Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; confira dezenas sorteadas

Ninguém acertou as seis dezenas sorteadas ontem no concurso 2917 da Mega-Sena. Os números sorteados foram 06-19-38-41-46-57.

O próximo concurso será realizado na terça, com prêmio estimado de R$ 48 milhões.

48 apostas acertaram cinco dezenas e ganharam R$ 49.174,73. Houve 3.456 jogos vencedores com quatro números; cada um deles leva R$ 1.125,79.

Como faço para participar do próximo sorteio da Mega-Sena?

Você precisa fazer uma aposta de seis a 20 números nas lotéricas credenciais pela Caixa, ou no site especial de loterias do banco. Participam do próximo concurso todas as apostas registradas até 19h do dia do sorteio.

Quanto custa apostar na Mega-Sena?

Depende de quantos números você pretende colocar no jogo. A aposta mínima custa R$ 6, e você tem direito de escolher seis dezenas de 1 a 60. Se quiser colocar um número a mais para aumentar as chances de acerto, o preço do jogo sobe para R$ 42.

Fonte: UOL

CDL Serra Talhada fará pré-lançamento da campanha de fim de ano na próxima semana

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Serra Talhada, em conjunto com o Sindicato das Empresas do Comércio de Bens e Serviços (Sindcom), fará no dia 16 de setembro o pré-lançamento da campanha de fim de ano do comércio local.

O evento acontecerá na sede da CDL, contando com palestras para as empresas turbinarem as vendas no último trimestre de 2025. Os participantes também serão orientados sobre como aprimorar os atendimentos e fidelizar clientes.

De acordo com o presidente da CDL Serra Talhada, Maninho Ferreira, o objetivo da iniciativa é fortalecer o comércio local, oferecendo conhecimentos e ferramentas para que as empresas aproveitem ao máximo as oportunidades do fim de ano.

Quem quiser participar deve se inscrever com antecedência pelo WhatsApp (87) 9 9654-1700. As vagas são limitadas.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Banco Central anuncia medidas de segurança e limita Pix e TED a R$ 15 mil para instituições sem licença

O Banco Central anunciou nesta sexta-feira um pacote de medidas de aperto na regulação do sistema financeiro para fechar brechas que estão sendo exploradas pelos criminosos. Para instituições de pagamento (IPs) não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) — ou seja, por terceirizados —, fica limitado em R$ 15 mil o valor de TED e Pix por transação.

Segundo o BC, a limitação poderá ser removida quando o participante e seu respectivo prestador de serviço atenderem aos novos processos de controle de segurança que foram anunciados nesta sexta. Ou seja, a intenção é de que seja uma medida excepcional e transitória. No curto prazo, os participantes que atestarem ao BC a adoção de controles de segurança da informação poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias. A medida entra em vigor imediatamente.

— Por que R$ 15 mil? Porque 99% das transações de Pix ou TED de pessoas jurídicas (PJ) estão abaixo de R$ 15 mil. Se eu fosse falar de pessoa física, esse valor seria de R$ 3.700. É uma folga bastante boa. Apenas 1% de PJ se encaixa nesse valor de R$ 15 mil. Qual é o tamanho do universo de provedores de tecnologia e de contas de instituições de pagamento não autorizadas? É 3% do total de contas existentes no sistema — disse o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Segundo ele, nos últimos ataques contra o sistema, os volumes de Pix e de TED que se tentam fazer são bastante altos:

— Ao se restringir os volumes, vai forçar a necessidade, para fazer ataque, um volume de operações maior, o que tende a ser identificado mais rápido.

Rogério Lucca, secretário-executivo do BC, explicou que o limite de transferência não será regulatório, mas que os sistemas do Banco Central vão travar as transações dessas instituições que superarem R$ 15 mil.

— Isso é uma coisa relativamente nova. Não é um comando legal, mas no sistema — reforçou Galípolo. — Por enquanto, o limite é esse de R$ 15 mil por transação. Podemos avançar para outras formas de limitação.

Fonte: O Globo

Estado mais afetado por tarifas dos EUA, CE decreta situação de emergência

O estado do Ceará declarou situação de emergência por causa dos impactos gerados na economia pelo tarifaço dos EUA a produtos brasileiros. O decreto foi assinado quarta-feira pelo governador Elmano de Freitas (PT) e publicado no Diário Oficial de ontem, sem validade estipulada.

O texto do decreto leva em conta o “cenário adverso social e econômico” ocasionado pelo aumento tarifário de 50%, o que exigiu do governo “providências urgentes no intuito de auxiliar os setores atingidos e garantir os empregos da população”.

Com produtos como ferro, frutas e pescados, o Ceará é, em termos proporcionais, o estado que mais vende para os EUA: 52% das exportações cearenses no primeiro semestre foram destinadas ao país governado por Donald Trump. Para comparação, o segundo colocado é o Espírito Santo, onde os EUA levam uma fatia de 34% das exportações.

O tarifaço, ainda por cima, foi imposto em um momento, de alta nessa tendência —de janeiro a junho, as vendas do Ceará para os EUA subiram 184%, em relação ao mesmo período de 2024.

O decreto publicado ontem, em termos práticos, apenas inclui o termo “emergência” no decreto de 20 de agosto, em que o governo regulamentou medidas para reduzir os efeitos adversos do tarifaço.

Fonte: UOL

HSBC se pronuncia após ataque hacker que desviou milhões por pix

O HSBC informou que nenhum cliente foi afetado pelo ataque hacker que atingiu o sistema de Pix da Sinqia, empresa de tecnologia que presta serviços a instituições financeiras.

O ataque ocorreu na sexta-feira (29) e permitiu que criminosos realizassem transferências milionárias para contas de “laranjas”. A estimativa é de que cerca de R$ 400 milhões tenham sido desviados.

Segundo o banco, foram identificadas transações suspeitas em uma conta de um provedor parceiro, mas não houve impacto direto sobre os clientes.

“Nenhuma conta dos clientes ou fundos foram impactados pela operação por elas terem ocorrido exclusivamente no sistema desse provedor. O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. O HSBC reafirma o compromisso com a segurança de dados e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, disse o banco em nota.

O que diz a Sinqia

A Sinqia confirmou que houve “atividade suspeita” em seu ambiente de Pix e afirmou que suas equipes reagiram imediatamente, em parceria com especialistas forenses. A empresa disse que o problema atingiu apenas um “número limitado” de bancos e que não há indícios de vazamento de dados pessoais.

“Neste momento, verificamos que o incidente se limita apenas ao ambiente Pix. Não há evidências de atividade suspeita em nenhum outro sistema da Sinqia, além do Pix, e esse problema afeta apenas a Sinqia no Brasil. Além disso, neste momento, não temos indicação de que quaisquer dados pessoais tenham sido comprometidos”, disse a companhia.

Investigações estão em andamento

Após o ataque, o Banco Central bloqueou a conexão da Sinqia com a rede do sistema financeiro nacional. A Polícia Federal também foi acionada e investiga a origem da invasão para tentar identificar os responsáveis.

Fonte: Rádio Itatiaia

Startup de delivery fundada em Roraima fatura R$ 6 milhões por ano

A Pigz, startup que une delivery, eventos e gestão para pequenos negócios com modelo sem comissões, nascida em Boa Vista (Roraima) em 2020, fatura por ano R$ 6 milhões.

A empresa movimentou na plataforma R$ 1 bilhão em 2024. O número de pedidos subiu de 11.000 em 2020 para 19 milhões em 2024.

Segundo os fundadores Laércio Gentil e Leonardo Seefeld, o diferencial para os grandes players do mercado é a adoção de “abordagem inovadora”.

A Pigz opera com um modelo de assinatura mensal fixa. A mensalidade para restaurantes varia de R$ 79 a R$ 399, sem comissões sobre as vendas.. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Gentil declara que, ao não gastar o lucro com comissões, o pequeno empreendedor pode usar o sistema completo da empresa e ainda economizar. A startup estima que R$ 9,27 milhões deixaram de ser pagos para outros marketplaces e permaneceram na economia de Roraima.

Para impulsionar sua próxima fase de crescimento, a empresa está em conversas com fundos de investimento em busca de uma rodada de R$ 7,5 milhões. Isso representaria o 1º aporte externo da Pigz que, até o momento, tem financiado suas operações exclusivamente com caixa próprio. O principal objetivo desta captação é a expansão nacional.

“Estamos prontos para levar a Pigz a outras capitais brasileiras. A rodada de investimento vai viabilizar essa expansão, com foco em tecnologia, operação e no modelo de assinatura que assegura preços justos e estabilidade para nossos parceiros em cada nova praça”, afirma Gentil.

Fonte: Poder 360

Pix: novas regras vão facilitar devolução de valores em casos de golpe

O Banco Central (BC) publicou nesta quinta-feira (28) uma resolução que altera as regras do Pix para melhorar o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED). A mudança, anunciada em abril, facilita a devolução de recursos para vítimas de fraudes, golpes ou coerção.

A partir de 1º de outubro, o MED passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira. Todos os bancos participantes vão disponibilizar a funcionalidade no próprio ambiente Pix de seus aplicativos. Dessa forma, a transação poderá ser facilmente contestada, sem a necessidade de entrar em contato com a instituição financeira por meio das centrais de atendimento.

De acordo com o BC, o autoatendimento do MED dará mais agilidade e velocidade ao processo de contestação de transações fraudulentas, “o que aumenta a chance de ainda haver recursos na conta do fraudador para viabilizar a devolução para a vítima”.

Contas

Outra mudança no MED, a partir da resolução publicada ontem, é que será possível fazer a devolução do dinheiro a partir de outras contas, e não apenas daquela utilizada na fraude. Até o momento, a devolução dos recursos pode ser feita apenas a partir da conta originalmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores, em geral, retiram rapidamente os recursos da conta que recebeu o dinheiro e os transferem para outras. Dessa forma, quando o cliente faz a reclamação e pede a devolução, o mais comum é que a conta já esteja esvaziada.

Com os aprimoramentos, o MED vai identificar possíveis caminhos dos recursos. Essas informações serão compartilhadas com os participantes envolvidos nas transações e permitirão a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação, de acordo com o BC. Essa mudança estará disponível a partir de 23 de novembro, de forma facultativa, e se torna obrigatória em fevereiro do ano que vem.

“O BC espera que, com essa medida, aumente a identificação de contas usadas para fraudes e a devolução de recursos, desincentivando fraudes. O compartilhamento dessas informações impedirá ainda o uso dessas contas para novas fraudes”, esclarece o banco, em nota.

Fonte: Agência Brasil

Empresas americanas acusam o Pix de ‘competição desigual’ em documento levado ao governo Trump

Empresas norte-americanas colocaram na mesa seus argumentos contrários ao Pix em um documento encaminhado ao United States Trade Representative (USTR) — o Escritório do Representante Comercial dos EUA. As tratativas fazem parte do inquérito que investiga práticas comerciais brasileiras acusadas de irregularidades pelo governo de Donald Trump.

O Estadão pediu ao Banco Central, responsável pela criação do Pix, um posicionamento sobre as alegações das empresas americanas, mas a instituição ainda não se manifestou.

O documento foi produzido pelo Conselho da Indústria da Tecnologia da Informação (ITI), associação que reúne empresas de meios de pagamento, softwares, redes sociais, cibersegurança, processamento de dados e data centers, entre outras. A entidade tem voz ativa nos EUA desde sua fundação, em 1916, e conta hoje com 81 membros, incluindo gigantes do mundo financeiro como Visa e Mastercard e big techs como Amazon, Google, Apple, Microsoft, Meta, IBM, Intel, Dell e Nvidia, por exemplo.

A ITI criticou também o Brasil pelas políticas de moderação de conteúdo nas plataformas digitais, de inteligência artificial e de data centers, bem como pelas ameaças recentes do governo brasileiro de taxar as big techs.

Em relação ao Pix, a associação começou traçando elogios sobre como a ferramenta teve sucesso na inclusão financeira da população brasileira desde o seu lançamento pelo Banco Central, em 2020, e observou que as próprias empresas de lá fizeram parcerias para operar o Pix por aqui. “De fato, sua atuação e crescimento têm sido benéficos para todos os participantes, incluindo fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA, que viram o volume de transações dobrar desde o lançamento do Pix”, descreveu.

Já na sequência do documento, a ITI passou a elencar suas preocupações e tecer críticas ao Banco Central. O problema, em sua avaliação, está no fato de o BC tanto regular quanto competir com as empresas de meios de pagamento no País, o que cria uma situação de competição desigual, em sua opinião.

“Embora não seja incomum para bancos centrais operar um ou mais sistemas de pagamento e supervisionar o setor privado, o BC falhou em estabelecer procedimentos de governança que evitem conflitos de interesse e abafem o setor privado”, afirmou a instituição.

A ITI apontou ao USTR que há uma infração da “neutralidade competitiva” por parte do BC, uma vez que a autarquia federal regula o sistema financeiro local, define padrões operacionais e condições para novos entrantes, ao mesmo tempo em que também opera o Pix, um concorrente das empresas de meios de pagamento. “Na prática, os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA estão sujeitos a uma competição desigual, uma vez que devem competir contra seu próprio regulador”, denunciou a associação norte-americana.

“Isso contradiz as melhores práticas internacionais e a orientação de entidades multilaterais, que defendem uma separação clara entre funções de supervisão e atividades comerciais”, afirmou.

O ITI reclamou também que o Pix não está sujeito à supervisão de um agente terceiro, ao contrário do que ocorre com as empresas privadas sob regulação do BC. O documento apresentou uma lista de práticas locais consideradas distorcidas.

Nas suas argumentações, a associação não citou nomes de empresas, nem casos específicos. É sabido, porém, que o Pix teve impacto nos negócios de Visa e Mastercard, uma vez que o Pix é gratuito, enquanto os cartões de crédito e débito cobram taxas. O Pix também se tornou concorrente de big techs como a Meta, dona do WhatsApp, que também tem serviço de pagamento instantâneo.

Embora a manifestação da ITI tenha ocorrido na esteira de uma investigação formal conduzida pelo USTR, que pode desembocar em retaliações dos EUA ao Brasil, a associação sugeriu que as diferenças sejam resolvidas com base na conversa entre as autoridades dos dois países. “É crucial fortalecer os diálogos bilaterais”, defendeu. “O diálogo comercial entre EUA e Brasil provou ser uma plataforma bem-sucedida para abordar barreiras não tarifárias ao comércio entre ambas as nações no passado.”

Fonte: Estadão

Ramal da Transnordestina entre Petrolina e Salgueiro pode impactar toda a economia do Vale do São Francisco

Lideranças do Vale do São Francisco se reuniram, nesta quarta-feira, 13, em Petrolina, para debater a viabilidade de um ramal ligando Petrolina a Salgueiro, entroncamento da Ferrovia Transnordestina no Sertão Central. Para os participantes do seminário Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Mudará Pernambuco, o ramal pode impactar toda a economia do Vale do São Francisco. O evento é uma iniciativa do portal Movimento Econômico, com patrocínio da Sudene e do Governo de Pernambuco e ocorreu na sede do CDL de Petrolina.

“O ramal ferroviário Petrolina-Salgueiro vai gerar negócios para um futuro promissor. O nosso interesse é ter um plano de trabalho para que esse ramal e o trecho Salgueiro-Suape saiam do papel e integrem o Nordeste a outras infraestruturas”, disse o coordenador geral de Estudos e Pesquisas, Avaliação e Tecnologia e Inovação da Sudene, José Farias, que foi um dos debatedores do evento.

A Sudene fez um convênio com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para atualização dos estudos técnicos do trecho ferroviário entre Petrolina e Salgueiro. “A nossa intenção é finalizar este estudo ainda este ano”, comenta o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, que também participou do seminário como debatedor.

O estudo vai mostrar os custos do trecho Salgueiro-Petrolina, os impactos ambientais, entre outras informações que serão usadas, posteriormente, nos futuros projetos básico e executivo do ramal Petrolina-Salgueiro. Alfredo informou também que localizou o projeto original, com mais de 250 caixas do trecho Petrolina-Salgueiro e que as informações serão digitalizadas. O trecho Petrolina-Salgueiro começou a ser implantado no início da década de 1990, mas foi paralisado por falta de recursos em 1992. Só chegou a ser realizada uma parte da terraplenagem.

A ferrovia e o Vale do São Francisco

Também debatedor no evento, o consultor em fruticultura Júnior Silvestre disse que o Vale do São Francisco “tem grandes oportunidades de crescimento”. No ano passado, o Vale exportou cerca de US$ 480 milhões em frutas. O executivo argumenta que a melhoria da logística – com a implantação do trecho férreo Salgueiro-Petrolina “potencializaria” toda a economia da região.

Ele argumentou que a ferrovia também impactaria os insumos comprados pelos produtores do Vale. “Somos um importador de embalagens. Se elas vierem pelo trem isso se traduz em mais competitividade”, comentou, acrescentando “é muito importante ter outras opções de logística”.

A intermodalidade e as vantagens que isso pode trazer ao Vale do São Francisco e a Pernambuco também foi a tônica do debate, sendo abordado na apresentação do professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Rafael Amorim Viana. “A China é barata porque tem complementaridade entre os modais. No Brasil, 61% do transporte depende do modal rodoviário”, comentou. O rodoviário é o meio de transporte mais caro.

Licitação das obras do ramal Salgueiro-Suape sairá no segundo semestre

O diretor de Empreendimentos da Infra. S. A., André Luís Ludolfo, confirmou que o edital para a licitação das obras do trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina vai ser publicado no segundo semestre deste ano. Cerca de 38% dos 544 km do trecho estão concluídos. O primeiro trecho a ser licitado vai ser o de 73 km, o lote SPS 4, entre Custódia e Arcoverde.

Ludolfo disse que a TLSA enviou os projetos para a Infra e que também serão aproveitados os licenciamentos ambientais feitos pela antiga concessionária, do SP1 ao SP7, que vão de Salgueiro até o município de Belém de Maria, na Mata Sul.

Os projetos executivos que estão sendo elaborados são os trechos SP8, de Belém de Maria a Ribeirão, e o SP9, que vai de Ribeirão ao Porto de Suape. “Estamos cumprindo tudo que é necessário para que esta obra seja linear e comece com tudo que é necessário”, resumiu Luiz Adolfo. A previsão da Infra é de que as obras do trecho Salgueiro-Suape sejam concluídas até 2029 e a estimativa é de que o empreendimento custe R$ 3,5 bilhões.

Atualmente, a Ferrovia Transnordestina está com o trecho Eliseu Martins-Pecém em obras com financiamentos aprovados pela Sudene, enquanto o trecho Salgueiro-Suape está com as obras paralisadas desde 2016.

Petrolina foi o segundo encontro do Seminário Conexões Transnordestina. O terceiro será em Araripina, nesta sexta-feira (15). Depois o projeto itinerante vai passar por mais quatro cidades: São Bento do Una, Belo Jardim, Caruaru e Recife.

Fonte: Portal Movimento Econômico

Lula anuncia R$ 30 bilhões em crédito para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump

O governo apresentou nesta quarta-feira (13) a primeira parte do pacote de medidas para socorrer empresas afetadas pela cobrança de uma sobretaxa de 50% para entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos.

A principal medida anunciada foi a criação de uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para auxiliar empresas impactadas pelo tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O acesso às linhas estará condicionado à manutenção do número de empregos.

Também foi prorrogado, por um ano, o prazo para que as empresas consigam exportar mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo chamado “drawback”. O mecanismo foi criado para incentivar as exportações e permite a suspensão ou isenção de tributos na importação de insumos utilizados para fabricar produtos que serão exportados em seguida.

Além disso, a Receita Federal fica autorizada a fazer diferimento (adiamento) de cobrança de impostos para as empresas mais afetadas pelo tarifaço. Essa prática já havia sido adotada anteriormente durante a pandemia da Covid-19.

O governo também anunciou que as empresas exportadoras terão crédito tributário (valores a abater em impostos) para que suas vendas ao exterior sejam desoneradas. As grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%. Essa medida terá impacto de R$ 5 bilhões até o fim de 2026.

As empresas exportadoras, principalmente as pequenas e médias, terão mais acesso a operações de seguro, que protegem o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.

A União, estados e municípios poderão fazer compras públicas para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc.). A medida vale apenas para produtos afetados pelas sobretaxas dos EUA.

O governo anunciou, ainda, que continuará trabalhando para diversificar mercados, ou seja, buscando novos países compradores dos produtos sobretaxados pelos Estados Unidos.

Para garantir a manutenção do emprego para as empresas beneficiadas, o governo anunciou a criação da Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego.

“Com o intuito de monitorar o nível de emprego nas empresas e suas cadeias produtivas, fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, e propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho. A atuação será coordenada em nível nacional e regional via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho”, informou o governo.

Fonte: G1

Abono do PIS/Pasep é liberado para nascidos em novembro e dezembro nesta sexta (15)

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil começam a pagar, nesta sexta-feira (15), o abono do PIS/Pasep para trabalhadores e servidores públicos nascidos em novembro e dezembro, e que têm direito ao benefício.

Este é o último lote a ser liberado neste ano, pois o governo já disponibilizou os valores a quem faz aniversário entre janeiro e outubro. Para clientes dos dois bancos, o dinheiro é depositado na conta aberta na instituição. No caso da Caixa, se não tiver conta, é possível receber por meio da poupança digital, no aplicativo Caixa Tem. No Banco do Brasil, o saque pode ser feito nos caixas eletrônicos.

Os trabalhadores podem receber até um salário mínimo, que corresponde ao valor R$ 1.518 neste ano, desde que cumpram os requisitos para ter o benefício, que tem como base o período trabalhado em 2023. O valor pago é proporcional ao número de meses trabalhados.

Os beneficiários têm até o dia 29 de dezembro de 2025 para receber o dinheiro. Caso não façam o resgate, o montante volta aos cofres públicos, mas pode ser solicitado dentro de cinco anos.

Quem desejar pode realizar a consulta ao benefício na CTPS Digital (Carteira de Trabalho Digital) ou no portal Gov.br. Também está disponível o atendimento gratuito pelo número 158, de segunda a sábado, das 7h às 22h, exceto feriados.

O PIS (Programa de Integração Social) é pago pela Caixa aos trabalhadores da iniciativa privada. Já o Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), destinado a servidores, é repassado pelo Banco do Brasil.

Em julho, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) pagou o abono a 4,2 milhões de trabalhadores nascidos em setembro e outubro, com a distribuição de aproximadamente R$ 5,06 bilhões. Ao todo, até o momento, o órgão destinou R$ 30,7 bilhões para o pagamento do benefício a cerca de 25,8 milhões de trabalhadores.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brasil aciona OMC contra tarifaço dos Estados Unidos

O governo brasileiro acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos produzidos no Brasil. Na avaliação do Itamaraty, os EUA “violaram flagrantemente” compromissos assumidos com a própria OMC.

“Ao impor as citadas medidas, os EUA violam flagrantemente compromissos centrais assumidos por aquele país na OMC, como o princípio da nação mais favorecida e os tetos tarifários negociados no âmbito daquela organização”, informou, por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores.

O documento enviado à OMC é um pedido de consultas aos EUA, instrumento instituído com o propósito de viabilizar, às partes, uma solução negociada para a disputa antes do eventual estabelecimento de um painel.

Trata-se, portanto, de uma primeira etapa formal no âmbito do sistema de solução de controvérsias na OMC.

Nesse documento, o governo brasileiro voltou a reiterar sua disposição para negociação. Ele espera que as consultas contribuam para uma solução para a questão. A data e o local das consultas deverão ser acordados entre as duas partes nas próximas semanas.

Trump

No mês passado, o presidente Donald Trump anunciou tarifas mais altas para produtos importados do Brasil como retaliação pelo processo de tentativa de golpe de Estado ao qual o ex-presidente Jair Bolsonaro responde na Justiça.

Na prática, as tarifas de 50% para vários produtos brasileiros inviabilizam a comercialização desses produtos com os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

China habilitou 183 exportadores brasileiros de café no dia do tarifaço de Trump

A China anunciou neste sábado (2) ter aprovado a habilitação de 183 novas empresas brasileiras de café para exportação ao mercado chinês, em decisão da Administração Aduaneira Geral.

Segundo publicação em mídia social da Embaixada da China no Brasil, compartilhada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a medida entrou em vigor na última quarta-feira (30), com validade de cinco anos.

Também na quarta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva determinando uma tarifa de 50% sobre o café importado do Brasil –que responde por um terço das 25 milhões de sacas de café consumidas por ano nos EUA.

O Brasil enviou apenas 538 mil sacas para a China nos primeiros seis meses deste ano, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Mas acordos feitos com a rede de lojas de café Luckin apontam crescimento.

Em junho do ano passado, em Pequim, a rede fechou com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos) que compraria 120 mil toneladas de café do país até 2029. Em novembro, em Brasília, as duas partes ampliaram o acordo para 240 mil toneladas.

O crescimento de redes como a Luckin, que ultrapassou a americana Starbucks na China, tem sido acompanhado pelo aumento do consumo per capita de café no país, saindo de 16,7 xícaras por ano em 2023 para 22,22 em 2024. A expectativa para este ano é fechar em cerca de 30. A média mundial é de aproximadamente 150 xícaras ao ano, o que indica o espaço para crescimento.

Além do café, a Administração Aduaneira Geral habilitou 30 empresas brasileiras para exportação de gergelim e 46 para exportação de farinhas de aves e suínos, também com validade desde quarta (30).

Na segunda, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, respondendo sobre as ameaças tarifárias dos EUA ao Brasil, havia afirmado que “a China está disposta a trabalhar com o Brasil, outros países da América Latina e do Brics para defender o sistema multilateral de comércio centrado na OMC [Organização Mundial do Comércio] e salvaguardar a justiça internacional”.

Fonte: Folha de S. Paulo