Lewandowski afirma que Judiciário solta presos porque ‘a polícia prende mal’

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta quarta-feira (19) que o Judiciário é obrigado a liberar detentos quando as prisões são conduzidas de maneira inadequada pela polícia. Segundo ele, “a polícia tem que prender melhor” para evitar solturas determinadas pela Justiça. A declaração foi dada durante a abertura da reunião do Conselho Deliberativo da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em Brasília.

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) destacou que a ausência de provas concretas e de processos bem instruídos impede a manutenção de suspeitos na prisão. “Nenhum juiz soltará um criminoso. Ele está lá para fazer justiça”, afirmou. Lewandowski também defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca aprimorar a atuação das forças de segurança no país. A proposta, segundo ele, pretende criar um “SUS da Segurança Pública”, com diretrizes unificadas entre os entes federativos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu o envio da PEC ao Congresso, argumentando que o Estado precisa demonstrar força no combate ao crime.

A PEC, no entanto, enfrenta resistência de governadores e parlamentares. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou a proposta, alegando que ela impõe subordinação normativa aos estados. Já o deputado Alberto Fraga (PL-DF), coordenador da “bancada da bala”, defendeu que o aumento do efetivo policial teria mais impacto na segurança do que as medidas previstas na PEC.

Entre as mudanças propostas, está a ampliação das competências da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que passaria a atuar também em ferrovias e hidrovias, sendo rebatizada como Polícia Viária Federal. A PEC também prevê que a Polícia Federal atue em crimes de repercussão interestadual ou internacional, especialmente no combate a organizações criminosas e milícias privadas.

O Ministério da Justiça assegurou ainda a separação entre o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional, buscando atender a demandas de governadores. Além disso, o Conselho Nacional de Segurança passaria a incluir representação da sociedade civil em sua composição.

Fonte: Jovem Pan

Garantia-Safra vai beneficiar mais de 79 mil agricultores em Pernambuco

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) começou a realizar os pagamentos do Garantia-Safra referente à safra 2023/2024 na terça-feira, 18 de março. No total, mais de R$ 670 milhões de reais serão destinados a mais de 558 mil agricultores em todo o Brasil. Apenas em Pernambuco, serão 79.134 agricultores atendidos.

A política, destinada a produtores com renda mensal de até 1,5 salário-mínimo cuja área plantada varie entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca, apoia agricultores familiares que sofreram perdas devido a eventos climáticos adversos, como secas e chuvas intensas, garantindo a segurança econômica e a continuidade da produção no campo.

O benefício é concedido aos agricultores e municípios que aderiram ao programa, quando há comprovação de perdas de pelo menos 50% da produção devido a fatores climáticos. O secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), Vanderley Ziger, destaca a importância do programa para mitigar os impactos da vulnerabilidade climática enfrentada por milhares de famílias, garantindo melhores condições para o planejamento da produção rural.

“O Garantia-Safra é uma política essencial que oferece suporte para milhares de agricultoras e agricultores que produzem os alimentos que chegam à nossa mesa. Além de reduzir os impactos das perdas causadas pelas adversidades climáticas, o programa contribui para a permanência das famílias no campo e para a sustentabilidade da produção agrícola”, afirma.

Regularização

Os agricultores aderidos ao Garantia-Safra que tiveram o pagamento do Benefício preventivamente bloqueado, poderão apresentar defesa contra o bloqueio por meio do serviço Solicitar Requerimento de Defesa após bloqueio do Benefício Garantia-Safra.

As defesas poderão ser apresentadas em até 60 dias a partir do dia 18 de março de 2025, conforme prazo previsto na Portaria MDA N° 03, de 03 de abril de 2023. Já os motivos dos bloqueios podem ser consultados por meio de acesso ao perfil do beneficiário(a) no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra.

Acesse a Portaria N° 319 de 14 de março de 2025, com a lista completa dos municípios. O pagamento do Garantia-Safra segue o calendário de pagamento dos benefícios sociais e será depositado em Conta Poupança Digital da Caixa Econômica Federal. Mais informações sobre o Garantia-Safra podem ser solicitadas à Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA pelo e-mail garantiasafra.cgs@mda.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-3319.

Falta de saneamento provocou mais de 340 mil internações no Brasil em 2024

O Brasil registrou mais de 344 mil internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado em 2024, sendo que 168,7 mil estão relacionadas a alguma infecção propagada por um inseto-vetor, principalmente a dengue.

Em segundo lugar, vêm as doenças de transmissão feco-oral (transmitidas pelas fezes de um indivíduo infectado), como as gastroenterites causadas por vírus, bactérias ou parasitas, com 163,8 mil casos.

Os dados são de pesquisa divulgada pelo Instituto Trata Brasil, nesta quarta-feira (19), antecipando o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de março.

Apesar do grande número absoluto – que representa quase 950 internações por dia – desde 2008, os registros têm caído, em média, 3,6% ao ano.

Situação nas regiões

A situação em algumas regiões é mais preocupante. No ano passado, a incidência de internações na Região Centro-Oeste foi a maior do Brasil – 25,5 – por causa do surto de dengue. Já a Região Norte registrou 14,5 internações a cada dez mil habitantes por doenças de transmissão feco-oral, o dobro da taxa brasileira.

Os estados em pior situação foram o Amapá, com incidência de 24,6 internações e Rondônia, com 22,2 internações por dez mil habitantes.

A Região Nordeste registrou uma taxa geral próxima da média brasileira, mas também se destacou negativamente na análise de transmissões feco-orais. Além da região ter a segunda maior taxa de incidência do país, com 12,6 internações a cada dez mil habitantes, no estado do Maranhão, essa taxa chegou a 42,5, seis vezes mais do que a média brasileira.

Apesar de não ser a única causa, essas doenças estão bastante relacionadas à falta de saneamento, já que são resultado da infecção por vírus, bactérias ou parasitas eliminados nas fezes de uma pessoa doente, e que são transmitidas para outras pessoas principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados e pela falta de higienização das mãos.

As doenças transmitidas por insetos também têm relação com o saneamento, porque o acúmulo de lixo favorece a proliferação desses animais.

Fonte: Agência Brasil

Maior estátua de Cristo do Brasil, abençoada pelo papa, será inaugurada

A maior estátua de Cristo do Brasil será inaugurada em 6 de abril em Encantado, no Rio Grande do Sul. A obra tem 43,5 metros — 5,5 metros a mais do que o Cristo Redentor, localizado no Rio de Janeiro (RJ). A cerimônia de inauguração contará com presença do Cardeal Silvano Maria Tomasi, enviado especial do Papa Francisco.

Em agosto de 2023, o pontífice abençoou um fragmento da palma da mão direita da estátua, que foi levado ao Vaticano por uma comitiva da Associação Amigos de Cristo de Encantado (AACE).

Chamada Cristo Protetor, a obra, esculpida por Markus Moisés Rocha Moura, está localizada no Morro das Antenas, 436 metros acima do nível do mar. Foram dois anos de construção da estátua, que foi finalizada em 2022.

A obra foi construída graças a doações da comunidade, de acordo com a AACE. “A obra de edificação do Cristo Protetor não conta com a aplicação de recursos públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais”, afirma o site da atração.

Fonte: Correio Braziliense

Com Alcolumbre e Hugo Motta, Lula anuncia nesta terça isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil mensais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta terça-feira, em evento no Palácio do Planalto, o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.

O evento será marcado por uma cerimônia curta com a presença do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) antes de Lula viajar para Sorocaba para uma visita a uma montadora.

O projeto é a prioridade número um do governo para 2025 no Congresso e a principal aposta do entorno de Lula para alavancar sua popularidade junto à classe média.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira que o cálculo do governo federal é que a ampliação da isenção do Imposto de Renda vai custar aos cofres públicos RS$ 27 bilhões. Haddad, se reuniu, pela manhã, com o presidente, para discutir os últimos detalhes do projeto que vai isentar do IR contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês.

— Nós vamos anunciar no dia 18 que quem ganha até R$ 5 mil não pagará mais Imposto de Renda neste país. Porque, na verdade, quem paga imposto de renda neste país é quem tem desconto na fonte, porque não tem como sonegar — disse Lula durante evento em Sorocaba, no interior de São Paulo na última sexta-feira.

— Nós vamos anunciar no dia 18 que quem ganha até R$ 5 mil não pagará mais Imposto de Renda neste país. Porque, na verdade, quem paga imposto de renda neste país é quem tem desconto na fonte, porque não tem como sonegar — disse Lula durante evento em Sorocaba, no interior de São Paulo na última sexta-feira.

Atualmente, o limite de isenção é de R$ 2.824, considerando o desconto simplificado de R$ 564,80. A mudança, se aprovada pelo Congresso até o ano que vem, só entra em vigor em 2026.

Para 2025, o governo já informou que pretende manter a faixa de isenção em dois salários mínimos (R$ 3.036,00), mas ainda não encaminhou o ato legal para isso.

Fonte: O Globo

Calendário Bolsa Família 2025: veja todas as datas de pagamento em março

O cronograma de pagamentos do Bolsa Família para março de 2025 começará nessa terça-feira, 18, com os primeiros pagamentos destinados às famílias cujo Número de Identificação Social (NIS) termina em 1.

A ordem de pagamento é determinada pelo último dígito do NIS de cada família, com aqueles terminando em 1 sendo pagos no primeiro dia do calendário, seguidos pelos terminados em 2 no dia seguinte, e assim sucessivamente até os com final 0, que recebem no último dia do ciclo de pagamentos. Este esquema é aplicado nos últimos dez dias úteis de cada mês, com exceção de dezembro, quando o início dos pagamentos é antecipado para o dia 10, garantindo que todos os beneficiários recebam antes do Natal.

Veja a seguir o calendário completo para março:

– 18 de março – NIS final 1

– 19 de março – NIS final 2

– 20 de março – NIS final 3

– 21 de março – NIS final 4

– 24 de março – NIS final 5

– 25 de março – NIS final 6

– 26 de março – NIS final 7

– 27 de março – NIS final 8

– 28 de março – NIS final 9

– 31 de março – NIS final 0

Mais sobre o Bolsa Família

Reintroduzido em março de 2023 pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Bolsa Família é voltado para famílias com renda per capita de até R$ 218, sendo necessário o registro no Cadastro Único (CadÚnico) para participar. O programa garante um benefício base de R$ 600 por família, com valores adicionais variando de acordo com a composição familiar.

Além do suporte financeiro, os valores do programa só são liberados se o beneficiário cumprir uma série de exigências nas áreas de saúde, educação e assistência social. Uma delas, por exemplo, é a frequência escolar das crianças.

Fonte: Estadão

Suspeita de matar menina grávida para roubar bebê disse que agiu sozinha

Uma mulher de 25 anos foi presa por suspeita de matar uma adolescente grávida para ficar com o bebê dela em Cuiabá. Em depoimento à polícia, ela deu detalhes sobre o crime e disse que agiu sozinha.

A vítima, Emilly Beatriz de Azevedo Sena, 16, desapareceu após sair para buscar doações de roupas para a bebê na tarde de quarta-feira. Familiares dela buscaram a polícia quando perceberam que a menina, que estava no nono mês de gestação, não voltou para casa, em Várzea Grande.

À noite, horas após o desaparecimento da adolescente, a suspeita do crime, Nataly Helen Martins, foi até o hospital para registrar uma bebê. Ela alegou que deu à luz a criança, mas a equipe médica desconfiou que ela estivesse mentindo e chamou a polícia.

O marido de Nataly, Cristian Albino Cebalho, usou as redes sociais para publicar uma foto da bebê roubada afirmando que ela era filha dele. “Seja bem-vinda, minha filha”, disse na publicação. Nataly e Cristian foram levados à delegacia para prestar esclarecimentos porque a polícia desconfiou que os dois casos tivessem ligação e foi até a casa dos suspeitos.

“Chegou no hospital uma mulher querendo fazer a declaração de nascido vivo com o argumento de que teria dado à luz em casa, mas as médicas verificaram que ela não tinha nenhum indicativo de que havia dado à luz”, detalhou o delegado Caio Albuquerque.

O corpo de Emilly foi encontrado em uma cova rasa no quintal da casa do irmão da suspeita. Ela estava amarrada, tinha sinais de estrangulamento e a barriga cortada, segundo o delegado responsável pelo caso.

Casal foi preso em flagrante por suspeita de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, mas Cristian foi liberado após Nataly afirmar em depoimento que agiu sozinha. Outras duas pessoas também foram detidas e liberadas em seguida, mas a polícia investiga se mais pessoas ajudaram a mulher a cometer o crime. Na tarde de ontem, Nataly passou por audiência de custódia e a prisão preventiva foi decretada.

À polícia, Nataly disse que sofreu abortos, mas os escondeu da família porque tinha o sonho de ser mãe novamente. Ela também afirmou que cavou o buraco para enterrar o corpo de Emilly antes da chegada da adolescente no local.

Recém-nascida está no hospital e passa bem. Não há informação sobre o que acontecerá com a criança.

Fonte: UOL

Governo consulta governadores sobre redução de imposto de alimentos

O governo federal vem consultando governadores estaduais sobre a possibilidade de zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de produtos da cesta básica, como uma tentativa de conter a alta dos preços dos alimentos. No entanto, há resistência de estados, já que o imposto representa uma parte importante da arrecadação.

Na última semana, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (REP), foram contatados sobre o tema, apontou o jornalista Gustavo Camarotti, da Rede Globo.

Desde esta sexta-feira, 14, o governo zerou o imposto de importação de alimentos como carne, açúcar, milho e café, justamente para tentar reduzir os preços nos mercados. A escalada dos preços de alimentos preocupa o Planalto, pois impacta diretamente a inflação e a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, assegurou que as medidas não trarão prejuízo aos produtores nacionais e que o Brasil importa pequenas quantidades desses alimentos e que a isenção do imposto servirá apenas como complemento para equilibrar os preços.

Outra ação do governo é a ampliação do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA). Com a mudança, produtos inspecionados em estados e municípios poderão ser comercializados nacionalmente, aumentando a competitividade e reduzindo custos.

O governo também pretende fortalecer os estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para garantir a oferta de alimentos e conter a alta de preços em períodos críticos, evitando oscilações prejudiciais ao consumidor.

Além disso, os financiamentos do Plano Safra serão direcionados à produção de itens da cesta básica, com incentivos para agricultores que abastecem o mercado interno. A expectativa é estimular a produção e contribuir para a estabilização dos preços dos alimentos.

Fonte: Terra

Pagamento do Garantia-Safra 2023/2024 começa no dia 18 de março

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia, dará início a partir do dia 18 de março aos pagamento do benefício Garantia-Safra referente à safra 2023/2024. Nesta primeira etapa, 558.686 agricultores familiares de 744 municípios em 11 estados serão contemplados, totalizando um investimento de R$ 670 milhões.

O benefício é concedido quando há comprovação de perdas de pelo menos 50% da produção devido a fatores climáticos. A medida visa apoiar agricultores familiares que sofreram perdas devido a eventos climáticos adversos, como secas e chuvas intensas, garantindo a segurança econômica e a continuidade da produção no campo.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o programa é essencial para a manutenção da agricultura familiar e para a segurança alimentar do país. “O Garantia-Safra é uma política fundamental. Não apenas garante um suporte financeiro essencial para milhares de famílias no campo, mas também fortalece a produção rural e a segurança alimentar do país. O compromisso do Governo Lula é assegurar que esses trabalhadores tenham condições de continuar produzindo e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do Brasil”, destaca Vanderley Ziger, secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF/MDA).

O Garantia-Safra é destinado a produtores com renda mensal de até 1,5 salário-mínimo, cuja área plantada varie entre 0,6 e 5 hectares de feijão, milho, arroz, algodão ou mandioca. O Programa, considerado uma medida importante no fortalecimento e sustentabilidade no campo, atua mitigando os impactos da vulnerabilidade climática enfrentada por milhares de famílias, garantindo melhores condições para o planejamento da produção rural.

O pagamento do Garantia-Safra segue o calendário de pagamento dos benefícios sociais e será depositado em Conta Poupança Digital da Caixa Econômica Federal. A relação nominal dos municípios que terão o benefício autorizado no mês de março será publicada e editada em Portaria específica, com o começo dos pagamentos no dia 18 de março.

Clique e confira se você tem direito ao benefício

Moraes libera para julgamento denúncia contra Bolsonaro e outros sete

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta quinta-feira (13) para julgamento a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis investigados pela trama golpista.

Com a liberação da denúncia para julgamento, caberá ao presidente da Primeira Turma do STF, ministro Cristiano Zanin, marcar a data do julgamento.

Os ministros do colegiado vão decidir se Bolsonaro e os demais acusados viram réus e passam  a responder a processo criminal na Corte pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada,  dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia que será julgada envolve o núcleo 1 da investigação sobre a trama golpista,  acusado de liberar a tentativa de impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Lula da Silva.

Foram denunciados:

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República

– General Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e vice na chapa de Bolsonaro em 2022)

– General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);

– Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);

– Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal);

– Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);

– Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa);

– Mauro Cid (delator de ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Primeira Turma

O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

 Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

A data do julgamento ainda não foi definida. Considerando os trâmites legais, o caso pode ser julgado ainda neste primeiro semestre de 2025.

Fonte: Agência Brasil

Governo prevê corte de R$ 7 bilhões no orçamento do Bolsa Família para incluir novos gastos

O governo federal pediu à Comissão Mista de Orçamento (CMO) o remanejamento de R$ 39,5 bilhões em despesas no projeto da Lei Orçamentaria Anual para 2025. Para acomodar novos gastos, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propõe cortar despesas de diversos ministérios e fundos.

Do programa Bolsa Família, a redução será de R$ 7,6 bilhões. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, diz que a redução considera os efeitos do pente-fino no programa social, que permitiu reduzir a previsão de despesas, e que não se trata de corte de beneficiários.

Há reduções também em diversos fundos e reservas de contingência de ministérios.

Para atender à determinação do Tribunal de Contas da União (TCU) de incluir o Pé-de-Meia no orçamento, o governo propõe um puxadinho. Vai destinar R$ 1 bilhão para o programa na LOA, dinheiro insuficiente para custeá-lo até dezembro.

Segundo o relator do projeto do Orçamento deste ano, senador Angelo Coronel (PSD-BA), para dar conta dos outros cerca de R$ 11 bilhões necessários ao custeio do programa, o governo enviará sucessivos projetos de lei, sempre que necessário, para abrir crédito extraordinário e remendar a LOA.

Randolfe disse que nos próximos 60 dias o governo deverá levantar novos remanejamentos possíveis para cumprir integralmente a determinação do TCU, que em fevereiro deu 120 dias para a inclusão da despesa com o programa no orçamento.

O Vale-Gás, cuja previsão no texto era inferior à necessidade do governo, terá R$ 3 bilhões a mais, que serão somados aos R$ 600 milhões previstos na primeira versão do projeto. O governo planeja mudar o nome e o desejo desse programa, que passará a chamar Gás para Todos.

O ajuste de despesas que estarão no projeto do Orçamento caso o relator inclua o pedido do governo considera ainda acréscimos para Embrapa e Polícia Federal, para benefícios previdenciários e para o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Para a Polícia Federal, o ofício enviado pelo Ministério do Planejamento à CMO prevê um acréscimo de R$ 239,5 milhões, que consideram despesas para Interpol, administração de unidades, pagamento a servidores aposentados que se apresentem voluntariamente e para combate.

Fonte: Folha de São Paulo

DJ Ivis é condenado a 8 meses de prisão por agredir esposa

Iverson de Souza Araújo, conhecido como DJ Ivis, foi condenado a oito meses e oito dias de prisão após ter agredido sua esposa. A sentença foi dada após quase 4 anos do crime, e o Ministério Público entrou com um recurso para aumentar a pena aplicada pela Justiça do Ceará.

O cantor e produtor musical foi preso em 14 de julho de 2021, em Fortaleza, após o episódio de agressão contra Pamella Holanda vir à tona. Imagens gravadas por câmera de segurança interna do imóvel mostram o DJ batendo na vítima na frente da filha menor de idade e de outras duas pessoas.

As imagens do dia 2 de julho foram divulgadas nas redes sociais da dela e logo ganharam proporção nacional. Ivis foi solto no dia 22 de outubro de 2021 e respondia pelo crime em liberdade.

Segundo o MP, a Vara Única Criminal da cidade de Eusébio (CE) condenou o cantor por ameaça e violência doméstica e familiar, na última quinta-feira, 6. Por não concordar com o tempo de pena, a 2ª Promotoria entrou com um recurso na sexta, 7, devido às circunstâncias do crime.

“Para a Promotoria de Justiça do município, a pena deve ser mais severa considerando as circunstâncias do caso. Além disso, o MP do Ceará entende que, conforme a jurisprudência dos tribunais superiores, a possível reconciliação do casal não impede a responsabilização do denunciado”, afirmou em nota o órgão.

Fonte: Terra

Parceiros e ex são agressores em 70% dos casos de violência contra mulher

Em quase 70% dos casos de violência contra a mulher, os agressores são os próprios parceiros ou ex-parceiros. É o que aponta a pesquisa “Visível e Invisível: a vitimização de mulheres no Brasil”, do Fórum de Segurança Pública e do Instituto Datafolha.

Atuais companheiros somam 40% dos agressores. Ex-companheiros vêm na sequência, somando 26% dos responsáveis por agressões a mulheres no Brasil.

Esse número praticamente dobrou em relação a 2017, primeiro ano da pesquisa conduzida pelo Fórum. Naquele ano, parceiros e ex-parceiros eram autores de 36,4% dos casos.

57% das vítimas foram agredidas dentro da própria casa. Além de a pesquisa mostrar que as mulheres não estão seguras com os homens com quem se relacionam, revela que o lar também não é um ambiente seguro, já que é o principal palco da violência doméstica.

Ainda segundo a pesquisa, os índices de violência de gênero atingiram seu maior patamar desde 2017. “Para analisar esse aumento de casos em todos os tipos de violência, não podemos desconsiderar o fato de que cada vez mais mulheres têm se reconhecido como vítimas de violência”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “Antes, violências que eram naturalizadas agora são reconhecidas, e isso tem a ver com novas tipificações de leis para esses crimes.”

Testemunhas silenciosas

Os dados apontam um aumento em todos os tipos de violência contra a mulher. Cada mulher brasileira vivenciou ao menos três violências no ano de 2024.

A pesquisa mostra ainda que 91,8% das agressões a mulheres em 2024 foram testemunhadas. Em quase um terço dos casos, os próprios filhos da vítima presenciaram as agressões.

Maioria das vítimas não reage nem procura ajuda. Segundo a pesquisa, 47,4% das mulheres que sofrem violência doméstica não fazem nada. Quando buscam ajuda, diz o documento, 19,2% procuram familiares e 15,2% pedem socorro a amigos.

A polícia vem em quarto lugar. Apenas 14,2% das vítimas procuram órgãos oficiais como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou delegacias comuns (10,3%).

Falta de provas e medo de represálias. O principal motivo alegado pelas mulheres para não procurarem a polícia é terem resolvido a situação sozinhas (36,5%), seguido pela falta de provas (17,7%). O medo de represálias (13,9%) e a descrença na capacidade da polícia de oferecer solução (14,0%) também são fatores relevantes.

Fonte: UOL