Nova loja que abrirá as portas em Salgueiro está contratando ‘consultor de vendas’

Em breve Salgueiro ganhará uma nova loja de moda masculina, voltada a quem busca, estilo, confiança e versatilidade. A Dom Urban, que abrirá as portas no Salgueiro Shopping, trabalhará com as marcas John John, Reserva, Tommy Hilfiger e Red Life, carregando a modernidade, minimalismo e elegância em cada detalhe.

Nos preparativos para entrar em atividade, a empresa está contratando um profissional para a função de ‘consultor de vendas”. Os requisitos são: pelo menos 1 ano de experiência, habilidade com redes sociais e boa comunicação.

Interessados em se candidatar devem enviar currículo atualizado para o WhatsApp (87) 9 8815-2225.

Da redação do Blog do Chico Gomes

10ª ExpoGesso começa nessa quinta-feira em Trindade-PE; confira a programação musical

Tem início nessa quinta-feira, 23, a 10ª edição da ExpoGesso – Exposição e Feira Internacional das Indústrias do Gesso, o maior evento do setor em Pernambuco. A feira fomenta a inovação, negócios e oportunidades no Polo Gesseiro do Estado, atraindo investidores, empresários, autoridades e visitantes de diversas cidades.

Além da parte econômica, o evento também conta com programação artística, que este ano tem shows confirmados de Wesley Safadão, Leonardo, Toque Dez, Raphaela Santos, Rey Vaqueiro, Brasas do Forró, Fabinho Testado, Eric Land, entre outros.

Confira a grade de shows:

23/10 – Jorge do Acordeon, Antony Sunday, Alanzinho Coreano e Toque Dez

24/10 – John John, Raphaela Santos e Wesley Safadão

25/10 – Fabinho Testado, Brasas do Forró e Rey Vaqueiro

26/10 – Pisadinha Kabulosa, Rafael Nyedson, Eric Land e Leonardo

Da redação do Blog do Chico Gomes

CDL Salgueiro destaca que Dia do Comerciário, celebrado hoje, é considerado feriado setorial do comércio em Pernambuco

Hoje é comemorado em todo o Brasil o Dia do Comerciário, uma data dedicada a todo os trabalhadores do comércio. Apesar de não ser um feriado nacional, o dia de hoje é considerado feriado setorial do comércio em Pernambuco, como explica a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Salgueiro em nota publicada nas redes sociais neste fim de semana.

“O dia 20 de outubro é considerado feriado setorial do comércio em Pernambuco, conforme previsto na Convenção Coletiva entre a Fecomércio PE (patronal) e a Feconeste (profissional). Ou seja, não é feriado nacional nem estadual, mas um feriado previsto na CCT da categoria do comércio”, destaca a nota da CDL Salgueiro.

O Dia do Comerciário celebra a importância dos profissionais do setor para a economia do país. A data, instituída em 1953, por meio de um decreto-lei, remonta às lutas sindicais e ao movimento trabalhista no Brasil na primeira metade do Século XX.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Salário-mínimo no Brasil deveria ser cerca de 5 vezes maior; entenda

O salário-mínimo é a remuneração básica que um governo paga para o trabalhador formal a fim de pagar as despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação. No Brasil, o salário-mínimo é quase 5 vezes menor do que o necessário para uma pessoa viver confortavelmente, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE).

O estudo avalia que, em setembro de 2025, a quantia mínima necessária para viver no Brasil deveria ser de R$ 7.075,83. Atualmente, o valor mínimo estabelecido pelo governo é de R$ 1.518 para o pagamento dos trabalhadores.

Esse valor é referente aos preços da Cesta Básica de Alimentos no país. Em 2025, abril foi o mês que registrou a maior disparidade entre o salário mínimo e a quantidade necessária para se alimentar, de R$ 7.638,62.

As diferenças não são restritas a este ano: em dezembro de 2024, o valor básico para viver no Brasil foi de R$ 7.067,68, depois de operar na casa dos R$ 6 mil desde 2022.

De acordo com os dados da base histórica, que existe desde 1994, o salário-mínimo necessário sempre foi maior do que o dobro determinado pelo governo.

Em geral, o valor é ajustado com base na inflação, tomando como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), o que — na teoria — garante maior poder de compra da população que recebe o salário-mínimo.

Fonte: Infomoney

Ele fatura R$ 10 milhões com negócio de saladas personalizadas

Caique Lima, 30, ajudava os pais no restaurante da família desde os 14 anos. Adulto, decidiu abrir um negócio especializado em alimentação saudável, tendo como carro-chefe no cardápio o “monte sua salada”. Hoje, a Frutaria Ipiranga tem oito unidades e meta de chegar a 20 lojas até o final de 2026. Em 2024, a empresa faturou R$ 10 milhões.

Frutaria Ipiranga foi aberta em 2018. Lima e mais um sócio (que não está mais no negócio) investiram R$ 100 mil.

Loja de açaí era a ideia inicial. Lima diz que, antes mesmo da abertura do negócio, já incluiu o conceito do ‘monte sua salada’ no cardápio, para atender uma região que não tinha opções de alimentação saudável.

“Meu ex-sócio já tinha morado na Europa e, por lá, a ideia das bowls [tigelas] de saladas já era bem difundida. Então, iniciamos o trabalho com esse produto por aqui e se tornou o carro-chefe da Frutaria Ipiranga”, explica Caique.

Destaque é o “monte sua salada”. Neste modelo, o cliente escolhe 1 tipo de base (mix de folhas, alface ou rúcula), 6 toppings (são mais de 30 opções), 1 proteína, 1 carboidrato e 1 molho. Montada, uma salada pesa 500 gramas, em média. Os preços vão de R$ 43,90 a R$ 58,90 (depende da proteína escolhida).

Franquia custa a partir de R$ 377 mil

Em 2022, a empresa lançou o modelo de franquia. Na época, a marca tinha três lojas próprias. “Quando percebi que a operação tinha sido replicada e o negócio funcionava perfeitamente, concluí que a empresa estava madura o suficiente para franquear, com estrutura e padrão de processos, manual de operação, treinamentos e suporte funcionando bem. Achei que era o momento e deu muito certo”, declara Lima.

Hoje, a rede tem 8 lojas. Apenas uma delas é própria (Ipiranga), e as outras sete são franqueadas. Estão localizadas em bairros de São Paulo (Ipiranga, Jabaquara, Vila Mariana, Aclimação, Itaim Bibi, Jardins e República) e na cidade de São Caetano do Sul (SP). Em outubro, a previsão é abrir uma franquia em Goiânia.

Meta de ter 20 unidades até o final de 2026: Segundo Lima, a empresa vai priorizar as capitais. “Geralmente, a capital é a maior cidade do estado. A ideia é que a marca se torne referência na capital, primeiro, para depois ir para cidades do interior. O cardápio também será 100% o mesmo”, diz Lima.

Em 2024, a empresa faturou R$ 10 milhões. O lucro não foi informado.

Fonte: UOL

BC começa a bloquear chaves Pix usadas em golpes e fraudes

O Banco Central (BC) passou a bloquear neste sábado chaves Pix identificadas como instrumento de golpes e fraudes. A medida, colocada em pauta no Fórum Pix — comitê consultivo que reúne representantes do sistema financeiro e da sociedade civil –, representa um avanço nos mecanismos de proteção do sistema de pagamentos instantâneos.

Segundo o BC, quando uma instituição financeira detectar uso fraudulento, marcará o CPF ou CNPJ do usuário e suas chaves Pix associadas. A partir desse registro, qualquer tentativa de transferência para essas chaves será interrompida ainda na fase de consulta, com o sistema do BC emitindo um erro que impede a conclusão da operação.

O mecanismo impede a realização de transferências para esses usuários identificados como envolvidos em atividades fraudulentas. Uma vez marcado, o cliente terá suas transações interrompidas, tanto o recebimento quanto o envio de valores ficam impossibilitados pelas contas vinculadas ao seu cadastro.

Outra consequência da marcação é a possibilidade de as instituições recusarem solicitações de cadastro de novas chaves Pix, caso o usuário já possua algum registro ou documento com restrição por suspeita de fraude.

Essas informações de segurança são utilizadas pelos bancos para diferentes ações: autorizar, rejeitar, reter ou bloquear transações, além de servir como ferramenta preventiva contra futuras tentativas de fraude, mesmo quando uma transação específica já tenha sido rejeitada anteriormente.

Botão de contestação 

Outra novidade implementada pelo Banco Central, em vigor desde o dia 1º, é o chamado “botão de contestação”. Formalmente denominado autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), o recurso pode ser acionado diretamente pelo aplicativo do banco onde a vítima possui conta, em casos de fraude, golpe ou coerção.

Breno Lobo, Chefe Adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, explicou que o objetivo é agilizar e digitalizar o processo de contestação de transações Pix.

“Ao contestar a transação, a informação é instantaneamente repassada para o banco do golpista, que deverá bloquear os recursos em sua conta, caso existam. Valores parciais podem ser bloqueados também. Depois do bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisar a contestação. Caso concordem que se trata realmente de um golpe, a devolução é efetuada diretamente para a conta da vítima. O prazo para essa devolução é de até onze dias após a contestação”, detalhou.

Fonte: Terra

Prefeitura de Afogados da Ingazeira lança 8ª Feira de Empreendedorismo na próxima semana

O governo de Afogados da Ingazeira lança na próxima semana, no dia 9 de outubro, a 8ª edição da Feira de Empreendedorismo, considerada uma das maiores do segmento em Pernambuco. A cerimônia será realizada no espaço Kabana Recepções, a partir das 19h.

Em uma ação apoiada pelo Sebrae, a prefeitura planeja reunir vários empreendedores em 150 estandes, que serão instalados nos espaços das praças Arruda Câmara e Carlos Cottat, no Centro da cidade.

O secretário municipal de Administração e Desenvolvimento Econômico, Ney Quidute, promete realizar um grande evento. “Temos muita expectativa de superarmos, mais uma vez, os números das feiras anteriores, contando sempre com a parceria valiosa do Sebrae e dos nossos empreendedores, porque nosso trabalho é a eles direcionado, e sem eles, nada disso seria possível”, disse.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Câmara prevê voto da isenção do IR até R$ 5 mil por mês nesta quarta-feira

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta quarta-feira, 1, o projeto de lei que aumenta a faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil a partir de 2026 (PL 1087/25).

A sessão está marcada para as 13h55.

A proposta, enviada em março deste ano pelo Governo, estabelece que a isenção – que deve custar R$ 25,8 bilhões por ano – será compensada taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida de compensação atingirá 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

Em entrevista concedida na semana passada, o relator do texto, deputado Arthur Lira (PP-AL), afirmou que há unanimidade na Câmara dos Deputados para aprovar a isenção total de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e parcial para quem recebe até R$ 7.350.

Ele disse que o desafio do texto está em encontrar equilíbrio na compensação para garantir que cerca de 16 milhões de brasileiros tenham isenção parcial ou total do imposto.

A proposta foi aprovada em julho deste ano em comissão especial criada pela Câmara dos Deputados para analisá-la. No Plenário, a proposta tramita em regime de urgência.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Caixa inicia pagamento de nova parcela do ‘Pé-de-Meia’ nesta segunda-feira

Estudantes do Ensino Médio de todo o país começam a receber nesta segunda-feira, 29, uma nova parcela do ‘Pé-de-Meia: A poupança do Ensino Médio”. O programa contempla cerca de 3,5 milhões de alunos em todo o Brasil.

Nesta segunda está sendo paga a parcela para os nascidos em janeiro e fevereiro. Amanhã recebem os nascidos em março e abril e assim sucessivamente, até o término do cronograma de pagamentos, no dia 6 de outubro. Confira abaixo:

O dinheiro é depositado pelo Governo Federal em conta poupança Caixa TEM, aberta automaticamente pela Caixa em nome do estudante. Os estudantes podem movimentar os recursos pelo aplicativo Caixa TEM, mas também é possível solicitar um cartão para fazer pagamentos.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Criação de empregos formais desacelera com juro alto em 2025; agro é exceção

O Brasil segue com desempenho positivo na geração de empregos com carteira assinada em 2025, mas o ritmo de abertura de vagas mostra desaceleração em meio ao cenário de juros altos.

É o que aponta um levantamento das economistas Janaína Feijó e Helena Zahar, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a partir de dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

De janeiro a julho, as contratações com carteira superaram em 1,3 milhão as demissões no Brasil. Embora continue positivo, o saldo é 10,4% menor do que o registrado em igual período de 2024 (1,5 milhão), segundo a análise.

As cinco grandes atividades investigadas também contrataram mais do que demitiram nos sete primeiros meses deste ano. Só uma, porém, teve um saldo de criação de vagas formais maior em 2025 do que em 2024.

 Trata-se da agropecuária, que foi beneficiada pela supersafra deste ano. De janeiro a julho, o setor teve 109,2 mil contratações a mais do que demissões com carteira. O saldo positivo supera em 32,3% o verificado no mesmo período de 2024 (82,6 mil).

Enquanto isso, a geração de vagas foi 14,1% menor nos serviços na comparação de janeiro a julho deste ano com igual intervalo do ano passado. A abertura de postos com carteira também encolheu 13,5% na indústria, 11,7% na construção e 5,4% no comércio.

“O que a gente tem é uma desaceleração, e não uma destruição de postos de trabalho”, afirma Janaína.

O emprego mostrou trajetória de recuperação nos últimos anos, mas os juros altos para conter a inflação levam a um processo de perda de ritmo da economia, que tende a esfriar a abertura de vagas com o passar dos meses, segundo a pesquisadora. A taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano.

“Acaba fazendo com que os agentes econômicos mudem as suas decisões de investimento no curto e no médio prazos”, diz Janaína. “Então, muitas vezes os empresários que estavam esperando contratar ou expandir os negócios postergam essas decisões.”

Fonte: Folha de S. Paulo

Fabinho se reúne com ministros para tratar do projeto do porto seco em Salgueiro

Cumprindo agenda em Brasília esta semana, o prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, tratou nesta quarta-feira do projeto de construção de um porto seco no município. A ação é muito importante e pode ser um divisor de águas para o desenvolvimento econômico de toda a região. O projeto será viabilizado com a retomada das obras da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco.

Na companhia dos prefeitos Xicão Tavares (Verdejante) e Vinícius Marques (São José do Belmonte), o gestor municipal de Salgueiro se reuniu com os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) e Renan Filho (Transportes), recebendo a animadora notícia de que os estudos para a construção do entreposto logístico estão liberados.

“Foi um momento importantíssimo para todo o Sertão Central de Pernambuco, onde tratamos sobre o futuro da Transnordestina e o projeto do porto seco, que será um marco de transformação e desenvolvimento para a nossa região”, destacou Fabinho.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Independência financeira é motor do empreendedorismo no Brasil, diz estudo

A busca pela independência financeira é a principal razão para empreender no Brasil. A informação é da pesquisa “Rota do E-commerce”, realizada pela Loggi (LOGG3) em parceria com a Opinion Box. Outros fatores incluem a realização de sonhos pessoais (27%), a identificação de oportunidades de mercado (24%) e, em menor escala, a necessidade de complementar renda (9%).

O levantamento mostra ainda que 51% dos empreendedores do ecommerce no Brasil são mulheres, o que mostra um crescente protagonismo feminino nessa área. Além disso, o setor está se qualificando mais: dos entrevistados, 61% têm ensino superior completo ou pós-graduação. Já 58% ainda mantêm vínculo com carteira assinada (CLT), 31% são empresários e 27% atuam como prestadores de serviço por pessoa jurídica (PJ). Outro dado que chama atenção: a maioria dos empreendedores tem mais de 40 anos, reforçando maturidade e experiência na condução dos negócios.

“O levantamento revela um cenário de amadurecimento e qualificação no empreendedorismo brasileiro, com 61% dos empreendedores tendo ensino superior completo ou pós-graduação. Isso demonstra um perfil cada vez mais preparado para tomar decisões estratégicas e impulsionar negócios com inovação, visão de futuro e consciência de mercado”, afirma Viviane Sales, vice-presidente de Clientes e Receitas da Loggi.

A própria busca por independência financeira, sendo hoje a principal razão para iniciar um negócio, supera fatores como necessidade ou falta de oportunidade e sinaliza um movimento mais consciente, estratégico e empoderado”, completa a executiva.

O estudo mostra ainda que 45% dos empreendedores já estão no mercado há mais de cinco anos, demonstrando consistência nas operações. Em termos de faturamento, 40% registram receita mensal entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, enquanto 9% ultrapassam a marca de R$ 100 mil. Esses números reforçam a importância das pequenas e médias empresas (PMEs) para a economia nacional.

A abrangência de vendas acompanha essa relevância: 42% dos negócios já alcançam clientes em todo o Brasil, 33% atuam apenas localmente, 18% em algumas regiões específicas e 6% chegam inclusive a outros países.

Digitalização e consumo de conteúdo

Outro ponto destacado pela pesquisa é a forte presença digital dos empreendedores. As redes sociais são a principal fonte de aprendizado e capacitação: Instagram (60%), YouTube (50%) e Facebook (36%) lideram, seguidos por podcasts (24%) e televisão (21%). Além disso, 34% dos entrevistados afirmaram acompanhar influenciadores do segmento de empreendedorismo.

Fonte: Infomoney

Um em cada quatro jovens não estuda nem trabalha: geração “nem-nem” pesa na economia

O Brasil enfrenta uma crise silenciosa e custosa: mais de 10 milhões de jovens entre 18 e 24 anos – um em cada quatro – estão fora do mercado de trabalho e não estudam, compondo a “geração nem-nem”.

Enquanto a média mundial de jovens que pertencem à geração “nem-nem” gira em torno de 15% e países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mantêm o índice em 13%, o Brasil amarga 24% da população nessa faixa etária completamente fora do mercado produtivo. Os dados foram divulgados pela organização na semana passada.

Essa inatividade de alto custo não apenas drena bilhões da economia anualmente em produtividade e arrecadação, como compromete o futuro desses jovens, lançando-os em um estado de vulnerabilidade e afastando o país dos padrões de desenvolvimento da OCDE.

Algum progresso vem sendo realizado pelo Brasil. Saindo de 30% de jovens nem-nem em 2019 para os atuais 24%, a velocidade dessa melhoria é, contudo, insuficiente diante da urgência do problema.

A distância de dez pontos percentuais da média da OCDE representa uma geração inteira perdendo oportunidades de formação de capital humano no período mais crítico para definir trajetórias profissionais e contribuições produtivas à sociedade.

A disparidade de gênero agrava o cenário. Enquanto países da OCDE registram taxas similares entre homens e mulheres, o Brasil apresenta 29% das jovens mulheres na condição “nem-nem”, enquanto entre os homens o índice é de 19%. Essa diferença indica que responsabilidades familiares e culturais erguem barreiras que afastam as mulheres da educação e do mercado de trabalho de forma desproporcional.

Independentemente do gênero, a situação da geração “nem-nem” compromete trajetórias profissionais permanentemente para esses jovens. Eles enfrentam dificuldades para conseguir emprego formal, recebem remuneração menor e correm risco de marginalização social. Para a economia, isso acarreta perda de produtividade, menor arrecadação tributária e forte pressão sobre sistemas de assistência social.

Lacuna educacional freia o Brasil: geração “nem-nem” reflete deficiência

O problema causado pela geração “nem-nem” reflete deficiências profundas no sistema educacional brasileiro, com impactos diretos na produtividade e distribuição de renda do país. No Brasil, 27% dos jovens adultos (25-34 anos) não concluíram o ensino médio em 2023, quase o dobro da OCDE.

Essa lacuna educacional gera consequências estruturais: apenas 64% dos jovens sem ensino médio estão empregados, contra 75% dos que têm formação completa.

Além disso, 59% dos trabalhadores sem ensino médio recebem menos da metade da renda mediana do Brasil, comparado a apenas 28% na OCDE, evidenciando grande desigualidade salarial.

Ensino técnico cresce, mas está distante de padrões da América Latina

O ensino técnico, fundamental para o desenvolvimento de mão de obra especializada, cresceu de 8% para 14% dos alunos do ensino médio entre 2013 e 2023, mas ainda representa um terço da média da OCDE e é inferior à de outros países latino-americanos.

As reformas do Novo Ensino Médio buscaram flexibilizar a educação vocacional, porém o caminho para resultados mais ambiciosos permanece longo, aponta a organização.

Só um em cada quatro jovens adultos tem faculdade

Os desafios, contudo, não se limitam ao ensino médio. A situação também é problemática no ensino superior. Apenas 24% dos jovens adultos têm essa qualificação, menos da metade do índice verificado nos países da OCDE.

Três quartos dos que entram em faculdades e universidades no Brasil tiraram pelo menos um ano sabático (gap year) entre o ensino médio e a universidade, um número bem acima da média de 44% da OCDE. Embora possa ter benefícios individuais, essa situação levanta questões sobre o planejamento e a transição para a vida acadêmica.

Outras preocupações relacionadas ao ensino superior estão relacionadas ao tempo de conclusão. Apenas 38% dos estudantes concluíram a faculdade no tempo mínimo. Mesmo com três anos adicionais, essa taxa sobe para 49%, enquanto na OCDE, as taxas são de 43% e 70, respectivamente.

A evasão no primeiro ano de cursos de bacharelado no Brasil é de 25%, quase o dobro da média da OCDE (13%). Isso pode indicar uma desconexão entre as expectativas dos alunos e a realidade dos cursos, talvez por falta de orientação vocacional ou de apoio adequado aos calouros.

Apenas 1% dos jovens adultos tem mestrado, muito abaixo da média de 16% da OCDE. A falta de profissionais com formação avançada pode limitar a inovação e o desenvolvimento em áreas estratégicas do país.

O ensino superior no Brasil oferece um retorno financeiro significativamente alto, comparativamente aos países da OCDE. No Brasil, trabalhadores com esse nível educacional ganhavam, em média, 148% mais que os que tinham ensino médio completo em 2023. Nos países que fazem parte da organização, essa diferença é de 54%.

A OCDE aponta que essa disparidade salarial no Brasil revela tanto a valorização da educação quanto a alta desigualdade no país.

Fonte: Gazeta do Povo