropas americanas na região desde a crise no Panamá.

O jornal The New York Times revelou ontem que o governo Trump autorizou que a CIA realize operações secretas contra Nicolás Maduro. No mesmo dia, o presidente norte-americano disse “considerar” ataques em terra contra cartéis venezuelanos. Na sequência, líder da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu respeito à soberania nacional, ao direito internacional, e fez um apelo por paz: “não queremos guerra no Caribe e América Latina.”.

Crise desembarca em uma América Latina rachada

O UOL apurou que o governo brasileiro vê a crise com “enorme preocupação” e que presidente Lula vem acompanhando de perto a questão. Mas outra preocupação se refere ao racha que existe hoje na América Latina em relação ao tema. Em setembro, o Itamaraty e outras chancelarias da região tentaram fechar uma declaração conjunta de repúdio à mobilização de tropas americanas. A ideia era de que a Comunidade de Estados Latino-Americanos emitisse uma posição conjunta. Mas apenas 21 deles aderiram.

Os governos da Argentina, Bahamas, Costa Rica, El Salvador, Equador, Guiana, Haiti, Jamaica, Panamá, Peru, Paraguai, República Dominicana e Trinidad e Tobago se recusaram a assinar a declaração.

 Para fontes em Brasília, o racha da Celac mostrou que a operação americana também envolve uma ofensiva diplomática, com o apoio de governos aliados na região. Desde janeiro, o secretário de Estado Marco Rubio tem ampliado suas viagens e de seus assistentes para a região, na esperança de selar compromissos, barganhar troca de favores e pressionar.

Ainda em setembro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, usou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada em Nova York, para fazer eco à narrativa de Donald Trump. “Infelizmente, a situação na Venezuela se tornou verdadeiramente alarmante”, disse Peña, um dos principais aliados hoje do governo norte-americano hoje na região.

Na semana passada, representantes de Javier Milei pediram a inclusão de um item na agenda da OEA (Organização dos Estados Americanos) para cobrar que a Venezuela autorize a entrada da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para investigar o país.

Enquanto isso, a líder da oposição, Maria Corina Machado, foi escolhida como prêmio Nobel da Paz. O gesto foi interpretado como uma espécie de chancela para que, no caso de uma queda de Maduro, ela surja como alternativa “natural” para ocupar a presidência. Em entrevista à rede CNN nesta quarta-feira, ela defendeu a postura dos EUA. “[Maduro] iniciou essa guerra e precisamos da ajuda do presidente dos Estados Unidos para parar essa guerra, porque isso envolve vidas humanas”, disse.

Fonte: UOL

Após dois anos de guerra, Hamas devolve a Israel 20 reféns vivos

Após dois anos de cativeiro, 20 reféns vivos dos ataques terroristas do Hamas em 7 de outubro de 2023 foram libertados pela facção nesta segunda-feira (13). O grupo foi devolvido em dois lotes, sete nas primeiras horas da manhã e um segundo grupo de 13 reféns transferido em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, informou a emissora pública israelense.

Israel confirmou que os 20 reféns já chegaram ao país.

De acordo com fonte do Exército israelense, o Hamas permitiu mais cedo o contato, por chamada de vídeo e por meio da Cruz Vermelha, de familiares com ao menos três reféns, Matan Tseuganker, Nimrod Cohen, Ariel e David Kuneo. Os três ainda não haviam sido devolvidos quando isso aconteceu.

Metade dos 28 corpos daqueles que morreram sob poder do Hamas no território palestino também devem ser devolvidos nesta segunda, enquanto o restante deve ser entregue nas próximas etapas da trégua acordada na semana passada entre a facção e Israel. O número inclui os restos mortais de um soldado israelense morto em 2014 em uma guerra anterior em Gaza também devem ser devolvidos.

O acordo de paz, baseado em um plano de 20 pontos proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prevê ainda que Tel Aviv liberte 250 prisioneiros palestinos e 1.700 moradores de Gaza detidos desde o início do conflito.

Trump desembarcou em Israel também no início desta segunda. Ele foi recebido em um tapete vermelho no aeroporto Ben Gurion pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e pelo presidente Isaac Herzog.

Os últimos dias foram de celebração em Israel, após o anúncio do acordo. No sábado, dezenas de milhares de israelenses, muitos com camisetas com imagens dos reféns, se reuniram no local que ficou conhecido como Praça dos Reféns, em Tel Aviv, diante de um telão que marcou os 735 dias desde os atentados do Hamas.

Participaram do evento o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, o genro de Trump, Jared Kushner, e a filha do presidente, Ivanka Trump. Eles foram aplaudidos ao falarem no palco, mas a menção ao nome do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, provocava vaias.

Fonte: Folha de S. Paulo

Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado, é vencedora do Nobel da Paz

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, é a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 “por seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, anunciou o Comitê do Nobel, sediado em Oslo, nesta sexta-feira (10).

Prêmio Nobel da Paz de 2025 é concedido a “uma defensora corajosa e comprometida com a paz, a uma mulher que mantém a chama da democracia viva em meio à crescente escuridão”, disse Jørgen Watne Frydnes, presidente do comitê norueguês durante o discurso da premiação.

Machado demonstrou que as ferramentas da democracia também são as da paz, enfatizou o comitê, acrescentando que a laureada personifica a esperança por um futuro diferente, no qual os direitos fundamentais dos cidadãos sejam protegidos e suas vozes sejam ouvidas.

Como líder do movimento democrático na Venezuela, Machado é um dos exemplos mais extraordinários de coragem cívica na América Latina nos últimos tempos, enfatizou a organização da renomada premiação.

A premiada tem sido uma figura-chave e unificadora em uma oposição política outrora profundamente dividida, uma oposição que encontrou um ponto em comum ao exigir eleições livres e um governo representativo, acrescentou.

O Comitê do Nobel espera que a líder da oposição venezuelana possa viajar a Oslo dentro de dois meses para receber o Prêmio da Paz, embora tenha enfatizado que é muito cedo para dizer e que uma questão “séria” de segurança precisa ser resolvida primeiro.

“É muito cedo para dizer. Sempre esperamos ter os convidados conosco em Oslo, mas há uma grave situação de segurança que precisa ser resolvida primeiro”, disse o chefe do Comitê do Nobel, Jørgen Watne Frydnes, na coletiva de imprensa após o anúncio do prêmio.

Questionado sobre o possível impacto do prêmio na situação de Machado, que mora na Venezuela, Frydnes expressou confiança de que ele servirá para promover sua causa.

“É um dos dilemas mais difíceis que o comitê discute anualmente com todos os candidatos, especialmente quando a pessoas agraciada vive escondida devido a sérias ameaças à sua vida. Ela é muito ativa na Venezuela, foi e continuará sendo. Acreditamos que este prêmio apoiará sua causa, não a limitará”, afirmou.

Fonte: Gazeta do Povo