
O estado do Ceará declarou situação de emergência por causa dos impactos gerados na economia pelo tarifaço dos EUA a produtos brasileiros. O decreto foi assinado quarta-feira pelo governador Elmano de Freitas (PT) e publicado no Diário Oficial de ontem, sem validade estipulada.
O texto do decreto leva em conta o “cenário adverso social e econômico” ocasionado pelo aumento tarifário de 50%, o que exigiu do governo “providências urgentes no intuito de auxiliar os setores atingidos e garantir os empregos da população”.
Com produtos como ferro, frutas e pescados, o Ceará é, em termos proporcionais, o estado que mais vende para os EUA: 52% das exportações cearenses no primeiro semestre foram destinadas ao país governado por Donald Trump. Para comparação, o segundo colocado é o Espírito Santo, onde os EUA levam uma fatia de 34% das exportações.
O tarifaço, ainda por cima, foi imposto em um momento, de alta nessa tendência —de janeiro a junho, as vendas do Ceará para os EUA subiram 184%, em relação ao mesmo período de 2024.
O decreto publicado ontem, em termos práticos, apenas inclui o termo “emergência” no decreto de 20 de agosto, em que o governo regulamentou medidas para reduzir os efeitos adversos do tarifaço.
Fonte: UOL