Partidos terão R$ 6,4 bilhões de orçamento em 2026

Os partidos políticos brasileiros terão em 2026, cerca de R$ 6,4 bilhões à disposição para manter suas atividades diárias e também para serem usados nas campanhas eleitorais. O montante reúne recursos do Fundo Partidário, que é repassado todos os meses, e do Fundo Eleitoral, que é distribuído apenas em ano eleitoral, além dos rendimentos de aplicações financeiras feitas pelos partidos. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2018, o Fundo Eleitoral que era R$ 1,7 bilhão passou para R$ 5 bilhões em 2024.

Para 2026, os partidos contarão com a soma dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral, que formam o total de repasses públicos previstos para o ano. Entre janeiro e agosto, segundo dados do TSE, as legendas já receberam R$ 3,2 bilhões do Fundo Partidário, destinado à manutenção mensal das estruturas partidárias. A esse montante será acrescido o Fundo Eleitoral, estimado pelo Congresso em R$ 3,2 bilhões, que será distribuído apenas no próximo ano para financiar as campanhas.

O montante maior ficará com os partidos PT, PL, PSD, MDB e União Brasil, que têm as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado. De acordo com a legislação, a distribuição dos valores ocorre também de acordo com o desempenho dos partidos em eleições anteriores. Além dos repasses oficiais, os partidos costumam fazer investimentos financeiros com os valores depositados em suas contas, o que gera altos rendimentos. As aplicações estão prevista em lei.

A distribuição do Fundo Eleitoral segue percentuais fixados em lei: 48% são destinados aos partidos de acordo com o tamanho de suas bancadas na Câmara dos Deputados, 35% conforme a representação no Senado, 15% para as siglas que alcançaram a cláusula de desempenho e 2% são divididos igualmente entre todos os partidos registrados no país.

Fonte: Correio Braziliense

Líder autoritária derrubada por protesto da geração Z é condenada à morte em Bangladesh

A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi considerada culpada de crimes contra a humanidade e condenada à morte por um tribunal em Bangladesh.

O tribunal especial considerou Hasina responsável por ordenar uma repressão violenta aos protestos liderados por estudantes em 2024, durante os quais a ONU estima que até 1.400 pessoas morreram, a maioria por disparos das forças de segurança.

Assim que a sentença de morte contra Sheikh Hasina foi anunciada, aplausos foram ouvidos dentro e fora do tribunal, como relatou Arunoday Mukharji, repórter em Daca, capital do país.

Hasina classificou a decisão do tribunal como “tendenciosa e politicamente motivada” em um comunicado. Ela foi julgada à revelia e vive exilada na Índia desde que foi deposta do poder.

Por que Hasina estava sendo julgada

O processo contra a ex-premiê girou em torno das acusações de que ela ordenou e supervisionou uma repressão violenta para tentar se manter no poder diante das manifestações de 2024.

A crise começou meses antes, quando Hasina venceu um quarto mandato consecutivo em uma eleição boicotada pela oposição e criticada como fraudulenta. Protestos estudantis contra o sistema de cotas no funcionalismo público — visto por muitos como um mecanismo de favorecimento político — rapidamente se ampliaram para um movimento nacional pedindo sua renúncia.

À medida que as ruas explodiam em atos, Hasina endureceu o discurso, chamou os manifestantes de terroristas e autorizou prisões em massa. Um áudio vazado, cuja autenticidade ela nega, sugeria que a primeira-ministra teria instruído forças de segurança a usar armas letais contra civis desarmados.

Alguns dos episódios mais sangrentos ocorreram em 5 de agosto de 2024, quando a líder fugiu do país e multidões tomaram sua residência oficial. Apenas naquele dia, pelo menos 52 pessoas foram mortas em ações policiais, segundo investigações de direitos humanos.

Promotores afirmam que Hasina e seus principais assessores dirigiram um esquema de violência sistemática, que incluía o uso de munição real para dispersar protestos, execuções extrajudiciais e desaparecimentos forçados ligados ao Awami League (seu partido político). A ex-premiê nega todas as acusações e diz nunca ter ordenado disparos contra civis.

No mesmo tribunal, ela responde a uma segunda acusação de crimes contra a humanidade por desaparecimentos forçados durante seu governo, além de enfrentar um processo separado por corrupção. Seus aliados do Awami League também negam essas acusações.

Fonte: BBC

Polícia Militar detém indivíduo flagrado empinando moto na zona rural de Petrolina

Neste domingo, 16, por volta das 12h38, a Polícia Militar do 5° BPM deteve um indivíduo flagrado empinando uma moto no Núcleo 4 do Projeto Senador Nilo Coelho, na zona rural de Petrolina.

Os policiais estavam fazendo patrulhamento durante a Operação Impacto Integrado, quando se depararam com o motoqueiro fazendo manobras perigosas, trafegando apenas com a roda traseira, colocando em risco várias crianças que brincavam na rua.

Além disso, estava em alta velocidade, sem possuir CNH e com o veículo apresentando algumas alterações das características originais, como a ausência do cano de escape, ocasionando muito barulho.

O indivíduo ainda tentou fugir da Polícia Militar, mas foi alcançado e detido no momento que tentativa adentrar bruscamente em uma residência. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil com a moto apreendida.

Da redação do Blog do Chico Gomes

Com Pix, empresas e consumidores brasileiros economizaram R$ 117 bilhões em 5 anos

Em cinco anos, o Pix possibilitou uma economia direta de R$ 117 bilhões para consumidores e empresas no Brasil. Somente entre janeiro e setembro de 2025, foram R$ 38,3 bilhões economizados – valor superior ao registrado ao longo de todo o ano de 2024, de R$ 33 bilhões.

Os números constam em levantamento elaborado pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC). Segundo o estudo, o resultado é impulsionado por dois movimentos complementares: a queda consistente das TEDs e a migração crescente das transações de pessoas para empresas (P2B) para o Pix, cuja tarifa é significativamente menor do que à do débito.

Os dados indicam que o montante financeiro economizado com a criação do Pix tem evoluído ano após ano. Passou de R$ 11,9 bilhões em 2021 para R$ 18,2 bilhões em 2022 e para R$ 24,6 bilhões em 2023. O MBC observa, no entanto, que o resultado atual, de R$ 38,3 bilhões, está próximo do potencial anual do sistema, de R$ 40,1 bilhões, que originalmente era estimado para ser alcançado apenas em 2030.

“Esse comportamento reforça a magnitude da adoção, mas também indica um cenário em que parte dos ganhos provenientes da simples substituição dos meios tradicionais tende a se estabilizar”, diz. “Chegar tão cedo a esse patamar reforça tanto a força do Pix quanto a necessidade de preparar o sistema para um novo ciclo de eficiência e modernização.”

Ainda segundo as MBC, cada operação realizada via Pix evita, em média, cerca de R$ 0,60 em custos ao sistema financeiro.

A metodologia do levantamento compara quanto o País teria demandado se TEDs e operações de débito permanecessem predominantes e aplica essa diferença ao volume real de transações via Pix. Os cálculos utilizam dados do Banco Central e são baseados nas séries acumuladas em 12 meses, para evitar distorções sazonais. O economista Rodolpho Tobler, da MBC, foi o responsável pelo levantamento.

Fonte: Infomoney

Brasil vence Senegal por 2×0 em Londres e faz melhor jogo da era Ancelotti

O Brasil venceu Senegal por 2×0 neste sábado (15), no Emirates Stadium, em Londres, e confirmou sua melhor atuação desde a chegada de Carlo Ancelotti ao comando técnico. Os dois gols saíram ainda no primeiro tempo: Estêvão, aos 28 minutos, abriu o placar após boa jogada pela direita, e Casemiro, aos 35, ampliou de cabeça.

O resultado marca a primeira vitória da Seleção sobre Senegal na história — até então, eram dois empates nos dois confrontos anteriores.

A equipe brasileira foi superior em praticamente todo o primeiro tempo, impondo ritmo, circulação de bola e intensidade no setor ofensivo. O Brasil criou várias oportunidades claras antes mesmo de marcar, enquanto Senegal teve dificuldades para progredir e pouco ameaçou a meta de Bento.

Na etapa final, o duelo ficou mais equilibrado, com Senegal avançando algumas linhas, mas sem transformar o domínio territorial em chances reais de gol. O Brasil administrou o resultado, controlou o jogo e saiu de campo com uma atuação consistente.

A partida é considerada o principal teste de Ancelotti até o momento, já que Senegal figura entre as seleções mais fortes da África nos últimos ciclos e vinha de bons resultados internacionais.

Último jogo do Brasil em 2025

A Seleção encerra seus compromissos nesta terça-feira (18), quando enfrenta a Tunísia, às 16h30 (Brasília), no estádio Decathlon Arena, em Lille, na França.

O duelo fecha a preparação do ano antes dos amistosos de março de 2026, contra França e Croácia, os dois maiores testes prévios à lista final da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Fonte: JC

Advogado morre após ser esfaqueado por cliente durante reunião em escritório

Na tarde da última sexta-feira, 14, o advogado Marcelo Andrade Mendonça foi morto a facadas dentro do próprio escritório. Conforme informou o G1, o suspeito do ataque, um cliente de 53 anos, foi preso em flagrante por militares que chegaram ao local após serem acionados para atender a ocorrência.

De acordo com a Polícia Militar, a porta do escritório estava quebrada e o homem apontado como autor do crime havia sido contido por testemunhas. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso

Segundo relatos registrados no boletim de ocorrência, Marcelo havia marcado uma reunião com o cliente para entregar um documento. O homem chegou acompanhado da esposa e, ainda durante a conversa, passou a se exaltar. Em seguida, todos se deslocaram até a recepção para que o advogado mostrasse um arquivo no computador de uma funcionária.

Ao visualizar o documento, o cliente teria acusado o advogado de “jogar para os dois lados”, conforme relatou uma testemunha à PM. A funcionária se afastou por alguns instantes e, ao retornar, encontrou o advogado ferido e sangrando. Um estagiário que estava em outra sala correu ao ouvir pedidos de socorro e conseguiu imobilizar o suspeito, que ainda segurava a faca usada no ataque.

A perícia foi acionada, e a Polícia Civil assumiu as investigações.

Nota OAB

Nas redes sociais, a OAB de Viçosa/MG publicou nota lamentando o crime e afirmando que acompanhará de perto o caso para garantir rigor na apuração. A entidade classificou o episódio como uma perda profunda para a advocacia local e reforçou seu compromisso com a defesa das prerrogativas profissionais e da segurança dos advogados.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do advogado Marcelo Andrade Mendonça, brutalmente assassinado dentro de um escritório enquanto exercia sua função. Sua partida representa uma perda imensa para toda a advocacia, atingindo-nos de forma profunda e revoltante.

A OAB Viçosa informa que tomará todas as providências cabíveis e estará à frente de todos os esforços necessários para que este ato cruel seja rigorosamente investigado. Não mediremos esforços na defesa intransigente das prerrogativas profissionais e da segurança de todos os advogados e advogadas.

Diante dessa tragédia, reafirmamos nossa união. A advocacia não se intimidará. Não perderemos nossa coragem. Seguiremos firmes na defesa da justiça, honrando aqueles que, como Marcelo, dedicaram suas vidas ao exercício ético e destemido da profissão. Que Deus conforte a família, amigos e colegas neste momento de imensa dor.

Que a memória de Marcelo permaneça como símbolo de força, dignidade e compromisso com a justiça.”

Fonte: Migalhas

Transnordestina coloca potencial de Suape em jogo

O presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, classificou como um dos maiores erros estratégicos recentes de Pernambuco a perda do trecho da ferrovia Transnordestina para o Ceará. Ele falava para uma plateia de jornalistas na última sexta-feira (14), no Recife. “Talvez tenha sido o momento em que mais sentimos a ausência de uma ação política coesa e proativa”, afirmou.

A Transnordestina é considerada um projeto logístico vital para a consolidação de Suape como hub de exportação de grãos, minérios e outras cargas do interior. A ferrovia encurtaria distâncias e reduziria custos logísticos, ampliando a competitividade do porto no cenário nacional. Com a decisão da TLSA de levar o ramal só até o Ceará, deixando Pernambuco de fora do projeto, o estado perdeu um diferencial logístico fundamental para atrair investimentos no setor de infraestrutura e escoamento da produção do Sertão e do Agreste.

Segundo Armando Bisneto, a ferrovia seria o elo estruturador para viabilizar plenamente os projetos do terminal de minérios e da movimentação de grãos via Suape. A conexão com o interior por trilhos permitiria consolidar o porto como rota estratégica de exportação da produção agroindustrial e mineral do Nordeste. Sem a Transnordestina, esses empreendimentos seguirão com soluções rodoviárias, menos eficientes e mais onerosas.

Por essa razão, é tão importante que o setor produtivo participe do seminário Conexões Transnordestina, que acontece justamente em Suape, nesta terça-feira, dia 18, às 16h, para entender os desdobramentos dessa obra em Pernambuco. O encontro reunirá a governadora Raquel Lyra, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre; o próprio Armando Monteiro Bisneto; o especialista em transporte e professor Maurício Pina; e o consultor de logística e professor da UPE, Guilherme Magalhães, além de André Luiz Ludolfo, diretor de empreendimentos da Infra S.A., estatal responsável pelos projetos de retomada da ferrovia.

Fonte: Folha de Pernambuco

Silvânia Aquino revela que não saiu da banda Calcinha Preta por vontade própria

Silvânia Aquino voltou a aparecer nas redes sociais neste sábado, 15, para esclarecer, pela primeira vez, os motivos que a levaram a anunciar sua saída da banda Calcinha Preta. A cantora, que passou 25 anos no grupo, afirmou que não tomou a decisão por vontade própria e disse que precisou se pronunciar para impedir que informações distorcidas continuassem ganhando força online.

“Eu me pronunciei, quando coloquei meu desligamento, não foi por vontade minha. Mas eu precisava fazer, e eu só tenho a agradecer a todos os fãs”, disse Silvânia logo no início da live feita para seus mais de 2 milhões de seguidores. A artista explicou que ficou alguns dias afastada para absorver a situação. “Fiquei muito afastadinha esses dias, muito caladinha, não foi? Mas eu precisava me pronunciar e não está sendo fácil”, declarou.

As motivações de Silvânia Aquino

Na live, a cantora reforçou que nunca planejou deixar a banda. “Não foi opção minha estar fora da banda Calcinha Preta, na qual eu tenho uma vida dedicada. Minha vida está ali dentro. Foram tantos anos ali dentro. Pretensão zero de sair”, afirmou. Segundo ela, o que motivou o pronunciamento foram as versões conflitantes que começaram a circular. “Aí um fala uma coisa, outro fala outra… e às vezes inverdades faladas por várias e várias vezes se tornam verdade.”

Silvânia ainda destacou que só comunicou oficialmente o desligamento porque não havia mais alternativa. “Eu não sairia da banda. Mas eu só entro na sua casa se você deixar. Quando coloquei o meu desligamento, não foi por vontade minha, mas eu precisava fazer”, explicou. Ela afirmou, no entanto, que não há possibilidade de retorno. “Volta ou não volta? Não, não há volta. O meu ciclo na Calcinha Preta se encerrou.”

Mesmo assim, Silvânia fez questão de agradecer à equipe e aos fãs. “A banda precisa seguir. Eu vou caminhar, sim. Agradeço muito à família Calcinha Preta”, finalizou.

Fonte: CARAS

Flamengo goleia e rebaixa o Sport no Campeonato Brasileiro

O Flamengo venceu o Sport por 5 a 1, neste sábado (15), na Arena de Pernambuco, em jogo atrasado da 12ª rodada do Brasileirão. Em campo, Pablo abriu o placar, mas Luiz Araújo, Juninho, Bruno Henrique, Ayrton Lucas e Douglas garantiram o triunfo dos cariocas. Com o resultado, o Leão foi rebaixado.

O Flamengo agora encara o Fluminense na quarta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Já o Sport visita o Botafogo na terça (18), às 20h30 (de Brasília), no Nilton Santos.

O jogo

A primeira etapa começou tensa para o Flamengo. O time carioca viu o Sport sair na frente aos 15 minutos. Pablo aproveitou vacilo da defesa rubro-negra e abriu o placar.

A partir daí, os torcedores do Flamengo que estiveram na Arena Pernambuco chegaram a vaiar Emerson Royal, algo que irritou Filipe Luís ainda no primeiro tempo. O comandante pediu apoio

O caminho ficou mais tranquilo para o Flamengo no fim da primeira etapa. Aos 37 minutos, Matheus Alexandre já tinha amarelo e fez uma falta dura em Ayrton Lucas para receber o segundo amarelo e consequentemente o vermelho..

Com um a mais, os cariocas chegaram ao empate. Luiz Araújo acertou um chute na gaveta e deixou tudo igual.

Depois, aos 42 minutos, Ramon, também já pendurado, fez uma falta e recebeu o segundo amarelo. Mais um no chuveiro, com o Sport tendo dois a menos.

O segundo tempo foi mais tranquilo para o Flamengo, que tirou João Victor para acionar Michael. Logo depois, Juninho entrou no lugar de Wallace Yan e brilhou para fazer 2 a 1.

Com o Sport entregue, Bruno Henrique fez o terceiro para os cariocas. Minutos depois foi a vez de Ayrton Lucas fazer 4 a 1.

Deu tempo ainda para um estreante marcar: Douglas. Após bela jogada de Cebolinha, o garoto de 18 anos deixou o seu primeiro gol no profissional e fez 5 a 1.

Fonte: ESPN

Aposta de Porto Alegre acerta Mega-Sena e leva prêmio de R$ 99 milhões

Uma aposta de Porto Alegre (RS) acertou as seis dezenas do concurso 2.940 da Mega-Sena, realizado nesta sexta-feira (14). O vencedor irá receber prêmio de mais de R$ 99 milhões.

Os números sorteados foram: 07 – 08 – 09 – 13 – 22 – 53

– 170 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 28.007,64

– 13.794 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 568,96

O próximo sorteio será realizado na terça-feira (18), com prêmio estimado de R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio nas lotéricas de todo o país. Para o bolão, o sistema fica disponível até às 20h30 no portal Loterias Caixa e no aplicativo Loterias Caixa. O valor de uma aposta simples é R$ 6.

Fonte: Agência Brasil

Proclamação da República: um chamado permanente ao fortalecimento da cidadania e das instituições

Por Edilson Silva

Se voltarmos ao 15 de novembro de 1889, podemos imaginar o Brasil como uma nação em efervescência, cercada por esperanças e inquietações. A República era uma promessa. Um rompimento com o poder hereditário e a centralização política da monarquia. Contudo, também era uma escolha feita às pressas e, em muitos sentidos, ainda imatura. Como cidadãos do presente, com um olhar interligado ao passado, questiono: o quanto dessa proclamação, de fato, cumprimos?

Certa vez, ao refletir sobre momentos de transformação como esse, fui tocado pela frase atribuída a Joaquim Nabuco: “A abolição foi o primeiro passo; o próximo seria libertar o Brasil de todas as suas heranças escravagistas.” Essa ideia ressoou em mim como um chamado contínuo para que avancemos, dos alicerces históricos às bandeiras republicanas que ainda precisam ser fincadas de forma sólida — sob o solo das instituições democráticas e da cidadania ativa.

Quando o Marechal Deodoro da Fonseca proclamou o início do regime republicano, o Brasil carregava nas costas o peso de séculos de exclusão social, concentração de poder e privilégios consolidados. Da monarquia, herdamos desigualdades que não se desfizeram com uma assinatura ou com palavras de ordem. As primeiras décadas republicanas, principalmente durante a chamada República Velha, não foram capazes de corresponder à promessa de inclusão.

A representação política, ainda restrita a uma elite, via a figura do cidadão como secundária. A voz popular, principal sustentáculo de qualquer República, esteve, por décadas, abafada pelo autoritarismo de coronéis e ciclos de instabilidade governamental. A pergunta que ecoa no presente surge quase inevitável: quantas dessas barreiras, de fato, conseguimos transpor?

Ainda assim, seria injusto não reconhecer os passos gigantes que demos em momentos críticos de nossa história. A Constituição de 1988, batizada como “Cidadã”, remodelou um Brasil recém-saído de um regime autoritário. Instituímos princípios tão caros à República, como a universalização de direitos, a ampliação da Justiça Eleitoral e o fortalecimento da transparência por meio do controle social.

Nesse esforço, os Tribunais de Contas emergem como guardiões dessa transformação. Longe de serem meros órgãos técnicos, tornaram-se a ponte entre o direito público e a responsabilização. Atuando como conselheiro nas contas dos gestores e defensor do patrimônio do povo, o controle externo tem hoje um papel que vai além dos números: é uma ferramenta de cidadania. Brasil afora, temos testemunhado como ações integradas entre os Tribunais de Contas e a população promovem mudanças concretas na qualidade da gestão pública, garantindo investimento responsável e retornos à sociedade.

A recente aprovação do Projeto de Emenda Constitucional n. 39/2022 – a PEC da Essencialidade – pelo constituinte derivado é uma vitória significativa para o amadurecimento da República. Ao estabelecer os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e indispensáveis, essa medida reforça os pilares republicanos de controle, transparência e responsabilidade na gestão pública e fortalece-se o sistema de freios e contrapesos, essencial para a democracia. Sua importância vai além de uma conquista institucional: ela simboliza o compromisso contínuo com os ideais de 1889, garantindo que o patrimônio do povo seja gerido com ética e eficiência.

Esse aprimoramento das instituições republicanas tem mostrado seu valor, especialmente em cenários de crise. Durante desafios recentes, como a pandemia de Covid-19, a atuação dos Tribunais de Contas provou que a capacidade de adaptação e vigilância é uma das maiores forças da República. Vimos a mobilização do setor público para salvar vidas, enquanto a transparência e o controle foram ferramentas cruciais para minimizar desvios e irregularidades. Cada passo foi uma reafirmação do chamado republicano à responsabilidade e ao bem coletivo.

Mas não nos enganemos: o Brasil de 1889 e o Brasil de 2025 ainda se comunicam em vários aspectos que nos desafiam. A desigualdade é uma ferida aberta, que só pode ser curada com reformas estruturais. Assistimos a retrocessos nas discussões sobre direitos fundamentais, e muitos brasileiros ainda se encontram à margem do debate político, sem voz ou acesso às decisões que mais impactam suas vidas.

Além disso, um problema central nos ronda: a confiança nas instituições. E aqui, faço uma provocação como presidente da Atricon e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia: só haverá uma República plenamente consolidada se o cidadão confiar naqueles que administram o presente e fiscalizam os rumos do futuro. Essa confiança não pode ser apenas declarada, mas precisa ser construída, diariamente, com ética, trabalho e resultados concretos.

Convido você a olhar para o 15 de novembro de outra maneira. Não como um dia congelado no calendário, mas como um chamado vivo, uma lembrança de que a República exige cuidado permanente. Exige líderes éticos, cidadãos vigilantes e instituições fortes. Exige reconciliação entre as desigualdades do passado e o progresso inclusivo do futuro.

A Proclamação da República não foi um fim, mas o início de um longo projeto nacional — um projeto que continua sendo escrito, no Parlamento, nos Tribunais, no campo, nas fábricas, no comércio, nas escolas, e em cada cidadão que ousa sonhar com um país mais justo.

Sigamos conscientes dessa tarefa, pois, ao construirmos esse futuro juntos, seremos também responsáveis por escrever capítulos mais dignos na história da nação brasileira. Para isso, o lema Ordem e Progresso precisa ser, mais do que uma frase na bandeira, um compromisso no coração de cada um de nós.

Que assim seja.

Edilson Silva é conselheiro do TCE-RO e presidente da Atricon

Governo Federal vai criar 8,6 mil cargos de professores e técnicos em educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (14) duas mensagens que encaminham ao Congresso Nacional projetos de lei voltados à área de educação.

O primeiro projeto altera a lei orçamentária para autorizar a criação de mais 8,6 mil cargos de magistério superior e técnico administrativo em educação, e assim poder aumentar o quantitativo de 21.204 para 29.804.

O segundo projeto cria um plano especial de cargos no Ministério da Educação (MEC), composto por cargos de nível superior, intermediário e auxiliar.

Em evento que agraciou 262 pessoas com a Ordem do Mérito Educativo, Lula disse que é mais barato financiar educação para as crianças do que manter um jovem na cadeia por falta de oportunidades.

Crítica

O presidente afirmou que tudo o que for necessário para homenagear trabalhadores da educação é pouco.

“Muita gente nunca quis que o povo brasileiro fosse educado. É como se fosse uma coisa vergonhosa para a elite durante tantas décadas e séculos não permitir que o povo brasileiro tivesse acesso à educação”, disse o presidente, em evento no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília.

Lula lamentou ainda que, mesmo com todo o investimento feito na educação brasileira, na comparação com Chile e Argentina, o país tem, proporcionalmente, menos jovens na universidade.

O presidente disse que vai anunciar, ainda neste mês, as universidades dos Esportes e a Indígena.

Fonte: Agência Brasil

STF tem maioria para tornar Eduardo Bolsonaro réu por coação

Com o voto do ministro Cristiano Zanin, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (14) para aceitar a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O deputado foi acusado de articular sanções ao Brasil e autoridades brasileiras nos Estados Unidos. O objetivo seria interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar tentativa de golpe de Estado.

O ministro relator, Alexandre de Moraes, disse em voto que a PGR descreveu detalhadamente as condutas de Eduardo, trazendo provas suficientes de que o deputado buscou criar caos social por meio de suas ações nos EUA.

Moraes foi acompanhado por Flávio Dino e Zanin. Ainda resta o voto de Cármen Lúcia para ter todos os votos do colegiado. Apesar disso, o julgamento encerra oficialmente no dia 25 de novembro.

“Há relevantes indícios de que as condutas de Eduardo Nantes Bolsonaro tinham como objetivo a criação de um ambiente institucional e social de instabilidade, com aplicação de crescentes sanções a autoridades brasileiras e prejuízos econômicos ao Brasil, como modo de coagir os Ministros do Supremo Tribunal Federal a decidir favoravelmente ao réu Jair Messias Bolsonaro na AP 2.668/DF [processo da tentativa de golpe], em total desrespeito ao devido processo legal”, afirma Moraes.

O ministro cita casos como a suspensão de vistos dos ministros do Supremo e familiares; sanções econômicas contra o Brasil e a aplicação da Lei Magnitsky como provas da articulação de Eduardo Bolsonaro com autoridades americanas.

O caso é analisado em plenário virtual pela Primeira Turma, modelo em que não há debate entre os ministros e permite o registro de votos no prazo de uma semana. Com a saída de Luiz Fux do colegiado, o recebimento da denúncia é votado apenas por quatro ministros.

Nesse julgamento, o STF avalia se a PGR trouxe indícios suficientes de que houve crime. Ou seja, ainda não se discute culpa, condenação ou absolvição, apenas se há elementos que justifiquem a instauração de um processo. Caso os ministros concordem com Moraes, será aberto um processo criminal formal, e Eduardo Bolsonaro passará a ser réu.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que Eduardo se valeu de uma rede de contatos com autoridades americanas para compelir o STF a encerrar os processos sobre golpe de Estado sem condenações.

Segundo a PGR, os denunciados usaram de “ameaças de violentas sanções e a efetiva aplicação de algumas delas” para coagir os ministros do Supremo.

No processo, a defesa de Eduardo foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União), já que a Justiça não conseguiu fazer sua notificação. Ele foi avisado por edital, mesmo assim não apresentou defesa própria.

Na defesa prévia, a DPU diz que também não conseguiu contato com o parlamentar. Mesmo sem a “versão dos fatos” pelo deputado, o órgão pede a rejeição da denúncia.

O defensor público diz que o tipo penal denunciado não se enquadra com o emprego de violência e grave ameaça e o que foi narrado pelo procurador-geral da República foram apenas “articulações políticas” do parlamentar.

De acordo com o Art. 344 do Código Penal, o crime de coação no curso do processo penal tem pena prevista de reclusão de 1 a 4 anos e multa, além da pena correspondente à violência praticada.

Fonte: CNN