Brasil conecta 6,1 milhões de novos usuários à internet em apenas dois anos, aponta IBGE

O acesso à internet no Brasil segue um bom momento de crescimento. Isso porque, a “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua): TICs” mostrou que o número de pessoas conectadas à internet aumentou em 6,1 milhões nos últimos dois anos, atingindo 89,1% da população com 10 anos ou mais em 2024. Em 2019, esse percentual era de 79,5% e, em 2016, início da série histórica, apenas 66,1% dos brasileiros utilizavam a internet.

O avanço não está restrito às grandes capitais: as regiões Norte e Nordeste lideraram a expansão do acesso entre 2019 e 2024, com crescimento de 18,2% e 17,2%, respectivamente. Essa evolução está acima da média das demais regiões, resultando em uma redução significativa das desigualdades regionais de conectividade. A região Centro-Oeste manteve o maior percentual de usuários em 2024, com 93,1% da população conectada.

A inclusão digital tem sido prioridade para o Ministério das Comunicações, que, por meio de programas e projetos estratégicos, tem ampliado a infraestrutura digital do país e levado internet para áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas e regiões isoladas. “A inclusão digital é um dos pilares do nosso trabalho. Levamos internet para quem mais precisa, seja em áreas rurais, comunidades indígenas, quilombolas ou regiões isoladas. Cada nova conexão significa mais oportunidades, mais educação, mais desenvolvimento”, afirma o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O crescimento no número de usuários está relacionado às políticas públicas da Pasta, com ações como os editais de 4G e 5G para ampliar a cobertura em municípios, estradas e áreas remotas; o programa Wi-Fi Brasil, que garante conexão à internet em banda larga satelital de forma gratuita ao cidadão, com o objetivo de promover a inclusão digital em todo o território brasileiro; e a iniciativa Internet Brasil, que oferece chips com pacote de dados gratuitos para estudantes da rede pública.

Também são destaques a expansão das infovias e redes de fibra óptica, que reduzem custos e ampliam a velocidade da internet, e o uso de recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para financiar projetos de infraestrutura digital, como redes móveis e data centers.

Os esforços do governo federal têm resultado em um crescimento mais equilibrado da conectividade entre áreas urbanas e rurais, reduzindo as diferenças históricas no acesso à tecnologia. A PNAD Contínua mostra que o uso da internet em áreas rurais vem registrando forte expansão, aproximando-se cada vez mais da média das cidades.

“Estamos construindo um Brasil conectado, preparado para os desafios de uma economia digital, com serviços públicos mais eficientes e acessíveis. Nossa meta é universalizar o acesso à internet até 2026”, finalizou Frederico de Siqueira Filho.

A PESQUISA

Desde 2016, o módulo anual de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua analisa o acesso à Internet e à televisão e a posse de telefone móvel celular para uso pessoal, com detalhamento geográfico para Brasil e Unidades da Federação.

Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra acusado de furtos em comércios e residências de Salgueiro

Um homem acusado de diversos furtos em estabelecimento comerciais e residências de Salgueiro foi preso pela Polícia Civil na tarde desta quinta-feira, 24, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.

A ação envolveu policiais da equipe de investigação da Delegacia de Polícia Civil da 193a Circunscrição de Salgueiro, sob a coordenação do delegado Tiago Pires Vitoriano Callou.

Os agentes investigavam os crimes há mais de dois meses, após registros dos boletins de ocorrência. O homem foi identificado e o delegado reapresentou por sua prisão, cumprida hoje.

Depois de passar pelos procedimentos legais, o acusado será levado ao Presídio Regional de Salgueiro, onde aguardará a audiência de custódia.

A ação reforça o compromisso da Polícia Civil com a segurança pública e o combate a crimes, através do programa Juntos pela Segurança.

Da redação do Blog do Chico Gomes 

Veja ranking de cidades e estados mais violentos do Brasil

O Brasil registrou em 2024 a menor taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI) desde 2012, com 20,8 casos por 100 mil habitantes, uma queda de 5,4%. Contudo, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025 revelam que a violência letal segue concentrada nas regiões Norte e Nordeste, com os estados do Amapá e da Bahia liderando o ranking dos mais violentos do país.

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, coordenado por Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, divulgou um panorama detalhado da violência letal no Brasil em 2024.

O relatório aponta uma redução geral nas Mortes Violentas Intencionais (MVI), que totalizaram 44.127 casos com uma taxa de 20,8 por 100 mil habitantes. Esta é a menor taxa de MVI desde 2012, representando uma redução de 5,4% em relação ao ano anterior. A categoria MVI engloba homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

Veja ranking

Apesar dessa queda nacional, a violência se manifesta de forma bastante desigual. As regiões Nordeste (33,8 por 100 mil) e Norte (27,7 por 100 mil) continuam sendo as mais violentas do país. Em contraste, as regiões Sudeste (13,3 por 100 mil) e Sul (14,6 por 100 mil) concentram as menores taxas de MVI.

Ranking dos 10 Estados mais Violentos em 2024

1. Amapá: 45,1
2. Bahia: 40,6
3. Ceará: 37,5
4. Pernambuco: 36,2
5. Alagoas: 35,4
6. Maranhão: 27,8
7. Mato Grosso: 27,0
8. Pará: 25,8
9. Amazonas: 23,7
10. Rondônia: 21,7

Ranking das 10 Cidades mais Violentas

O Anuário detalha as dez cidades com as maiores taxas de MVI, e todas elas estão localizadas na região Nordeste. A violência nessas áreas é frequentemente associada a disputas entre facções do crime organizado pelo controle do tráfico de drogas.

1 – Maranguape (CE): 79,9
2 – Jequié (BA): 77,6
3 – Juazeiro (BA): 76,2
4 – Camaçari (BA): 74,8
5 – Cabo de Santo Agostinho (PE): 73,3
6 – São Lourenço da Mata (PE): 73,0
7 – Simões Filho (BA): 71,4
8 – Caucaia (CE): 68,7
9 – Maracanaú (CE): 68,5
10 – Feira de Santana (BA)

Fonte: CNN

CNJ anuncia vazamento de 11 milhões de chaves PIX

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Banco Central informaram que um incidente de segurança causou o vazamento de 11 milhões de chaves Pix nos dias 20 e 21 de julho.

Incidente ocorreu no Sisbajud (Sistema de Busca de Ativos Financeiros do Judiciário). É uma ferramenta eletrônica que permite ao Poder Judiciário solicitar informações e realizar bloqueios de contas bancárias e aplicações financeiras por determinação judicial.

Foram acessados os seguintes dados: nome da pessoa, chave Pix, nome do banco, número da agência e número da conta. Segundo o CNJ, não houve vazamento de qualquer dado protegido pelo sigilo bancário, como saldos, senhas ou extratos, nem acesso a valores depositados.

A Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados foram comunicadas. O CNJ informou que todas as medidas de segurança para proteger os usuários foram prontamente adotadas. O órgão não deu mais detalhes sobre o incidente.

O CNJ anunciou que vai abrir um canal para consulta dos usuários afetados. “É importante ressaltar que os dados expostos não permitem fazer movimentações ou transferências financeira nem acessar contas bancárias. Ainda assim, por cautela, é importante lembrar que a exposição de dados cadastrais gera riscos. Por essa razão, o CNJ reforça as recomendações de segurança que os bancos já divulgam com frequência”, disse em nota.

Fonte: UOL

Milícia: PMs são presos por cobrar taxas e extorquir comerciantes no Grande Recife

Um grupo de policiais militares e ex-agentes foi preso preventivamente por determinação da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Seis PMs, entre eles um policial reformado e ex-vereador, são acusados de formarem milícia privada em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Em julho do ano passado, os acusados chegaram a ser presos temporariamente durante uma operação da Polícia Civil. Na época, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu a prisão preventiva, que foi negada pela Vara Criminal de Abreu e Lima. O órgão recorreu, e, por unanimidade, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal acolheram o recurso e decretaram a prisão dos réus.

Na decisão, os magistrados destacaram que as extorsões continuaram mesmo após a primeira prisão, com redistribuição de funções dentro do grupo e maior coação à população. “Isso corrobora com o decreto de prisão preventiva como medida de proteção à ordem pública”, afirma o texto.

O esquema

Segundo relatório do Grupo de Operações Especiais (GOE), a organização criminosa começou a ser investigada em 2023. De acordo com as denúncias, o grupo cobrava “taxas de proteção” que variavam entre R$ 40 e R$ 50 por semana aos comerciantes da região. Aqueles que se recusavam a pagar eram ameaçados de ter os estabelecimentos saqueados. O esquema teria mais de uma década de atuação no município.

Conforme relatório do GOE, a milícia seria encabeçada pelo policial militar da reserva e ex-vereador de Abreu e Lima Rostand Cavalcanti Belém. Ele é acusado de praticar “rachadinhas” na Câmara de Vereadores do município, durante os anos de 2013 a 2020, quando foi parlamentar e, segundo uma das testemunhas ouvidas pelo GOE, seria o responsável por receber os pagamentos dos comerciantes.

Rostand e outros cinco policiais militares da ativa foram presos entre os dias 11 e 14 de julho e estão recolhidos no Centro de Reeducação da PMPE.

Conforme denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), os demais PMs detidos seriam responsáveis pelo patrulhamento na região. “Atuando através de controle armado, intimidavam e extorquiam moradores e comerciantes sob o pretexto de garantir a segurança contra criminosos na área de atuação”, diz trecho.

Fonte: Diario de Pernambuco

PF e CGU combatem fraude em licitação em quatro estados e no DF

A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira, (23/7), em Cuiabá/MT, Várzea Grande/MT, Rondonópolis/MT, Brasília/DF, Rio de Janeiro/RJ, Boa Vista/RR e Campo Grande/MS, a operação Portare, com o objetivo de combater a corrupção e a falta de lisura nos certames licitatórios em contratos firmados com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-Cuiabá).

Além do cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foi deferida medida de sequestro de bens em face de 10 envolvidos, que somadas perfazem a quantia de cerca de R$ 20 milhões. Dois servidores públicos foram afastados dos seus cargos.

A investigação teve início a partir de denúncias anônimas que indicavam a inexecução contratual, com indícios de superfaturamento no contrato de fornecimento de veículos para o DSEI-Cuiabá. A contratação emergencial aconteceu nos anos de 2023 e 2024, inclusive com informações de favorecimento da contratada, fraudes e acertos prévios entre agentes públicos e particulares.

O prejuízo ao erário identificado atinge o valor de R$ 1,3 milhão, além do pagamento de vantagem indevida a servidores e outras irregularidades.

No decorrer da apuração, a Polícia Federal também identificou que alguns servidores do DSEI-Cuiabá recebiam vantagem indevida de particulares, para que favorecessem suas empresas nas contratações junto ao órgão.

Em licitação homologada em 2025 para a contratação de serviços de locação de veículos, cujo principal item foi vencido com proposta de R$ 25 milhões, apurou-se novos indícios de irregularidades.

Fonte: Polícia Federal

Governo avalia viabilidade de o Brasil criar seu próprio GPS

Um grupo de especialistas vai estudar a viabilidade de o Brasil desenvolver seu próprio sistema de geolocalização por satélite, um empreendimento de altíssima complexidade e custo. Formado por representantes de ministérios, da Aeronáutica, de agências e institutos federais e da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, o grupo técnico deve diagnosticar as eventuais consequências do país depender de sistemas de posicionamento, navegação e tempo controlados por outras nações.

O grupo foi criado no início deste mês, por meio da Resolução nº 33, do Comitê de Desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro. Assinada pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, Marcos Antonio Amaro dos Santos, a resolução estabelece um prazo de 180 dias, contados a partir de 14 de julho, para que o grupo entregue ao ministro um relatório com suas conclusões e sugestões.

“O grupo ainda está se organizando”, explicou nesta segunda-feira (21), em entrevista à Agência Brasil, Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB), um dos 14 órgãos e entidades que vão compor o grupo, que poderá convidar representantes de outras instituições aptos a contribuir com os objetivos estratégicos do grupo.

“Vamos procurar entender os gargalos, as dificuldades, os prós e contras de desenvolvermos um sistema destes”, acrescentou Leonardi, destacando a importância dos atuais sistemas de navegação por satélite – dentre os quais, o mais conhecido é o estadunidense GPS (do inglês, Sistema de Posicionamento Global), operado pela Força Espacial dos Estados Unidos.

“No Brasil, historicamente, priorizamos o debate acerca de outros aspectos espaciais, como a necessidade de termos satélites para monitoramento territorial. Agora, vamos discutir se queremos ou não ter nosso próprio sistema de navegação; o investimento necessário para fazê-lo e, se for o caso, a necessidade nacional de ter um sistema global ou um sistema regional, capaz de cobrir todo nosso território. Qualquer que seja o caso, se o país concluir que deve fazer isso, o patamar de investimentos terá que ser muitas vezes maior que o atualmente investido no programa espacial brasileiro”, concluiu Leonardi, admitindo a complexidade da empreitada, que exige capacidade tecnológica para projetar, fabricar e lançar satélites capazes de transmitir, do espaço para a terra, sinais precisos.

Fonte: Agência Brasil

Nobel de Economia elogia Pix e sugere que Brasil criou o futuro do dinheiro

Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel de Economia, sai em defesa do Pix e pergunta: “O Brasil inventou o futuro do dinheiro?”. Em sua coluna semanal, publicada nesta terça-feira no subtrack, o americano questiona a situação das criptomoeadas nos EUA e diz que o governo de Donald Trump deveria olhar o Brasil como referência no sistema de pagamento e de inovação financeira. Ele ainda aplaude a decisão do país de julgar seu ex-presidente, no caso Jair Bolsonaro.

Os comentários estão sendo feitos uma semana depois que o governo dos EUA decidiu abrir uma investigação contra o sistema de pagamentos no Brasil, o que poderia acarretar em novas sanções e tarifas contra o país.

O título deixa claro seu elogio: “O Brasil criou o futuro do dinheiro?”.

Seu gancho foi o anúncio, na semana passada, na Câmara dos Deputados dos EUA, da aprovação da Lei Genius, que, segundo ele “impulsionará o crescimento das stablecoins, abrindo caminho para futuros golpes e crises financeiras”. “Na quinta-feira, a Câmara também aprovou um projeto de lei que impediria o Federal Reserve de criar uma moeda digital do banco central (CBDC), ou mesmo estudar a ideia”, disse Krugman.

“Por que os republicanos estão tão aterrorizados com a ideia de um CBDC que estão literalmente ordenando que o Fed pare de pensar nisso?”, questionou.

Segundo ele, em 2022, o “Fed emitiu um relatório preliminar sobre a possibilidade de criar um CBDC, que descreveu como “análogo a uma forma digital de papel-moeda”. “Atualmente, os americanos podem manter e gastar uma forma de responsabilidade do Federal Reserve: pedaços de papel verde com fotos de presidentes mortos. Um CBDC expandiria esse direito, permitindo-nos manter e gastar depósitos no Fed, que, como todos os depósitos hoje em dia, seriam apenas registros digitais”, disse.

“Se isso soa estranho, você deve perceber que já temos o que equivale à moeda digital do banco central – mas apenas para instituições financeiras. Os bancos mantêm contas no Fed e podem transferir fundos entre si por meio de um sistema de pagamentos eletrônicos. Por que não deveriam ser disponibilizados recursos comparáveis para pessoas físicas e empresas não financeiras?”, questionou.

Segundo ele, os republicanos dizem que estão preocupados com a invasão de privacidade, que um CBDC abriria as portas para a vigilância generalizada do governo. “Mas lembre-se, essas são as pessoas que entregaram dados pessoais do Medicaid ao ICE para facilitar prisões e sequestros”, alertou.

“Se você acha que eles estão profundamente preocupados com a vigilância em potencial, tenho algumas memecoins da família Trump que você pode querer comprar”, ironizou.

Segundo ele, o que os republicanos realmente temem, “com razão, é a probabilidade de muitas pessoas preferirem um CBDC a contas bancárias privadas, especialmente, mas não apenas, stablecoins”. “E, em geral, qualquer tentativa de criar um CBDC completo enfrentaria forte oposição do setor financeiro”, constatou.

“Mas e a possibilidade de criar um CBDC parcial? Poderíamos manter contas bancárias privadas, mas fornecer um sistema eficiente e público para fazer pagamentos a partir dessas contas?”, ponderou.

E é neste aspecto que o Brasil é usado como modelo.

“Sim, nós poderíamos. Sabemos disso porque o Brasil já fez isso”, apontou.

“A maioria das pessoas provavelmente não pensa no Brasil como líder em inovação financeira. Mas a economia política do Brasil é claramente muito diferente da nossa – por exemplo, eles realmente colocam ex-presidentes que tentam anular as eleições em julgamento”, disse, numa referência a Jair Bolsonaro.

“E os grupos de interesse cujo poder, pelo menos por enquanto, torna impossível uma moeda digital dos EUA parecem ter muito menos influência lá. O Brasil está, de fato, planejando criar uma CBDC. Como primeiro passo, em 2020 introduziu o Pix, um sistema de pagamento digital administrado pelo banco central”, contou.

Ele compara o Pix a uma “versão pública do Zelle, o sistema de pagamento operado por um consórcio de bancos privados dos EUA”. “Mas o Pix é muito mais fácil de usar. E enquanto o Zelle é grande, o Pix se tornou simplesmente enorme, usado por 93 % dos adultos brasileiros. Parece estar substituindo rapidamente dinheiro e cartões”, disse.

Citando um relatório do FMI, Krugman destaca como as transações Pix ocorrem quase instantaneamente. “Um pagamento Pix é liquidado em 3 segundos em média contra 2 dias para cartões de débito e 28 dias para cartões de crédito”, disse.

Ele também aponta que os custos de transação são baixos. “As autoridades estabeleceram uma exigência de que o Pix seja gratuito para pessoas físicas, e o custo de uma transação de pagamento para empresas/comerciantes é de apenas 0,33% do valor da transação, contra 1,13% para cartões de débito e 2,34% para cartões de crédito”, disse.

“Não posso deixar de notar que o Pix está realmente alcançando o que os impulsionadores de criptomoedas alegaram, falsamente, ser capaz de entregar por meio do blockchain – baixos custos de transação e inclusão financeira”, comparou. “Compare os 93% dos brasileiros que usam o Pix com os 2%, isso mesmo, 2% dos americanos que usaram criptomoeda para comprar algo ou fazer um pagamento em 2024”, escreveu.

Fonte: UOL

Fux vota contra tornozeleira eletrônica e cautelares impostas a Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do STF, divergiu da maioria da 1ª turma e se posicionou contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de uso de redes sociais. Para o ministro, as restrições violam, sem justificativa concreta, direitos fundamentais como a liberdade de locomoção e de expressão.

A 1ª turma analisou, em plenário virtual, o referendo da decisão do relator, ministro Alexandre de Moraes, que impôs as cautelares no contexto de investigação sobre suposto atentado à soberania nacional. Entre as medidas determinadas estão: tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, apreensão de celular, proibição de uso de redes sociais e vedação de contato com embaixadores.

Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o relator, formando maioria de 4 a 1 pela manutenção das cautelares.

O caso

As medidas cautelares contra o ex-presidente foram determinadas em 18 de julho, com base em indícios de que o ex-presidente teria atuado, em conjunto com o deputado Eduardo Bolsonaro, para obstruir a Justiça e constranger o STF por meio de pressões internacionais.

A decisão apontava tentativas de submeter o Supremo ao “crivo de outro Estado”, com o envolvimento do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e articulações voltadas à aplicação da Lei Magnitsky – legislação norte-americana que autoriza sanções por violações de direitos humanos.

Desproporcional

Último a votar, o ministro Luiz Fux abriu divergência e se posicionou contra a manutenção das medidas. Para ele, as medidas “restringem desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”.

O ministro destacou que Bolsonaro tem domicílio certo e passaporte retido, e que nem a Polícia Federal nem a Procuradoria-Geral da República apresentaram provas novas de tentativa de fuga ou planejamento nesse sentido. “Carece a tutela cautelar do preenchimento dos requisitos do periculum in mora e do fumus comissi delicti”, afirmou.

Fux criticou especialmente a proibição genérica do uso de redes sociais. Citando precedentes do ministro Celso de Mello, pontuou que esse tipo de impedimento “confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão” e advertiu que “o exercício da jurisdição cautelar por magistrados e Tribunais não pode converter-se em prática judicial inibitória […] da liberdade constitucional de expressão e de comunicação, sob pena de o poder geral de cautela atribuído ao Judiciário transformar-se, inconstitucionalmente, em inadmissível censura estatal”.

Além disso, rebateu a ideia de que as ações atribuídas a Eduardo Bolsonaro poderiam influenciar o julgamento da Ação Penal contra o ex-presidente. “Juízes julgam conforme a sua livre convicção, em análise dos elementos fáticos e jurídicos constantes de cada caso.”

Fux também frisou que “as medidas de coerção e de restrição devem obedecer ao princípio da proporcionalidade”, e que a decisão cautelar, por sua natureza, “não pode se revestir de julgamento antecipado”.

Fonte: Migalhas

Moraes chama advogados de Bolsonaro para explicar descumprimento de medidas e alerta sobre prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (22) que os advogados de Jair Bolsonaro (PL) se manifestem no prazo de 24 horas sobre descumprimento de medida cautelar que proíbe o ex-presidente de usar redes sociais, direta ou indiretamente.

Desde a sexta-feira, Moraes aplicou medidas cautelares contra Bolsonaro — como o uso de tornozeleira eletrônica ou a proibição de postar nas redes — em razão de indícios de que o ex-presidente tenta atrapalhar o processo em que é réu por tentativa de golpe de Estado.

Mais cedo nesta segunda, Moraes reforçou que a proibição vale também para contas de terceiros nas redes.

Mas, poucas horas depois, Bolsonaro fez um ato com aliados na Câmara, e registros do evento foram parar na internet.

O ministro alertou que, caso a defesa não justifique adequadamente a conduta, poderá decretar a prisão imediata do ex-presidente.

Na decisão, Moraes cita vídeos publicados nas redes sociais em que Bolsonaro aparece exibindo a tornozeleira eletrônica e fazendo discurso. Segundo o ministro, isso configura violação das medidas impostas por ele.

“A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas, inclusive por terceiros”, escreveu Moraes.

Vídeos nas redes

No ato no Congresso, Bolsonaro mostrou a tornozeleira eletrônica, que chamou de “máxima humilhação”. Disse ainda que “não matou ninguém” para merecer a medida.

“Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Nós vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, disse o presidente.

Fonte: G1

Tarifaço de Trump coloca em risco 77 mil toneladas de frutas brasileiras que aguardam exportação para os EUA

Cerca de 77 mil toneladas de frutas brasileiras que aguardam exportação para os Estados Unidos correm risco de estragar ou de serem comercializadas abaixo do preço de mercado por causa da tarifa de 50% imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Anunciada por Trump, a medida entra em vigor em 1º de agosto e já levou à suspensão de embarques de frutas, pescados, grãos e carnes.

No setor de frutas, o impacto é expressivo. Um levantamento da GloboNews aponta os volumes em risco:

– 36,8 mil toneladas de manga

–  18,8 mil toneladas de frutas processadas, principalmente açaí

– 13,8 mil toneladas de uva

– 7,6 mil toneladas de outras frutas

De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), cerca de 2,5 mil contêineres estão preparados para exportação, à espera de uma solução diplomática.

A quantidade é suficiente para abastecer, por um ano inteiro, a população de grandes capitais como Salvador (BA), Manaus (AM) e Recife (PE).

🍊Se convertida em suco, essa quantidade equivaleria a 38,5 milhões de litros, o bastante para servir um copo a mais de 192 milhões de pessoas.

O números dimensionam o impacto da disputa comercial, que atinge em cheio produtores e exportadores do país.

A crise impacta diretamente os produtores do Vale do São Francisco, que lidera o cultivo no Brasil. Caso o impasse persista, os efeitos negativos devem se alastrar pelas próximas safras, com potencial para reduzir investimentos, provocar demissões e afetar toda a cadeia logística da fruticultura nacional.

Entre os produtos mais afetados está a manga, principal fruta in natura exportada pelo Brasil para o mercado norte-americano. O cenário é o mais delicado porque a janela de embarques — que vai de agosto a outubro — coincide justamente com o início da aplicação da nova sobretaxa.

Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, afirma que as alternativas para o setor são limitadas.

“Não podemos colocar essa manga no Brasil, porque vai colapsar o mercado. Então, urge uma definição, urge o bom senso, urge a flexibilidade, urge um pensamento global, um pensamento geral, para que não tenhamos que deixar manga no pé, com desemprego em massa”, diz.

“Agora nós estamos bastante inseguros. Porque, infelizmente, a essa altura não podemos pegar essa manga e jogar na Europa. O preço vai desabar, não há logística para isso”, afirma o presidente.

A entidade afirma que o segundo semestre, tradicionalmente responsável pelo maior volume de receitas da fruticultura, pode se transformar em um período de colapso.

Dados da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) mostram que o suco de laranja também está em risco. Na safra 2024/2025, a exportação representou 305 mil toneladas de suco enviadas para os Estados Unidos e mais de US$ 1,3 bilhão em receita para o Brasil.

O aumento de 533% na taxação torna inviável a continuidade das vendas ao segundo principal destino do produto. O volume em risco ameaça toda a cadeia produtiva, especialmente agora, no início da nova safra.

O governo federal orientou empresas brasileiras a mobilizarem seus compradores nos EUA e tenta negociar com a administração americana o adiamento da tarifa por pelo menos 90 dias.

Fonte: G1

Ministério da Integração reconhece a situação de emergência em 29 cidades afetadas por desastres em Pernambuco e outros estados

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta segunda-feira, 21, a situação de emergência em 29 cidades afetadas por desastres nos estados do Amazonas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

Foram castigados por fortes chuvas os municípios de Relvado, São Francisco de Assis, Nova Santa Rita, Sapucaia do Sul, Toropi, Montenegro, Nova Esperança do Sul, Cacequi, Eldorado do Sul, Unistalda e Estrela, no Rio Grande Sul, e Vargem, em Santa Catarina.

Já as cidades de Barreirinha, no Amazonas, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de inundações, enquanto Sobradinho e São Nicolau, também no estado gaúcho, foram atingidas por enxurradas.

Por outro lado, os municípios de Tanhaçu, Piripá, Boquira e Anagé, na Bahia, Brejo dos Santos, Dona Inês, Quixabá e Mãe D’Água, na Paraíba; Caetés, em Pernambuco, e Morro Grande, em Santa Catarina, passam por estiagem. No Rio Grande do Norte, as cidades de São Fernando, Parelhas e Campo Grande enfrentam a seca, período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Morre Preta Gil, cantora e empresária, aos 50 anos, vítima de câncer

Cantora, empresária e apresentadora, Preta Gil morreu neste domingo aos 50 anos após complicações em decorrência de um câncer. A informação da morte foi confirmada pela equipe da artista.

Ela estava nos Estados Unidos, onde fazia um tratamento experimental contra a doença, diagnosticada em janeiro de 2023. A artista teve apenas um filho: Francisco Gil, também conhecido como Fran, músico que completa o trio do grupo Gilsons.

Filha de Gilberto Gil e Sandra Gadelha, sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa, Preta Maria Gadelha Gil Moreira nasceu em 8 de agosto de 1974, no Rio de Janeiro. Dois anos após seu pai retornar do exílio em Londres durante a ditadura no Brasil.

Mulher preta, bissexual e fora dos padrões estéticos convencionais, Preta enfrentou preconceitos desde a infância e usava sua visibilidade para combater o racismo, a gordofobia e a homofobia. “Eu costumo dizer que eu era a Preta no mundinho da Tropicália, achava que as pessoas eram que nem a minha família. O mundo não era assim”, afirmou certa vez a cantora à revista Forbes.

Em entrevistas, Preta contou o momento controverso quando o pai foi registrá-la no cartório. O tabelião inicialmente se recusou a aceitar o nome “Preta”, o que levou Gilberto e a avó materna de Preta, Wangry, a argumentarem que nomes como “Branca” e “Clara” eram comuns. “Se fosse Branca, Rosa ou Clara, pode? Acho que a senhora já registrou muitas”, argumentou o músico. O tabelião disse que só faria o registro se fosse incluído um nome católico no registro oficial. A avó então sugeriu um nome composto: Preta Maria, e o tabelião concordou.

A infância de Preta foi dividida entre o Rio de Janeiro e Salvador, após a separação de seus pais. A cantora era a quarta filha de Gilberto Gil de um total de sete. Gil foi casado com Sandra Gadelha (a Drão), a cantora Nana Caymin e Belina de Aguiar. Com Nana, o cantor não teve nenhum filho durante a relação de um ano.

Fonte: UOL