Transnordestina coloca potencial de Suape em jogo

O presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, classificou como um dos maiores erros estratégicos recentes de Pernambuco a perda do trecho da ferrovia Transnordestina para o Ceará. Ele falava para uma plateia de jornalistas na última sexta-feira (14), no Recife. “Talvez tenha sido o momento em que mais sentimos a ausência de uma ação política coesa e proativa”, afirmou.

A Transnordestina é considerada um projeto logístico vital para a consolidação de Suape como hub de exportação de grãos, minérios e outras cargas do interior. A ferrovia encurtaria distâncias e reduziria custos logísticos, ampliando a competitividade do porto no cenário nacional. Com a decisão da TLSA de levar o ramal só até o Ceará, deixando Pernambuco de fora do projeto, o estado perdeu um diferencial logístico fundamental para atrair investimentos no setor de infraestrutura e escoamento da produção do Sertão e do Agreste.

Segundo Armando Bisneto, a ferrovia seria o elo estruturador para viabilizar plenamente os projetos do terminal de minérios e da movimentação de grãos via Suape. A conexão com o interior por trilhos permitiria consolidar o porto como rota estratégica de exportação da produção agroindustrial e mineral do Nordeste. Sem a Transnordestina, esses empreendimentos seguirão com soluções rodoviárias, menos eficientes e mais onerosas.

Por essa razão, é tão importante que o setor produtivo participe do seminário Conexões Transnordestina, que acontece justamente em Suape, nesta terça-feira, dia 18, às 16h, para entender os desdobramentos dessa obra em Pernambuco. O encontro reunirá a governadora Raquel Lyra, o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre; o próprio Armando Monteiro Bisneto; o especialista em transporte e professor Maurício Pina; e o consultor de logística e professor da UPE, Guilherme Magalhães, além de André Luiz Ludolfo, diretor de empreendimentos da Infra S.A., estatal responsável pelos projetos de retomada da ferrovia.

Fonte: Folha de Pernambuco

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