Ferramenta promove educação financeira a famílias no CadÚnico

Pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) podem utilizar uma ferramenta educativa que utiliza a linguagem do futebol para promover educação financeira.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, o jogo Bate-Bola Financeiro propõe uma experiência simples e interativa para ensinar conceitos básicos de organização financeira, controle de gastos, planejamento e noções voltadas a pequenos negócios.

“A cada pergunta respondida corretamente, o time avança em campo até marcar o gol. Em caso de erro, o jogador tem novas chances de aprender e seguir na partida. As fases são divididas em níveis fácil, médio e difícil, permitindo uma aprendizagem gradual”, detalhou a pasta em comunicado.

O Bate-Bola Financeiro pode ser acessado gratuitamente pelo celular ou pelo computador, por meio do endereço do programa. Embora o foco sejam famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas no CadÚnico, qualquer pessoa pode acessar o jogo.

Fonte: Agência Brasil

Retorno de investimento em carnaval é maior que em áreas da indústria

O retorno para a economia de cada real investido em cultura e artes – o que inclui o Carnaval – é maior que o de investimentos em algumas áreas tradicionais da indústria, como a automobilística. Em entrevista à Agência Brasil, durante sua passagem pelo país para estudar a economia criativa em torno da folia, a economista ítalo-americana Mariana Mazzucato destacou a potência da maior festa brasileira.

“O investimento público em artes e cultura contribui muito mais para a economia do que grande parte da indústria manufatureira tradicional”, disse Mazzucato.

“No entanto, os governos continuam investindo mais nesses setores tradicionais da indústria, mesmo que as evidências estejam aí. Não é verdade que não temos as evidências”.

No Brasil, enquanto um real investido em cultura pode render R$ 7,59 em retorno para sociedade por meio de empregos e renda, um real investido no setor de automóveis e caminhões tem um impacto multiplicador de R$ 3,76, conforme estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Uma das mais influentes economistas do mundo, a autora do livro O Estado Empreendedor acrescentou que o Carnaval traz benefícios sociais, de bem-estar e saúde mental para diversas comunidades, muitas delas vulneráveis.

“Mais do que apenas falar da comida, da bebida, dos hotéis e do turismo durante o Carnaval, é o impacto social das habilidades, das escolas, das redes, do valor da coesão social, do senso de identidade e patrimônio”.

Mazzucato visitou Rio de Janeiro e Salvador para conhecer a economia por trás das festas, e promete ir para Recife na próxima visita.

A economista lidera pesquisa da University College London (UCL), com cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que investiga o papel das artes e da cultura para o desenvolvimento econômico de um país.

Fonte: Agência Brasil

Caixa começa a pagar Abono Salarial 2026 nesta segunda-feira

A Caixa Econômica Federal começa, nesta segunda-feira. 16, o pagamento do Abono Salarial do PIS/Pasep 2026, do ano-base 2024. O crédito será feito de forma escalonada conforme o mês de nascimento do trabalhador. Neste primeiro momento, recebem os trabalhadores nascidos em janeiro.

Ao todo, cerca de 1,8 milhão de pessoas serão contempladas, com liberação de aproximadamente R$ 2,2 bilhões. De acordo com a Caixa, a expectativa é que 22,2 milhões de brasileiros recebam o benefício.

Como receber:

As pessoas que têm conta corrente ou poupança na Caixa receberão automaticamente. Já para aqueles que não têm conta no banco, será aberta uma Poupança Social Digital sem custos, permitindo a movimentação pelo aplicativo “Caixa tem”, onde é possível pagar contas, fazer transferências e realizar compras.

Caso o trabalhador não consiga abrir a conta, o saque poderá ser feito com o Cartão Social em caixas eletrônicos, casas lotéricas ou nas agências da Caixa, mediante apresentação de documento com foto. Também é possível retirar o valor por biometria, desde que o cadastro tenha sido feito previamente.

O que é o abono salarial:

O abono salarial é um benefício pago anualmente a trabalhadores que atendem aos critérios estabelecidos pelo governo federal. O valor varia conforme o tempo de serviço no ano-base e pode chegar a até um salário mínimo.

Para receber o benefício, é necessário estar inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, ter trabalhado com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024 e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766.

Fonte: Metrópoles

Salário mínimo começa a ser pago com reajuste nesta segunda-feira

Os trabalhadores formais começam a receber, nesta segunda-feira, o novo salário mínimo de R$ 1.621. O valor pode ser conferido no contracheque.

No fim do ano passado, o governo aprovou o reajuste de 6,79%, o que dá 103 reais a mais no bolso de quem tem carteira assinada.

O valor de R$ 1.621 mensais equivale a uma remuneração diária de R$ 54,04 e de R$ 7,37 por hora.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.

E a partir desta segunda, os salários de quem ganha até cinco mil reais, referentes a janeiro, vão ser pagos sem o desconto do imposto de renda. Os trabalhadores vão poder sentir, na prática, os efeitos da lei aprovada no ano passado.

O governo afirma que cerca de 10 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil estão isentos desse pagamento e cinco milhões de trabalhadores que ganham até R$ 7.350 vão ter redução no tributo.

Fonte: Agência Brasil

PF prende suspeito de integrar Estado Islâmico e preparar atentado a bomba no Brasil

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (29) em Bauru, no interior de São Paulo, um homem suspeito de integrar o Estado Islâmico que se preparava para praticar um atentado terrorista suicida no Brasil, segundo investigações.

A identidade do preso não foi divulgada. A PF apreendeu com ele itens que seriam usados para a produção de explosivos.

De acordo com as investigações, o homem era monitorado desde o ano passado e tinha um comportamento considerado radicalizado. Ele teria a intenção de fazer um atentado em algum evento público, provavelmente em Bauru.

A operação contou com ajuda do FBI, a polícia federal dos EUA. Os americanos enviaram à PF brasileira as primeiras informações sobre o suspeito, apontado como um homem perigoso.

As suspeitas são de que o investigado se preparava para a montagem de um colete com explosivos, e que pretendia se suicidar.

Foram cumpridos mandados de prisão temporária, busca e apreensão, além de quebra de sigilo telemático e acesso a dados eletrônicos, autorizados pela 3ª Vara Federal de Bauru.

A PF afirmou, em nota, que “as investigações prosseguem com o objetivo de aprofundar a apuração dos fatos, bem como prevenir a ocorrência de atos que atentem contra a segurança pública e a ordem social”.

Fonte: Folha de S. Paulo

Brex: Conheça a startup brasileira vendida por US$ 5,15 bilhões

A Capital One adquiriu a Brex, startup brasileira em um negócio de US$ 5,15 bilhões. A empresa foi fundada em 2017 com foco inicial em cartões de crédito corporativos, mas logo expandiu suas operações para tecnologia de gerenciamento de despesas e pagamentos B2B (transações entre empresas).

Sediada em São Francisco, nos Estados Unidos, a companhia pertence aos brasileiros Pedro Franceschi e Henrique Dubugras e opera atualmente em mais de 50 países. Após a conclusão da transação, Franceschi continuará a liderar a Brex como parte da Capital One.

O acordo para aquisição da Brex envolverá metade do pagamento em dinheiro e outra em ações, devendo ser concluída ainda neste ano, informou a Capital One.

“Desde a nossa fundação, buscamos construir uma empresa de pagamentos na vanguarda da revolução tecnológica”, disse Richard D. Fairbank, fundador, presidente do conselho e CEO da Capital One.

“A aquisição da Brex acelera essa jornada, especialmente no mercado de pagamentos corporativos”, acrescentou.

Quem são os fundadores da Brex?

Antes da Brex, Franceschi e Dubugras já haviam empreendido juntos. Em 2013, criaram a Pagar.me, fintech de pagamentos online voltada para pequenos negócios, vendida em 2016 para para a Stone.

O valor da transação não foi divulgado, mas foi o suficiente para que os jovens empreendedores pudessem estudar em Stanford.

Atualmente, Franceschi é o CEO da Brex, função que antes dividia com Dubugras. Desde 2024, Henrique passou a atuar apenas como presidente do conselho administrativo, decisão motivada pela necessidade de agilizar processos diante do crescimento da empresa.

No último ano, Franceschi se enquadrou na lista da Forbes dos como o único bilionário brasileiro que não é herdeiro.

“Juntos, vamos maximizar o potencial dos fundadores, combinando a expertise em pagamentos e o software de gestão de despesas da Brex com a escala massiva, a análise de crédito sofisticada e a marca forte da Capital One para acelerar o crescimento e aumentar a velocidade com que podemos oferecer melhores soluções financeiras para milhões de empresas na economia tradicional dos EUA”, disse Franceschi.

Fonte: CNN

Nubank assume posto de segundo maior banco do Brasil em número de clientes

O Nubank superou o Bradesco e se tornou o segundo maior banco em número de clientes na modalidade pessoa física, mostram dados do Banco Central consultados por VEJA esta semana. Segundo os número do BC, o roxinho alcançou a marca de 112 milhões de clientes.

Já o Bradesco, terceiro colocado do ranking, possui 110 milhões de clientes na modalidade pessoa física. O Itaú, quarto colocado, tem 100 milhões de pessoas físicas utilizando seus serviços. O Banco do Brasil ocupa a quinta colocação, com 81 milhões de clientes. A Caixa Econômica Federal manteve sua liderança nacional, com 158 milhões de pessoas com conta aberta no banco.

Em nota enviada à imprensa, o Nubank lembra que ingressou no top 5 dos bancos brasileiros no setor pessoa física em 2022. Desde então, a companhia subiu uma posição por ano e foi superando empresas tradicionais do segmento, como Banco do Brasil e Itaú.

De acordo com a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, 85% da base de clientes no Brasil manteve-se ativa mensalmente, e a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu seu patamar histórico mais alto no terceiro trimestre de 2025.

“Nossa base de mais de 112 milhões de clientes é fruto de um trabalho contínuo para oferecer produtos que façam sentido no cotidiano, com um atendimento humano e tecnologia que remove a complexidade do dia a dia”, afirma Chanes.

Além do avanço no Brasil, a companhia também busca expansão em outros países. Em setembro, a fintech pediu autorização para operar como banco nos EUA. A empresa encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro de 783 milhões de dólares, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: VEJA

Ferrovia Transnordestina avança em testes operacionais

A Ferrovia Transnordestina realizou, no domingo (11/01), seu segundo teste de transporte de carga, transportando 20 vagões carregados com 946 toneladas de sorgo pelo percurso de 585 km entre Bela Vista do Piauí (PI) e o Terminal Integrador de Iguatu (TIPI), no Ceará.

Neste primeiro período de testes, estão sendo transportadas cargas como soja, milho, farelo de soja e calcário. Além do teste com sorgo no domingo, já foi feito o mesmo percurso carregando mil toneladas de milho em 18 de dezembro. O trajeto levou cerca de 16 horas e 34 minutos.

Em operação desde dezembro de 2025, a ferrovia já alcançou 76% de avanço físico, com seis lotes em construção e os últimos dois lotes, o 9 e o 10, contratados recentemente. A expectativa do governo federal é que a obra seja concluída até 2028 e a primeira fase esteja 100% operacional em 2027.

Integração regional

De acordo com o secretário de Fundos e Instrumentos Financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Eduardo Tavares, a finalização dos 1.061 km da primeira fase possibilitará a conexão com outras ferrovias. “A partir do momento que essa ferrovia chegar ao Porto do Pecém, ela ganhará uma nova escala, e, inclusive, mais oportunidades para viabilizarmos outras expansões — como é o caso do Porto de Suape, em Pernambuco, e uma interligação com a Ferrovia Norte-Sul”, exemplificou.

Um dos diferenciais estratégicos da Transnordestina são seus terminais. Ao todo, serão seis terminais logísticos construídos pela concessionária ao longo dos 1.750 km da ferrovia. O Terminal Intermodal do Piauí (PI) e o Terminal Logístico de Iguatu (CE) já foram iniciados, e os demais ainda terão a localização definida.

20 anos de espera

A Ferrovia Transnordestina foi anunciada em 2006, há quase 20 anos, durante o primeiro mandato do presidente Lula. Inicialmente previsto para 2010, o projeto sofreu uma série de adiamentos e alterações no orçamento original de R$ 4,5 bilhões. Em 2016, apenas 600 km dos 1.753 km originais haviam sido construídos.

Deixada para escanteio nos mandatos seguintes após entraves, revisões contratuais e dificuldade de financiamento, a ferrovia recebeu novos investimentos mais recentemente, na atual gestão. Desde 2023, os recursos para financiamento da Transnordestina são captados pela Secretaria Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros (SNFI) do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

Fonte: Tecnologística

Acordo Mercosul-UE: exportações brasileiras podem crescer US$ 7 bilhões

Em um passo histórico que reforça a defesa do multilateralismo, a União Europeia e o Mercosul formalizam, no próximo dia 17, o maior acordo comercial entre blocos do mundo. Mesmo com a assinatura, ainda há um longo processo para que o pacto entre plenamente em vigor, o que pode levar anos. Isso ocorre porque, após ser assinado pelos dois blocos, tem de ser aprovado pelas casas legislativas de cada país-membro, embora não seja necessário que todos aprovem para que comece a valer nas nações que já aceitaram os termos.

Apesar da possibilidade de demora para a concretização, o governo federal espera que isso seja definido ainda este ano, de preferência no primeiro semestre, para que entre em vigor sem a necessidade de os outros três países do Mercosul — Argentina, Uruguai e Paraguai — também aprovarem internamente.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que espera uma votação pelo Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre.

“O acordo deve ser assinado nos próximos dias, e a nossa expectativa é de que a vigência ocorra este ano”, destacou o ministro. “Se o Congresso brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Já entra em vigência.”

Alckmin destacou, durante entrevista coletiva na sede da pasta, que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil — atrás somente da China — e que em 2025 movimentou US$ 100 bilhões na corrente de comércio — soma das exportações e importações.

Além disso, acrescentou que o acordo é um movimento que reforça o multilateralismo no mundo, após um ano marcado por guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com participação de outros países, como a China, que voltou a elevar as tarifas sobre a carne bovina importada.

“Num momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo. Mostra que é possível construir um comércio com regras, de abertura comercial, não do isolacionismo, mas do multilateralismo”, acrescentou o vice-presidente.

Apesar do otimismo com a aprovação ainda este ano, o gerente de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados, Josemar Franco, explicou que o histórico não é favorável no Congresso quando se trata de acordos internacionais no Congresso Nacional. “É um processo que pode levar de dois a três anos, em um cenário otimista”, avaliou. Além disso, mesmo que seja aprovado ainda em 2026, os efeitos sobre a balança comercial brasileira devem ser sentidos apenas daqui a quatro anos.

Por outro lado, o que pode jogar a favor do acordo é a força do setor produtivo dentro do Congresso, sobretudo do agronegócio, que pode se empenhar para acelerar as tratativas. “Então, nós não conseguimos observar uma força política significativa que seria contrário ao acordo. O agronegócio tem uma vontade muito grande de exportar mais para a Europa, assim como a indústria”, ressaltou Franco. Ele destacou que, mesmo com os efeitos sendo observados somente a longo prazo, a assinatura, por si só, já representa um passo histórico em um acordo que levou mais de duas décadas para se concretizar.

Maior receita

O acordo pode gerar um ganho significativo para as exportações de produtos fabricados no Brasil. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a parceria deve gerar um aumento de receita da ordem de US$ 7 bilhões para as empresas nacionais.

A Apex destacou que o acordo prevê uma redução imediata de tarifas para itens estratégicos da pauta exportadora brasileira, como máquinas e equipamentos de transporte, casos de motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Também pode haver ganhos com a venda de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.

Fonte: Correio Braziliense

Blogueiro de Serra de Talhada diz que município pode perder instalação do SESI/SENAI para Salgueiro

O blogueiro serra-talhadense Júnior Campos publicou um artigo neste fim de semana, afirmando que Serra Talhada pode perder a instalação do complexo SESI/SENAI para Salgueiro, caso não defina o terreno para a construção da obra.

De acordo com apuração feita pelo comunicador, a Prefeitura de Serra Talhada ainda não tomou uma decisão quanto à compra do terreno que seria destinado à instalação do equipamento do Sistema S, gerando insegurança no processo.

Campos diz que a prefeitura até encontrou um local com as condições ideias para a construção do complexo, mas apresentou uma proposta de compra considerada irrisória. Situado às margens da BR-232, nas proximidades da sede da PRF, o terreno possui 10 hectares e é totalmente plano, o que facilitaria a construção.

Júnior destaca que a indefinição tem chamado a atenção de municípios vizinhos, a exemplo de Salgueiro, que gostaria de receber o complexo. “O prefeito de Salgueiro, Fabinho Lisandro, teria oferecido um terreno ao Sistema S, colocando o município como forte concorrente para receber o SESI/SENAI caso Serra Talhada não resolva o impasse”, informa o blogueiro.

A Prefeitura de Serra Talhada ainda não se manifestou a respeito do artigo publicado pelo blogueiro local e não divulgou informações sobre a conclusão da negociação para a compra do terreno. “O que se apura é que o tempo joga contra o município, e a falta de decisão pode custar caro”, alerta o comunicador.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Empresas começam 2026 com o desafio de se adaptarem às novas regras da reforma tributária

As empresas brasileiras têm um desafio nesse começo de ano: as novas regras da reforma tributária. O primeiro vai ser com o modelo das notas fiscais.

A partir de agora, duas siglas – CBS e IBS – vão começar a aparecer no dia a dia dos consumidores na nota fiscal de produtos e serviços. São os dois novos impostos criados pela reforma tributária:

– Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal;

– Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de estados e municípios.

Em contrapartida, vão desaparecer cinco impostos que existem hoje: PIS, Cofins e IPI, além do ICMS e do ISS. Mas a substituição será gradativa. Por enquanto, é só um teste. Os novos impostos terão que ficar destacados na nota, mas durante 2026 só como demonstrativo, sem cobrança adicional. Segundo a Receita Federal, até o meio-dia de sexta-feira (2), 1,7 milhão de notas já foram emitidas da nova forma.

“Você vai ter que mudar seus sistemas, vai ter que estar acostumado agora com novo tributo, vai ter que fazer adaptação talvez em suas rotinas internas. Então, quanto mais tempo a gente puder disponibilizar para empresas se prepararem para emitir os documentos fiscais com destaque da CBS e IBS, melhor, para que essa transição seja suave”, afirma Juliano Neves, auditor fiscal e subsecretário de gestão corporativa da Receita Federal.

É o começo da reforma tributária na vida real. A inclusão da CBS e do IBS nas notas fiscais vai alimentar uma nova plataforma que vai gerenciar esses impostos. Essa ferramenta será lançada no dia 12 de janeiro. Ela é fundamental para superar uma das principais críticas ao modelo atual de cobrança: os tributos que se acumulam ao longo de uma cadeia de produção. A plataforma vai facilitar, por exemplo, recuperar o imposto pago em etapas anteriores.

Para as empresas do Simples Nacional, nada muda ainda. Elas só terão de destacar os dois novos impostos nas notas fiscais em 2027. Mas para as outras, o trabalho de adaptação já começou. Para cumprir as novas regras, as empresas têm que atualizar seus programas de emissão de notas e treinar as equipes de faturamento e contabilidade.

Mas a obrigação para emitir o novo documento fiscal desta forma ainda não começou. O governo precisa concluir a regulamentação da reforma. A partir daí, os empresários terão cerca de três meses para se adaptar ao sistema.
Segundo o tributarista Gabriel Quintanilha, 2026 será um ano de aprendizado, de testes e de ajustes nas medidas que vão colocar em prática a reforma tributária. Mas é o começo de uma grande mudança.

“Nós estamos diante da maior reforma tributária da história do Brasil desde a Constituição de 1988. Esse ano de testes é um ano que efetivamente deve ser utilizado como ensaio, como simulação, para que em 2027, quando a primeira fase da reforma de fato acontecer, as empresas possam efetivamente estar ajustadas e de acordo com essas novas regras”, afirma Gabriel Quintanilha, professor de Direito Tributário da FGV.

Fonte: Jornal Nacional

Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor

O novo salário mínimo, no valor de R$ 1.621, passou a valer nesta quinta-feira (1º). O reajuste, de 6,79% ou R$ 103, foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no último dia 10. O salário mínimo anterior era de R$ 1.518.

O novo valor foi informado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado no cálculo do reajuste anual do salário mínimo. O indicador registrou 0,03% em novembro e acumula 4,18% em 12 meses.

Pela estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo injetará R$ 81,7 bilhões na economia. O cálculo considera os efeitos sobre a renda, o consumo e a arrecadação, ainda que em um cenário de restrições fiscais mais rígidas.

Entenda

A regra do reajuste do salário mínimo determina que o valor tenha duas correções: uma pelo INPC de 12 meses acumulado até novembro do ano anterior, ou seja, 4,18%, e outra pelo crescimento da economia de dois anos.

No dia 4 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 2024, confirmando expansão em 3,4%.

No entanto, o arcabouço fiscal, mecanismo que controla a evolução dos gastos públicos, determina que o ganho acima da inflação seja limitado a um intervalo de 0,6% a 2,5%.

Pela regra, o salário mínimo de 2026 seria R$ 1.620,99 e, com o arredondamento previsto em lei, passa para R$ 1.621, reajuste de 6,79%.

Fonte: Agência Brasil

Tesouro aprova empréstimo de R$ 12 bilhões aos Correios

O Tesouro Nacional aprovou nesta quinta-feira (18) uma operação de crédito de até R$ 12 bilhões para os Correios, com taxa de juros de 115% do custo de captação. Apesar do valor total autorizado, a estatal só poderá utilizar R$ 5,8 bilhões em 2025, limite equivalente ao déficit primário neste o ano.

Em nota, o Tesouro afirmou que a operação aprovada reduziu de forma relevante o custo financeiro inicialmente estimado pela estatal.

“Em relação à proposta de operação anteriormente cogitada pela Companhia, a agora aprovada, dentro dos limites de juros definidos pela Secretaria do Tesouro Nacional, representa diferença substancial nos encargos, implicando redução do custo com juros para os Correios em quase R$ 5 bilhões”, diz o comunicado.

A operação foi estruturada com um conjunto de cinco instituições financeiras, sendo três privadas e duas públicas, e respeitou o teto de juros definido pelo Tesouro para financiamentos com garantia da União de 120% do CDI.

O crédito passou pela análise de capacidade de pagamento exigida para empresas estatais com plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado.

Segundo a pasta, a partir de agora, as minutas contratuais serão negociadas entre as partes envolvidas, sob supervisão da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e do Tesouro Nacional.

Apesar de a operação poder chegar ao valor total de R$ 12 bilhões, os Correios só têm autorização para executar, em 2025, despesas que resultem no déficit primário revisado de R$ 5,8 bilhões, conforme indicado no RARDP (Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias) do 5º bimestre.

Dessa forma, os recursos do financiamento serão direcionados exclusivamente para despesas já contempladas nesse resultado deficitário, em conformidade com os limites fiscais vigentes.

Para viabilizar o contrato, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aprovou uma resolução que criou um sublimite específico de R$ 12 bilhões para operações de crédito com garantia da União destinadas aos Correios.

A medida tem o intuito de realizar o financiamento previsto no plano de reestruturação econômico-financeira da empresa, aprovado no último dia 10 pela CGPAR (Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União).

Com a decisão, o limite global anual para contratações de operações de crédito em 2025 foi ampliado de R$ 27,4 bilhões para R$ 39,4 bilhões.

Segundo o Ministério da Fazenda, a criação do sublimite não gera impacto sobre a meta de resultado primário do governo federal.

Fonte: CNN